Categoria: Economia

  • Casa da Moeda demite 212 funcionários para reduzir custos

    A Casa da Moeda do Brasil (CMB) demitiu, por telegrama, 212 funcionários de diversas áreas que atuam na sede da empresa no Rio de Janeiro. A instituição é responsável pela impressão de cédulas de real e pela fabricação de moedas e de outros produtos como passaportes com chips e selos fiscais.

    A empresa informou, por meio de nota, que a medida foi adotada “após diversas ações para a redução interna de custos operacionais, a redução expressiva das funções de confiança e o oferecimento de Plano de Desligamento Voluntário”. “A CMB é uma empresa pública não dependente de recursos do Tesouro. A redução do quadro de empregados foi avaliada pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração como necessária para assegurar a sustentabilidade e a continuidade empresarial”, acrescenta o texto.

    Em nota, o Sindicato Nacional dos Moedeiros (SNM) diz que as demissões fazem parte de um conjunto de decisões do governo e da gestão da Casa da Moeda do Brasil para privilegiar grupos privados. “O SNM não medirá esforços para reverter esse processo de demissão em massa, que é apenas uma das ações para levar ao processo de desmonte da Casa da Moeda do Brasil, assim como foi a produção de cédulas de R$ 2 e como está sendo a licitação para a fabricação de moedas.”

    De acordo com o sindicato, a medida, adotada na última sexta-feira (9), atingiu apenas servidores aposentados ou com tempo de serviço para dar entrada na aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que entrará na Justiça para tentar reverter esse plano de demissão.

    O vice-presidente do sindicato, Roni Oliveira, disse que as demissões não ocorreram dentro do Plano de Demissão Voluntária. O PDV da Casa da Moeda ficou aberto entre julho e novembro do ano passado e teve adesão de 333 servidores. Com as demissões da semana passada, a empresa conta atualmente com 2.150 funcionários.

    Oliveira disse que, ainda esta semana, o sindicato vai entrar na Justiça Federal com um pedido de liminar para reverter esse quadro de demissões.

    Segundo o sindicalista, para serem demitidos, os fundionários da Casa da Moeda teriam de passar por um processo administrativo. “O trabalhador não pode ser submetido a demissão imotivada”, disse.

    História

    A Casa da Moeda do Brasil foi fundada em 8 de março de 1694 pelo rei de Portugal D. Pedro II, com o objetivo de atender à demanda de fabricação de moedas no país.

    Há 324 anos, a empresa pública é responsável pela produção do meio circulante brasileiro. O complexo industrial, localizado em Santa Cruz, na zona oeste do Rio é um dos maiores do gênero no mundo. No local, funcionam as três fábricas da empresa – de cédulas, de moedas e gráfica. Com informações da Agência Brasil

  • Passagens aéreas puxam para baixo inflação de março

    Com queda de preços de 15,42%, as passagens aéreas foram o item que teve maior impacto no recuo da taxa de inflação de 0,32%, em fevereiro, para 0,09%, em março deste ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda de preços para março era esperada, já que os meses anteriores (janeiro e fevereiro) são de férias escolares e março é mês de volta às aulas, quando a demanda por passagens se reduz. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi divulgado hoje (10) pelo IBGE.

    Com a queda das passagens e o recuo de 0,19% do preço da gasolina, o grupo transportes teve deflação (queda de preços) de 0,25%. Outro grupo de despesa com deflação foi comunicação, com recuo de 0,33%.

    Por outro lado, o grupo de despesas saúde e cuidados pessoais, teve alta de 0,48%, com o maior impacto na inflação de março. O principal responsável pela alta dos gastos com saúde foi o item plano de saúde (1,06%).

    O item individual que mais contribuiu para a inflação em março, no entanto, foi o das frutas, que tiveram alta de preços de 5,32%. Os preços dos alimentos como um todo subiram 0,07% no último mês.

    Os gastos com habitação também tiveram impacto importante na inflação do mês, com taxa de 0,19%, influenciados principalmente pelo aumento do custo com energia elétrica, de 0,67%. A variação de preços pode ser explicada pelos reajustes de 9,09% e de 21,46% nas duas concessionárias de energia do Rio de Janeiro. Com informações da Agência Brasil

  • Ex-presidente do BC diz nos EUA que liberalismo é tendência clara desta eleição

    O ex-presidente do Banco Central do Brasil e ex-secretário adjunto de Política Econômica, Gustavo Franco, afirmou hoje (6), nos Estados Unidos, que há uma tendência clara nas eleições brasileiras deste ano de focar em ideias “pró mercado, mais liberais”. Segundo ele, há um interesse de muitos candidatos nessas ideias, o que deve impactar a próxima administração do país.

    A afirmação foi feita em Boston, onde Franco participou de um painel da Brazil Conference, evento promovido por alunos brasileiros das universidades de Harvard e do Massachussets Institute of Technology (MIT). Também participou do painel a economista Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), entidade independente que objetiva contribuir para o debate sobre as relações entre desenvolvimento e integração internacional do Brasil.

    Ela concordou que há uma convergência em torno de uma agenda liberal e disse que essa tendência pode propiciar mais investimentos no país, já que existe “liquidez internacional grande e capital em busca de bons projetos” no mercado financeiro internacional. “E não faltam bons projetos no Brasil, falta regulação adequada e ambiente econômico adequado para que esses capitais possam vir”, destacou.

    Segundo Sandra, “a percepção de que um candidato reformista, pró mercado, pró privatização e abertura da economia vai atrair investimento para o Brasil” representa um impacto positivo sobre as expectativas dos investidores.

    Modelos

    Em Boston, os dois economistas discutiram modelos de crescimento para o Brasil. Para Sandra, “qualquer candidato que seja eleito vai ter que enfrentar uma agenda que não vai escapar de determinados assuntos: reforma da previdência, reorganização fiscal e abertura da economia ao comércio internacional”.

    Já para Gustavo Franco o modelo ideal deveria estar pautado em responsabilidade fiscal, concorrência, e foco no empreendedorismo: “isso significa retirar um tanto da ênfase de luta de classes, como por exemplo na legislação trabalhista, que termina sendo uma dor de cabeça imensa do ponto de vista de produtividade, competitividade, relações de trabalho”.

    Guerra comercial

    Sandra Rios afirmou que, apesar da atual discussão sobre recrudescimento do protecionismo no mundo, essa tendência não deve durar, já que o ambiente internacional não é ainda predominantemente protecionista. “A economia americana e o ambiente político americano vão perceber que esta estratégia é um tiro no pé”, disse, se referindo a iniciativas recentes adotadas pelo governo Trump, taxando importações. Segundo ela, as empresas norte-americanas vão ficar menos competitivas e produtivas e acabar perdendo espaço.

    A economista também destacou a importância de o Brasil ser mais aberto comercialmente. “O Brasil é uma economia das menos integradas no mundo entre os países em desenvolvimento. Então, debater a abertura comercial é do interesse do Brasil, independente do que a gente venha a conseguir em termos de eliminação de barreiras. Esta estrutura de proteção comercial que prevalece no Brasil é incompatível com qualquer possibilidade de crescimento econômico”, afirmou.

    Confiança na Democracia

    Segundo Franco, as eleições deste ano devem servir para trazer consenso ao país. Ele alertou para a atual desconfiança com a democracia, que, segundo ele, “é um sistema imperfeito, a gente sabe, e algumas das suas imperfeições ficam ainda mais flagrantes na presença de um mau governo. Nós tivemos dois seguidos, no meu modo de entender. Dois maus presidentes. Este agora e a anterior”.

    Ainda assim, ele demonstrou confiança no sistema democrático: “É possível sim existirem coalizões políticas, é possível haver negociação politica sem que isso necessariamente signifique corrupção e desperdício de recursos públicos”, afirmou.

    Gustavo Franco afirmou que é necessário que os candidatos a presidente demonstrem comprometimento com uma política econômica de longo prazo consistente e coerente. Segundo ele, o empresariado precisa “entender a sequência do plano de voo”.

    “Em muitos casos o empresariado, os empreendedores brasileiros gostariam de ver um programa liberal. Mas não se tem muita firmeza de que determinado candidato gosta mesmo daquelas ideias. Então um compromisso de longo prazo ajuda. Sobretudo esses candidatos que a gente não sabe bem se são liberais de verdade ou estão sendo oportunistas”, afirmou Franco. Por: Agência Brasil

  • Moody’s faz relatório positivo sobre corte no compulsório de bancos brasileiros

    A agência de classificação de risco Moody’s divulgou, nesta quinta-feira (5), relatório em que avalia como positiva para a economia brasileira a redução dos depósitos compulsórios do setor bancário, aprovada há uma semana pelo Banco Central (BC).

    “A redução nos compulsórios é crédito positiva para os maiores bancos do Brasil, porque reduzirá os custos de financiamento ao liberar para o sistema financeiro R$ 25,7 bilhões (US$ 7,8 bilhões) de recursos depositados no Banco Central”, afirma a Moody’s.

    Conforme determinou o Banco Central, a parcela do compulsório dos depósitos à vista que as instituições financeiras são obrigadas a recolher à autoridade monetária foi reduzida de 40% para 25%. Já a parcela dos depósitos na poupança rural que deve ser repassada ao BC caiu de 21% para 20%.

    Para os demais tipos de poupança, a alíquota passou de 24,5% para 20%.

    Além disso, o Banco Central aumentou para R$ 200 milhões (US$ 60,7 milhões) o valor que cada banco pode deduzir da base do depósito à vista para o cálculo das reservas obrigatórias. Antes, esse valor era R$ 70 milhões (US$ 21,2 milhões).

    De acordo com a Moody’s, a ação do Banco Central visa a estimular o crescimento dos empréstimos, no momento em que os consumidores e as empresas começam a mostrar um apetite maior por crédito. “No entanto, um aumento no crédito dependerá estratégias de risco de crédito dos bancos, que se concentraram em empréstimos garantidos ao consumidor, crédito consignado, hipotecas, financiamento de veículos e empréstimos de curto prazo e garantidos e empresas de médio porte”, diz a agência.

  • Bolsa sobe 1% e dólar fecha no maior valor em 11 meses após decisão do Supremo

    A bolsa e o dólar subiram no dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou a concessão de habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão também foi influenciada pelo acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

    O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (5) vendida a R$ 3,342, com pequena alta de R$ 0,001 (0,04%). A cotação está no valor mais alto desde 18 de maio do ano passado (R$ 3,389). A divisa começou o dia em queda, mas reverteu a tendência ao longo da sessão à medida que os movimentos de compra se intensificaram, pressionando para cima a cotação da moeda.

    Na Bolsa de Valores, o dia foi de recuperação. Depois de três sessões seguidas de queda, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão com alta de 1,01%, aos 85.209 pontos. O indicador começou o dia acima dos 86 mil pontos, mas reduziu o ritmo de alta no decorrer da sessão.

    Hoje (5) de madrugada, o Supremo Tribunal Federal finalizou o julgamento que negou a concessão de habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente é condenado em segunda instância no processo em que é acusado de receber um apartamento triplex da empreiteira OAS e teve a prisão ordenada pelo juiz Sérgio Moro no início da noite de hoje.

    Além das tensões com o julgamento do ex-presidente, o mercado financeiro foi influenciado pela escalada de medidas comerciais entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo. Ontem (4), o país asiático retaliou o governo norte-americano com a sobretaxação de veículos, de aviões e de soja, que atingirão US$ 50 bilhões e corresponderão à tarifação adicional anunciada na terça-feira (3) pelo presidente Donald Trump sobre uma série de bens chineses. Por: Agência Brasil

  • Inflação para famílias de menor renda avança em março

    A inflação das famílias de menor renda, entre 1 e 2,5 salários mínimos, avançou em março em relação a fevereiro, mas ainda assim ficou abaixo da taxa das famílias de maior renda.

    Segundo dados divulgados hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia de Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) de março apresentou variação de 0,08%, com alta de 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa apurada de fevereiro, quando o índice acusou variação negativa (deflação) de -0,01%. Com o resultado, o indicador acumula alta de 0,57% no ano e 1,45% nos últimos 12 meses.

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    O indicador, no entanto, ficou abaixo do índice que mede a inflação junto às famílias de maior renda. Segundo a FGV, em março o IPC-BR anotou variação de 0,17%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 2,76%, nível também acima do registrado pelo IPC-C1.

    A alta do IPC-C1 em março reflete elevação de preços em cinco das oito classes de despesas componentes do índice, com destaque para Vestuário, cuja inflação passou de uma inflação negativa de 0,72% em fevereiro para uma alta de 0,43% em março; Habitação (0,07% para 0,23%); Saúde e Cuidados Pessoais; (0,17% para 0,3%); e Alimentação (-0,31% para -0,27%).

    Variação nula

    Já o grupo Educação, Leitura e Recreação saiu de uma deflação de -0,18% em fevereiro para uma variação nula em março (0,00%).

    Em contrapartida, os itens Transportes (0,76% para 0,38%), Comunicação (-0,10% para -0,25%) e Despesas Pessoais (0,13% para 0,03%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

    Nestas classes de despesa, destacam-se os itens gasolina (1,93% para -0,17%), tarifa de telefone residencial (0,08% para -0,51%) e alimentos para animais domésticos (0,31% para -0,30%). Por: Agência Brasil

  • Custo da cesta básica tem redução em 12 capitais, segundo o Dieese

    O custo da cesta básica diminiu em 12 capitais no mês de março, segundo o os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, relizada pelo Departaemento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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    As capitais com principais quedas foram Salvador (-4,07%), Recife (-3,82%) e Belém (-3,24%). As maiores taxas positivas foram registradas nas cidades de Campo Grande (2,60%) e Curitiba (2,22%).

    As capitais com a cestas mais caras foram Rio de Janeiro (R$ 441,19), São Paulo (R$ 437,84), Porto Alegre (R$ 434,70) e Florianópolis (R$ 426,79). Os menores valores médios foram encontrados em Salvador (R$ 322,88) e Aracaju (R$ 339,77).

    Entre março de 2017 e o mesmo mês de 2018, os preços médios da cesta caíram em 16 cidades, com destaque para Salvador (-7,66%), Goiânia (-7,18%) e Belém (-6,89%). As altas foram registradas em quatro capitais. As mais expressivas ocorreram em Curitiba (3,11%) e Rio de Janeiro (2,29%). Por: Agência Brasil

  • Petrobras reduz o preço do gás de cozinha às distribuidoras

    O preço do gás de cozinha, o GLP, foi reduzido pela Petrobras às distribuidoras. O botijão de 13 quilos (kg) foi reajustado para baixo em R$ 1,03, passando de R$ 23,16 para R$ 22,13. A redução passa a valer a partir desta quinta-feira (5), mas não leva em consideração os tributos e a margem de lucro na comercialização do produto.

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    Aneel aprova reajuste médio de 16,9% nas tarifas da CPFL

    Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que as empresas filiadas à entidade foram comunicadas nesta quarta-feira (4) sobre os novos valores para os botijões de até 13 kg.

    “A redução oscilará entre 5,1% e 3,7%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos do Sindigás, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 kg aproximadamente 2,2% acima do preço paridade internacional”, informa o sindicato.

    A Petrobras explicou, em sua página na internet, que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora impostos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores”.

  • Aneel aprova reajuste médio de 16,9% nas tarifas da CPFL

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (3) reajuste médio de 16,9% nas tarifas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista), empresa que atende 4,3 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do estado de São Paulo.

    Para consumidores conectados em alta tensão, o aumento será de 11,11% e, para a baixa tensão, de 20,17%. Além das unidades residenciais, a baixa tensão inclui as unidades consumidoras de baixa renda, imóveis rurais, comerciais, de serviços e outras atividades. Também inclui a tarifa de iluminação pública.

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    O aumento na tarifa de energia, que já era esperado, entra em vigor no próximo domingo (8). O tema foi objeto de audiência públicas promovidas pela Aneel desde janeiro.

    O reajuste diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária, processo realizado pela Aneel para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das distribuidoras. A revisão é realizada periodicamente em intervalos de quatro anos.

    “A revisão tarifária periódica reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica, em intervalo médio de quatro anos”, justificou a Aneel. Por: Agência Brasil

  • Número de ocupados cresce entre menos escolarizados, jovens e mulheres, diz Ipea

    O recuo da taxa de desocupação é maior entre trabalhadores com ensino fundamental e médio, jovens e mulheres, concluiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura, publicada hoje (3).

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    Segundo o Ipea, apesar do aumento registrado no início do ano, devido à sazonalidade do período, a taxa de desocupação vem caindo na comparação interanual “de forma consistente e atinge todos os segmentos da população”, sendo mais intenso nesse grupo de trabalhadores.

    “Embora ainda se encontre em níveis muito abaixo dos observados no período pré-crise, o contingente de trabalhadores ocupados vem crescendo, na comparação interanual, desde o trimestre encerrado em julho de 2017, de tal modo que, em fevereiro de 2018, a taxa de expansão interanual apontada foi de 2%”, diz o Ipea.

    Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação caiu de 24,2% para 20,4% entre primeiro e o último trimestre de 2017. Na mesma base de comparação, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos recuou de 28,8% para 25,3%. No caso das mulheres, a desocupação passou de 15,8% para 13,2%. A mesma taxa para os homens recuou menos, ao passar de 12,2% para 10,5%.

    Rendimentos

    Os maiores aumentos salariais foram auferidos pelos homens (2,6%), pelos trabalhadores com ensino médio incompleto (5%) e pelos moradores das regiões Norte (5,4%) e Nordeste (4,3%), na comparação entre o primeiro e o quarto trimestre de 2017.

    O estudo do Ipea foi feito com base em em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por: Agência Brasil