Autor: Rafaela Maia

  • Inteligência artificial supera métodos tradicionais para diagnosticar ataques cardíacos

    Inteligência artificial supera métodos tradicionais para diagnosticar ataques cardíacos

    Uma nova ferramenta de inteligência artificial usa leituras de eletrocardiograma (ECG) para diagnosticar e classificar ataques cardíacos de forma mais rápida e precisa do que os métodos atuais. A ferramenta foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e da Universidade de Toronto e pode ajudar a salvar vidas.

    Um ataque cardíaco acontece quando o sangue não chega ao coração por causa de um bloqueio em uma artéria. O ECG é um exame que mede a atividade elétrica do coração e mostra se ele está funcionando bem ou não. O ECG é um dos primeiros exames feitos quando alguém chega ao hospital com dor no peito, um dos sintomas mais comuns de um ataque cardíaco.

    A nova ferramenta usa algoritmos de aprendizado de máquina para analisar o ECG e identificar padrões que indicam se o paciente teve ou não um ataque cardíaco e qual o grau de gravidade. A ferramenta também leva em conta outros fatores, como a idade, o sexo, a pressão arterial e os medicamentos que o paciente está tomando.

    A ferramenta foi testada com dados de mais de 11 mil pacientes com dor no peito em quatro hospitais diferentes nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados mostraram que a ferramenta foi melhor do que três padrões ouro para avaliar eventos cardíacos: a interpretação clínica do ECG, os algoritmos comerciais de ECG e o escore HEART, que considera a história do paciente, a idade, os fatores de risco e o nível de uma proteína chamada troponina no sangue.

    A ferramenta ajuda a detectar pistas sutis no ECG que são difíceis para os médicos verem e melhora a classificação dos pacientes com dor no peito. Ela pode reclassificar um em cada três pacientes como baixo, intermediário ou alto risco. Isso pode ajudar a decidir quais pacientes precisam de tratamento imediato para restaurar o fluxo sanguíneo para o coração e quais podem ir para um hospital sem uma unidade especializada em cardiologia.

    A próxima fase da pesquisa é otimizar como a ferramenta será usada em parceria com os serviços médicos de emergência da cidade de Pittsburgh. A ferramenta vai analisar o ECG e enviar uma avaliação de risco do paciente, orientando as decisões médicas em tempo real.

    Os pesquisadores esperam que a ferramenta possa ser usada em outros lugares do mundo e contribua para reduzir as mortes por ataques cardíacos, que são uma das principais causas de morte no mundo.

    Fonte: Link.

    Um ataque cardíaco acontece quando o sangue não chega ao coração por causa de um bloqueio em uma artéria. O ECG é um exame que mede a atividade elétrica do coração e mostra se ele está funcionando bem ou não. O ECG é um dos primeiros exames feitos quando alguém chega ao hospital com dor no peito, um dos sintomas mais comuns de um ataque cardíaco.

    A nova ferramenta usa algoritmos de aprendizado de máquina para analisar o ECG e identificar padrões que indicam se o paciente teve ou não um ataque cardíaco e qual o grau de gravidade. A ferramenta também leva em conta outros fatores, como a idade, o sexo, a pressão arterial e os medicamentos que o paciente está tomando.

    A ferramenta foi testada com dados de mais de 11 mil pacientes com dor no peito em quatro hospitais diferentes nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados mostraram que a ferramenta foi melhor do que três padrões ouro para avaliar eventos cardíacos: a interpretação clínica do ECG, os algoritmos comerciais de ECG e o escore HEART, que considera a história do paciente, a idade, os fatores de risco e o nível de uma proteína chamada troponina no sangue.

    A ferramenta ajuda a detectar pistas sutis no ECG que são difíceis para os médicos verem e melhora a classificação dos pacientes com dor no peito. Ela pode reclassificar um em cada três pacientes como baixo, intermediário ou alto risco. Isso pode ajudar a decidir quais pacientes precisam de tratamento imediato para restaurar o fluxo sanguíneo para o coração e quais podem ir para um hospital sem uma unidade especializada em cardiologia.

    A próxima fase da pesquisa é otimizar como a ferramenta será usada em parceria com os serviços médicos de emergência da cidade de Pittsburgh. A ferramenta vai analisar o ECG e enviar uma avaliação de risco do paciente, orientando as decisões médicas em tempo real.

    Os pesquisadores esperam que a ferramenta possa ser usada em outros lugares do mundo e contribua para reduzir as mortes por ataques cardíacos, que são uma das principais causas de morte no mundo.

    Fonte: Link.

  • Superlua dos Cervos ilumina o céu de julho; saiba como observar

    Superlua dos Cervos ilumina o céu de julho; saiba como observar

    A primeira superlua de 2023 acontece no dia 3 de julho e tem um nome curioso: Superlua dos Cervos. Esse fenômeno astronômico ocorre quando a Lua cheia está no ponto mais próximo da Terra na sua órbita, fazendo com que ela pareça maior e mais brilhante do que o normal.

    A Superlua dos Cervos recebe esse nome porque coincide com o nascimento dos novos chifres dos cervos machos, que caem no inverno e crescem de novo no verão do hemisfério norte. Outros nomes populares são Superlua do Trovão, por causa das tempestades típicas dessa época do ano, e Superlua do Salmão, em referência à corrida dos peixes nos rios da América do Norte.

    A Superlua dos Cervos de 2023 atinge o seu ápice às 8h39 da manhã no horário de Brasília, mas pode ser vista por três dias, de sábado à noite até terça-feira à noite. Para observar o fenômeno, não é necessário nenhum instrumento especial, mas você pode usar uma câmera com zoom, um telescópio ou um binóculo para ver melhor os detalhes da Lua. Você também pode usar aplicativos como o Stellarium, o Star Walk ou o Sky Safari para acompanhar a posição e a fase da Lua.

    A melhor hora para ver a Superlua é logo após o nascer ou antes do pôr da Lua, quando ela está mais próxima do horizonte e parece maior por causa de um efeito óptico chamado ilusão lunar. Esse efeito faz com que a Lua pareça maior quando está perto de objetos terrestres, como árvores, prédios ou montanhas, do que quando está alta no céu. A ilusão lunar é causada pela forma como o nosso cérebro interpreta as distâncias e os tamanhos dos objetos.

    A Superlua dos Cervos é a primeira de uma série de três superluas que ocorrerão em 2023. As próximas serão em agosto e setembro, e também terão nomes relacionados à natureza e às estações do ano. A Superlua de agosto é chamada de Superlua do Milho ou Superlua Vermelha, por causa da cor avermelhada que a Lua pode adquirir durante um eclipse lunar parcial que acontecerá no dia 7. A Superlua de setembro é chamada de Superlua da Colheita ou Superlua do Vinho, por causa da época em que os agricultores colhem os seus produtos e fazem o vinho.

    As superluas são fenômenos que encantam os observadores do céu e despertam a curiosidade sobre o nosso satélite natural. A Lua é o único corpo celeste que podemos ver com detalhes a olho nu, e tem uma grande influência na vida na Terra. Ela é responsável pelas marés, pelos eclipses e pelas fases lunares. Além disso, a Lua tem uma história fascinante de exploração espacial, sendo o único lugar fora da Terra onde os seres humanos já pisaram.

    Se você gosta de observar a Lua e quer saber mais sobre ela, aproveite a oportunidade de ver a Superlua dos Cervos e as próximas superluas de 2023. Elas são uma ótima chance de admirar a beleza e a diversidade do nosso sistema solar.

    A Superlua dos Cervos recebe esse nome porque coincide com o nascimento dos novos chifres dos cervos machos, que caem no inverno e crescem de novo no verão do hemisfério norte. Outros nomes populares são Superlua do Trovão, por causa das tempestades típicas dessa época do ano, e Superlua do Salmão, em referência à corrida dos peixes nos rios da América do Norte.

    A Superlua dos Cervos de 2023 atinge o seu ápice às 8h39 da manhã no horário de Brasília, mas pode ser vista por três dias, de sábado à noite até terça-feira à noite. Para observar o fenômeno, não é necessário nenhum instrumento especial, mas você pode usar uma câmera com zoom, um telescópio ou um binóculo para ver melhor os detalhes da Lua. Você também pode usar aplicativos como o Stellarium, o Star Walk ou o Sky Safari para acompanhar a posição e a fase da Lua.

    A melhor hora para ver a Superlua é logo após o nascer ou antes do pôr da Lua, quando ela está mais próxima do horizonte e parece maior por causa de um efeito óptico chamado ilusão lunar. Esse efeito faz com que a Lua pareça maior quando está perto de objetos terrestres, como árvores, prédios ou montanhas, do que quando está alta no céu. A ilusão lunar é causada pela forma como o nosso cérebro interpreta as distâncias e os tamanhos dos objetos.

    A Superlua dos Cervos é a primeira de uma série de três superluas que ocorrerão em 2023. As próximas serão em agosto e setembro, e também terão nomes relacionados à natureza e às estações do ano. A Superlua de agosto é chamada de Superlua do Milho ou Superlua Vermelha, por causa da cor avermelhada que a Lua pode adquirir durante um eclipse lunar parcial que acontecerá no dia 7. A Superlua de setembro é chamada de Superlua da Colheita ou Superlua do Vinho, por causa da época em que os agricultores colhem os seus produtos e fazem o vinho.

    As superluas são fenômenos que encantam os observadores do céu e despertam a curiosidade sobre o nosso satélite natural. A Lua é o único corpo celeste que podemos ver com detalhes a olho nu, e tem uma grande influência na vida na Terra. Ela é responsável pelas marés, pelos eclipses e pelas fases lunares. Além disso, a Lua tem uma história fascinante de exploração espacial, sendo o único lugar fora da Terra onde os seres humanos já pisaram.

    Se você gosta de observar a Lua e quer saber mais sobre ela, aproveite a oportunidade de ver a Superlua dos Cervos e as próximas superluas de 2023. Elas são uma ótima chance de admirar a beleza e a diversidade do nosso sistema solar.

  • Pesquisadores encontram altos níveis de mercúrio em peixes consumidos no Brasil

    Pesquisadores encontram altos níveis de mercúrio em peixes consumidos no Brasil

    Mais de 20% dos peixes vendidos em 17 cidades de seis estados da região amazônica do Brasil contêm níveis de mercúrio acima do limite seguro estabelecido pela OMS.

    O mercúrio é usado por garimpeiros ilegais para separar o ouro do minério depositado em rios ou perto deles. A contaminação por mercúrio não se limita às regiões de mineração, mas afeta tanto as populações rurais quanto as urbanas, podendo causar problemas neurológicos, endócrinos, cardíacos e comportamentais.

    O peixe é um alimento essencial para a dieta e a cultura dos povos da Amazônia, mas também pode ser uma fonte de risco para a saúde. Segundo um estudo realizado por pesquisadores brasileiros, muitas espécies de peixes comercializadas na região apresentam níveis de mercúrio acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 0,5 micrograma por grama de peso.

    O mercúrio é um metal pesado que pode se acumular no organismo e causar danos ao sistema nervoso central e periférico, ao sistema endócrino, ao músculo cardíaco e ter consequências comportamentais, como depressão e déficit de atenção. O mercúrio é usado por garimpeiros ilegais para separar o ouro do minério depositado em rios ou perto deles. O metal se mistura com a água e entra na cadeia alimentar dos peixes, que são consumidos pelas populações locais.

    O estudo analisou 1.472 amostras de peixes coletadas em 17 cidades de seis estados da região amazônica: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Os resultados mostraram que 20,3% das amostras tinham níveis de mercúrio acima do limite seguro. Em alguns estados, como Roraima, esse percentual chegou a 40%. Os peixes mais contaminados foram os carnívoros, como o tucunaré e o pirarucu.

    A contaminação por mercúrio não se limita às regiões de mineração, mas afeta tanto as populações rurais quanto as urbanas. Isso porque algumas espécies de peixes nadam desde perto do Oceano Atlântico até o interior da Amazônia, levando o metal consigo. Além disso, os peixes contaminados são vendidos nos mercados e peixarias das cidades, onde são consumidos pela população urbana.

    O neurocirurgião Erick Jennings, do Hospital Regional do Baixo Amazonas em Santarém, Pará, diz que já tem vários pacientes com diagnóstico de intoxicação por mercúrio e que muitas crianças na região sofrem de déficit de atenção e dificuldades de aprendizagem. Ele afirma que é preciso fazer um monitoramento constante dos níveis de mercúrio nos peixes e na população e alertar sobre os riscos do consumo excessivo.

    O estudo foi realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal do Oeste do Pará, Greenpeace Brasil, Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, Instituto Socioambiental e Fundo Mundial para a Natureza Brasil. Os pesquisadores recomendam que sejam adotadas medidas para combater o garimpo ilegal na região amazônica e para proteger os direitos dos povos indígenas e tradicionais que dependem dos recursos naturais para sua sobrevivência.

    Fonte: Link.

    O mercúrio é usado por garimpeiros ilegais para separar o ouro do minério depositado em rios ou perto deles. A contaminação por mercúrio não se limita às regiões de mineração, mas afeta tanto as populações rurais quanto as urbanas, podendo causar problemas neurológicos, endócrinos, cardíacos e comportamentais.

    O peixe é um alimento essencial para a dieta e a cultura dos povos da Amazônia, mas também pode ser uma fonte de risco para a saúde. Segundo um estudo realizado por pesquisadores brasileiros, muitas espécies de peixes comercializadas na região apresentam níveis de mercúrio acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 0,5 micrograma por grama de peso.

    O mercúrio é um metal pesado que pode se acumular no organismo e causar danos ao sistema nervoso central e periférico, ao sistema endócrino, ao músculo cardíaco e ter consequências comportamentais, como depressão e déficit de atenção. O mercúrio é usado por garimpeiros ilegais para separar o ouro do minério depositado em rios ou perto deles. O metal se mistura com a água e entra na cadeia alimentar dos peixes, que são consumidos pelas populações locais.

    O estudo analisou 1.472 amostras de peixes coletadas em 17 cidades de seis estados da região amazônica: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Os resultados mostraram que 20,3% das amostras tinham níveis de mercúrio acima do limite seguro. Em alguns estados, como Roraima, esse percentual chegou a 40%. Os peixes mais contaminados foram os carnívoros, como o tucunaré e o pirarucu.

    A contaminação por mercúrio não se limita às regiões de mineração, mas afeta tanto as populações rurais quanto as urbanas. Isso porque algumas espécies de peixes nadam desde perto do Oceano Atlântico até o interior da Amazônia, levando o metal consigo. Além disso, os peixes contaminados são vendidos nos mercados e peixarias das cidades, onde são consumidos pela população urbana.

    O neurocirurgião Erick Jennings, do Hospital Regional do Baixo Amazonas em Santarém, Pará, diz que já tem vários pacientes com diagnóstico de intoxicação por mercúrio e que muitas crianças na região sofrem de déficit de atenção e dificuldades de aprendizagem. Ele afirma que é preciso fazer um monitoramento constante dos níveis de mercúrio nos peixes e na população e alertar sobre os riscos do consumo excessivo.

    O estudo foi realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal do Oeste do Pará, Greenpeace Brasil, Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, Instituto Socioambiental e Fundo Mundial para a Natureza Brasil. Os pesquisadores recomendam que sejam adotadas medidas para combater o garimpo ilegal na região amazônica e para proteger os direitos dos povos indígenas e tradicionais que dependem dos recursos naturais para sua sobrevivência.

    Fonte: Link.

  • A codificação com inteligência artificial pode impulsionar a economia global, dizem pesquisadores

    A codificação com inteligência artificial pode impulsionar a economia global, dizem pesquisadores

    A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em diversos setores da sociedade, desde a saúde até a educação.

    Mas uma das áreas que mais pode se beneficiar da IA é a programação de software, que pode se tornar mais rápida, fácil e eficiente com o uso de ferramentas baseadas em IA.

    Segundo um estudo recente da consultoria PwC, a codificação com IA pode adicionar US$ 1,5 trilhão ao produto interno bruto (PIB) global até 2030, representando um aumento de 2,4% em relação ao cenário atual. O estudo analisou o impacto potencial da codificação com IA em seis países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, China, Índia e Japão.

    A codificação com IA é o uso de modelos de aprendizado de máquina para gerar código automaticamente. A maioria das ferramentas existentes de codificação com IA permite que os desenvolvedores descrevam em linguagem natural o que querem que seu código faça, e a ferramenta sugere linhas ou funções de código adequadas.

    Um exemplo de ferramenta de codificação com IA é o GitHub Copilot, um assistente de programação que usa o OpenAI Codex, um modelo de linguagem pré-treinado criado pela OpenAI. O GitHub Copilot é capaz de escrever código em pelo menos uma dúzia de linguagens, incluindo JavaScript, Go, Perl, PHP, Ruby, Swift e TypeScript.

    Outro exemplo é o Tabnine, um complemento para ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs) que oferece sugestões de código baseadas em IA. O Tabnine suporta mais de 20 linguagens e 15 editores, incluindo IDEs populares como VS Code, IntelliJ, Android Studio e Vim.

    De acordo com o estudo da PwC, a codificação com IA pode trazer diversos benefícios para os desenvolvedores e para a sociedade em geral, tais como:

    • Aumentar a produtividade e a qualidade do código, reduzindo erros e bugs.

    • Facilitar o aprendizado e o uso de novas linguagens e frameworks.

    • Ampliar o acesso à programação para pessoas sem formação técnica ou com deficiências.

    • Estimular a inovação e a criação de novos produtos e serviços baseados em software.

    • Reduzir o impacto ambiental da programação, diminuindo o consumo de energia e as emissões de carbono.

    No entanto, a codificação com IA também apresenta alguns desafios e riscos, como:

    • Garantir a segurança e a privacidade dos dados usados para treinar os modelos de IA.

    • Preservar os direitos autorais e a propriedade intelectual do código gerado por IA.

    • Evitar vieses e discriminações nos algoritmos e nas aplicações de software.

    • Promover uma transição justa e inclusiva para os trabalhadores afetados pela automação da programação.

    Para aproveitar as oportunidades e mitigar os riscos da codificação com IA, o estudo da PwC recomenda algumas medidas para os governos, as empresas e os indivíduos, tais como:

    • Investir em pesquisa e desenvolvimento em IA e em educação digital.

    • Estabelecer padrões éticos e regulatórios para a codificação com IA.

    • Fomentar a colaboração entre os diferentes atores do ecossistema de software.

    • Apoiar a requalificação e a adaptação dos profissionais da programação.

    A codificação com IA é uma tendência irreversível que pode transformar profundamente o setor de software e a economia global. É preciso estar preparado para os desafios e as oportunidades que essa tecnologia traz.

    Mas uma das áreas que mais pode se beneficiar da IA é a programação de software, que pode se tornar mais rápida, fácil e eficiente com o uso de ferramentas baseadas em IA.

    Segundo um estudo recente da consultoria PwC, a codificação com IA pode adicionar US$ 1,5 trilhão ao produto interno bruto (PIB) global até 2030, representando um aumento de 2,4% em relação ao cenário atual. O estudo analisou o impacto potencial da codificação com IA em seis países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, China, Índia e Japão.

    A codificação com IA é o uso de modelos de aprendizado de máquina para gerar código automaticamente. A maioria das ferramentas existentes de codificação com IA permite que os desenvolvedores descrevam em linguagem natural o que querem que seu código faça, e a ferramenta sugere linhas ou funções de código adequadas.

    Um exemplo de ferramenta de codificação com IA é o GitHub Copilot, um assistente de programação que usa o OpenAI Codex, um modelo de linguagem pré-treinado criado pela OpenAI. O GitHub Copilot é capaz de escrever código em pelo menos uma dúzia de linguagens, incluindo JavaScript, Go, Perl, PHP, Ruby, Swift e TypeScript.

    Outro exemplo é o Tabnine, um complemento para ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs) que oferece sugestões de código baseadas em IA. O Tabnine suporta mais de 20 linguagens e 15 editores, incluindo IDEs populares como VS Code, IntelliJ, Android Studio e Vim.

    De acordo com o estudo da PwC, a codificação com IA pode trazer diversos benefícios para os desenvolvedores e para a sociedade em geral, tais como:

    • Aumentar a produtividade e a qualidade do código, reduzindo erros e bugs.

    • Facilitar o aprendizado e o uso de novas linguagens e frameworks.

    • Ampliar o acesso à programação para pessoas sem formação técnica ou com deficiências.

    • Estimular a inovação e a criação de novos produtos e serviços baseados em software.

    • Reduzir o impacto ambiental da programação, diminuindo o consumo de energia e as emissões de carbono.

    No entanto, a codificação com IA também apresenta alguns desafios e riscos, como:

    • Garantir a segurança e a privacidade dos dados usados para treinar os modelos de IA.

    • Preservar os direitos autorais e a propriedade intelectual do código gerado por IA.

    • Evitar vieses e discriminações nos algoritmos e nas aplicações de software.

    • Promover uma transição justa e inclusiva para os trabalhadores afetados pela automação da programação.

    Para aproveitar as oportunidades e mitigar os riscos da codificação com IA, o estudo da PwC recomenda algumas medidas para os governos, as empresas e os indivíduos, tais como:

    • Investir em pesquisa e desenvolvimento em IA e em educação digital.

    • Estabelecer padrões éticos e regulatórios para a codificação com IA.

    • Fomentar a colaboração entre os diferentes atores do ecossistema de software.

    • Apoiar a requalificação e a adaptação dos profissionais da programação.

    A codificação com IA é uma tendência irreversível que pode transformar profundamente o setor de software e a economia global. É preciso estar preparado para os desafios e as oportunidades que essa tecnologia traz.

  • Negros multirraciais sofrem mais com depressão e ansiedade do que negros monorraciais, mostra pesquisa

    Negros multirraciais sofrem mais com depressão e ansiedade do que negros monorraciais, mostra pesquisa

    Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que os adultos negros multirraciais na Califórnia têm mais probabilidade de precisar de serviços de saúde mental do que os adultos negros monorraciais.

    A pesquisa, publicada na revista Ethnicity and Health, analisou dados de mais de 40 mil adultos negros que participaram da Pesquisa de Saúde da Califórnia entre 2005 e 2018.

    Os resultados mostraram que os adultos negros multirraciais tinham 1,6 vezes mais chances de relatar uma necessidade não atendida de serviços de saúde mental do que os adultos negros monorraciais. Além disso, os adultos negros multirraciais tinham 1,4 vezes mais chances de ter um diagnóstico de depressão e 1,3 vezes mais chances de ter um diagnóstico de ansiedade.

    Os autores do estudo sugerem que essas diferenças podem estar relacionadas a fatores como o estresse de lidar com o racismo e a discriminação, a falta de apoio social e cultural e a invisibilidade ou marginalização das identidades multirraciais. Eles também apontam que os serviços de saúde mental podem não estar preparados para atender às necessidades específicas dos adultos negros multirraciais, que podem enfrentar barreiras como o custo, a falta de acesso, o estigma e a falta de profissionais culturalmente competentes.

    O estudo destaca a importância de reconhecer e valorizar a diversidade dentro da população negra, bem como de desenvolver políticas e práticas que promovam a equidade e a inclusão na saúde mental. Os autores recomendam que os profissionais de saúde mental sejam treinados para entender as experiências e as necessidades dos adultos negros multirraciais, que sejam criados espaços seguros e acolhedores para eles expressarem suas identidades e que sejam ampliados os recursos e os serviços disponíveis para essa população.

    O estudo é um dos primeiros a examinar as diferenças entre os adultos negros multirraciais e monorraciais na necessidade e no uso de serviços de saúde mental na Califórnia, um estado com uma das maiores populações multirraciais dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para aumentar a conscientização sobre as questões de saúde mental enfrentadas pelos adultos negros multirraciais e para incentivar mais pesquisas sobre esse tema.

    Fonte: Link.

    A pesquisa, publicada na revista Ethnicity and Health, analisou dados de mais de 40 mil adultos negros que participaram da Pesquisa de Saúde da Califórnia entre 2005 e 2018.

    Os resultados mostraram que os adultos negros multirraciais tinham 1,6 vezes mais chances de relatar uma necessidade não atendida de serviços de saúde mental do que os adultos negros monorraciais. Além disso, os adultos negros multirraciais tinham 1,4 vezes mais chances de ter um diagnóstico de depressão e 1,3 vezes mais chances de ter um diagnóstico de ansiedade.

    Os autores do estudo sugerem que essas diferenças podem estar relacionadas a fatores como o estresse de lidar com o racismo e a discriminação, a falta de apoio social e cultural e a invisibilidade ou marginalização das identidades multirraciais. Eles também apontam que os serviços de saúde mental podem não estar preparados para atender às necessidades específicas dos adultos negros multirraciais, que podem enfrentar barreiras como o custo, a falta de acesso, o estigma e a falta de profissionais culturalmente competentes.

    O estudo destaca a importância de reconhecer e valorizar a diversidade dentro da população negra, bem como de desenvolver políticas e práticas que promovam a equidade e a inclusão na saúde mental. Os autores recomendam que os profissionais de saúde mental sejam treinados para entender as experiências e as necessidades dos adultos negros multirraciais, que sejam criados espaços seguros e acolhedores para eles expressarem suas identidades e que sejam ampliados os recursos e os serviços disponíveis para essa população.

    O estudo é um dos primeiros a examinar as diferenças entre os adultos negros multirraciais e monorraciais na necessidade e no uso de serviços de saúde mental na Califórnia, um estado com uma das maiores populações multirraciais dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para aumentar a conscientização sobre as questões de saúde mental enfrentadas pelos adultos negros multirraciais e para incentivar mais pesquisas sobre esse tema.

    Fonte: Link.

  • Hominídeo antigo foi esquartejado e comido por outro humano, indica estudo

    Hominídeo antigo foi esquartejado e comido por outro humano, indica estudo

    Um osso de um hominídeo antigo encontrado na Tanzânia revela que ele foi esquartejado e comido por outro humano há 1,45 milhão de anos.

    Essa seria a evidência mais antiga de canibalismo entre hominídeos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

    O osso é um fêmur direito que pertenceu a um indivíduo adulto de uma espécie ainda não identificada de hominídeo. Ele foi descoberto em 1964 no sítio arqueológico de Olduvai Gorge, mas ficou guardado em um museu na Alemanha até ser reexaminado por uma equipe internacional de pesquisadores.

    Os cientistas usaram técnicas modernas de microscopia e análise química para detectar marcas de corte no osso, que indicam que ele foi cortado com uma ferramenta de pedra. Essas marcas são diferentes das causadas por animais ou pelo ambiente.

    “Essas marcas mostram que alguém usou uma ferramenta de pedra para remover a carne e o tendão do osso”, disse à BBC o líder do estudo, Manuel Domínguez-Rodrigo, da Universidade Complutense de Madri. “Isso significa que esse hominídeo foi consumido por outro hominídeo.”

    O estudo não revela a espécie do comedor e do comido, mas sugere que eles podem ter sido Homo habilis ou Paranthropus boisei, dois tipos de hominídeos que habitavam a região na época. Também não se sabe se o canibalismo foi motivado por fome, ritual ou agressão.

    O osso também apresenta marcas de dentes de um grande felino, possivelmente um tigre-dente-de-sabre. Os pesquisadores não conseguiram determinar se o animal atacou o hominídeo antes ou depois de sua morte, mas especulam que ele pode ter roubado o corpo do canibal.

    O estudo destaca a importância de revisitar coleções de museus e usar técnicas modernas para ampliar o conhecimento sobre o passado. Os autores esperam que mais evidências de canibalismo entre hominídeos sejam encontradas em outros ossos antigos.

    Fonte: Link 1, Link 2, Link 3.

    Essa seria a evidência mais antiga de canibalismo entre hominídeos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

    O osso é um fêmur direito que pertenceu a um indivíduo adulto de uma espécie ainda não identificada de hominídeo. Ele foi descoberto em 1964 no sítio arqueológico de Olduvai Gorge, mas ficou guardado em um museu na Alemanha até ser reexaminado por uma equipe internacional de pesquisadores.

    Os cientistas usaram técnicas modernas de microscopia e análise química para detectar marcas de corte no osso, que indicam que ele foi cortado com uma ferramenta de pedra. Essas marcas são diferentes das causadas por animais ou pelo ambiente.

    “Essas marcas mostram que alguém usou uma ferramenta de pedra para remover a carne e o tendão do osso”, disse à BBC o líder do estudo, Manuel Domínguez-Rodrigo, da Universidade Complutense de Madri. “Isso significa que esse hominídeo foi consumido por outro hominídeo.”

    O estudo não revela a espécie do comedor e do comido, mas sugere que eles podem ter sido Homo habilis ou Paranthropus boisei, dois tipos de hominídeos que habitavam a região na época. Também não se sabe se o canibalismo foi motivado por fome, ritual ou agressão.

    O osso também apresenta marcas de dentes de um grande felino, possivelmente um tigre-dente-de-sabre. Os pesquisadores não conseguiram determinar se o animal atacou o hominídeo antes ou depois de sua morte, mas especulam que ele pode ter roubado o corpo do canibal.

    O estudo destaca a importância de revisitar coleções de museus e usar técnicas modernas para ampliar o conhecimento sobre o passado. Os autores esperam que mais evidências de canibalismo entre hominídeos sejam encontradas em outros ossos antigos.

    Fonte: Link 1, Link 2, Link 3.

  • FeverPhone: o aplicativo que transforma seu smartphone em um termômetro preciso

    FeverPhone: o aplicativo que transforma seu smartphone em um termômetro preciso

    O FeverPhone é um aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que usa a tela sensível ao toque e os sensores de temperatura da bateria do seu telefone para estimar sua temperatura com precisão comparável a alguns termômetros comerciais.

    O FeverPhone é fruto de um projeto de pesquisa que começou em 2019, quando os pesquisadores perceberam que os smartphones poderiam ser usados como termômetros sem a necessidade de adicionar novos componentes. Eles criaram um modelo de aprendizado de máquina que usa os dados coletados pela tela e pela bateria para calcular a temperatura corporal das pessoas.

    Para testar o aplicativo, os pesquisadores realizaram um estudo com 37 pacientes em um departamento de emergência de um hospital em Seattle. Eles compararam as estimativas do FeverPhone com as medidas de quatro termômetros comerciais: um termômetro oral, um termômetro auricular, um termômetro temporal e um termômetro infravermelho. Os resultados mostraram que o FeverPhone teve uma precisão média de 0,22°C, o que está dentro dos limites aceitáveis pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos.

    O aplicativo pode ter diversas aplicações para a saúde pública, especialmente em áreas com poucos recursos ou em situações de alta demanda por termômetros, como em uma pandemia. Por exemplo, o aplicativo pode ser usado para monitorar a temperatura de pessoas em quarentena ou isolamento domiciliar, ou para rastrear possíveis casos de febre em locais públicos, como aeroportos ou escolas.

    Os pesquisadores também estão investigando se o aplicativo pode funcionar com outros dispositivos, como smartwatches ou pulseiras inteligentes, que também possuem sensores de temperatura. Eles esperam que o FeverPhone possa se tornar uma ferramenta acessível e confiável para medir a temperatura corporal e auxiliar no diagnóstico e prevenção de doenças.

    Fonte: Link.

    O FeverPhone é fruto de um projeto de pesquisa que começou em 2019, quando os pesquisadores perceberam que os smartphones poderiam ser usados como termômetros sem a necessidade de adicionar novos componentes. Eles criaram um modelo de aprendizado de máquina que usa os dados coletados pela tela e pela bateria para calcular a temperatura corporal das pessoas.

    Para testar o aplicativo, os pesquisadores realizaram um estudo com 37 pacientes em um departamento de emergência de um hospital em Seattle. Eles compararam as estimativas do FeverPhone com as medidas de quatro termômetros comerciais: um termômetro oral, um termômetro auricular, um termômetro temporal e um termômetro infravermelho. Os resultados mostraram que o FeverPhone teve uma precisão média de 0,22°C, o que está dentro dos limites aceitáveis pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos.

    O aplicativo pode ter diversas aplicações para a saúde pública, especialmente em áreas com poucos recursos ou em situações de alta demanda por termômetros, como em uma pandemia. Por exemplo, o aplicativo pode ser usado para monitorar a temperatura de pessoas em quarentena ou isolamento domiciliar, ou para rastrear possíveis casos de febre em locais públicos, como aeroportos ou escolas.

    Os pesquisadores também estão investigando se o aplicativo pode funcionar com outros dispositivos, como smartwatches ou pulseiras inteligentes, que também possuem sensores de temperatura. Eles esperam que o FeverPhone possa se tornar uma ferramenta acessível e confiável para medir a temperatura corporal e auxiliar no diagnóstico e prevenção de doenças.

    Fonte: Link.

  • O grande roubo: como os impostos dos mais pobres financiam a corrupção e a desigualdade no Brasil

    O grande roubo: como os impostos dos mais pobres financiam a corrupção e a desigualdade no Brasil

    Você sabia que o brasileiro paga quase 40% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em impostos? Isso significa que, de tudo o que é produzido e consumido no país, quase metade vai para os cofres do governo.

    Mas o que o governo faz com todo esse dinheiro? Será que ele retorna em serviços públicos de qualidade para a população?

    Os gastos exagerados dos políticos

    Você já parou para pensar quanto custa manter um político no Brasil? Segundo o portal Contas Abertas, o Congresso Nacional gastou R$ 1,2 bilhão em 2020, um ano marcado pela pandemia e pela redução das atividades parlamentares. Esse valor inclui salários, auxílios, verbas indenizatórias, passagens aéreas, diárias, entre outros benefícios.

    Além disso, os políticos contam com uma série de privilégios que aumentam ainda mais os seus gastos. Por exemplo, eles têm direito a carros oficiais, motoristas, seguranças, assessores, planos de saúde, aposentadorias especiais, entre outros. Eles também podem nomear parentes e amigos para cargos públicos sem concurso, o que gera nepotismo e favorecimento.

    Todos esses gastos são pagos com o dinheiro dos impostos que nós pagamos. E o pior é que eles não se traduzem em melhorias para a população. Pelo contrário, muitas vezes eles são usados para financiar esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos.

    A injustiça tributária no Brasil

    Outro problema grave do sistema tributário brasileiro é a sua injustiça. Isso porque ele é baseado principalmente em impostos indiretos, ou seja, aqueles que incidem sobre o consumo de bens e serviços. Esses impostos são cobrados de forma igual para todos, independentemente da renda ou da capacidade de pagamento.

    Isso significa que uma pessoa que ganha um salário mínimo paga o mesmo imposto que uma pessoa que ganha um milhão de reais ao comprar um pão ou uma garrafa de água. Por isso, os impostos indiretos são chamados de regressivos, pois eles pesam mais no bolso dos mais pobres do que dos mais ricos.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os 10% mais pobres da população gastam 32% da sua renda em impostos, enquanto os 10% mais ricos gastam apenas 21%. Ou seja, há uma inversão da lógica da justiça social, que deveria ser baseada na progressividade dos impostos, ou seja, na cobrança proporcional à renda e à riqueza de cada um.

    Os grandes empresários e as grandes fortunas também se beneficiam de isenções, incentivos fiscais e brechas legais que reduzem a sua carga tributária. Além disso, eles contam com mecanismos de sonegação e evasão fiscal que lhes permitem escapar do pagamento de impostos. Segundo a Receita Federal, a sonegação fiscal no Brasil chega a R$ 417 bilhões por ano.

    A proposta de redução de impostos

    Diante desse cenário, muitos brasileiros defendem a redução dos impostos como forma de estimular o consumo, o emprego e o crescimento econômico. Essa é a tese defendida pelo cientista social Alberto Carlos Almeida no livro “O dedo na ferida: Menos imposto, mais consumo”.

    Segundo ele, o brasileiro sabe que paga muito imposto e deseja que os recursos revertam em melhores serviços públicos. Mas, como isso não acontece, ele prefere pagar menos impostos e, com mais dinheiro do salário, pagar por serviços privados (escolas e planos de saúde, entre outros) que funcionem.

    Almeida mostra que a população brasileira apoia a redução de impostos, principalmente porque isso a possibilita comprar mais e conseguir empregos melhores. Os brasileiros querem mais autonomia e independência e menos tutela do Estado. Ele também critica a falta de políticos brasileiros dispostos a defender a redução de impostos como promessa de campanha.

    Para ele, a redução de impostos seria uma forma de aumentar a competitividade das empresas brasileiras, que hoje sofrem com o chamado “custo Brasil”, que inclui a burocracia, a infraestrutura precária e a carga tributária elevada. Além disso, seria uma forma de aumentar a arrecadação do governo, pois haveria mais pessoas consumindo e trabalhando formalmente.

    O problema dos altos impostos no Brasil é um tema que afeta diretamente a vida de todos os cidadãos. É preciso debater e buscar soluções para tornar o sistema tributário mais justo, eficiente e transparente. A redução de impostos é uma proposta que merece ser considerada, pois pode trazer benefícios para a economia e para a sociedade brasileiras.

    Mas o que o governo faz com todo esse dinheiro? Será que ele retorna em serviços públicos de qualidade para a população?

    Os gastos exagerados dos políticos

    Você já parou para pensar quanto custa manter um político no Brasil? Segundo o portal Contas Abertas, o Congresso Nacional gastou R$ 1,2 bilhão em 2020, um ano marcado pela pandemia e pela redução das atividades parlamentares. Esse valor inclui salários, auxílios, verbas indenizatórias, passagens aéreas, diárias, entre outros benefícios.

    Além disso, os políticos contam com uma série de privilégios que aumentam ainda mais os seus gastos. Por exemplo, eles têm direito a carros oficiais, motoristas, seguranças, assessores, planos de saúde, aposentadorias especiais, entre outros. Eles também podem nomear parentes e amigos para cargos públicos sem concurso, o que gera nepotismo e favorecimento.

    Todos esses gastos são pagos com o dinheiro dos impostos que nós pagamos. E o pior é que eles não se traduzem em melhorias para a população. Pelo contrário, muitas vezes eles são usados para financiar esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos.

    A injustiça tributária no Brasil

    Outro problema grave do sistema tributário brasileiro é a sua injustiça. Isso porque ele é baseado principalmente em impostos indiretos, ou seja, aqueles que incidem sobre o consumo de bens e serviços. Esses impostos são cobrados de forma igual para todos, independentemente da renda ou da capacidade de pagamento.

    Isso significa que uma pessoa que ganha um salário mínimo paga o mesmo imposto que uma pessoa que ganha um milhão de reais ao comprar um pão ou uma garrafa de água. Por isso, os impostos indiretos são chamados de regressivos, pois eles pesam mais no bolso dos mais pobres do que dos mais ricos.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os 10% mais pobres da população gastam 32% da sua renda em impostos, enquanto os 10% mais ricos gastam apenas 21%. Ou seja, há uma inversão da lógica da justiça social, que deveria ser baseada na progressividade dos impostos, ou seja, na cobrança proporcional à renda e à riqueza de cada um.

    Os grandes empresários e as grandes fortunas também se beneficiam de isenções, incentivos fiscais e brechas legais que reduzem a sua carga tributária. Além disso, eles contam com mecanismos de sonegação e evasão fiscal que lhes permitem escapar do pagamento de impostos. Segundo a Receita Federal, a sonegação fiscal no Brasil chega a R$ 417 bilhões por ano.

    A proposta de redução de impostos

    Diante desse cenário, muitos brasileiros defendem a redução dos impostos como forma de estimular o consumo, o emprego e o crescimento econômico. Essa é a tese defendida pelo cientista social Alberto Carlos Almeida no livro “O dedo na ferida: Menos imposto, mais consumo”.

    Segundo ele, o brasileiro sabe que paga muito imposto e deseja que os recursos revertam em melhores serviços públicos. Mas, como isso não acontece, ele prefere pagar menos impostos e, com mais dinheiro do salário, pagar por serviços privados (escolas e planos de saúde, entre outros) que funcionem.

    Almeida mostra que a população brasileira apoia a redução de impostos, principalmente porque isso a possibilita comprar mais e conseguir empregos melhores. Os brasileiros querem mais autonomia e independência e menos tutela do Estado. Ele também critica a falta de políticos brasileiros dispostos a defender a redução de impostos como promessa de campanha.

    Para ele, a redução de impostos seria uma forma de aumentar a competitividade das empresas brasileiras, que hoje sofrem com o chamado “custo Brasil”, que inclui a burocracia, a infraestrutura precária e a carga tributária elevada. Além disso, seria uma forma de aumentar a arrecadação do governo, pois haveria mais pessoas consumindo e trabalhando formalmente.

    O problema dos altos impostos no Brasil é um tema que afeta diretamente a vida de todos os cidadãos. É preciso debater e buscar soluções para tornar o sistema tributário mais justo, eficiente e transparente. A redução de impostos é uma proposta que merece ser considerada, pois pode trazer benefícios para a economia e para a sociedade brasileiras.

  • O que os cães podem e não podem comer? Saiba quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados

    O que os cães podem e não podem comer? Saiba quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados

    Os cães são animais que adoram comer e muitas vezes ficam de olho na comida dos seus donos. Mas será que tudo o que os humanos comem faz bem para os cães?

    A resposta é não. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os nossos amigos de quatro patas.

    Por outro lado, existem alimentos que são seguros e até benéficos para os cães, desde que oferecidos com moderação e equilíbrio. Neste post, vamos mostrar quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e por quê.

    Alimentos que os cães podem comer

    Apesar de serem descendentes dos lobos, os cães se adaptaram a comer uma variedade maior de alimentos do que seus ancestrais carnívoros. Isso aconteceu porque eles começaram a viver junto aos humanos há milhares de anos e a aproveitar os restos de comida deixados por eles.

    Hoje em dia, a base da alimentação dos cães ainda é a carne, que fornece proteínas e gorduras essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento. As proteínas são formadas por aminoácidos, que são usados para construir músculos, hormônios e substâncias que transmitem mensagens pelo corpo dos cães. As gorduras são importantes para a saúde do cérebro e podem afetar o desempenho cognitivo e o comportamento dos cães.

    Além da carne, os cães podem comer alguns tipos de frutas e vegetais, que fornecem fibras e nutrientes extras sem adicionar muitas calorias. Por exemplo, cenoura, vagem, batata-doce e mirtilo são alimentos saudáveis para os cães. No entanto, não há evidências suficientes para afirmar que uma dieta vegetariana ou vegana possa atender todas as necessidades nutricionais dos cães.

    Outro alimento que os cães podem comer é o amido, como arroz e batata. Os cães têm uma capacidade maior de digerir o amido do que os lobos, graças a uma adaptação genética que aumentou a produção de uma enzima chamada amilase. O amido pode ser uma fonte de energia para os cães, mas deve ser oferecido com moderação, pois pode contribuir para o ganho de peso.

    Alguns alimentos humanos que também podem ser consumidos pelos cães são:

    • Ovo cozido: é uma fonte de proteína completa e de fácil digestão para os cães. No entanto, deve-se evitar dar ovos crus aos cães, pois eles podem conter bactérias como a Salmonella, que podem causar infecções tanto nos cães quanto nos humanos.

    • Manteiga de amendoim: é um alimento saboroso e rico em gorduras saudáveis para os cães. Mas deve-se dar apenas manteiga de amendoim pura e sem sal aos cães, pois alguns produtos podem conter ingredientes adicionais que podem ser prejudiciais aos cães, como sal ou xilitol.

    • Salmão cozido e sem espinhas: é um alimento rico em ácidos graxos ômega-3, que são conhecidos por reduzir a inflamação e ajudar a manter a pele e o pelo dos cães saudáveis. No entanto, deve-se evitar dar salmão cru aos cães, pois ele pode conter parasitas que podem causar doenças graves nos cães.

    Alimentos que os cães não podem comer

    Apesar da flexibilidade alimentar dos cães, existem alguns alimentos que são extremamente perigosos para eles e devem ser evitados a todo custo. Alguns desses alimentos são:

    • Uva e passa: são alimentos tóxicos para os cães, pois contêm compostos que podem prejudicar os rins dos cães. Eles podem causar insuficiência renal aguda e morte nos cães, mesmo em pequenas quantidades.

    • Chocolate: é um alimento que contém teobromina e cafeína, substâncias que podem estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, elas podem causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães. Quanto mais escuro o chocolate, maior o risco de intoxicação.

    • Cebola e alho: são alimentos que contêm compostos que podem danificar os glóbulos vermelhos dos cães, levando à anemia hemolítica. Os sintomas podem incluir fraqueza, falta de ar, urina escura e colapso. O alho é mais tóxico do que a cebola para os cães, mas ambos devem ser evitados.

    Outros alimentos que os cães não podem comer são:

    • Abacate: é um alimento que contém uma substância chamada persina, que pode causar vômito e diarreia nos cães. Além disso, o caroço do abacate pode causar obstrução intestinal se for engolido pelos cães.

    • Macadâmia: é um alimento que contém uma substância desconhecida que pode causar fraqueza, tremores, vômito e aumento da temperatura corporal nos cães. Apenas algumas nozes podem causar esses sintomas nos cães.

    • Café e chá: são bebidas que contêm cafeína, uma substância que pode estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, ela pode causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães.

    Os cães são animais que podem comer uma variedade de alimentos diferentes dos seus ancestrais lobos. No entanto, isso não significa que eles possam comer tudo o que os humanos comem. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os cães, enquanto outros podem ser saudáveis e nutritivos para eles.

    Por isso, é importante saber quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e oferecer uma dieta balanceada e adequada para as suas necessidades. Assim, você garante a saúde e o bem-estar do seu melhor amigo.

    Fonte: Link.

    A resposta é não. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os nossos amigos de quatro patas.

    Por outro lado, existem alimentos que são seguros e até benéficos para os cães, desde que oferecidos com moderação e equilíbrio. Neste post, vamos mostrar quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e por quê.

    Alimentos que os cães podem comer

    Apesar de serem descendentes dos lobos, os cães se adaptaram a comer uma variedade maior de alimentos do que seus ancestrais carnívoros. Isso aconteceu porque eles começaram a viver junto aos humanos há milhares de anos e a aproveitar os restos de comida deixados por eles.

    Hoje em dia, a base da alimentação dos cães ainda é a carne, que fornece proteínas e gorduras essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento. As proteínas são formadas por aminoácidos, que são usados para construir músculos, hormônios e substâncias que transmitem mensagens pelo corpo dos cães. As gorduras são importantes para a saúde do cérebro e podem afetar o desempenho cognitivo e o comportamento dos cães.

    Além da carne, os cães podem comer alguns tipos de frutas e vegetais, que fornecem fibras e nutrientes extras sem adicionar muitas calorias. Por exemplo, cenoura, vagem, batata-doce e mirtilo são alimentos saudáveis para os cães. No entanto, não há evidências suficientes para afirmar que uma dieta vegetariana ou vegana possa atender todas as necessidades nutricionais dos cães.

    Outro alimento que os cães podem comer é o amido, como arroz e batata. Os cães têm uma capacidade maior de digerir o amido do que os lobos, graças a uma adaptação genética que aumentou a produção de uma enzima chamada amilase. O amido pode ser uma fonte de energia para os cães, mas deve ser oferecido com moderação, pois pode contribuir para o ganho de peso.

    Alguns alimentos humanos que também podem ser consumidos pelos cães são:

    • Ovo cozido: é uma fonte de proteína completa e de fácil digestão para os cães. No entanto, deve-se evitar dar ovos crus aos cães, pois eles podem conter bactérias como a Salmonella, que podem causar infecções tanto nos cães quanto nos humanos.

    • Manteiga de amendoim: é um alimento saboroso e rico em gorduras saudáveis para os cães. Mas deve-se dar apenas manteiga de amendoim pura e sem sal aos cães, pois alguns produtos podem conter ingredientes adicionais que podem ser prejudiciais aos cães, como sal ou xilitol.

    • Salmão cozido e sem espinhas: é um alimento rico em ácidos graxos ômega-3, que são conhecidos por reduzir a inflamação e ajudar a manter a pele e o pelo dos cães saudáveis. No entanto, deve-se evitar dar salmão cru aos cães, pois ele pode conter parasitas que podem causar doenças graves nos cães.

    Alimentos que os cães não podem comer

    Apesar da flexibilidade alimentar dos cães, existem alguns alimentos que são extremamente perigosos para eles e devem ser evitados a todo custo. Alguns desses alimentos são:

    • Uva e passa: são alimentos tóxicos para os cães, pois contêm compostos que podem prejudicar os rins dos cães. Eles podem causar insuficiência renal aguda e morte nos cães, mesmo em pequenas quantidades.

    • Chocolate: é um alimento que contém teobromina e cafeína, substâncias que podem estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, elas podem causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães. Quanto mais escuro o chocolate, maior o risco de intoxicação.

    • Cebola e alho: são alimentos que contêm compostos que podem danificar os glóbulos vermelhos dos cães, levando à anemia hemolítica. Os sintomas podem incluir fraqueza, falta de ar, urina escura e colapso. O alho é mais tóxico do que a cebola para os cães, mas ambos devem ser evitados.

    Outros alimentos que os cães não podem comer são:

    • Abacate: é um alimento que contém uma substância chamada persina, que pode causar vômito e diarreia nos cães. Além disso, o caroço do abacate pode causar obstrução intestinal se for engolido pelos cães.

    • Macadâmia: é um alimento que contém uma substância desconhecida que pode causar fraqueza, tremores, vômito e aumento da temperatura corporal nos cães. Apenas algumas nozes podem causar esses sintomas nos cães.

    • Café e chá: são bebidas que contêm cafeína, uma substância que pode estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, ela pode causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães.

    Os cães são animais que podem comer uma variedade de alimentos diferentes dos seus ancestrais lobos. No entanto, isso não significa que eles possam comer tudo o que os humanos comem. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os cães, enquanto outros podem ser saudáveis e nutritivos para eles.

    Por isso, é importante saber quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e oferecer uma dieta balanceada e adequada para as suas necessidades. Assim, você garante a saúde e o bem-estar do seu melhor amigo.

    Fonte: Link.

  • Novo subtipo de depressão é identificado por pesquisadores

    Novo subtipo de depressão é identificado por pesquisadores

    Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descreveu uma nova categoria de depressão – chamada de biótipo cognitivo – que afeta cerca de 27% dos pacientes com transtorno depressivo maior (TDM).

    O objetivo é diagnosticar e tratar a condição de forma mais precisa.

    A depressão é tradicionalmente definida como um transtorno do humor, mas os pesquisadores descobriram que esse novo subtipo se caracteriza por déficits cognitivos na atenção, memória e autocontrole. Esses sintomas não são aliviados pelos antidepressivos mais comuns, que atuam na serotonina (conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou ISRS), mas podem responder melhor a outros tratamentos que visam essas funções cognitivas.

    O estudo, publicado em 15 de junho na revista JAMA Network Open, faz parte de um esforço maior dos neurocientistas para encontrar tratamentos que sejam direcionados aos biótipos da depressão, de acordo com a autora sênior do estudo, Leanne Williams, PhD, professora de psiquiatria e ciências comportamentais. “Um dos grandes desafios é encontrar uma nova forma de abordar o que atualmente é um processo de tentativa e erro, para que mais pessoas possam melhorar mais rápido”, disse Williams.

    Para identificar o biótipo cognitivo, os cientistas usaram questionários, testes cognitivos e imagens cerebrais em 1.008 adultos com transtorno depressivo maior que não estavam medicados. Eles foram randomizados para receber um dos três antidepressivos típicos: escitalopram (nome comercial Lexapro) ou sertralina (Zoloft), que atuam na serotonina, ou venlafaxina-XR (Effexor), que atua tanto na serotonina quanto na noradrenalina. Setecentos e doze dos participantes completaram o regime de oito semanas.

    Antes e depois do tratamento com os antidepressivos, os sintomas depressivos dos participantes foram medidos usando dois questionários – um administrado por um clínico e outro por uma autoavaliação, que incluía perguntas relacionadas a mudanças no sono e na alimentação. Medidas sobre o funcionamento social e ocupacional, bem como a qualidade de vida, também foram acompanhadas. Os participantes também completaram uma série de testes cognitivos, antes e depois do tratamento, medindo memória verbal, memória de trabalho, velocidade de decisão e atenção sustentada, entre outras tarefas.

    Antes do tratamento, os cientistas escanearam 96 dos participantes usando ressonância magnética funcional enquanto eles realizavam uma tarefa chamada “GoNoGo” que requer que os participantes pressionem um botão o mais rápido possível quando veem “Go” em verde e não pressionem quando veem “NoGo” em vermelho. Essa tarefa mede a capacidade de planejar com antecedência, exibir autocontrole, manter o foco apesar das distrações e suprimir comportamentos inadequados.

    Os resultados mostraram que 27% dos pacientes com TDM apresentaram pior desempenho nas tarefas cognitivas e também tiveram uma pior resposta aos tratamentos medicamentosos padrão. Além disso, eles apresentaram uma atividade cerebral reduzida em duas regiões responsáveis por essas tarefas: o córtex pré-frontal dorsolateral e o córtex cingulado anterior.

    Os pesquisadores sugerem que esses pacientes podem se beneficiar de antidepressivos menos comumente usados ou de outras intervenções que visem melhorar as funções cognitivas, como estimulação cerebral não invasiva ou treinamento cognitivo. Eles também enfatizam a importância de reconhecer a diversidade dos pacientes com depressão e de personalizar os tratamentos de acordo com os biótipos.

    “Esperamos que, ao identificar esse subtipo cognitivo, possamos ajudar os médicos a escolher o melhor tratamento para seus pacientes e também aumentar a conscientização sobre a necessidade de mais pesquisas e desenvolvimento de novos tratamentos para esse grupo”, disse Williams.

    O objetivo é diagnosticar e tratar a condição de forma mais precisa.

    A depressão é tradicionalmente definida como um transtorno do humor, mas os pesquisadores descobriram que esse novo subtipo se caracteriza por déficits cognitivos na atenção, memória e autocontrole. Esses sintomas não são aliviados pelos antidepressivos mais comuns, que atuam na serotonina (conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou ISRS), mas podem responder melhor a outros tratamentos que visam essas funções cognitivas.

    O estudo, publicado em 15 de junho na revista JAMA Network Open, faz parte de um esforço maior dos neurocientistas para encontrar tratamentos que sejam direcionados aos biótipos da depressão, de acordo com a autora sênior do estudo, Leanne Williams, PhD, professora de psiquiatria e ciências comportamentais. “Um dos grandes desafios é encontrar uma nova forma de abordar o que atualmente é um processo de tentativa e erro, para que mais pessoas possam melhorar mais rápido”, disse Williams.

    Para identificar o biótipo cognitivo, os cientistas usaram questionários, testes cognitivos e imagens cerebrais em 1.008 adultos com transtorno depressivo maior que não estavam medicados. Eles foram randomizados para receber um dos três antidepressivos típicos: escitalopram (nome comercial Lexapro) ou sertralina (Zoloft), que atuam na serotonina, ou venlafaxina-XR (Effexor), que atua tanto na serotonina quanto na noradrenalina. Setecentos e doze dos participantes completaram o regime de oito semanas.

    Antes e depois do tratamento com os antidepressivos, os sintomas depressivos dos participantes foram medidos usando dois questionários – um administrado por um clínico e outro por uma autoavaliação, que incluía perguntas relacionadas a mudanças no sono e na alimentação. Medidas sobre o funcionamento social e ocupacional, bem como a qualidade de vida, também foram acompanhadas. Os participantes também completaram uma série de testes cognitivos, antes e depois do tratamento, medindo memória verbal, memória de trabalho, velocidade de decisão e atenção sustentada, entre outras tarefas.

    Antes do tratamento, os cientistas escanearam 96 dos participantes usando ressonância magnética funcional enquanto eles realizavam uma tarefa chamada “GoNoGo” que requer que os participantes pressionem um botão o mais rápido possível quando veem “Go” em verde e não pressionem quando veem “NoGo” em vermelho. Essa tarefa mede a capacidade de planejar com antecedência, exibir autocontrole, manter o foco apesar das distrações e suprimir comportamentos inadequados.

    Os resultados mostraram que 27% dos pacientes com TDM apresentaram pior desempenho nas tarefas cognitivas e também tiveram uma pior resposta aos tratamentos medicamentosos padrão. Além disso, eles apresentaram uma atividade cerebral reduzida em duas regiões responsáveis por essas tarefas: o córtex pré-frontal dorsolateral e o córtex cingulado anterior.

    Os pesquisadores sugerem que esses pacientes podem se beneficiar de antidepressivos menos comumente usados ou de outras intervenções que visem melhorar as funções cognitivas, como estimulação cerebral não invasiva ou treinamento cognitivo. Eles também enfatizam a importância de reconhecer a diversidade dos pacientes com depressão e de personalizar os tratamentos de acordo com os biótipos.

    “Esperamos que, ao identificar esse subtipo cognitivo, possamos ajudar os médicos a escolher o melhor tratamento para seus pacientes e também aumentar a conscientização sobre a necessidade de mais pesquisas e desenvolvimento de novos tratamentos para esse grupo”, disse Williams.