Tag: Brasil

  • Influenciadores digitais terão que seguir novas regras da Anbima para falar sobre dinheiro e produtos financeiros

    Influenciadores digitais terão que seguir novas regras da Anbima para falar sobre dinheiro e produtos financeiros

    Anbima define novas regras para influenciadores digitais sobre dinheiro e produtos financeiros.

    A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou nesta terça-feira (26) novas regras para as publicações de influenciadores digitais sobre dinheiro e produtos financeiros nas redes sociais. A medida visa proteger os consumidores e evitar que sejam enganados por informações falsas ou incompletas.

    Segundo a Anbima, as instituições financeiras que contratam influenciadores digitais para divulgar seus produtos ou serviços são responsáveis pelo conteúdo das postagens, que devem seguir os princípios de transparência, adequação, veracidade e responsabilidade.

    Para isso, toda publicação de influenciador digital precisa ter contrato com a instituição financeira, que deve determinar a sinalização de que se trata de uma publicidade. Além disso, o influenciador precisa ter a certificação e a autorização necessárias para falar sobre o produto ou serviço financeiro, de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (BC).

    A Anbima também exige que as instituições financeiras façam um monitoramento dos desdobramentos da publicidade nas redes digitais mesmo após o dia da divulgação, para garantir que não haja desinformação ou manipulação do público. Caso haja alguma irregularidade, a instituição deve corrigir ou retirar a publicação do ar, além de comunicar à Anbima e aos órgãos reguladores.

    As novas regras da Anbima fazem parte do Código de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de Produtos no Varejo, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2024. As instituições financeiras que descumprirem as regras estarão sujeitas a sanções administrativas e multas.

    A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou nesta terça-feira (26) novas regras para as publicações de influenciadores digitais sobre dinheiro e produtos financeiros nas redes sociais. A medida visa proteger os consumidores e evitar que sejam enganados por informações falsas ou incompletas.

    Segundo a Anbima, as instituições financeiras que contratam influenciadores digitais para divulgar seus produtos ou serviços são responsáveis pelo conteúdo das postagens, que devem seguir os princípios de transparência, adequação, veracidade e responsabilidade.

    Para isso, toda publicação de influenciador digital precisa ter contrato com a instituição financeira, que deve determinar a sinalização de que se trata de uma publicidade. Além disso, o influenciador precisa ter a certificação e a autorização necessárias para falar sobre o produto ou serviço financeiro, de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (BC).

    A Anbima também exige que as instituições financeiras façam um monitoramento dos desdobramentos da publicidade nas redes digitais mesmo após o dia da divulgação, para garantir que não haja desinformação ou manipulação do público. Caso haja alguma irregularidade, a instituição deve corrigir ou retirar a publicação do ar, além de comunicar à Anbima e aos órgãos reguladores.

    As novas regras da Anbima fazem parte do Código de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de Produtos no Varejo, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2024. As instituições financeiras que descumprirem as regras estarão sujeitas a sanções administrativas e multas.

  • Som da Liberdade: como o filme sobre o tráfico sexual infantil se tornou alvo de polêmica e conspiração

    Som da Liberdade: como o filme sobre o tráfico sexual infantil se tornou alvo de polêmica e conspiração

    Um filme que retrata a realidade do tráfico sexual infantil no mundo tem causado controvérsia e dificuldade para chegar ao público.

    Som da Liberdade, dirigido por Alejandro Monteverde e estrelado por Jim Caviezel, Mira Sorvino e Eduardo Verástegui, é baseado na história real de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos EUA que fundou a Operation Underground Railroad, uma organização sem fins lucrativos que resgata crianças vítimas de exploração sexual.

    O filme foi produzido de forma independente, com a ajuda de financiamento coletivo, e teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Roma em outubro de 2022.

    No entanto, o filme enfrentou dificuldades para encontrar um distribuidor, pois a Disney, que havia comprado os direitos da 20th Century Fox, decidiu não lançá-lo por não querer ter seu nome ligado ao assunto. Além disso, o filme foi associado ao movimento QAnon, uma teoria da conspiração de extrema-direita que acredita na existência de uma rede global de satanistas, pedófilos e canibais que controlam o mundo. O ator Jim Caviezel, que interpreta Tim Ballard no filme, chegou a participar de um evento online do QAnon em abril deste ano, onde defendeu o filme e fez referência a uma suposta operação secreta chamada “Adrenocromo”, que envolveria a extração de uma substância do sangue de crianças torturadas.

    O filme tem recebido críticas mistas, sendo elogiado por alguns por sua coragem e sensibilidade, e criticado por outros por sua falta de rigor e veracidade, além de ser acusado de inflar fatos e alimentar teorias infundadas.

    Segundo o site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de críticos e espectadores, o filme tem uma nota média de 5.4/10 e um índice de aprovação de 38%. Alguns críticos apontaram que o filme simplifica a complexidade do problema do tráfico humano e apresenta uma visão heroica e messiânica do protagonista. Outros destacaram que o filme aborda um tema importante e urgente, que precisa ser denunciado e combatido.

    A produção ficou em primeiro lugar durante o seu final de semana de estreia no Brasil. Nos EUA, o filme foi lançado em algumas salas de cinema em agosto deste ano e está disponível em plataformas digitais desde setembro. O filme também foi exibido em alguns países da Europa, Ásia e América Latina.

    Som da Liberdade, dirigido por Alejandro Monteverde e estrelado por Jim Caviezel, Mira Sorvino e Eduardo Verástegui, é baseado na história real de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos EUA que fundou a Operation Underground Railroad, uma organização sem fins lucrativos que resgata crianças vítimas de exploração sexual.

    O filme foi produzido de forma independente, com a ajuda de financiamento coletivo, e teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Roma em outubro de 2022.

    No entanto, o filme enfrentou dificuldades para encontrar um distribuidor, pois a Disney, que havia comprado os direitos da 20th Century Fox, decidiu não lançá-lo por não querer ter seu nome ligado ao assunto. Além disso, o filme foi associado ao movimento QAnon, uma teoria da conspiração de extrema-direita que acredita na existência de uma rede global de satanistas, pedófilos e canibais que controlam o mundo. O ator Jim Caviezel, que interpreta Tim Ballard no filme, chegou a participar de um evento online do QAnon em abril deste ano, onde defendeu o filme e fez referência a uma suposta operação secreta chamada “Adrenocromo”, que envolveria a extração de uma substância do sangue de crianças torturadas.

    O filme tem recebido críticas mistas, sendo elogiado por alguns por sua coragem e sensibilidade, e criticado por outros por sua falta de rigor e veracidade, além de ser acusado de inflar fatos e alimentar teorias infundadas.

    Segundo o site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de críticos e espectadores, o filme tem uma nota média de 5.4/10 e um índice de aprovação de 38%. Alguns críticos apontaram que o filme simplifica a complexidade do problema do tráfico humano e apresenta uma visão heroica e messiânica do protagonista. Outros destacaram que o filme aborda um tema importante e urgente, que precisa ser denunciado e combatido.

    A produção ficou em primeiro lugar durante o seu final de semana de estreia no Brasil. Nos EUA, o filme foi lançado em algumas salas de cinema em agosto deste ano e está disponível em plataformas digitais desde setembro. O filme também foi exibido em alguns países da Europa, Ásia e América Latina.

  • A descoberta que pode mudar a forma de combater a dengue, a zika e outras doenças

    A descoberta que pode mudar a forma de combater a dengue, a zika e outras doenças

    Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins revelou como os mosquitos Aedes aegypti, transmissores de doenças como dengue, febre amarela, zika e outras, conseguem sobreviver e se reproduzir mesmo estando infectados por esses vírus.

    Os cientistas descobriram que uma proteína chamada Argonaute 2 é essencial para manter os mosquitos saudáveis e ativos, ao mesmo tempo em que permite que os vírus se multipliquem dentro deles.

    A proteína Argonaute 2 faz parte de um sistema de defesa dos mosquitos que envolve três mecanismos: o primeiro é a via do RNA interferente pequeno (siRNA), que reconhece e destrói os RNAs virais, impedindo que eles se expressem e causem danos; o segundo é o reparo do DNA, que corrige as lesões provocadas pelos vírus no material genético dos mosquitos; e o terceiro é a autofagia, que elimina os resíduos moleculares das células, mantendo-as limpas e funcionais.

    Esses mecanismos permitem que os mosquitos tolerem a infecção viral sem apresentar sintomas ou reduzir sua expectativa de vida. Isso é vantajoso para os vírus, que podem se aproveitar dos mosquitos como vetores para infectar outros hospedeiros, como os humanos. No entanto, essa tolerância também pode ser uma fraqueza dos mosquitos, segundo os pesquisadores.

    Eles sugerem que uma possível forma de combater a transmissão dos vírus pelos mosquitos seria desativar os mecanismos de tolerância dos mosquitos quando eles se infectam, fazendo com que eles adoeçam, se alimentem menos e morram rapidamente. Isso diminuiria a chance de eles passarem os vírus para os humanos. Para isso, seria necessário desenvolver substâncias que inibissem a proteína Argonaute 2 ou interferissem em sua função.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de doenças transmitidas por mosquitos.

    Fonte: Link.

    Os cientistas descobriram que uma proteína chamada Argonaute 2 é essencial para manter os mosquitos saudáveis e ativos, ao mesmo tempo em que permite que os vírus se multipliquem dentro deles.

    A proteína Argonaute 2 faz parte de um sistema de defesa dos mosquitos que envolve três mecanismos: o primeiro é a via do RNA interferente pequeno (siRNA), que reconhece e destrói os RNAs virais, impedindo que eles se expressem e causem danos; o segundo é o reparo do DNA, que corrige as lesões provocadas pelos vírus no material genético dos mosquitos; e o terceiro é a autofagia, que elimina os resíduos moleculares das células, mantendo-as limpas e funcionais.

    Esses mecanismos permitem que os mosquitos tolerem a infecção viral sem apresentar sintomas ou reduzir sua expectativa de vida. Isso é vantajoso para os vírus, que podem se aproveitar dos mosquitos como vetores para infectar outros hospedeiros, como os humanos. No entanto, essa tolerância também pode ser uma fraqueza dos mosquitos, segundo os pesquisadores.

    Eles sugerem que uma possível forma de combater a transmissão dos vírus pelos mosquitos seria desativar os mecanismos de tolerância dos mosquitos quando eles se infectam, fazendo com que eles adoeçam, se alimentem menos e morram rapidamente. Isso diminuiria a chance de eles passarem os vírus para os humanos. Para isso, seria necessário desenvolver substâncias que inibissem a proteína Argonaute 2 ou interferissem em sua função.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de doenças transmitidas por mosquitos.

    Fonte: Link.

  • Conheça a Tirzepatida, um medicamento semanal que reduz a glicose e o peso em pessoas com diabetes tipo 2

    Conheça a Tirzepatida, um medicamento semanal que reduz a glicose e o peso em pessoas com diabetes tipo 2

    Um novo remédio para diabetes tipo 2 promete revolucionar o tratamento da doença.

    Trata-se da tirzepatida (Mounjaro), um medicamento injetável que se aplica uma vez por semana e que reduz os níveis de açúcar no sangue e o peso corporal em pessoas com diabetes tipo 2. A tirzepatida foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é produzida pela empresa farmacêutica Eli Lilly.

    A tirzepatida é um análogo do GLP-1, um hormônio que estimula a produção de insulina pelo pâncreas e diminui a liberação de glicose pelo fígado. Além disso, a tirzepatida aumenta a sensação de saciedade e reduz o apetite, o que ajuda na perda de peso.

    Os resultados dos estudos clínicos da tirzepatida foram impressionantes. Em comparação com outros medicamentos para diabetes, como a metformina, a insulina e a semaglutida, a tirzepatida foi capaz de baixar a hemoglobina glicada (um indicador do controle da glicose) para níveis normais, diminuir o risco de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e provocar uma perda de peso média de 13%. Esses benefícios foram observados em pessoas com diabetes tipo 2 de diferentes idades, durações da doença e graus de obesidade.

    A tirzepatida também pode trazer benefícios adicionais para a saúde das pessoas com diabetes tipo 2. Ela pode melhorar a gordura no fígado, a pressão arterial, os triglicérides e outras condições relacionadas ao diabetes. Além disso, ela pode prevenir ou retardar as complicações do diabetes, como problemas nos rins, nos olhos, nos nervos e no coração.

    Como todo medicamento, a tirzepatida pode causar alguns efeitos colaterais. Os mais comuns são náuseas e diarreia leves e transitórias, que tendem a diminuir com o tempo. Outros efeitos colaterais mais raros são reações alérgicas, inflamação do pâncreas e alterações na tireoide. Por isso, é importante consultar o médico antes de iniciar o tratamento com a tirzepatida e seguir as orientações sobre a dose, a forma de aplicação e o armazenamento do medicamento.

    Apesar das vantagens da tirzepatida, ainda há alguns desafios e perspectivas para o seu uso no Brasil. A tirzepatida ainda não está disponível nas farmácias do país e seu preço precisa ser definido. Ela também não é aprovada para o tratamento da obesidade, mas há estudos em andamento para avaliar essa possibilidade. Além disso, a tirzepatida não substitui o estilo de vida saudável para o controle do diabetes. É preciso manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e monitorar os níveis de glicose no sangue.

    A tirzepatida é um novo remédio para diabetes tipo 2 que pode mudar a vida de muitas pessoas que sofrem com essa doença. Ela oferece uma alternativa eficaz, segura e conveniente para reduzir a glicose e o peso em pessoas com diabetes tipo 2. No entanto, ela ainda precisa ser mais acessível e estudada para outras indicações. O futuro da tirzepatida é promissor, mas não dispensa os cuidados com a saúde que são essenciais para viver bem com o diabetes.

    Trata-se da tirzepatida (Mounjaro), um medicamento injetável que se aplica uma vez por semana e que reduz os níveis de açúcar no sangue e o peso corporal em pessoas com diabetes tipo 2. A tirzepatida foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é produzida pela empresa farmacêutica Eli Lilly.

    A tirzepatida é um análogo do GLP-1, um hormônio que estimula a produção de insulina pelo pâncreas e diminui a liberação de glicose pelo fígado. Além disso, a tirzepatida aumenta a sensação de saciedade e reduz o apetite, o que ajuda na perda de peso.

    Os resultados dos estudos clínicos da tirzepatida foram impressionantes. Em comparação com outros medicamentos para diabetes, como a metformina, a insulina e a semaglutida, a tirzepatida foi capaz de baixar a hemoglobina glicada (um indicador do controle da glicose) para níveis normais, diminuir o risco de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e provocar uma perda de peso média de 13%. Esses benefícios foram observados em pessoas com diabetes tipo 2 de diferentes idades, durações da doença e graus de obesidade.

    A tirzepatida também pode trazer benefícios adicionais para a saúde das pessoas com diabetes tipo 2. Ela pode melhorar a gordura no fígado, a pressão arterial, os triglicérides e outras condições relacionadas ao diabetes. Além disso, ela pode prevenir ou retardar as complicações do diabetes, como problemas nos rins, nos olhos, nos nervos e no coração.

    Como todo medicamento, a tirzepatida pode causar alguns efeitos colaterais. Os mais comuns são náuseas e diarreia leves e transitórias, que tendem a diminuir com o tempo. Outros efeitos colaterais mais raros são reações alérgicas, inflamação do pâncreas e alterações na tireoide. Por isso, é importante consultar o médico antes de iniciar o tratamento com a tirzepatida e seguir as orientações sobre a dose, a forma de aplicação e o armazenamento do medicamento.

    Apesar das vantagens da tirzepatida, ainda há alguns desafios e perspectivas para o seu uso no Brasil. A tirzepatida ainda não está disponível nas farmácias do país e seu preço precisa ser definido. Ela também não é aprovada para o tratamento da obesidade, mas há estudos em andamento para avaliar essa possibilidade. Além disso, a tirzepatida não substitui o estilo de vida saudável para o controle do diabetes. É preciso manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e monitorar os níveis de glicose no sangue.

    A tirzepatida é um novo remédio para diabetes tipo 2 que pode mudar a vida de muitas pessoas que sofrem com essa doença. Ela oferece uma alternativa eficaz, segura e conveniente para reduzir a glicose e o peso em pessoas com diabetes tipo 2. No entanto, ela ainda precisa ser mais acessível e estudada para outras indicações. O futuro da tirzepatida é promissor, mas não dispensa os cuidados com a saúde que são essenciais para viver bem com o diabetes.

  • Por que a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas?

    Por que a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas?

    A psicanálise é uma área controversa que divide opiniões há mais de um século.

    Alguns defendem que ela é uma ciência que revela os mistérios do inconsciente humano e oferece uma forma de tratamento para os transtornos mentais.

    Outros criticam que ela é uma pseudociência que se baseia em especulações infundadas e não pode ser comprovada empiricamente.

    Uma das principais razões pelas quais a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas é que ela não segue o método científico, que exige a formulação de hipóteses testáveis, a realização de experimentos controlados e a análise de dados objetivos.

    A psicanálise, por outro lado, se apoia na interpretação subjetiva do analista sobre as associações livres, os sonhos e as fantasias do paciente, sem oferecer critérios claros para verificar ou refutar suas conclusões.

    Outra razão é que a psicanálise não se atualiza nem se adapta às novas descobertas e evidências da psicologia, da neurociência e de outras áreas do conhecimento.

    A psicanálise mantém as teorias originais de Freud, que foram formuladas no início do século XX, sem levar em conta os avanços científicos e as mudanças sociais e culturais que ocorreram desde então. Muitas das ideias de Freud, como o complexo de Édipo, a inveja do pênis e a repressão de traumas, foram questionadas ou refutadas por estudos empíricos e experimentais.

    Por fim, uma razão é que a psicanálise não demonstra eficácia nem validade como forma de tratamento para os problemas psicológicos. A psicanálise é um processo longo, caro e demorado, que muitas vezes não produz resultados satisfatórios ou duradouros.

    Além disso, a psicanálise não possui um protocolo padronizado nem um sistema de avaliação de qualidade, o que dificulta a comparação entre diferentes analistas e pacientes.

    Existem poucos estudos que comparam a psicanálise com outras formas de terapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e os resultados são inconclusivos ou desfavoráveis à psicanálise.

    Essas são algumas das razões pelas quais a psicanálise é vista como uma pseudociência por muitos especialistas. Para saber mais sobre esse tema, siga o nosso especial sobre psicanálise que estará disponível em breve.

    Alguns defendem que ela é uma ciência que revela os mistérios do inconsciente humano e oferece uma forma de tratamento para os transtornos mentais.

    Outros criticam que ela é uma pseudociência que se baseia em especulações infundadas e não pode ser comprovada empiricamente.

    Uma das principais razões pelas quais a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas é que ela não segue o método científico, que exige a formulação de hipóteses testáveis, a realização de experimentos controlados e a análise de dados objetivos.

    A psicanálise, por outro lado, se apoia na interpretação subjetiva do analista sobre as associações livres, os sonhos e as fantasias do paciente, sem oferecer critérios claros para verificar ou refutar suas conclusões.

    Outra razão é que a psicanálise não se atualiza nem se adapta às novas descobertas e evidências da psicologia, da neurociência e de outras áreas do conhecimento.

    A psicanálise mantém as teorias originais de Freud, que foram formuladas no início do século XX, sem levar em conta os avanços científicos e as mudanças sociais e culturais que ocorreram desde então. Muitas das ideias de Freud, como o complexo de Édipo, a inveja do pênis e a repressão de traumas, foram questionadas ou refutadas por estudos empíricos e experimentais.

    Por fim, uma razão é que a psicanálise não demonstra eficácia nem validade como forma de tratamento para os problemas psicológicos. A psicanálise é um processo longo, caro e demorado, que muitas vezes não produz resultados satisfatórios ou duradouros.

    Além disso, a psicanálise não possui um protocolo padronizado nem um sistema de avaliação de qualidade, o que dificulta a comparação entre diferentes analistas e pacientes.

    Existem poucos estudos que comparam a psicanálise com outras formas de terapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e os resultados são inconclusivos ou desfavoráveis à psicanálise.

    Essas são algumas das razões pelas quais a psicanálise é vista como uma pseudociência por muitos especialistas. Para saber mais sobre esse tema, siga o nosso especial sobre psicanálise que estará disponível em breve.

  • É mais fácil se curar de um câncer no pâncreas do que ganhar na Mega-Sena?

    É mais fácil se curar de um câncer no pâncreas do que ganhar na Mega-Sena?

    Muitas pessoas sonham em ganhar na Mega-Sena, a maior loteria do Brasil, que oferece prêmios milionários aos sortudos que acertam os seis números sorteados.

    Mas qual é a chance de ganhar na Mega-Sena com uma aposta simples? E como ela se compara com a chance de se curar de um câncer no pâncreas, uma das doenças mais letais que existem?

    Segundo os cálculos matemáticos, a probabilidade de ganhar na Mega Sena com uma aposta simples (6 números no volante) é de 1 em 50.063.860. Isso significa que a chance é muito pequena, cerca de 0,000002%. Para se ter uma ideia, é mais provável ser atingido por um raio (1 em 1.000.000) ou morrer em um acidente de avião (1 em 11.000.000) do que ganhar na Mega Sena.

    Já a probabilidade de cura do câncer no pâncreas varia conforme o tipo do câncer, o tamanho e a localização do tumor, a presença ou não de metástases e a resposta ao tratamento. Em geral, o câncer no pâncreas é uma doença grave, com baixa taxa de sobrevida em 5 anos. Apenas uma minoria (5% a 10%) dos pacientes pode ser submetida à cirurgia curativa, que é a única forma de aumentar as chances de cura.

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer no pâncreas é o 12º mais frequente entre os homens e o 11º entre as mulheres no Brasil, com estimativa de 15.070 novos casos em 2020. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados, quando o tratamento é mais difícil e menos eficaz. Os sintomas mais comuns são dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas e vômitos.

    Portanto, pode-se dizer que ambas as situações são muito improváveis, mas não impossíveis. Há casos de pessoas que se curaram do câncer no pâncreas e também de pessoas que ganharam na Mega Sena com uma aposta simples. No entanto, esses casos são exceções e não devem ser tomados como regra.

    O mais importante é cuidar da saúde, fazer exames preventivos e buscar ajuda médica se apresentar algum sintoma suspeito. Além disso, jogar na Mega Sena com responsabilidade e moderação pode ser uma forma de diversão e lazer, mas não deve ser visto como uma solução para os problemas financeiros.

    Mas qual é a chance de ganhar na Mega-Sena com uma aposta simples? E como ela se compara com a chance de se curar de um câncer no pâncreas, uma das doenças mais letais que existem?

    Segundo os cálculos matemáticos, a probabilidade de ganhar na Mega Sena com uma aposta simples (6 números no volante) é de 1 em 50.063.860. Isso significa que a chance é muito pequena, cerca de 0,000002%. Para se ter uma ideia, é mais provável ser atingido por um raio (1 em 1.000.000) ou morrer em um acidente de avião (1 em 11.000.000) do que ganhar na Mega Sena.

    Já a probabilidade de cura do câncer no pâncreas varia conforme o tipo do câncer, o tamanho e a localização do tumor, a presença ou não de metástases e a resposta ao tratamento. Em geral, o câncer no pâncreas é uma doença grave, com baixa taxa de sobrevida em 5 anos. Apenas uma minoria (5% a 10%) dos pacientes pode ser submetida à cirurgia curativa, que é a única forma de aumentar as chances de cura.

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer no pâncreas é o 12º mais frequente entre os homens e o 11º entre as mulheres no Brasil, com estimativa de 15.070 novos casos em 2020. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados, quando o tratamento é mais difícil e menos eficaz. Os sintomas mais comuns são dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas e vômitos.

    Portanto, pode-se dizer que ambas as situações são muito improváveis, mas não impossíveis. Há casos de pessoas que se curaram do câncer no pâncreas e também de pessoas que ganharam na Mega Sena com uma aposta simples. No entanto, esses casos são exceções e não devem ser tomados como regra.

    O mais importante é cuidar da saúde, fazer exames preventivos e buscar ajuda médica se apresentar algum sintoma suspeito. Além disso, jogar na Mega Sena com responsabilidade e moderação pode ser uma forma de diversão e lazer, mas não deve ser visto como uma solução para os problemas financeiros.

  • Os perigos escondidos na areia de playground: um estudo revela a presença de bactérias, fungos e parasitas

    Os perigos escondidos na areia de playground: um estudo revela a presença de bactérias, fungos e parasitas

    Você sabia que a areia que as crianças brincam nos playgrounds pode estar contaminada por microrganismos que causam doenças?

    Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que analisaram amostras de areia de 10 playgrounds da cidade de São Paulo.

    A areia é um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias, fungos e parasitas, que podem ser transmitidos pelo contato direto com a pele, pela ingestão ou pela inalação. Esses microrganismos podem causar infecções intestinais, respiratórias, cutâneas ou sistêmicas, que podem afetar tanto as crianças quanto os adultos e os animais que frequentam os playgrounds.

    Para realizar a análise microbiológica da areia, os pesquisadores utilizaram diferentes métodos, como a sedimentação espontânea, o plaqueamento e a filtragem, que permitem identificar os tipos e as quantidades de microrganismos presentes na areia. Os resultados mostraram que a areia estava contaminada por diversos microrganismos, alguns dos quais são:

    • Balantidium coli, um protozoário que causa balantidiose, uma doença intestinal caracterizada por diarreia, cólicas e sangramento.
    • Aspergillus sp., Cryptococcus neoformans e Rhizopus sp., fungos que podem causar infecções respiratórias, cutâneas ou sistêmicas.
    • Pseudomonas sp. e Proteus sp., bactérias que podem causar infecções urinárias, gastrointestinais ou oculares.

    Os pesquisadores alertam para os riscos à saúde associados ao uso da areia em áreas de recreação e recomendam que se faça um monitoramento periódico da qualidade da areia e que se adotem medidas de controle e prevenção, como limpeza, desinfecção, troca ou remoção da areia contaminada. Além disso, eles orientam que as pessoas e os animais que brincam na areia devem ter cuidados com a higiene pessoal e ambiental, como lavar as mãos, os pés e os brinquedos após o contato com a areia, evitar levar a areia à boca ou aos olhos e não deixar fezes ou lixo na areia.

    A análise microbiológica da areia é uma ferramenta importante para avaliar os riscos à saúde e para garantir o bem-estar das pessoas e dos animais que utilizam a areia como forma de lazer. Por isso, é importante que as autoridades competentes fiscalizem a qualidade da areia dos playgrounds e que os usuários se conscientizem sobre a importância da higiene pessoal e ambiental.

    Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que analisaram amostras de areia de 10 playgrounds da cidade de São Paulo.

    A areia é um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias, fungos e parasitas, que podem ser transmitidos pelo contato direto com a pele, pela ingestão ou pela inalação. Esses microrganismos podem causar infecções intestinais, respiratórias, cutâneas ou sistêmicas, que podem afetar tanto as crianças quanto os adultos e os animais que frequentam os playgrounds.

    Para realizar a análise microbiológica da areia, os pesquisadores utilizaram diferentes métodos, como a sedimentação espontânea, o plaqueamento e a filtragem, que permitem identificar os tipos e as quantidades de microrganismos presentes na areia. Os resultados mostraram que a areia estava contaminada por diversos microrganismos, alguns dos quais são:

    • Balantidium coli, um protozoário que causa balantidiose, uma doença intestinal caracterizada por diarreia, cólicas e sangramento.
    • Aspergillus sp., Cryptococcus neoformans e Rhizopus sp., fungos que podem causar infecções respiratórias, cutâneas ou sistêmicas.
    • Pseudomonas sp. e Proteus sp., bactérias que podem causar infecções urinárias, gastrointestinais ou oculares.

    Os pesquisadores alertam para os riscos à saúde associados ao uso da areia em áreas de recreação e recomendam que se faça um monitoramento periódico da qualidade da areia e que se adotem medidas de controle e prevenção, como limpeza, desinfecção, troca ou remoção da areia contaminada. Além disso, eles orientam que as pessoas e os animais que brincam na areia devem ter cuidados com a higiene pessoal e ambiental, como lavar as mãos, os pés e os brinquedos após o contato com a areia, evitar levar a areia à boca ou aos olhos e não deixar fezes ou lixo na areia.

    A análise microbiológica da areia é uma ferramenta importante para avaliar os riscos à saúde e para garantir o bem-estar das pessoas e dos animais que utilizam a areia como forma de lazer. Por isso, é importante que as autoridades competentes fiscalizem a qualidade da areia dos playgrounds e que os usuários se conscientizem sobre a importância da higiene pessoal e ambiental.

  • Defeito no Rog Ally pode queimar cartões micro SD e Asus lança atualização

    Defeito no Rog Ally pode queimar cartões micro SD e Asus lança atualização

    O Asus Rog Ally é um console portátil que promete oferecer uma experiência de jogo de alta qualidade, com um design compacto e uma tela de 6,9 polegadas.

    O aparelho roda o sistema operacional Windows e permite baixar todos os tipos de jogos, além de contar com um modo Turbo que aumenta o desempenho do processador e da placa gráfica.

    No entanto, o console também apresenta um grave problema que pode frustrar os usuários: ele pode queimar os cartões micro SD inseridos no leitor do dispositivo.

    O problema é causado por um defeito de fabricação que faz com que o leitor do cartão fique muito próximo à saída de ar do dispositivo, que pode atingir temperaturas muito altas em situações de uso intenso. Isso pode danificar os cartões micro SD, fazendo com que eles percam a capacidade de armazenar e acessar dados, ou até mesmo sejam expelidos do console por conta do calor excessivo.

    A Asus reconheceu o problema e lançou uma atualização de software para tentar amenizar a situação, aumentando a velocidade das ventoinhas internas do console para reduzir o superaquecimento. No entanto, essa solução não é definitiva e pode aumentar o ruído de funcionamento do aparelho. A empresa também recomendou que os usuários que enfrentaram o problema entrem em contato com o suporte técnico para solicitar uma inspeção e um possível reparo do dispositivo.

    Se você possui um Asus Rog Ally e quer evitar esse problema, é aconselhável não usar cartões micro SD no console, especialmente quando ele estiver no modo Turbo e rodando jogos pesados. Você pode aproveitar o armazenamento interno do console, que pode chegar a 512 GB, para baixar seus jogos favoritos.

    O Asus Rog Ally foi lançado em 2023 e custa cerca de R$ 6.500 no Brasil. O console é uma das apostas da Asus para competir com outros dispositivos portáteis, como o Nintendo Switch e o Steam Deck.

    O aparelho roda o sistema operacional Windows e permite baixar todos os tipos de jogos, além de contar com um modo Turbo que aumenta o desempenho do processador e da placa gráfica.

    No entanto, o console também apresenta um grave problema que pode frustrar os usuários: ele pode queimar os cartões micro SD inseridos no leitor do dispositivo.

    O problema é causado por um defeito de fabricação que faz com que o leitor do cartão fique muito próximo à saída de ar do dispositivo, que pode atingir temperaturas muito altas em situações de uso intenso. Isso pode danificar os cartões micro SD, fazendo com que eles percam a capacidade de armazenar e acessar dados, ou até mesmo sejam expelidos do console por conta do calor excessivo.

    A Asus reconheceu o problema e lançou uma atualização de software para tentar amenizar a situação, aumentando a velocidade das ventoinhas internas do console para reduzir o superaquecimento. No entanto, essa solução não é definitiva e pode aumentar o ruído de funcionamento do aparelho. A empresa também recomendou que os usuários que enfrentaram o problema entrem em contato com o suporte técnico para solicitar uma inspeção e um possível reparo do dispositivo.

    Se você possui um Asus Rog Ally e quer evitar esse problema, é aconselhável não usar cartões micro SD no console, especialmente quando ele estiver no modo Turbo e rodando jogos pesados. Você pode aproveitar o armazenamento interno do console, que pode chegar a 512 GB, para baixar seus jogos favoritos.

    O Asus Rog Ally foi lançado em 2023 e custa cerca de R$ 6.500 no Brasil. O console é uma das apostas da Asus para competir com outros dispositivos portáteis, como o Nintendo Switch e o Steam Deck.

  • Nasa traz amostra de asteroide que pode revelar segredos do universo

    Nasa traz amostra de asteroide que pode revelar segredos do universo

    A Nasa, a agência espacial americana, conseguiu um feito histórico: trazer para a Terra a maior e primeira amostra de um asteroide já coletada por ela.

    A sonda Osiris-Rex, que carregava a amostra, pousou no deserto de Utah, nos Estados Unidos, neste domingo (24), após uma viagem de quase três anos pelo espaço.

    A amostra foi obtida do asteroide Bennu, um corpo celeste com cerca de 500 metros de diâmetro que orbita o Sol a uma distância média de 200 milhões de quilômetros da Terra. Bennu é considerado um dos asteroides mais antigos e primitivos do Sistema Solar, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos.

    Os cientistas da Nasa acreditam que a amostra contém cerca de 250 gramas de material rico em carbono e água, que pode revelar pistas sobre a origem do Sistema Solar e da vida na Terra. Além disso, o estudo do asteroide pode ajudar a entender os riscos de impacto com a Terra, já que Bennu tem uma pequena chance de colidir com o nosso planeta no futuro.

    A amostra será transferida para o Centro Espacial Johnson em Houston, onde será examinada por cientistas da Nasa e de outros países. Os resultados iniciais devem ser divulgados em 11 de outubro. A Nasa pretende compartilhar parte da amostra com outras instituições e agências espaciais, como a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

    A missão Osiris-Rex foi lançada em 2016 e custou cerca de US$ 1 bilhão. Ela é considerada uma das mais ambiciosas e complexas da história da exploração espacial. A sonda chegou ao asteroide Bennu em 2018 e passou dois anos mapeando sua superfície. Em outubro de 2020, ela realizou uma manobra arriscada para coletar a amostra, tocando o asteroide por apenas seis segundos e disparando uma rajada de gás nitrogênio para soltar o material.

    A sonda ainda tem combustível suficiente para continuar sua jornada pelo espaço e visitar outros asteroides. A Nasa planeja escolher um novo destino para ela em 2024.

    A sonda Osiris-Rex, que carregava a amostra, pousou no deserto de Utah, nos Estados Unidos, neste domingo (24), após uma viagem de quase três anos pelo espaço.

    A amostra foi obtida do asteroide Bennu, um corpo celeste com cerca de 500 metros de diâmetro que orbita o Sol a uma distância média de 200 milhões de quilômetros da Terra. Bennu é considerado um dos asteroides mais antigos e primitivos do Sistema Solar, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos.

    Os cientistas da Nasa acreditam que a amostra contém cerca de 250 gramas de material rico em carbono e água, que pode revelar pistas sobre a origem do Sistema Solar e da vida na Terra. Além disso, o estudo do asteroide pode ajudar a entender os riscos de impacto com a Terra, já que Bennu tem uma pequena chance de colidir com o nosso planeta no futuro.

    A amostra será transferida para o Centro Espacial Johnson em Houston, onde será examinada por cientistas da Nasa e de outros países. Os resultados iniciais devem ser divulgados em 11 de outubro. A Nasa pretende compartilhar parte da amostra com outras instituições e agências espaciais, como a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

    A missão Osiris-Rex foi lançada em 2016 e custou cerca de US$ 1 bilhão. Ela é considerada uma das mais ambiciosas e complexas da história da exploração espacial. A sonda chegou ao asteroide Bennu em 2018 e passou dois anos mapeando sua superfície. Em outubro de 2020, ela realizou uma manobra arriscada para coletar a amostra, tocando o asteroide por apenas seis segundos e disparando uma rajada de gás nitrogênio para soltar o material.

    A sonda ainda tem combustível suficiente para continuar sua jornada pelo espaço e visitar outros asteroides. A Nasa planeja escolher um novo destino para ela em 2024.

  • Pesquisa alerta para variantes do vírus da raiva em morcegos e saguis no Ceará

    Pesquisa alerta para variantes do vírus da raiva em morcegos e saguis no Ceará

    Uma pesquisa financiada pela Fapesp e coordenada pela EPM-Unifesp revelou a presença de variantes do vírus da raiva em morcegos de 15 espécies e saguis-de-tufo-branco no estado do Ceará.

    O estudo, publicado na revista Scientific Reports, alerta para o risco de transmissão para humanos e a importância da prevenção e da vigilância.

    Os pesquisadores analisaram 1.074 amostras de cérebro de morcegos coletadas entre 2011 e 2018 em 30 municípios do Ceará. Eles encontraram o vírus da raiva em 41 amostras, pertencentes a 15 espécies diferentes de morcegos. A maioria dos morcegos infectados eram insetívoros, mas também havia frugívoros e hematófagos.

    Os cientistas também sequenciaram o genoma completo do vírus em 18 amostras de morcegos e quatro de saguis-de-tufo-branco, que são primatas nativos da Mata Atlântica que foram introduzidos no Nordeste brasileiro há cerca de um século. Eles descobriram que as variantes do vírus encontradas nos morcegos e nos saguis eram muito semelhantes entre si e também com aquelas que já causaram casos fatais de raiva humana no Ceará.

    Segundo os autores, isso indica que há uma circulação intensa do vírus entre esses animais e que eles podem representar uma fonte potencial de infecção para humanos. Um agricultor de 36 anos foi a última vítima fatal da raiva no estado, em abril de 2023, após ser atacado por um sagui em fevereiro. Desde 1991, foram registrados 15 óbitos por raiva humana no Ceará, todos relacionados ao contato com saguis.

    A pesquisa recomenda que as pessoas não toquem em morcegos e outros mamíferos selvagens e que procurem atendimento médico imediato em caso de contato direto. Além disso, sugere que sejam feitos estudos adicionais para entender a dinâmica de circulação do vírus e a sua relação com os hospedeiros.

    O estudo, publicado na revista Scientific Reports, alerta para o risco de transmissão para humanos e a importância da prevenção e da vigilância.

    Os pesquisadores analisaram 1.074 amostras de cérebro de morcegos coletadas entre 2011 e 2018 em 30 municípios do Ceará. Eles encontraram o vírus da raiva em 41 amostras, pertencentes a 15 espécies diferentes de morcegos. A maioria dos morcegos infectados eram insetívoros, mas também havia frugívoros e hematófagos.

    Os cientistas também sequenciaram o genoma completo do vírus em 18 amostras de morcegos e quatro de saguis-de-tufo-branco, que são primatas nativos da Mata Atlântica que foram introduzidos no Nordeste brasileiro há cerca de um século. Eles descobriram que as variantes do vírus encontradas nos morcegos e nos saguis eram muito semelhantes entre si e também com aquelas que já causaram casos fatais de raiva humana no Ceará.

    Segundo os autores, isso indica que há uma circulação intensa do vírus entre esses animais e que eles podem representar uma fonte potencial de infecção para humanos. Um agricultor de 36 anos foi a última vítima fatal da raiva no estado, em abril de 2023, após ser atacado por um sagui em fevereiro. Desde 1991, foram registrados 15 óbitos por raiva humana no Ceará, todos relacionados ao contato com saguis.

    A pesquisa recomenda que as pessoas não toquem em morcegos e outros mamíferos selvagens e que procurem atendimento médico imediato em caso de contato direto. Além disso, sugere que sejam feitos estudos adicionais para entender a dinâmica de circulação do vírus e a sua relação com os hospedeiros.