Tag: Brasil

  • Casamentos entre parentes aumentam o risco de doenças genéticas raras no Brasil

    Casamentos entre parentes aumentam o risco de doenças genéticas raras no Brasil

    O Brasil é um país com uma grande diversidade étnica e cultural, mas também com uma alta taxa de casamentos entre parentes, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

    Essa prática, conhecida como consanguinidade, pode ter consequências graves para a saúde dos descendentes, aumentando o risco de doenças genéticas raras.

    As doenças genéticas raras são aquelas que afetam menos de 65 pessoas em cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são causadas por alterações no DNA, que podem ser herdadas dos pais ou adquiridas ao longo da vida. Essas alterações podem afetar o funcionamento de um ou mais genes, que são responsáveis por produzir as proteínas essenciais para o organismo.

    Existem mais de 8 mil tipos de doenças genéticas raras, que podem se manifestar desde o nascimento ou em qualquer fase da vida. Algumas delas são: anemia falciforme, fibrose cística, hemofilia, síndrome de Down, distrofia muscular, albinismo, entre outras. Essas doenças podem causar diversos problemas de saúde, como deficiências físicas ou mentais, deformidades, dores crônicas, infecções recorrentes, dificuldades de aprendizagem, entre outros.

    O risco de desenvolver uma doença genética rara é maior quando os pais são parentes próximos, como primos ou tios. Isso porque eles têm mais chances de compartilhar genes alterados que podem ser transmitidos para os filhos. Quando isso acontece, os filhos recebem duas cópias do mesmo gene alterado, uma de cada pai, e desenvolvem a doença. Esse tipo de herança é chamado de autossômica recessiva.

    Um exemplo de doença genética rara que segue esse padrão de herança é a mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI), que afeta cerca de 1 em cada 215 mil nascidos vivos no mundo. Essa doença é causada pela deficiência de uma enzima chamada arilsulfatase B, que é responsável por quebrar moléculas complexas chamadas glicosaminoglicanos (GAGs). Quando essas moléculas se acumulam nas células e nos tecidos do corpo, elas causam diversos problemas, como baixa estatura, deformidades ósseas, problemas cardíacos e respiratórios, entre outros.

    No Brasil, há cerca de 300 casos diagnosticados de MPS VI, sendo que a maioria está concentrada na região Nordeste. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) identificou duas novas mutações no gene da arilsulfatase B em pacientes com MPS VI no estado da Paraíba. Essas mutações são inéditas na literatura científica e podem estar relacionadas à alta frequência de casamentos consanguíneos na região.

    Outro exemplo de doença genética rara que é influenciada pela consanguinidade é a síndrome do X frágil (SXF), que afeta cerca de 1 em cada 4 mil meninos e 1 em cada 8 mil meninas no mundo. Essa doença é causada pela expansão anormal de uma sequência de três letras do DNA (CGG) no gene FMR1, localizado no cromossomo X. Quando essa sequência se repete mais de 200 vezes, o gene FMR1 fica inativo e não produz uma proteína chamada FMRP, que é importante para o desenvolvimento do cérebro.

    A SXF é a causa mais comum de deficiência intelectual herdada e está associada a diversos problemas neurológicos e comportamentais, como autismo, hiperatividade, ansiedade, fobia social, entre outros. A SXF é transmitida de forma dominante ligada ao X, ou seja, basta uma cópia do gene FMR1 alterado para desenvolver a doença. No entanto, o número de repetições da sequência CGG pode variar entre as gerações e influenciar a manifestação da doença.

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) analisou o perfil genético de 1.329 indivíduos com suspeita clínica de SXF no Brasil. Os resultados mostraram que 6,9% dos casos eram positivos para a SXF, sendo que 18,4% deles apresentavam uma forma incompleta da doença, chamada de pré-mutação. Essa forma é caracterizada por ter entre 55 e 200 repetições da sequência CGG no gene FMR1, e pode causar problemas como tremor, ataxia, infertilidade, entre outros. Os pesquisadores também observaram que a frequência da pré-mutação era maior em indivíduos provenientes de casamentos consanguíneos, sugerindo que a consanguinidade pode favorecer a expansão da sequência CGG no gene FMR1.

    Esses são apenas alguns exemplos de como os casamentos entre parentes podem aumentar o risco de doenças genéticas raras no Brasil. Essas doenças representam um grande desafio para a saúde pública, pois exigem um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, que muitas vezes não estão disponíveis ou são muito caros. Além disso, essas doenças afetam a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, gerando sofrimento físico e emocional.

    Por isso, é importante que as pessoas sejam informadas e conscientizadas sobre os riscos da consanguinidade e sobre as formas de prevenção e tratamento das doenças genéticas raras. Uma das medidas mais eficazes é o aconselhamento genético, que consiste em orientar os casais sobre as chances de terem filhos com alguma doença genética rara, baseado em seus históricos familiares e em exames genéticos. Dessa forma, os casais podem tomar decisões mais seguras e responsáveis sobre sua reprodução.

    Essa prática, conhecida como consanguinidade, pode ter consequências graves para a saúde dos descendentes, aumentando o risco de doenças genéticas raras.

    As doenças genéticas raras são aquelas que afetam menos de 65 pessoas em cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são causadas por alterações no DNA, que podem ser herdadas dos pais ou adquiridas ao longo da vida. Essas alterações podem afetar o funcionamento de um ou mais genes, que são responsáveis por produzir as proteínas essenciais para o organismo.

    Existem mais de 8 mil tipos de doenças genéticas raras, que podem se manifestar desde o nascimento ou em qualquer fase da vida. Algumas delas são: anemia falciforme, fibrose cística, hemofilia, síndrome de Down, distrofia muscular, albinismo, entre outras. Essas doenças podem causar diversos problemas de saúde, como deficiências físicas ou mentais, deformidades, dores crônicas, infecções recorrentes, dificuldades de aprendizagem, entre outros.

    O risco de desenvolver uma doença genética rara é maior quando os pais são parentes próximos, como primos ou tios. Isso porque eles têm mais chances de compartilhar genes alterados que podem ser transmitidos para os filhos. Quando isso acontece, os filhos recebem duas cópias do mesmo gene alterado, uma de cada pai, e desenvolvem a doença. Esse tipo de herança é chamado de autossômica recessiva.

    Um exemplo de doença genética rara que segue esse padrão de herança é a mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI), que afeta cerca de 1 em cada 215 mil nascidos vivos no mundo. Essa doença é causada pela deficiência de uma enzima chamada arilsulfatase B, que é responsável por quebrar moléculas complexas chamadas glicosaminoglicanos (GAGs). Quando essas moléculas se acumulam nas células e nos tecidos do corpo, elas causam diversos problemas, como baixa estatura, deformidades ósseas, problemas cardíacos e respiratórios, entre outros.

    No Brasil, há cerca de 300 casos diagnosticados de MPS VI, sendo que a maioria está concentrada na região Nordeste. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) identificou duas novas mutações no gene da arilsulfatase B em pacientes com MPS VI no estado da Paraíba. Essas mutações são inéditas na literatura científica e podem estar relacionadas à alta frequência de casamentos consanguíneos na região.

    Outro exemplo de doença genética rara que é influenciada pela consanguinidade é a síndrome do X frágil (SXF), que afeta cerca de 1 em cada 4 mil meninos e 1 em cada 8 mil meninas no mundo. Essa doença é causada pela expansão anormal de uma sequência de três letras do DNA (CGG) no gene FMR1, localizado no cromossomo X. Quando essa sequência se repete mais de 200 vezes, o gene FMR1 fica inativo e não produz uma proteína chamada FMRP, que é importante para o desenvolvimento do cérebro.

    A SXF é a causa mais comum de deficiência intelectual herdada e está associada a diversos problemas neurológicos e comportamentais, como autismo, hiperatividade, ansiedade, fobia social, entre outros. A SXF é transmitida de forma dominante ligada ao X, ou seja, basta uma cópia do gene FMR1 alterado para desenvolver a doença. No entanto, o número de repetições da sequência CGG pode variar entre as gerações e influenciar a manifestação da doença.

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) analisou o perfil genético de 1.329 indivíduos com suspeita clínica de SXF no Brasil. Os resultados mostraram que 6,9% dos casos eram positivos para a SXF, sendo que 18,4% deles apresentavam uma forma incompleta da doença, chamada de pré-mutação. Essa forma é caracterizada por ter entre 55 e 200 repetições da sequência CGG no gene FMR1, e pode causar problemas como tremor, ataxia, infertilidade, entre outros. Os pesquisadores também observaram que a frequência da pré-mutação era maior em indivíduos provenientes de casamentos consanguíneos, sugerindo que a consanguinidade pode favorecer a expansão da sequência CGG no gene FMR1.

    Esses são apenas alguns exemplos de como os casamentos entre parentes podem aumentar o risco de doenças genéticas raras no Brasil. Essas doenças representam um grande desafio para a saúde pública, pois exigem um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, que muitas vezes não estão disponíveis ou são muito caros. Além disso, essas doenças afetam a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, gerando sofrimento físico e emocional.

    Por isso, é importante que as pessoas sejam informadas e conscientizadas sobre os riscos da consanguinidade e sobre as formas de prevenção e tratamento das doenças genéticas raras. Uma das medidas mais eficazes é o aconselhamento genético, que consiste em orientar os casais sobre as chances de terem filhos com alguma doença genética rara, baseado em seus históricos familiares e em exames genéticos. Dessa forma, os casais podem tomar decisões mais seguras e responsáveis sobre sua reprodução.

  • Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    A carga viral é um conceito que pode ajudar a entender melhor as infecções causadas por vírus, como o novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

  • Deepfake: a tecnologia que pode criar imagens e vídeos falsos de pessoas

    Deepfake: a tecnologia que pode criar imagens e vídeos falsos de pessoas

    Você já imaginou ver o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, abraçando e beijando o médico Anthony Fauci, um dos principais especialistas em doenças infecciosas?

    Parece impossível, mas é o que mostra um vídeo criado com a tecnologia de deepfake, que usa algoritmos de inteligência artificial para gerar imagens e vídeos falsos de pessoas fazendo ou dizendo coisas que não fizeram ou disseram na realidade.

    O vídeo, que foi publicado no YouTube em março de 2023, é uma sátira política que brinca com a tensão entre Trump e Fauci, que divergiram sobre as medidas de combate à pandemia de COVID-19. Trump chegou a criticar Fauci por defender o uso de máscaras e vacinas, enquanto Fauci rebateu as acusações de que teria mentido sobre a origem do vírus. O vídeo usa imagens reais dos dois políticos, mas altera seus rostos e vozes para criar uma cena fictícia de reconciliação.

    Mas como funciona a tecnologia de deepfake?

    Basicamente, ela usa redes neurais artificiais, que são sistemas computacionais inspirados no funcionamento do cérebro humano, para aprender a reconhecer padrões faciais e gerar novas imagens a partir de um banco de dados. Uma das técnicas mais usadas é a das redes adversárias generativas (GANs), que treinam um gerador para criar imagens realistas e um discriminador para avaliar a qualidade das imagens geradas. O objetivo é fazer com que o gerador engane o discriminador, produzindo imagens cada vez mais convincentes.

    A tecnologia de deepfake pode ter diversas aplicações, como entretenimento, ativismo, educação ou pesquisa. Por exemplo, ela pode ser usada para criar vídeos educativos com personalidades históricas, como Albert Einstein ou Martin Luther King Jr., ou para produzir filmes com atores falecidos, como Carrie Fisher ou Chadwick Boseman. Ela também pode ser usada para fins sociais, como para denunciar violações de direitos humanos ou para promover causas ambientais.

    No entanto, a tecnologia de deepfake também traz riscos e desafios, especialmente no que diz respeito à ética e à veracidade das informações. Ela pode ser usada para criar conteúdo falso para diversos propósitos, como extorsão, difamação, manipulação ou desinformação. Por exemplo, ela pode ser usada para criar vídeos pornográficos com pessoas sem o seu consentimento, para forjar provas criminais ou para espalhar notícias falsas sobre eventos políticos ou sociais.

    Diante desses perigos, há esforços para detectar e regular o uso de deepfakes, tanto por parte de empresas como de pesquisadores. Por exemplo, o Facebook lançou em 2020 um desafio global para desenvolver algoritmos capazes de identificar vídeos falsos. A Adobe também criou uma ferramenta chamada Content Authenticity Initiative, que visa rastrear a origem e a autoria das imagens digitais. Além disso, há pesquisadores que estão trabalhando em métodos para analisar as inconsistências nos vídeos falsos, como o professor Hany Farid da Universidade da Califórnia em Berkeley, ou para criar leis e normas para proteger as vítimas dos deepfakes, como a professora Cynthia Rudin da Universidade Duke.

    A tecnologia de deepfake é uma das mais impressionantes e controversas da atualidade. Ela mostra o potencial e os limites da inteligência artificial, que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Por isso, é importante estar atento e informado sobre os seus usos e consequências, e buscar sempre fontes confiáveis e verificadas antes de compartilhar ou acreditar em qualquer conteúdo digital.

    Parece impossível, mas é o que mostra um vídeo criado com a tecnologia de deepfake, que usa algoritmos de inteligência artificial para gerar imagens e vídeos falsos de pessoas fazendo ou dizendo coisas que não fizeram ou disseram na realidade.

    O vídeo, que foi publicado no YouTube em março de 2023, é uma sátira política que brinca com a tensão entre Trump e Fauci, que divergiram sobre as medidas de combate à pandemia de COVID-19. Trump chegou a criticar Fauci por defender o uso de máscaras e vacinas, enquanto Fauci rebateu as acusações de que teria mentido sobre a origem do vírus. O vídeo usa imagens reais dos dois políticos, mas altera seus rostos e vozes para criar uma cena fictícia de reconciliação.

    Mas como funciona a tecnologia de deepfake?

    Basicamente, ela usa redes neurais artificiais, que são sistemas computacionais inspirados no funcionamento do cérebro humano, para aprender a reconhecer padrões faciais e gerar novas imagens a partir de um banco de dados. Uma das técnicas mais usadas é a das redes adversárias generativas (GANs), que treinam um gerador para criar imagens realistas e um discriminador para avaliar a qualidade das imagens geradas. O objetivo é fazer com que o gerador engane o discriminador, produzindo imagens cada vez mais convincentes.

    A tecnologia de deepfake pode ter diversas aplicações, como entretenimento, ativismo, educação ou pesquisa. Por exemplo, ela pode ser usada para criar vídeos educativos com personalidades históricas, como Albert Einstein ou Martin Luther King Jr., ou para produzir filmes com atores falecidos, como Carrie Fisher ou Chadwick Boseman. Ela também pode ser usada para fins sociais, como para denunciar violações de direitos humanos ou para promover causas ambientais.

    No entanto, a tecnologia de deepfake também traz riscos e desafios, especialmente no que diz respeito à ética e à veracidade das informações. Ela pode ser usada para criar conteúdo falso para diversos propósitos, como extorsão, difamação, manipulação ou desinformação. Por exemplo, ela pode ser usada para criar vídeos pornográficos com pessoas sem o seu consentimento, para forjar provas criminais ou para espalhar notícias falsas sobre eventos políticos ou sociais.

    Diante desses perigos, há esforços para detectar e regular o uso de deepfakes, tanto por parte de empresas como de pesquisadores. Por exemplo, o Facebook lançou em 2020 um desafio global para desenvolver algoritmos capazes de identificar vídeos falsos. A Adobe também criou uma ferramenta chamada Content Authenticity Initiative, que visa rastrear a origem e a autoria das imagens digitais. Além disso, há pesquisadores que estão trabalhando em métodos para analisar as inconsistências nos vídeos falsos, como o professor Hany Farid da Universidade da Califórnia em Berkeley, ou para criar leis e normas para proteger as vítimas dos deepfakes, como a professora Cynthia Rudin da Universidade Duke.

    A tecnologia de deepfake é uma das mais impressionantes e controversas da atualidade. Ela mostra o potencial e os limites da inteligência artificial, que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Por isso, é importante estar atento e informado sobre os seus usos e consequências, e buscar sempre fontes confiáveis e verificadas antes de compartilhar ou acreditar em qualquer conteúdo digital.

  • Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    O vírus sincicial respiratório (RSV) é um dos maiores assassinos silenciosos de crianças e idosos no mundo.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

  • Geleira do Juízo Final está derretendo mais rápido do que se pensava, alertam cientistas

    Geleira do Juízo Final está derretendo mais rápido do que se pensava, alertam cientistas

    Uma das maiores geleiras da Antártida, conhecida como Geleira Thwaites, está recuando mais rápido do que se pensava por causa de um fenômeno subaquático, segundo um novo estudo.

    A geleira é chamada de “Geleira do Juízo Final” por seu potencial de elevar o nível do mar em mais de três metros se derreter completamente.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, revelou que os sedimentos que se acumulam sob a geleira estão reduzindo o atrito entre o gelo e o solo, permitindo que a geleira deslize mais facilmente para o oceano. Os pesquisadores usaram varreduras subaquáticas de alta resolução para mapear a topografia do leito da geleira e medir sua velocidade e espessura.

    Os dados coletados pelos cientistas estão sendo usados para criar modelos 3D da geleira e estimar sua perda futura de gelo. Os modelos mostram que a geleira está perdendo cerca de 50 bilhões de toneladas de gelo por ano, contribuindo para 4% do aumento do nível do mar global. Se a geleira colapsar, ela poderá desestabilizar outras partes da camada de gelo da Antártida Ocidental, levando a um aumento ainda maior do nível do mar.

    O estudo alerta que a Geleira Thwaites é uma das mais vulneráveis ao aquecimento global e que seu derretimento pode causar danos irreversíveis às comunidades costeiras ao redor do mundo. Os cientistas pedem mais pesquisas e monitoramento da geleira para entender melhor os processos que afetam sua estabilidade e prever seu comportamento futuro.

    A geleira é chamada de “Geleira do Juízo Final” por seu potencial de elevar o nível do mar em mais de três metros se derreter completamente.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, revelou que os sedimentos que se acumulam sob a geleira estão reduzindo o atrito entre o gelo e o solo, permitindo que a geleira deslize mais facilmente para o oceano. Os pesquisadores usaram varreduras subaquáticas de alta resolução para mapear a topografia do leito da geleira e medir sua velocidade e espessura.

    Os dados coletados pelos cientistas estão sendo usados para criar modelos 3D da geleira e estimar sua perda futura de gelo. Os modelos mostram que a geleira está perdendo cerca de 50 bilhões de toneladas de gelo por ano, contribuindo para 4% do aumento do nível do mar global. Se a geleira colapsar, ela poderá desestabilizar outras partes da camada de gelo da Antártida Ocidental, levando a um aumento ainda maior do nível do mar.

    O estudo alerta que a Geleira Thwaites é uma das mais vulneráveis ao aquecimento global e que seu derretimento pode causar danos irreversíveis às comunidades costeiras ao redor do mundo. Os cientistas pedem mais pesquisas e monitoramento da geleira para entender melhor os processos que afetam sua estabilidade e prever seu comportamento futuro.

  • Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais responsáveis por doenças respiratórias em crianças e idosos.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

  • Leite de vaca faz bem à saúde, dizem entidades médicas

    Leite de vaca faz bem à saúde, dizem entidades médicas

    O leite de vaca é um alimento seguro e nutritivo, que pode trazer benefícios para a saúde humana.

    Essa é a conclusão de um documento elaborado por duas entidades médicas brasileiras, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    O documento, divulgado na última semana, tem o objetivo de esclarecer mitos e verdades sobre o consumo de leite de vaca, que vem sendo alvo de críticas e boatos na internet. Segundo as entidades, o leite é uma fonte importante de cálcio, proteínas, carboidratos, gordura e outros compostos bioativos que podem prevenir doenças como osteoporose e câncer.

    O leite também não é inflamatório, como alguns sites e influenciadores digitais afirmam. Pelo contrário, o leite pode ter efeito anti-inflamatório, graças à presença de lactoferrina, uma proteína que combate bactérias e vírus. Além disso, o leite pode ajudar a regular o sistema imunológico, evitando alergias e doenças autoimunes.

    As entidades médicas ressaltam que existem diferentes tipos de leite de vaca, que podem se adequar às necessidades e preferências dos consumidores. O leite integral é o mais rico em gordura e calorias, mas também em vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. O leite desnatado tem menos gordura e calorias, mas mantém os mesmos níveis de cálcio e proteínas do leite integral. O leite sem lactose é indicado para pessoas que têm intolerância à lactose, um açúcar presente no leite que pode causar desconforto gastrointestinal em alguns indivíduos.

    As entidades médicas afirmam que o consumo de leite de vaca é recomendado para todas as faixas etárias, desde que não haja contraindicação médica. O leite deve fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua também frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes e ovos.

    O documento das entidades médicas visa a orientar profissionais de saúde, educadores e a população em geral sobre os benefícios do leite de vaca para a saúde. Segundo as entidades, o leite é um alimento completo e acessível, que pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

    Essa é a conclusão de um documento elaborado por duas entidades médicas brasileiras, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    O documento, divulgado na última semana, tem o objetivo de esclarecer mitos e verdades sobre o consumo de leite de vaca, que vem sendo alvo de críticas e boatos na internet. Segundo as entidades, o leite é uma fonte importante de cálcio, proteínas, carboidratos, gordura e outros compostos bioativos que podem prevenir doenças como osteoporose e câncer.

    O leite também não é inflamatório, como alguns sites e influenciadores digitais afirmam. Pelo contrário, o leite pode ter efeito anti-inflamatório, graças à presença de lactoferrina, uma proteína que combate bactérias e vírus. Além disso, o leite pode ajudar a regular o sistema imunológico, evitando alergias e doenças autoimunes.

    As entidades médicas ressaltam que existem diferentes tipos de leite de vaca, que podem se adequar às necessidades e preferências dos consumidores. O leite integral é o mais rico em gordura e calorias, mas também em vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. O leite desnatado tem menos gordura e calorias, mas mantém os mesmos níveis de cálcio e proteínas do leite integral. O leite sem lactose é indicado para pessoas que têm intolerância à lactose, um açúcar presente no leite que pode causar desconforto gastrointestinal em alguns indivíduos.

    As entidades médicas afirmam que o consumo de leite de vaca é recomendado para todas as faixas etárias, desde que não haja contraindicação médica. O leite deve fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua também frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes e ovos.

    O documento das entidades médicas visa a orientar profissionais de saúde, educadores e a população em geral sobre os benefícios do leite de vaca para a saúde. Segundo as entidades, o leite é um alimento completo e acessível, que pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

  • Terapia inovadora contra o câncer no sangue será testada no Brasil

    Terapia inovadora contra o câncer no sangue será testada no Brasil

    Uma terapia inovadora contra o câncer no sangue, que usa células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório, será testada pela primeira vez no Brasil.

    A técnica, chamada de CAR-T Cell, já mostrou resultados positivos em outros países, mas ainda é muito cara e inacessível para a maioria dos pacientes.

    A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) e o Instituto Butantan receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar um ensaio clínico com a terapia CAR-T Cell em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B, dois tipos de câncer que afetam as células do sistema imunológico.

    O objetivo do estudo é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento, que consiste em coletar as células de defesa do paciente, chamadas de linfócitos T, e modificá-las geneticamente em laboratório para que elas reconheçam e ataquem as células cancerígenas. Depois, as células modificadas são infundidas de volta no paciente, onde elas se multiplicam e combatem o tumor.

    O estudo será feito em três etapas, começando por Ribeirão Preto e depois em São Paulo e Campinas. A primeira etapa envolve 10 pacientes, que serão acompanhados por um ano. A segunda etapa terá 70 pacientes, que serão monitorados por dois anos. A terceira etapa terá 120 pacientes, que serão seguidos por três anos.

    Atualmente, a terapia CAR-T Cell está disponível apenas na rede privada brasileira, a um custo de pelo menos R$ 2 milhões por pessoa. Com o estudo clínico, o objetivo é registrar o produto rapidamente para que ele se torne acessível no Sistema Único de Saúde (SUS). A Anvisa criou um plano de acompanhamento até dezembro de 2024 para facilitar o processo.

    A terapia CAR-T Cell já trouxe resultados positivos para alguns pacientes, como Paulo Peregrino, que teve remissão total do câncer em 30 dias após 13 anos de luta contra a doença. Ele foi um dos primeiros brasileiros a receber o tratamento nos Estados Unidos, em 2019. No entanto, a cura só pode ser considerada oficial após cinco anos sem indícios da doença.

    O câncer no sangue é uma doença grave que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que ocorram cerca de 10 mil novos casos de leucemia e 8 mil novos casos de linfoma no país em 2020. A terapia CAR-T Cell pode ser uma esperança para esses pacientes, mas ainda precisa ser testada e aprovada pelas autoridades sanitárias.

    A técnica, chamada de CAR-T Cell, já mostrou resultados positivos em outros países, mas ainda é muito cara e inacessível para a maioria dos pacientes.

    A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) e o Instituto Butantan receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar um ensaio clínico com a terapia CAR-T Cell em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B, dois tipos de câncer que afetam as células do sistema imunológico.

    O objetivo do estudo é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento, que consiste em coletar as células de defesa do paciente, chamadas de linfócitos T, e modificá-las geneticamente em laboratório para que elas reconheçam e ataquem as células cancerígenas. Depois, as células modificadas são infundidas de volta no paciente, onde elas se multiplicam e combatem o tumor.

    O estudo será feito em três etapas, começando por Ribeirão Preto e depois em São Paulo e Campinas. A primeira etapa envolve 10 pacientes, que serão acompanhados por um ano. A segunda etapa terá 70 pacientes, que serão monitorados por dois anos. A terceira etapa terá 120 pacientes, que serão seguidos por três anos.

    Atualmente, a terapia CAR-T Cell está disponível apenas na rede privada brasileira, a um custo de pelo menos R$ 2 milhões por pessoa. Com o estudo clínico, o objetivo é registrar o produto rapidamente para que ele se torne acessível no Sistema Único de Saúde (SUS). A Anvisa criou um plano de acompanhamento até dezembro de 2024 para facilitar o processo.

    A terapia CAR-T Cell já trouxe resultados positivos para alguns pacientes, como Paulo Peregrino, que teve remissão total do câncer em 30 dias após 13 anos de luta contra a doença. Ele foi um dos primeiros brasileiros a receber o tratamento nos Estados Unidos, em 2019. No entanto, a cura só pode ser considerada oficial após cinco anos sem indícios da doença.

    O câncer no sangue é uma doença grave que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que ocorram cerca de 10 mil novos casos de leucemia e 8 mil novos casos de linfoma no país em 2020. A terapia CAR-T Cell pode ser uma esperança para esses pacientes, mas ainda precisa ser testada e aprovada pelas autoridades sanitárias.

  • Dolly e seus descendentes: como a ovelha clonada mudou a ciência e a medicina

    Dolly e seus descendentes: como a ovelha clonada mudou a ciência e a medicina

    Há 27 anos, em 5 de julho de 1996, nascia Dolly, a primeira ovelha clonada a partir de uma célula adulta.

    O feito foi anunciado ao mundo em 1997 e causou grande repercussão na mídia e na sociedade. Dolly se tornou um símbolo da biotecnologia e abriu caminho para novas pesquisas na área da clonagem animal.

    A clonagem animal consiste em produzir cópias geneticamente idênticas de um animal, usando uma técnica chamada transferência nuclear de células somáticas (TNCS). Essa técnica envolve retirar o núcleo de uma célula do animal que se quer clonar (doador) e inseri-lo em um óvulo sem núcleo (receptor). O óvulo é então estimulado eletricamente para se desenvolver em um embrião, que é implantado no útero de uma fêmea da mesma espécie (barriga de aluguel).

    A clonagem animal tem diversas aplicações na ciência e na medicina. Por exemplo, ela pode ser usada para criar animais com características genéticas desejadas, como resistência a doenças, maior produtividade ou melhor qualidade da carne. Ela também pode ser usada para criar animais com doenças humanas, como diabetes ou Alzheimer, para estudar os mecanismos e os tratamentos dessas condições. Além disso, ela pode ser usada para criar animais com anticorpos humanos, que podem ser usados para produzir medicamentos.

    A clonagem animal também pode ser combinada com a edição de genoma, uma ferramenta poderosa para alterar o DNA dos organismos. A edição de genoma usa enzimas chamadas nucleases, que podem cortar e colar trechos específicos do DNA. Uma das nucleases mais usadas atualmente é o CRISPR, que usa uma molécula de RNA para guiar a enzima até o local desejado no DNA. Com essa combinação, é possível criar animais com mutações ou inserções genéticas específicas.

    Apesar do legado de Dolly, a clonagem animal ainda é um campo pouco divulgado e reconhecido pela sociedade. Muitas pessoas têm dúvidas ou receios sobre os aspectos éticos, legais e sociais da clonagem animal.

    Alguns cientistas também enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para realizar seus projetos.

    No entanto, alguns pesquisadores continuam apostando na clonagem animal como uma ferramenta valiosa para avançar o conhecimento e melhorar a saúde humana e animal.

    O feito foi anunciado ao mundo em 1997 e causou grande repercussão na mídia e na sociedade. Dolly se tornou um símbolo da biotecnologia e abriu caminho para novas pesquisas na área da clonagem animal.

    A clonagem animal consiste em produzir cópias geneticamente idênticas de um animal, usando uma técnica chamada transferência nuclear de células somáticas (TNCS). Essa técnica envolve retirar o núcleo de uma célula do animal que se quer clonar (doador) e inseri-lo em um óvulo sem núcleo (receptor). O óvulo é então estimulado eletricamente para se desenvolver em um embrião, que é implantado no útero de uma fêmea da mesma espécie (barriga de aluguel).

    A clonagem animal tem diversas aplicações na ciência e na medicina. Por exemplo, ela pode ser usada para criar animais com características genéticas desejadas, como resistência a doenças, maior produtividade ou melhor qualidade da carne. Ela também pode ser usada para criar animais com doenças humanas, como diabetes ou Alzheimer, para estudar os mecanismos e os tratamentos dessas condições. Além disso, ela pode ser usada para criar animais com anticorpos humanos, que podem ser usados para produzir medicamentos.

    A clonagem animal também pode ser combinada com a edição de genoma, uma ferramenta poderosa para alterar o DNA dos organismos. A edição de genoma usa enzimas chamadas nucleases, que podem cortar e colar trechos específicos do DNA. Uma das nucleases mais usadas atualmente é o CRISPR, que usa uma molécula de RNA para guiar a enzima até o local desejado no DNA. Com essa combinação, é possível criar animais com mutações ou inserções genéticas específicas.

    Apesar do legado de Dolly, a clonagem animal ainda é um campo pouco divulgado e reconhecido pela sociedade. Muitas pessoas têm dúvidas ou receios sobre os aspectos éticos, legais e sociais da clonagem animal.

    Alguns cientistas também enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para realizar seus projetos.

    No entanto, alguns pesquisadores continuam apostando na clonagem animal como uma ferramenta valiosa para avançar o conhecimento e melhorar a saúde humana e animal.

  • Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Um estudo recente descobriu que algumas mulheres que não menstruam podem ter sangramento vaginal após a vacinação contra COVID-19.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.