Tag: Ultraprocessados

  • Estudo alerta para os perigos dos alimentos ultraprocessados no Brasil

    Estudo alerta para os perigos dos alimentos ultraprocessados no Brasil

    Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por várias etapas de processamento industrial e contêm ingredientes artificiais, como corantes, aromatizantes, conservantes e realçadores de sabor.

    Eles são muito comuns nas prateleiras dos supermercados e nas mesas dos brasileiros, mas podem trazer sérios riscos à saúde.

    Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) analisou 1.824 produtos ultraprocessados disponíveis em 35 supermercados de cinco regiões do Brasil e constatou que 98,8% deles têm ingredientes críticos em excesso ou aditivos cosméticos. Esses ingredientes podem causar problemas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, alergias, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, alteração da microbiota intestinal e câncer .

    Ingredientes críticos em excesso

    Os ingredientes críticos em excesso são aqueles que estão presentes em quantidades acima das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que podem prejudicar a saúde. Eles são o sódio, as gorduras e os açúcares livres.

    O estudo da USP revelou que 97,1% dos alimentos ultraprocessados têm sódio, gorduras e açúcares livres em excesso. Esses ingredientes estão associados ao desenvolvimento de obesidade e outras doenças crônicas.

    Por exemplo, um pacote de biscoito recheado pode ter até 20 gramas de açúcar livre, o que equivale a quatro colheres de chá. Isso representa 80% do limite diário recomendado pela OMS para um adulto. Já uma lata de refrigerante pode ter até 360 miligramas de sódio, o que corresponde a 15% do limite diário recomendado pela OMS para um adulto.

    Aditivos cosméticos

    Os aditivos cosméticos são aqueles que são usados para realçar a cor, o sabor ou a textura dos alimentos ultraprocessados. Eles não têm valor nutricional e podem ter efeitos adversos na saúde.

    O estudo da USP apontou que 82,1% dos alimentos ultraprocessados contêm aditivos cosméticos. Esses aditivos podem causar alergias, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, alteração da microbiota intestinal e câncer.

    Por exemplo, um salgadinho pode ter até 15 aditivos cosméticos diferentes, como corantes artificiais, aromatizantes sintéticos e glutamato monossódico. Esses aditivos podem provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, como urticária, coceira e inchaço. Além disso, alguns aditivos podem afetar o comportamento das crianças, causando hiperatividade, irritabilidade e dificuldade de concentração.

    Diferença de legislação

    O estudo da USP também comparou os rótulos dos mesmos produtos em diferentes países e constatou que há variação na composição conforme a legislação. Por exemplo, um refrigerante no Brasil pode ter 66 vezes mais de uma substância potencialmente cancerígena do que nos Estados Unidos.

    Isso se deve ao fato de que cada país tem seus próprios critérios para regular os alimentos ultraprocessados. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável por estabelecer os limites máximos permitidos para os ingredientes críticos em excesso e os aditivos cosméticos nos alimentos. No entanto, esses limites nem sempre seguem as recomendações da OMS ou as evidências científicas mais recentes.

    Desafios e soluções

    O estudo da USP discute os desafios para mudar o cenário dos alimentos ultraprocessados no Brasil, considerando os aspectos sociais, econômicos e culturais. Entre os desafios, estão a falta de informação dos consumidores, o baixo poder aquisitivo, a influência da publicidade, a escassez de alimentos naturais e a perda de hábitos alimentares tradicionais.

    Para enfrentar esses desafios, o estudo sugere algumas soluções, como conscientização dos consumidores, aumento de poder aquisitivo, legislações mais restritivas e ética na produção de alimentos.

    Uma das soluções propostas é a adoção do Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a USP. O guia recomenda que os alimentos ultraprocessados sejam evitados ou consumidos em pequenas quantidades, dando preferência aos alimentos naturais ou minimamente processados.

    Outra solução é a implementação do sistema de rotulagem nutricional frontal, que consiste em colocar um símbolo na parte da frente da embalagem dos alimentos ultraprocessados para indicar se eles têm ingredientes críticos em excesso ou aditivos cosméticos. Esse sistema visa facilitar a escolha dos consumidores e estimular os fabricantes a melhorar a qualidade dos produtos.

    Além disso, o estudo defende que é preciso haver uma maior fiscalização e regulamentação dos alimentos ultraprocessados no Brasil, seguindo as orientações da OMS e das melhores práticas internacionais. Isso envolve limitar o uso de ingredientes críticos em excesso e aditivos cosméticos, proibir o uso de substâncias potencialmente nocivas, restringir a publicidade dirigida ao público infantil e garantir a transparência e a veracidade das informações nos rótulos.

    Por fim, o estudo ressalta que é preciso valorizar e resgatar os hábitos alimentares tradicionais do Brasil, que são baseados em alimentos naturais ou minimamente processados, como arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, carnes, ovos e leite. Esses alimentos são mais saudáveis, saborosos e sustentáveis do que os alimentos ultraprocessados.

    Eles são muito comuns nas prateleiras dos supermercados e nas mesas dos brasileiros, mas podem trazer sérios riscos à saúde.

    Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) analisou 1.824 produtos ultraprocessados disponíveis em 35 supermercados de cinco regiões do Brasil e constatou que 98,8% deles têm ingredientes críticos em excesso ou aditivos cosméticos. Esses ingredientes podem causar problemas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, alergias, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, alteração da microbiota intestinal e câncer .

    Ingredientes críticos em excesso

    Os ingredientes críticos em excesso são aqueles que estão presentes em quantidades acima das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que podem prejudicar a saúde. Eles são o sódio, as gorduras e os açúcares livres.

    O estudo da USP revelou que 97,1% dos alimentos ultraprocessados têm sódio, gorduras e açúcares livres em excesso. Esses ingredientes estão associados ao desenvolvimento de obesidade e outras doenças crônicas.

    Por exemplo, um pacote de biscoito recheado pode ter até 20 gramas de açúcar livre, o que equivale a quatro colheres de chá. Isso representa 80% do limite diário recomendado pela OMS para um adulto. Já uma lata de refrigerante pode ter até 360 miligramas de sódio, o que corresponde a 15% do limite diário recomendado pela OMS para um adulto.

    Aditivos cosméticos

    Os aditivos cosméticos são aqueles que são usados para realçar a cor, o sabor ou a textura dos alimentos ultraprocessados. Eles não têm valor nutricional e podem ter efeitos adversos na saúde.

    O estudo da USP apontou que 82,1% dos alimentos ultraprocessados contêm aditivos cosméticos. Esses aditivos podem causar alergias, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, alteração da microbiota intestinal e câncer.

    Por exemplo, um salgadinho pode ter até 15 aditivos cosméticos diferentes, como corantes artificiais, aromatizantes sintéticos e glutamato monossódico. Esses aditivos podem provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, como urticária, coceira e inchaço. Além disso, alguns aditivos podem afetar o comportamento das crianças, causando hiperatividade, irritabilidade e dificuldade de concentração.

    Diferença de legislação

    O estudo da USP também comparou os rótulos dos mesmos produtos em diferentes países e constatou que há variação na composição conforme a legislação. Por exemplo, um refrigerante no Brasil pode ter 66 vezes mais de uma substância potencialmente cancerígena do que nos Estados Unidos.

    Isso se deve ao fato de que cada país tem seus próprios critérios para regular os alimentos ultraprocessados. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável por estabelecer os limites máximos permitidos para os ingredientes críticos em excesso e os aditivos cosméticos nos alimentos. No entanto, esses limites nem sempre seguem as recomendações da OMS ou as evidências científicas mais recentes.

    Desafios e soluções

    O estudo da USP discute os desafios para mudar o cenário dos alimentos ultraprocessados no Brasil, considerando os aspectos sociais, econômicos e culturais. Entre os desafios, estão a falta de informação dos consumidores, o baixo poder aquisitivo, a influência da publicidade, a escassez de alimentos naturais e a perda de hábitos alimentares tradicionais.

    Para enfrentar esses desafios, o estudo sugere algumas soluções, como conscientização dos consumidores, aumento de poder aquisitivo, legislações mais restritivas e ética na produção de alimentos.

    Uma das soluções propostas é a adoção do Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a USP. O guia recomenda que os alimentos ultraprocessados sejam evitados ou consumidos em pequenas quantidades, dando preferência aos alimentos naturais ou minimamente processados.

    Outra solução é a implementação do sistema de rotulagem nutricional frontal, que consiste em colocar um símbolo na parte da frente da embalagem dos alimentos ultraprocessados para indicar se eles têm ingredientes críticos em excesso ou aditivos cosméticos. Esse sistema visa facilitar a escolha dos consumidores e estimular os fabricantes a melhorar a qualidade dos produtos.

    Além disso, o estudo defende que é preciso haver uma maior fiscalização e regulamentação dos alimentos ultraprocessados no Brasil, seguindo as orientações da OMS e das melhores práticas internacionais. Isso envolve limitar o uso de ingredientes críticos em excesso e aditivos cosméticos, proibir o uso de substâncias potencialmente nocivas, restringir a publicidade dirigida ao público infantil e garantir a transparência e a veracidade das informações nos rótulos.

    Por fim, o estudo ressalta que é preciso valorizar e resgatar os hábitos alimentares tradicionais do Brasil, que são baseados em alimentos naturais ou minimamente processados, como arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, carnes, ovos e leite. Esses alimentos são mais saudáveis, saborosos e sustentáveis do que os alimentos ultraprocessados.

  • Como os alimentos ultraprocessados podem afetar a sua saúde e o meio ambiente

    Como os alimentos ultraprocessados podem afetar a sua saúde e o meio ambiente

    Você já parou para pensar no que está comendo? Muitas vezes, consumimos produtos que parecem alimentos, mas na verdade são apenas misturas de substâncias artificiais ou extraídas de alimentos.

    via GIPHY

    Esses produtos são chamados de alimentos ultraprocessados e podem fazer muito mal para a nossa saúde.

    Os alimentos ultraprocessados são produtos industriais feitos com ingredientes como emulsificantes, corantes, aromatizantes, açúcar e gordura hidrogenada. Eles são saborosos, práticos e baratos, mas têm poucos nutrientes e muitas calorias. Além disso, eles contêm altas quantidades de gorduras saturadas e trans, açúcares e sódio, que podem causar diversos problemas de saúde.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo excessivo desses alimentos pode aumentar o risco de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, infarto, aterosclerose, câncer e osteoporose. Essas doenças são responsáveis por milhões de mortes no mundo todo a cada ano.

    Alguns exemplos de alimentos ultraprocessados são: macarrão instantâneo, cereais matinais, sorvetes, temperos prontos, molhos prontos, misturas para bolo, tortas e pudins, iogurtes e bebidas lácteas adoçadas e/ou com aromatizantes, bebidas energéticas, barras de cereais, refrigerantes, salsicha, refeições prontas para consumo, como pizza, lasanha e nuggets, biscoitos e salgadinhos de pacote.

    Mas como saber se um alimento é ultraprocessado ou não? Uma dica é olhar o rótulo. Quanto mais ingredientes tiver o produto, maior a chance de ele ser ultraprocessado. Outra dica é evitar os produtos que têm nomes que você não reconhece ou não consegue pronunciar.

    A recomendação é substituir os alimentos ultraprocessados por opções in natura ou minimamente processadas. Esses alimentos são obtidos de plantas ou animais e não são modificados ou sofrem pequenas alterações antes de serem consumidos. Eles são ricos em vitaminas e nutrientes e contribuem para o equilíbrio do organismo.

    Alguns exemplos de alimentos in natura ou minimamente processadas são: frutas, legumes, tubérculos, ovos, leite, cereais inteiros ou na forma de farinhas, cortes de carne refrigerados ou congelados e leite pasteurizado.

    Uma alimentação saudável é baseada no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, combinados com temperos naturais e preparações caseiras. Essa alimentação pode trazer benefícios para a saúde física e mental, além de prevenir doenças crônicas.

    Portanto, fique atento ao que você come e escolha alimentos que façam bem para você e para o planeta.

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    Esses produtos são chamados de alimentos ultraprocessados e podem fazer muito mal para a nossa saúde.

    Os alimentos ultraprocessados são produtos industriais feitos com ingredientes como emulsificantes, corantes, aromatizantes, açúcar e gordura hidrogenada. Eles são saborosos, práticos e baratos, mas têm poucos nutrientes e muitas calorias. Além disso, eles contêm altas quantidades de gorduras saturadas e trans, açúcares e sódio, que podem causar diversos problemas de saúde.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo excessivo desses alimentos pode aumentar o risco de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, infarto, aterosclerose, câncer e osteoporose. Essas doenças são responsáveis por milhões de mortes no mundo todo a cada ano.

    Alguns exemplos de alimentos ultraprocessados são: macarrão instantâneo, cereais matinais, sorvetes, temperos prontos, molhos prontos, misturas para bolo, tortas e pudins, iogurtes e bebidas lácteas adoçadas e/ou com aromatizantes, bebidas energéticas, barras de cereais, refrigerantes, salsicha, refeições prontas para consumo, como pizza, lasanha e nuggets, biscoitos e salgadinhos de pacote.

    Mas como saber se um alimento é ultraprocessado ou não? Uma dica é olhar o rótulo. Quanto mais ingredientes tiver o produto, maior a chance de ele ser ultraprocessado. Outra dica é evitar os produtos que têm nomes que você não reconhece ou não consegue pronunciar.

    A recomendação é substituir os alimentos ultraprocessados por opções in natura ou minimamente processadas. Esses alimentos são obtidos de plantas ou animais e não são modificados ou sofrem pequenas alterações antes de serem consumidos. Eles são ricos em vitaminas e nutrientes e contribuem para o equilíbrio do organismo.

    Alguns exemplos de alimentos in natura ou minimamente processadas são: frutas, legumes, tubérculos, ovos, leite, cereais inteiros ou na forma de farinhas, cortes de carne refrigerados ou congelados e leite pasteurizado.

    Uma alimentação saudável é baseada no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, combinados com temperos naturais e preparações caseiras. Essa alimentação pode trazer benefícios para a saúde física e mental, além de prevenir doenças crônicas.

    Portanto, fique atento ao que você come e escolha alimentos que façam bem para você e para o planeta.

  • Por que taxar os alimentos ultraprocessados é bom para a saúde pública

    Por que taxar os alimentos ultraprocessados é bom para a saúde pública

    A obesidade e as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer, são problemas de saúde pública que afetam milhões de brasileiros.

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    Uma das principais causas dessas doenças é o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, que são ricos em açúcar, sal, gordura e aditivos químicos. Esses alimentos são baratos, práticos e saborosos, mas também prejudicam a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

    Para enfrentar esse problema, um grupo de especialistas propôs uma reforma tributária que visa incentivar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais, leite e ovos, e desincentivar o consumo de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, embutidos e congelados. A ideia é que os alimentos saudáveis tenham uma carga tributária menor ou isenta, enquanto os alimentos não saudáveis tenham uma carga tributária maior ou diferenciada.

    O documento que apresenta essa proposta foi elaborado por pesquisadores da Fiocruz Brasília, do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), com base em evidências científicas e experiências internacionais. O objetivo é contribuir para o debate público sobre a reforma tributária e a promoção da alimentação saudável no Brasil.

    Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (Obha) da Fiocruz Brasília, a tributação de alimentos não saudáveis é uma medida eficaz para reduzir o consumo desses produtos e melhorar a saúde da população. Ele cita um estudo que realizou em 2019, que estimou que 10% das mortes entre pessoas de 30 a 69 anos (57 mil mortes) foram causadas pelo consumo de alimentos ultraprocessados. Além disso, ele afirma que a tributação de alimentos não saudáveis pode gerar uma arrecadação extra para o governo, que poderia ser investida em políticas públicas de saúde e nutrição.

    A proposta dos especialistas está alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende a adoção de políticas regulatórias e fiscais para promover a alimentação saudável e prevenir as doenças crônicas. Alguns países já implementaram medidas nesse sentido, como o México, que em 2014 criou um imposto sobre bebidas açucaradas e reduziu em 7,6% o seu consumo no primeiro ano; ou o Chile, que em 2016 rotulou os alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura com advertências sanitárias e proibiu a sua publicidade para crianças.

    A tributação de alimentos não saudáveis é uma iniciativa que pode trazer benefícios para a saúde pública e para o desenvolvimento sustentável do país. É preciso que o governo e a sociedade civil discutam essa proposta com seriedade e responsabilidade, levando em conta os interesses da população e não apenas dos setores econômicos envolvidos. A saúde é um direito humano fundamental e deve ser priorizada nas políticas públicas.

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    Uma das principais causas dessas doenças é o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, que são ricos em açúcar, sal, gordura e aditivos químicos. Esses alimentos são baratos, práticos e saborosos, mas também prejudicam a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

    Para enfrentar esse problema, um grupo de especialistas propôs uma reforma tributária que visa incentivar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais, leite e ovos, e desincentivar o consumo de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, embutidos e congelados. A ideia é que os alimentos saudáveis tenham uma carga tributária menor ou isenta, enquanto os alimentos não saudáveis tenham uma carga tributária maior ou diferenciada.

    O documento que apresenta essa proposta foi elaborado por pesquisadores da Fiocruz Brasília, do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), com base em evidências científicas e experiências internacionais. O objetivo é contribuir para o debate público sobre a reforma tributária e a promoção da alimentação saudável no Brasil.

    Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (Obha) da Fiocruz Brasília, a tributação de alimentos não saudáveis é uma medida eficaz para reduzir o consumo desses produtos e melhorar a saúde da população. Ele cita um estudo que realizou em 2019, que estimou que 10% das mortes entre pessoas de 30 a 69 anos (57 mil mortes) foram causadas pelo consumo de alimentos ultraprocessados. Além disso, ele afirma que a tributação de alimentos não saudáveis pode gerar uma arrecadação extra para o governo, que poderia ser investida em políticas públicas de saúde e nutrição.

    A proposta dos especialistas está alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende a adoção de políticas regulatórias e fiscais para promover a alimentação saudável e prevenir as doenças crônicas. Alguns países já implementaram medidas nesse sentido, como o México, que em 2014 criou um imposto sobre bebidas açucaradas e reduziu em 7,6% o seu consumo no primeiro ano; ou o Chile, que em 2016 rotulou os alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura com advertências sanitárias e proibiu a sua publicidade para crianças.

    A tributação de alimentos não saudáveis é uma iniciativa que pode trazer benefícios para a saúde pública e para o desenvolvimento sustentável do país. É preciso que o governo e a sociedade civil discutam essa proposta com seriedade e responsabilidade, levando em conta os interesses da população e não apenas dos setores econômicos envolvidos. A saúde é um direito humano fundamental e deve ser priorizada nas políticas públicas.

  • Consumo de alimentos processados pode interferir no sono profundo

    Consumo de alimentos processados pode interferir no sono profundo

    Um novo estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, revelou que consumir uma dieta mais rica em açúcar, gordura saturada e alimentos processados pode piorar o sono profundo, uma das fases mais importantes do ciclo do sono.

    O sono profundo é responsável por regular a liberação de hormônios, como o do crescimento e o do estresse, e também por consolidar a memória e o aprendizado. Além disso, é nessa fase que o corpo se recupera dos danos causados pelo dia a dia, como inflamações e infecções.

    No entanto, quando consumimos uma dieta mais pobre em nutrientes e mais calórica, o sono profundo pode ficar mais superficial e menos restaurador. Isso pode ter consequências negativas para a saúde física e mental, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, depressão e ansiedade.

    O estudo envolveu 15 homens jovens e saudáveis que seguiram duas dietas diferentes em ordem aleatória: uma mais saudável e outra mais prejudicial. As duas dietas continham o mesmo número de calorias, ajustadas às necessidades individuais de cada participante. A diferença era que a dieta mais prejudicial continha mais açúcar e gordura saturada e menos fibras.

    Após cada dieta, os participantes foram examinados em um laboratório do sono, onde tiveram sua atividade cerebral medida durante uma noite normal de sono e uma noite de recuperação após privação do sono. Os resultados mostraram que, após a dieta mais prejudicial, a atividade das ondas lentas no sono profundo era menor, indicando um sono menos profundo e menos reparador.

    Os pesquisadores não sabem ainda quanto tempo os efeitos da dieta ruim podem durar no sono ou se eles podem afetar outras funções reguladas pelo sono profundo. Eles também não sabem qual componente da dieta é o mais responsável por piorar o sono profundo. No entanto, eles sugerem que uma alimentação mais equilibrada e saudável pode ser benéfica para melhorar a qualidade do sono e prevenir problemas de saúde.

    Portanto, se você quer dormir melhor e cuidar da sua saúde, evite consumir alimentos ricos em açúcar, gordura saturada e processados. Prefira alimentos naturais, integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, grãos e oleaginosas. Além disso, mantenha uma rotina regular de sono, evitando ficar acordado até tarde ou dormir demais. Assim, você garante um sono profundo mais restaurador e um bem-estar maior.

    Fonte: Link.

    O sono profundo é responsável por regular a liberação de hormônios, como o do crescimento e o do estresse, e também por consolidar a memória e o aprendizado. Além disso, é nessa fase que o corpo se recupera dos danos causados pelo dia a dia, como inflamações e infecções.

    No entanto, quando consumimos uma dieta mais pobre em nutrientes e mais calórica, o sono profundo pode ficar mais superficial e menos restaurador. Isso pode ter consequências negativas para a saúde física e mental, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, depressão e ansiedade.

    O estudo envolveu 15 homens jovens e saudáveis que seguiram duas dietas diferentes em ordem aleatória: uma mais saudável e outra mais prejudicial. As duas dietas continham o mesmo número de calorias, ajustadas às necessidades individuais de cada participante. A diferença era que a dieta mais prejudicial continha mais açúcar e gordura saturada e menos fibras.

    Após cada dieta, os participantes foram examinados em um laboratório do sono, onde tiveram sua atividade cerebral medida durante uma noite normal de sono e uma noite de recuperação após privação do sono. Os resultados mostraram que, após a dieta mais prejudicial, a atividade das ondas lentas no sono profundo era menor, indicando um sono menos profundo e menos reparador.

    Os pesquisadores não sabem ainda quanto tempo os efeitos da dieta ruim podem durar no sono ou se eles podem afetar outras funções reguladas pelo sono profundo. Eles também não sabem qual componente da dieta é o mais responsável por piorar o sono profundo. No entanto, eles sugerem que uma alimentação mais equilibrada e saudável pode ser benéfica para melhorar a qualidade do sono e prevenir problemas de saúde.

    Portanto, se você quer dormir melhor e cuidar da sua saúde, evite consumir alimentos ricos em açúcar, gordura saturada e processados. Prefira alimentos naturais, integrais e ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, grãos e oleaginosas. Além disso, mantenha uma rotina regular de sono, evitando ficar acordado até tarde ou dormir demais. Assim, você garante um sono profundo mais restaurador e um bem-estar maior.

    Fonte: Link.

  • Câncer: como os alimentos ultraprocessados podem aumentar o risco de 25 tipos de tumor

    Câncer: como os alimentos ultraprocessados podem aumentar o risco de 25 tipos de tumor

    Um estudo realizado na França e publicado na revista British Medical Journal mostrou que a cada 10% de aumento no consumo desses produtos na dieta, o risco de câncer em geral aumentava 12%, e o risco de câncer de mama aumentava 11%.

    Os alimentos ultraprocessados são ricos em açúcar, gordura, sal e calorias, e pobres em fibras, vitaminas e minerais. Eles também contêm aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e conservantes, que podem ter efeitos nocivos à saúde. Além disso, esses alimentos favorecem o excesso de peso e a obesidade, que são fatores de risco para vários tipos de câncer.

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os alimentos ultraprocessados estão associados ao aumento do risco de 25 tipos de câncer, entre eles os de pulmão, cérebro, linfoma e colorretal. Por isso, é importante evitar ou reduzir o consumo desses produtos e optar por uma alimentação mais saudável, baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijão e carnes magras.

    Para ajudar você a fazer escolhas mais conscientes na hora de se alimentar, confira algumas dicas:

    • Leia os rótulos dos produtos e evite aqueles que tenham ingredientes desconhecidos ou impronunciáveis.
    • Prefira cozinhar sua própria comida em casa com ingredientes frescos e naturais.
    • Planeje suas refeições com antecedência e leve lanches saudáveis para o trabalho ou a escola.
    • Evite comer fora com frequência e fuja dos restaurantes fast-food.
    • Beba água ou sucos naturais sem açúcar em vez de refrigerantes ou bebidas industrializadas.

    Lembre-se: uma alimentação saudável é um dos pilares da prevenção do câncer. Cuide da sua saúde!

    Fontes:

    A relação entre os alimentos ultraprocessados e o câncer | Veja Saúde

    Alimentos ultraprocessados aumentam risco de câncer – BBC News Brasil

    Alimentos e bebidas ultraprocessados — Instituto Nacional de Câncer – INCA

    Os alimentos ultraprocessados são ricos em açúcar, gordura, sal e calorias, e pobres em fibras, vitaminas e minerais. Eles também contêm aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e conservantes, que podem ter efeitos nocivos à saúde. Além disso, esses alimentos favorecem o excesso de peso e a obesidade, que são fatores de risco para vários tipos de câncer.

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os alimentos ultraprocessados estão associados ao aumento do risco de 25 tipos de câncer, entre eles os de pulmão, cérebro, linfoma e colorretal. Por isso, é importante evitar ou reduzir o consumo desses produtos e optar por uma alimentação mais saudável, baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijão e carnes magras.

    Para ajudar você a fazer escolhas mais conscientes na hora de se alimentar, confira algumas dicas:

    • Leia os rótulos dos produtos e evite aqueles que tenham ingredientes desconhecidos ou impronunciáveis.
    • Prefira cozinhar sua própria comida em casa com ingredientes frescos e naturais.
    • Planeje suas refeições com antecedência e leve lanches saudáveis para o trabalho ou a escola.
    • Evite comer fora com frequência e fuja dos restaurantes fast-food.
    • Beba água ou sucos naturais sem açúcar em vez de refrigerantes ou bebidas industrializadas.

    Lembre-se: uma alimentação saudável é um dos pilares da prevenção do câncer. Cuide da sua saúde!

    Fontes:

    A relação entre os alimentos ultraprocessados e o câncer | Veja Saúde

    Alimentos ultraprocessados aumentam risco de câncer – BBC News Brasil

    Alimentos e bebidas ultraprocessados — Instituto Nacional de Câncer – INCA

  • Ultraprocessados: como eles prejudicam a saúde e o meio ambiente no Brasil

    Ultraprocessados: como eles prejudicam a saúde e o meio ambiente no Brasil

    Refrigerantes, sucos artificiais, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, salsichas, nuggets, macarrão instantâneo e sorvetes podem ser prejudiciais à saúde e ao meio ambiente por vários motivos.

    Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por muitas etapas de industrialização e contêm vários aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e conservantes. Eles também têm poucos nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras. Esses alimentos são muito consumidos pelos brasileiros e têm um grande impacto na saúde e no meio ambiente.

    Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que os ultraprocessados representam quase 60% das calorias ingeridas pela população brasileira. Além disso, eles são responsáveis por mais da metade das emissões de gases de efeito estufa associadas à alimentação no país. Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa nacional sobre consumo alimentar realizada em 2008-2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os ultraprocessados são classificados de acordo com um sistema chamado NOVA, que divide os alimentos em quatro grupos: naturais ou minimamente processados (como frutas, verduras, ovos e leite), ingredientes culinários (como óleos, açúcar e sal), processados (como queijos, pães e carnes salgadas) e ultraprocessados (como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e nuggets).

    O consumo excessivo de ultraprocessados está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2 e câncer. Essas doenças são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Os ultraprocessados também afetam a biodiversidade e a cultura alimentar dos povos.

    Para reduzir o consumo de ultraprocessados e melhorar a qualidade da alimentação, os especialistas recomendam seguir algumas orientações: preferir os alimentos naturais ou minimamente processados aos processados ou ultraprocessados; evitar os produtos com muitos ingredientes desconhecidos ou impronunciáveis; ler os rótulos dos alimentos com atenção; cozinhar mais em casa; valorizar a diversidade dos alimentos regionais; apoiar a agricultura familiar; participar de movimentos sociais pela soberania alimentar.

    Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por muitas etapas de industrialização e contêm vários aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e conservantes. Eles também têm poucos nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras. Esses alimentos são muito consumidos pelos brasileiros e têm um grande impacto na saúde e no meio ambiente.

    Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que os ultraprocessados representam quase 60% das calorias ingeridas pela população brasileira. Além disso, eles são responsáveis por mais da metade das emissões de gases de efeito estufa associadas à alimentação no país. Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa nacional sobre consumo alimentar realizada em 2008-2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os ultraprocessados são classificados de acordo com um sistema chamado NOVA, que divide os alimentos em quatro grupos: naturais ou minimamente processados (como frutas, verduras, ovos e leite), ingredientes culinários (como óleos, açúcar e sal), processados (como queijos, pães e carnes salgadas) e ultraprocessados (como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e nuggets).

    O consumo excessivo de ultraprocessados está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2 e câncer. Essas doenças são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Os ultraprocessados também afetam a biodiversidade e a cultura alimentar dos povos.

    Para reduzir o consumo de ultraprocessados e melhorar a qualidade da alimentação, os especialistas recomendam seguir algumas orientações: preferir os alimentos naturais ou minimamente processados aos processados ou ultraprocessados; evitar os produtos com muitos ingredientes desconhecidos ou impronunciáveis; ler os rótulos dos alimentos com atenção; cozinhar mais em casa; valorizar a diversidade dos alimentos regionais; apoiar a agricultura familiar; participar de movimentos sociais pela soberania alimentar.