Autor: Hermano Oliveira

  • Robô de duas mãos aprende a vestir pessoas como um cuidador humano

    Robô de duas mãos aprende a vestir pessoas como um cuidador humano

    Você já imaginou como seria ter um robô que te ajudasse a se vestir pela manhã?

    Essa ideia pode parecer futurista, mas cientistas da Universidade de York, na Inglaterra, estão trabalhando para torná-la realidade.

    Eles desenvolveram um novo robô que pode ‘imitar’ os movimentos de duas mãos dos cuidadores humanos ao vestir uma pessoa. Até agora, os robôs assistivos de vestir, projetados para ajudar idosos ou pessoas com deficiência, eram feitos com apenas um braço, mas isso podia ser desconfortável ou impraticável para a pessoa em cuidado.

    Para resolver esse problema, o Dr. Jihong Zhu, um pesquisador de robótica do Instituto de Autonomia Segura da Universidade de York, propôs um esquema de vestir assistivo de dois braços, que não foi tentado em pesquisas anteriores, mas inspirado pelos cuidadores que demonstraram que ações específicas são necessárias para reduzir o desconforto e o estresse da pessoa em seu cuidado.

    Ele acredita que essa tecnologia pode ser significativa no sistema de cuidados sociais, permitindo que os cuidadores gastem menos tempo em tarefas práticas e mais tempo na saúde e no bem-estar mental dos indivíduos.

    O Dr. Zhu coletou informações importantes sobre como os cuidadores se moviam durante um exercício de vestir, permitindo que um robô observasse e aprendesse com os movimentos humanos e, em seguida, gerando um modelo que imita como os ajudantes humanos fazem sua tarefa.

    Isso permitiu que os pesquisadores coletassem dados suficientes para ilustrar que dois braços eram necessários para vestir e não um, além de informações sobre os ângulos que os braços fazem e a necessidade de um humano intervir e parar ou alterar certos movimentos.

    A equipe também foi capaz de construir algoritmos que tornaram o braço robótico flexível o suficiente em seus movimentos para que ele pudesse realizar as ações de puxar e levantar, mas também ser impedido de fazer uma ação pelo toque suave de uma mão humana, ou guiado para fora de uma ação por uma mão humana movendo a mão para a esquerda ou direita, para cima ou para baixo, sem que o robô resistisse.

    O Dr. Zhu disse: “Sabemos que tarefas práticas, como se vestir, podem ser feitas por um robô, liberando um cuidador para se concentrar mais na companhia e na observação do bem-estar geral do indivíduo em seu cuidado. Isso foi testado no laboratório, mas para que isso funcionasse fora do laboratório, realmente precisávamos entender como os cuidadores faziam essa tarefa em tempo real.

    “Nós adotamos um método chamado aprendizado por demonstração, que significa que você não precisa de um especialista para programar um robô, um humano só precisa demonstrar o movimento que é necessário do robô e o robô aprende essa ação. Ficou claro que para os cuidadores dois braços eram necessários para atender adequadamente às necessidades de indivíduos com diferentes habilidades.

    “Uma mão segura a mão do indivíduo para guiá-lo confortavelmente pelo braço de uma camisa, por exemplo, enquanto ao mesmo tempo a outra mão move a roupa para cima e ao redor ou por cima. Com o esquema atual de máquina de um braço, o paciente é obrigado a fazer muito trabalho para que um robô o ajude, movendo o braço para cima no ar ou dobrando-o de maneiras que ele pode não ser capaz de fazer.”

    A pesquisa, em colaboração com pesquisadores da TU Delft e do Honda Research Institute Europe, foi financiada pelo Honda Research Institute Europe.

    Fonte: Link.

    Essa ideia pode parecer futurista, mas cientistas da Universidade de York, na Inglaterra, estão trabalhando para torná-la realidade.

    Eles desenvolveram um novo robô que pode ‘imitar’ os movimentos de duas mãos dos cuidadores humanos ao vestir uma pessoa. Até agora, os robôs assistivos de vestir, projetados para ajudar idosos ou pessoas com deficiência, eram feitos com apenas um braço, mas isso podia ser desconfortável ou impraticável para a pessoa em cuidado.

    Para resolver esse problema, o Dr. Jihong Zhu, um pesquisador de robótica do Instituto de Autonomia Segura da Universidade de York, propôs um esquema de vestir assistivo de dois braços, que não foi tentado em pesquisas anteriores, mas inspirado pelos cuidadores que demonstraram que ações específicas são necessárias para reduzir o desconforto e o estresse da pessoa em seu cuidado.

    Ele acredita que essa tecnologia pode ser significativa no sistema de cuidados sociais, permitindo que os cuidadores gastem menos tempo em tarefas práticas e mais tempo na saúde e no bem-estar mental dos indivíduos.

    O Dr. Zhu coletou informações importantes sobre como os cuidadores se moviam durante um exercício de vestir, permitindo que um robô observasse e aprendesse com os movimentos humanos e, em seguida, gerando um modelo que imita como os ajudantes humanos fazem sua tarefa.

    Isso permitiu que os pesquisadores coletassem dados suficientes para ilustrar que dois braços eram necessários para vestir e não um, além de informações sobre os ângulos que os braços fazem e a necessidade de um humano intervir e parar ou alterar certos movimentos.

    A equipe também foi capaz de construir algoritmos que tornaram o braço robótico flexível o suficiente em seus movimentos para que ele pudesse realizar as ações de puxar e levantar, mas também ser impedido de fazer uma ação pelo toque suave de uma mão humana, ou guiado para fora de uma ação por uma mão humana movendo a mão para a esquerda ou direita, para cima ou para baixo, sem que o robô resistisse.

    O Dr. Zhu disse: “Sabemos que tarefas práticas, como se vestir, podem ser feitas por um robô, liberando um cuidador para se concentrar mais na companhia e na observação do bem-estar geral do indivíduo em seu cuidado. Isso foi testado no laboratório, mas para que isso funcionasse fora do laboratório, realmente precisávamos entender como os cuidadores faziam essa tarefa em tempo real.

    “Nós adotamos um método chamado aprendizado por demonstração, que significa que você não precisa de um especialista para programar um robô, um humano só precisa demonstrar o movimento que é necessário do robô e o robô aprende essa ação. Ficou claro que para os cuidadores dois braços eram necessários para atender adequadamente às necessidades de indivíduos com diferentes habilidades.

    “Uma mão segura a mão do indivíduo para guiá-lo confortavelmente pelo braço de uma camisa, por exemplo, enquanto ao mesmo tempo a outra mão move a roupa para cima e ao redor ou por cima. Com o esquema atual de máquina de um braço, o paciente é obrigado a fazer muito trabalho para que um robô o ajude, movendo o braço para cima no ar ou dobrando-o de maneiras que ele pode não ser capaz de fazer.”

    A pesquisa, em colaboração com pesquisadores da TU Delft e do Honda Research Institute Europe, foi financiada pelo Honda Research Institute Europe.

    Fonte: Link.

  • Brasil vai receber líderes mundiais para discutir desafios globais na Cúpula do G20

    Brasil vai receber líderes mundiais para discutir desafios globais na Cúpula do G20

    O Rio de Janeiro será palco de um dos maiores eventos diplomáticos do ano: a Cúpula do G20, que reúne os chefes de Estado e de governo das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana.

    O encontro acontece nos dias 18 e 19 de novembro, no Centro de Convenções Riocentro, e terá como tema central “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”.

    O G20 é o principal fórum de cooperação econômica internacional, que busca acordos que promovam o crescimento, a estabilidade e o desenvolvimento de todos os países. O grupo foi criado em 1999, como uma resposta à insatisfação com o domínio do G7 (formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália) sobre as regras globais do capitalismo.

    Desde então, o G20 se transformou em uma espécie de “governo do mundo”, pois trata de temas e questões que impactam a todos, como desenvolvimento econômico e social, meio ambiente, saúde, segurança, entre outros. O G20 também tem um papel fundamental em situações de crise, como a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, que exigem uma resposta coordenada e solidária dos países.

    O Brasil exerce a presidência rotativa do G20 em 2024, e tem a oportunidade de liderar as discussões e as negociações sobre os principais desafios globais.

    Entre os temas que estarão na agenda da Cúpula do G20, destacam-se:

    • Reforma tributária global: O G20 busca um acordo para taxar as grandes empresas multinacionais, especialmente as de tecnologia, que lucram em vários países, mas pagam impostos em poucos. A proposta é estabelecer uma alíquota mínima global de 15% sobre os lucros das empresas, e distribuir os recursos entre os países onde elas operam. O objetivo é evitar a evasão fiscal e a concorrência desleal, e aumentar a arrecadação dos governos.
    • Recuperação econômica pós-pandemia: O G20 discute como acelerar a recuperação econômica dos países afetados pela pandemia de Covid-19, que provocou uma recessão global e aumentou a pobreza e a desigualdade. O grupo defende a importância de garantir o acesso universal e equitativo às vacinas, aos medicamentos e aos testes, e de apoiar os países mais vulneráveis, especialmente os de baixa renda. O G20 também debate medidas para estimular o investimento, o emprego, o comércio e a inovação.
    • Transição energética e combate às mudanças climáticas: O G20 busca um compromisso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global e as mudanças climáticas, e para aumentar a participação das fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, na matriz energética dos países. O grupo também discute como implementar o Acordo de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C até o final do século, e como financiar a adaptação e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    A Cúpula do G20 no Brasil contará com a presença de líderes mundiais como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outros. Além das sessões plenárias, os líderes terão reuniões bilaterais e multilaterais, para tratar de assuntos de interesse comum.

    A expectativa é que a Cúpula do G20 no Brasil resulte em uma declaração conjunta, que expresse o consenso e o compromisso dos países em enfrentar os desafios globais e em promover a cooperação internacional. O evento também será uma oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo a sua capacidade de liderança, de diálogo e de contribuição para a paz e o desenvolvimento.

    O encontro acontece nos dias 18 e 19 de novembro, no Centro de Convenções Riocentro, e terá como tema central “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”.

    O G20 é o principal fórum de cooperação econômica internacional, que busca acordos que promovam o crescimento, a estabilidade e o desenvolvimento de todos os países. O grupo foi criado em 1999, como uma resposta à insatisfação com o domínio do G7 (formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália) sobre as regras globais do capitalismo.

    Desde então, o G20 se transformou em uma espécie de “governo do mundo”, pois trata de temas e questões que impactam a todos, como desenvolvimento econômico e social, meio ambiente, saúde, segurança, entre outros. O G20 também tem um papel fundamental em situações de crise, como a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, que exigem uma resposta coordenada e solidária dos países.

    O Brasil exerce a presidência rotativa do G20 em 2024, e tem a oportunidade de liderar as discussões e as negociações sobre os principais desafios globais.

    Entre os temas que estarão na agenda da Cúpula do G20, destacam-se:

    • Reforma tributária global: O G20 busca um acordo para taxar as grandes empresas multinacionais, especialmente as de tecnologia, que lucram em vários países, mas pagam impostos em poucos. A proposta é estabelecer uma alíquota mínima global de 15% sobre os lucros das empresas, e distribuir os recursos entre os países onde elas operam. O objetivo é evitar a evasão fiscal e a concorrência desleal, e aumentar a arrecadação dos governos.
    • Recuperação econômica pós-pandemia: O G20 discute como acelerar a recuperação econômica dos países afetados pela pandemia de Covid-19, que provocou uma recessão global e aumentou a pobreza e a desigualdade. O grupo defende a importância de garantir o acesso universal e equitativo às vacinas, aos medicamentos e aos testes, e de apoiar os países mais vulneráveis, especialmente os de baixa renda. O G20 também debate medidas para estimular o investimento, o emprego, o comércio e a inovação.
    • Transição energética e combate às mudanças climáticas: O G20 busca um compromisso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global e as mudanças climáticas, e para aumentar a participação das fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, na matriz energética dos países. O grupo também discute como implementar o Acordo de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C até o final do século, e como financiar a adaptação e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    A Cúpula do G20 no Brasil contará com a presença de líderes mundiais como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outros. Além das sessões plenárias, os líderes terão reuniões bilaterais e multilaterais, para tratar de assuntos de interesse comum.

    A expectativa é que a Cúpula do G20 no Brasil resulte em uma declaração conjunta, que expresse o consenso e o compromisso dos países em enfrentar os desafios globais e em promover a cooperação internacional. O evento também será uma oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo a sua capacidade de liderança, de diálogo e de contribuição para a paz e o desenvolvimento.

  • Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, com um diâmetro de quase 143 mil quilômetros e uma massa 300 vezes maior que a da Terra.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

  • Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    O suicídio é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas no mundo todo.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

  • Novo Medicamento Oferece Esperança para Crianças com Alergias Alimentares

    Novo Medicamento Oferece Esperança para Crianças com Alergias Alimentares

    Um novo medicamento chamado Omalizumab está trazendo esperança para crianças que sofrem de alergias alimentares.

    Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford lideraram um estudo que revelou resultados promissores. Vamos entender o que é esse medicamento e como ele pode beneficiar aqueles que vivem com alergias alimentares.

    Omalizumab: O Que É?

    O Omalizumab é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. Inicialmente, ele foi desenvolvido para tratar doenças como asma alérgica e urticária crônica. No entanto, os cientistas descobriram que ele também pode ser eficaz na prevenção de reações alérgicas graves a pequenas quantidades de alimentos que desencadeiam alergias.

    Como Funciona?

    O Omalizumab atua ligando-se e desativando os anticorpos responsáveis por causar várias doenças alérgicas. Ele é capaz de proteger contra alergias a alimentos, como amendoim, leite, ovos e trigo. A boa notícia é que ele parece funcionar para múltiplos alérgenos alimentares ao mesmo tempo.

    Resultados do Estudo

    Os pesquisadores recrutaram 177 crianças que eram severamente alérgicas a amendoim e pelo menos outros dois alimentos. Essas crianças receberam injeções de Omalizumab mensalmente ou a cada dois meses durante quatro meses. Os resultados foram impressionantes:

    • Dois terços dos participantes que receberam o medicamento conseguiram comer pequenas quantidades dos alimentos que normalmente desencadeavam suas alergias.
    • É importante destacar que 38,4% das crianças tinham menos de 6 anos, um grupo de alto risco para ingestões acidentais de alimentos alergênicos.

    Benefícios e Considerações

    • O Omalizumab pode ser uma camada adicional de proteção contra exposições acidentais a alimentos alergênicos.
    • Para muitas famílias, as alergias alimentares têm impactos sociais e psicológicos significativos. O medo de reações alérgicas graves é constante.
    • O tratamento atual mais comum para alergias alimentares é a imunoterapia oral, que envolve ingerir gradualmente doses crescentes de alimentos alergênicos sob supervisão médica. No entanto, esse processo pode ser demorado e arriscado.
    • O Omalizumab oferece uma alternativa promissora para pacientes alérgicos a alimentos, ampliando suas opções e melhorando sua qualidade de vida.

    Embora ainda haja perguntas a serem respondidas sobre a duração dos efeitos do medicamento e sua eficácia para diferentes tipos de alergias alimentares, o Omalizumab representa um avanço importante no tratamento das alergias alimentares. Ele oferece esperança para crianças e suas famílias, tornando o mundo um pouco mais seguro para aqueles que vivem com essas condições desafiadoras.

    Fonte: Link.

    Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford lideraram um estudo que revelou resultados promissores. Vamos entender o que é esse medicamento e como ele pode beneficiar aqueles que vivem com alergias alimentares.

    Omalizumab: O Que É?

    O Omalizumab é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. Inicialmente, ele foi desenvolvido para tratar doenças como asma alérgica e urticária crônica. No entanto, os cientistas descobriram que ele também pode ser eficaz na prevenção de reações alérgicas graves a pequenas quantidades de alimentos que desencadeiam alergias.

    Como Funciona?

    O Omalizumab atua ligando-se e desativando os anticorpos responsáveis por causar várias doenças alérgicas. Ele é capaz de proteger contra alergias a alimentos, como amendoim, leite, ovos e trigo. A boa notícia é que ele parece funcionar para múltiplos alérgenos alimentares ao mesmo tempo.

    Resultados do Estudo

    Os pesquisadores recrutaram 177 crianças que eram severamente alérgicas a amendoim e pelo menos outros dois alimentos. Essas crianças receberam injeções de Omalizumab mensalmente ou a cada dois meses durante quatro meses. Os resultados foram impressionantes:

    • Dois terços dos participantes que receberam o medicamento conseguiram comer pequenas quantidades dos alimentos que normalmente desencadeavam suas alergias.
    • É importante destacar que 38,4% das crianças tinham menos de 6 anos, um grupo de alto risco para ingestões acidentais de alimentos alergênicos.

    Benefícios e Considerações

    • O Omalizumab pode ser uma camada adicional de proteção contra exposições acidentais a alimentos alergênicos.
    • Para muitas famílias, as alergias alimentares têm impactos sociais e psicológicos significativos. O medo de reações alérgicas graves é constante.
    • O tratamento atual mais comum para alergias alimentares é a imunoterapia oral, que envolve ingerir gradualmente doses crescentes de alimentos alergênicos sob supervisão médica. No entanto, esse processo pode ser demorado e arriscado.
    • O Omalizumab oferece uma alternativa promissora para pacientes alérgicos a alimentos, ampliando suas opções e melhorando sua qualidade de vida.

    Embora ainda haja perguntas a serem respondidas sobre a duração dos efeitos do medicamento e sua eficácia para diferentes tipos de alergias alimentares, o Omalizumab representa um avanço importante no tratamento das alergias alimentares. Ele oferece esperança para crianças e suas famílias, tornando o mundo um pouco mais seguro para aqueles que vivem com essas condições desafiadoras.

    Fonte: Link.

  • 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar

    5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que provoca febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque.

    A dengue não tem um tratamento específico, apenas medidas de suporte, como hidratação, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos.

    No entanto, muitas pessoas recorrem a remédios caseiros para tentar aliviar os sintomas ou curar a dengue, sem saber que esses métodos podem ser ineficazes ou até prejudiciais à saúde. Neste artigo, vamos listar 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar, de acordo com a ciência e as autoridades de saúde.

    1. Chá de folha de mamão

    O chá de folha de mamão é um dos remédios caseiros mais populares para tratar dengue, pois acredita-se que ele aumente as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa ação, e o uso indiscriminado do chá pode causar efeitos colaterais, como alergia, náusea, vômito e diarreia .

    2. Suco de laranja

    O suco de laranja é rico em vitamina C, que é um antioxidante que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Por isso, muitas pessoas acreditam que ele possa ajudar a combater a dengue, mas isso não é verdade. O suco de laranja não tem nenhum efeito específico sobre o vírus da dengue, e o excesso de vitamina C pode causar problemas gastrointestinais, como azia, gastrite e diarreia .

    3. Água de coco

    A água de coco é uma bebida natural e hidratante, que contém sais minerais, como potássio, sódio e magnésio. Ela pode ser consumida como parte de uma dieta equilibrada, mas não tem nenhum poder de curar a dengue. A água de coco não substitui o soro fisiológico, que é a solução indicada para a hidratação dos pacientes com dengue, pois contém a concentração adequada de eletrólitos para o organismo .

    4. Alho

    O alho é um alimento que tem propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, mas isso não significa que ele possa tratar a dengue, que é uma doença causada por um vírus. O alho não tem nenhum efeito antiviral comprovado, e o seu consumo excessivo pode irritar o estômago, causar mau hálito e interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos .

    5. Mel

    O mel é um produto natural que tem ação cicatrizante, antioxidante e antimicrobiana, mas isso não quer dizer que ele possa curar a dengue. O mel não tem nenhuma ação específica sobre o vírus da dengue, e o seu uso excessivo pode aumentar o risco de cárie, diabetes e obesidade. Além disso, o mel não deve ser dado a crianças menores de 1 ano, pois pode conter esporos de uma bactéria que causa botulismo infantil .

    Os remédios caseiros para tratar dengue que listamos neste artigo não têm comprovação científica e podem ser perigosos para a saúde. Por isso, o melhor a fazer é seguir as orientações médicas e evitar a automedicação. Lembre-se também de prevenir a dengue, eliminando os possíveis criadouros do mosquito, usando repelente e telas nas janelas e portas.

    A dengue não tem um tratamento específico, apenas medidas de suporte, como hidratação, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos.

    No entanto, muitas pessoas recorrem a remédios caseiros para tentar aliviar os sintomas ou curar a dengue, sem saber que esses métodos podem ser ineficazes ou até prejudiciais à saúde. Neste artigo, vamos listar 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar, de acordo com a ciência e as autoridades de saúde.

    1. Chá de folha de mamão

    O chá de folha de mamão é um dos remédios caseiros mais populares para tratar dengue, pois acredita-se que ele aumente as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa ação, e o uso indiscriminado do chá pode causar efeitos colaterais, como alergia, náusea, vômito e diarreia .

    2. Suco de laranja

    O suco de laranja é rico em vitamina C, que é um antioxidante que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Por isso, muitas pessoas acreditam que ele possa ajudar a combater a dengue, mas isso não é verdade. O suco de laranja não tem nenhum efeito específico sobre o vírus da dengue, e o excesso de vitamina C pode causar problemas gastrointestinais, como azia, gastrite e diarreia .

    3. Água de coco

    A água de coco é uma bebida natural e hidratante, que contém sais minerais, como potássio, sódio e magnésio. Ela pode ser consumida como parte de uma dieta equilibrada, mas não tem nenhum poder de curar a dengue. A água de coco não substitui o soro fisiológico, que é a solução indicada para a hidratação dos pacientes com dengue, pois contém a concentração adequada de eletrólitos para o organismo .

    4. Alho

    O alho é um alimento que tem propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, mas isso não significa que ele possa tratar a dengue, que é uma doença causada por um vírus. O alho não tem nenhum efeito antiviral comprovado, e o seu consumo excessivo pode irritar o estômago, causar mau hálito e interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos .

    5. Mel

    O mel é um produto natural que tem ação cicatrizante, antioxidante e antimicrobiana, mas isso não quer dizer que ele possa curar a dengue. O mel não tem nenhuma ação específica sobre o vírus da dengue, e o seu uso excessivo pode aumentar o risco de cárie, diabetes e obesidade. Além disso, o mel não deve ser dado a crianças menores de 1 ano, pois pode conter esporos de uma bactéria que causa botulismo infantil .

    Os remédios caseiros para tratar dengue que listamos neste artigo não têm comprovação científica e podem ser perigosos para a saúde. Por isso, o melhor a fazer é seguir as orientações médicas e evitar a automedicação. Lembre-se também de prevenir a dengue, eliminando os possíveis criadouros do mosquito, usando repelente e telas nas janelas e portas.

  • Como o e-fuel pode substituir os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2

    Como o e-fuel pode substituir os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2

    Você já imaginou abastecer o seu carro com um combustível que não polui o meio ambiente e que pode ser feito a partir de água e ar?

    Essa é a proposta do e-fuel, um tipo de combustível sintético que promete ser uma alternativa aos derivados do petróleo.

    O e-fuel é produzido por meio de um processo que usa eletricidade, que pode vir de fontes renováveis como energia solar, eólica ou nuclear, para separar o hidrogênio da água e combiná-lo com o dióxido de carbono (CO2) capturado do ar ou de outras fontes. O resultado é um líquido ou gás que pode ser usado para abastecer veículos que usam motores a combustão, como carros, aviões e caminhões.

    A vantagem do e-fuel é que ele não emite mais CO2 do que o que foi usado para produzi-lo, ou seja, ele é neutro em carbono. Isso significa que ele não contribui para o aquecimento global e a mudança climática, que são causados pelo excesso de gases de efeito estufa na atmosfera. Além disso, o e-fuel pode aproveitar a infraestrutura de distribuição e armazenamento já existente, sem precisar de grandes mudanças nos veículos ou nos postos de combustível.

    Existem vários tipos de e-fuel, como o e-gasolina, o e-diesel e o e-querosene, que têm características semelhantes aos seus equivalentes fósseis. Eles são produzidos por diferentes processos químicos, que envolvem a separação do hidrogênio da água e a combinação dele com o CO2 capturado do ar ou de outras fontes.

    O e-fuel ainda é uma tecnologia em desenvolvimento, que enfrenta alguns desafios, como o alto custo de produção, a eficiência energética e a disponibilidade de fontes renováveis de eletricidade. Por isso, ele ainda não é muito usado comercialmente, mas algumas empresas e países estão investindo em pesquisas e projetos para torná-lo mais viável e acessível.

    Um exemplo é a Alemanha, que anunciou um plano para construir uma usina de e-fuel na Patagônia, na Argentina, que terá capacidade para produzir 550 milhões de litros de e-querosene por ano, a partir de 2025. O objetivo é usar esse combustível para abastecer os aviões da Lufthansa, a companhia aérea alemã, que pretende reduzir as suas emissões de CO2 em 50% até 2030.

    Outro exemplo é a Porsche, a fabricante de carros esportivos, que está desenvolvendo um projeto de e-gasolina em parceria com a Siemens Energy, a empresa de energia, e a Enel, a empresa de eletricidade. O projeto visa produzir 130 mil litros de e-gasolina por ano, a partir de 2022, em uma usina no Chile, que usará energia solar para gerar a eletricidade necessária para o processo. A Porsche planeja usar esse combustível para testar os seus carros e oferecê-lo aos seus clientes.

    O e-fuel é uma das possíveis soluções para o problema da dependência dos combustíveis fósseis, que são finitos, poluentes e cada vez mais caros. Ele pode ser uma forma de garantir a mobilidade e a sustentabilidade no futuro, sem abrir mão do desempenho e da conveniência dos veículos a combustão. No entanto, ele ainda precisa superar os obstáculos técnicos e econômicos para se tornar uma realidade acessível e competitiva no mercado.

    Essa é a proposta do e-fuel, um tipo de combustível sintético que promete ser uma alternativa aos derivados do petróleo.

    O e-fuel é produzido por meio de um processo que usa eletricidade, que pode vir de fontes renováveis como energia solar, eólica ou nuclear, para separar o hidrogênio da água e combiná-lo com o dióxido de carbono (CO2) capturado do ar ou de outras fontes. O resultado é um líquido ou gás que pode ser usado para abastecer veículos que usam motores a combustão, como carros, aviões e caminhões.

    A vantagem do e-fuel é que ele não emite mais CO2 do que o que foi usado para produzi-lo, ou seja, ele é neutro em carbono. Isso significa que ele não contribui para o aquecimento global e a mudança climática, que são causados pelo excesso de gases de efeito estufa na atmosfera. Além disso, o e-fuel pode aproveitar a infraestrutura de distribuição e armazenamento já existente, sem precisar de grandes mudanças nos veículos ou nos postos de combustível.

    Existem vários tipos de e-fuel, como o e-gasolina, o e-diesel e o e-querosene, que têm características semelhantes aos seus equivalentes fósseis. Eles são produzidos por diferentes processos químicos, que envolvem a separação do hidrogênio da água e a combinação dele com o CO2 capturado do ar ou de outras fontes.

    O e-fuel ainda é uma tecnologia em desenvolvimento, que enfrenta alguns desafios, como o alto custo de produção, a eficiência energética e a disponibilidade de fontes renováveis de eletricidade. Por isso, ele ainda não é muito usado comercialmente, mas algumas empresas e países estão investindo em pesquisas e projetos para torná-lo mais viável e acessível.

    Um exemplo é a Alemanha, que anunciou um plano para construir uma usina de e-fuel na Patagônia, na Argentina, que terá capacidade para produzir 550 milhões de litros de e-querosene por ano, a partir de 2025. O objetivo é usar esse combustível para abastecer os aviões da Lufthansa, a companhia aérea alemã, que pretende reduzir as suas emissões de CO2 em 50% até 2030.

    Outro exemplo é a Porsche, a fabricante de carros esportivos, que está desenvolvendo um projeto de e-gasolina em parceria com a Siemens Energy, a empresa de energia, e a Enel, a empresa de eletricidade. O projeto visa produzir 130 mil litros de e-gasolina por ano, a partir de 2022, em uma usina no Chile, que usará energia solar para gerar a eletricidade necessária para o processo. A Porsche planeja usar esse combustível para testar os seus carros e oferecê-lo aos seus clientes.

    O e-fuel é uma das possíveis soluções para o problema da dependência dos combustíveis fósseis, que são finitos, poluentes e cada vez mais caros. Ele pode ser uma forma de garantir a mobilidade e a sustentabilidade no futuro, sem abrir mão do desempenho e da conveniência dos veículos a combustão. No entanto, ele ainda precisa superar os obstáculos técnicos e econômicos para se tornar uma realidade acessível e competitiva no mercado.

  • Fóssil de réptil dos Alpes revela-se uma fraude histórica

    Fóssil de réptil dos Alpes revela-se uma fraude histórica

    Análise paleontológica mostra que fóssil famoso por supostamente preservar tecidos moles é na verdade apenas tinta.

    Um fóssil de 280 milhões de anos que intrigou os pesquisadores por décadas foi mostrado ser, em parte, uma fraude após um novo exame.

    A descoberta levou a equipe liderada pela Dra. Valentina Rossi, da University College Cork, Irlanda (UCC), a pedir cautela no uso do fóssil em futuras pesquisas.

    Tridentinosaurus antiquus foi descoberto nos Alpes italianos em 1931 e era considerado um espécime importante para entender a evolução dos primeiros répteis. Seu contorno corporal, aparecendo escuro contra a rocha circundante, foi inicialmente interpretado como tecidos moles preservados. Isso levou à sua classificação como um membro do grupo de répteis Protorosauria.

    No entanto, esta nova pesquisa, publicada na revista científica Palaeontology, revela que o fóssil famoso por sua preservação notável é na maior parte apenas tinta preta sobre uma superfície rochosa esculpida em forma de lagarto. A suposta pele fossilizada foi celebrada em artigos e livros, mas nunca estudada em detalhes. A preservação um tanto estranha do fóssil deixou muitos especialistas incertos sobre a que grupo de répteis esse estranho animal parecido com um lagarto pertencia e, mais geralmente, sua história geológica.

    A Dra. Rossi, da Escola de Ciências Biológicas, da Terra e Ambientais da UCC, disse:

    “Tecidos moles fósseis são raros, mas quando encontrados em um fóssil, eles podem revelar informações biológicas importantes, como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia.

    “A resposta para todas as nossas perguntas estava bem na nossa frente, tivemos que estudar este espécime fóssil em detalhes para revelar seus segredos – até mesmo aqueles que talvez não quiséssemos saber.”

    A análise microscópica mostrou que a textura e a composição do material não correspondiam à de tecidos moles fossilizados genuínos. A investigação preliminar usando fotografia UV revelou que a totalidade do espécime foi tratada com algum tipo de material de revestimento. Revestir fósseis com vernizes e/ou lacas era a norma no passado e às vezes ainda é necessário para preservar um espécime fóssil em armários e exposições de museus. A equipe esperava que, sob a camada de revestimento, os tecidos moles originais ainda estivessem em boas condições para extrair informações paleobiológicas significativas.

    Os achados indicam que o contorno corporal de Tridentinosaurus antiquus foi artificialmente criado, provavelmente para melhorar a aparência do fóssil. Essa decepção enganou pesquisadores anteriores e agora se pede cautela ao usar este espécime em estudos futuros.

    A equipe por trás desta pesquisa inclui colaboradores baseados na Itália na Universidade de Pádua, Museu de Natureza do Sul do Tirol e Museo delle Scienze em Trento.

    O coautor Prof. Evelyn Kustatscher, coordenador do projeto “Vivendo com o supervulcão”, financiado pela Província Autônoma de Bolzano, disse:

    “A preservação peculiar de Tridentinosaurus intrigou os especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido. O que foi descrito como pele carbonizada, é apenas tinta.”

    No entanto, nem tudo está perdido, e o fóssil não é uma falsificação completa. Os pesquisadores confirmaram que os ossos dos membros posteriores, em particular os fêmures, são genuínos, embora mal preservados. Eles também descobriram a presença de pequenas escamas ósseas chamadas osteodermas – como as escamas dos crocodilos – no que talvez fosse as costas do animal.

    Este estudo é um exemplo de como a paleontologia analítica moderna e os métodos científicos rigorosos podem resolver um enigma paleontológico de quase um século.

    Fonte: Link.

    Um fóssil de 280 milhões de anos que intrigou os pesquisadores por décadas foi mostrado ser, em parte, uma fraude após um novo exame.

    A descoberta levou a equipe liderada pela Dra. Valentina Rossi, da University College Cork, Irlanda (UCC), a pedir cautela no uso do fóssil em futuras pesquisas.

    Tridentinosaurus antiquus foi descoberto nos Alpes italianos em 1931 e era considerado um espécime importante para entender a evolução dos primeiros répteis. Seu contorno corporal, aparecendo escuro contra a rocha circundante, foi inicialmente interpretado como tecidos moles preservados. Isso levou à sua classificação como um membro do grupo de répteis Protorosauria.

    No entanto, esta nova pesquisa, publicada na revista científica Palaeontology, revela que o fóssil famoso por sua preservação notável é na maior parte apenas tinta preta sobre uma superfície rochosa esculpida em forma de lagarto. A suposta pele fossilizada foi celebrada em artigos e livros, mas nunca estudada em detalhes. A preservação um tanto estranha do fóssil deixou muitos especialistas incertos sobre a que grupo de répteis esse estranho animal parecido com um lagarto pertencia e, mais geralmente, sua história geológica.

    A Dra. Rossi, da Escola de Ciências Biológicas, da Terra e Ambientais da UCC, disse:

    “Tecidos moles fósseis são raros, mas quando encontrados em um fóssil, eles podem revelar informações biológicas importantes, como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia.

    “A resposta para todas as nossas perguntas estava bem na nossa frente, tivemos que estudar este espécime fóssil em detalhes para revelar seus segredos – até mesmo aqueles que talvez não quiséssemos saber.”

    A análise microscópica mostrou que a textura e a composição do material não correspondiam à de tecidos moles fossilizados genuínos. A investigação preliminar usando fotografia UV revelou que a totalidade do espécime foi tratada com algum tipo de material de revestimento. Revestir fósseis com vernizes e/ou lacas era a norma no passado e às vezes ainda é necessário para preservar um espécime fóssil em armários e exposições de museus. A equipe esperava que, sob a camada de revestimento, os tecidos moles originais ainda estivessem em boas condições para extrair informações paleobiológicas significativas.

    Os achados indicam que o contorno corporal de Tridentinosaurus antiquus foi artificialmente criado, provavelmente para melhorar a aparência do fóssil. Essa decepção enganou pesquisadores anteriores e agora se pede cautela ao usar este espécime em estudos futuros.

    A equipe por trás desta pesquisa inclui colaboradores baseados na Itália na Universidade de Pádua, Museu de Natureza do Sul do Tirol e Museo delle Scienze em Trento.

    O coautor Prof. Evelyn Kustatscher, coordenador do projeto “Vivendo com o supervulcão”, financiado pela Província Autônoma de Bolzano, disse:

    “A preservação peculiar de Tridentinosaurus intrigou os especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido. O que foi descrito como pele carbonizada, é apenas tinta.”

    No entanto, nem tudo está perdido, e o fóssil não é uma falsificação completa. Os pesquisadores confirmaram que os ossos dos membros posteriores, em particular os fêmures, são genuínos, embora mal preservados. Eles também descobriram a presença de pequenas escamas ósseas chamadas osteodermas – como as escamas dos crocodilos – no que talvez fosse as costas do animal.

    Este estudo é um exemplo de como a paleontologia analítica moderna e os métodos científicos rigorosos podem resolver um enigma paleontológico de quase um século.

    Fonte: Link.

  • Burnout: como identificar e prevenir o esgotamento no trabalho

    Burnout: como identificar e prevenir o esgotamento no trabalho

    Você já se sentiu tão cansado, desanimado e sobrecarregado no trabalho que não conseguia mais dar conta das suas tarefas?

    Se a resposta for sim, você pode estar sofrendo de burnout, uma síndrome que afeta cerca de 13% dos trabalhadores noruegueses, segundo um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (NTNU).

    Burnout é uma resposta do corpo a situações prolongadas e exigentes, geralmente relacionadas ao trabalho, mas também influenciadas pelo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Os sintomas mais comuns são a exaustão mental e física, a perda de interesse e de entusiasmo pelo trabalho, a dificuldade de concentração e de controle emocional, além de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, dores musculares, insônia e depressão.

    Para evitar que o burnout se agrave e cause danos irreversíveis, é importante identificar os sinais precoces e intervir o quanto antes. Mas como fazer isso? É aí que entra uma nova ferramenta chamada Burnout Assessment Tool (BAT), ou Ferramenta de Avaliação de Burnout, em português.

    O BAT é um instrumento que mede quatro fatores de risco de burnout: exaustão, distanciamento mental, comprometimento cognitivo e comprometimento emocional. A partir de um questionário com 23 ou 12 itens, o BAT pode indicar o nível de burnout de um trabalhador e orientar a busca por soluções.

    O BAT foi desenvolvido por um consórcio internacional de pesquisadores, que inclui especialistas do Brasil e de Portugal. O instrumento já foi adaptado e testado em mais de 30 países, revelando evidências de validade e confiabilidade. O objetivo é que o BAT se torne um padrão internacional para avaliar e comparar o burnout de trabalhadores de diferentes culturas e contextos.

    Segundo os pesquisadores, o BAT é uma ferramenta gratuita e inovadora na sua conceituação de burnout, que pode contribuir para a prevenção e o tratamento da síndrome. No entanto, eles alertam que o BAT não é suficiente por si só, e que é preciso criar condições e estruturas de trabalho que protejam e promovam o bem-estar dos trabalhadores.

    “Podemos lidar com o burnout por meio de tratamento individual, mas isso é de pouca utilidade se as pessoas retornarem a um local de trabalho onde as demandas são muito altas e há poucos recursos. É então muito provável que o funcionário adoeça novamente. Portanto, é importante criar boas condições de trabalho e estruturas que salvaguardem a saúde dos funcionários”, diz a professora Marit Christensen, do Departamento de Psicologia da NTNU.

    Fonte: Link.

    Se a resposta for sim, você pode estar sofrendo de burnout, uma síndrome que afeta cerca de 13% dos trabalhadores noruegueses, segundo um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (NTNU).

    Burnout é uma resposta do corpo a situações prolongadas e exigentes, geralmente relacionadas ao trabalho, mas também influenciadas pelo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Os sintomas mais comuns são a exaustão mental e física, a perda de interesse e de entusiasmo pelo trabalho, a dificuldade de concentração e de controle emocional, além de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, dores musculares, insônia e depressão.

    Para evitar que o burnout se agrave e cause danos irreversíveis, é importante identificar os sinais precoces e intervir o quanto antes. Mas como fazer isso? É aí que entra uma nova ferramenta chamada Burnout Assessment Tool (BAT), ou Ferramenta de Avaliação de Burnout, em português.

    O BAT é um instrumento que mede quatro fatores de risco de burnout: exaustão, distanciamento mental, comprometimento cognitivo e comprometimento emocional. A partir de um questionário com 23 ou 12 itens, o BAT pode indicar o nível de burnout de um trabalhador e orientar a busca por soluções.

    O BAT foi desenvolvido por um consórcio internacional de pesquisadores, que inclui especialistas do Brasil e de Portugal. O instrumento já foi adaptado e testado em mais de 30 países, revelando evidências de validade e confiabilidade. O objetivo é que o BAT se torne um padrão internacional para avaliar e comparar o burnout de trabalhadores de diferentes culturas e contextos.

    Segundo os pesquisadores, o BAT é uma ferramenta gratuita e inovadora na sua conceituação de burnout, que pode contribuir para a prevenção e o tratamento da síndrome. No entanto, eles alertam que o BAT não é suficiente por si só, e que é preciso criar condições e estruturas de trabalho que protejam e promovam o bem-estar dos trabalhadores.

    “Podemos lidar com o burnout por meio de tratamento individual, mas isso é de pouca utilidade se as pessoas retornarem a um local de trabalho onde as demandas são muito altas e há poucos recursos. É então muito provável que o funcionário adoeça novamente. Portanto, é importante criar boas condições de trabalho e estruturas que salvaguardem a saúde dos funcionários”, diz a professora Marit Christensen, do Departamento de Psicologia da NTNU.

    Fonte: Link.

  • Estudo alerta para o esgotamento da água subterrânea no mundo

    Estudo alerta para o esgotamento da água subterrânea no mundo

    O estudo revelou que os níveis de água subterrânea estão caindo em 71% dos aquíferos ao redor do mundo, e que essa queda está se acelerando em muitos lugares.

    A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, analisou dados de 300 milhões de medições de água de 1,5 milhão de poços nos últimos 100 anos.

    A água subterrânea é uma fonte vital de abastecimento para bilhões de pessoas, especialmente em regiões áridas e semiáridas. No entanto, o uso excessivo e insustentável desse recurso está levando ao seu esgotamento, que pode afetar a segurança hídrica, a produção de alimentos, a saúde humana e a biodiversidade. Segundo os autores do estudo, a aceleração da queda dos níveis de água subterrânea está relacionada à variabilidade climática, que reduz a recarga dos aquíferos e aumenta a demanda por irrigação. Além disso, a falta de regulação e de monitoramento do uso da água subterrânea contribui para o agravamento do problema.

    O estudo alerta para a urgência de se adotar medidas para reverter o quadro de depleção da água subterrânea no mundo. Os autores destacam alguns casos de sucesso, como o de Tucson, no Arizona, onde a água do rio Colorado é usada para recarregar o aquífero local. Eles também sugerem que é preciso reduzir o consumo de água subterrânea, por meio de regulações, permissões e taxas, e que é preciso considerar os impactos da retirada de água subterrânea sobre as águas superficiais e os ecossistemas. A água subterrânea é um recurso estratégico para o desenvolvimento sustentável, mas também é um recurso finito e vulnerável. Cabe a nós preservá-lo para as gerações futuras.

    Fonte: Link.

    A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, analisou dados de 300 milhões de medições de água de 1,5 milhão de poços nos últimos 100 anos.

    A água subterrânea é uma fonte vital de abastecimento para bilhões de pessoas, especialmente em regiões áridas e semiáridas. No entanto, o uso excessivo e insustentável desse recurso está levando ao seu esgotamento, que pode afetar a segurança hídrica, a produção de alimentos, a saúde humana e a biodiversidade. Segundo os autores do estudo, a aceleração da queda dos níveis de água subterrânea está relacionada à variabilidade climática, que reduz a recarga dos aquíferos e aumenta a demanda por irrigação. Além disso, a falta de regulação e de monitoramento do uso da água subterrânea contribui para o agravamento do problema.

    O estudo alerta para a urgência de se adotar medidas para reverter o quadro de depleção da água subterrânea no mundo. Os autores destacam alguns casos de sucesso, como o de Tucson, no Arizona, onde a água do rio Colorado é usada para recarregar o aquífero local. Eles também sugerem que é preciso reduzir o consumo de água subterrânea, por meio de regulações, permissões e taxas, e que é preciso considerar os impactos da retirada de água subterrânea sobre as águas superficiais e os ecossistemas. A água subterrânea é um recurso estratégico para o desenvolvimento sustentável, mas também é um recurso finito e vulnerável. Cabe a nós preservá-lo para as gerações futuras.

    Fonte: Link.