Você já imaginou controlar um computador ou um smartphone apenas com o pensamento? Essa é a proposta do chip cerebral que o bilionário Elon Musk está desenvolvendo com sua empresa de neurotecnologia, a Neuralink. O dispositivo, chamado de “link”, promete criar uma interface direta entre o cérebro humano e a máquina, permitindo que as pessoas…
Tag: rádio
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A inteligência artificial ameaça mais um tipo de trabalhador. Saiba qual
Você já leu algum resumo de um livro de negócios? Eles são úteis para quem quer aprender sobre as últimas tendências e ideias do mundo corporativo, mas não tem tempo ou paciência para ler o livro inteiro. Mas esse tipo de trabalho pode estar com os dias contados, graças à inteligência artificial (A.I.).
Segundo Joseph Fuller, professor de gestão da Harvard Business School e especialista no futuro do trabalho, a A.I. é muito boa em fazer resumos e traduções, e pode substituir os profissionais que se dedicam a essas tarefas. Em uma entrevista à revista Fortune, ele disse que não gostaria de ser alguém que lê ou resume livros de negócios para enviar relatórios de 20 páginas, pois a A.I. já faz isso muito bem.
Fuller é co-líder da iniciativa Managing the Future of Work, que pesquisa as mudanças nos mercados globais de produtos e trabalho, as regulações em evolução e a economia dos bicos. Ele afirma que a A.I. já se tornou uma potência em vários setores e disciplinas, e que está se movendo mais rápido do que a vida real.
No ano passado, por exemplo, a OpenAI lançou o ChatGPT, um sistema de geração de texto que pode escrever desde artigos até poemas, e o Google lançou o DeepMind, que conseguiu prever a estrutura de quase todas as proteínas do corpo humano.
No escritório, a próxima fase do trabalho está tomando forma material, especialmente com a A.I. gerativa se tornando uma peça fundamental dos negócios modernos. Fuller prevê que “uma parte significativa do que as pessoas fazem hoje vai desaparecer”, embora ele acrescente que “uma quantidade material de trabalho” vai permanecer.
À medida que a A.I. se torna multimodal – capaz de usar dados pictóricos, auditivos e alfanuméricos para realizar processos – nossa atual iteração do ChatGPT pode parecer antiquada. É aí que entra o problema para os trabalhadores cujos empregos são fáceis de automatizar.
Isso não pega os trabalhadores totalmente de surpresa; 40% deles que estão familiarizados com o ChatGPT estão preocupados que ele vai substituir seus empregos completamente, segundo uma pesquisa Harris de março de 2023.
No entanto, muitos especialistas, incluindo o CEO da Microsoft Satya Nadella, cuja empresa investiu pesadamente na OpenAI, insistem que a A.I. não é uma ameaça à criatividade e à engenhosidade humana. Quando executada corretamente, a A.I. no ambiente de trabalho não ameaça os empregos reais, disse Nadella; ela apenas elimina o “trabalho penoso”.
De fato, a A.I. é muito eficaz em tornar as pessoas reais mais produtivas, diz Fuller – para melhor ou para pior.
Fora com o rotineiro, dentro com o criativo
Os advogados contratados rotineiros – aqueles que escrevem submissões padrão – serão os primeiros a ver seus empregos irem embora, antecipa Fuller. Outros trabalhadores em empregos com funções igualmente rotineiras seguirão em breve.
“Haverá dados de código aberto que vão eliminar 90% das suas horas faturáveis”, diz ele.
Felizmente, isso provavelmente é apenas a ideia de emprego dos sonhos de algumas pessoas.
“O futuro do trabalho de colarinho branco parece muito menos tedioso, muito menos rotineiro e [tem] muito menos preenchimento de relatórios de despesas ou atualizações trimestrais de previsão”, diz Fuller.
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Como a inteligência artificial pode melhorar ou piorar a saúde das pessoas
A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que pode auxiliar na prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas doenças, além de melhorar a gestão e a pesquisa em saúde. No entanto, seu uso também envolve desafios éticos, sociais e regulatórios, que precisam ser considerados para garantir o respeito aos direitos e às necessidades dos pacientes e…
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode contribuir para ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente em países com poucos recursos ou áreas rurais. Alguns exemplos de aplicações da IA na saúde são: sistemas de triagem e diagnóstico baseados em imagens médicas, análise de dados genômicos, apoio à decisão clínica, desenvolvimento de novos medicamentos e monitoramento de doenças e surtos.
No entanto, a OMS também alerta para os riscos e as limitações da IA na saúde, como a coleta e o uso inadequados de dados pessoais, os vieses e as falhas nos algoritmos, os impactos na segurança do paciente, na cibersegurança e no meio ambiente, e o possível aumento das desigualdades em saúde. Além disso, a OMS recomenda que a IA não substitua o julgamento clínico dos profissionais de saúde nem a autonomia dos pacientes, que devem ter voz ativa nas decisões sobre seus cuidados.
Para orientar o desenvolvimento e o uso responsável da IA na saúde, a OMS publicou um relatório com seis princípios éticos: proteção da autonomia humana; promoção do bem-estar humano; equidade; transparência; responsabilidade; e capacitação. Esses princípios devem nortear as políticas públicas, as normas regulatórias, as práticas profissionais e a participação social em relação à IA na saúde.
A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e promissora, mas também complexa e desafiadora. É preciso estar atento aos benefícios e aos riscos dessa tecnologia, bem como aos valores e aos direitos humanos que devem orientar seu uso.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode contribuir para ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente em países com poucos recursos ou áreas rurais. Alguns exemplos de aplicações da IA na saúde são: sistemas de triagem e diagnóstico baseados em imagens médicas, análise de dados genômicos, apoio à decisão clínica, desenvolvimento de novos medicamentos e monitoramento de doenças e surtos.
No entanto, a OMS também alerta para os riscos e as limitações da IA na saúde, como a coleta e o uso inadequados de dados pessoais, os vieses e as falhas nos algoritmos, os impactos na segurança do paciente, na cibersegurança e no meio ambiente, e o possível aumento das desigualdades em saúde. Além disso, a OMS recomenda que a IA não substitua o julgamento clínico dos profissionais de saúde nem a autonomia dos pacientes, que devem ter voz ativa nas decisões sobre seus cuidados.
Para orientar o desenvolvimento e o uso responsável da IA na saúde, a OMS publicou um relatório com seis princípios éticos: proteção da autonomia humana; promoção do bem-estar humano; equidade; transparência; responsabilidade; e capacitação. Esses princípios devem nortear as políticas públicas, as normas regulatórias, as práticas profissionais e a participação social em relação à IA na saúde.
A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e promissora, mas também complexa e desafiadora. É preciso estar atento aos benefícios e aos riscos dessa tecnologia, bem como aos valores e aos direitos humanos que devem orientar seu uso.
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O hospital dinamarquês que mudou a história da terapia intensiva
A pandemia de COVID-19 mostrou a importância das unidades de terapia intensiva (UTIs) para salvar a vida dos pacientes em estado crítico nos hospitais. Mas você sabe como surgiu o conceito de UTI? Ele tem origem em uma epidemia de pólio na Dinamarca, na década de 1950.
Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.
O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.
O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.
O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.
O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.
Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.
O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.
O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.
O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.
O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.
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Gripe aviária atinge aves silvestres em São Paulo e outros três estados
O Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em São Paulo, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. A doença foi detectada em uma ave silvestre da espécie trinta-réis-real, encontrada no município de Ubatuba, no litoral norte do estado. Outra ave da mesma espécie também foi diagnosticada com o vírus H5N1 em Niterói, no…
Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.
A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.
Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.
Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.
O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.
Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.
A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.
Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.
Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.
O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.
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Vetpain: aplicativo brasileiro ajuda a identificar e tratar a dor em animais
Você sabia que os animais também sentem dor e que isso pode afetar sua saúde e bem-estar? Muitas vezes, os tutores de cães e gatos não conseguem perceber os sinais de que seus pets estão sofrendo e precisam de ajuda. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores da Unesp de Botucatu (SP) criou um aplicativo gratuito…
O aplicativo se chama Vetpain e está disponível para celulares Android. Ele funciona como uma ferramenta educativa e prática, que orienta o usuário a observar o comportamento do animal e responder a um questionário. A partir das respostas, o app calcula automaticamente a intensidade da dor e dá instruções sobre o que fazer. Além disso, o aplicativo oferece vídeos que mostram os comportamentos típicos de dor de cada espécie.
O Vetpain pode ser usado tanto por tutores de cães e gatos, quanto por produtores rurais, veterinários, pesquisadores e protetores de animais. O aplicativo abrange dez espécies: gatos, cães, bois, porcos, cavalos, ovelhas, coelhos, jumentos, ratos e camundongos. Segundo os criadores do app, o objetivo é reduzir o sofrimento dos animais e promover uma melhor qualidade de vida para eles.
O aplicativo é baseado em escalas validadas cientificamente, que levam em conta as características específicas de cada espécie. Os pesquisadores explicam que os animais não se expressam verbalmente como os humanos, por isso é preciso observar seu comportamento para identificar a dor. Alguns sinais comuns são: mudança no apetite, na atividade, no sono, na postura, na expressão facial e na vocalização.
Os benefícios de tratar a dor nos animais vão além do alívio do desconforto. De acordo com os pesquisadores, a analgesia também pode melhorar o desempenho produtivo dos animais de criação, aumentando o ganho de peso, a produção de leite e a fertilidade. Além disso, a analgesia pode prevenir complicações como infecções, inflamações e estresse.
O Vetpain é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que visa conscientizar as pessoas sobre a importância de reconhecer e tratar a dor nos animais. Os pesquisadores esperam que o aplicativo contribua para mudar a mentalidade de muitos tutores e produtores que ainda ignoram ou minimizam esse problema. Afinal, os animais também merecem respeito e cuidado.
O aplicativo se chama Vetpain e está disponível para celulares Android. Ele funciona como uma ferramenta educativa e prática, que orienta o usuário a observar o comportamento do animal e responder a um questionário. A partir das respostas, o app calcula automaticamente a intensidade da dor e dá instruções sobre o que fazer. Além disso, o aplicativo oferece vídeos que mostram os comportamentos típicos de dor de cada espécie.
O Vetpain pode ser usado tanto por tutores de cães e gatos, quanto por produtores rurais, veterinários, pesquisadores e protetores de animais. O aplicativo abrange dez espécies: gatos, cães, bois, porcos, cavalos, ovelhas, coelhos, jumentos, ratos e camundongos. Segundo os criadores do app, o objetivo é reduzir o sofrimento dos animais e promover uma melhor qualidade de vida para eles.
O aplicativo é baseado em escalas validadas cientificamente, que levam em conta as características específicas de cada espécie. Os pesquisadores explicam que os animais não se expressam verbalmente como os humanos, por isso é preciso observar seu comportamento para identificar a dor. Alguns sinais comuns são: mudança no apetite, na atividade, no sono, na postura, na expressão facial e na vocalização.
Os benefícios de tratar a dor nos animais vão além do alívio do desconforto. De acordo com os pesquisadores, a analgesia também pode melhorar o desempenho produtivo dos animais de criação, aumentando o ganho de peso, a produção de leite e a fertilidade. Além disso, a analgesia pode prevenir complicações como infecções, inflamações e estresse.
O Vetpain é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que visa conscientizar as pessoas sobre a importância de reconhecer e tratar a dor nos animais. Os pesquisadores esperam que o aplicativo contribua para mudar a mentalidade de muitos tutores e produtores que ainda ignoram ou minimizam esse problema. Afinal, os animais também merecem respeito e cuidado.
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Por que ainda não existe um medicamento eficaz contra a Covid-19?
A pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo e continua a desafiar a ciência na busca por tratamentos eficazes. Embora as vacinas tenham se mostrado a melhor forma de prevenir a doença e reduzir as complicações, ainda há uma grande demanda por medicamentos que possam…
No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:
- A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
- A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
- A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
- A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
- A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.
A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.
Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.
Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.
A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.
No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:
- A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
- A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
- A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
- A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
- A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.
A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.
Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.
Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.
A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.
- A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
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O que é o “love bombing” e como ele pode ser perigoso para os relacionamentos?
Você já se sentiu sufocado por um excesso de atenção e carinho de um parceiro? Já recebeu presentes, elogios e declarações de amor que pareciam exagerados ou desproporcionais ao tempo de relacionamento? Se sim, você pode ter sido vítima de uma técnica de manipulação chamada “love bombing” (bombardeio de amor, em tradução livre).
O “love bombing” é uma forma de abuso psicológico em que uma pessoa usa gestos românticos e intensos para conquistar e controlar o outro, normalmente no início de um relacionamento. Esses gestos podem incluir mensagens carinhosas, convites para sair, presentes, elogios, promessas de compromisso e até apresentação aos familiares.
No entanto, esse comportamento não é genuíno nem duradouro. Quem faz o “love bombing” geralmente tem traços narcisistas e de baixa autoestima, e busca a admiração e a validação do outro para se sentir superior. Quando percebe que o parceiro está envolvido, ele muda de atitude e passa a tratá-lo com desprezo, indiferença ou ciúme.
Isso cria um ciclo vicioso em que a vítima se sente confusa, ansiosa e culpada, e tenta recuperar a fase inicial do relacionamento, aceitando as exigências e os abusos do parceiro. Quando o agressor sente que está perdendo o poder sobre a vítima, ele volta a demonstrar amor exagerado para reconquistá-la, e assim por diante.
O “love bombing” pode ser muito prejudicial para a autoestima e o bem-estar emocional da vítima, que pode se isolar dos amigos e familiares, perder sua identidade e seus limites, e desenvolver problemas como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.
Para se proteger do “love bombing”, é importante estar atento aos sinais de alerta, como:
- Comportamento desproporcional à conexão entre as pessoas: dizer “eu te amo” na primeira semana ou sugerir casamento logo no início do namoro;
- Isolamento dos amigos e familiares: querer passar todo o tempo com você ou fazer com que você abandone seus planos com outras pessoas;
- Elogios que oprimem: dizer que você é a coisa mais linda do mundo ou que você é tudo o que alguém sempre sonhou, sem levar em conta suas características individuais;
- Presentes excessivos: dar muitos presentes sem motivo especial ou fazer com que você se sinta em dívida com eles;
- Comunicação obsessiva: conversar o dia todo com você por meio de mensagens e ligações ou exigir que você faça o mesmo;
- Ciúme e desconfiança: questionar sua fidelidade ou fazer você se sentir culpado por ter outras relações;
- Mudança repentina de atitude: deixar de ser a pessoa mais amorosa do mundo e começar a tratá-lo de maneira seca ou indiferente.
Além disso, é importante manter sua individualidade e seus interesses pessoais, não se deixar levar por promessas irreais ou pressões do parceiro, buscar apoio de pessoas confiáveis e procurar ajuda profissional se necessário.
O “love bombing” é uma forma de violência psicológica que deve ser reconhecida e combatida. Não confunda amor com manipulação. Você merece respeito e cuidado em seus relacionamentos.
O “love bombing” é uma forma de abuso psicológico em que uma pessoa usa gestos românticos e intensos para conquistar e controlar o outro, normalmente no início de um relacionamento. Esses gestos podem incluir mensagens carinhosas, convites para sair, presentes, elogios, promessas de compromisso e até apresentação aos familiares.
No entanto, esse comportamento não é genuíno nem duradouro. Quem faz o “love bombing” geralmente tem traços narcisistas e de baixa autoestima, e busca a admiração e a validação do outro para se sentir superior. Quando percebe que o parceiro está envolvido, ele muda de atitude e passa a tratá-lo com desprezo, indiferença ou ciúme.
Isso cria um ciclo vicioso em que a vítima se sente confusa, ansiosa e culpada, e tenta recuperar a fase inicial do relacionamento, aceitando as exigências e os abusos do parceiro. Quando o agressor sente que está perdendo o poder sobre a vítima, ele volta a demonstrar amor exagerado para reconquistá-la, e assim por diante.
O “love bombing” pode ser muito prejudicial para a autoestima e o bem-estar emocional da vítima, que pode se isolar dos amigos e familiares, perder sua identidade e seus limites, e desenvolver problemas como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.
Para se proteger do “love bombing”, é importante estar atento aos sinais de alerta, como:
- Comportamento desproporcional à conexão entre as pessoas: dizer “eu te amo” na primeira semana ou sugerir casamento logo no início do namoro;
- Isolamento dos amigos e familiares: querer passar todo o tempo com você ou fazer com que você abandone seus planos com outras pessoas;
- Elogios que oprimem: dizer que você é a coisa mais linda do mundo ou que você é tudo o que alguém sempre sonhou, sem levar em conta suas características individuais;
- Presentes excessivos: dar muitos presentes sem motivo especial ou fazer com que você se sinta em dívida com eles;
- Comunicação obsessiva: conversar o dia todo com você por meio de mensagens e ligações ou exigir que você faça o mesmo;
- Ciúme e desconfiança: questionar sua fidelidade ou fazer você se sentir culpado por ter outras relações;
- Mudança repentina de atitude: deixar de ser a pessoa mais amorosa do mundo e começar a tratá-lo de maneira seca ou indiferente.
Além disso, é importante manter sua individualidade e seus interesses pessoais, não se deixar levar por promessas irreais ou pressões do parceiro, buscar apoio de pessoas confiáveis e procurar ajuda profissional se necessário.
O “love bombing” é uma forma de violência psicológica que deve ser reconhecida e combatida. Não confunda amor com manipulação. Você merece respeito e cuidado em seus relacionamentos.
- Comportamento desproporcional à conexão entre as pessoas: dizer “eu te amo” na primeira semana ou sugerir casamento logo no início do namoro;
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Fiocruz investe na retomada da produção nacional da vacina BCG
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que vai apoiar a recuperação da capacidade produtiva da vacina BCG no Brasil, que está paralisada há mais de um ano. A vacina protege contra a tuberculose e é uma das primeiras que os bebês devem tomar ao nascer. A Fiocruz vai atuar em duas frentes: finalizar a construção…
A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.
Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.
Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.
Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.
A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.
Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.
Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.
Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.
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Governo anuncia descontos para compra de carros populares, ônibus e caminhões
O governo federal lançou um programa que oferece descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil para os compradores de carros populares que atendam a critérios sociais, ambientais e de densidade industrial. O programa também prevê reduções de R$ 36,6 mil a R$ 99,4 mil para ônibus e caminhões que substituam veículos com mais…
O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (5). Segundo eles, o programa tem o objetivo de estimular a indústria automotiva nacional e reduzir a poluição veicular.
O programa terá duração de quatro meses e será custeado por meio de créditos tributários concedidos aos fabricantes no pagamento de tributos futuros. Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que vigoraria até o fim do ano.
Os descontos serão aplicados sobre o preço de tabela dos veículos e variam conforme o modelo, a marca e o grau de emissão de poluentes. Ao todo, 20 marcas foram incluídas no programa. Nos primeiros 15 dias após a publicação da medida provisória que regulamenta o programa, as vendas com desconto serão exclusivas a pessoas físicas. Após esse prazo, as pessoas jurídicas que comprarem carros também poderão se beneficiar do programa.
No caso dos ônibus e caminhões, o desconto está condicionado à entrega do veículo antigo para reciclagem. O comprador precisará apresentar um documento para comprovar a destinação do veículo antigo para o desmonte. O valor pago no caminhão ou ônibus velho estará incluído no desconto.
A inclusão dos ônibus e caminhões no programa foi um pedido da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso porque uma exigência do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para a modernização de motores de caminhões e ônibus encareceu esses veículos em 15% em 2023.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (5). Segundo eles, o programa tem o objetivo de estimular a indústria automotiva nacional e reduzir a poluição veicular.
O programa terá duração de quatro meses e será custeado por meio de créditos tributários concedidos aos fabricantes no pagamento de tributos futuros. Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que vigoraria até o fim do ano.
Os descontos serão aplicados sobre o preço de tabela dos veículos e variam conforme o modelo, a marca e o grau de emissão de poluentes. Ao todo, 20 marcas foram incluídas no programa. Nos primeiros 15 dias após a publicação da medida provisória que regulamenta o programa, as vendas com desconto serão exclusivas a pessoas físicas. Após esse prazo, as pessoas jurídicas que comprarem carros também poderão se beneficiar do programa.
No caso dos ônibus e caminhões, o desconto está condicionado à entrega do veículo antigo para reciclagem. O comprador precisará apresentar um documento para comprovar a destinação do veículo antigo para o desmonte. O valor pago no caminhão ou ônibus velho estará incluído no desconto.
A inclusão dos ônibus e caminhões no programa foi um pedido da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso porque uma exigência do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para a modernização de motores de caminhões e ônibus encareceu esses veículos em 15% em 2023.
