Fontes ouvidas pela Agência Reuters disseram que o ex-ministro da Saúde recusou negociar com o laboratório norte-americano por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além da vacina de Oxford/AstraZeneca e CoronaVac.
Segundo uma das fontes, Pazuello não considerava necessário sequer negociar diretamente com a cúpula da Pfizer.
O laboratório apresentou sua primeira proposta de venda de vacinas ao governo brasileiro em 15 de agosto de 2020 e considerava começar as entregas a partir de dezembro de 2020.
Com a demora nas negociações, as primeiras doses de vacinas da Pfizer só chegaram ao país no dia 29 de abril, mais de quatro meses depois da primeira previsão de oferta.
Somente com a piora da pandemia no país, entre o fim do ano passado e início de 2021 e os atrasos no cronograma de produção da vacina Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz, o governo decidiu comprar mais imunizantes, mas, ainda assim, a Pfizer era alvo de ataques.
Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, as críticas públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação às cláusulas contratuais do imunizante atrapalharam as negociações.

Em 19 de dezembro, Bolsonaro chegou a dizer que a vacina da Pfizer poderia transformar a pessoa em jacaré.
“Lá no contrato da Pfizer está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito secundário. Se você virar jacaré, é problema seu”, disse ele, em evento realizado na Bahia.
Diante das críticas de Bolsonaro, a Pfizer afirmou em repetidas notas que as cláusulas apresentadas ao governo brasileiro estavam em linha com os acordos fechados em outros países, inclusive na América Latina.
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