Tag: HIV

  • Estudo testa vacina contra HIV em combinação com PrEP na África

    Estudo testa vacina contra HIV em combinação com PrEP na África

    Um novo estudo clínico está testando duas vacinas experimentais contra o HIV em combinação com a profilaxia pré-exposição (PrEP), um método de prevenção que consiste em tomar um comprimido diário para evitar a infecção pelo vírus.

    O estudo, chamado PrEPVacc, envolve cerca de 1.700 participantes na África do Sul, Uganda e Tanzânia, que têm alto risco de contrair o HIV.

    O objetivo do estudo é avaliar se as vacinas podem induzir uma resposta imune duradoura e protetora contra o HIV, e se a combinação com a PrEP pode aumentar a eficácia da prevenção. Os participantes serão acompanhados por quatro anos e meio, e receberão testes regulares de HIV e aconselhamento sobre saúde sexual.

    Histórico de vacinas contra o HIV

    O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é um dos maiores desafios da ciência médica, pois o vírus tem uma alta capacidade de mutação e de escapar do sistema imunológico. Até hoje, nenhuma vacina conseguiu prevenir a infecção pelo HIV ou reduzir a transmissão do vírus.

    As tentativas anteriores de desenvolver uma vacina contra o HIV tiveram resultados decepcionantes ou inconclusivos. O primeiro ensaio clínico de larga escala, chamado AIDSVAX, foi realizado entre 1998 e 2003, e não mostrou nenhuma proteção contra o HIV em mais de 5 mil participantes na Tailândia e nos Estados Unidos.

    Em 2009, um outro ensaio clínico, chamado RV144, mostrou uma modesta eficácia de 31% em prevenir a infecção pelo HIV em mais de 16 mil participantes na Tailândia. No entanto, essa proteção diminuiu com o tempo e não foi replicada em outros estudos.

    Em 2017, um ensaio clínico chamado HVTN 702 foi iniciado na África do Sul, usando uma versão modificada da vacina do RV144 adaptada ao subtipo de HIV predominante na região. No entanto, o estudo foi interrompido em 2020, após constatar que a vacina não era eficaz em prevenir a infecção pelo HIV.

    Desenho do estudo PrEPVacc

    O estudo PrEPVacc usa duas vacinas experimentais contra o HIV, que foram desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade da Cidade do Cabo. As vacinas são baseadas em vetores virais (vírus modificados que não causam doença) que carregam partes do HIV para estimular o sistema imunológico.

    Os participantes do estudo são sorteados para receber quatro doses de uma das seguintes combinações:

    • Vacina A + Vacina B + PrEP
    • Vacina A + Vacina B + placebo (comprimido sem efeito)
    • Vacina C + Vacina D + PrEP
    • Vacina C + Vacina D + placebo
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + PrEP
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + placebo

    Os pesquisadores vão comparar as taxas de infecção pelo HIV entre os diferentes grupos, e analisar as respostas imunes induzidas pelas vacinas. Eles esperam que as vacinas possam gerar anticorpos neutralizantes (que bloqueiam a entrada do vírus nas células) e células T (que reconhecem e eliminam as células infectadas pelo vírus).

    Prevenção combinada contra o HIV

    O estudo PrEPVacc é um dos vários esforços em andamento para encontrar uma vacina protetora contra o HIV. Outros estudos estão testando diferentes tipos de vacinas, como as que usam proteínas recombinantes ou ácido nucleico.

    Enquanto uma vacina eficaz contra o HIV não é encontrada, existem outros métodos de prevenção disponíveis para as pessoas que têm risco de contrair o vírus. Além da PrEP, que tem uma eficácia de mais de 90% se tomada corretamente, há também o uso de preservativos, a circuncisão masculina, o tratamento como prevenção (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais para reduzir a carga viral e a transmissibilidade do HIV) e a profilaxia pós-exposição (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais após uma situação de risco).

    A prevenção combinada contra o HIV é uma estratégia que envolve o uso de múltiplos métodos de prevenção, de acordo com as necessidades e preferências de cada pessoa. Essa abordagem pode aumentar a adesão, a cobertura e o impacto da prevenção, e contribuir para o fim da epidemia de AIDS.

    O estudo, chamado PrEPVacc, envolve cerca de 1.700 participantes na África do Sul, Uganda e Tanzânia, que têm alto risco de contrair o HIV.

    O objetivo do estudo é avaliar se as vacinas podem induzir uma resposta imune duradoura e protetora contra o HIV, e se a combinação com a PrEP pode aumentar a eficácia da prevenção. Os participantes serão acompanhados por quatro anos e meio, e receberão testes regulares de HIV e aconselhamento sobre saúde sexual.

    Histórico de vacinas contra o HIV

    O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é um dos maiores desafios da ciência médica, pois o vírus tem uma alta capacidade de mutação e de escapar do sistema imunológico. Até hoje, nenhuma vacina conseguiu prevenir a infecção pelo HIV ou reduzir a transmissão do vírus.

    As tentativas anteriores de desenvolver uma vacina contra o HIV tiveram resultados decepcionantes ou inconclusivos. O primeiro ensaio clínico de larga escala, chamado AIDSVAX, foi realizado entre 1998 e 2003, e não mostrou nenhuma proteção contra o HIV em mais de 5 mil participantes na Tailândia e nos Estados Unidos.

    Em 2009, um outro ensaio clínico, chamado RV144, mostrou uma modesta eficácia de 31% em prevenir a infecção pelo HIV em mais de 16 mil participantes na Tailândia. No entanto, essa proteção diminuiu com o tempo e não foi replicada em outros estudos.

    Em 2017, um ensaio clínico chamado HVTN 702 foi iniciado na África do Sul, usando uma versão modificada da vacina do RV144 adaptada ao subtipo de HIV predominante na região. No entanto, o estudo foi interrompido em 2020, após constatar que a vacina não era eficaz em prevenir a infecção pelo HIV.

    Desenho do estudo PrEPVacc

    O estudo PrEPVacc usa duas vacinas experimentais contra o HIV, que foram desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade da Cidade do Cabo. As vacinas são baseadas em vetores virais (vírus modificados que não causam doença) que carregam partes do HIV para estimular o sistema imunológico.

    Os participantes do estudo são sorteados para receber quatro doses de uma das seguintes combinações:

    • Vacina A + Vacina B + PrEP
    • Vacina A + Vacina B + placebo (comprimido sem efeito)
    • Vacina C + Vacina D + PrEP
    • Vacina C + Vacina D + placebo
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + PrEP
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + placebo

    Os pesquisadores vão comparar as taxas de infecção pelo HIV entre os diferentes grupos, e analisar as respostas imunes induzidas pelas vacinas. Eles esperam que as vacinas possam gerar anticorpos neutralizantes (que bloqueiam a entrada do vírus nas células) e células T (que reconhecem e eliminam as células infectadas pelo vírus).

    Prevenção combinada contra o HIV

    O estudo PrEPVacc é um dos vários esforços em andamento para encontrar uma vacina protetora contra o HIV. Outros estudos estão testando diferentes tipos de vacinas, como as que usam proteínas recombinantes ou ácido nucleico.

    Enquanto uma vacina eficaz contra o HIV não é encontrada, existem outros métodos de prevenção disponíveis para as pessoas que têm risco de contrair o vírus. Além da PrEP, que tem uma eficácia de mais de 90% se tomada corretamente, há também o uso de preservativos, a circuncisão masculina, o tratamento como prevenção (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais para reduzir a carga viral e a transmissibilidade do HIV) e a profilaxia pós-exposição (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais após uma situação de risco).

    A prevenção combinada contra o HIV é uma estratégia que envolve o uso de múltiplos métodos de prevenção, de acordo com as necessidades e preferências de cada pessoa. Essa abordagem pode aumentar a adesão, a cobertura e o impacto da prevenção, e contribuir para o fim da epidemia de AIDS.

  • Como a ciência e a política podem acabar com o HIV até 2030

    Como a ciência e a política podem acabar com o HIV até 2030

    O HIV/AIDS é uma das maiores crises de saúde pública da história, tendo causado mais de 35 milhões de mortes desde o início da epidemia na década de 1980.

    Apesar dos avanços no tratamento e na prevenção, ainda há cerca de 38 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, e mais de 690 mil morreram em 2020. No entanto, há esperança de que o fim da pandemia de HIV seja possível até 2030, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

    Um dos principais fatores que impulsionam essa esperança é a campanha U=U (indetectável = intransmissível), que se baseia em evidências científicas de que pessoas vivendo com HIV que mantêm uma carga viral baixa (menos de 1000 cópias por mL) têm quase zero risco de transmitir o vírus para seus parceiros sexuais. Essa descoberta, confirmada por um estudo que acompanhou mais de 1000 casais sorodiscordantes (um com HIV e outro sem) por oito anos, tem implicações profundas para a saúde e os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV, que podem ter relações sexuais sem medo de infectar seus parceiros, além de reduzir o estigma e a discriminação que enfrentam na sociedade.

    Outra iniciativa que visa acelerar o fim da pandemia de HIV é a Ending the HIV Epidemic nos Estados Unidos, lançada em 2019 pelo governo americano. Essa iniciativa tem como meta reduzir as novas infecções por HIV para menos de 3000 por ano até 2030, o que representaria uma queda de 90% em relação aos níveis atuais. Para isso, a iniciativa se concentra em quatro pilares: diagnosticar todas as pessoas com HIV, tratar todas as pessoas diagnosticadas, prevenir novas infecções por meio da profilaxia pré-exposição (PrEP) e outras estratégias, e responder rapidamente aos surtos locais do vírus.

    No entanto, há também desafios e obstáculos para alcançar o fim da pandemia de HIV. Um deles é o financiamento global para o HIV/AIDS, que está em risco de diminuir ou ser interrompido por questões políticas e ideológicas. Um exemplo é o PEPFAR (President’s Emergency Plan for AIDS Relief), o principal doador de ajuda para o HIV/AIDS no mundo, que fornece recursos para mais de 50 países, principalmente na África Subsaariana. O PEPFAR está sob pressão dos republicanos no Congresso americano, que querem cortar seu orçamento ou condicioná-lo à proibição dos serviços de aborto. Além disso, há uma lacuna de financiamento para os programas de prevenção para as populações-chave, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis e pessoas transgênero, que são as mais vulneráveis ao HIV, mas também as mais marginalizadas e discriminadas pela sociedade.

    Outro desafio é abordar as desigualdades e os determinantes sociais da saúde que afetam a resposta ao HIV. Apesar dos progressos globais na redução das novas infecções e mortes por HIV, há disparidades regionais, raciais e de gênero que persistem ou se agravam. Por exemplo, na África Subsaariana, onde vive cerca de 70% das pessoas com HIV no mundo, as mulheres jovens têm duas vezes mais chances de contrair o vírus do que os homens jovens, por causa da violência sexual, da falta de acesso à educação e aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, e da falta de poder de negociação sobre o uso do preservativo. Nos Estados Unidos, os afro-americanos representam cerca de 13% da população, mas cerca de 43% das novas infecções por HIV em 2019. Essas desigualdades refletem as condições socioeconômicas e culturais que influenciam a vulnerabilidade ao HIV, como a pobreza, a exclusão, o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia.

    Portanto, o fim da pandemia de HIV é possível, mas não é garantido. É preciso manter e ampliar os esforços para garantir que todas as pessoas tenham acesso ao tratamento e à prevenção do HIV, independentemente de onde vivem, de quem são ou de quem amam. É preciso também enfrentar as barreiras estruturais e sociais que impedem as pessoas de viverem com dignidade e saúde. Somente assim poderemos alcançar o objetivo de acabar com o HIV/AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.

    Apesar dos avanços no tratamento e na prevenção, ainda há cerca de 38 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, e mais de 690 mil morreram em 2020. No entanto, há esperança de que o fim da pandemia de HIV seja possível até 2030, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

    Um dos principais fatores que impulsionam essa esperança é a campanha U=U (indetectável = intransmissível), que se baseia em evidências científicas de que pessoas vivendo com HIV que mantêm uma carga viral baixa (menos de 1000 cópias por mL) têm quase zero risco de transmitir o vírus para seus parceiros sexuais. Essa descoberta, confirmada por um estudo que acompanhou mais de 1000 casais sorodiscordantes (um com HIV e outro sem) por oito anos, tem implicações profundas para a saúde e os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV, que podem ter relações sexuais sem medo de infectar seus parceiros, além de reduzir o estigma e a discriminação que enfrentam na sociedade.

    Outra iniciativa que visa acelerar o fim da pandemia de HIV é a Ending the HIV Epidemic nos Estados Unidos, lançada em 2019 pelo governo americano. Essa iniciativa tem como meta reduzir as novas infecções por HIV para menos de 3000 por ano até 2030, o que representaria uma queda de 90% em relação aos níveis atuais. Para isso, a iniciativa se concentra em quatro pilares: diagnosticar todas as pessoas com HIV, tratar todas as pessoas diagnosticadas, prevenir novas infecções por meio da profilaxia pré-exposição (PrEP) e outras estratégias, e responder rapidamente aos surtos locais do vírus.

    No entanto, há também desafios e obstáculos para alcançar o fim da pandemia de HIV. Um deles é o financiamento global para o HIV/AIDS, que está em risco de diminuir ou ser interrompido por questões políticas e ideológicas. Um exemplo é o PEPFAR (President’s Emergency Plan for AIDS Relief), o principal doador de ajuda para o HIV/AIDS no mundo, que fornece recursos para mais de 50 países, principalmente na África Subsaariana. O PEPFAR está sob pressão dos republicanos no Congresso americano, que querem cortar seu orçamento ou condicioná-lo à proibição dos serviços de aborto. Além disso, há uma lacuna de financiamento para os programas de prevenção para as populações-chave, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis e pessoas transgênero, que são as mais vulneráveis ao HIV, mas também as mais marginalizadas e discriminadas pela sociedade.

    Outro desafio é abordar as desigualdades e os determinantes sociais da saúde que afetam a resposta ao HIV. Apesar dos progressos globais na redução das novas infecções e mortes por HIV, há disparidades regionais, raciais e de gênero que persistem ou se agravam. Por exemplo, na África Subsaariana, onde vive cerca de 70% das pessoas com HIV no mundo, as mulheres jovens têm duas vezes mais chances de contrair o vírus do que os homens jovens, por causa da violência sexual, da falta de acesso à educação e aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, e da falta de poder de negociação sobre o uso do preservativo. Nos Estados Unidos, os afro-americanos representam cerca de 13% da população, mas cerca de 43% das novas infecções por HIV em 2019. Essas desigualdades refletem as condições socioeconômicas e culturais que influenciam a vulnerabilidade ao HIV, como a pobreza, a exclusão, o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia.

    Portanto, o fim da pandemia de HIV é possível, mas não é garantido. É preciso manter e ampliar os esforços para garantir que todas as pessoas tenham acesso ao tratamento e à prevenção do HIV, independentemente de onde vivem, de quem são ou de quem amam. É preciso também enfrentar as barreiras estruturais e sociais que impedem as pessoas de viverem com dignidade e saúde. Somente assim poderemos alcançar o objetivo de acabar com o HIV/AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.

  • Ozonioterapia: Lula sanciona lei que autoriza o tratamento no Brasil

    Ozonioterapia: Lula sanciona lei que autoriza o tratamento no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio em todo o território nacional. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7).

    A ozonioterapia consiste na aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. A técnica é usada para tratar diversas doenças, como infecções, inflamações, feridas, dores crônicas e câncer.

    A lei determina que a ozonioterapia seja realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização, e que seja aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O paciente também deve ser informado do caráter complementar do tratamento.

    A ozonioterapia foi alvo de polêmicas durante a pandemia de Covid-19. Isso porque a técnica chegou a ser recomendada pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter eficácia comprovada contra o coronavírus. O político chegou a sugerir a aplicação de ozônio pelo ânus como forma de prevenir a doença.

    A Academia Nacional de Medicina (ANM) pediu veto ao projeto, afirmando que não tinha conhecimento de trabalhos científicos que comprovassem a eficácia da terapia com ozônio em nenhuma circunstância. O órgão alertou ainda que a prática poderia trazer riscos à saúde, como embolia gasosa, hemólise e lesões teciduais.

    A lei entra em vigor na data da sua publicação.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio em todo o território nacional. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7).

    A ozonioterapia consiste na aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. A técnica é usada para tratar diversas doenças, como infecções, inflamações, feridas, dores crônicas e câncer.

    A lei determina que a ozonioterapia seja realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização, e que seja aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O paciente também deve ser informado do caráter complementar do tratamento.

    A ozonioterapia foi alvo de polêmicas durante a pandemia de Covid-19. Isso porque a técnica chegou a ser recomendada pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter eficácia comprovada contra o coronavírus. O político chegou a sugerir a aplicação de ozônio pelo ânus como forma de prevenir a doença.

    A Academia Nacional de Medicina (ANM) pediu veto ao projeto, afirmando que não tinha conhecimento de trabalhos científicos que comprovassem a eficácia da terapia com ozônio em nenhuma circunstância. O órgão alertou ainda que a prática poderia trazer riscos à saúde, como embolia gasosa, hemólise e lesões teciduais.

    A lei entra em vigor na data da sua publicação.

  • Como o HIV se torna resistente a um dos melhores medicamentos antivirais?

    Como o HIV se torna resistente a um dos melhores medicamentos antivirais?

    O HIV é um vírus que infecta as células do sistema imunológico humano e causa a AIDS, uma síndrome que compromete a capacidade do corpo de combater infecções e doenças. 

    via GIPHY

    O tratamento para o HIV envolve o uso de medicamentos antivirais que impedem o vírus de se replicar e se espalhar pelo corpo. Um desses medicamentos é o Dolutegravir, que pertence à classe dos inibidores da integrase.

    A integrase é uma proteína do HIV que permite ao vírus inserir seu material genético no DNA das células humanas, um passo essencial para a replicação viral. O Dolutegravir se liga à integrase e bloqueia sua atividade, impedindo assim a integração do HIV. O Dolutegravir é considerado um dos medicamentos antivirais mais eficazes e usados clinicamente para tratar o HIV, pois tem uma alta potência, uma baixa toxicidade e uma alta barreira à resistência.

    No entanto, alguns pacientes que tomam Dolutegravir desenvolvem resistência ao medicamento, o que significa que o vírus consegue se replicar apesar da presença do inibidor. Isso pode comprometer a eficácia do tratamento e aumentar o risco de transmissão do HIV. Mas como o HIV se torna resistente ao Dolutegravir?

    Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram os mecanismos moleculares pelos quais o HIV se torna resistente ao Dolutegravir. Eles publicaram seus resultados na revista Nature Communications em julho de 2021.

    Os pesquisadores usaram técnicas de biologia estrutural, como cristalografia de raios X e ressonância magnética nuclear, para analisar as estruturas 3D da integrase do HIV com e sem o Dolutegravir. Eles compararam as estruturas das proteínas integrase selvagens (não resistentes) e das proteínas integrase mutantes (resistentes) que foram encontradas em pacientes que falharam no tratamento com Dolutegravir.

    Eles descobriram que as mutações na integrase causam mudanças nas suas estruturas 3D, alterando a forma como elas interagem com o Dolutegravir e reduzindo sua afinidade pelo inibidor. Essas mudanças também afetam a forma como as proteínas integrase interagem entre si e com o DNA viral, alterando sua atividade catalítica e sua estabilidade.

    Os pesquisadores também testaram outros compostos que podem inibir a integrase do HIV, incluindo outros inibidores da integrase clinicamente aprovados (Raltegravir e Elvitegravir) e um medicamento experimental para o HIV chamado 4d. Eles descobriram que os outros inibidores da integrase também eram menos eficazes contra as proteínas integrase resistentes ao Dolutegravir, mas que o 4d ainda era capaz de bloquear sua função.

    O 4d é um composto que se liga à integrase em um sítio diferente do Dolutegravir e dos outros inibidores da integrase. Ele interfere na formação do complexo entre a integrase e o DNA viral, impedindo assim a integração do HIV. Os pesquisadores mostraram que o 4d ainda bloqueava potencialmente a capacidade do HIV de integrar seus genes nas células humanas, mesmo na presença das mutações resistentes ao Dolutegravir.

    Os pesquisadores concluíram que seus achados revelam como as mudanças nas estruturas 3D da integrase podem levar à resistência ao Dolutegravir e como outros compostos podem ser capazes de superar essa resistência. Eles sugeriram que seus resultados podem ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos antivirais para tratar o HIV e melhorar a saúde dos pacientes infectados pelo vírus.

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    O tratamento para o HIV envolve o uso de medicamentos antivirais que impedem o vírus de se replicar e se espalhar pelo corpo. Um desses medicamentos é o Dolutegravir, que pertence à classe dos inibidores da integrase.

    A integrase é uma proteína do HIV que permite ao vírus inserir seu material genético no DNA das células humanas, um passo essencial para a replicação viral. O Dolutegravir se liga à integrase e bloqueia sua atividade, impedindo assim a integração do HIV. O Dolutegravir é considerado um dos medicamentos antivirais mais eficazes e usados clinicamente para tratar o HIV, pois tem uma alta potência, uma baixa toxicidade e uma alta barreira à resistência.

    No entanto, alguns pacientes que tomam Dolutegravir desenvolvem resistência ao medicamento, o que significa que o vírus consegue se replicar apesar da presença do inibidor. Isso pode comprometer a eficácia do tratamento e aumentar o risco de transmissão do HIV. Mas como o HIV se torna resistente ao Dolutegravir?

    Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram os mecanismos moleculares pelos quais o HIV se torna resistente ao Dolutegravir. Eles publicaram seus resultados na revista Nature Communications em julho de 2021.

    Os pesquisadores usaram técnicas de biologia estrutural, como cristalografia de raios X e ressonância magnética nuclear, para analisar as estruturas 3D da integrase do HIV com e sem o Dolutegravir. Eles compararam as estruturas das proteínas integrase selvagens (não resistentes) e das proteínas integrase mutantes (resistentes) que foram encontradas em pacientes que falharam no tratamento com Dolutegravir.

    Eles descobriram que as mutações na integrase causam mudanças nas suas estruturas 3D, alterando a forma como elas interagem com o Dolutegravir e reduzindo sua afinidade pelo inibidor. Essas mudanças também afetam a forma como as proteínas integrase interagem entre si e com o DNA viral, alterando sua atividade catalítica e sua estabilidade.

    Os pesquisadores também testaram outros compostos que podem inibir a integrase do HIV, incluindo outros inibidores da integrase clinicamente aprovados (Raltegravir e Elvitegravir) e um medicamento experimental para o HIV chamado 4d. Eles descobriram que os outros inibidores da integrase também eram menos eficazes contra as proteínas integrase resistentes ao Dolutegravir, mas que o 4d ainda era capaz de bloquear sua função.

    O 4d é um composto que se liga à integrase em um sítio diferente do Dolutegravir e dos outros inibidores da integrase. Ele interfere na formação do complexo entre a integrase e o DNA viral, impedindo assim a integração do HIV. Os pesquisadores mostraram que o 4d ainda bloqueava potencialmente a capacidade do HIV de integrar seus genes nas células humanas, mesmo na presença das mutações resistentes ao Dolutegravir.

    Os pesquisadores concluíram que seus achados revelam como as mudanças nas estruturas 3D da integrase podem levar à resistência ao Dolutegravir e como outros compostos podem ser capazes de superar essa resistência. Eles sugeriram que seus resultados podem ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos antivirais para tratar o HIV e melhorar a saúde dos pacientes infectados pelo vírus.

  • Paciente de Genebra: Homem se torna o sexto do mundo a se curar do HIV sem mutação genética rara

    Paciente de Genebra: Homem se torna o sexto do mundo a se curar do HIV sem mutação genética rara

    Um novo caso de cura do HIV foi relatado na Suíça, onde um homem que recebeu um transplante de medula óssea apresentou remissão do vírus, cerca de 20 meses depois de interromper o tratamento antirretroviral.

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    O homem, conhecido como “Paciente de Genebra”, é o sexto do mundo a se curar da doença, mas o primeiro a fazê-lo sem receber células doadoras com uma rara mutação genética que confere resistência ao HIV.

    O “Paciente de Genebra” foi diagnosticado com HIV em 2002 e iniciou o tratamento antirretroviral em 2003. Em 2013, ele desenvolveu um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Para tratar o câncer, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador compatível, mas sem a mutação CCR5-delta32, que impede que o HIV entre nas células.

    O transplante foi bem-sucedido e o linfoma entrou em remissão. O homem continuou a tomar os medicamentos antirretrovirais até março de 2021, quando decidiu interrompê-los por conta própria. Desde então, ele tem sido monitorado regularmente por uma equipe médica liderada pelo Dr. Nicolas Müller, da Universidade de Genebra. Os exames realizados até agora não detectaram nenhum vestígio do HIV em seu sangue, tecidos ou fluidos corporais.

    O caso do “Paciente de Genebra” é diferente dos cinco casos anteriores de cura do HIV, que envolveram os chamados “Pacientes de Berlim”, “Londres” e “Düsseldorf”. Nestes casos, os pacientes receberam transplantes de medula óssea de doadores com a mutação CCR5-delta32, que os tornou efetivamente imunes ao HIV. O “Paciente de Genebra” é o primeiro a se curar sem essa vantagem genética.

    Os pesquisadores ainda não sabem explicar como o transplante de medula óssea eliminou o HIV do organismo do “Paciente de Genebra”. Uma hipótese é que o procedimento tenha provocado uma reação imunológica chamada “efeito enxerto contra hospedeiro”, na qual as células doadoras atacam as células infectadas pelo HIV e as eliminam. Outra possibilidade é que o transplante tenha substituído as células-tronco hematopoiéticas, que são as responsáveis pela produção das células sanguíneas e imunológicas, e que podem abrigar reservatórios virais latentes.

    O caso do “Paciente de Genebra” pode trazer novos elementos sobre os mecanismos de eliminação e controle dos reservatórios virais, que são os locais onde o HIV se esconde e permanece inativo no organismo. Esses reservatórios são a principal barreira para a cura do HIV, pois podem reativar o vírus mesmo após anos de tratamento antirretroviral. Entender como eles funcionam e como podem ser eliminados é essencial para o desenvolvimento de tratamentos curativos para o HIV.

    O Dr. Müller e seus colegas pretendem publicar os detalhes do caso do “Paciente de Genebra” em uma revista científica em breve. Eles também planejam realizar mais testes para confirmar a ausência do HIV no organismo do paciente e para investigar os possíveis mecanismos envolvidos na sua cura. Eles alertam, no entanto, que o transplante de medula óssea não é uma opção viável para a maioria das pessoas com HIV, pois é um procedimento arriscado, caro e dependente da disponibilidade de doadores compatíveis. Eles enfatizam que as pessoas com HIV devem continuar seguindo as orientações médicas e tomando os medicamentos antirretrovirais conforme prescrito.

    O caso do “Paciente de Genebra” é mais um passo na busca pela cura do HIV, uma doença que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. Ele mostra que é possível eliminar o vírus sem depender de uma mutação genética rara e abre novas possibilidades para a pesquisa científica nessa área. Ele também traz esperança e inspiração para as pessoas que vivem com o HIV e para as que lutam contra a epidemia.

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    O homem, conhecido como “Paciente de Genebra”, é o sexto do mundo a se curar da doença, mas o primeiro a fazê-lo sem receber células doadoras com uma rara mutação genética que confere resistência ao HIV.

    O “Paciente de Genebra” foi diagnosticado com HIV em 2002 e iniciou o tratamento antirretroviral em 2003. Em 2013, ele desenvolveu um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Para tratar o câncer, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador compatível, mas sem a mutação CCR5-delta32, que impede que o HIV entre nas células.

    O transplante foi bem-sucedido e o linfoma entrou em remissão. O homem continuou a tomar os medicamentos antirretrovirais até março de 2021, quando decidiu interrompê-los por conta própria. Desde então, ele tem sido monitorado regularmente por uma equipe médica liderada pelo Dr. Nicolas Müller, da Universidade de Genebra. Os exames realizados até agora não detectaram nenhum vestígio do HIV em seu sangue, tecidos ou fluidos corporais.

    O caso do “Paciente de Genebra” é diferente dos cinco casos anteriores de cura do HIV, que envolveram os chamados “Pacientes de Berlim”, “Londres” e “Düsseldorf”. Nestes casos, os pacientes receberam transplantes de medula óssea de doadores com a mutação CCR5-delta32, que os tornou efetivamente imunes ao HIV. O “Paciente de Genebra” é o primeiro a se curar sem essa vantagem genética.

    Os pesquisadores ainda não sabem explicar como o transplante de medula óssea eliminou o HIV do organismo do “Paciente de Genebra”. Uma hipótese é que o procedimento tenha provocado uma reação imunológica chamada “efeito enxerto contra hospedeiro”, na qual as células doadoras atacam as células infectadas pelo HIV e as eliminam. Outra possibilidade é que o transplante tenha substituído as células-tronco hematopoiéticas, que são as responsáveis pela produção das células sanguíneas e imunológicas, e que podem abrigar reservatórios virais latentes.

    O caso do “Paciente de Genebra” pode trazer novos elementos sobre os mecanismos de eliminação e controle dos reservatórios virais, que são os locais onde o HIV se esconde e permanece inativo no organismo. Esses reservatórios são a principal barreira para a cura do HIV, pois podem reativar o vírus mesmo após anos de tratamento antirretroviral. Entender como eles funcionam e como podem ser eliminados é essencial para o desenvolvimento de tratamentos curativos para o HIV.

    O Dr. Müller e seus colegas pretendem publicar os detalhes do caso do “Paciente de Genebra” em uma revista científica em breve. Eles também planejam realizar mais testes para confirmar a ausência do HIV no organismo do paciente e para investigar os possíveis mecanismos envolvidos na sua cura. Eles alertam, no entanto, que o transplante de medula óssea não é uma opção viável para a maioria das pessoas com HIV, pois é um procedimento arriscado, caro e dependente da disponibilidade de doadores compatíveis. Eles enfatizam que as pessoas com HIV devem continuar seguindo as orientações médicas e tomando os medicamentos antirretrovirais conforme prescrito.

    O caso do “Paciente de Genebra” é mais um passo na busca pela cura do HIV, uma doença que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. Ele mostra que é possível eliminar o vírus sem depender de uma mutação genética rara e abre novas possibilidades para a pesquisa científica nessa área. Ele também traz esperança e inspiração para as pessoas que vivem com o HIV e para as que lutam contra a epidemia.

  • PrEP injetável: conheça o primeiro medicamento contra o HIV que dura dois meses

    PrEP injetável: conheça o primeiro medicamento contra o HIV que dura dois meses

    Você já imaginou se proteger do HIV com apenas uma injeção a cada dois meses? Essa é a proposta do primeiro medicamento injetável contra o vírus, que acaba de ser aprovado pela Anvisa.

    O Apretude (cabotegravir) é um antirretroviral que bloqueia a multiplicação do HIV no organismo e reduz a chance de contaminação de outras células. Ele é indicado para pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas ao risco de contrair o HIV, por causa de suas condições sociais. Essas pessoas podem usar o medicamento como PrEP (profilaxia pré-exposição), uma estratégia de prevenção que envolve o uso de remédios antes da exposição ao vírus.

    O Apretude é mais eficaz que os remédios orais, que precisam ser tomados diariamente. O novo medicamento injetável tem ação prolongada, fazendo efeito a médio e longo prazo por meio da aplicação de uma injeção muscular. A dose inicial é de duas injeções, uma em cada nádega, seguida de uma injeção a cada dois meses. O medicamento deve ser aplicado por um profissional de saúde em um serviço especializado.

    O PrEP não previne outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e só deve ser usado por pessoas com soronegativo, após consulta a um profissional de saúde. O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de serviços que ofertam a PrEP no seu site. O Apretude ainda não está disponível no SUS, mas a expectativa é que ele seja incorporado ao programa nacional de combate ao HIV em breve.

    O registro do Apretude é um avanço na luta contra o HIV, que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 920 mil pessoas vivam com o vírus. A PrEP injetável pode ser uma alternativa mais conveniente e eficiente para quem quer se proteger do HIV e ter uma vida sexual mais segura e saudável.

    O Apretude (cabotegravir) é um antirretroviral que bloqueia a multiplicação do HIV no organismo e reduz a chance de contaminação de outras células. Ele é indicado para pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas ao risco de contrair o HIV, por causa de suas condições sociais. Essas pessoas podem usar o medicamento como PrEP (profilaxia pré-exposição), uma estratégia de prevenção que envolve o uso de remédios antes da exposição ao vírus.

    O Apretude é mais eficaz que os remédios orais, que precisam ser tomados diariamente. O novo medicamento injetável tem ação prolongada, fazendo efeito a médio e longo prazo por meio da aplicação de uma injeção muscular. A dose inicial é de duas injeções, uma em cada nádega, seguida de uma injeção a cada dois meses. O medicamento deve ser aplicado por um profissional de saúde em um serviço especializado.

    O PrEP não previne outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e só deve ser usado por pessoas com soronegativo, após consulta a um profissional de saúde. O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de serviços que ofertam a PrEP no seu site. O Apretude ainda não está disponível no SUS, mas a expectativa é que ele seja incorporado ao programa nacional de combate ao HIV em breve.

    O registro do Apretude é um avanço na luta contra o HIV, que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 920 mil pessoas vivam com o vírus. A PrEP injetável pode ser uma alternativa mais conveniente e eficiente para quem quer se proteger do HIV e ter uma vida sexual mais segura e saudável.

  • Conheça as 5 piores infecções sexualmente transmissíveis

    Conheça as 5 piores infecções sexualmente transmissíveis

    As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são doenças causadas por vírus, bactérias ou parasitas que se transmitem pelo contato íntimo sem proteção.

    via GIPHY

    Algumas delas podem ser curadas com antibióticos ou antifúngicos, mas outras não têm cura definitiva e podem trazer graves complicações para a saúde.

    Neste artigo, vamos apresentar as 5 piores IST, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que afetam milhões de pessoas no mundo todo. São elas:

    • HIV/AIDS: é o vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico e pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), uma condição que aumenta o risco de infecções oportunistas e cânceres. O HIV se transmite pelo contato com sangue, sêmen, fluidos vaginais ou leite materno de uma pessoa infectada. Os sintomas podem variar desde febre, dor de cabeça e erupções cutâneas até perda de peso, diarreia e tosse. Não há cura para o HIV, mas existem medicamentos antirretrovirais que podem controlar a carga viral e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    • HPV: é o papilomavírus humano, que infecta a pele e as mucosas dos órgãos genitais, boca e garganta. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que alguns podem causar verrugas genitais e outros podem provocar câncer de colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. O HPV se transmite pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada, principalmente pelo sexo sem camisinha. Muitas vezes, a infecção é assintomática ou desaparece sozinha, mas em alguns casos pode persistir e evoluir para lesões pré-cancerosas ou cancerosas. Não há cura para o HPV, mas existem vacinas que podem prevenir alguns tipos do vírus e tratamentos que podem remover as verrugas ou as lesões.

    • Sífilis: é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, que entra no organismo através de pequenas feridas na pele ou nas mucosas durante o contato íntimo sem proteção. A sífilis pode se manifestar em quatro estágios: primário (com o surgimento de uma úlcera indolor no local da infecção), secundário (com o aparecimento de manchas vermelhas na pele e nas mucosas), latente (sem sintomas) e terciário (com o comprometimento de órgãos como cérebro, coração e ossos). A sífilis pode ser curada com antibióticos, mas se não for tratada pode causar sérias complicações, como cegueira, paralisia, demência e morte.

    • Hepatite B: é uma inflamação do fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV), que se transmite pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. A hepatite B pode ser aguda (com sintomas como febre, náuseas, vômitos, icterícia e dor abdominal) ou crônica (sem sintomas ou com sinais de cirrose ou câncer hepático). Não há cura para a hepatite B, mas existem vacinas que podem prevenir a infecção e medicamentos antivirais que podem reduzir o risco de complicações.

    • Herpes genital: é uma doença causada pelo vírus herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que se transmite pelo contato íntimo sem proteção. O herpes genital se caracteriza pelo surgimento de bolhas dolorosas na região genital, que se rompem e formam feridas. Os sintomas podem aparecer e desaparecer periodicamente, sendo desencadeados por fatores como estresse, cansaço ou baixa imunidade. Não há cura para o herpes genital, mas existem medicamentos antivirais que podem aliviar os sintomas e diminuir a frequência das crises.

    As IST podem ser prevenidas pelo uso correto e consistente do preservativo em todas as relações sexuais, pela realização de exames periódicos e pela vacinação contra o HPV e a hepatite B. Além disso, é importante procurar um médico diante de qualquer sinal ou sintoma de infecção e informar os parceiros sexuais sobre o diagnóstico, para que eles também possam se tratar e evitar a transmissão.

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    Algumas delas podem ser curadas com antibióticos ou antifúngicos, mas outras não têm cura definitiva e podem trazer graves complicações para a saúde.

    Neste artigo, vamos apresentar as 5 piores IST, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que afetam milhões de pessoas no mundo todo. São elas:

    • HIV/AIDS: é o vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico e pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), uma condição que aumenta o risco de infecções oportunistas e cânceres. O HIV se transmite pelo contato com sangue, sêmen, fluidos vaginais ou leite materno de uma pessoa infectada. Os sintomas podem variar desde febre, dor de cabeça e erupções cutâneas até perda de peso, diarreia e tosse. Não há cura para o HIV, mas existem medicamentos antirretrovirais que podem controlar a carga viral e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    • HPV: é o papilomavírus humano, que infecta a pele e as mucosas dos órgãos genitais, boca e garganta. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que alguns podem causar verrugas genitais e outros podem provocar câncer de colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. O HPV se transmite pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada, principalmente pelo sexo sem camisinha. Muitas vezes, a infecção é assintomática ou desaparece sozinha, mas em alguns casos pode persistir e evoluir para lesões pré-cancerosas ou cancerosas. Não há cura para o HPV, mas existem vacinas que podem prevenir alguns tipos do vírus e tratamentos que podem remover as verrugas ou as lesões.

    • Sífilis: é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, que entra no organismo através de pequenas feridas na pele ou nas mucosas durante o contato íntimo sem proteção. A sífilis pode se manifestar em quatro estágios: primário (com o surgimento de uma úlcera indolor no local da infecção), secundário (com o aparecimento de manchas vermelhas na pele e nas mucosas), latente (sem sintomas) e terciário (com o comprometimento de órgãos como cérebro, coração e ossos). A sífilis pode ser curada com antibióticos, mas se não for tratada pode causar sérias complicações, como cegueira, paralisia, demência e morte.

    • Hepatite B: é uma inflamação do fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV), que se transmite pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. A hepatite B pode ser aguda (com sintomas como febre, náuseas, vômitos, icterícia e dor abdominal) ou crônica (sem sintomas ou com sinais de cirrose ou câncer hepático). Não há cura para a hepatite B, mas existem vacinas que podem prevenir a infecção e medicamentos antivirais que podem reduzir o risco de complicações.

    • Herpes genital: é uma doença causada pelo vírus herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que se transmite pelo contato íntimo sem proteção. O herpes genital se caracteriza pelo surgimento de bolhas dolorosas na região genital, que se rompem e formam feridas. Os sintomas podem aparecer e desaparecer periodicamente, sendo desencadeados por fatores como estresse, cansaço ou baixa imunidade. Não há cura para o herpes genital, mas existem medicamentos antivirais que podem aliviar os sintomas e diminuir a frequência das crises.

    As IST podem ser prevenidas pelo uso correto e consistente do preservativo em todas as relações sexuais, pela realização de exames periódicos e pela vacinação contra o HPV e a hepatite B. Além disso, é importante procurar um médico diante de qualquer sinal ou sintoma de infecção e informar os parceiros sexuais sobre o diagnóstico, para que eles também possam se tratar e evitar a transmissão.

  • Novo caso de HIV ligado a tratamento facial de “vampiro” em spa

    Novo caso de HIV ligado a tratamento facial de “vampiro” em spa

    Um novo caso de HIV foi associado a um tratamento facial de “vampiro” em um spa de Albuquerque que fechou em 2018 por práticas inseguras. O Departamento de Saúde do Novo México reabriu sua investigação sobre o spa e recomenda que ex-clientes que receberam serviços relacionados a injeções sejam testados para HIV, hepatite B e hepatite…

    O tratamento facial de “vampiro” envolve a injeção de plasma na pele do rosto usando uma ferramenta chamada caneta de microagulhamento. O plasma é extraído do sangue do próprio cliente, que supostamente estimula a produção de colágeno e rejuvenesce a pele. No entanto, as infecções podem ocorrer se as pontas ou seringas de microagulhamento forem reutilizadas, ou se o sangue de outro paciente for usado para realizar o tratamento facial.

    O spa, chamado VIP Spa, fechou em 2018 após uma inspeção estadual encontrar práticas inseguras que poderiam espalhar infecções transmitidas pelo sangue aos clientes. O proprietário do spa, Maria Ruiz, se declarou culpado de cinco acusações criminais de praticar medicina sem licença em junho de 2022. Ela foi condenada a três anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 5.000.

    O Departamento de Saúde do Novo México informou que até agora dois casos de HIV foram confirmados entre os ex-clientes do spa. O departamento está oferecendo testes gratuitos e confidenciais para qualquer pessoa que tenha recebido serviços relacionados a injeções no spa entre maio e setembro de 2018.

    O departamento também alertou sobre os riscos potenciais dos tratamentos faciais de “vampiro” e outros procedimentos estéticos que envolvem injeções. Eles aconselham os consumidores a verificar as credenciais dos profissionais que realizam esses serviços e garantir que eles sigam as normas de higiene e segurança.

    O tratamento facial de “vampiro” envolve a injeção de plasma na pele do rosto usando uma ferramenta chamada caneta de microagulhamento. O plasma é extraído do sangue do próprio cliente, que supostamente estimula a produção de colágeno e rejuvenesce a pele. No entanto, as infecções podem ocorrer se as pontas ou seringas de microagulhamento forem reutilizadas, ou se o sangue de outro paciente for usado para realizar o tratamento facial.

    O spa, chamado VIP Spa, fechou em 2018 após uma inspeção estadual encontrar práticas inseguras que poderiam espalhar infecções transmitidas pelo sangue aos clientes. O proprietário do spa, Maria Ruiz, se declarou culpado de cinco acusações criminais de praticar medicina sem licença em junho de 2022. Ela foi condenada a três anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 5.000.

    O Departamento de Saúde do Novo México informou que até agora dois casos de HIV foram confirmados entre os ex-clientes do spa. O departamento está oferecendo testes gratuitos e confidenciais para qualquer pessoa que tenha recebido serviços relacionados a injeções no spa entre maio e setembro de 2018.

    O departamento também alertou sobre os riscos potenciais dos tratamentos faciais de “vampiro” e outros procedimentos estéticos que envolvem injeções. Eles aconselham os consumidores a verificar as credenciais dos profissionais que realizam esses serviços e garantir que eles sigam as normas de higiene e segurança.

  • Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Você sabia que a tuberculose é a coinfecção mais comum em pessoas que vivem com HIV? Essa doença pode ter um impacto significativo na resposta imunológica e nas características do vírus que circula no organismo dessas pessoas.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Ozonioterapia: por que a ciência não recomenda e os riscos dessa terapia

    Ozonioterapia: por que a ciência não recomenda e os riscos dessa terapia

    A ozonioterapia é uma terapia que usa o gás ozônio para melhorar a oxigenação dos tecidos e estimular o sistema imunológico, podendo ser indicada em caso de doenças dentárias e procedimentos estéticos.

    No entanto, a ozonioterapia não é recomendada pela ciência como forma de tratamento para outras doenças, como asma, câncer, HIV e esclerose múltipla, por não haver evidências científicas que comprovem os seus benefícios nessas situações.

    Além disso, a ozonioterapia pode trazer riscos para a saúde, como irritação da pele e das mucosas, alergias, embolia gasosa e até mesmo morte, se for aplicada de forma inadequada ou por profissionais não capacitados. Por isso, a ozonioterapia deve ser realizada apenas por médicos ou dentistas treinados para a sua aplicação, seguindo as indicações aprovadas pela Anvisa.

    A ozonioterapia pode ser feita por meio de aplicação cutânea, com gás, compressas, óleos ou água contendo ozônio aplicados sobre a pele; aplicação bucal, utilizando água, gás ou óleos contendo ozônio diretamente na mucosa da boca; ou aplicação sistêmica, com injeção de ozônio no sangue ou nos músculos. O tipo de aplicação varia de acordo com a finalidade da ozonioterapia.

    Se você tem interesse em saber mais sobre a ozonioterapia, consulte um profissional de saúde qualificado e informe-se sobre os possíveis benefícios e riscos dessa terapia. Não se deixe enganar por promessas milagrosas ou falsas informações sobre a ozonioterapia na internet.

    No entanto, a ozonioterapia não é recomendada pela ciência como forma de tratamento para outras doenças, como asma, câncer, HIV e esclerose múltipla, por não haver evidências científicas que comprovem os seus benefícios nessas situações.

    Além disso, a ozonioterapia pode trazer riscos para a saúde, como irritação da pele e das mucosas, alergias, embolia gasosa e até mesmo morte, se for aplicada de forma inadequada ou por profissionais não capacitados. Por isso, a ozonioterapia deve ser realizada apenas por médicos ou dentistas treinados para a sua aplicação, seguindo as indicações aprovadas pela Anvisa.

    A ozonioterapia pode ser feita por meio de aplicação cutânea, com gás, compressas, óleos ou água contendo ozônio aplicados sobre a pele; aplicação bucal, utilizando água, gás ou óleos contendo ozônio diretamente na mucosa da boca; ou aplicação sistêmica, com injeção de ozônio no sangue ou nos músculos. O tipo de aplicação varia de acordo com a finalidade da ozonioterapia.

    Se você tem interesse em saber mais sobre a ozonioterapia, consulte um profissional de saúde qualificado e informe-se sobre os possíveis benefícios e riscos dessa terapia. Não se deixe enganar por promessas milagrosas ou falsas informações sobre a ozonioterapia na internet.