Tag: CPI da Covid

  • CPI convoca médicos envolvidos nas denúncias contra a Prevent Senior


    Os médicos George Joppert e Andressa Joppert, apontados como membros do grupo que denunciou irregularidades da operadora de planos de saúde Prevent Senior, devem depor na semana que vem.

    A operadora é acusada de obrigar médicos a receitar o chamado “Kit Covid”, composto por medicamentos sem eficácia para o coronavírus, além de ocultar mortes decorrentes de um estudo no qual esses medicamentos foram usados.

    A empresa nega as acusações e afirma que sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais.


    (mais…)
  • Resumo da CPI da Covid: Queiroga contradiz Bolsonaro e diz que cloroquina não é eficaz contra Covid-19


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: O Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, depôs pela 2ª vez à comissão. Ele defendeu a Copa América no Brasil e disse que não é censor de Bolsonaro.

    “O presidente da República não conversou comigo acerca da atitude dele. Eu sou ministro da Saúde. Eu não sou um censor do presidente da República. Eu faço parte de um governo. O presidente da República não é julgado pelo ministro da Saúde. As recomendações sanitárias estão postas. Cabe a todos aderir a essas recomendações”, disse Queiroga.

    “Em relação às medidas não farmacológicas, eu tenho tido uma determinação pessoal em recomendá-las. E essas recomendações são para todos – todos os brasileiros, sem exceção. Não há exceção. O cuidado é individual, o benefício é de todos. Aqui eu digo de maneira clara e textual: o Ministério da Saúde tem, de maneira clara, se manifestado acerca desse ponto”, argumentou o ministro.

    Queiroga afirmou ainda que a cloroquina e os demais remédios do tratamento precoce ao coronavírus não têm eficácia comprovada. A fala contrasta com o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que já fez por diversas vezes a defesa do uso desses medicamentos.

    A sessão chegou a ser interrompida após discussão entre o ministro e senador Otto Alencar. Ele perguntou ao ministro se ele havia lido as bulas de vacinas contra a Covid-19. A pergunta irritou Queiroga, que respondeu que não havia lido as bulas.

    O senador Renan Calheiros, relator da comissão, identificou ao menos quatro contradições no segundo depoimento de Queiroga. As principais seriam em relação à Copa América no Brasil e a não nomeação da infectologista Luana Araújo. O Renan também disse que o ministro da Saúde inaugurou uma nova etapa do negacionismo: o ‘neonegacionismo’.

    O Ministro admitiu que 2 milhões de testes para Covid-19 foram desperdiçados. Questionado pelos senadores sobre insumos que ficaram abandonados em um galpão, Queiroga disse que 2 milhões de testes acabaram perdendo a validade. Ele afirmou, ainda, que o Brasil vai receber uma doação de material da Coreia para repor o material perdido.


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  • Resumo da CPI da Covid: Depoimento de Luana Araújo expõe ainda mais o lado negacionista de Bolsonaro


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Nesta quarta-feira (02), a médica infectologista Luana Araújo depôs na comissão e disse que a discussão sobre tratamento precoce é ‘delirante’ e ‘contraproducente’.

     “Todos nós somos a favor de uma terapia precoce que exista. Quando ela não existe, ela não pode se tornar uma política de saúde pública. Essa é uma discussão delirante, anacrônica e contraproducente. Estamos na vanguarda da estupidez. É como se estivéssemos decidindo de que borda da Terra plana a gente vai pular”, disse ela

    A médica afirmou que nunca conversou com o ministro da Saúde sobre isso porque a discussão entre os dois era de outro nível. Segundo ela, é como se a gente estivesse escolhendo de que borda da terra plana pular. Luana Araújo disse que não sabe porque a nomeação dela não saiu no Diário Oficial da União e que essa pergunta deveria ser feita ao ministro Marcelo Queiroga.

    Ela disse ainda que a autonomia médica não é licença para experimentação. Segundo a infectologista, a autonomia precisa ser definida, mas com base de pilares, plausibilidade teórica, volume de conhecimento cientifico acumulado, ética e responsabilização.

    “Ciência não tem lado: ou é mal feita ou é bem feita”, disse ela.

    Ainda sobre os medicamentos do tratamento precoce, Luana afirmou que estudos respeitados comprovam ineficácia do ‘kit Covid’. A médica declarou que a ciência não está dividida sobre a eficiência da cloroquina no tratamento da Covid-19. O relator Renan Calheiros disse que ela não foi aceita no ministério da Saúde por ser ‘muito lúcida e bem informada para integrar um governo desses’.

    “Ciência não é opinião. Posso juntar a opinião de 1 milhão de pessoas e ainda assim seriam opiniões. Ciência é método, feita com desenvolvimento de atividades específicas que se encadeiam para tirar de nós a responsabilidade de arcar com fatores de confusão”, disse Luana Araújo.

    O Randolfe Rodrigues exibiu um vídeo com declarações de Bolsonaro na pandemia e pediu a opinião de Luana.

    “Não é possível ouvir uma declaração, ou um conjunto de declarações, de quem quer que seja, não estou personalizando na figura do presidente, de quem quer que seja, nesse momento, sem sofrer um impacto quase que emocional, além do racional”, disse ela.

    “A mim, como médica, como infectologista, como epidemiologista, como educadora em saúde, isso me suscita a ideia de que eu preciso trabalhar mais. De que eu preciso informar melhor as pessoas, de que eu não tenho sido suficiente nas palavras que eu tenho usado. Porque, a mim, parece que falta informação de qualidade. Que na hora que você obtém a informação de qualidade e passa essa informação de uma forma que a pessoa tenha condições de compreender, não é mais esse tipo de comportamento que a gente espera que aconteça. A mim, me dói”, completou.


    Ouça a W:

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  • Resumo da CPI da Covid: Nise Yamaguchi mente, entra em contradição e expõe suas limitações


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Em sua fala inicial, a médica Nise Yamaguchi, oncologista e imunologista, que defende o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, afirmou que a vontade de “buscar novos horizontes e novos tratamentos” fez parte de sua vida profissional.

    “Tudo isso para dizer que estou à disposição do nosso país. Não estou aqui para defender um governo, estou aqui para defender o povo brasileiro com relação às ações que considero importantes”, afirmou.

    O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), esclareceu que o depoimento de Nise é na condição de convidada, apesar dela ter aceitado fazer o juramento se comprometendo a falar toda a verdade aos questionamentos da comissão – como é obrigatório a quem é convocado pela CPI.

    “Caso haja algum senador não satisfeito com as respostas, aí, sim, faríamos uma convocação”, disse Aziz.

    A fala de Nise Yamaguchi sobre vacina gerou tumulto na CPI da Covid e alguns senadores pediram o encerramento do depoimento.

    Nise disse que considera tratamento precoce tão eficaz quanto a vacina, mas após ser pressionada voltou atrás.

    O senador Otto Alencar, que é médico, criticou Nise dizendo que ‘a medicina quer honestidade e capacidade intelectual’.

    O senador do PSD fez uma série de perguntas técnicas para a médica e, depois, afirmou que a ela não tem preparação para falar sobre a Covid-19.

    Ela não conseguiu levantar um único estudo científico que defendesse a sua tese sobre o uso de cloroquina e Hidroxicloroquina e entrou em contradição por várias vezes.

    Durante seu depoimento, a médica foi desmentida por diversas entidades médicas que enviaram notas de repúdio à Comissão.

    Sobre o “gabinete paralelo”, Nise disse desconhecer existência do gabinete e que é ‘colaboradora eventual’. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou um organograma do que seria o suposto “gabinete paralelo” do Ministério da Saúde. Nele constam o nome de Nise, do empresário Carlos Wizard e de políticos como Osmar Terra e os filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo.


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  • Resumo da CPI da Covid: Depoimento de Dimas Covas complica ainda mais Bolsonaro


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: A comissão ouviu nesta quinta-feira (27) o depoimento de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Segundo ele, o Brasil poderia ter sido o 1º país a vacinar.

    “Em julho, fizemos a primeira oferta de vacinas ao Ministério da Saúde. Ofertamos 60 milhões de doses”.

    O diretor do Butantan também disse à CPI que em nenhum momento recebeu um ofício cancelando a compra de 100 milhões de doses, como combinado com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Contudo, o compromisso só foi firmado em janeiro deste ano.

    Ele destacou ainda que antes das declarações anti-China do governo federal, os problemas eram resolvidos em 15 dias e agora duram um mês. Covas lembrou que a China é a maior produtora de insumos para fabricação de vacinas e que o embaixador do país no Brasil já deixou claro que as posições antagônicas causam desconforto aos chineses.

    O diretor do Instituto Butantan, afirmou que a demora de três meses do governo federal para assinar o contrato da CoronaVac impediu que 100 milhões de doses fossem entregues até maio deste ano. Ele apresentou à CPI da Pandemia o acordo oferecido ao Ministério da Saúde em 7 de outubro. Uma versão parcial do documento só foi assinada em janeiro e atualizada em fevereiro.

    Na visão dele, atritos com a China impactam na obtenção de insumos. A produção da CoronaVac chegou parar e foi retomada nesta quinta.

    Dimas Covas desmentiu Pazuello ao dizer que as falas de Bolsonaro atrasara, sim, negociações da CoronaVac.

    ‘Questionar o Butantan significa questionar a saúde pública brasileira’, disse ele.

    Ao final do depoimento, perguntado se o governo federal atuou para estimular a produção de vacinas no Brasil, Covas respondeu: No caso do Butantan, especificamente para essa vacina [CoronaVac], não.

    O senador Renan Calheiros disse que o conteúdo do depoimento de Dimas Covas foi o mais grave até agora.


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  • CPI convoca 9 governadores, aprova novos depoimentos de Pazuello e Queiroga e pode ter Bolsonaro como testemunha


    Conteúdo em áudio produzido sob encomenda e para uso exclusivo do contratante

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  • Resumo da CPI da Covid: Mayra Pinheiro defende cloroquina, ataca OMS e contradiz Pazuello


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Em seu depoimento, a médica e secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como ‘capitã cloroquina’, iniciou sua fala dizendo que pretende reestabelecer a verdade.

    “Para vencer nosso maior inimigo – o vírus – precisaríamos de mais e maiores medidas de produção individual, de vacinas, mas também de medicamentos”, disse ela.

    Mayra defendeu o respeito à autonomia medica e à soberania dos países. Ela disse ainda que a OMS retirou indicação da cloroquina com base em estudos falhos.

    Durante todo o depoimento, a secretária defendeu o uso do medicamento, sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

    Para ela, a decisão da OMS de interromper estudos sobre hidroxicloroquina e ivermectina após resultados desfavoráveis foi um “desserviço”.

    Sobre a nebulização de hidroxicloroquina, ela respondeu que não tem conhecimento dos estudos.

    “Tenho pouco conhecimento porque temos raríssimos estudos falando de hidroxicloroquina nebulizada. No ministério ainda não temos no nosso radar referências que possam ser utilizadas”, disse ela.

    O senador Otto Alencar, que é médico, questionou a secretária se outras doenças virais como sarampo, paralisia infantil e h1n1 tinham medicamento preventivo ou para tratamento. Mayra Pinheiro consentiu que, para todas essas doenças, só existe vacina.

    Sobre o aplicativo TrateCov, Mayra disse que o Ministério da Saúde lançou como um protótipo e que a ferramenta foi removida do ar depois de um jornalista ter usado indevidamente. Ela admitiu que esse jornalista não hackeou o app e nem alterou a configuração. Mayra disse ainda que o ministério nunca indicou medicamentos para a Covid-19, o que irritou o senador presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz.


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  • Resumo da CPI da Covid: Pazuello mente, tenta defender Bolsonaro e complica ainda mais o governo


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Nesta quinta-feira (20), a Comissão retomou o depoimento de Eduardo Pazuello. No 1º dia, senadores apontaram contradições e mentiras do ex-ministro. Pressionado, ele chegou a passar mal.

    Pazuello obteve no STF o direito de ficar calado, mas respondeu a quase todas as perguntas.

    ‘Assumiu o ministério sem saber o que era o SUS’, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

    Ela afirmou estar claro que o habeas corpus de Pazuello não estava sendo usado para ficar calado, mas sim para mentir aos senadores. O ex-ministro tentou interromper a fala da senadora, que foi enfática:

    ‘Gostaria que o senhor não me interrompesse. O que está acontecendo aqui é uma acareação entre o senhor e mais de 400 mil mortos’.

    Quando Pazuello citou a compra de doses da Pfizer, senadores lembram do atraso na aquisição. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) questionou Pazuello a respeito do lapso temporal entre a oferta e a aquisição de doses da Pfizer. O ex-ministro afirmou que as tratativas, dentro do governo, levaram oito dias. No entanto, outros depoimentos à CPI revelaram que uma primeira oferta ocorreu em agosto de 2020, sendo que o primeiro contato com a farmacêutica foi firmado em março.

    Pazuello disse à CPI que foi decisão do governo não intervir na falta de oxigênio no Amazonas. Ele contou que houve uma reunião de ministros com a presença do Jair Bolsonaro e que a decisão nesse encontro foi não intervir na situação do Amazonas. No início do ano o estado vivia uma situação caótica com a falta de oxigênio nos hospitais.

    Na CPI, o senador Marcos Rogério (DEM) reproduziu vídeo com falas de governadores citando o uso da cloroquina. O senador tentou defender a tese de que os políticos fizeram o mesmo discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre a cloroquina. Omar Aziz destacou que isso ocorreu no começo do ano passado, quando ainda havia muita desinformação sobre a Covid-19 .‘A ciência evolui’, disse o presidente da comissão.

    O senador Renan Calheiros disse que vai propor que Omar Aziz envie o depoimento de Pazuello ao MPF. O relator da CPI da Covid disse que, desde ontem, está tentando contar as mentiras de Pazuello deu à CPI e que hoje, na primeira oportunidade, irá apresentá-las. Renan afirmou que muita gente já mentiu na comissão, ‘mas ninguém mentiu como Eduardo Pazuello‘.

    Em sua fala, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) lembrou como o combate à Covid-19 nos EUA mudou após a saída do ex-presidente Donald Trump e a entrada de Joe Biden.

    A senadora Leila Barros (PSB-DF) perguntou a Pazuello se ele ‘assume que é o único ou principal culpado por esses desastre sanitário’

    Pazuello: Claro que não.

    Leila: Quem mais você considera responsável?

    Pazuello: Todos os gestores, em todos os níveis. Cada um no seu nível de responsabilidade.

    O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) defendeu o tratamento precoce e afirmou, sem provas, que a taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil cairia pela metade se ele fosse aplicado.

    Sobre a cloroquina, mais de um ano depois, estudos já comprovaram que o remédio não funciona contra o coronavírus e pode causar efeitos colaterais.

    O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), perguntou a Pazuello ele se participou de uma reunião do Ministério da Saúde, em 16 de maio de 2020, para discutir o uso de cloroquina em pacientes com Covid-19, Pazuello disse que não lembrava. Contarato pediu que a agenda do ex-ministro seja levantada para saber quem estava neste encontro. 

    Inquirido pela senadora Leila Barros (PSB-DF) sobre o Ministério da Saúde ter suspendido a divulgação de casos e óbitos de Covid-19 no ano passado, Eduardo Pazuello respondeu que não foi uma ordem do presidente Jair Bolsonaro, mas sim uma estratégia autoral de parar o sistema por três dias para fazer atualizações. Segundo ele, havia um delay de aproximadamente 60 dias para que todas as informações estivessem consolidadas. O general ainda dividiu a culpa pelo insucesso do combate a pandemia no Brasil.


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  • Resumo da CPI da Covid: Pazuello não aguenta a pressão, passa mal e depoimento é interrompido


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, depôs hoje na comissão. Ele chegou de terno e gravata e entrou pela parte de trás do Plenário para evitar a imprensa.

    Na terça-feira, fontes ligadas ao ex-ministro haviam dito que ele iria de farda numa tentativa da intimidar os senadores.

    Em sua fala inicial na comissão, o ex-ministro da Saúde repetiu um argumento do Palácio do Planalto, de que a decisão do STF deu aos governadores o poder de tomar decisões sobre medidas contra o coronavírus.

    O ex-ministro disse que o governo Bolsonaro usava a OMS para amparar o processo decisório, mas que a decisão era do Ministério da Saúde.

    O ex-ministro reclamou das perguntas feitas Renan Calheiros e levou uma bronca do presidente da CPI, Omar Aziz. Quando o assunto chegou na questão da Pfizer, ele começou a dar respostas atravessadas.

    Ele disse que o governo respondeu a Pfizer várias vezes e desmentiu Weingarten e o representante da Pfizer, Carlos Murillo.

    Omar Aziz pediu os documentos que comprovam que o governo Bolsonaro não ignorou as ofertas e disse que se não tiver acesso aos documentos será preciso acareação entre Pazuello e Carlos Murillo.

    CPI foi suspensa após uma discussão sobre a falta de oxigênio em Manaus. Os senadores questionavam o ex-ministro quando o senador Carlos Heinze interveio com o argumento de que o governo federal repassou milhões de reais ao estado no ano passado.

    Irritados com as declarações dos ex-integrantes do governo, senadores da CPI da Covid planejam fazer acareações.

    A Senadora Eliziane Gama perguntou quem orientou um ofício sobre a realização do tratamento precoce e o envio de 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina para o Amazonas.

    Pazuello respondeu que o ofício foi elaborado por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde. Chamada de “capitã cloroquina”, ela será ouvida pela CPI nesta quinta-feira (20).

    Sobre o aplicativo “TrateCOV”, Renan Calheiros perguntou ao ex-ministro “quem determinou seu desenvolvimento e quem é responsável pela entrada em operação?

    Pazuello respondeu que a secretária Mayra Pinheiro sugeriu uma plataforma quando voltou de Manaus.

    “Uma sugestão para auxiliar o diagnóstico do médico. Essa plataforma não foi distribuída, era um protótipo. Foi copiada por um cidadão. Esse cidadão fez a divulgação da plataforma com usos indevidos, e eu determinei que ela fosse retirada do ar”, disse o ex-ministro.

    Pazuello disse que, em sua saída da pasta, quando se referiu a “pixulé”, falava de restos de recursos não aplicados em programas do governo.

    “Todo final do ano é normal ter recursos não aplicados em projetos, programas. Você tem saldo não aplicado, chega no final do ano”.

    “São aí recursos não aplicados em vários projetos que são reaplicados por uma demanda ou outra. Este ano não teve. Este ano pegamos todo o saldo não aplicado e fizemos uma única portaria e investimos na Covid”.

    Pazuello obteve no STF o direito de ficar calado para não se autoincriminar, mas respondeu a todas as perguntas.

    O depoimento à CPI da Covid foi suspenso após Pazuello passar mal e será retomado nesta quinta-feira (20).


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  • Resumo da CPI da Covid: Declarações antichinesas, insumos para cloroquina e investigação de grupo bolsonarista


    Apresentamos um resumo do que aconteceu neste dia na CPI da Covid: Em seu depoimento, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, negou que tenha feito declarações antichinesas: Jamais promovi atrito com a China”.

    Logo após, ele foi acusado de mentir pelo presidente da comissão. Em abril de 2020, Araújo escreveu um texto intitulado ‘Chegou o comunavírus’.

    “O vírus aparece, de fato, como imensa oportunidade para acelerar o projeto globalista. Este já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático, da ideologia de gênero, do dogmatismo politicamente correto, do imigracionismo, do racialismo ou reorganização da sociedade pelo princípio da raça, do antinacionalismo, do cientificismo”

    A reunião ficou suspensa por 10 minutos após um bate-boca entre os senadores Otto Alencar e Eduardo Girão sobre o número de vacinados.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, disse que alguns integrantes da CPI têm recebido diferentes tipos de ameaças, no que parece ser “claramente uma ação coordenada” de grupos bolsonaristas.

    O senador pediu para que as mensagens fossem enviadas para investigação da Polícia Federal.

    Ainda em depoimento, Ernesto Araújo afirmou que partiu do Ministério da Saúde a decisão de aderir à quantidade mínima de doses no Covax (consórcio da OMS) e que a pasta pediu ajuda por insumos para a cloroquina no exterior.

    Questionado se houve participação do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro respondeu que ‘sim’.


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