Tag: Brasil

  • Como o aquecimento global atrapalha a prevenção de incêndios florestais

    Como o aquecimento global atrapalha a prevenção de incêndios florestais

    Um novo estudo publicado na revista científica Nature Climate Change revela que as mudanças climáticas estão reduzindo as oportunidades para realizar queimadas controladas, uma técnica usada para prevenir incêndios florestais.

    As queimadas controladas são feitas por bombeiros treinados, que esperam por condições climáticas específicas para evitar que o fogo se espalhe demais. Essas condições incluem temperatura, umidade, vento e precipitação. As queimadas controladas ajudam a eliminar o excesso de vegetação seca e inflamável que pode alimentar incêndios mais intensos e destrutivos.

    No entanto, o aquecimento global está alterando essas condições climáticas, tornando mais difícil encontrar dias favoráveis para as queimadas controladas. O estudo analisou dados históricos e projeções futuras de 11 estados do oeste dos EUA, entre 1984 e 2099. Os resultados mostram que o número médio de dias favoráveis para as queimadas controladas diminuiu em 17% no período de 1984 a 2018, e deve diminuir ainda mais em 31% até o final do século.

    A redução é mais acentuada na primavera e no verão, quando as queimadas controladas são mais comuns. No inverno, há um aumento de 4% nos dias favoráveis para as queimadas controladas, mas isso requer mudanças na política e na disponibilidade de pessoal. Além disso, o inverno é uma época em que a vegetação está mais úmida e menos propensa a queimar.

    Os autores do estudo são especialistas em clima, florestas, incêndios e queimadas controladas de universidades e organizações da Califórnia. Eles alertam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de maior risco de incêndios florestais no oeste dos EUA, e que é preciso adaptar as estratégias de prevenção e gestão do fogo.

    “Nosso estudo mostra que as mudanças climáticas estão tornando mais difícil usar uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o risco de incêndios florestais”, disse Crystal Kolden, professora da Universidade da Califórnia em Merced e uma das autoras do estudo. “Precisamos encontrar maneiras de aumentar a capacidade e a flexibilidade das queimadas controladas, ou enfrentaremos consequências cada vez mais graves.”

    Fonte: Link.

    As queimadas controladas são feitas por bombeiros treinados, que esperam por condições climáticas específicas para evitar que o fogo se espalhe demais. Essas condições incluem temperatura, umidade, vento e precipitação. As queimadas controladas ajudam a eliminar o excesso de vegetação seca e inflamável que pode alimentar incêndios mais intensos e destrutivos.

    No entanto, o aquecimento global está alterando essas condições climáticas, tornando mais difícil encontrar dias favoráveis para as queimadas controladas. O estudo analisou dados históricos e projeções futuras de 11 estados do oeste dos EUA, entre 1984 e 2099. Os resultados mostram que o número médio de dias favoráveis para as queimadas controladas diminuiu em 17% no período de 1984 a 2018, e deve diminuir ainda mais em 31% até o final do século.

    A redução é mais acentuada na primavera e no verão, quando as queimadas controladas são mais comuns. No inverno, há um aumento de 4% nos dias favoráveis para as queimadas controladas, mas isso requer mudanças na política e na disponibilidade de pessoal. Além disso, o inverno é uma época em que a vegetação está mais úmida e menos propensa a queimar.

    Os autores do estudo são especialistas em clima, florestas, incêndios e queimadas controladas de universidades e organizações da Califórnia. Eles alertam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de maior risco de incêndios florestais no oeste dos EUA, e que é preciso adaptar as estratégias de prevenção e gestão do fogo.

    “Nosso estudo mostra que as mudanças climáticas estão tornando mais difícil usar uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o risco de incêndios florestais”, disse Crystal Kolden, professora da Universidade da Califórnia em Merced e uma das autoras do estudo. “Precisamos encontrar maneiras de aumentar a capacidade e a flexibilidade das queimadas controladas, ou enfrentaremos consequências cada vez mais graves.”

    Fonte: Link.

  • OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    Uma nova vacina contra a malária, que pode proteger as crianças da doença que mata mais de meio milhão de pessoas por ano, foi recomendada pela OMS para uso em larga escala.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

  • Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Um estudo realizado por pesquisadores da Channing Division of Network Medicine at Brigham and Women’s Hospital, nos EUA, encontrou uma associação entre dormir menos de sete a oito horas por noite e um maior risco de desenvolver hipertensão, ou pressão alta, em mulheres.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Etanol é vantajoso para os motores com injeção direta, dizem especialistas

    Etanol é vantajoso para os motores com injeção direta, dizem especialistas

    Você sabia que o etanol, um biocombustível que pode ser obtido a partir de plantas como a cana-de-açúcar, pode trazer vários benefícios para o seu carro e para o meio ambiente?

    Neste artigo, vamos explicar como o etanol funciona, quais são as suas vantagens e por que o Brasil é um dos líderes mundiais na produção desse combustível.

    O que é o etanol e como ele é produzido?

    O etanol é uma substância química que pode ser usada como combustível para motores de combustão interna, substituindo ou misturando-se à gasolina. Ele pode ser obtido a partir da fermentação de açúcares presentes em plantas como a cana-de-açúcar, o milho, a beterraba, entre outras.

    No Brasil, o etanol é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, uma cultura que se adapta bem ao clima e ao solo brasileiros, tem alta produtividade e baixo custo de produção. O processo de produção do etanol envolve as seguintes etapas:

    • A cana-de-açúcar é colhida e levada para a usina, onde é lavada e triturada para extrair o caldo.

    • O caldo é filtrado e aquecido para eliminar as impurezas e concentrar os açúcares.

    • O caldo é resfriado e inoculado com leveduras, que transformam os açúcares em álcool por meio da fermentação.

    • O álcool é separado do vinho (o líquido resultante da fermentação) por meio da destilação.

    • O álcool é purificado e desidratado para obter o etanol hidratado (com cerca de 5% de água) ou o etanol anidro (sem água), que são os tipos de etanol usados nos veículos.

    Quais são os benefícios do etanol para o motor do carro?

    O etanol tem algumas características que o tornam um combustível vantajoso para o motor do carro. Veja algumas delas:

    • O etanol tem maior octanagem do que a gasolina, o que significa que ele resiste melhor à compressão dentro do cilindro do motor, evitando a detonação precoce da mistura ar-combustível. Isso permite um melhor aproveitamento da energia e um maior desempenho do motor.

    • O etanol gera menos resíduos na combustão e, consequentemente, suja menos as válvulas e os bicos injetores do motor, reduzindo a necessidade de manutenção e aumentando a vida útil das peças.

    • O etanol tem menor emissão de poluentes como o monóxido de carbono (CO) e os óxidos de nitrogênio (NOx), que são prejudiciais à saúde humana e contribuem para o aquecimento global e a chuva ácida.

    O etanol prejudica os carros com injeção direta?

    Os carros com injeção direta são aqueles que injetam o combustível diretamente no cilindro do motor, em vez de misturá-lo com o ar no coletor de admissão. Esse sistema permite uma maior eficiência na queima do combustível e uma redução no consumo e nas emissões.

    Alguns consumidores têm receio de usar o etanol nesse tipo de motor, pois acreditam que ele possa causar danos ao sistema de injeção ou à câmara de combustão. No entanto, não há evidências de que o etanol prejudique esse tipo de motor. Pelo contrário, alguns especialistas afirmam que o etanol pode até trazer vantagens para os motores com injeção direta, pois ele tem maior resistência à detonação e pode aumentar a taxa de compressão do motor, melhorando a sua potência.

    Por que o etanol do Brasil é um dos melhores do mundo?

    O etanol do Brasil é considerado um dos melhores do mundo porque ele é produzido com alta eficiência energética e ambiental. Isso significa que ele gera mais energia do que consome na sua produção e que ele tem um baixo impacto na emissão de gases de efeito estufa.

    Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o etanol brasileiro tem um balanço energético positivo de 8,8, ou seja, para cada unidade de energia fóssil usada na sua produção, ele gera 8,8 unidades de energia renovável. Além disso, o etanol brasileiro reduz em cerca de 90% as emissões de CO2 em relação à gasolina, pois o CO2 liberado na sua queima é compensado pela fotossíntese das plantas que o originam.

    Outro fator que garante a qualidade do etanol brasileiro é o controle feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que estabelece as especificações técnicas do produto, como o teor alcoólico, a acidez, a densidade, entre outras. Essas especificações garantem que o etanol atenda aos requisitos de qualidade e segurança para o uso nos veículos.

    O etanol é um combustível que pode trazer vários benefícios para o seu carro e para o planeta. Ele tem maior octanagem, gera menos resíduos, tem menor emissão de poluentes e é um produto renovável e sustentável. Além disso, o etanol do Brasil é um dos melhores do mundo, pois é produzido com alta eficiência energética e ambiental e tem uma qualidade controlada pela ANP. Por isso, vale a pena considerar o uso do etanol no seu veículo e contribuir para a preservação do meio ambiente.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

    Neste artigo, vamos explicar como o etanol funciona, quais são as suas vantagens e por que o Brasil é um dos líderes mundiais na produção desse combustível.

    O que é o etanol e como ele é produzido?

    O etanol é uma substância química que pode ser usada como combustível para motores de combustão interna, substituindo ou misturando-se à gasolina. Ele pode ser obtido a partir da fermentação de açúcares presentes em plantas como a cana-de-açúcar, o milho, a beterraba, entre outras.

    No Brasil, o etanol é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, uma cultura que se adapta bem ao clima e ao solo brasileiros, tem alta produtividade e baixo custo de produção. O processo de produção do etanol envolve as seguintes etapas:

    • A cana-de-açúcar é colhida e levada para a usina, onde é lavada e triturada para extrair o caldo.

    • O caldo é filtrado e aquecido para eliminar as impurezas e concentrar os açúcares.

    • O caldo é resfriado e inoculado com leveduras, que transformam os açúcares em álcool por meio da fermentação.

    • O álcool é separado do vinho (o líquido resultante da fermentação) por meio da destilação.

    • O álcool é purificado e desidratado para obter o etanol hidratado (com cerca de 5% de água) ou o etanol anidro (sem água), que são os tipos de etanol usados nos veículos.

    Quais são os benefícios do etanol para o motor do carro?

    O etanol tem algumas características que o tornam um combustível vantajoso para o motor do carro. Veja algumas delas:

    • O etanol tem maior octanagem do que a gasolina, o que significa que ele resiste melhor à compressão dentro do cilindro do motor, evitando a detonação precoce da mistura ar-combustível. Isso permite um melhor aproveitamento da energia e um maior desempenho do motor.

    • O etanol gera menos resíduos na combustão e, consequentemente, suja menos as válvulas e os bicos injetores do motor, reduzindo a necessidade de manutenção e aumentando a vida útil das peças.

    • O etanol tem menor emissão de poluentes como o monóxido de carbono (CO) e os óxidos de nitrogênio (NOx), que são prejudiciais à saúde humana e contribuem para o aquecimento global e a chuva ácida.

    O etanol prejudica os carros com injeção direta?

    Os carros com injeção direta são aqueles que injetam o combustível diretamente no cilindro do motor, em vez de misturá-lo com o ar no coletor de admissão. Esse sistema permite uma maior eficiência na queima do combustível e uma redução no consumo e nas emissões.

    Alguns consumidores têm receio de usar o etanol nesse tipo de motor, pois acreditam que ele possa causar danos ao sistema de injeção ou à câmara de combustão. No entanto, não há evidências de que o etanol prejudique esse tipo de motor. Pelo contrário, alguns especialistas afirmam que o etanol pode até trazer vantagens para os motores com injeção direta, pois ele tem maior resistência à detonação e pode aumentar a taxa de compressão do motor, melhorando a sua potência.

    Por que o etanol do Brasil é um dos melhores do mundo?

    O etanol do Brasil é considerado um dos melhores do mundo porque ele é produzido com alta eficiência energética e ambiental. Isso significa que ele gera mais energia do que consome na sua produção e que ele tem um baixo impacto na emissão de gases de efeito estufa.

    Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o etanol brasileiro tem um balanço energético positivo de 8,8, ou seja, para cada unidade de energia fóssil usada na sua produção, ele gera 8,8 unidades de energia renovável. Além disso, o etanol brasileiro reduz em cerca de 90% as emissões de CO2 em relação à gasolina, pois o CO2 liberado na sua queima é compensado pela fotossíntese das plantas que o originam.

    Outro fator que garante a qualidade do etanol brasileiro é o controle feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que estabelece as especificações técnicas do produto, como o teor alcoólico, a acidez, a densidade, entre outras. Essas especificações garantem que o etanol atenda aos requisitos de qualidade e segurança para o uso nos veículos.

    O etanol é um combustível que pode trazer vários benefícios para o seu carro e para o planeta. Ele tem maior octanagem, gera menos resíduos, tem menor emissão de poluentes e é um produto renovável e sustentável. Além disso, o etanol do Brasil é um dos melhores do mundo, pois é produzido com alta eficiência energética e ambiental e tem uma qualidade controlada pela ANP. Por isso, vale a pena considerar o uso do etanol no seu veículo e contribuir para a preservação do meio ambiente.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

  • Falsas memórias: quando o cérebro cria ou distorce lembranças do passado

    Falsas memórias: quando o cérebro cria ou distorce lembranças do passado

    Você já teve a sensação de lembrar de algo que nunca aconteceu? Ou de jurar que viu ou ouviu algo que não estava lá?

    Se a resposta for sim, você pode ter experimentado uma falsa memória, um fenômeno psicológico que pode afetar a forma como percebemos e interpretamos o passado.

    As falsas memórias são lembranças distorcidas ou inventadas de eventos que nunca ocorreram. Elas podem ser causadas por diversos fatores, como a percepção, a emoção, a sugestão e até mesmo o tempo. O cérebro humano é capaz de mudar ou criar fatos passados, dependendo das circunstâncias e das expectativas.

    O estudo das falsas memórias é antigo e remonta ao final do século XIX, quando o psicólogo americano James McKeen Cattell questionou a confiabilidade das memórias em testemunhos judiciais. Ele realizou um experimento em que mostrou aos participantes uma série de objetos por alguns segundos e depois pediu que os descrevessem. Ele descobriu que as pessoas cometiam muitos erros e confusões, o que colocava em dúvida a validade das suas declarações.

    Desde então, muitos outros pesquisadores se dedicaram a investigar as falsas memórias e suas implicações. Um dos nomes mais conhecidos é o da psicóloga americana Elizabeth Roftus, que induziu falsas memórias de infância em participantes de um experimento. Ela mostrou aos voluntários fotos deles mesmos quando crianças e acrescentou uma imagem falsa deles em um passeio de balão. Depois, ela perguntou aos participantes sobre as suas lembranças desse passeio. Surpreendentemente, muitos deles afirmaram se lembrar do evento, mesmo que ele nunca tivesse acontecido.

    As falsas memórias podem ter consequências graves na vida das pessoas, especialmente quando envolvem questões legais ou emocionais. Por exemplo, uma pessoa pode ser acusada injustamente de um crime baseada em uma falsa memória de uma testemunha. Ou uma pessoa pode sofrer traumas psicológicos por acreditar em uma falsa memória de abuso na infância.

    Por isso, é importante estar atento às possíveis fontes de falsas memórias e questionar as próprias lembranças com senso crítico. Afinal, a nossa memória não é uma câmera fotográfica que registra fielmente tudo o que acontece, mas sim uma construção dinâmica e subjetiva que pode ser alterada pelo tempo e pela imaginação.

    Fonte: Link.

    Se a resposta for sim, você pode ter experimentado uma falsa memória, um fenômeno psicológico que pode afetar a forma como percebemos e interpretamos o passado.

    As falsas memórias são lembranças distorcidas ou inventadas de eventos que nunca ocorreram. Elas podem ser causadas por diversos fatores, como a percepção, a emoção, a sugestão e até mesmo o tempo. O cérebro humano é capaz de mudar ou criar fatos passados, dependendo das circunstâncias e das expectativas.

    O estudo das falsas memórias é antigo e remonta ao final do século XIX, quando o psicólogo americano James McKeen Cattell questionou a confiabilidade das memórias em testemunhos judiciais. Ele realizou um experimento em que mostrou aos participantes uma série de objetos por alguns segundos e depois pediu que os descrevessem. Ele descobriu que as pessoas cometiam muitos erros e confusões, o que colocava em dúvida a validade das suas declarações.

    Desde então, muitos outros pesquisadores se dedicaram a investigar as falsas memórias e suas implicações. Um dos nomes mais conhecidos é o da psicóloga americana Elizabeth Roftus, que induziu falsas memórias de infância em participantes de um experimento. Ela mostrou aos voluntários fotos deles mesmos quando crianças e acrescentou uma imagem falsa deles em um passeio de balão. Depois, ela perguntou aos participantes sobre as suas lembranças desse passeio. Surpreendentemente, muitos deles afirmaram se lembrar do evento, mesmo que ele nunca tivesse acontecido.

    As falsas memórias podem ter consequências graves na vida das pessoas, especialmente quando envolvem questões legais ou emocionais. Por exemplo, uma pessoa pode ser acusada injustamente de um crime baseada em uma falsa memória de uma testemunha. Ou uma pessoa pode sofrer traumas psicológicos por acreditar em uma falsa memória de abuso na infância.

    Por isso, é importante estar atento às possíveis fontes de falsas memórias e questionar as próprias lembranças com senso crítico. Afinal, a nossa memória não é uma câmera fotográfica que registra fielmente tudo o que acontece, mas sim uma construção dinâmica e subjetiva que pode ser alterada pelo tempo e pela imaginação.

    Fonte: Link.

  • Quem é Ana Beatriz Barbosa Silva, a psiquiatra que vende milhões de livros, acusada de plágio e criticada por profissionais da saúde mental

    Quem é Ana Beatriz Barbosa Silva, a psiquiatra que vende milhões de livros, acusada de plágio e criticada por profissionais da saúde mental

    Ana Beatriz Barbosa Silva é uma das autoras mais vendidas do Brasil, com mais de 2 milhões de exemplares de seus livros sobre saúde mental.

    Ela também é uma das mais requisitadas para dar palestras e participar de programas de TV sobre temas como psicopatia, ansiedade e autismo.

    Ana Beatriz nasceu em 1967, no Rio de Janeiro. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Em 1999, lançou seu primeiro livro, “Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade”, que aborda o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Desde então, ela publicou mais de 10 livros, sendo os mais famosos “Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado” (2008) e “Mentes Ansiosas: O medo e a ansiedade nossos de cada dia” (2011).

    Seus livros se destacam por usar uma linguagem simples e direta para explicar conceitos complexos da psiquiatria, como os tipos de transtornos mentais, os sintomas, os tratamentos e as formas de prevenção. Ela também usa exemplos reais de casos que ela atendeu em seu consultório ou que ela conheceu em sua vida pessoal. Ela afirma que seu objetivo é “desmistificar a saúde mental e levar informação de qualidade para o maior número possível de pessoas”.

    No entanto, nem tudo são flores na trajetória da psiquiatra. Ela já enfrentou diversas críticas e controvérsias ao longo da sua carreira, tanto por parte de outros profissionais da área quanto por parte da justiça. As principais polêmicas envolvem acusações de plágio, uso de linguagem sensacionalista e desinformação.

    Em 2012, ela foi acusada pelo psiquiatra Tito Paes de Barros de plagiar seu livro “Sem medo de ter medo” (1997) no livro “Mentes Ansiosas”. Segundo ele, ela copiou trechos inteiros do seu livro sem dar os devidos créditos. Ele entrou com uma ação judicial contra ela, pedindo indenização por danos morais e materiais. Ela negou as acusações e disse que se tratava de coincidências ou citações indiretas.

    Ela também foi criticada por alguns profissionais da saúde mental por usar uma linguagem simplista e sensacionalista para abordar temas complexos e delicados, como a psicopatia, a ansiedade e o autismo. Alguns críticos argumentam que ela contribui para a estigmatização e a desinformação sobre esses transtornos, além de não apresentar evidências científicas suficientes para sustentar suas afirmações. Por exemplo, ela afirma que os psicopatas são pessoas sem consciência, sem emoções e sem remorso, que podem ser identificados por meio de testes simples ou por características físicas ou comportamentais. Ela também afirma que a ansiedade é um mal do século XXI, causado pelo estresse da vida moderna, e que pode ser controlada por meio de técnicas simples ou por medicamentos. Ela ainda afirma que o autismo é um transtorno que pode ser prevenido ou revertido por meio de intervenções precoces ou por terapias alternativas.

    Apesar das polêmicas, Ana Beatriz continua sendo uma das psiquiatras mais populares e influentes do Brasil, com milhares de fãs e seguidores nas redes sociais. Ela também continua lançando novos livros e participando de eventos e programas de TV sobre saúde mental. Ela diz que não se abala com as críticas e que segue sua missão de “ajudar as pessoas a viverem melhor”.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

    Ela também é uma das mais requisitadas para dar palestras e participar de programas de TV sobre temas como psicopatia, ansiedade e autismo.

    Ana Beatriz nasceu em 1967, no Rio de Janeiro. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Em 1999, lançou seu primeiro livro, “Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade”, que aborda o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Desde então, ela publicou mais de 10 livros, sendo os mais famosos “Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado” (2008) e “Mentes Ansiosas: O medo e a ansiedade nossos de cada dia” (2011).

    Seus livros se destacam por usar uma linguagem simples e direta para explicar conceitos complexos da psiquiatria, como os tipos de transtornos mentais, os sintomas, os tratamentos e as formas de prevenção. Ela também usa exemplos reais de casos que ela atendeu em seu consultório ou que ela conheceu em sua vida pessoal. Ela afirma que seu objetivo é “desmistificar a saúde mental e levar informação de qualidade para o maior número possível de pessoas”.

    No entanto, nem tudo são flores na trajetória da psiquiatra. Ela já enfrentou diversas críticas e controvérsias ao longo da sua carreira, tanto por parte de outros profissionais da área quanto por parte da justiça. As principais polêmicas envolvem acusações de plágio, uso de linguagem sensacionalista e desinformação.

    Em 2012, ela foi acusada pelo psiquiatra Tito Paes de Barros de plagiar seu livro “Sem medo de ter medo” (1997) no livro “Mentes Ansiosas”. Segundo ele, ela copiou trechos inteiros do seu livro sem dar os devidos créditos. Ele entrou com uma ação judicial contra ela, pedindo indenização por danos morais e materiais. Ela negou as acusações e disse que se tratava de coincidências ou citações indiretas.

    Ela também foi criticada por alguns profissionais da saúde mental por usar uma linguagem simplista e sensacionalista para abordar temas complexos e delicados, como a psicopatia, a ansiedade e o autismo. Alguns críticos argumentam que ela contribui para a estigmatização e a desinformação sobre esses transtornos, além de não apresentar evidências científicas suficientes para sustentar suas afirmações. Por exemplo, ela afirma que os psicopatas são pessoas sem consciência, sem emoções e sem remorso, que podem ser identificados por meio de testes simples ou por características físicas ou comportamentais. Ela também afirma que a ansiedade é um mal do século XXI, causado pelo estresse da vida moderna, e que pode ser controlada por meio de técnicas simples ou por medicamentos. Ela ainda afirma que o autismo é um transtorno que pode ser prevenido ou revertido por meio de intervenções precoces ou por terapias alternativas.

    Apesar das polêmicas, Ana Beatriz continua sendo uma das psiquiatras mais populares e influentes do Brasil, com milhares de fãs e seguidores nas redes sociais. Ela também continua lançando novos livros e participando de eventos e programas de TV sobre saúde mental. Ela diz que não se abala com as críticas e que segue sua missão de “ajudar as pessoas a viverem melhor”.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

  • Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Uma pesquisa realizada pela Fiocruz revelou que a coinfecção de dengue e chikungunya, ou seja, a infecção simultânea por dois ou mais vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti, é muito mais comum do que se imaginava no Brasil.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

  • Por que as pessoas acreditam no sobrenatural?

    Por que as pessoas acreditam no sobrenatural?

    Muitas pessoas acreditam em coisas que não podem ser explicadas pela ciência ou pela razão, como fantasmas, deuses, anjos, demônios, milagres, magia, destino, etc.

    Essas crenças fazem parte do que chamamos de sobrenatural, ou seja, aquilo que está além do natural ou do normal. Mas por que as pessoas acreditam no sobrenatural? Quais são os fatores que influenciam essa crença?

    O cérebro e o sentido

    Uma das possíveis explicações para a crença no sobrenatural é que o cérebro humano é uma máquina de reconhecimento de padrões, que busca sentido e ordem em um mundo caótico e complexo. Às vezes, esses padrões são reais, mas na maioria dos casos são fruto da imaginação. A crença no sobrenatural seria uma forma de preencher as lacunas do conhecimento e de lidar com o medo e a incerteza.

    Por exemplo, quando vemos uma forma estranha em uma nuvem ou em uma mancha na parede, podemos imaginar que se trata de um rosto, um animal ou um símbolo. Isso é chamado de pareidolia, um fenômeno psicológico que faz com que percebamos imagens ou sons que não existem na realidade. A pareidolia pode levar as pessoas a acreditarem que estão vendo aparições, mensagens ou sinais sobrenaturais.

    Outro exemplo é quando atribuímos causalidade a eventos aleatórios ou coincidentes. Isso é chamado de viés de confirmação, um fenômeno psicológico que faz com que procuremos e aceitemos apenas as informações que confirmam as nossas crenças ou expectativas. O viés de confirmação pode levar as pessoas a acreditarem que estão vivendo milagres, profecias ou intervenções sobrenaturais.

    A sociedade e a cultura

    Outra explicação para a crença no sobrenatural é que ela é influenciada por fatores sociais, como a educação, a tradição, a mídia e a autoridade. As pessoas tendem a seguir o que a maioria acredita, ou o que lhes é ensinado desde cedo, ou o que lhes é apresentado como verdadeiro por fontes confiáveis. A crença no sobrenatural seria uma forma de pertencer a um grupo e de compartilhar valores e experiências.

    Por exemplo, quando nascemos em uma família ou em uma comunidade que segue uma determinada religião ou crença, tendemos a adotar essa visão de mundo como nossa. Isso é chamado de socialização primária, um processo pelo qual aprendemos os valores e as normas da sociedade em que vivemos. A socialização primária pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua identidade e da sua cultura.

    Outro exemplo é quando somos expostos a informações ou relatos sobre o sobrenatural por meio da mídia ou de outras pessoas. Isso é chamado de socialização secundária, um processo pelo qual aprendemos novos valores e normas da sociedade em que vivemos. A socialização secundária pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua curiosidade e da sua informação.

    O conhecimento e a realidade

    Uma terceira hipótese para a crença no sobrenatural é que ela é resultado de uma limitação do conhecimento humano, que não consegue abarcar toda a complexidade e diversidade da realidade. As pessoas recorrem ao sobrenatural quando não têm acesso ou não compreendem as explicações racionais ou científicas para um fenômeno ou assunto. A crença no sobrenatural seria uma forma de simplificar e reduzir a realidade a algo mais familiar e compreensível.

    Por exemplo, quando nos deparamos com algo que foge do nosso entendimento ou da nossa experiência, podemos recorrer à fé ou à intuição para explicá-lo. Isso é chamado de heurística, um método mental rápido e prático para resolver problemas ou tomar decisões. A heurística pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua crença ou da sua opinião.

    Outro exemplo é quando nos confrontamos com algo que desafia o nosso senso comum ou a nossa lógica, podemos recorrer à imaginação ou à criatividade para interpretá-lo. Isso é chamado de pensamento divergente, um tipo de pensamento que gera ideias originais e inovadoras. O pensamento divergente pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua fantasia ou da sua arte.

    A percepção e a experiência

    Uma quarta possibilidade para a crença no sobrenatural é que ela é provocada por estímulos sensoriais ou mentais que geram alucinações ou ilusões. As pessoas podem ver, ouvir ou sentir coisas que não existem, mas que parecem reais, por causa de alterações no cérebro, no ambiente ou na percepção. A crença no sobrenatural seria uma forma de interpretar e dar sentido a essas experiências anormais.

    Por exemplo, quando sofremos de algum distúrbio psicológico ou neurológico, podemos ter visões ou vozes que nos assustam ou nos confortam. Isso é chamado de alucinação, uma percepção falsa que não corresponde à realidade. A alucinação pode levar as pessoas a acreditarem que estão em contato com o sobrenatural como parte da sua doença ou da sua cura.

    Outro exemplo é quando estamos sob efeito de alguma droga ou substância, podemos ter sensações ou emoções que nos excitam ou nos relaxam. Isso é chamado de ilusão, uma interpretação errada da realidade. A ilusão pode levar as pessoas a acreditarem que estão vivendo o sobrenatural como parte do seu prazer ou do seu vício.

    Existem várias explicações possíveis para a crença no sobrenatural, mas nenhuma delas é definitiva ou exclusiva. A crença no sobrenatural é um fenômeno complexo e multifacetado, que envolve aspectos psicológicos, culturais e históricos da humanidade. O importante é ter um pensamento crítico e questionador, e buscar evidências e argumentos para sustentar as próprias crenças.

    Essas crenças fazem parte do que chamamos de sobrenatural, ou seja, aquilo que está além do natural ou do normal. Mas por que as pessoas acreditam no sobrenatural? Quais são os fatores que influenciam essa crença?

    O cérebro e o sentido

    Uma das possíveis explicações para a crença no sobrenatural é que o cérebro humano é uma máquina de reconhecimento de padrões, que busca sentido e ordem em um mundo caótico e complexo. Às vezes, esses padrões são reais, mas na maioria dos casos são fruto da imaginação. A crença no sobrenatural seria uma forma de preencher as lacunas do conhecimento e de lidar com o medo e a incerteza.

    Por exemplo, quando vemos uma forma estranha em uma nuvem ou em uma mancha na parede, podemos imaginar que se trata de um rosto, um animal ou um símbolo. Isso é chamado de pareidolia, um fenômeno psicológico que faz com que percebamos imagens ou sons que não existem na realidade. A pareidolia pode levar as pessoas a acreditarem que estão vendo aparições, mensagens ou sinais sobrenaturais.

    Outro exemplo é quando atribuímos causalidade a eventos aleatórios ou coincidentes. Isso é chamado de viés de confirmação, um fenômeno psicológico que faz com que procuremos e aceitemos apenas as informações que confirmam as nossas crenças ou expectativas. O viés de confirmação pode levar as pessoas a acreditarem que estão vivendo milagres, profecias ou intervenções sobrenaturais.

    A sociedade e a cultura

    Outra explicação para a crença no sobrenatural é que ela é influenciada por fatores sociais, como a educação, a tradição, a mídia e a autoridade. As pessoas tendem a seguir o que a maioria acredita, ou o que lhes é ensinado desde cedo, ou o que lhes é apresentado como verdadeiro por fontes confiáveis. A crença no sobrenatural seria uma forma de pertencer a um grupo e de compartilhar valores e experiências.

    Por exemplo, quando nascemos em uma família ou em uma comunidade que segue uma determinada religião ou crença, tendemos a adotar essa visão de mundo como nossa. Isso é chamado de socialização primária, um processo pelo qual aprendemos os valores e as normas da sociedade em que vivemos. A socialização primária pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua identidade e da sua cultura.

    Outro exemplo é quando somos expostos a informações ou relatos sobre o sobrenatural por meio da mídia ou de outras pessoas. Isso é chamado de socialização secundária, um processo pelo qual aprendemos novos valores e normas da sociedade em que vivemos. A socialização secundária pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua curiosidade e da sua informação.

    O conhecimento e a realidade

    Uma terceira hipótese para a crença no sobrenatural é que ela é resultado de uma limitação do conhecimento humano, que não consegue abarcar toda a complexidade e diversidade da realidade. As pessoas recorrem ao sobrenatural quando não têm acesso ou não compreendem as explicações racionais ou científicas para um fenômeno ou assunto. A crença no sobrenatural seria uma forma de simplificar e reduzir a realidade a algo mais familiar e compreensível.

    Por exemplo, quando nos deparamos com algo que foge do nosso entendimento ou da nossa experiência, podemos recorrer à fé ou à intuição para explicá-lo. Isso é chamado de heurística, um método mental rápido e prático para resolver problemas ou tomar decisões. A heurística pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua crença ou da sua opinião.

    Outro exemplo é quando nos confrontamos com algo que desafia o nosso senso comum ou a nossa lógica, podemos recorrer à imaginação ou à criatividade para interpretá-lo. Isso é chamado de pensamento divergente, um tipo de pensamento que gera ideias originais e inovadoras. O pensamento divergente pode levar as pessoas a acreditarem no sobrenatural como parte da sua fantasia ou da sua arte.

    A percepção e a experiência

    Uma quarta possibilidade para a crença no sobrenatural é que ela é provocada por estímulos sensoriais ou mentais que geram alucinações ou ilusões. As pessoas podem ver, ouvir ou sentir coisas que não existem, mas que parecem reais, por causa de alterações no cérebro, no ambiente ou na percepção. A crença no sobrenatural seria uma forma de interpretar e dar sentido a essas experiências anormais.

    Por exemplo, quando sofremos de algum distúrbio psicológico ou neurológico, podemos ter visões ou vozes que nos assustam ou nos confortam. Isso é chamado de alucinação, uma percepção falsa que não corresponde à realidade. A alucinação pode levar as pessoas a acreditarem que estão em contato com o sobrenatural como parte da sua doença ou da sua cura.

    Outro exemplo é quando estamos sob efeito de alguma droga ou substância, podemos ter sensações ou emoções que nos excitam ou nos relaxam. Isso é chamado de ilusão, uma interpretação errada da realidade. A ilusão pode levar as pessoas a acreditarem que estão vivendo o sobrenatural como parte do seu prazer ou do seu vício.

    Existem várias explicações possíveis para a crença no sobrenatural, mas nenhuma delas é definitiva ou exclusiva. A crença no sobrenatural é um fenômeno complexo e multifacetado, que envolve aspectos psicológicos, culturais e históricos da humanidade. O importante é ter um pensamento crítico e questionador, e buscar evidências e argumentos para sustentar as próprias crenças.

  • Ministro dos Direitos Humanos quer debater abuso da constelação familiar na justiça

    Ministro dos Direitos Humanos quer debater abuso da constelação familiar na justiça

    O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, solicitou ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que promova um debate sobre o uso da constelação familiar na justiça brasileira.

    A constelação familiar não tem comprovação científica e é criticada por profissionais da psicologia e da ciência, que apontam problemas como a reprodução de visões tradicionais e patriarcais de família, que podem prejudicar mulheres, especialmente em processos de conciliação em Varas de Família.

    O pedido do ministro foi motivado por uma carta enviada por representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), do Instituto Questão de Ciência (IQC) e de pesquisadores universitários, que alertaram para o abuso da constelação familiar na justiça e para os riscos que ela representa para os direitos humanos. O ministro também encaminhou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério das Mulheres e ao Ministério da Saúde, para que tomem as medidas cabíveis.

    A carta cita alguns exemplos de como a constelação familiar pode ser prejudicial para as vítimas de violência e abusos sexuais, ao atribuir a elas a responsabilidade pela violência sofrida e ao incentivar o perdão aos agressores. Em um caso relatado pelo jornal Folha de S.Paulo, uma mulher que sofria violência doméstica foi orientada por uma juíza a participar de uma sessão de constelação familiar, na qual teve que olhar nos olhos do marido agressor e dizer que o amava. Em outro caso, uma menina de 12 anos que foi estuprada pelo padrasto teve que abraçá-lo em uma sessão de constelação familiar, sob a justificativa de que isso iria curar o trauma.

    Segundo os autores da carta, a constelação familiar viola os princípios éticos e científicos da psicologia e da ciência, além de desrespeitar a autonomia e a dignidade das pessoas envolvidas nos conflitos familiares. Eles afirmam que essa prática não tem respaldo em evidências empíricas e que se baseia em concepções místicas e religiosas, que não devem interferir na esfera pública e na administração da justiça. Eles também denunciam que a constelação familiar é uma forma de imposição ideológica e moral, que reforça estereótipos de gênero e de família, que podem ser opressores e discriminatórios.

    O ministro dos Direitos Humanos disse que espera que o debate sobre o uso da constelação familiar na justiça seja amplo e democrático, envolvendo diferentes setores da sociedade civil e do poder público. Ele disse que é preciso garantir o respeito aos direitos humanos e à diversidade das famílias brasileiras, sem impor modelos ou soluções pré-definidas. Ele também disse que é preciso valorizar o conhecimento científico e a atuação profissional dos psicólogos, que são fundamentais para a promoção da saúde mental e do bem-estar das pessoas.

    A constelação familiar não tem comprovação científica e é criticada por profissionais da psicologia e da ciência, que apontam problemas como a reprodução de visões tradicionais e patriarcais de família, que podem prejudicar mulheres, especialmente em processos de conciliação em Varas de Família.

    O pedido do ministro foi motivado por uma carta enviada por representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), do Instituto Questão de Ciência (IQC) e de pesquisadores universitários, que alertaram para o abuso da constelação familiar na justiça e para os riscos que ela representa para os direitos humanos. O ministro também encaminhou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério das Mulheres e ao Ministério da Saúde, para que tomem as medidas cabíveis.

    A carta cita alguns exemplos de como a constelação familiar pode ser prejudicial para as vítimas de violência e abusos sexuais, ao atribuir a elas a responsabilidade pela violência sofrida e ao incentivar o perdão aos agressores. Em um caso relatado pelo jornal Folha de S.Paulo, uma mulher que sofria violência doméstica foi orientada por uma juíza a participar de uma sessão de constelação familiar, na qual teve que olhar nos olhos do marido agressor e dizer que o amava. Em outro caso, uma menina de 12 anos que foi estuprada pelo padrasto teve que abraçá-lo em uma sessão de constelação familiar, sob a justificativa de que isso iria curar o trauma.

    Segundo os autores da carta, a constelação familiar viola os princípios éticos e científicos da psicologia e da ciência, além de desrespeitar a autonomia e a dignidade das pessoas envolvidas nos conflitos familiares. Eles afirmam que essa prática não tem respaldo em evidências empíricas e que se baseia em concepções místicas e religiosas, que não devem interferir na esfera pública e na administração da justiça. Eles também denunciam que a constelação familiar é uma forma de imposição ideológica e moral, que reforça estereótipos de gênero e de família, que podem ser opressores e discriminatórios.

    O ministro dos Direitos Humanos disse que espera que o debate sobre o uso da constelação familiar na justiça seja amplo e democrático, envolvendo diferentes setores da sociedade civil e do poder público. Ele disse que é preciso garantir o respeito aos direitos humanos e à diversidade das famílias brasileiras, sem impor modelos ou soluções pré-definidas. Ele também disse que é preciso valorizar o conhecimento científico e a atuação profissional dos psicólogos, que são fundamentais para a promoção da saúde mental e do bem-estar das pessoas.

  • Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    A discriminação racial ou étnica pode afetar não só a saúde mental, mas também a saúde física das pessoas que sofrem com ela.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.