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  • Coreia do Sul proíbe a venda de café nas escolas

    A Coreia do Sul proibiu a venda de café nas escolas de ensino infantil, fundamental e médio a partir de de setembro.

    Não é a primeira vez que o país faz proibição de alimentos bebidas nas escolas. Até hoje também estava proibida a venda de produtos com alto níveis de cafeína como refrigerantes e energéticos para os alunos, mas era permitido para os professores e adultos.

    Agora, de acordo com o Ministério da Segurança Alimentar e Medicamentos, a lei passou por uma revisão com especialistas no assunto e os alimentos e bebidas com altos níveis de cafeína foram totalmente banidos das escolas.

    As vendas de café em máquinas de venda, que antes estavam acessíveis aos alunos, também foram proibidas.

    O ministério recomenda não mais do que 2,5 miligramas de cafeína por 1 quilo de peso por dia para crianças e jovens, e adverte que o excesso de ingestão pode causar náusea, batimento cardíaco irregular e distúrbios do sono.

  • Imigração japonesa é homenageada em sessão no Plenário

    Em 1908, o navio Kasato Maru desembarcou no porto de Santos (SP) trazendo a primeira leva de pouco mais de 700 imigrantes japoneses ao Brasil. Hoje, o país abriga a maior comunidade de descendentes nipônicos do mundo, com 1,5 milhão de pessoas. Os 110 anos da chegada dos pioneiros asiáticos foram celebrados nesta segunda-feira (27) em uma sessão especial no Plenário do Senado.

    A convite do senador Hélio José (Pros-DF), representantes da comunidade japonesa no país participaram da homenagem e defenderam a integração e o estreitamento ainda maior dos laços entre os dois países, notadamente no esporte, na cultura, na economia, na ciência e na tecnologia.

    — Não fosse a vinda dos japoneses, o Brasil seria hoje menos plural e menos rico. Seria menos Brasil porque nada nos define melhor que a nossa diversidade. Eles nos ensinaram mais do que aprenderam, com certeza. A homenagem do Senado aos imigrantes se estende a todo o povo do país — afirmou o senador.

    O embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Paes Saboia, ressaltou a relação entre as duas nações, as quais, segundo ele, “partilham de sólidos valores políticos, econômicos e humanos”.

    — Partilhamos valores comuns, como apreço pela paz, pela democracia e preocupação com o meio ambiente, além de horror a armas nucleares — destacou.

    Agroindústria

    O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), integrante do Grupo de Amizade Brasil-Japão, salientou que o país é a terceira maior potência econômica do mundo, atrás de Estados Unidos e China. Tem um povo determinado, que o levou a ser referência mundial no sistema de produção, na gestão empresarial e na inovação, tanto que abriga 40 das 100 empresas mais inovadoras do mundo.

    Segundo o deputado, o Brasil, por ter a maior colônia japonesa, se beneficia disso e colhe frutos:

    — O cerrado brasileiro passou a ser uma das áreas mais produtivas da agroindústria no país graças a eles — afirmou.

    Exposição

    A homenagem foi aberta com uma reportagem especial da Rádio Senado feita por ocasião do centenário da imigração. Após a reunião, os convidados participaram da abertura de uma exposição de registros históricos da imigração japonesa promovida pela Secretaria de Gestão de Informação e Documentação da Casa. A exposição está no Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima e ficará aberta ao público até 31 de agosto.

    Também participaram da sessão o representante da embaixada do Japão, Osamu Yamanaka; o representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão no Brasil, Akio Saito; o presidente das Associações Nipo-Brasileiras do Centro-Oeste, Hermínio Suguino; a assessora do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Cecília Ishitani; o monge budista Ademar Kyotoshi Sato; e o presidente da Associação Nikei do Brasil, Waldemar Hiroshi Umeda. Agência Senado.

  • Agora é lei: morador de rua deve ser atendido pelo SUS

    A partir desta segunda-feira (27), está assegurado por lei o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social, mesmo que eles não apresentem comprovante de residência.

    A Lei 13.714, de 2018, que proíbe expressamente a recusa de atendimento pelo SUS nesses casos, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
    Assistência social

    O texto original do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 112/2014 obrigava a criação de uma identidade visual para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), que sirva para identificar todos os locais que prestam esse serviço à população.

    A identidade visual seria nos moldes do SUS, com um símbolo próprio que identifique as unidades públicas estatais, as organizações de assistência social, os serviços, programas, projetos e benefícios vinculados ao Suas.

    Porém, o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) apresentou uma emenda para determinar o atendimento a moradores de rua, geralmente assistidos por instituições filantrópicas.

    O texto garante a essa camada da população “a atenção integral à saúde, inclusive com dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde”. Por Agência Senado.

  • Como a fusão de estrelas binárias poderia ajudar os alienígenas a fazerem contato

    As primeiras observações da fusão de estrelas binárias surpreenderam a comunidade astronômica no ano passado, mas não tanto quanto o primeiro sinal da vida extraterrestre pode, algum dia, chocar o mundo.

    Em um novo artigo publicado no início deste mês, mostra que as observações de uma fusão de estrelas binárias podem realmente ser a chave para fazer essa segunda detecção, que é a busca contínua de um esforço científico chamado de “busca por inteligência extraterrestre”, ou SETI.

    “Ficamos realmente impressionados com o rápido crescimento da astronomia multi-mensageira associada à fusão de estrelas de nêutrons detectada em agosto passado e começamos a pensar em possibilidades interessantes muito além dos estudos astronômicos tradicionais”, disse o autor do artigo Yuki Nishino, físico da Universidade de Kyoto, no Japão.

    Yuki e um colega começaram a considerar como uma civilização alienígena tecnologicamente avançada além da nossa galáxia poderia se apoiar nos brilhantes sinais criados pela colisão de estrelas de nêutrons para chamar nossa atenção.

    Sua ideia básica é que os alienígenas teriam a capacidade de prever a fusão de uma estrela de nêutrons binária em outro lugar na sua própria galáxia com antecedência. “Às vezes podemos fazer isso agora”, escreveu a dupla, “porque muitas estrelas de nêutrons são pulsares, que produzem um jato giratório de luz. Isso significa que podemos rastrear onde eles estão e como eles estão interagindo em sistemas binários”, completaram.

    Em seguida, os alienígenas precisariam produzir um sinal cronometrado em torno dessa colisão.

    Os cientistas já começaram a sonhar com detectores de ondas gravitacionais baseados no espaço para observar uma colisão com anos de antecedência. Eles inclusive já posicionaram seus telescópios em direção a uma colisão logo depois que ela foi registrada.

    Resumindo, eles acreditam que os alienígenas podem chamar nossa atenção com uma assinatura artificial antes, depois ou antes e depois do sinal de colisão natural.

    Claro, tudo isso pressupõe que nossos “vizinhos” queiram nos encontrar, e não há como saber quão válida é essa suposição. Nishino pensa que o contato é inevitável. “Acho que um dos fundamentos básicos para o desenvolvimento de uma civilização avançada é um desejo profundo de deixar informações”, disse ele.

    A pesquisa foi publicada em um artigo no The Astrophysical Journal Letters no início de agosto.

  • Jovem de 24 anos atira contra participantes de torneio na Flórida

    Jovem de 24 anos que participava de torneio de videogame atira contra participantes e depois se mata.

    O tiroteio aconteceu na tarde desse domingo (26), em Jacksonville, na Flórida, em um restaurante da cidade, que realizava uma etapa de um campeonato de videogame online.

    A rede de televisão CNN divulgou imagens de um vídeo do momento em que os tiros começam.

    Dezenas de disparos e os gritos de quem estava no local podem ser ouvidos na gravação. Quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas.

    O restaurante fica em um lugar bastante movimentado da cidade, o The Jacksonville Landing, uma área de restaurantes à beira do rio.

    A polícia disse que está investigando o caso com apoio do FBI – a Polícia Federal norte-americana – e confirmou que o suspeito se matou no local, após atirar contra as vítimas. Ele era David Katz, de 24 anos, de Baltimore Mayland.

    O restaurante estava transmitindo as partidas do campeonato, ao vivo. A imprensa americana diz que o atirador era um dos jogadores que estava competindo no local e após perder o torneio teria disparado e atacado as vítimas antes de se matar. A polícia ainda não confirmou.

    Foi o terceiro grande tiroteio na Flórida, em dois anos. Em 2016, 49 pessoas foram mortas em Orlando, na Boate Pulse.

    Em outro tiroteio, este ano, em uma escola de ensino médio do estado, 17 pessoas morreram.

  • Câncer pode se esconder por trás de sangramento interno em pacientes com doença cardiovascular

    Pacientes com sangramento gastrointestinal (GI) têm 18 vezes mais chances de serem diagnosticados com câncer do trato gastrointestinal, e aqueles com sangramento genitourinário (GU) são 80 vezes mais prováveis ​​de serem diagnosticados com câncer de GU, do que pacientes sem GI interno ou GU, respectivamente.

    Os resultados do estudo foram apresentados hoje (27) no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique, na Alemanha. O ensaio clínico, denominado “Desfechos Cardiovasculares para Pessoas que Usam Estratégias de Anticoagulação” ou COMPASS, é conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Saúde da População (PHRI).

    O estudo COMPASS envolve mais de 27.000 pacientes com doença arterial coronariana ou periférica em 33 países.

    Anteriormente, o COMPASS descobriu que a combinação de rivaroxaban com aspirina reduz a morte cardiovascular, acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco em 24% em comparação com a aspirina sozinha. O aumento do sangramento foi um efeito colateral indesejado da combinação de rivaroxabana e aspirina, embora não tenha havido aumento significativo no sangramento fatal ou crítico de órgãos.

    As novas análises demonstram que os pacientes que desenvolveram sangramento tinham maior probabilidade de serem diagnosticados com câncer, particularmente quando o sangramento ocorreu no trato gastrointestinal ou gastrointestinal. Um em cada 5 de todos os novos diagnósticos de câncer durante o estudo foram em pacientes que tiveram sangramento.

    “Esta percepção surpreendente deve estimular uma busca por cânceres ocultos em pacientes com doença cardiovascular que desenvolvem hemorragia”, disse John Eikelboom, professor associado de medicina na Escola de Medicina McGaster de Michael G. DeGroote.

    Stuart Connolly, principal pesquisador do COMPASS, acrescentou: “O sangramento tornou-se um foco-chave na prevenção de doenças cardiovasculares. A maioria de nossos esforços tem se concentrado em descobrir maneiras melhores de prevenir e tratar sangramentos, mas se o sangramento nos permite diagnosticar câncer antes, pode levar a um benefício inesperado”.

  • Senado analisa propostas que beneficiam pessoas com alergias alimentares

    Tramitam no Senado dois projetos que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas com alergias alimentares por meio do esclarecimento e conscientização do tema. A primeira proposta, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), estabelece a criação da Semana Nacional de Conscientização Sobre a Alergia Alimentar. O PLS 308/2018 prevê que o evento seja realizado anualmente, na terceira semana do mês de maio.

    Para a autora, a iniciativa não deve trazer custos ao Estado e pretende promover seminários, rodas de conversa, palestras e outras questões sobre o tema, além de conscientizar a população sobre esta condição. A matéria está em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e aguarda a designação do relator.

    A segunda proposta é o Projeto de Lei do Senado (PLS) 155/2014, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares ((PSB-SE), que determina a indicação dos alergênicos mais comuns em rótulos de alimentos. O projeto exige que um regulamento deve definir a lista dos alimentos considerados alérgenos mais frequentes. A relação deverá conter leite, ovos, peixes, crustáceos, moluscos, castanhas, amendoim, trigo e soja. A matéria está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com relatoria do senador Eduardo Amorim, (PSDB-SE), onde receberá decisão final.

    Prevalência

    As alergias alimentares são doenças caracterizadas pela manifestação do sistema imunológico após a ingestão ou contato com certos alimentos. As reações incluem urticária, inchaço, coceira, eczema, dor abdominal ou até mesmo fechamento das vias respiratórias e comprometimento de órgãos.

    O Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar de 2018, atualizado em abril deste ano, indicou que as alergias alimentares já são consideradas um problema de saúde pública, pois a sua prevalência tem aumentado em todo o mundo. A estimativa é de que elas afetem cerca de 6% das crianças com menos de três anos de idade e 3,5% da população adulta.

    Na infância, os alimentos alergênicos mais comuns são leite de vaca, ovo, trigo e soja, que em geral são alergias transitórias. Menos de 10% dos casos persistem até a vida adulta. Entre os adultos, os alimentos mais identificados são amendoim, castanhas, peixe e frutos do mar.

    Maria do Carmo defende que o aumento da prevalência do problema demanda maior atenção ao tema por parte do Estado e da sociedade como um todo. “Quanto mais informação a população brasileira tiver sobre a alergia alimentar, maior e melhor será o acolhimento de quem convive com esse delicado tipo de desordem imunológica”, afirmou na justificativa do projeto.

    Impactos sociais

    Em maio, a senadora realizou audiência pública sobre o assunto. Na ocasião, Renata Alves Monteiro, mestre em Nutrição Humana Aplicada, falou ainda sobre sua experiência como profissional e mãe de três filhos alérgicos. Para ela, o processo de acolhimento das pessoas com alergia seria o principal benefício que uma semana de conscientização poderia trazer.

    — A partir do momento em que a gente tem uma semana de conscientização da alergia alimentar, não vamos deixar a discussão só no âmbito individual do cuidado [familiar]. A gente vai começar a discutir isso de maneira responsável com os serviços de saúde e teremos famílias que passarão por um processo de acolhimento e respeito.

    Segundo a psicóloga Érika Campos Gomes, os impactos psicossociais da alergia alimentar afetam não só a vida das pessoas alérgicas como a das famílias com crianças alérgicas. Ela indicou que, além de uma mudança significativa na rotina familiar, o enfrentamento da alergia está associado ao aumento do sofrimento psíquico e a diminuição da qualidade de vida tanto de crianças alérgicas quanto de seus pais.

    — Há, de fato, uma dificuldade de entendimento, de compressão e de apoio da sociedade como um todo, tanto do clico social mais próximo, de familiares e amigos, quanto da sociedade de forma geral.

    Nas escolas, os participantes do debate defenderam uma maior abordagem do assunto, por ser um ambiente em que as crianças passam muito tempo e fazem refeições coletivas. Maria do Carmo ressaltou também, na justificativa da proposta, os berçários como lugares de grande risco de contato acidental com alimentos alérgicos.

    Fernanda Mainier Hack, uma das coordenadoras do movimento Põe no Rótulo — que reivindica a rotulagem adequada de produtos alimentícios —, afirmou que muitas reações alérgicas acontecem no ambiente escolar e ocorrem por desconhecimento e falta de preparo das escolas. Ela defende ainda que a discussão seja levada para o ambiente de trabalho, pois o adulto que tem alergia também precisa ser acolhido e os pais de crianças alérgicas precisam da compreensão para eventuais ausências por motivos médicos.

    Rotulagem adequada

    Um dos pleitos das famílias e das pessoas com alergias é a indicação obrigatória sobre a presença de alergênicos nos rótulos de alimentos. Em 2014, a associação de defesa dos direitos dos consumidores Proteste e o movimento Põe no Rótulo iniciaram uma campanha por essa regulamentação, que teve o apoio de mais de 100 mil pessoas.

    A iniciativa popular fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) debater o tema e, em 2015, aprovar uma resolução obrigando indústrias de alimentos e bebidas a colocarem avisos nos rótulos de seus produtos sobre a presença de ingredientes com maior potencial de causar alergias. A aprovação do PLS 155/2014 oficializará em lei essa obrigatoriedade.

    A rotulagem com avisos ao consumidor já é obrigatória, quando o produto contém lactose. A Lei 13.305, sancionada em julho de 2016, teve origem no projeto do senador Paulo Bauer (PSDB-SC). A legislação define ainda que os rótulos de alimentos cujo teor original de lactose tenha sido alterado, informem a quantidade remanescente de lactose. Os rótulos brasileiros devem indicar ainda, segundo a Lei 10.674, de 2003, a presença ou não de glúten nos alimentos. Por Agência Senado.

  • Ponami | RPG Inca com protagonista feminina é sucesso para mobiles

    O gênero RPG (Role-Playing Game) permite uma gama infinita de narrativas, onde é possível vivenciar histórias baseadas em diferentes culturas. Um exemplo de jogo com tema diferenciado é Ponami, que conta as aventuras de uma jovem guerreira das Cordilheiras. O título está disponível gratuitamente para Android, e foi criado pela Jogos Aurora, uma empresa de desenvolvimento de games do Mato Grosso do Sul.

    A história da jovem arqueira Ponami é um RPG clássico, baseado nos jogos de plataforma dos anos 90. A aventura baseada nos mitos da cultura Inca, se passa no povoado da Cordilheira de Sajor, uma civilização próspera que foi atacada por criaturas místicas chamadas Talástreas. O roteiro original vem sendo desenvolvido desde 2016, e tem na equipe Marina Torrecilha, responsável pelas artes do jogo. O W.Rádio Brasil conversou com Marina, confira abaixo:

    Sobre o trabalho de pesquisa para a construção do roteiro de Ponami, Marina afirma: “somos extremamente apaixonados pela cultura latina e da história dos povos antes, durante e depois das invasões européias na América. Dentre elas, a cultura Inca está intensamente adaptada, em conjunto também com a filosofia hindu. A deusa Pacha Mama e a deusa Kali foram as fundadoras da personalidade da nossa guerreira”, explica.

    As culturas diferentes e exóticas são um atrativo a mais nos jogos, porém são um assunto pouco trabalhado. O jogo teve grande repercussão em mercados específicos, segundo Marina: “Ponami teve um retorno intenso na Índia. Até porque seu nome é de origem indiana, que nos rendeu mais de 300 mil downloads de lá”. Um exemplo de que o diferente pode atrair potenciais públicos estrangeiros para as produções nacionais.

    O projeto passou por dificuldades, segundo Marina, foram “muitas, ainda temos muitas limitações em implantar alguns recursos que precisamos para continuar no universo dela, que serão seis mundos, e lançamos o primeiro ainda”. Os cinco mundos restantes serão DLCs também gratuitas, que expandirão o universo de Ponami para outras civilizações: Deserto de Indorur, Pântano Sombrio de Zulo Zulo, Geleiras de Nagnir, Ilhas Flutuantes e Vulcão Mosco.

    O jogo possui uma protagonista feminina; Marina fala sobre os estereótipos das mulheres no mundo dos games: “em sua maioria, as mulheres protagonistas ou coadjuvantes ainda sofrem o estigma superficial de ter que seguir esse padrão de dominante sexy, ou fofa e frágil, que precisa ser resgatada ou protegida. Ainda bem que estamos começando a construir um universo inteligente e mais adaptado a realidade, onde as personagens agora são mulheres que transcendem essa visão limitada que empresas e equipes de jogos produziam com os anos”.

    Marina Torrecilha tem 28 anos, é modeladora 3D, ilustradora digital e artista de games. Formada em Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também fez curso de Animação 3D no ArtAcademia, em São Paulo. Tem experiência em criação de personagens em stop motion com espuma de látex, criação de cenários, roteiros e personagens para games.

    A Jogos Aurora existe desde 2015, e possui dois outros títulos lançados para dispositivos Android: Laser Defense e Dragon Rings, que também podem ser baixados na Play Store.

  • Cientistas descobrem evidências diretas de água congelada na superfície lunar

    A descoberta foi publicada no Anuário da Academia Nacional de Ciências e mostram que o gelo perto do polo sul da lua está contido principalmente nas crateras lunares. No norte, o gelo foi distribuído mais amplamente pela superfície.

    A descoberta inicial de gelo na Lua foi feita por uma missão conjunta entre a NASA e o Instituto de Investigação Espacial da Índia (ISRO). A espaçonave ISRO Chandrayaan-1 entrou em órbita ao redor da lua em 2008, e a nave lançou uma sonda de impacto que atingiu a superfície lunar em novembro daquele ano.

    O impacto revelou a água congelada sob a superfície da lua e observações adicionais sugeriram que ela também poderia estar na superfície perto dos polos.

    Em 2010, os cientistas relataram que os dados da Chandrayaan-1 indicaram 40 crateras permanentemente escurecidas na superfície da Lua, levando a estimativas de 600 milhões de toneladas métricas de água gelada.

    Um estudo mais aprofundado dos dados do instrumento Moon Mineralogy Mapper (M3), da NASA, sobre a espaçonave, levou a evidências diretas e definitivas desse gelo. Foi aí que um espectrômetro de imagens criou o primeiro mapa mineralógico da superfície lunar.

    A nova descoberta significa que futuras missões à Lua poderiam acessar o gelo, apoiando astronautas durante estadias prolongadas. De acordo com um relatório da NASA JPL, “a água poderia ser acessada como um recurso para futuras expedições para explorar e até ficar na Lua, e potencialmente mais fácil de acessar do que a água detectada sob a superfície da lua”.

    Com uma nova pesquisa sugerindo que a Lua pode até mesmo ter abrigado a vida, fica claro que há muito o que aprender sobre o vizinho mais próximo da Terra.

  • Agricultores acusam Volkswagen de alterar o clima com canhões de granizo

    Segundo informa a CNN Money, uma fábrica da Volkswagen no México tem recebido reclamações de agricultores locais que, segundo eles, ela está alterando o clima e arruinando suas plantações. Em resposta, a fábrica decidiu desligar sua máquina meteorológica.

    Um dos muitos problemas que afligem os fabricantes de automóveis é o granizo, que pode arruinar carros perfeitos antes mesmo de saírem da fábrica. Os fabricantes de automóveis costumam usar algum tipo de lona ou rede para proteger os carros nos pátios, mas a fábrica da Volkswagen no México fez algo diferente e construiu vários canhões de granizo para evitar o mau tempo.

    O conceito do canhão de granizo remonta ao final do século XIX, e o design mudou pouco desde então. Um típico canhão de granizo parece um megafone virado para cima, e uma explosão no interior envia uma onda de choque para a atmosfera. Em teoria, essa onda de choque deve interromper a formação de granizo.

    Um grupo de agricultores perto da fábrica, no entanto, afirma que os canhões de granizo da fábrica estão evitando todos os tipos de mau tempo, provocando uma longa seca que arruinou suas plantações.

    Em resposta, a Volkswagen trocou seus canhões de sua configuração automática e mudou para uma rede de malha para proteger seus carros, combinada com a execução dos canhões em uma base pouco frequente.

    Nesse ponto, vale a pena ressaltar que os canhões de granizo nunca provaram que realmente funcionam. As ondas de choque que eles produzem viajam apenas algumas centenas de metros pelo ar, não chegam nem perto das nuvens mais baixas.

    Mesmo que essas ondas de choque fossem altas o suficiente, não há provas científicas que sugiram que o ar pressurizado impediria que as pedras de granizo se formassem ou caíssem. Demorou menos de uma década após a invenção dos canhões na Itália para cientistas e o governo italiano concluírem que os dispositivos eram inúteis.

    Como os canhões de granizo nunca provaram ser eficazes na prevenção, é difícil acreditar que eles poderiam ter causado uma seca em grande escala. Em vez disso, uma das causas mais prováveis ​​é a mudança climática global, que vem causando secas e ondas de calor em muitas partes do mundo.

    Confira abaixo um vídeo de um canhão de granizo: