Tag: Maconha

  • Como o uso diário de maconha pode afetar a inteligência

    Como o uso diário de maconha pode afetar a inteligência

    A maconha é uma das drogas ilícitas mais consumidas no mundo, especialmente entre os jovens.

    Muitos usuários acreditam que a maconha é uma substância inofensiva, que pode até trazer benefícios para a saúde, como aliviar o estresse, a dor e a ansiedade. No entanto, estudos científicos têm mostrado que o uso frequente e prolongado de maconha pode ter efeitos negativos no cérebro, prejudicando a memória, a atenção, o raciocínio e a aprendizagem.

    Um dos principais componentes da maconha é o tetraidrocanabinol (THC), que é responsável pelos efeitos psicoativos da droga. O THC se liga a receptores específicos no cérebro, chamados de receptores canabinoides, que estão envolvidos em diversas funções cognitivas, como a percepção, o humor, a motivação e a tomada de decisões. Quando o THC ativa esses receptores, ele altera o equilíbrio químico e elétrico do cérebro, interferindo na comunicação entre os neurônios.

    Essa interferência pode ter consequências a curto e a longo prazo. A curto prazo, o uso de maconha pode causar alterações na percepção do tempo, da realidade e do espaço, além de dificuldades para se concentrar, se lembrar e resolver problemas. Esses efeitos podem durar algumas horas após o consumo da droga, mas podem se prolongar por mais tempo, dependendo da dose, da frequência e da sensibilidade do usuário.

    A longo prazo, o uso diário de maconha pode provocar mudanças estruturais e funcionais no cérebro, especialmente nas áreas relacionadas à memória e à inteligência. Estudos com imagens cerebrais têm mostrado que os usuários crônicos de maconha têm menor volume e densidade de matéria cinzenta, que é a parte do cérebro que contém os corpos celulares dos neurônios, em regiões como o hipocampo, o córtex pré-frontal e o córtex temporal. Essas regiões são essenciais para o armazenamento, o processamento e a recuperação de informações, bem como para o planejamento, o julgamento e a criatividade.

    Além disso, estudos com testes neuropsicológicos têm demonstrado que os usuários crônicos de maconha têm menor desempenho em tarefas que exigem memória, atenção, raciocínio, aprendizagem e inteligência verbal e não verbal, em comparação com os não usuários ou os usuários ocasionais. Essas diferenças podem ser observadas mesmo após um período de abstinência da droga, sugerindo que os danos cerebrais podem ser irreversíveis ou de difícil recuperação.

    Um fator que pode influenciar a magnitude dos efeitos da maconha no cérebro é a idade de início do consumo. Quanto mais cedo o indivíduo começa a usar maconha, maior é o risco de comprometer o seu desenvolvimento cerebral, que se estende até os 25 anos de idade. Nessa fase, o cérebro ainda está em formação e é mais vulnerável aos efeitos das substâncias psicoativas. Estudos com adolescentes que usam maconha diariamente têm revelado que eles têm menor QI, menor rendimento escolar, maior probabilidade de abandono dos estudos e maior incidência de problemas psiquiátricos, como depressão, ansiedade e psicose, do que os que não usam ou usam esporadicamente.

    Portanto, o uso diário de maconha pode ter consequências graves para a inteligência e para a saúde mental dos usuários, especialmente dos mais jovens. É importante que a sociedade esteja consciente dos riscos dessa droga e que promova a prevenção e o tratamento adequados para os dependentes.

    Muitos usuários acreditam que a maconha é uma substância inofensiva, que pode até trazer benefícios para a saúde, como aliviar o estresse, a dor e a ansiedade. No entanto, estudos científicos têm mostrado que o uso frequente e prolongado de maconha pode ter efeitos negativos no cérebro, prejudicando a memória, a atenção, o raciocínio e a aprendizagem.

    Um dos principais componentes da maconha é o tetraidrocanabinol (THC), que é responsável pelos efeitos psicoativos da droga. O THC se liga a receptores específicos no cérebro, chamados de receptores canabinoides, que estão envolvidos em diversas funções cognitivas, como a percepção, o humor, a motivação e a tomada de decisões. Quando o THC ativa esses receptores, ele altera o equilíbrio químico e elétrico do cérebro, interferindo na comunicação entre os neurônios.

    Essa interferência pode ter consequências a curto e a longo prazo. A curto prazo, o uso de maconha pode causar alterações na percepção do tempo, da realidade e do espaço, além de dificuldades para se concentrar, se lembrar e resolver problemas. Esses efeitos podem durar algumas horas após o consumo da droga, mas podem se prolongar por mais tempo, dependendo da dose, da frequência e da sensibilidade do usuário.

    A longo prazo, o uso diário de maconha pode provocar mudanças estruturais e funcionais no cérebro, especialmente nas áreas relacionadas à memória e à inteligência. Estudos com imagens cerebrais têm mostrado que os usuários crônicos de maconha têm menor volume e densidade de matéria cinzenta, que é a parte do cérebro que contém os corpos celulares dos neurônios, em regiões como o hipocampo, o córtex pré-frontal e o córtex temporal. Essas regiões são essenciais para o armazenamento, o processamento e a recuperação de informações, bem como para o planejamento, o julgamento e a criatividade.

    Além disso, estudos com testes neuropsicológicos têm demonstrado que os usuários crônicos de maconha têm menor desempenho em tarefas que exigem memória, atenção, raciocínio, aprendizagem e inteligência verbal e não verbal, em comparação com os não usuários ou os usuários ocasionais. Essas diferenças podem ser observadas mesmo após um período de abstinência da droga, sugerindo que os danos cerebrais podem ser irreversíveis ou de difícil recuperação.

    Um fator que pode influenciar a magnitude dos efeitos da maconha no cérebro é a idade de início do consumo. Quanto mais cedo o indivíduo começa a usar maconha, maior é o risco de comprometer o seu desenvolvimento cerebral, que se estende até os 25 anos de idade. Nessa fase, o cérebro ainda está em formação e é mais vulnerável aos efeitos das substâncias psicoativas. Estudos com adolescentes que usam maconha diariamente têm revelado que eles têm menor QI, menor rendimento escolar, maior probabilidade de abandono dos estudos e maior incidência de problemas psiquiátricos, como depressão, ansiedade e psicose, do que os que não usam ou usam esporadicamente.

    Portanto, o uso diário de maconha pode ter consequências graves para a inteligência e para a saúde mental dos usuários, especialmente dos mais jovens. É importante que a sociedade esteja consciente dos riscos dessa droga e que promova a prevenção e o tratamento adequados para os dependentes.

  • Maconha: entenda a diferença entre o uso recreativo e o uso medicinal

    Maconha: entenda a diferença entre o uso recreativo e o uso medicinal

    A maconha é uma planta que contém mais de 100 substâncias químicas chamadas canabinoides, que podem afetar o cérebro e o corpo de diferentes maneiras.

    Entre os canabinoides mais conhecidos estão o THC (tetraidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), que têm efeitos opostos: o THC é responsável pelos efeitos psicoativos da maconha, como euforia, alteração da percepção e aumento do apetite, enquanto o CBD tem propriedades anti-inflamatórias, anticonvulsivantes e ansiolíticas, sem causar alterações na mente.

    A maconha pode ser usada de forma recreativa ou medicinal, dependendo da forma de consumo, do objetivo e da legalidade. Veja as principais diferenças entre esses dois tipos de uso:

    • A forma de consumo: quem usa maconha de forma recreativa geralmente fuma, vaporiza ou ingere a planta, que pode ter altas concentrações de THC. Essa forma de consumo pode trazer riscos à saúde física e mental, como dependência, problemas respiratórios, psicoses ou prejuízos cognitivos. Quem usa maconha de forma medicinal utiliza produtos controlados e padronizados, como óleos, cápsulas ou sprays, que contêm doses específicas de canabinoides, como CBD e THC, que têm propriedades terapêuticas. Esses produtos são prescritos por médicos e autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    • O objetivo: quem usa maconha de forma recreativa busca obter prazer, diversão ou relaxamento, mas pode ter efeitos indesejados, como ansiedade, paranoia ou taquicardia. Quem usa maconha de forma medicinal busca tratar condições médicas e proporcionar alívio aos pacientes, como redução de dor, espasmos, convulsões, náuseas, ansiedade ou depressão. A maconha medicinal pode ser usada para tratar doenças como esclerose múltipla, epilepsia, câncer, glaucoma, Parkinson, Alzheimer e fibromialgia.

    • A legalidade: o uso recreativo da maconha é proibido no Brasil e em muitos países do mundo, sendo considerado um crime sujeito a penalidades. O uso medicinal da maconha é permitido no Brasil desde 2015, mediante prescrição médica e autorização da Anvisa . No entanto, ainda há muitas barreiras burocráticas e regulatórias para o acesso dos pacientes aos produtos à base de maconha. Alguns pacientes recorrem à importação dos produtos do exterior ou ao cultivo doméstico da planta com autorização judicial .

    A maconha é uma planta complexa e controversa, que ainda precisa de mais estudos científicos para comprovar seus benefícios e riscos. Enquanto isso, é importante estar bem informado sobre as diferenças entre o uso recreativo e o uso medicinal da maconha.

    Entre os canabinoides mais conhecidos estão o THC (tetraidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), que têm efeitos opostos: o THC é responsável pelos efeitos psicoativos da maconha, como euforia, alteração da percepção e aumento do apetite, enquanto o CBD tem propriedades anti-inflamatórias, anticonvulsivantes e ansiolíticas, sem causar alterações na mente.

    A maconha pode ser usada de forma recreativa ou medicinal, dependendo da forma de consumo, do objetivo e da legalidade. Veja as principais diferenças entre esses dois tipos de uso:

    • A forma de consumo: quem usa maconha de forma recreativa geralmente fuma, vaporiza ou ingere a planta, que pode ter altas concentrações de THC. Essa forma de consumo pode trazer riscos à saúde física e mental, como dependência, problemas respiratórios, psicoses ou prejuízos cognitivos. Quem usa maconha de forma medicinal utiliza produtos controlados e padronizados, como óleos, cápsulas ou sprays, que contêm doses específicas de canabinoides, como CBD e THC, que têm propriedades terapêuticas. Esses produtos são prescritos por médicos e autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    • O objetivo: quem usa maconha de forma recreativa busca obter prazer, diversão ou relaxamento, mas pode ter efeitos indesejados, como ansiedade, paranoia ou taquicardia. Quem usa maconha de forma medicinal busca tratar condições médicas e proporcionar alívio aos pacientes, como redução de dor, espasmos, convulsões, náuseas, ansiedade ou depressão. A maconha medicinal pode ser usada para tratar doenças como esclerose múltipla, epilepsia, câncer, glaucoma, Parkinson, Alzheimer e fibromialgia.

    • A legalidade: o uso recreativo da maconha é proibido no Brasil e em muitos países do mundo, sendo considerado um crime sujeito a penalidades. O uso medicinal da maconha é permitido no Brasil desde 2015, mediante prescrição médica e autorização da Anvisa . No entanto, ainda há muitas barreiras burocráticas e regulatórias para o acesso dos pacientes aos produtos à base de maconha. Alguns pacientes recorrem à importação dos produtos do exterior ou ao cultivo doméstico da planta com autorização judicial .

    A maconha é uma planta complexa e controversa, que ainda precisa de mais estudos científicos para comprovar seus benefícios e riscos. Enquanto isso, é importante estar bem informado sobre as diferenças entre o uso recreativo e o uso medicinal da maconha.

  • A legalização da maconha no Brasil: o que está em jogo?

    A legalização da maconha no Brasil: o que está em jogo?

    A maconha é uma das drogas ilícitas mais consumidas no mundo e também no Brasil.

    Segundo o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2015, cerca de 7,7% dos brasileiros entre 12 e 65 anos já usaram maconha alguma vez na vida e 1,5% usaram nos últimos 30 dias. O uso da maconha é mais frequente entre os homens, os jovens, os solteiros, os que têm menor escolaridade e os que vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

    No entanto, o uso da maconha é proibido no Brasil desde 1938, quando o Decreto-Lei nº 891 instituiu a pena de prisão para quem plantasse, vendesse ou consumisse a droga. Em 2006, a Lei nº 11.343, conhecida como Lei Antidrogas, manteve a proibição do uso da maconha, mas alterou a pena para o usuário, substituindo a prisão por medidas educativas ou de prestação de serviços à comunidade. No entanto, a lei não definiu qual a quantidade de droga que caracteriza uso pessoal ou tráfico, deixando essa decisão a cargo da autoridade policial ou judicial. Essa lacuna legal pode gerar arbitrariedades e injustiças na aplicação da pena, especialmente contra as populações mais pobres e vulneráveis.

    Diante desse cenário, surgiu um debate sobre a possibilidade de legalizar ou descriminalizar o uso da maconha no Brasil, seguindo o exemplo de alguns países que já adotaram essa medida, como Canadá, Uruguai, Portugal, Holanda, Espanha e vários estados dos Estados Unidos. Cada país adotou um modelo diferente de regulação, com regras específicas sobre quem pode plantar, comprar, vender e consumir a droga. Os resultados dessas experiências são variados e ainda estão sendo avaliados pelos pesquisadores.

    No Brasil, o debate sobre a legalização da maconha chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando um recurso que pode descriminalizar o porte de drogas para uso pessoal, principalmente o da maconha, mas que pode se estender a todas as outras substâncias ilícitas. O julgamento começou em 2015 e já tem quatro votos favoráveis à descriminalização, mas foi adiado várias vezes por pedidos de vista e questões de pauta. Ainda não há uma data definida para a retomada do julgamento.

    Os argumentos a favor da descriminalização são:

    • O respeito à liberdade individual, pois cada pessoa tem o direito de escolher o que faz com o seu corpo e com a sua vida, desde que não prejudique os outros;

    • O fim do encarceramento em massa por crimes relacionados às drogas, pois muitas pessoas são presas por portar pequenas quantidades de maconha para consumo próprio ou por serem flagradas em situações duvidosas que podem configurar tráfico;

    • A redução da violência e do poder do tráfico, pois a legalização da maconha diminuiria o mercado ilegal e a disputa entre as facções criminosas pelo controle do território e dos consumidores;

    • A possibilidade de regular a qualidade e a procedência da maconha, pois a legalização permitiria um controle sanitário e fiscal sobre a produção e a venda da droga, garantindo maior segurança para os usuários;

    • A arrecadação de impostos com a venda legalizada da maconha, pois a legalização geraria uma fonte de receita para o Estado que poderia ser investida em políticas públicas de saúde, educação e segurança;

    • A ampliação do acesso à maconha para fins medicinais, pois a legalização facilitaria o cultivo e a importação da planta ou dos seus derivados para o tratamento de doenças como epilepsia, esclerose múltipla, dor crônica e câncer.

    Os argumentos contra a descriminalização são:

    • O aumento do consumo e da dependência da maconha, pois a legalização estimularia o uso da droga, especialmente entre os jovens, que poderiam ter mais facilidade e curiosidade em experimentar a substância;

    • Os riscos à saúde física e mental dos usuários, pois a maconha pode causar efeitos nocivos como alterações na memória, na atenção, na coordenação motora, no sistema respiratório, no sistema cardiovascular e no sistema imunológico, além de aumentar o risco de desenvolver transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão e esquizofrenia;

    • Os danos sociais e familiares causados pelo uso abusivo da maconha, pois a droga pode afetar o desempenho escolar, profissional e afetivo dos usuários, comprometendo suas relações interpessoais e sua inserção social;

    • A dificuldade de fiscalizar e controlar o mercado legalizado da maconha, pois a legalização exigiria uma estrutura complexa e custosa para monitorar a produção, a distribuição e o consumo da droga, além de definir critérios claros para diferenciar o uso pessoal do tráfico;

    • A falta de evidências científicas sobre os benefícios terapêuticos da maconha, pois a droga ainda não tem comprovação suficiente de sua eficácia e segurança para o tratamento de diversas doenças, podendo inclusive causar efeitos colaterais indesejados ou interações medicamentosas perigosas;

    • O possível incentivo ao consumo de outras drogas mais nocivas, pois a maconha poderia funcionar como uma porta de entrada para o uso de substâncias mais potentes e viciantes, como cocaína, crack e heroína.

    Portanto, a legalização da maconha no Brasil é uma questão que ainda está em debate e depende de uma decisão do STF sobre o porte de drogas para uso pessoal. Enquanto isso, o mercado legalizado de maconha medicinal já movimenta cerca de R$ 130 milhões por ano no país e deve se fortalecer ainda mais com as decisões judiciais favoráveis ao cultivo da planta para fins terapêuticos. O uso medicinal da maconha já é permitido desde 2006, mas depende de autorização da Anvisa para importar os produtos à base de cannabis. Em 2019, a Anvisa regulamentou o registro e a comercialização desses produtos no país, mas ainda não autorizou o cultivo da planta para fins medicinais. Em junho de 2023, o STJ concedeu pela primeira vez o direito de três pessoas cultivarem maconha para tratar doenças como epilepsia e esclerose múltipla. Essa decisão pode abrir precedente para outros casos semelhantes.

    Segundo o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2015, cerca de 7,7% dos brasileiros entre 12 e 65 anos já usaram maconha alguma vez na vida e 1,5% usaram nos últimos 30 dias. O uso da maconha é mais frequente entre os homens, os jovens, os solteiros, os que têm menor escolaridade e os que vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

    No entanto, o uso da maconha é proibido no Brasil desde 1938, quando o Decreto-Lei nº 891 instituiu a pena de prisão para quem plantasse, vendesse ou consumisse a droga. Em 2006, a Lei nº 11.343, conhecida como Lei Antidrogas, manteve a proibição do uso da maconha, mas alterou a pena para o usuário, substituindo a prisão por medidas educativas ou de prestação de serviços à comunidade. No entanto, a lei não definiu qual a quantidade de droga que caracteriza uso pessoal ou tráfico, deixando essa decisão a cargo da autoridade policial ou judicial. Essa lacuna legal pode gerar arbitrariedades e injustiças na aplicação da pena, especialmente contra as populações mais pobres e vulneráveis.

    Diante desse cenário, surgiu um debate sobre a possibilidade de legalizar ou descriminalizar o uso da maconha no Brasil, seguindo o exemplo de alguns países que já adotaram essa medida, como Canadá, Uruguai, Portugal, Holanda, Espanha e vários estados dos Estados Unidos. Cada país adotou um modelo diferente de regulação, com regras específicas sobre quem pode plantar, comprar, vender e consumir a droga. Os resultados dessas experiências são variados e ainda estão sendo avaliados pelos pesquisadores.

    No Brasil, o debate sobre a legalização da maconha chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando um recurso que pode descriminalizar o porte de drogas para uso pessoal, principalmente o da maconha, mas que pode se estender a todas as outras substâncias ilícitas. O julgamento começou em 2015 e já tem quatro votos favoráveis à descriminalização, mas foi adiado várias vezes por pedidos de vista e questões de pauta. Ainda não há uma data definida para a retomada do julgamento.

    Os argumentos a favor da descriminalização são:

    • O respeito à liberdade individual, pois cada pessoa tem o direito de escolher o que faz com o seu corpo e com a sua vida, desde que não prejudique os outros;

    • O fim do encarceramento em massa por crimes relacionados às drogas, pois muitas pessoas são presas por portar pequenas quantidades de maconha para consumo próprio ou por serem flagradas em situações duvidosas que podem configurar tráfico;

    • A redução da violência e do poder do tráfico, pois a legalização da maconha diminuiria o mercado ilegal e a disputa entre as facções criminosas pelo controle do território e dos consumidores;

    • A possibilidade de regular a qualidade e a procedência da maconha, pois a legalização permitiria um controle sanitário e fiscal sobre a produção e a venda da droga, garantindo maior segurança para os usuários;

    • A arrecadação de impostos com a venda legalizada da maconha, pois a legalização geraria uma fonte de receita para o Estado que poderia ser investida em políticas públicas de saúde, educação e segurança;

    • A ampliação do acesso à maconha para fins medicinais, pois a legalização facilitaria o cultivo e a importação da planta ou dos seus derivados para o tratamento de doenças como epilepsia, esclerose múltipla, dor crônica e câncer.

    Os argumentos contra a descriminalização são:

    • O aumento do consumo e da dependência da maconha, pois a legalização estimularia o uso da droga, especialmente entre os jovens, que poderiam ter mais facilidade e curiosidade em experimentar a substância;

    • Os riscos à saúde física e mental dos usuários, pois a maconha pode causar efeitos nocivos como alterações na memória, na atenção, na coordenação motora, no sistema respiratório, no sistema cardiovascular e no sistema imunológico, além de aumentar o risco de desenvolver transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão e esquizofrenia;

    • Os danos sociais e familiares causados pelo uso abusivo da maconha, pois a droga pode afetar o desempenho escolar, profissional e afetivo dos usuários, comprometendo suas relações interpessoais e sua inserção social;

    • A dificuldade de fiscalizar e controlar o mercado legalizado da maconha, pois a legalização exigiria uma estrutura complexa e custosa para monitorar a produção, a distribuição e o consumo da droga, além de definir critérios claros para diferenciar o uso pessoal do tráfico;

    • A falta de evidências científicas sobre os benefícios terapêuticos da maconha, pois a droga ainda não tem comprovação suficiente de sua eficácia e segurança para o tratamento de diversas doenças, podendo inclusive causar efeitos colaterais indesejados ou interações medicamentosas perigosas;

    • O possível incentivo ao consumo de outras drogas mais nocivas, pois a maconha poderia funcionar como uma porta de entrada para o uso de substâncias mais potentes e viciantes, como cocaína, crack e heroína.

    Portanto, a legalização da maconha no Brasil é uma questão que ainda está em debate e depende de uma decisão do STF sobre o porte de drogas para uso pessoal. Enquanto isso, o mercado legalizado de maconha medicinal já movimenta cerca de R$ 130 milhões por ano no país e deve se fortalecer ainda mais com as decisões judiciais favoráveis ao cultivo da planta para fins terapêuticos. O uso medicinal da maconha já é permitido desde 2006, mas depende de autorização da Anvisa para importar os produtos à base de cannabis. Em 2019, a Anvisa regulamentou o registro e a comercialização desses produtos no país, mas ainda não autorizou o cultivo da planta para fins medicinais. Em junho de 2023, o STJ concedeu pela primeira vez o direito de três pessoas cultivarem maconha para tratar doenças como epilepsia e esclerose múltipla. Essa decisão pode abrir precedente para outros casos semelhantes.

  • O que a ciência diz sobre o uso recreativo de maconha?

    O que a ciência diz sobre o uso recreativo de maconha?

    A ciência tem estudado há anos o uso recreativo da maconha e seus efeitos.

    Um estudo da Universidade do Colorado mostra que muitas pessoas que relatam o uso de cannabis antes ou depois de um treino acreditam que isso deixa o exercício mais agradável e que talvez os motive a se exercitar.

    No entanto, do ponto de vista do uso recreativo, os maiores riscos estão associados ao impacto do uso fumado e com o risco de desenvolvimento de psicoses (um tipo de transtorno mental grave), principalmente com a maconha rica em THC e quando o início do consumo acontece cedo (infância ou adolescência).

    Um outro estudo realizado pela Universidade de Cambridge associou o consumo de maconha ao maior risco de iniciação de esquizofrenia.

    O uso frequente da maconha e por muito tempo pode afetar o cérebro por tempo prolongado ou mesmo permanentemente, levando a dificuldades de atenção, concentração, memória e raciocínio. Além disso, o consumo de maconha pode trazer também outras reações como pânico, medo, desconfiança e paranoia.

    O uso medicinal da maconha é diferente do uso recreativo, pois é controlado.

    Existem vários países onde a maconha é legalizada para uso recreativo ou medicinal. O Uruguai foi o primeiro país a legalizar a venda, cultivo e distribuição de maconha em dezembro de 2013.

    No Canadá e nos Estados Unidos (em pelo menos 19 estados e no distrito de Columbia), a maconha também é legalizada para uso recreativo.

    Alguns outros países onde o uso pessoal e recreacional da maconha é descriminalizado incluem África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália (no Território do Norte, Austrália do Sul e Capital Australiana), Áustria entre outros.

    Um estudo da Universidade do Colorado mostra que muitas pessoas que relatam o uso de cannabis antes ou depois de um treino acreditam que isso deixa o exercício mais agradável e que talvez os motive a se exercitar.

    No entanto, do ponto de vista do uso recreativo, os maiores riscos estão associados ao impacto do uso fumado e com o risco de desenvolvimento de psicoses (um tipo de transtorno mental grave), principalmente com a maconha rica em THC e quando o início do consumo acontece cedo (infância ou adolescência).

    Um outro estudo realizado pela Universidade de Cambridge associou o consumo de maconha ao maior risco de iniciação de esquizofrenia.

    O uso frequente da maconha e por muito tempo pode afetar o cérebro por tempo prolongado ou mesmo permanentemente, levando a dificuldades de atenção, concentração, memória e raciocínio. Além disso, o consumo de maconha pode trazer também outras reações como pânico, medo, desconfiança e paranoia.

    O uso medicinal da maconha é diferente do uso recreativo, pois é controlado.

    Existem vários países onde a maconha é legalizada para uso recreativo ou medicinal. O Uruguai foi o primeiro país a legalizar a venda, cultivo e distribuição de maconha em dezembro de 2013.

    No Canadá e nos Estados Unidos (em pelo menos 19 estados e no distrito de Columbia), a maconha também é legalizada para uso recreativo.

    Alguns outros países onde o uso pessoal e recreacional da maconha é descriminalizado incluem África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália (no Território do Norte, Austrália do Sul e Capital Australiana), Áustria entre outros.

  • México descriminaliza o uso recreativo da maconha para adultos


    A descriminação aprovada hoje pela Suprema Corte significa que quem quiser usar maconha com fins recreativos pode pedir autorização à Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), e que a mesma não pode ser negada.

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  • “Essa é uma questão de saúde, não de polícia”, diz Cármen Lúcia sobre uso de drogas


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  • ONU retira maconha da lista de drogas consideradas mais perigosas


    A cannabis e a resina derivada dela ainda se mantêm no grupo das substâncias para as quais a ONU recomenda algum tipo de controle.

    Confira essa e outras notícias na edição de hoje do Conexão W:

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    A Microsoft tem uma ferramenta que contabiliza em tempo real o número de casos confirmados, recuperados e fatais de Covid-19. Você pode acessar a ferramenta aqui