Autor: Clara Bittencourt

  • Lipedema: uma doença que afeta milhões de mulheres e pode ser confundida com obesidade

    Lipedema: uma doença que afeta milhões de mulheres e pode ser confundida com obesidade

    Você já ouviu falar em lipedema? Essa é uma doença crônica e progressiva que se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura em regiões específicas do corpo, como pernas, braços, joelhos e coxas.

    Ela afeta quase que exclusivamente mulheres e está relacionada a fatores hormonais, genéticos, metabólicos e inflamatórios.

    O lipedema pode causar sintomas como dor, inchaço, sensação de peso, fragilidade capilar, hematomas e desproporção corporal. Além disso, pode comprometer a mobilidade, a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes. Em casos mais avançados, pode haver associação com o linfedema, que é o acúmulo de líquido nos tecidos.

    Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cerca de 5 milhões convivem com o lipedema sem saber. Isso porque muitas vezes a condição é confundida com obesidade ou celulite, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequados.

    Uma das formas de diferenciar o lipedema da obesidade é observar se há uma distribuição desigual da gordura pelo corpo, ou seja, se há uma região mais volumosa do que as outras, mesmo com dieta e exercícios. Outra característica do lipedema é que a gordura acumulada é dolorosa ao toque e provoca hematomas com facilidade.

    O diagnóstico do lipedema é feito por um médico especialista, como um angiologista ou um cirurgião vascular, através da avaliação clínica e de exames complementares, como ultrassom, tomografia, cintilografia linfática, bioimpedância e ressonância magnética.

    O tratamento do lipedema tem como objetivos aliviar os sintomas, melhorar a circulação sanguínea e linfática, reduzir o volume da gordura e prevenir complicações. Para isso, podem ser indicadas medidas como:

    • Uso de meias ou roupas de compressão;

    • Drenagem linfática manual ou mecânica;

    • Fisioterapia;

    • Exercícios físicos aeróbicos e de fortalecimento muscular;

    • Alimentação equilibrada e anti-inflamatória;

    • Lipoaspiração ou lipoescultura nos casos mais graves.

    O lipedema é uma doença que requer acompanhamento médico regular e multidisciplinar, envolvendo cirurgiões vasculares, dermatologistas, fisioterapeutas e nutricionistas. Com o tratamento adequado, é possível controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

    Ela afeta quase que exclusivamente mulheres e está relacionada a fatores hormonais, genéticos, metabólicos e inflamatórios.

    O lipedema pode causar sintomas como dor, inchaço, sensação de peso, fragilidade capilar, hematomas e desproporção corporal. Além disso, pode comprometer a mobilidade, a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes. Em casos mais avançados, pode haver associação com o linfedema, que é o acúmulo de líquido nos tecidos.

    Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cerca de 5 milhões convivem com o lipedema sem saber. Isso porque muitas vezes a condição é confundida com obesidade ou celulite, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequados.

    Uma das formas de diferenciar o lipedema da obesidade é observar se há uma distribuição desigual da gordura pelo corpo, ou seja, se há uma região mais volumosa do que as outras, mesmo com dieta e exercícios. Outra característica do lipedema é que a gordura acumulada é dolorosa ao toque e provoca hematomas com facilidade.

    O diagnóstico do lipedema é feito por um médico especialista, como um angiologista ou um cirurgião vascular, através da avaliação clínica e de exames complementares, como ultrassom, tomografia, cintilografia linfática, bioimpedância e ressonância magnética.

    O tratamento do lipedema tem como objetivos aliviar os sintomas, melhorar a circulação sanguínea e linfática, reduzir o volume da gordura e prevenir complicações. Para isso, podem ser indicadas medidas como:

    • Uso de meias ou roupas de compressão;

    • Drenagem linfática manual ou mecânica;

    • Fisioterapia;

    • Exercícios físicos aeróbicos e de fortalecimento muscular;

    • Alimentação equilibrada e anti-inflamatória;

    • Lipoaspiração ou lipoescultura nos casos mais graves.

    O lipedema é uma doença que requer acompanhamento médico regular e multidisciplinar, envolvendo cirurgiões vasculares, dermatologistas, fisioterapeutas e nutricionistas. Com o tratamento adequado, é possível controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

  • Por que a vacinação contra a poliomielite é importante para o Brasil?

    Por que a vacinação contra a poliomielite é importante para o Brasil?

    A poliomielite é uma doença grave que pode causar paralisia e até morte em crianças e adultos.

    A única forma de prevenção é a vacinação, que deve ser feita em todas as crianças menores de cinco anos.

    No entanto, o Brasil está em uma situação de alto risco de volta da poliomielite, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Isso se deve à baixa cobertura vacinal e à fragilidade dos sistemas de vigilância epidemiológica.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2020 cerca de 1 milhão de crianças brasileiras não receberam as doses de vacina contra a poliomielite. A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças nessa faixa etária.

    O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994. Mas isso não significa que podemos relaxar na prevenção. O vírus da poliomielite ainda circula em dois países: Afeganistão e Paquistão. Se ele entrar no Brasil, pode encontrar uma população suscetível e provocar um surto.

    Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis levem as crianças para vacinar conforme o calendário nacional de vacinação. A vacina é segura, eficaz e gratuita. Além de proteger as crianças, a vacinação contribui para a erradicação mundial da poliomielite, um objetivo que está cada vez mais próximo.

    Não deixe que essa doença volte a ameaçar a saúde das nossas crianças. Vacine contra a poliomielite e mantenha o Brasil livre dessa doença.

    A única forma de prevenção é a vacinação, que deve ser feita em todas as crianças menores de cinco anos.

    No entanto, o Brasil está em uma situação de alto risco de volta da poliomielite, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Isso se deve à baixa cobertura vacinal e à fragilidade dos sistemas de vigilância epidemiológica.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2020 cerca de 1 milhão de crianças brasileiras não receberam as doses de vacina contra a poliomielite. A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças nessa faixa etária.

    O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994. Mas isso não significa que podemos relaxar na prevenção. O vírus da poliomielite ainda circula em dois países: Afeganistão e Paquistão. Se ele entrar no Brasil, pode encontrar uma população suscetível e provocar um surto.

    Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis levem as crianças para vacinar conforme o calendário nacional de vacinação. A vacina é segura, eficaz e gratuita. Além de proteger as crianças, a vacinação contribui para a erradicação mundial da poliomielite, um objetivo que está cada vez mais próximo.

    Não deixe que essa doença volte a ameaçar a saúde das nossas crianças. Vacine contra a poliomielite e mantenha o Brasil livre dessa doença.

  • Hipertensão no Brasil: Recorde de Mortalidade em uma Década

    Hipertensão no Brasil: Recorde de Mortalidade em uma Década

    A hipertensão arterial é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    No Brasil, essa doença tem se mostrado cada vez mais preocupante, atingindo um recorde de mortalidade nos últimos dez anos, de acordo com a matéria “Mortalidade por hipertensão atinge recorde dos últimos dez anos no Brasil; saiba como prevenir” publicada pela CNN Brasil. Neste artigo, iremos analisar os dados apresentados na matéria e discutir medidas preventivas que podem ser adotadas para combater a hipertensão arterial.

    De acordo com a matéria, a mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu níveis alarmantes nos últimos anos. A hipertensão é conhecida como a “assassina silenciosa” por ser uma doença assintomática na maioria dos casos, mas que pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Essa condição está diretamente relacionada a hábitos de vida inadequados, como sedentarismo, alimentação não saudável e consumo excessivo de sal.

    A prevenção é a chave para combater a hipertensão arterial. É fundamental adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Reduzir o consumo de sal é uma das medidas mais eficazes para controlar a pressão arterial. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, pois ambos estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da hipertensão arterial.

    Uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e alimentos com baixo teor de gordura saturada, pode ajudar a reduzir a pressão arterial. A restrição de alimentos processados e ricos em sódio também é essencial. A prática regular de exercícios físicos, como caminhadas, corridas, natação ou qualquer outra atividade aeróbica, fortalece o sistema cardiovascular e auxilia no controle da pressão arterial.

    Além das mudanças no estilo de vida, é importante realizar consultas médicas regulares para monitorar a pressão arterial. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é essencial para evitar complicações futuras. Os profissionais de saúde podem indicar o tratamento adequado, que pode envolver a prescrição de medicamentos para controlar a pressão arterial.

    Outro ponto abordado na matéria é a importância da conscientização e da educação da população sobre a hipertensão arterial. É fundamental que as pessoas entendam os riscos associados à doença e saibam como preveni-la. Campanhas de saúde pública, palestras educativas e divulgação de informações claras e acessíveis são essenciais para disseminar o conhecimento sobre a hipertensão arterial e promover a adoção de medidas preventivas.

    Em suma, a hipertensão arterial é uma condição preocupante no Brasil, com um aumento significativo na mortalidade nos últimos dez anos. A prevenção desempenha um papel fundamental no combate a essa doença. Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do consumo de sal e visitas regulares ao médico são medidas essenciais. A conscientização da população sobre os riscos e a prevenção da hipertensão arterial também desempenha um papel crucial na redução dos índices de mortalidade relacionados a essa doença.

    Fonte: Link.

    Conheça as Medidas Preventivas para Combater a Hipertensão Arterial

    No Brasil, essa doença tem se mostrado cada vez mais preocupante, atingindo um recorde de mortalidade nos últimos dez anos, de acordo com a matéria “Mortalidade por hipertensão atinge recorde dos últimos dez anos no Brasil; saiba como prevenir” publicada pela CNN Brasil. Neste artigo, iremos analisar os dados apresentados na matéria e discutir medidas preventivas que podem ser adotadas para combater a hipertensão arterial.

    De acordo com a matéria, a mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu níveis alarmantes nos últimos anos. A hipertensão é conhecida como a “assassina silenciosa” por ser uma doença assintomática na maioria dos casos, mas que pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Essa condição está diretamente relacionada a hábitos de vida inadequados, como sedentarismo, alimentação não saudável e consumo excessivo de sal.

    A prevenção é a chave para combater a hipertensão arterial. É fundamental adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Reduzir o consumo de sal é uma das medidas mais eficazes para controlar a pressão arterial. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, pois ambos estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da hipertensão arterial.

    Uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e alimentos com baixo teor de gordura saturada, pode ajudar a reduzir a pressão arterial. A restrição de alimentos processados e ricos em sódio também é essencial. A prática regular de exercícios físicos, como caminhadas, corridas, natação ou qualquer outra atividade aeróbica, fortalece o sistema cardiovascular e auxilia no controle da pressão arterial.

    Além das mudanças no estilo de vida, é importante realizar consultas médicas regulares para monitorar a pressão arterial. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é essencial para evitar complicações futuras. Os profissionais de saúde podem indicar o tratamento adequado, que pode envolver a prescrição de medicamentos para controlar a pressão arterial.

    Outro ponto abordado na matéria é a importância da conscientização e da educação da população sobre a hipertensão arterial. É fundamental que as pessoas entendam os riscos associados à doença e saibam como preveni-la. Campanhas de saúde pública, palestras educativas e divulgação de informações claras e acessíveis são essenciais para disseminar o conhecimento sobre a hipertensão arterial e promover a adoção de medidas preventivas.

    Em suma, a hipertensão arterial é uma condição preocupante no Brasil, com um aumento significativo na mortalidade nos últimos dez anos. A prevenção desempenha um papel fundamental no combate a essa doença. Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do consumo de sal e visitas regulares ao médico são medidas essenciais. A conscientização da população sobre os riscos e a prevenção da hipertensão arterial também desempenha um papel crucial na redução dos índices de mortalidade relacionados a essa doença.

    Fonte: Link.

  • Como o avanço da tecnologia está reescrevendo a história da evolução humana

    Como o avanço da tecnologia está reescrevendo a história da evolução humana

    Você sabia que os humanos modernos não se originaram de uma única região da África, mas de múltiplas populações ancestrais espalhadas pelo continente?

    Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Nature, que explorou a diversidade dos genomas humanos usando novos softwares e dados genômicos de populações africanas e europeias, além de DNA neandertal.

    O estudo desafia a ideia amplamente aceita de que os humanos surgiram de um único ponto na África, baseada em parte em registros fósseis. Mas essa teoria não se encaixa bem nos dados, diz Eleanor Scerri, arqueóloga evolutiva do Instituto Max Planck de Geoantropologia em Jena, Alemanha. As ferramentas e traços físicos atribuídos ao Homo sapiens aparecem em toda a África em torno de um período similar. Se os humanos tivessem se irradiado de uma única localização, os arqueólogos esperariam ver fósseis mais recentes mais distantes de um ponto central, e mais antigos mais próximos dele.

    Os modelos usados no estudo sugerem que os humanos se originaram de uma espécie ancestral comum, mas geneticamente ligeiramente diferente, que tinha populações locais que se intercruzaram por milênios, compartilhando quaisquer diferenças genéticas que haviam evoluído. Eles também se moveram pela África ao longo do tempo. “Nossas raízes estão em uma população geral muito diversa, composta por populações locais fragmentadas”, diz Scerri. O entrelaçamento desses ramos, apenas fracamente separados por genética, deu origem a um conceito de evolução humana que os pesquisadores descreveram como um “tronco fracamente estruturado” – mais como uma videira emaranhada do que uma “árvore da vida”.

    O estudo contribui com mais evidências para a ideia de que não há um único berço na África, e que a evolução humana é um processo com raízes africanas muito profundas. Ele também mostra como o avanço da tecnologia e da disponibilidade de dados pode ajudar a esclarecer questões ainda não resolvidas sobre as origens humanas.

    Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Nature, que explorou a diversidade dos genomas humanos usando novos softwares e dados genômicos de populações africanas e europeias, além de DNA neandertal.

    O estudo desafia a ideia amplamente aceita de que os humanos surgiram de um único ponto na África, baseada em parte em registros fósseis. Mas essa teoria não se encaixa bem nos dados, diz Eleanor Scerri, arqueóloga evolutiva do Instituto Max Planck de Geoantropologia em Jena, Alemanha. As ferramentas e traços físicos atribuídos ao Homo sapiens aparecem em toda a África em torno de um período similar. Se os humanos tivessem se irradiado de uma única localização, os arqueólogos esperariam ver fósseis mais recentes mais distantes de um ponto central, e mais antigos mais próximos dele.

    Os modelos usados no estudo sugerem que os humanos se originaram de uma espécie ancestral comum, mas geneticamente ligeiramente diferente, que tinha populações locais que se intercruzaram por milênios, compartilhando quaisquer diferenças genéticas que haviam evoluído. Eles também se moveram pela África ao longo do tempo. “Nossas raízes estão em uma população geral muito diversa, composta por populações locais fragmentadas”, diz Scerri. O entrelaçamento desses ramos, apenas fracamente separados por genética, deu origem a um conceito de evolução humana que os pesquisadores descreveram como um “tronco fracamente estruturado” – mais como uma videira emaranhada do que uma “árvore da vida”.

    O estudo contribui com mais evidências para a ideia de que não há um único berço na África, e que a evolução humana é um processo com raízes africanas muito profundas. Ele também mostra como o avanço da tecnologia e da disponibilidade de dados pode ajudar a esclarecer questões ainda não resolvidas sobre as origens humanas.

  • Gripe aviária: o que é, como se transmite e como se prevenir

    Gripe aviária: o que é, como se transmite e como se prevenir

    A gripe aviária é uma doença causada por uma variedade do vírus influenza A que afeta principalmente as aves, mas que pode infectar alguns mamíferos, incluindo humanos.

    Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, mas podem evoluir para complicações graves, como pneumonia ou sangramento.

    A transmissão da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo de carne mal cozida. A doença é considerada de alto risco para a avicultura comercial, pois pode causar grandes perdas econômicas e sanitárias.

    Para prevenir a gripe aviária, é importante evitar o contato com aves doentes ou mortas, usar equipamentos de proteção ao manusear carne crua ou abatida e cozinhar bem os alimentos de origem animal. Além disso, é fundamental notificar os órgãos oficiais de saúde animal em caso de suspeita da doença.

    A gripe aviária e a influenza são termos que se referem à mesma doença causada por uma variedade do vírus Influenza A.

    A gripe aviária é também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária. Existem diferentes subtipos do vírus Influenza A que podem causar a gripe aviária, sendo os mais comuns o H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

    Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, mas podem evoluir para complicações graves, como pneumonia ou sangramento.

    A transmissão da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo de carne mal cozida. A doença é considerada de alto risco para a avicultura comercial, pois pode causar grandes perdas econômicas e sanitárias.

    Para prevenir a gripe aviária, é importante evitar o contato com aves doentes ou mortas, usar equipamentos de proteção ao manusear carne crua ou abatida e cozinhar bem os alimentos de origem animal. Além disso, é fundamental notificar os órgãos oficiais de saúde animal em caso de suspeita da doença.

    A gripe aviária e a influenza são termos que se referem à mesma doença causada por uma variedade do vírus Influenza A.

    A gripe aviária é também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária. Existem diferentes subtipos do vírus Influenza A que podem causar a gripe aviária, sendo os mais comuns o H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

  • Poliomielite: por que vacinar é essencial para evitar o retorno da doença

    Poliomielite: por que vacinar é essencial para evitar o retorno da doença

    A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave que pode causar sequelas permanentes ou até mesmo a morte.

    Embora o Brasil tenha sido certificado como livre da poliomielite em 1994, a queda na cobertura vacinal nos últimos anos aumenta o risco de reintrodução do vírus no país.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2022, apenas 72% das crianças menores de 5 anos receberam a vacina contra a pólio, bem abaixo da meta de 90% a 95%. A vacina é a única forma de prevenir a doença e deve ser aplicada em duas formas: inativada (injeção) aos 2, 4 e 6 meses de idade e oral (gotinha) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

    A importância da vacinação pode ser ilustrada pelo depoimento da médica Rivia Ferraz, de 51 anos, que contraiu a poliomielite aos 9 meses de idade por não ter sido vacinada. Ela teve que passar por 14 cirurgias para conseguir caminhar com uma prótese na perna direita. “Passei por muitas dores e ainda as sinto, tive que vencer barreiras e a acessibilidade, tudo isso por conta de uma não vacinação”, disse.

    A poliomielite é causada por um vírus que se transmite por via fecal-oral ou por água ou alimentos contaminados. Ele se multiplica no intestino e pode atacar o sistema nervoso, causando paralisia flácida nos membros ou nas partes do cérebro que controlam a respiração. A maioria das infecções não produz sintomas, mas em alguns casos pode haver febre, dor de cabeça, vômito e rigidez no pescoço.

    A doença ainda não foi erradicada em alguns países da África e da Ásia, o que representa uma ameaça para o Brasil, que recebe imigrantes e refugiados de diversas regiões. Em 2022, um caso foi confirmado em Loreto, no Peru, país vizinho ao Brasil. Por isso, é fundamental manter as altas coberturas vacinais e evitar que o vírus volte a circular por aqui.

    A vacina contra a poliomielite está disponível em todos os centros públicos de saúde e pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário do Ministério da Saúde. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde tem realizado diversas ações para aumentar a vacinação na maior cidade do país, como horários estendidos nas salas de vacinação, declaração de vacinação atualizada nas escolas e vacinação nas escolas.

    Vacinar seus filhos é um ato de amor e de responsabilidade social. Não deixe de protegê-los contra a poliomielite e outras doenças que podem ser prevenidas com vacinas. Procure o serviço de saúde mais próximo e leve a caderneta de vacinação.

    Fonte: Link 1, Link 2.

    Embora o Brasil tenha sido certificado como livre da poliomielite em 1994, a queda na cobertura vacinal nos últimos anos aumenta o risco de reintrodução do vírus no país.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2022, apenas 72% das crianças menores de 5 anos receberam a vacina contra a pólio, bem abaixo da meta de 90% a 95%. A vacina é a única forma de prevenir a doença e deve ser aplicada em duas formas: inativada (injeção) aos 2, 4 e 6 meses de idade e oral (gotinha) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

    A importância da vacinação pode ser ilustrada pelo depoimento da médica Rivia Ferraz, de 51 anos, que contraiu a poliomielite aos 9 meses de idade por não ter sido vacinada. Ela teve que passar por 14 cirurgias para conseguir caminhar com uma prótese na perna direita. “Passei por muitas dores e ainda as sinto, tive que vencer barreiras e a acessibilidade, tudo isso por conta de uma não vacinação”, disse.

    A poliomielite é causada por um vírus que se transmite por via fecal-oral ou por água ou alimentos contaminados. Ele se multiplica no intestino e pode atacar o sistema nervoso, causando paralisia flácida nos membros ou nas partes do cérebro que controlam a respiração. A maioria das infecções não produz sintomas, mas em alguns casos pode haver febre, dor de cabeça, vômito e rigidez no pescoço.

    A doença ainda não foi erradicada em alguns países da África e da Ásia, o que representa uma ameaça para o Brasil, que recebe imigrantes e refugiados de diversas regiões. Em 2022, um caso foi confirmado em Loreto, no Peru, país vizinho ao Brasil. Por isso, é fundamental manter as altas coberturas vacinais e evitar que o vírus volte a circular por aqui.

    A vacina contra a poliomielite está disponível em todos os centros públicos de saúde e pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário do Ministério da Saúde. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde tem realizado diversas ações para aumentar a vacinação na maior cidade do país, como horários estendidos nas salas de vacinação, declaração de vacinação atualizada nas escolas e vacinação nas escolas.

    Vacinar seus filhos é um ato de amor e de responsabilidade social. Não deixe de protegê-los contra a poliomielite e outras doenças que podem ser prevenidas com vacinas. Procure o serviço de saúde mais próximo e leve a caderneta de vacinação.

    Fonte: Link 1, Link 2.

  • O que é Cide e como ela afeta a economia brasileira?

    O que é Cide e como ela afeta a economia brasileira?

    A Cide é uma sigla para Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, um tipo de tributo que a União pode cobrar sobre determinados setores da economia, com o objetivo de corrigir distorções, prevenir abusos ou fomentar o desenvolvimento desses setores.

    A Cide tem natureza extrafiscal, ou seja, não visa apenas arrecadar recursos, mas também influenciar o comportamento dos agentes econômicos. Além disso, a Cide tem arrecadação vinculada, ou seja, os recursos devem ser aplicados em finalidades específicas relacionadas ao setor tributado.

    Existem vários tipos de Cide no Brasil, mas os mais conhecidos são a Cide-combustíveis, que incide sobre a importação e a comercialização de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros derivados de petróleo; a Cide-royalties, que incide sobre a remessa de royalties e outras compensações pagas ao exterior por uso ou exploração de direitos intelectuais; e o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que incide sobre o frete cobrado pelo transporte aquaviário de mercadorias na navegação de longo curso, cabotagem e interior.

    A Cide tem impactos econômicos diversos, dependendo do setor afetado. Em geral, ela aumenta o custo de produção e pode ser repassada aos preços finais dos bens e serviços, afetando os consumidores. Por outro lado, ela também pode gerar receitas para investimentos públicos em infraestrutura, educação, pesquisa e desenvolvimento, entre outras áreas. No entanto, nem sempre a Cide é aplicada de forma eficiente e transparente pelo governo, podendo gerar distorções e ineficiências na alocação dos recursos.

    A Cide tem natureza extrafiscal, ou seja, não visa apenas arrecadar recursos, mas também influenciar o comportamento dos agentes econômicos. Além disso, a Cide tem arrecadação vinculada, ou seja, os recursos devem ser aplicados em finalidades específicas relacionadas ao setor tributado.

    Existem vários tipos de Cide no Brasil, mas os mais conhecidos são a Cide-combustíveis, que incide sobre a importação e a comercialização de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros derivados de petróleo; a Cide-royalties, que incide sobre a remessa de royalties e outras compensações pagas ao exterior por uso ou exploração de direitos intelectuais; e o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que incide sobre o frete cobrado pelo transporte aquaviário de mercadorias na navegação de longo curso, cabotagem e interior.

    A Cide tem impactos econômicos diversos, dependendo do setor afetado. Em geral, ela aumenta o custo de produção e pode ser repassada aos preços finais dos bens e serviços, afetando os consumidores. Por outro lado, ela também pode gerar receitas para investimentos públicos em infraestrutura, educação, pesquisa e desenvolvimento, entre outras áreas. No entanto, nem sempre a Cide é aplicada de forma eficiente e transparente pelo governo, podendo gerar distorções e ineficiências na alocação dos recursos.

  • Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    A COVID-19 é uma doença que pode causar sintomas leves ou graves, dependendo de vários fatores, incluindo a genética.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

  • Remuneração do jornalismo por plataformas digitais: como é em outros países?

    Remuneração do jornalismo por plataformas digitais: como é em outros países?

    A Lupa analisou as iniciativas de regulamentação da remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França.

    A remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais é um tema que tem gerado debates e polêmicas em vários países. No Brasil, o assunto foi retirado do PL 2.630/2020, conhecido como “PL das Fake News”, e será votado em separado no PL 2.370/2019, que trata de direitos autorais nas redes sociais.

    Mas como funciona a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países? A Agência Lupa analisou as iniciativas de regulamentação que foram aprovadas ou estão em tramitação em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França. O relatório foi baseado em um estudo inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e divulgado pela Agência Bori.

    O estudo mostra que não há um modelo único ou consensual para fazer essa regulamentação. As soluções adotadas variam desde a barganha direta entre veículos de comunicação e plataformas digitais até a presença mais forte do Estado ou a criação de um fundo público para o jornalismo com financiamento das big techs.

    Além disso, as iniciativas divergem ao definir quem deve pagar pela remuneração dos conteúdos jornalísticos: as plataformas digitais, os prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online ou os serviços da sociedade da informação. Também há diferenças nos critérios para determinar o valor da remuneração, que pode ser fixo, proporcional ou negociado.

    Confira alguns exemplos de como é a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países:

    • Austrália: foi pioneira em regular o pagamento pelo uso de conteúdo jornalístico em plataformas digitais com o Código/Lei australiana de observância obrigatória Treasury Laws Amendment (News Media and Digital Platforms Mandatory Bargaining Code), vigente desde março de 2021. O modelo busca aumentar o poder de barganha dos jornalistas perante as plataformas digitais a partir da instituição de negociações pela remuneração do material utilizado. Se não houver acordo, há uma arbitragem compulsória conduzida por uma autoridade indicada pela Autoridade Australiana de Comunicações e Mídia. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • União Europeia: aprovou em 2019 a Diretiva relativa aos direitos de autor e direitos conexos no Mercado Único Digital (Diretiva MUD), que estabelece padrões mínimos de proteção aos direitos autorais explorados por plataformas na internet. A legislação não define parâmetros de cálculo para a remuneração dos direitos autorais utilizados, mas estabelece o “princípio da remuneração adequada e proporcional” que estipula às legislações dos países-membros garantir aos titulares de direitos autorais um parâmetro de remuneração justo. A responsabilidade pela remuneração é dos prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online.

    • Estados Unidos: tramita no Congresso americano desde março de 2021 o Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), que propõe dar condições para que os produtores de conteúdo online negociem coletivamente com as plataformas digitais os termos para a divulgação remunerada de seus materiais. O projeto estabelece um prazo de 180 dias para negociação entre plataformas e os proprietários dos conteúdos. Caso não haja um acordo mutuamente benéfico, eles podem requisitar uma “arbitragem de preço final” que será conduzida por três árbitros licenciados. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • Canadá: enviou para o Senado em dezembro de 2022 o Online News Act, inspirado no modelo australiano, mas com algumas modificações. O projeto regulamenta a divulgação digital de notícias por meio de empresas intermediárias. O processo de negociação consiste em uma primeira tentativa de negociação – dentro de 90 dias – sem necessidade de intervenção do Estado. Caso a negociação não seja bem sucedida, é iniciado o processo de mediação, com intervenção do Estado. A remuneração deve ser feita pelas empresas intermediadoras de notícias digitais.

    • Alemanha: alterou em 2021 o German Act on Copyright and Related Rights para proteger os direitos autorais da imprensa, dos editores e dos jornalistas da exploração pelos serviços online operados pelas plataformas digitais. A emenda garante aos autores o direito de remuneração equitativa pela exploração do conteúdo intelectual que produzem no patamar mínimo de um terço do valor auferido pelos serviços da sociedade da informação. A alteração do valor mínimo só é possível mediante acordo coletivo ou negociação sindical. A responsabilidade pela remuneração é dos serviços da sociedade da informação.

    • França: aplicou em 2020 a Lei nº 2019-775, que garante uma remuneração pela exploração, reprodução e comunicação ao público de publicações de imprensa em forma digital. A remuneração deve ser calculada com base nas receitas obtidas com a exploração ou avaliada de forma fixa. Os jornalistas têm direito a uma parte da remuneração recebida pelos editores e pelas agências de notícias das plataformas online. Embora a lei não preveja expressamente a responsabilização das empresas que administram mecanismos de buscas online, a Autoridade de Concorrência da França condenou o Google a negociar com os editores e agências franceses.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    A Lupa analisou as iniciativas de regulamentação da remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França.

    Mas como funciona a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países? A Agência Lupa analisou as iniciativas de regulamentação que foram aprovadas ou estão em tramitação em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França. O relatório foi baseado em um estudo inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e divulgado pela Agência Bori.

    O estudo mostra que não há um modelo único ou consensual para fazer essa regulamentação. As soluções adotadas variam desde a barganha direta entre veículos de comunicação e plataformas digitais até a presença mais forte do Estado ou a criação de um fundo público para o jornalismo com financiamento das big techs.

    Além disso, as iniciativas divergem ao definir quem deve pagar pela remuneração dos conteúdos jornalísticos: as plataformas digitais, os prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online ou os serviços da sociedade da informação. Também há diferenças nos critérios para determinar o valor da remuneração, que pode ser fixo, proporcional ou negociado.

    Confira alguns exemplos de como é a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países:

    • Austrália: foi pioneira em regular o pagamento pelo uso de conteúdo jornalístico em plataformas digitais com o Código/Lei australiana de observância obrigatória Treasury Laws Amendment (News Media and Digital Platforms Mandatory Bargaining Code), vigente desde março de 2021. O modelo busca aumentar o poder de barganha dos jornalistas perante as plataformas digitais a partir da instituição de negociações pela remuneração do material utilizado. Se não houver acordo, há uma arbitragem compulsória conduzida por uma autoridade indicada pela Autoridade Australiana de Comunicações e Mídia. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • União Europeia: aprovou em 2019 a Diretiva relativa aos direitos de autor e direitos conexos no Mercado Único Digital (Diretiva MUD), que estabelece padrões mínimos de proteção aos direitos autorais explorados por plataformas na internet. A legislação não define parâmetros de cálculo para a remuneração dos direitos autorais utilizados, mas estabelece o “princípio da remuneração adequada e proporcional” que estipula às legislações dos países-membros garantir aos titulares de direitos autorais um parâmetro de remuneração justo. A responsabilidade pela remuneração é dos prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online.

    • Estados Unidos: tramita no Congresso americano desde março de 2021 o Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), que propõe dar condições para que os produtores de conteúdo online negociem coletivamente com as plataformas digitais os termos para a divulgação remunerada de seus materiais. O projeto estabelece um prazo de 180 dias para negociação entre plataformas e os proprietários dos conteúdos. Caso não haja um acordo mutuamente benéfico, eles podem requisitar uma “arbitragem de preço final” que será conduzida por três árbitros licenciados. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • Canadá: enviou para o Senado em dezembro de 2022 o Online News Act, inspirado no modelo australiano, mas com algumas modificações. O projeto regulamenta a divulgação digital de notícias por meio de empresas intermediárias. O processo de negociação consiste em uma primeira tentativa de negociação – dentro de 90 dias – sem necessidade de intervenção do Estado. Caso a negociação não seja bem sucedida, é iniciado o processo de mediação, com intervenção do Estado. A remuneração deve ser feita pelas empresas intermediadoras de notícias digitais.

    • Alemanha: alterou em 2021 o German Act on Copyright and Related Rights para proteger os direitos autorais da imprensa, dos editores e dos jornalistas da exploração pelos serviços online operados pelas plataformas digitais. A emenda garante aos autores o direito de remuneração equitativa pela exploração do conteúdo intelectual que produzem no patamar mínimo de um terço do valor auferido pelos serviços da sociedade da informação. A alteração do valor mínimo só é possível mediante acordo coletivo ou negociação sindical. A responsabilidade pela remuneração é dos serviços da sociedade da informação.

    • França: aplicou em 2020 a Lei nº 2019-775, que garante uma remuneração pela exploração, reprodução e comunicação ao público de publicações de imprensa em forma digital. A remuneração deve ser calculada com base nas receitas obtidas com a exploração ou avaliada de forma fixa. Os jornalistas têm direito a uma parte da remuneração recebida pelos editores e pelas agências de notícias das plataformas online. Embora a lei não preveja expressamente a responsabilização das empresas que administram mecanismos de buscas online, a Autoridade de Concorrência da França condenou o Google a negociar com os editores e agências franceses.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Como a fumaça da África afeta a Amazônia e o clima do Brasil

    Como a fumaça da África afeta a Amazônia e o clima do Brasil

    Um estudo inédito revelou que até dois terços da fuligem encontrada na floresta amazônica vem do outro lado do Atlântico, carregada por massas de ar.

    Essas partículas de fumaça têm efeitos negativos para a saúde humana e o meio ambiente. Elas retêm radiação solar, aquecendo a atmosfera, e alteram a formação das nuvens, podendo reduzir a chuva na região. Além disso, elas podem interferir no ciclo do carbono e na biodiversidade da Amazônia.

    O estudo foi liderado por Bruna Holanda, doutoranda do Max Planck Institute for Chemistry, na Alemanha, e publicado na revista Communications Earth & Environment. A pesquisa usou dados coletados em uma torre de 325 metros de altura instalada na floresta, que mede a concentração e a composição das partículas de fumaça.

    Os cientistas conseguiram diferenciar as partículas originadas na África das provenientes da própria Amazônia, pois elas apresentam características físico-químicas diferentes. As africanas são maiores e contêm menos matéria orgânica, pois são geradas por incêndios em savanas, gramados e florestas abertas, mais secos e menos densos que o bioma amazônico.

    Os períodos em que as partículas da África estão mais presentes na Amazônia são de janeiro a março e de agosto a novembro. Esses são os meses em que ocorrem mais queimadas no continente africano, principalmente na região subsaariana.

    O estudo alerta para a necessidade de monitorar os impactos da fumaça transcontinental na Amazônia e no clima do Brasil, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e aumento das emissões de gases de efeito estufa.

    Fonte: Link.

    Essas partículas de fumaça têm efeitos negativos para a saúde humana e o meio ambiente. Elas retêm radiação solar, aquecendo a atmosfera, e alteram a formação das nuvens, podendo reduzir a chuva na região. Além disso, elas podem interferir no ciclo do carbono e na biodiversidade da Amazônia.

    O estudo foi liderado por Bruna Holanda, doutoranda do Max Planck Institute for Chemistry, na Alemanha, e publicado na revista Communications Earth & Environment. A pesquisa usou dados coletados em uma torre de 325 metros de altura instalada na floresta, que mede a concentração e a composição das partículas de fumaça.

    Os cientistas conseguiram diferenciar as partículas originadas na África das provenientes da própria Amazônia, pois elas apresentam características físico-químicas diferentes. As africanas são maiores e contêm menos matéria orgânica, pois são geradas por incêndios em savanas, gramados e florestas abertas, mais secos e menos densos que o bioma amazônico.

    Os períodos em que as partículas da África estão mais presentes na Amazônia são de janeiro a março e de agosto a novembro. Esses são os meses em que ocorrem mais queimadas no continente africano, principalmente na região subsaariana.

    O estudo alerta para a necessidade de monitorar os impactos da fumaça transcontinental na Amazônia e no clima do Brasil, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e aumento das emissões de gases de efeito estufa.

    Fonte: Link.