Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Em sua fala inicial, a médica Nise Yamaguchi, oncologista e imunologista, que defende o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, afirmou que a vontade de “buscar novos horizontes e novos tratamentos” fez parte de sua vida profissional.
“Tudo isso para dizer que estou à disposição do nosso país. Não estou aqui para defender um governo, estou aqui para defender o povo brasileiro com relação às ações que considero importantes”, afirmou.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), esclareceu que o depoimento de Nise é na condição de convidada, apesar dela ter aceitado fazer o juramento se comprometendo a falar toda a verdade aos questionamentos da comissão – como é obrigatório a quem é convocado pela CPI.
“Caso haja algum senador não satisfeito com as respostas, aí, sim, faríamos uma convocação”, disse Aziz.
A fala de Nise Yamaguchi sobre vacina gerou tumulto na CPI da Covid e alguns senadores pediram o encerramento do depoimento.
Nise disse que considera tratamento precoce tão eficaz quanto a vacina, mas após ser pressionada voltou atrás.

O senador Otto Alencar, que é médico, criticou Nise dizendo que ‘a medicina quer honestidade e capacidade intelectual’.
O senador do PSD fez uma série de perguntas técnicas para a médica e, depois, afirmou que a ela não tem preparação para falar sobre a Covid-19.
Ela não conseguiu levantar um único estudo científico que defendesse a sua tese sobre o uso de cloroquina e Hidroxicloroquina e entrou em contradição por várias vezes.
Durante seu depoimento, a médica foi desmentida por diversas entidades médicas que enviaram notas de repúdio à Comissão.

Sobre o “gabinete paralelo”, Nise disse desconhecer existência do gabinete e que é ‘colaboradora eventual’. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou um organograma do que seria o suposto “gabinete paralelo” do Ministério da Saúde. Nele constam o nome de Nise, do empresário Carlos Wizard e de políticos como Osmar Terra e os filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo.
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