Categoria: Saúde

  • Medicamentos para obesidade: quais são as opções disponíveis nos EUA e no Brasil?

    Medicamentos para obesidade: quais são as opções disponíveis nos EUA e no Brasil?

    A obesidade é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    Ela está associada a vários problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas buscam tratamentos para perder peso e melhorar sua qualidade de vida.

    Existem diferentes tipos de medicamentos para obesidade, que atuam de formas distintas no organismo. Alguns reduzem o apetite, outros aumentam o gasto energético ou diminuem a absorção de gordura. No entanto, nem todos os medicamentos são aprovados ou comercializados em todos os países. Neste artigo, vamos comparar as opções disponíveis nos Estados Unidos e no Brasil, e explicar os benefícios e os riscos de cada uma delas.

    Wegovy: uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso

    Um medicamento que foi aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Wegovy, uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso. Esse medicamento já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não tem preço definido no Brasil .

    O Wegovy é uma versão mais potente do Ozempic, um medicamento usado para tratar o diabetes tipo 2. Ele contém um hormônio chamado semaglutida, que imita a ação do GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue. O Wegovy reduz a fome e aumenta a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos e perca peso .

    Segundo os estudos clínicos, o Wegovy pode levar a uma perda de até 15% do peso corporal em um ano, quando combinado com uma dieta saudável e exercícios físicos. Além disso, ele pode melhorar os níveis de açúcar, pressão e colesterol no sangue .

    O Wegovy é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono .

    O Wegovy pode causar alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, dor abdominal e dor de cabeça. Esses efeitos tendem a diminuir com o tempo e são mais leves do que os de outros medicamentos para obesidade .

    Ainda não há uma data prevista para que o Wegovy chegue ao mercado brasileiro. O preço do medicamento nos Estados Unidos é de cerca de 1.300 dólares por mês .

    Qsymia: uma combinação de fentermina e topiramato

    Outro medicamento que é usado para tratar a obesidade nos Estados Unidos, mas não no Brasil, é o Qsymia, uma combinação de fentermina e topiramato. Esse medicamento pode causar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, defeitos congênitos e depressão. O Qsymia não tem autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.

    A fentermina é um estimulante que reduz o apetite e aumenta o metabolismo. O topiramato é um anticonvulsivante que também tem efeito sobre o peso. Juntos, eles formam o Qsymia, um medicamento que pode levar a uma perda de até 10% do peso corporal em um ano.

    O Qsymia é indicado para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    O Qsymia pode causar vários efeitos colaterais, como boca seca, insônia, alterações no paladar, tontura, dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade, fadiga, infecções respiratórias e pedras nos rins. Além disso, ele pode aumentar o risco de arritmias cardíacas, glaucoma, hipertensão pulmonar, depressão, pensamentos suicidas, perda de memória e dificuldade de concentração. O Qsymia também pode causar malformações fetais, como lábio leporino e palato fendido, se usado durante a gravidez.

    O preço do Qsymia nos Estados Unidos varia de acordo com a dose e o plano de saúde, mas pode chegar a 200 dólares por mês.

    Sibutramina: um supressor de apetite proibido em vários países

    Um medicamento que é proibido em vários países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, mas não no Brasil, é a sibutramina, um supressor de apetite. Esse medicamento pode aumentar o risco de derrame, infarto e outros problemas cardiovasculares. A sibutramina é vendida no Brasil com receita médica e controle especial.

    A sibutramina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores que estão envolvidos na regulação do humor e do apetite. A sibutramina aumenta a disponibilidade dessas substâncias no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita e menos faminta.

    A sibutramina pode levar a uma perda de até 5% do peso corporal em um ano.

    A sibutramina é indicada para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    A sibutramina pode causar efeitos colaterais como boca seca, insônia, taquicardia, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, constipação, sudorese e alterações no humor. Além disso, ela pode interagir com outros medicamentos, como antidepressivos, anticoagulantes e anti-inflamatórios. A sibutramina também pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como derrame, infarto e morte súbita.

    O preço da sibutramina no Brasil varia de acordo com o laboratório e a dose, mas pode custar entre 30 e 100 reais por mês.

    Os medicamentos para obesidade são uma alternativa para auxiliar as pessoas que têm dificuldade para perder peso com as medidas tradicionais de dieta e exercício. No entanto, eles não são milagrosos nem isentos de riscos. Por isso, é importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento e seguir as orientações prescritas. Além disso, é essencial manter hábitos saudáveis de alimentação e atividade física para garantir os resultados a longo prazo.

    Ela está associada a vários problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas buscam tratamentos para perder peso e melhorar sua qualidade de vida.

    Existem diferentes tipos de medicamentos para obesidade, que atuam de formas distintas no organismo. Alguns reduzem o apetite, outros aumentam o gasto energético ou diminuem a absorção de gordura. No entanto, nem todos os medicamentos são aprovados ou comercializados em todos os países. Neste artigo, vamos comparar as opções disponíveis nos Estados Unidos e no Brasil, e explicar os benefícios e os riscos de cada uma delas.

    Wegovy: uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso

    Um medicamento que foi aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Wegovy, uma injeção semanal que ajuda a controlar o peso. Esse medicamento já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não tem preço definido no Brasil .

    O Wegovy é uma versão mais potente do Ozempic, um medicamento usado para tratar o diabetes tipo 2. Ele contém um hormônio chamado semaglutida, que imita a ação do GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue. O Wegovy reduz a fome e aumenta a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos e perca peso .

    Segundo os estudos clínicos, o Wegovy pode levar a uma perda de até 15% do peso corporal em um ano, quando combinado com uma dieta saudável e exercícios físicos. Além disso, ele pode melhorar os níveis de açúcar, pressão e colesterol no sangue .

    O Wegovy é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono .

    O Wegovy pode causar alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, dor abdominal e dor de cabeça. Esses efeitos tendem a diminuir com o tempo e são mais leves do que os de outros medicamentos para obesidade .

    Ainda não há uma data prevista para que o Wegovy chegue ao mercado brasileiro. O preço do medicamento nos Estados Unidos é de cerca de 1.300 dólares por mês .

    Qsymia: uma combinação de fentermina e topiramato

    Outro medicamento que é usado para tratar a obesidade nos Estados Unidos, mas não no Brasil, é o Qsymia, uma combinação de fentermina e topiramato. Esse medicamento pode causar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, defeitos congênitos e depressão. O Qsymia não tem autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.

    A fentermina é um estimulante que reduz o apetite e aumenta o metabolismo. O topiramato é um anticonvulsivante que também tem efeito sobre o peso. Juntos, eles formam o Qsymia, um medicamento que pode levar a uma perda de até 10% do peso corporal em um ano.

    O Qsymia é indicado para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    O Qsymia pode causar vários efeitos colaterais, como boca seca, insônia, alterações no paladar, tontura, dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade, fadiga, infecções respiratórias e pedras nos rins. Além disso, ele pode aumentar o risco de arritmias cardíacas, glaucoma, hipertensão pulmonar, depressão, pensamentos suicidas, perda de memória e dificuldade de concentração. O Qsymia também pode causar malformações fetais, como lábio leporino e palato fendido, se usado durante a gravidez.

    O preço do Qsymia nos Estados Unidos varia de acordo com a dose e o plano de saúde, mas pode chegar a 200 dólares por mês.

    Sibutramina: um supressor de apetite proibido em vários países

    Um medicamento que é proibido em vários países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, mas não no Brasil, é a sibutramina, um supressor de apetite. Esse medicamento pode aumentar o risco de derrame, infarto e outros problemas cardiovasculares. A sibutramina é vendida no Brasil com receita médica e controle especial.

    A sibutramina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores que estão envolvidos na regulação do humor e do apetite. A sibutramina aumenta a disponibilidade dessas substâncias no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita e menos faminta.

    A sibutramina pode levar a uma perda de até 5% do peso corporal em um ano.

    A sibutramina é indicada para pessoas com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou igual ou superior a 27 kg/m² com pelo menos uma doença relacionada à obesidade.

    A sibutramina pode causar efeitos colaterais como boca seca, insônia, taquicardia, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, constipação, sudorese e alterações no humor. Além disso, ela pode interagir com outros medicamentos, como antidepressivos, anticoagulantes e anti-inflamatórios. A sibutramina também pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como derrame, infarto e morte súbita.

    O preço da sibutramina no Brasil varia de acordo com o laboratório e a dose, mas pode custar entre 30 e 100 reais por mês.

    Os medicamentos para obesidade são uma alternativa para auxiliar as pessoas que têm dificuldade para perder peso com as medidas tradicionais de dieta e exercício. No entanto, eles não são milagrosos nem isentos de riscos. Por isso, é importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento e seguir as orientações prescritas. Além disso, é essencial manter hábitos saudáveis de alimentação e atividade física para garantir os resultados a longo prazo.

  • Como a grelina, o hormônio da fome, afeta o tamanho do estômago

    Como a grelina, o hormônio da fome, afeta o tamanho do estômago

    A fome é uma sensação que nos motiva a procurar e consumir alimentos. Mas o que causa essa sensação e como ela se relaciona com o tamanho do nosso estômago?

    Neste artigo, vamos explorar os mecanismos por trás da fome e da digestão, e ver se é possível diminuir o estômago com a dieta.

    O hormônio da fome

    A fome é provocada pela liberação de um hormônio chamado grelina, que é produzido pelas células do estômago. A grelina avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. Isso prepara o início da digestão, aumentando a salivação, a secreção de ácido gástrico e os movimentos peristálticos.

    A grelina também tem outros efeitos no corpo, como estimular o apetite, aumentar a ingestão de alimentos, reduzir o gasto energético e promover o armazenamento de gordura. A grelina é considerada um hormônio orexígeno, ou seja, que induz a fome.

    O sistema digestivo

    A digestão começa na boca, onde a saliva ajuda a quebrar os alimentos em pedaços menores e facilita a deglutição. Os alimentos passam pelo esôfago até chegar ao estômago, um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente.

    O estômago tem dobras chamadas rugas, que se expandem quando o estômago relaxa para receber os alimentos. O estômago pode conter cerca de 1,5 litro de comida e líquido em média, mas esse volume pode variar de pessoa para pessoa.

    No estômago, os alimentos são misturados com o ácido gástrico e as enzimas digestivas, que iniciam a decomposição das proteínas. O resultado é uma massa semi-líquida chamada quimo, que passa gradualmente para o intestino delgado.

    No intestino delgado, o quimo é exposto à bile e ao suco pancreático, que completam a digestão das gorduras, carboidratos e proteínas. Os nutrientes são absorvidos pelas vilosidades intestinais e entram na corrente sanguínea. O que não é absorvido segue para o intestino grosso, onde ocorre a formação das fezes.

    O tamanho do estômago

    O estômago pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém, mas isso não significa que ele encolhe permanentemente. O tamanho do estômago é determinado por fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade.

    Algumas pessoas podem ter um estômago naturalmente maior ou menor do que outras, mas isso não implica necessariamente em maior ou menor ingestão de alimentos. O que importa é como o estômago se comunica com o cérebro sobre o seu estado de plenitude ou vazio.

    Quando comemos muito ou muito rápido, o estômago se distende para acomodar os alimentos. Isso pode causar desconforto, azia ou náusea. Por outro lado, quando ficamos muito tempo sem comer, o estômago se contrai e se aproxima das paredes abdominais. Isso pode causar dor, irritação ou úlcera.

    O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais de fome e saciedade do corpo. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, evitando o excesso ou a falta de peso. Além disso, uma alimentação saudável e variada fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

    A fome é uma sensação complexa que envolve vários hormônios, órgãos e sistemas. A grelina é o principal hormônio da fome, que avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. O estômago é um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente, e pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém. O tamanho do estômago não é fixo, mas depende de fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade. O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais do corpo e escolhendo alimentos saudáveis e nutritivos.

    Neste artigo, vamos explorar os mecanismos por trás da fome e da digestão, e ver se é possível diminuir o estômago com a dieta.

    O hormônio da fome

    A fome é provocada pela liberação de um hormônio chamado grelina, que é produzido pelas células do estômago. A grelina avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. Isso prepara o início da digestão, aumentando a salivação, a secreção de ácido gástrico e os movimentos peristálticos.

    A grelina também tem outros efeitos no corpo, como estimular o apetite, aumentar a ingestão de alimentos, reduzir o gasto energético e promover o armazenamento de gordura. A grelina é considerada um hormônio orexígeno, ou seja, que induz a fome.

    O sistema digestivo

    A digestão começa na boca, onde a saliva ajuda a quebrar os alimentos em pedaços menores e facilita a deglutição. Os alimentos passam pelo esôfago até chegar ao estômago, um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente.

    O estômago tem dobras chamadas rugas, que se expandem quando o estômago relaxa para receber os alimentos. O estômago pode conter cerca de 1,5 litro de comida e líquido em média, mas esse volume pode variar de pessoa para pessoa.

    No estômago, os alimentos são misturados com o ácido gástrico e as enzimas digestivas, que iniciam a decomposição das proteínas. O resultado é uma massa semi-líquida chamada quimo, que passa gradualmente para o intestino delgado.

    No intestino delgado, o quimo é exposto à bile e ao suco pancreático, que completam a digestão das gorduras, carboidratos e proteínas. Os nutrientes são absorvidos pelas vilosidades intestinais e entram na corrente sanguínea. O que não é absorvido segue para o intestino grosso, onde ocorre a formação das fezes.

    O tamanho do estômago

    O estômago pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém, mas isso não significa que ele encolhe permanentemente. O tamanho do estômago é determinado por fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade.

    Algumas pessoas podem ter um estômago naturalmente maior ou menor do que outras, mas isso não implica necessariamente em maior ou menor ingestão de alimentos. O que importa é como o estômago se comunica com o cérebro sobre o seu estado de plenitude ou vazio.

    Quando comemos muito ou muito rápido, o estômago se distende para acomodar os alimentos. Isso pode causar desconforto, azia ou náusea. Por outro lado, quando ficamos muito tempo sem comer, o estômago se contrai e se aproxima das paredes abdominais. Isso pode causar dor, irritação ou úlcera.

    O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais de fome e saciedade do corpo. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, evitando o excesso ou a falta de peso. Além disso, uma alimentação saudável e variada fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

    A fome é uma sensação complexa que envolve vários hormônios, órgãos e sistemas. A grelina é o principal hormônio da fome, que avisa ao cérebro que o estômago está vazio e precisa de comida. O estômago é um órgão muscular que armazena e processa os alimentos temporariamente, e pode mudar de tamanho dependendo do volume de comida que contém. O tamanho do estômago não é fixo, mas depende de fatores genéticos, hormonais e ambientais. A dieta pode afetar a sensibilidade do estômago e do cérebro aos sinais de fome e saciedade. O ideal é comer de forma moderada e regular, respeitando os sinais do corpo e escolhendo alimentos saudáveis e nutritivos.

  • Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    O Brasil enfrenta um novo desafio na pandemia de Covid-19: o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma condição que pode levar à internação e à morte.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

  • Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Um dos maiores escândalos da história da medicina foi revelado pelo jornalista investigativo Brian Deer, que desmascarou o médico Andrew Wakefield, autor de um estudo falso que sugeria uma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo em crianças.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

  • Diabetes tipo 2 pode reduzir a vida em até 14 anos, alerta estudo

    Diabetes tipo 2 pode reduzir a vida em até 14 anos, alerta estudo

    Um estudo internacional revelou que o diabetes tipo 2 pode diminuir a expectativa de vida de uma pessoa em até 14 anos, dependendo da idade do diagnóstico.

    A pesquisa, publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisou dados de 1,5 milhão de indivíduos de 19 países de alta renda.

    O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo usa a insulina, um hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Quando há falta ou resistência à insulina, o açúcar se acumula no sangue e pode causar sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco, derrame, problemas renais e câncer.

    O estudo mostrou que quanto mais cedo uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo 2, maior é a redução na sua expectativa de vida. Por exemplo, uma pessoa diagnosticada aos 30 anos pode viver até 14 anos a menos do que uma pessoa sem diabetes. Essa redução é maior nas mulheres do que nos homens. Já uma pessoa diagnosticada aos 50 anos pode viver até seis anos a menos.

    Os pesquisadores destacam a urgência de desenvolver e implementar intervenções que previnam ou adiem o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente porque a prevalência da doença entre os adultos mais jovens está aumentando globalmente. Em 2021, havia 537 milhões de adultos com diabetes no mundo, com um número crescente diagnosticado em idades mais precoces.

    O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou adiado com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção do peso normal e evitar o tabagismo. O diabetes tipo 2 também pode ser tratado e suas consequências evitadas ou retardadas com medicamentos e acompanhamento médico regular.

    O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Cambridge e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Os dados foram obtidos de dois grandes estudos internacionais: a Colaboração dos Fatores de Risco Emergentes e o Biobanco do Reino Unido, que envolveram pessoas de diferentes idades, sexos e etnias.

    Fonte: Link.

    A pesquisa, publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisou dados de 1,5 milhão de indivíduos de 19 países de alta renda.

    O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo usa a insulina, um hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Quando há falta ou resistência à insulina, o açúcar se acumula no sangue e pode causar sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco, derrame, problemas renais e câncer.

    O estudo mostrou que quanto mais cedo uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo 2, maior é a redução na sua expectativa de vida. Por exemplo, uma pessoa diagnosticada aos 30 anos pode viver até 14 anos a menos do que uma pessoa sem diabetes. Essa redução é maior nas mulheres do que nos homens. Já uma pessoa diagnosticada aos 50 anos pode viver até seis anos a menos.

    Os pesquisadores destacam a urgência de desenvolver e implementar intervenções que previnam ou adiem o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente porque a prevalência da doença entre os adultos mais jovens está aumentando globalmente. Em 2021, havia 537 milhões de adultos com diabetes no mundo, com um número crescente diagnosticado em idades mais precoces.

    O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou adiado com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção do peso normal e evitar o tabagismo. O diabetes tipo 2 também pode ser tratado e suas consequências evitadas ou retardadas com medicamentos e acompanhamento médico regular.

    O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Cambridge e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Os dados foram obtidos de dois grandes estudos internacionais: a Colaboração dos Fatores de Risco Emergentes e o Biobanco do Reino Unido, que envolveram pessoas de diferentes idades, sexos e etnias.

    Fonte: Link.

  • OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    Uma nova vacina contra a malária, que pode proteger as crianças da doença que mata mais de meio milhão de pessoas por ano, foi recomendada pela OMS para uso em larga escala.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

  • Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Dormir pouco pode aumentar o risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

    Um estudo realizado por pesquisadores da Channing Division of Network Medicine at Brigham and Women’s Hospital, nos EUA, encontrou uma associação entre dormir menos de sete a oito horas por noite e um maior risco de desenvolver hipertensão, ou pressão alta, em mulheres.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    A hipertensão é uma condição que afeta cerca de 25% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Ela é caracterizada por níveis elevados e persistentes da pressão arterial nas artérias, o que pode causar danos ao coração, aos rins, ao cérebro e a outros órgãos.

    O estudo, publicado na revista científica Sleep Medicine, acompanhou 66.122 participantes entre 25 e 42 anos de idade, sem hipertensão no início do estudo, por 16 anos. Eles coletaram informações sobre idade, raça, índice de massa corporal (IMC), dieta, estilo de vida, atividade física, histórico de apneia do sono e histórico familiar de hipertensão.

    Os dados mostraram que as mulheres com dificuldades de sono tinham IMCs mais altos, menor atividade física e dietas mais pobres, em média. Elas também eram mais propensas a fumar e beber álcool e ter passado pela menopausa. Entre os 25.987 casos de hipertensão documentados durante o acompanhamento, as mulheres que dormiam menos de sete a oito horas por noite tinham um risco significativamente maior de desenvolver hipertensão, assim como as que tinham problemas para adormecer e permanecer dormindo.

    Os pesquisadores ressaltam que esses achados não indicam causalidade e que o estudo só analisou a associação entre sono e hipertensão em mulheres. Eles esperam expandir seu trabalho para incluir homens e participantes não binários. Eles também pretendem investigar se os medicamentos para dormir podem ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial. Eles enfatizam a importância de uma boa noite de sono para a saúde geral.

    “O sono é essencial para a regulação dos vários sistemas do corpo, incluindo o sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal pode afetar negativamente os hormônios, o metabolismo, a inflamação e o estresse oxidativo, que são fatores de risco para a hipertensão”, disse a Dra. Susan Redline, uma das autoras do estudo.

    Os pesquisadores recomendam que as mulheres que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono procurem ajuda médica especializada e adotem hábitos saudáveis para melhorar a qualidade do sono, como evitar cafeína, álcool e nicotina antes de dormir, manter um horário regular de sono e evitar o uso de aparelhos eletrônicos na cama.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Quem é Ana Beatriz Barbosa Silva, a psiquiatra que vende milhões de livros, acusada de plágio e criticada por profissionais da saúde mental

    Quem é Ana Beatriz Barbosa Silva, a psiquiatra que vende milhões de livros, acusada de plágio e criticada por profissionais da saúde mental

    Ana Beatriz Barbosa Silva é uma das autoras mais vendidas do Brasil, com mais de 2 milhões de exemplares de seus livros sobre saúde mental.

    Ela também é uma das mais requisitadas para dar palestras e participar de programas de TV sobre temas como psicopatia, ansiedade e autismo.

    Ana Beatriz nasceu em 1967, no Rio de Janeiro. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Em 1999, lançou seu primeiro livro, “Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade”, que aborda o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Desde então, ela publicou mais de 10 livros, sendo os mais famosos “Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado” (2008) e “Mentes Ansiosas: O medo e a ansiedade nossos de cada dia” (2011).

    Seus livros se destacam por usar uma linguagem simples e direta para explicar conceitos complexos da psiquiatria, como os tipos de transtornos mentais, os sintomas, os tratamentos e as formas de prevenção. Ela também usa exemplos reais de casos que ela atendeu em seu consultório ou que ela conheceu em sua vida pessoal. Ela afirma que seu objetivo é “desmistificar a saúde mental e levar informação de qualidade para o maior número possível de pessoas”.

    No entanto, nem tudo são flores na trajetória da psiquiatra. Ela já enfrentou diversas críticas e controvérsias ao longo da sua carreira, tanto por parte de outros profissionais da área quanto por parte da justiça. As principais polêmicas envolvem acusações de plágio, uso de linguagem sensacionalista e desinformação.

    Em 2012, ela foi acusada pelo psiquiatra Tito Paes de Barros de plagiar seu livro “Sem medo de ter medo” (1997) no livro “Mentes Ansiosas”. Segundo ele, ela copiou trechos inteiros do seu livro sem dar os devidos créditos. Ele entrou com uma ação judicial contra ela, pedindo indenização por danos morais e materiais. Ela negou as acusações e disse que se tratava de coincidências ou citações indiretas.

    Ela também foi criticada por alguns profissionais da saúde mental por usar uma linguagem simplista e sensacionalista para abordar temas complexos e delicados, como a psicopatia, a ansiedade e o autismo. Alguns críticos argumentam que ela contribui para a estigmatização e a desinformação sobre esses transtornos, além de não apresentar evidências científicas suficientes para sustentar suas afirmações. Por exemplo, ela afirma que os psicopatas são pessoas sem consciência, sem emoções e sem remorso, que podem ser identificados por meio de testes simples ou por características físicas ou comportamentais. Ela também afirma que a ansiedade é um mal do século XXI, causado pelo estresse da vida moderna, e que pode ser controlada por meio de técnicas simples ou por medicamentos. Ela ainda afirma que o autismo é um transtorno que pode ser prevenido ou revertido por meio de intervenções precoces ou por terapias alternativas.

    Apesar das polêmicas, Ana Beatriz continua sendo uma das psiquiatras mais populares e influentes do Brasil, com milhares de fãs e seguidores nas redes sociais. Ela também continua lançando novos livros e participando de eventos e programas de TV sobre saúde mental. Ela diz que não se abala com as críticas e que segue sua missão de “ajudar as pessoas a viverem melhor”.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

    Ela também é uma das mais requisitadas para dar palestras e participar de programas de TV sobre temas como psicopatia, ansiedade e autismo.

    Ana Beatriz nasceu em 1967, no Rio de Janeiro. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Em 1999, lançou seu primeiro livro, “Mentes Inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade”, que aborda o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Desde então, ela publicou mais de 10 livros, sendo os mais famosos “Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado” (2008) e “Mentes Ansiosas: O medo e a ansiedade nossos de cada dia” (2011).

    Seus livros se destacam por usar uma linguagem simples e direta para explicar conceitos complexos da psiquiatria, como os tipos de transtornos mentais, os sintomas, os tratamentos e as formas de prevenção. Ela também usa exemplos reais de casos que ela atendeu em seu consultório ou que ela conheceu em sua vida pessoal. Ela afirma que seu objetivo é “desmistificar a saúde mental e levar informação de qualidade para o maior número possível de pessoas”.

    No entanto, nem tudo são flores na trajetória da psiquiatra. Ela já enfrentou diversas críticas e controvérsias ao longo da sua carreira, tanto por parte de outros profissionais da área quanto por parte da justiça. As principais polêmicas envolvem acusações de plágio, uso de linguagem sensacionalista e desinformação.

    Em 2012, ela foi acusada pelo psiquiatra Tito Paes de Barros de plagiar seu livro “Sem medo de ter medo” (1997) no livro “Mentes Ansiosas”. Segundo ele, ela copiou trechos inteiros do seu livro sem dar os devidos créditos. Ele entrou com uma ação judicial contra ela, pedindo indenização por danos morais e materiais. Ela negou as acusações e disse que se tratava de coincidências ou citações indiretas.

    Ela também foi criticada por alguns profissionais da saúde mental por usar uma linguagem simplista e sensacionalista para abordar temas complexos e delicados, como a psicopatia, a ansiedade e o autismo. Alguns críticos argumentam que ela contribui para a estigmatização e a desinformação sobre esses transtornos, além de não apresentar evidências científicas suficientes para sustentar suas afirmações. Por exemplo, ela afirma que os psicopatas são pessoas sem consciência, sem emoções e sem remorso, que podem ser identificados por meio de testes simples ou por características físicas ou comportamentais. Ela também afirma que a ansiedade é um mal do século XXI, causado pelo estresse da vida moderna, e que pode ser controlada por meio de técnicas simples ou por medicamentos. Ela ainda afirma que o autismo é um transtorno que pode ser prevenido ou revertido por meio de intervenções precoces ou por terapias alternativas.

    Apesar das polêmicas, Ana Beatriz continua sendo uma das psiquiatras mais populares e influentes do Brasil, com milhares de fãs e seguidores nas redes sociais. Ela também continua lançando novos livros e participando de eventos e programas de TV sobre saúde mental. Ela diz que não se abala com as críticas e que segue sua missão de “ajudar as pessoas a viverem melhor”.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4.

  • Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Uma pesquisa realizada pela Fiocruz revelou que a coinfecção de dengue e chikungunya, ou seja, a infecção simultânea por dois ou mais vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti, é muito mais comum do que se imaginava no Brasil.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

  • Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    Discriminação pode alterar a química do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade

    A discriminação racial ou étnica pode afetar não só a saúde mental, mas também a saúde física das pessoas que sofrem com ela.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) revelou que a discriminação pode alterar o funcionamento do cérebro e do intestino, aumentando o risco de obesidade e de doenças relacionadas.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral de 101 participantes enquanto eles viam imagens de diferentes tipos de alimentos, como frutas, vegetais, doces e fast food. Eles também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar a química do intestino, que é influenciada pelo microbioma, o conjunto de micro-organismos que vivem no trato digestivo.

    Os participantes responderam a um questionário sobre suas experiências de discriminação racial ou étnica ao longo da vida, como ser tratado injustamente, ser insultado ou ameaçado por causa de sua raça ou etnia. Os resultados mostraram que as pessoas que relataram mais experiências de discriminação tiveram maior ativação nas regiões do cérebro associadas à recompensa e à autoindulgência, como buscar sensações de “conforto” em alimentos “confortáveis”, e menor atividade nas áreas envolvidas na tomada de decisão e no autocontrole. Além disso, elas apresentaram níveis mais altos de dois metabólitos do glutamato, que estão implicados em processos inflamatórios, estresse oxidativo e maior risco de desenvolver obesidade.

    Os autores do estudo sugerem que a discriminação pode desencadear uma resposta ao estresse que altera os processos biológicos e a forma como processamos os sinais de comida. Isso pode levar a um ciclo vicioso de comer demais alimentos não saudáveis, ganhar peso e ter mais problemas de saúde. Eles também propõem que os resultados podem ajudar a desenvolver tratamentos que visem o cérebro ou o intestino, como modulação do sistema de recompensa alimentar, circuitos cerebrais hiperativados, vias glutamatérgicas ou suplementação probiótica.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology e faz parte de um projeto maior chamado Stress and Obesity/Metabolism Study (SOMS), que investiga os efeitos do estresse crônico na saúde metabólica.

    Fonte: Link.