Tag: Brasil

  • Ministro dos Direitos Humanos quer debater abuso da constelação familiar na justiça

    Ministro dos Direitos Humanos quer debater abuso da constelação familiar na justiça

    O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, solicitou ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que promova um debate sobre o uso da constelação familiar na justiça brasileira.

    A constelação familiar não tem comprovação científica e é criticada por profissionais da psicologia e da ciência, que apontam problemas como a reprodução de visões tradicionais e patriarcais de família, que podem prejudicar mulheres, especialmente em processos de conciliação em Varas de Família.

    O pedido do ministro foi motivado por uma carta enviada por representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), do Instituto Questão de Ciência (IQC) e de pesquisadores universitários, que alertaram para o abuso da constelação familiar na justiça e para os riscos que ela representa para os direitos humanos. O ministro também encaminhou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério das Mulheres e ao Ministério da Saúde, para que tomem as medidas cabíveis.

    A carta cita alguns exemplos de como a constelação familiar pode ser prejudicial para as vítimas de violência e abusos sexuais, ao atribuir a elas a responsabilidade pela violência sofrida e ao incentivar o perdão aos agressores. Em um caso relatado pelo jornal Folha de S.Paulo, uma mulher que sofria violência doméstica foi orientada por uma juíza a participar de uma sessão de constelação familiar, na qual teve que olhar nos olhos do marido agressor e dizer que o amava. Em outro caso, uma menina de 12 anos que foi estuprada pelo padrasto teve que abraçá-lo em uma sessão de constelação familiar, sob a justificativa de que isso iria curar o trauma.

    Segundo os autores da carta, a constelação familiar viola os princípios éticos e científicos da psicologia e da ciência, além de desrespeitar a autonomia e a dignidade das pessoas envolvidas nos conflitos familiares. Eles afirmam que essa prática não tem respaldo em evidências empíricas e que se baseia em concepções místicas e religiosas, que não devem interferir na esfera pública e na administração da justiça. Eles também denunciam que a constelação familiar é uma forma de imposição ideológica e moral, que reforça estereótipos de gênero e de família, que podem ser opressores e discriminatórios.

    O ministro dos Direitos Humanos disse que espera que o debate sobre o uso da constelação familiar na justiça seja amplo e democrático, envolvendo diferentes setores da sociedade civil e do poder público. Ele disse que é preciso garantir o respeito aos direitos humanos e à diversidade das famílias brasileiras, sem impor modelos ou soluções pré-definidas. Ele também disse que é preciso valorizar o conhecimento científico e a atuação profissional dos psicólogos, que são fundamentais para a promoção da saúde mental e do bem-estar das pessoas.

    A constelação familiar não tem comprovação científica e é criticada por profissionais da psicologia e da ciência, que apontam problemas como a reprodução de visões tradicionais e patriarcais de família, que podem prejudicar mulheres, especialmente em processos de conciliação em Varas de Família.

    O pedido do ministro foi motivado por uma carta enviada por representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), do Instituto Questão de Ciência (IQC) e de pesquisadores universitários, que alertaram para o abuso da constelação familiar na justiça e para os riscos que ela representa para os direitos humanos. O ministro também encaminhou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério das Mulheres e ao Ministério da Saúde, para que tomem as medidas cabíveis.

    A carta cita alguns exemplos de como a constelação familiar pode ser prejudicial para as vítimas de violência e abusos sexuais, ao atribuir a elas a responsabilidade pela violência sofrida e ao incentivar o perdão aos agressores. Em um caso relatado pelo jornal Folha de S.Paulo, uma mulher que sofria violência doméstica foi orientada por uma juíza a participar de uma sessão de constelação familiar, na qual teve que olhar nos olhos do marido agressor e dizer que o amava. Em outro caso, uma menina de 12 anos que foi estuprada pelo padrasto teve que abraçá-lo em uma sessão de constelação familiar, sob a justificativa de que isso iria curar o trauma.

    Segundo os autores da carta, a constelação familiar viola os princípios éticos e científicos da psicologia e da ciência, além de desrespeitar a autonomia e a dignidade das pessoas envolvidas nos conflitos familiares. Eles afirmam que essa prática não tem respaldo em evidências empíricas e que se baseia em concepções místicas e religiosas, que não devem interferir na esfera pública e na administração da justiça. Eles também denunciam que a constelação familiar é uma forma de imposição ideológica e moral, que reforça estereótipos de gênero e de família, que podem ser opressores e discriminatórios.

    O ministro dos Direitos Humanos disse que espera que o debate sobre o uso da constelação familiar na justiça seja amplo e democrático, envolvendo diferentes setores da sociedade civil e do poder público. Ele disse que é preciso garantir o respeito aos direitos humanos e à diversidade das famílias brasileiras, sem impor modelos ou soluções pré-definidas. Ele também disse que é preciso valorizar o conhecimento científico e a atuação profissional dos psicólogos, que são fundamentais para a promoção da saúde mental e do bem-estar das pessoas.

  • Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    A discriminação racial ou étnica pode afetar não só a saúde mental, mas também a saúde física das pessoas que sofrem com ela.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.

  • Um modelo computacional que imita o fígado pode ajudar a desenvolver drogas mais seguras e eficazes para homens e mulheres

    Um modelo computacional que imita o fígado pode ajudar a desenvolver drogas mais seguras e eficazes para homens e mulheres

    Um novo modelo computacional desenvolvido por pesquisadores da UVA Health pode ajudar a entender como os medicamentos afetam o fígado de homens e mulheres de forma diferente.

    O modelo simula o funcionamento do órgão responsável pela desintoxicação do corpo e revela as diferenças sexuais na resposta a drogas.

    O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, pois processa e elimina as substâncias químicas que ingerimos, como alimentos, bebidas e medicamentos. No entanto, nem todos os fígados são iguais. Estudos mostram que as mulheres sofrem mais problemas no fígado causados por medicamentos do que os homens, mas são sub-representadas nos testes de drogas. Isso significa que muitas drogas podem ter efeitos colaterais diferentes ou inesperados nas mulheres.

    Para resolver esse problema, os pesquisadores da UVA Health criaram um modelo computacional que imita os fígados masculino e feminino e permite testar como eles reagem a diferentes drogas. O modelo usa dados experimentais e matemáticos para representar os processos biológicos que ocorrem no fígado, como o metabolismo, a inflamação e a regeneração. O modelo também leva em conta os fatores hormonais que podem influenciar a resposta do fígado às drogas.

    Os pesquisadores usaram o modelo para analisar o efeito de uma droga comum usada para tratar a insônia, chamada zolpidem. Eles descobriram que o fígado feminino metaboliza o zolpidem de forma mais lenta do que o masculino, o que pode explicar por que as mulheres têm mais sonolência e risco de acidentes após tomar essa droga. O modelo também mostrou que o zolpidem pode causar danos ao fígado se for tomado em doses altas ou por longos períodos.

    O modelo computacional representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes, pois permite testar os efeitos das drogas no fígado antes de realizar ensaios clínicos em humanos. Além disso, o modelo fornece insights inéditos sobre os mecanismos moleculares que regulam o funcionamento do fígado e as diferenças sexuais na sua resposta a drogas. Os pesquisadores esperam que o modelo possa ser usado para estudar outras drogas e doenças hepáticas no futuro.

    Fonte: Link.

    O modelo simula o funcionamento do órgão responsável pela desintoxicação do corpo e revela as diferenças sexuais na resposta a drogas.

    O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, pois processa e elimina as substâncias químicas que ingerimos, como alimentos, bebidas e medicamentos. No entanto, nem todos os fígados são iguais. Estudos mostram que as mulheres sofrem mais problemas no fígado causados por medicamentos do que os homens, mas são sub-representadas nos testes de drogas. Isso significa que muitas drogas podem ter efeitos colaterais diferentes ou inesperados nas mulheres.

    Para resolver esse problema, os pesquisadores da UVA Health criaram um modelo computacional que imita os fígados masculino e feminino e permite testar como eles reagem a diferentes drogas. O modelo usa dados experimentais e matemáticos para representar os processos biológicos que ocorrem no fígado, como o metabolismo, a inflamação e a regeneração. O modelo também leva em conta os fatores hormonais que podem influenciar a resposta do fígado às drogas.

    Os pesquisadores usaram o modelo para analisar o efeito de uma droga comum usada para tratar a insônia, chamada zolpidem. Eles descobriram que o fígado feminino metaboliza o zolpidem de forma mais lenta do que o masculino, o que pode explicar por que as mulheres têm mais sonolência e risco de acidentes após tomar essa droga. O modelo também mostrou que o zolpidem pode causar danos ao fígado se for tomado em doses altas ou por longos períodos.

    O modelo computacional representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes, pois permite testar os efeitos das drogas no fígado antes de realizar ensaios clínicos em humanos. Além disso, o modelo fornece insights inéditos sobre os mecanismos moleculares que regulam o funcionamento do fígado e as diferenças sexuais na sua resposta a drogas. Os pesquisadores esperam que o modelo possa ser usado para estudar outras drogas e doenças hepáticas no futuro.

    Fonte: Link.

  • Prefeitura de São Paulo decreta ponto facultativo e suspende rodízio por causa de greve

    Prefeitura de São Paulo decreta ponto facultativo e suspende rodízio por causa de greve

    A Prefeitura de São Paulo anunciou que vai decretar ponto facultativo nas repartições públicas municipais, suspender o rodízio de veículos e determinar operação especial no transporte público por ônibus, devido à paralisação prevista por sindicatos do Metrô, CPTM e Sabesp para esta terça-feira (3).

    A medida visa minimizar os transtornos causados pela greve, que pode afetar milhões de pessoas que dependem dos serviços de transporte e abastecimento de água na maior cidade do país.

    Segundo a Prefeitura, as escolas, creches, unidades de saúde, serviços de segurança urbana, de assistência social, do serviço funerário e outras atividades essenciais continuam funcionando normalmente. Os servidores que não comparecerem ao trabalho deverão compensar as horas não trabalhadas posteriormente.

    A SPTrans, empresa responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo por ônibus na cidade, solicitou às concessionárias que deem apoio no atendimento aos passageiros nas ruas da cidade e que mantenham 100% da frota em operação durante todo o dia. Além disso, a SPTrans informou que vai monitorar a situação dos corredores e faixas exclusivas de ônibus e orientar os motoristas sobre possíveis desvios.

    A greve foi convocada pelos sindicatos dos trabalhadores do Metrô, da CPTM e da Sabesp em protesto contra a reforma administrativa proposta pelo governo federal, que altera as regras do funcionalismo público. Os sindicatos alegam que a reforma retira direitos dos servidores e precariza os serviços públicos.

    Os trabalhadores do Metrô e da CPTM afirmam que vão paralisar as atividades por 24 horas, afetando todas as linhas de trem e metrô da região metropolitana. Já os trabalhadores da Sabesp dizem que vão interromper o fornecimento de água em algumas áreas da cidade.

    A Prefeitura de São Paulo recomenda à população que evite deslocamentos desnecessários nesta terça-feira e que utilize aplicativos de mobilidade ou transporte individual, como bicicletas ou patinetes. A Prefeitura também pede aos moradores que economizem água e evitem desperdícios.

    A medida visa minimizar os transtornos causados pela greve, que pode afetar milhões de pessoas que dependem dos serviços de transporte e abastecimento de água na maior cidade do país.

    Segundo a Prefeitura, as escolas, creches, unidades de saúde, serviços de segurança urbana, de assistência social, do serviço funerário e outras atividades essenciais continuam funcionando normalmente. Os servidores que não comparecerem ao trabalho deverão compensar as horas não trabalhadas posteriormente.

    A SPTrans, empresa responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo por ônibus na cidade, solicitou às concessionárias que deem apoio no atendimento aos passageiros nas ruas da cidade e que mantenham 100% da frota em operação durante todo o dia. Além disso, a SPTrans informou que vai monitorar a situação dos corredores e faixas exclusivas de ônibus e orientar os motoristas sobre possíveis desvios.

    A greve foi convocada pelos sindicatos dos trabalhadores do Metrô, da CPTM e da Sabesp em protesto contra a reforma administrativa proposta pelo governo federal, que altera as regras do funcionalismo público. Os sindicatos alegam que a reforma retira direitos dos servidores e precariza os serviços públicos.

    Os trabalhadores do Metrô e da CPTM afirmam que vão paralisar as atividades por 24 horas, afetando todas as linhas de trem e metrô da região metropolitana. Já os trabalhadores da Sabesp dizem que vão interromper o fornecimento de água em algumas áreas da cidade.

    A Prefeitura de São Paulo recomenda à população que evite deslocamentos desnecessários nesta terça-feira e que utilize aplicativos de mobilidade ou transporte individual, como bicicletas ou patinetes. A Prefeitura também pede aos moradores que economizem água e evitem desperdícios.

  • Pesquisadores criam estratégia baseada em plantas para combater doença de Huntington

    Pesquisadores criam estratégia baseada em plantas para combater doença de Huntington

    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, desenvolveu uma nova estratégia para tratar doenças neurodegenerativas, como a doença de Huntington, usando uma enzima derivada de plantas.

    A doença de Huntington é uma condição genética que causa a degeneração progressiva das células nervosas do cérebro, levando a problemas de movimento, cognição e comportamento.

    A enzima, chamada peptidase de processamento estromal (SPP), é capaz de reduzir o acúmulo de proteínas anormais que causam as alterações patológicas associadas à doença de Huntington. Essas proteínas se agregam e formam depósitos tóxicos nas células nervosas, interferindo em seu funcionamento normal.

    Os cientistas descobriram que as plantas não apresentam esse problema de agregação proteica porque possuem organelas especiais chamadas cloroplastos, que realizam a fotossíntese. Os cloroplastos contêm a enzima SPP, que corta as proteínas anormais e as impede de se agruparem.

    Os pesquisadores conseguiram transferir a capacidade das plantas de evitar a agregação para células humanas cultivadas em laboratório e para um pequeno organismo modelo, o nematoide Caenorhabditis elegans. Eles mostraram que a expressão da enzima SPP nessas células e animais reduziu significativamente os níveis de proteínas anormais e melhorou sua sobrevivência e função.

    Os resultados são promissores para o desenvolvimento de uma terapia potencial para a doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas. A equipe planeja fundar uma startup para produzir proteínas terapêuticas derivadas de plantas e testá-las como potenciais terapêuticos para tratar doenças neurodegenerativas em humanos.

    A doença de Huntington é uma condição genética que causa a degeneração progressiva das células nervosas do cérebro, levando a problemas de movimento, cognição e comportamento.

    A enzima, chamada peptidase de processamento estromal (SPP), é capaz de reduzir o acúmulo de proteínas anormais que causam as alterações patológicas associadas à doença de Huntington. Essas proteínas se agregam e formam depósitos tóxicos nas células nervosas, interferindo em seu funcionamento normal.

    Os cientistas descobriram que as plantas não apresentam esse problema de agregação proteica porque possuem organelas especiais chamadas cloroplastos, que realizam a fotossíntese. Os cloroplastos contêm a enzima SPP, que corta as proteínas anormais e as impede de se agruparem.

    Os pesquisadores conseguiram transferir a capacidade das plantas de evitar a agregação para células humanas cultivadas em laboratório e para um pequeno organismo modelo, o nematoide Caenorhabditis elegans. Eles mostraram que a expressão da enzima SPP nessas células e animais reduziu significativamente os níveis de proteínas anormais e melhorou sua sobrevivência e função.

    Os resultados são promissores para o desenvolvimento de uma terapia potencial para a doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas. A equipe planeja fundar uma startup para produzir proteínas terapêuticas derivadas de plantas e testá-las como potenciais terapêuticos para tratar doenças neurodegenerativas em humanos.

  • Um novo sistema baseado em ASP para expressar e computar preferências

    Um novo sistema baseado em ASP para expressar e computar preferências

    Um novo sistema que permite expressar e resolver preferências entre diferentes soluções de problemas lógicos foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Potsdam, na Alemanha.

    O sistema, chamado asprin, é baseado em uma linguagem de programação chamada ASP (Answer Set Programming), que é usada para modelar problemas complexos de forma declarativa.

    As preferências são usadas para escolher entre as soluções possíveis de um problema, de acordo com alguns critérios de qualidade ou satisfação. Por exemplo, se quisermos planejar uma viagem, podemos ter preferências sobre o custo, a duração, o destino, etc. Asprin permite especificar essas preferências de forma flexível e geral, usando uma linguagem que pode expressar diferentes tipos de preferências, como ordinais, cardinais, qualitativas, quantitativas, etc.

    Asprin também oferece métodos eficientes para decidir quais soluções são preferidas sobre outras, e para computar as soluções mais preferidas. Os pesquisadores analisaram a complexidade dos problemas envolvidos e propuseram algoritmos que são corretos e completos. Eles também compararam o desempenho de asprin com outras implementações existentes, e mostraram que asprin é competitivo e às vezes até mais rápido.

    Asprin é implementado como uma extensão do clingo, um dos sistemas mais populares e poderosos de ASP. Asprin usa a API do clingo para interagir com ele e aproveitar suas funcionalidades. Asprin também pode integrar diferentes abordagens à preferência que foram propostas na literatura, usando sua linguagem de modelagem de primeira ordem.

    O sistema asprin é uma contribuição importante para o campo da programação lógica e da inteligência artificial, pois oferece uma ferramenta prática e versátil para lidar com preferências em problemas lógicos. O sistema pode ter aplicações em diversas áreas, como planejamento, otimização, tomada de decisão, etc. Os pesquisadores esperam que asprin seja útil para a comunidade científica e para os usuários finais que querem resolver seus problemas com preferências.

    Fonte: Link.

    O sistema, chamado asprin, é baseado em uma linguagem de programação chamada ASP (Answer Set Programming), que é usada para modelar problemas complexos de forma declarativa.

    As preferências são usadas para escolher entre as soluções possíveis de um problema, de acordo com alguns critérios de qualidade ou satisfação. Por exemplo, se quisermos planejar uma viagem, podemos ter preferências sobre o custo, a duração, o destino, etc. Asprin permite especificar essas preferências de forma flexível e geral, usando uma linguagem que pode expressar diferentes tipos de preferências, como ordinais, cardinais, qualitativas, quantitativas, etc.

    Asprin também oferece métodos eficientes para decidir quais soluções são preferidas sobre outras, e para computar as soluções mais preferidas. Os pesquisadores analisaram a complexidade dos problemas envolvidos e propuseram algoritmos que são corretos e completos. Eles também compararam o desempenho de asprin com outras implementações existentes, e mostraram que asprin é competitivo e às vezes até mais rápido.

    Asprin é implementado como uma extensão do clingo, um dos sistemas mais populares e poderosos de ASP. Asprin usa a API do clingo para interagir com ele e aproveitar suas funcionalidades. Asprin também pode integrar diferentes abordagens à preferência que foram propostas na literatura, usando sua linguagem de modelagem de primeira ordem.

    O sistema asprin é uma contribuição importante para o campo da programação lógica e da inteligência artificial, pois oferece uma ferramenta prática e versátil para lidar com preferências em problemas lógicos. O sistema pode ter aplicações em diversas áreas, como planejamento, otimização, tomada de decisão, etc. Os pesquisadores esperam que asprin seja útil para a comunidade científica e para os usuários finais que querem resolver seus problemas com preferências.

    Fonte: Link.

  • Os segredos da história humana na lua: A importância da arqueologia espacial e da geoarqueologia planetária

    Os segredos da história humana na lua: A importância da arqueologia espacial e da geoarqueologia planetária

    Desde a primeira missão tripulada em 1969, os humanos deixaram mais de 200 toneladas de objetos na superfície lunar, incluindo bandeiras, veículos, instrumentos científicos e até mesmo uma bola de golfe.

    Esses artefatos são testemunhas da exploração espacial humana e fazem parte do nosso patrimônio cultural e científico.

    Mas como podemos estudar e proteger esses objetos no ambiente hostil do espaço? É aí que entra a arqueologia espacial, uma disciplina que se dedica a investigar os vestígios e as marcas humanas deixados no espaço, como parte da nossa identidade e memória coletiva. A arqueologia espacial não se limita à lua, mas também abrange outros lugares do sistema solar onde os humanos enviaram sondas, satélites e rovers.

    Um novo ramo da arqueologia espacial é a geoarqueologia planetária, que avalia os processos físicos e humanos que podem alterar, destruir ou preservar o patrimônio espacial na lua e em outros corpos celestes. Por exemplo, os artefatos na lua podem ser afetados por impactos de meteoroides, radiação cósmica, variações extremas de temperatura e atividade humana futura. Esses fatores podem causar danos irreversíveis aos objetos históricos e comprometer o seu valor científico e cultural.

    Para evitar isso, os geoarqueólogos planetários propõem formas de estudar, documentar e valorizar o patrimônio espacial para diversas comunidades na Terra. Eles sugerem o uso de técnicas como sensoriamento remoto, modelagem 3D, análise química e geofísica para obter informações sobre os artefatos e o seu contexto. Eles também defendem a criação de leis e normas internacionais para proteger o patrimônio espacial de possíveis ameaças, como vandalismo, roubo ou exploração comercial.

    O patrimônio espacial é um recurso único e finito que nos ajuda a entender melhor a nossa história e o nosso lugar no universo. Por isso, é importante preservá-lo para as gerações futuras e compartilhá-lo com o público em geral. A arqueologia espacial e a geoarqueologia planetária são campos promissores que podem contribuir para esse objetivo.

    Esses artefatos são testemunhas da exploração espacial humana e fazem parte do nosso patrimônio cultural e científico.

    Mas como podemos estudar e proteger esses objetos no ambiente hostil do espaço? É aí que entra a arqueologia espacial, uma disciplina que se dedica a investigar os vestígios e as marcas humanas deixados no espaço, como parte da nossa identidade e memória coletiva. A arqueologia espacial não se limita à lua, mas também abrange outros lugares do sistema solar onde os humanos enviaram sondas, satélites e rovers.

    Um novo ramo da arqueologia espacial é a geoarqueologia planetária, que avalia os processos físicos e humanos que podem alterar, destruir ou preservar o patrimônio espacial na lua e em outros corpos celestes. Por exemplo, os artefatos na lua podem ser afetados por impactos de meteoroides, radiação cósmica, variações extremas de temperatura e atividade humana futura. Esses fatores podem causar danos irreversíveis aos objetos históricos e comprometer o seu valor científico e cultural.

    Para evitar isso, os geoarqueólogos planetários propõem formas de estudar, documentar e valorizar o patrimônio espacial para diversas comunidades na Terra. Eles sugerem o uso de técnicas como sensoriamento remoto, modelagem 3D, análise química e geofísica para obter informações sobre os artefatos e o seu contexto. Eles também defendem a criação de leis e normas internacionais para proteger o patrimônio espacial de possíveis ameaças, como vandalismo, roubo ou exploração comercial.

    O patrimônio espacial é um recurso único e finito que nos ajuda a entender melhor a nossa história e o nosso lugar no universo. Por isso, é importante preservá-lo para as gerações futuras e compartilhá-lo com o público em geral. A arqueologia espacial e a geoarqueologia planetária são campos promissores que podem contribuir para esse objetivo.

  • Parceria entre Fiocruz e EMS visa fortalecer a ciência e a inovação farmacêutica no país

    Parceria entre Fiocruz e EMS visa fortalecer a ciência e a inovação farmacêutica no país

    A Fiocruz, uma das mais importantes instituições de pesquisa em saúde pública do mundo, e a EMS, o maior laboratório farmacêutico no Brasil, anunciaram um acordo de cooperação técnica para desenvolver e produzir medicamentos inovadores.

    O acordo, assinado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz e pela EMS, tem como objetivo alinhar conceitos, diretrizes, métodos e subsídios para ações em conjunto, visando enfrentar novos desafios de forma mais ágil e fortalecida pela complementação de pontos fortes de ambos.

    Segundo o presidente do Grupo NC, Carlos Sanchez, que controla a EMS, o contrato é único e pioneiro no segmento farmacêutico, e representa um marco na história da ciência e da inovação no país. “O propósito é produzir conhecimento científico e fomentar a inovação no setor, colocando o Brasil em destaque no quesito tecnologia farmacêutica”, afirmou.

    A parceria entre EMS e Fiocruz foi formalizada em um evento realizado pelo laboratório e pela Esfera Brasil em Brasília, com a presença de autoridades, especialistas, empresários e representantes do Judiciário. Entre os convidados estavam o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e o presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

    O protocolo de intenções é um passo inicial e fundamental para se criar uma cooperação conjunta, mas ainda é necessário a celebração de um novo acordo, acompanhado do seu respectivo Plano de Trabalho, obedecendo a legislação própria. A expectativa é que os primeiros projetos sejam iniciados ainda neste ano.

    O acordo, assinado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz e pela EMS, tem como objetivo alinhar conceitos, diretrizes, métodos e subsídios para ações em conjunto, visando enfrentar novos desafios de forma mais ágil e fortalecida pela complementação de pontos fortes de ambos.

    Segundo o presidente do Grupo NC, Carlos Sanchez, que controla a EMS, o contrato é único e pioneiro no segmento farmacêutico, e representa um marco na história da ciência e da inovação no país. “O propósito é produzir conhecimento científico e fomentar a inovação no setor, colocando o Brasil em destaque no quesito tecnologia farmacêutica”, afirmou.

    A parceria entre EMS e Fiocruz foi formalizada em um evento realizado pelo laboratório e pela Esfera Brasil em Brasília, com a presença de autoridades, especialistas, empresários e representantes do Judiciário. Entre os convidados estavam o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e o presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

    O protocolo de intenções é um passo inicial e fundamental para se criar uma cooperação conjunta, mas ainda é necessário a celebração de um novo acordo, acompanhado do seu respectivo Plano de Trabalho, obedecendo a legislação própria. A expectativa é que os primeiros projetos sejam iniciados ainda neste ano.

  • Astronauta americano volta à Terra após um ano no espaço

    Astronauta americano volta à Terra após um ano no espaço

    O astronauta americano Frank Rubio voltou à Terra nessa quarta-feira, 27, depois de passar 371 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

    Ele se tornou o americano que mais tempo ficou em órbita terrestre, superando o recorde anterior de Scott Kelly, que ficou 340 dias no espaço em 2015 e 2016.

    Rubio e dois cosmonautas russos, Oleg Novitskiy e Pyotr Dubrov, deveriam retornar ao planeta em dezembro do ano passado, mas um problema na cápsula Soyuz MS-22 impediu a viagem. Um furo foi detectado na cápsula, que poderia causar uma despressurização durante a reentrada na atmosfera. A tripulação teve que esperar a chegada de outra cápsula, a Soyuz MS-23, para poder voltar em segurança.

    Rubio disse que teria recusado a missão se soubesse que ela duraria o dobro do tempo previsto. Ele afirmou que sentiu falta da família, dos amigos e da comida terrestre. Ele também relatou alguns efeitos físicos da longa permanência no espaço, como perda de massa muscular, alterações na visão e no equilíbrio.

    O recorde mundial de dias consecutivos no espaço é do russo Valeri Polyakov, que ficou 438 dias na estação espacial Mir entre 1994 e 1995. O recorde de dias não consecutivos é do russo Oleg Kononenko, que acumulou mais de 1.000 dias em quatro missões na ISS entre 2008 e 2019.

    A NASA e a Roscosmos, as agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente, têm realizado missões de longa duração no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano e preparar futuras explorações no sistema solar.

    Ele se tornou o americano que mais tempo ficou em órbita terrestre, superando o recorde anterior de Scott Kelly, que ficou 340 dias no espaço em 2015 e 2016.

    Rubio e dois cosmonautas russos, Oleg Novitskiy e Pyotr Dubrov, deveriam retornar ao planeta em dezembro do ano passado, mas um problema na cápsula Soyuz MS-22 impediu a viagem. Um furo foi detectado na cápsula, que poderia causar uma despressurização durante a reentrada na atmosfera. A tripulação teve que esperar a chegada de outra cápsula, a Soyuz MS-23, para poder voltar em segurança.

    Rubio disse que teria recusado a missão se soubesse que ela duraria o dobro do tempo previsto. Ele afirmou que sentiu falta da família, dos amigos e da comida terrestre. Ele também relatou alguns efeitos físicos da longa permanência no espaço, como perda de massa muscular, alterações na visão e no equilíbrio.

    O recorde mundial de dias consecutivos no espaço é do russo Valeri Polyakov, que ficou 438 dias na estação espacial Mir entre 1994 e 1995. O recorde de dias não consecutivos é do russo Oleg Kononenko, que acumulou mais de 1.000 dias em quatro missões na ISS entre 2008 e 2019.

    A NASA e a Roscosmos, as agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente, têm realizado missões de longa duração no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano e preparar futuras explorações no sistema solar.

  • Como a zona do euro afeta a economia e o comércio do Brasil

    Como a zona do euro afeta a economia e o comércio do Brasil

    A zona do euro é um grupo de 19 países da Europa que usam o euro como moeda comum.

    Ela foi criada em 1999 para facilitar o comércio e a integração entre esses países, que são membros da União Europeia. A zona do euro é controlada pelo Banco Central Europeu (BCE), que é responsável por manter a estabilidade dos preços e da economia na região.

    A zona do euro é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em 2020, a União Europeia comprou 17,4% das exportações brasileiras e vendeu 16,4% das importações brasileiras. O Brasil tem acordos comerciais com a União Europeia que reduzem os impostos e as dificuldades para vender e comprar produtos da zona do euro. Além disso, a zona do euro é uma fonte de investimentos, cooperação e inovação para o Brasil, ajudando o país a se desenvolver.

    A zona do euro também influencia o Brasil de outras formas, através da sua política monetária. O BCE define a taxa de juros e a quantidade de euros em circulação, afetando o valor da moeda no mercado internacional. Isso pode ter efeitos sobre o valor do real, a competitividade das exportações brasileiras, o custo das importações, a inflação e o crescimento econômico no Brasil. Por isso, é importante que o Brasil acompanhe os acontecimentos na zona do euro e mantenha uma boa relação com os seus países membros.

    Ela foi criada em 1999 para facilitar o comércio e a integração entre esses países, que são membros da União Europeia. A zona do euro é controlada pelo Banco Central Europeu (BCE), que é responsável por manter a estabilidade dos preços e da economia na região.

    A zona do euro é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em 2020, a União Europeia comprou 17,4% das exportações brasileiras e vendeu 16,4% das importações brasileiras. O Brasil tem acordos comerciais com a União Europeia que reduzem os impostos e as dificuldades para vender e comprar produtos da zona do euro. Além disso, a zona do euro é uma fonte de investimentos, cooperação e inovação para o Brasil, ajudando o país a se desenvolver.

    A zona do euro também influencia o Brasil de outras formas, através da sua política monetária. O BCE define a taxa de juros e a quantidade de euros em circulação, afetando o valor da moeda no mercado internacional. Isso pode ter efeitos sobre o valor do real, a competitividade das exportações brasileiras, o custo das importações, a inflação e o crescimento econômico no Brasil. Por isso, é importante que o Brasil acompanhe os acontecimentos na zona do euro e mantenha uma boa relação com os seus países membros.