Categoria: Saúde

  • Poliomielite: o que é, como prevenir e qual a situação no Brasil e no mundo

    Poliomielite: o que é, como prevenir e qual a situação no Brasil e no mundo

    A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença grave que pode causar paralisia nos braços, nas pernas ou no corpo todo.

    Ela é causada por um vírus que se espalha pela água, pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas. A doença afeta principalmente crianças menores de cinco anos, mas também pode atingir adultos.

    A única forma de se proteger da poliomielite é tomando a vacina, que é gratuita e está disponível nos postos de saúde. A vacina deve ser aplicada em todas as crianças em quatro doses: aos dois, quatro e seis meses de idade e um reforço aos 15 meses. Além disso, todos os anos é realizada uma campanha nacional de vacinação contra a pólio, que convoca as crianças de até cinco anos para receberem uma dose extra da vacina.

    A vacinação é muito importante porque a poliomielite não tem cura e pode deixar sequelas permanentes. A doença também pode ser fatal em alguns casos, quando afeta os músculos respiratórios e impede a pessoa de respirar.

    Um desafio global

    Desde 1988, a Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena um programa de erradicação global da poliomielite, com o apoio de vários países e organizações. O programa tinha como objetivo acabar com a transmissão do vírus em todo o mundo até o ano 2000.

    Graças aos esforços do programa, o número de casos de poliomielite caiu mais de 99% nos últimos 35 anos, passando de 350 mil casos em 125 países em 1988 para menos de 200 casos em apenas dois países em 2020. Esses dois países são o Afeganistão e o Paquistão, onde ainda há conflitos armados, instabilidade política e dificuldades de acesso às áreas remotas.

    O Brasil foi um dos primeiros países a eliminar a transmissão do vírus da poliomielite, recebendo o certificado de eliminação em 1994, junto com os demais países das Américas. No entanto, o país ainda precisa manter a vigilância e a imunização em dia para evitar que a doença volte a circular.

    Isso porque o vírus da poliomielite ainda pode ser trazido por viajantes que vêm de países onde a doença ainda existe ou por pessoas que não estão vacinadas. Se essas pessoas entrarem em contato com outras que também não estão vacinadas, elas podem iniciar um surto da doença.

    Por isso, é fundamental que todos os pais levem seus filhos para tomar a vacina contra a pólio e que os adultos também verifiquem se estão com a vacinação em dia. Assim, além de se protegerem, eles também contribuem para proteger as outras pessoas e para manter o Brasil livre da poliomielite.

    Ela é causada por um vírus que se espalha pela água, pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas. A doença afeta principalmente crianças menores de cinco anos, mas também pode atingir adultos.

    A única forma de se proteger da poliomielite é tomando a vacina, que é gratuita e está disponível nos postos de saúde. A vacina deve ser aplicada em todas as crianças em quatro doses: aos dois, quatro e seis meses de idade e um reforço aos 15 meses. Além disso, todos os anos é realizada uma campanha nacional de vacinação contra a pólio, que convoca as crianças de até cinco anos para receberem uma dose extra da vacina.

    A vacinação é muito importante porque a poliomielite não tem cura e pode deixar sequelas permanentes. A doença também pode ser fatal em alguns casos, quando afeta os músculos respiratórios e impede a pessoa de respirar.

    Um desafio global

    Desde 1988, a Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena um programa de erradicação global da poliomielite, com o apoio de vários países e organizações. O programa tinha como objetivo acabar com a transmissão do vírus em todo o mundo até o ano 2000.

    Graças aos esforços do programa, o número de casos de poliomielite caiu mais de 99% nos últimos 35 anos, passando de 350 mil casos em 125 países em 1988 para menos de 200 casos em apenas dois países em 2020. Esses dois países são o Afeganistão e o Paquistão, onde ainda há conflitos armados, instabilidade política e dificuldades de acesso às áreas remotas.

    O Brasil foi um dos primeiros países a eliminar a transmissão do vírus da poliomielite, recebendo o certificado de eliminação em 1994, junto com os demais países das Américas. No entanto, o país ainda precisa manter a vigilância e a imunização em dia para evitar que a doença volte a circular.

    Isso porque o vírus da poliomielite ainda pode ser trazido por viajantes que vêm de países onde a doença ainda existe ou por pessoas que não estão vacinadas. Se essas pessoas entrarem em contato com outras que também não estão vacinadas, elas podem iniciar um surto da doença.

    Por isso, é fundamental que todos os pais levem seus filhos para tomar a vacina contra a pólio e que os adultos também verifiquem se estão com a vacinação em dia. Assim, além de se protegerem, eles também contribuem para proteger as outras pessoas e para manter o Brasil livre da poliomielite.

  • Lipedema: conheça a condição que afeta milhões de mulheres no mundo

    Lipedema: conheça a condição que afeta milhões de mulheres no mundo

    Você já ouviu falar de lipedema? Se não, você não está sozinho.

    Muitas pessoas desconhecem essa condição crônica e progressiva que se caracteriza pelo acúmulo anormal de células de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, às vezes, nos braços. Afeta principalmente mulheres e muitas vezes é confundido com obesidade ou linfedema.

    O lipedema pode causar diversos problemas de saúde e bem-estar para as pessoas que sofrem com ele. Alguns dos sintomas mais comuns são dor, sensibilidade ao toque, contusões fáceis e, em alguns casos, problemas de mobilidade devido ao tamanho e ao peso dos membros afetados. Além disso, o lipedema pode afetar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa condição.

    A causa exata do lipedema é desconhecida, mas acredita-se que haja uma ligação genética, pois muitas vezes ocorre em várias gerações da mesma família. Outros fatores que podem influenciar o desenvolvimento do lipedema são as mudanças hormonais, como a puberdade, a gravidez e a menopausa.

    Embora não haja cura para o lipedema, existem tratamentos eficazes disponíveis para ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento mais indicado depende da gravidade e da evolução da condição, mas geralmente envolve uma combinação de medidas como alimentação saudável, exercícios físicos, uso de meias ou roupas de compressão, drenagem linfática manual e medicamentos anti-inflamatórios. A cirurgia raramente é necessária e só é recomendada em casos extremos.

    Se você suspeita que tem lipedema ou conhece alguém que possa ter, procure um médico especializado para fazer um diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. Quanto mais cedo o lipedema for identificado e tratado, melhores serão os resultados e a prevenção de complicações.

    Muitas pessoas desconhecem essa condição crônica e progressiva que se caracteriza pelo acúmulo anormal de células de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, às vezes, nos braços. Afeta principalmente mulheres e muitas vezes é confundido com obesidade ou linfedema.

    O lipedema pode causar diversos problemas de saúde e bem-estar para as pessoas que sofrem com ele. Alguns dos sintomas mais comuns são dor, sensibilidade ao toque, contusões fáceis e, em alguns casos, problemas de mobilidade devido ao tamanho e ao peso dos membros afetados. Além disso, o lipedema pode afetar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa condição.

    A causa exata do lipedema é desconhecida, mas acredita-se que haja uma ligação genética, pois muitas vezes ocorre em várias gerações da mesma família. Outros fatores que podem influenciar o desenvolvimento do lipedema são as mudanças hormonais, como a puberdade, a gravidez e a menopausa.

    Embora não haja cura para o lipedema, existem tratamentos eficazes disponíveis para ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento mais indicado depende da gravidade e da evolução da condição, mas geralmente envolve uma combinação de medidas como alimentação saudável, exercícios físicos, uso de meias ou roupas de compressão, drenagem linfática manual e medicamentos anti-inflamatórios. A cirurgia raramente é necessária e só é recomendada em casos extremos.

    Se você suspeita que tem lipedema ou conhece alguém que possa ter, procure um médico especializado para fazer um diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. Quanto mais cedo o lipedema for identificado e tratado, melhores serão os resultados e a prevenção de complicações.

  • O que é o bisfenol A e quais são os seus riscos para a saúde?

    O que é o bisfenol A e quais são os seus riscos para a saúde?

    O bisfenol A, ou BPA, é uma substância química que está presente em muitos produtos plásticos que usamos no dia a dia.

    Ele pode ser encontrado em embalagens de alimentos, mamadeiras, brinquedos, cosméticos e papel térmico. Mas você sabe o que ele pode causar no seu organismo?

    Segundo alguns estudos científicos, o BPA pode ser prejudicial para a saúde, pois ele pode imitar o hormônio feminino estrogênio e interferir no funcionamento do sistema endócrino. Isso pode provocar diversos problemas, como:

    • Alterações gastrointestinais, como inflamação, lesões e câncer no estômago e no intestino.

    • Alterações hormonais, como redução da fertilidade, câncer de próstata e de mama.

    • Alterações comportamentais e neurológicas, como déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade e depressão.

    • Malformações no embrião, como má formação dos órgãos, diminuição dos batimentos cardíacos e aborto espontâneo.

    Por isso, alguns países proibiram o uso de BPA em mamadeiras e outros produtos infantis. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação e fabricação de mamadeiras com BPA desde 2012. Para as demais aplicações, existe um limite máximo de migração do BPA para o alimento.

    Mas como saber se um produto contém BPA? Uma dica é verificar se há o número 7 dentro do símbolo de reciclagem do plástico. Esse número indica que o plástico é do tipo policarbonato, que pode conter BPA. Outros tipos de plástico podem ter números de 1 a 6 e não contêm BPA.

    Além disso, recomenda-se evitar o uso de recipientes plásticos que contenham BPA, especialmente se forem expostos a altas temperaturas ou alimentos quentes. Isso porque o calor pode fazer com que o BPA se desprenda do plástico e contamine o alimento. Uma alternativa é usar recipientes de vidro, cerâmica ou aço inoxidável.

    O BPA é uma substância que pode trazer riscos para a saúde humana e animal. Por isso, é importante estar atento aos produtos que usamos e consumimos e buscar formas de reduzir a exposição ao BPA. Assim, podemos proteger a nossa saúde e o meio ambiente.

    Ele pode ser encontrado em embalagens de alimentos, mamadeiras, brinquedos, cosméticos e papel térmico. Mas você sabe o que ele pode causar no seu organismo?

    Segundo alguns estudos científicos, o BPA pode ser prejudicial para a saúde, pois ele pode imitar o hormônio feminino estrogênio e interferir no funcionamento do sistema endócrino. Isso pode provocar diversos problemas, como:

    • Alterações gastrointestinais, como inflamação, lesões e câncer no estômago e no intestino.

    • Alterações hormonais, como redução da fertilidade, câncer de próstata e de mama.

    • Alterações comportamentais e neurológicas, como déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade e depressão.

    • Malformações no embrião, como má formação dos órgãos, diminuição dos batimentos cardíacos e aborto espontâneo.

    Por isso, alguns países proibiram o uso de BPA em mamadeiras e outros produtos infantis. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação e fabricação de mamadeiras com BPA desde 2012. Para as demais aplicações, existe um limite máximo de migração do BPA para o alimento.

    Mas como saber se um produto contém BPA? Uma dica é verificar se há o número 7 dentro do símbolo de reciclagem do plástico. Esse número indica que o plástico é do tipo policarbonato, que pode conter BPA. Outros tipos de plástico podem ter números de 1 a 6 e não contêm BPA.

    Além disso, recomenda-se evitar o uso de recipientes plásticos que contenham BPA, especialmente se forem expostos a altas temperaturas ou alimentos quentes. Isso porque o calor pode fazer com que o BPA se desprenda do plástico e contamine o alimento. Uma alternativa é usar recipientes de vidro, cerâmica ou aço inoxidável.

    O BPA é uma substância que pode trazer riscos para a saúde humana e animal. Por isso, é importante estar atento aos produtos que usamos e consumimos e buscar formas de reduzir a exposição ao BPA. Assim, podemos proteger a nossa saúde e o meio ambiente.

  • Medicamentos para obesidade: quais são as opções disponíveis nos EUA e no Brasil?

    Medicamentos para obesidade: quais são as opções disponíveis nos EUA e no Brasil?

    A obesidade é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    Ela está associada a vários problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas buscam tratamentos para perder peso e melhorar sua qualidade de vida.

    Existem diferentes tipos de medicamentos para obesidade, que atuam de formas distintas no organismo. Alguns reduzem o apetite, outros aumentam o gasto energético ou diminuem a absorção de gordura. No entanto, nem todos os medicamentos são aprovados ou comercializados em todos os países. Neste artigo, vamos comparar as opções disponíveis nos Estados Unidos e no Brasil, e explicar os benefícios e os riscos de cada uma delas.

    Wegovy: uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso

    Um medicamento que foi aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Wegovy, uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso. Esse medicamento já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não tem preço definido no Brasil .

    O Wegovy é uma versão mais potente do Ozempic, um medicamento usado para tratar o diabetes tipo 2. Ele contém um hormônio chamado semaglutida, que imita a ação do GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue. O Wegovy reduz a fome e aumenta a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos e perca peso .

    Segundo os estudos clínicos, o Wegovy pode levar a uma perda de até 15% do peso corporal em um ano, quando combinado com uma dieta saudável e exercícios físicos. Além disso, ele pode melhorar os níveis de açúcar, pressão e colesterol no sangue .

    O Wegovy é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono .

    O Wegovy pode causar alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, dor abdominal e dor de cabeça. Esses efeitos tendem a diminuir com o tempo e são mais leves do que os de outros medicamentos para obesidade .

    Ainda não há uma data prevista para que o Wegovy chegue ao mercado brasileiro. O preço do medicamento nos Estados Unidos é de cerca de 1.300 dólares por mês .

    Qsymia: uma combinação de fentermina e topiramato

    Outro medicamento que é usado para tratar a obesidade nos Estados Unidos, mas não no Brasil, é o Qsymia, uma combinação de fentermina e topiramato. Esse medicamento pode causar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, defeitos congênitos e depressão. O Qsymia não tem autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.

    A fentermina é um estimulante que reduz o apetite e aumenta o metabolismo. O topiramato é um anticonvulsivante que também tem efeito sobre o peso. Juntos, eles formam o Qsymia, um medicamento que pode levar a uma perda de até 10% do peso corporal em um ano.

    O Qsymia é indicado para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    O Qsymia pode causar vários efeitos colaterais, como boca seca, insônia, alterações no paladar, tontura, dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade, fadiga, infecções respiratórias e pedras nos rins. Além disso, ele pode aumentar o risco de arritmias cardíacas, glaucoma, hipertensão pulmonar, depressão, pensamentos suicidas, perda de memória e dificuldade de concentração. O Qsymia também pode causar malformações fetais, como lábio leporino e palato fendido, se usado durante a gravidez.

    O preço do Qsymia nos Estados Unidos varia de acordo com a dose e o plano de saúde, mas pode chegar a 200 dólares por mês.

    Sibutramina: um supressor de apetite proibido em vários países

    Um medicamento que é proibido em vários países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, mas não no Brasil, é a sibutramina, um supressor de apetite. Esse medicamento pode aumentar o risco de derrame, infarto e outros problemas cardiovasculares. A sibutramina é vendida no Brasil com receita médica e controle especial.

    A sibutramina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores que estão envolvidos na regulação do humor e do apetite. A sibutramina aumenta a disponibilidade dessas substâncias no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita e menos faminta.

    A sibutramina pode levar a uma perda de até 5% do peso corporal em um ano.

    A sibutramina é indicada para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    A sibutramina pode causar efeitos colaterais como boca seca, insônia, taquicardia, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, constipação, sudorese e alterações no humor. Além disso, ela pode interagir com outros medicamentos, como antidepressivos, anticoagulantes e anti-inflamatórios. A sibutramina também pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como derrame, infarto e morte súbita.

    O preço da sibutramina no Brasil varia de acordo com o laboratório e a dose, mas pode custar entre 30 e 100 reais por mês.

    Os medicamentos para obesidade são uma alternativa para auxiliar as pessoas que têm dificuldade para perder peso com as medidas tradicionais de dieta e exercício. No entanto, eles não são milagrosos nem isentos de riscos. Por isso, é importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento e seguir as orientações prescritas. Além disso, é essencial manter hábitos saudáveis de alimentação e atividade física para garantir os resultados a longo prazo.

    Ela está associada a vários problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas buscam tratamentos para perder peso e melhorar sua qualidade de vida.

    Existem diferentes tipos de medicamentos para obesidade, que atuam de formas distintas no organismo. Alguns reduzem o apetite, outros aumentam o gasto energético ou diminuem a absorção de gordura. No entanto, nem todos os medicamentos são aprovados ou comercializados em todos os países. Neste artigo, vamos comparar as opções disponíveis nos Estados Unidos e no Brasil, e explicar os benefícios e os riscos de cada uma delas.

    Wegovy: uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso

    Um medicamento que foi aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Wegovy, uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso. Esse medicamento já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não tem preço definido no Brasil .

    O Wegovy é uma versão mais potente do Ozempic, um medicamento usado para tratar o diabetes tipo 2. Ele contém um hormônio chamado semaglutida, que imita a ação do GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue. O Wegovy reduz a fome e aumenta a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos e perca peso .

    Segundo os estudos clínicos, o Wegovy pode levar a uma perda de até 15% do peso corporal em um ano, quando combinado com uma dieta saudável e exercícios físicos. Além disso, ele pode melhorar os níveis de açúcar, pressão e colesterol no sangue .

    O Wegovy é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono .

    O Wegovy pode causar alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, dor abdominal e dor de cabeça. Esses efeitos tendem a diminuir com o tempo e são mais leves do que os de outros medicamentos para obesidade .

    Ainda não há uma data prevista para que o Wegovy chegue ao mercado brasileiro. O preço do medicamento nos Estados Unidos é de cerca de 1.300 dólares por mês .

    Qsymia: uma combinação de fentermina e topiramato

    Outro medicamento que é usado para tratar a obesidade nos Estados Unidos, mas não no Brasil, é o Qsymia, uma combinação de fentermina e topiramato. Esse medicamento pode causar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, defeitos congênitos e depressão. O Qsymia não tem autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.

    A fentermina é um estimulante que reduz o apetite e aumenta o metabolismo. O topiramato é um anticonvulsivante que também tem efeito sobre o peso. Juntos, eles formam o Qsymia, um medicamento que pode levar a uma perda de até 10% do peso corporal em um ano.

    O Qsymia é indicado para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    O Qsymia pode causar vários efeitos colaterais, como boca seca, insônia, alterações no paladar, tontura, dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade, fadiga, infecções respiratórias e pedras nos rins. Além disso, ele pode aumentar o risco de arritmias cardíacas, glaucoma, hipertensão pulmonar, depressão, pensamentos suicidas, perda de memória e dificuldade de concentração. O Qsymia também pode causar malformações fetais, como lábio leporino e palato fendido, se usado durante a gravidez.

    O preço do Qsymia nos Estados Unidos varia de acordo com a dose e o plano de saúde, mas pode chegar a 200 dólares por mês.

    Sibutramina: um supressor de apetite proibido em vários países

    Um medicamento que é proibido em vários países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, mas não no Brasil, é a sibutramina, um supressor de apetite. Esse medicamento pode aumentar o risco de derrame, infarto e outros problemas cardiovasculares. A sibutramina é vendida no Brasil com receita médica e controle especial.

    A sibutramina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores que estão envolvidos na regulação do humor e do apetite. A sibutramina aumenta a disponibilidade dessas substâncias no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita e menos faminta.

    A sibutramina pode levar a uma perda de até 5% do peso corporal em um ano.

    A sibutramina é indicada para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    A sibutramina pode causar efeitos colaterais como boca seca, insônia, taquicardia, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, constipação, sudorese e alterações no humor. Além disso, ela pode interagir com outros medicamentos, como antidepressivos, anticoagulantes e anti-inflamatórios. A sibutramina também pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como derrame, infarto e morte súbita.

    O preço da sibutramina no Brasil varia de acordo com o laboratório e a dose, mas pode custar entre 30 e 100 reais por mês.

    Os medicamentos para obesidade são uma alternativa para auxiliar as pessoas que têm dificuldade para perder peso com as medidas tradicionais de dieta e exercício. No entanto, eles não são milagrosos nem isentos de riscos. Por isso, é importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento e seguir as orientações prescritas. Além disso, é essencial manter hábitos saudáveis de alimentação e atividade física para garantir os resultados a longo prazo.

  • Como a grelina, o hormônio da fome, afeta o tamanho do estômago

    Como a grelina, o hormônio da fome, afeta o tamanho do estômago

    A fome é uma sensação que nos motiva a procurar e consumir alimentos. Mas o que causa essa sensação e como ela se relaciona com o tamanho do nosso estômago?

    Neste artigo, vamos explorar os mecanismos por trás da fome e da digestão, e ver se é possível diminuir o estômago com a dieta.

    O hormônio da fome

    A fome é provocada pela liberação de um hormônio chamado grelina, que é produzido pelas células do estômago. A grelina avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. Isso prepara o início da digestão, aumentando a salivação, a secreção de ácido gástrico e os movimentos peristálticos.

    A grelina também tem outros efeitos no corpo, como estimular o apetite, aumentar a ingestão de alimentos, reduzir o gasto energético e promover o armazenamento de gordura. A grelina é considerada um hormônio orexígeno, ou seja, que induz a fome.

    O sistema digestivo

    A digestão começa na boca, onde a saliva ajuda a quebrar os alimentos em pedaços menores e facilita a deglutição. Os alimentos passam pelo esôfago até chegar ao estômago, um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente.

    O estômago tem dobras chamadas rugas, que se expandem quando o estômago relaxa para receber os alimentos. O estômago pode conter cerca de 1,5 litro de comida e líquido em média, mas esse volume pode variar de pessoa para pessoa.

    No estômago, os alimentos são misturados com o ácido gástrico e as enzimas digestivas, que iniciam a decomposição das proteínas. O resultado é uma massa semi-líquida chamada quimo, que passa gradualmente para o intestino delgado.

    No intestino delgado, o quimo é exposto à bile e ao suco pancreático, que completam a digestão das gorduras, carboidratos e proteínas. Os nutrientes são absorvidos pelas vilosidades intestinais e entram na corrente sanguínea. O que não é absorvido segue para o intestino grosso, onde ocorre a formação das fezes.

    O tamanho do estômago

    O estômago pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém, mas isso não significa que ele encolhe permanentemente. O tamanho do estômago é determinado por fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade.

    Algumas pessoas podem ter um estômago naturalmente maior ou menor do que outras, mas isso não implica necessariamente em maior ou menor ingestão de alimentos. O que importa é como o estômago se comunica com o cérebro sobre o seu estado de plenitude ou vazio.

    Quando comemos muito ou muito rápido, o estômago se distende para acomodar os alimentos. Isso pode causar desconforto, azia ou náusea. Por outro lado, quando ficamos muito tempo sem comer, o estômago se contrai e se aproxima das paredes abdominais. Isso pode causar dor, irritação ou úlcera.

    O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais de fome e saciedade do corpo. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, evitando o excesso ou a falta de peso. Além disso, uma alimentação saudável e variada fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

    A fome é uma sensação complexa que envolve vários hormônios, órgãos e sistemas. A grelina é o principal hormônio da fome, que avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. O estômago é um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente, e pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém. O tamanho do estômago não é fixo, mas depende de fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade. O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais do corpo e escolhendo alimentos saudáveis e nutritivos.

    Neste artigo, vamos explorar os mecanismos por trás da fome e da digestão, e ver se é possível diminuir o estômago com a dieta.

    O hormônio da fome

    A fome é provocada pela liberação de um hormônio chamado grelina, que é produzido pelas células do estômago. A grelina avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. Isso prepara o início da digestão, aumentando a salivação, a secreção de ácido gástrico e os movimentos peristálticos.

    A grelina também tem outros efeitos no corpo, como estimular o apetite, aumentar a ingestão de alimentos, reduzir o gasto energético e promover o armazenamento de gordura. A grelina é considerada um hormônio orexígeno, ou seja, que induz a fome.

    O sistema digestivo

    A digestão começa na boca, onde a saliva ajuda a quebrar os alimentos em pedaços menores e facilita a deglutição. Os alimentos passam pelo esôfago até chegar ao estômago, um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente.

    O estômago tem dobras chamadas rugas, que se expandem quando o estômago relaxa para receber os alimentos. O estômago pode conter cerca de 1,5 litro de comida e líquido em média, mas esse volume pode variar de pessoa para pessoa.

    No estômago, os alimentos são misturados com o ácido gástrico e as enzimas digestivas, que iniciam a decomposição das proteínas. O resultado é uma massa semi-líquida chamada quimo, que passa gradualmente para o intestino delgado.

    No intestino delgado, o quimo é exposto à bile e ao suco pancreático, que completam a digestão das gorduras, carboidratos e proteínas. Os nutrientes são absorvidos pelas vilosidades intestinais e entram na corrente sanguínea. O que não é absorvido segue para o intestino grosso, onde ocorre a formação das fezes.

    O tamanho do estômago

    O estômago pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém, mas isso não significa que ele encolhe permanentemente. O tamanho do estômago é determinado por fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade.

    Algumas pessoas podem ter um estômago naturalmente maior ou menor do que outras, mas isso não implica necessariamente em maior ou menor ingestão de alimentos. O que importa é como o estômago se comunica com o cérebro sobre o seu estado de plenitude ou vazio.

    Quando comemos muito ou muito rápido, o estômago se distende para acomodar os alimentos. Isso pode causar desconforto, azia ou náusea. Por outro lado, quando ficamos muito tempo sem comer, o estômago se contrai e se aproxima das paredes abdominais. Isso pode causar dor, irritação ou úlcera.

    O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais de fome e saciedade do corpo. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, evitando o excesso ou a falta de peso. Além disso, uma alimentação saudável e variada fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

    A fome é uma sensação complexa que envolve vários hormônios, órgãos e sistemas. A grelina é o principal hormônio da fome, que avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. O estômago é um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente, e pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém. O tamanho do estômago não é fixo, mas depende de fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade. O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais do corpo e escolhendo alimentos saudáveis e nutritivos.

  • Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    O Brasil enfrenta um novo desafio na pandemia de Covid-19: o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma condição que pode levar à internação e à morte.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

  • Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Um dos maiores escândalos da história da medicina foi revelado pelo jornalista investigativo Brian Deer, que desmascarou o médico Andrew Wakefield, autor de um estudo falso que sugeria uma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo em crianças.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

  • Diabetes tipo 2 pode reduzir a vida em até 14 anos, alerta estudo

    Diabetes tipo 2 pode reduzir a vida em até 14 anos, alerta estudo

    Um estudo internacional revelou que o diabetes tipo 2 pode diminuir a expectativa de vida de uma pessoa em até 14 anos, dependendo da idade do diagnóstico.

    A pesquisa, publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisou dados de 1,5 milhão de indivíduos de 19 países de alta renda.

    O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo usa a insulina, um hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Quando há falta ou resistência à insulina, o açúcar se acumula no sangue e pode causar sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco, derrame, problemas renais e câncer.

    O estudo mostrou que quanto mais cedo uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo 2, maior é a redução na sua expectativa de vida. Por exemplo, uma pessoa diagnosticada aos 30 anos pode viver até 14 anos a menos do que uma pessoa sem diabetes. Essa redução é maior nas mulheres do que nos homens. Já uma pessoa diagnosticada aos 50 anos pode viver até seis anos a menos.

    Os pesquisadores destacam a urgência de desenvolver e implementar intervenções que previnam ou adiem o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente porque a prevalência da doença entre os adultos mais jovens está aumentando globalmente. Em 2021, havia 537 milhões de adultos com diabetes no mundo, com um número crescente diagnosticado em idades mais precoces.

    O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou adiado com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção do peso normal e evitar o tabagismo. O diabetes tipo 2 também pode ser tratado e suas consequências evitadas ou retardadas com medicamentos e acompanhamento médico regular.

    O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Cambridge e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Os dados foram obtidos de dois grandes estudos internacionais: a Colaboração dos Fatores de Risco Emergentes e o Biobanco do Reino Unido, que envolveram pessoas de diferentes idades, sexos e etnias.

    Fonte: Link.

    A pesquisa, publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisou dados de 1,5 milhão de indivíduos de 19 países de alta renda.

    O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo usa a insulina, um hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Quando há falta ou resistência à insulina, o açúcar se acumula no sangue e pode causar sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco, derrame, problemas renais e câncer.

    O estudo mostrou que quanto mais cedo uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo 2, maior é a redução na sua expectativa de vida. Por exemplo, uma pessoa diagnosticada aos 30 anos pode viver até 14 anos a menos do que uma pessoa sem diabetes. Essa redução é maior nas mulheres do que nos homens. Já uma pessoa diagnosticada aos 50 anos pode viver até seis anos a menos.

    Os pesquisadores destacam a urgência de desenvolver e implementar intervenções que previnam ou adiem o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente porque a prevalência da doença entre os adultos mais jovens está aumentando globalmente. Em 2021, havia 537 milhões de adultos com diabetes no mundo, com um número crescente diagnosticado em idades mais precoces.

    O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou adiado com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção do peso normal e evitar o tabagismo. O diabetes tipo 2 também pode ser tratado e suas consequências evitadas ou retardadas com medicamentos e acompanhamento médico regular.

    O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Cambridge e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Os dados foram obtidos de dois grandes estudos internacionais: a Colaboração dos Fatores de Risco Emergentes e o Biobanco do Reino Unido, que envolveram pessoas de diferentes idades, sexos e etnias.

    Fonte: Link.

  • OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    Uma nova vacina contra a malária, que pode proteger as crianças da doença que mata mais de meio milhão de pessoas por ano, foi recomendada pela OMS para uso em larga escala.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

  • Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Um estudo realizado por pesquisadores da Channing Division of Network Medicine at Brigham and Women’s Hospital, nos EUA, encontrou uma associação entre dormir menos de sete a oito horas por noite e um maior risco de desenvolver hipertensão, ou pressão alta, em mulheres.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.