Categoria: Saúde

  • Um modelo computacional que imita o fígado pode ajudar a desenvolver drogas mais seguras e eficazes para homens e mulheres

    Um modelo computacional que imita o fígado pode ajudar a desenvolver drogas mais seguras e eficazes para homens e mulheres

    Um novo modelo computacional desenvolvido por pesquisadores da UVA Health pode ajudar a entender como os medicamentos afetam o fígado de homens e mulheres de forma diferente.

    O modelo simula o funcionamento do órgão responsável pela desintoxicação do corpo e revela as diferenças sexuais na resposta a drogas.

    O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, pois processa e elimina as substâncias químicas que ingerimos, como alimentos, bebidas e medicamentos. No entanto, nem todos os fígados são iguais. Estudos mostram que as mulheres sofrem mais problemas no fígado causados por medicamentos do que os homens, mas são sub-representadas nos testes de drogas. Isso significa que muitas drogas podem ter efeitos colaterais diferentes ou inesperados nas mulheres.

    Para resolver esse problema, os pesquisadores da UVA Health criaram um modelo computacional que imita os fígados masculino e feminino e permite testar como eles reagem a diferentes drogas. O modelo usa dados experimentais e matemáticos para representar os processos biológicos que ocorrem no fígado, como o metabolismo, a inflamação e a regeneração. O modelo também leva em conta os fatores hormonais que podem influenciar a resposta do fígado às drogas.

    Os pesquisadores usaram o modelo para analisar o efeito de uma droga comum usada para tratar a insônia, chamada zolpidem. Eles descobriram que o fígado feminino metaboliza o zolpidem de forma mais lenta do que o masculino, o que pode explicar por que as mulheres têm mais sonolência e risco de acidentes após tomar essa droga. O modelo também mostrou que o zolpidem pode causar danos ao fígado se for tomado em doses altas ou por longos períodos.

    O modelo computacional representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes, pois permite testar os efeitos das drogas no fígado antes de realizar ensaios clínicos em humanos. Além disso, o modelo fornece insights inéditos sobre os mecanismos moleculares que regulam o funcionamento do fígado e as diferenças sexuais na sua resposta a drogas. Os pesquisadores esperam que o modelo possa ser usado para estudar outras drogas e doenças hepáticas no futuro.

    Fonte: Link.

    O modelo simula o funcionamento do órgão responsável pela desintoxicação do corpo e revela as diferenças sexuais na resposta a drogas.

    O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, pois processa e elimina as substâncias químicas que ingerimos, como alimentos, bebidas e medicamentos. No entanto, nem todos os fígados são iguais. Estudos mostram que as mulheres sofrem mais problemas no fígado causados por medicamentos do que os homens, mas são sub-representadas nos testes de drogas. Isso significa que muitas drogas podem ter efeitos colaterais diferentes ou inesperados nas mulheres.

    Para resolver esse problema, os pesquisadores da UVA Health criaram um modelo computacional que imita os fígados masculino e feminino e permite testar como eles reagem a diferentes drogas. O modelo usa dados experimentais e matemáticos para representar os processos biológicos que ocorrem no fígado, como o metabolismo, a inflamação e a regeneração. O modelo também leva em conta os fatores hormonais que podem influenciar a resposta do fígado às drogas.

    Os pesquisadores usaram o modelo para analisar o efeito de uma droga comum usada para tratar a insônia, chamada zolpidem. Eles descobriram que o fígado feminino metaboliza o zolpidem de forma mais lenta do que o masculino, o que pode explicar por que as mulheres têm mais sonolência e risco de acidentes após tomar essa droga. O modelo também mostrou que o zolpidem pode causar danos ao fígado se for tomado em doses altas ou por longos períodos.

    O modelo computacional representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes, pois permite testar os efeitos das drogas no fígado antes de realizar ensaios clínicos em humanos. Além disso, o modelo fornece insights inéditos sobre os mecanismos moleculares que regulam o funcionamento do fígado e as diferenças sexuais na sua resposta a drogas. Os pesquisadores esperam que o modelo possa ser usado para estudar outras drogas e doenças hepáticas no futuro.

    Fonte: Link.

  • Pesquisadores criam estratégia baseada em plantas para combater doença de Huntington

    Pesquisadores criam estratégia baseada em plantas para combater doença de Huntington

    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, desenvolveu uma nova estratégia para tratar doenças neurodegenerativas, como a doença de Huntington, usando uma enzima derivada de plantas.

    A doença de Huntington é uma condição genética que causa a degeneração progressiva das células nervosas do cérebro, levando a problemas de movimento, cognição e comportamento.

    A enzima, chamada peptidase de processamento estromal (SPP), é capaz de reduzir o acúmulo de proteínas anormais que causam as alterações patológicas associadas à doença de Huntington. Essas proteínas se agregam e formam depósitos tóxicos nas células nervosas, interferindo em seu funcionamento normal.

    Os cientistas descobriram que as plantas não apresentam esse problema de agregação proteica porque possuem organelas especiais chamadas cloroplastos, que realizam a fotossíntese. Os cloroplastos contêm a enzima SPP, que corta as proteínas anormais e as impede de se agruparem.

    Os pesquisadores conseguiram transferir a capacidade das plantas de evitar a agregação para células humanas cultivadas em laboratório e para um pequeno organismo modelo, o nematoide Caenorhabditis elegans. Eles mostraram que a expressão da enzima SPP nessas células e animais reduziu significativamente os níveis de proteínas anormais e melhorou sua sobrevivência e função.

    Os resultados são promissores para o desenvolvimento de uma terapia potencial para a doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas. A equipe planeja fundar uma startup para produzir proteínas terapêuticas derivadas de plantas e testá-las como potenciais terapêuticos para tratar doenças neurodegenerativas em humanos.

    A doença de Huntington é uma condição genética que causa a degeneração progressiva das células nervosas do cérebro, levando a problemas de movimento, cognição e comportamento.

    A enzima, chamada peptidase de processamento estromal (SPP), é capaz de reduzir o acúmulo de proteínas anormais que causam as alterações patológicas associadas à doença de Huntington. Essas proteínas se agregam e formam depósitos tóxicos nas células nervosas, interferindo em seu funcionamento normal.

    Os cientistas descobriram que as plantas não apresentam esse problema de agregação proteica porque possuem organelas especiais chamadas cloroplastos, que realizam a fotossíntese. Os cloroplastos contêm a enzima SPP, que corta as proteínas anormais e as impede de se agruparem.

    Os pesquisadores conseguiram transferir a capacidade das plantas de evitar a agregação para células humanas cultivadas em laboratório e para um pequeno organismo modelo, o nematoide Caenorhabditis elegans. Eles mostraram que a expressão da enzima SPP nessas células e animais reduziu significativamente os níveis de proteínas anormais e melhorou sua sobrevivência e função.

    Os resultados são promissores para o desenvolvimento de uma terapia potencial para a doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas. A equipe planeja fundar uma startup para produzir proteínas terapêuticas derivadas de plantas e testá-las como potenciais terapêuticos para tratar doenças neurodegenerativas em humanos.

  • As dietas das estrelas: elas funcionam mesmo? Descubra o que a ciência diz sobre o emagrecimento saudável

    As dietas das estrelas: elas funcionam mesmo? Descubra o que a ciência diz sobre o emagrecimento saudável

    Você já se perguntou como as celebridades conseguem manter a forma e exibir corpos esculturais nas telas e nas redes sociais?

    Muitas delas recorrem a dietas restritivas e radicais, que prometem resultados rápidos e impressionantes. Mas será que essas dietas são realmente eficazes e seguras?

    Neste artigo, vamos conhecer três dietas famosas das celebridades e entender como o corpo humano emagrece independente de qualquer dieta milagrosa. Além disso, vamos saber o que os especialistas dizem sobre dietas que prometem emagrecimento rápido.

    Três dietas famosas das celebridades

    • Dieta low carb: Essa dieta consiste em reduzir o consumo de carboidratos (como pães, massas, arroz e batata) e aumentar o de proteínas (como carnes, ovos e queijos) e gorduras saudáveis (como abacate, castanhas e azeite). A ideia é que, ao diminuir a ingestão de carboidratos, o organismo passe a usar a gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que seguem essa dieta são Sabrina Sato, Juliana Paes e Deborah Secco.

    • Dieta detox: Essa dieta tem como objetivo eliminar as toxinas do organismo por meio de alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, sementes e chás. A ideia é que, ao desintoxicar o corpo, o metabolismo seja acelerado e a retenção de líquidos seja reduzida, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que fazem essa dieta são Bárbara Evans, Fernanda Souza e Giovanna Antonelli.

    • Dieta do jejum intermitente: Essa dieta alterna períodos de alimentação e de jejum, variando de acordo com o protocolo escolhido. A ideia é que, ao ficar sem comer por horas seguidas, o organismo passe a usar a gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que praticam essa dieta são Hugh Jackman, Jennifer Aniston e Beyoncé.

    Como o corpo humano emagrece independente de qualquer dieta milagrosa

    O corpo humano emagrece quando gasta mais calorias do que consome, ou seja, quando há um déficit calórico. As calorias são unidades de energia que os alimentos fornecem ao organismo para realizar as suas funções vitais. Quando o consumo de calorias é menor do que o gasto, o organismo utiliza as reservas de gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso . O tipo de dieta pode influenciar na quantidade e na qualidade das calorias ingeridas, mas o que importa mesmo é o balanço energético final.

    O que os especialistas dizem sobre dietas que prometem emagrecimento rápido

    Os especialistas dizem que as dietas que prometem emagrecimento rápido podem ser perigosas para a saúde, pois podem causar deficiências nutricionais, alterações hormonais e metabólicas, perda de massa muscular, desidratação e efeito rebote (recuperação do peso perdido ou até mais) . Além disso, essas dietas podem ser insustentáveis a longo prazo, pois podem gerar fome, ansiedade, compulsão alimentar e frustração . Os especialistas recomendam que a perda de peso seja gradual, saudável e individualizada, levando em conta as necessidades e as preferências de cada pessoa.

    As dietas das celebridades podem parecer tentadoras para quem quer emagrecer rápido e sem esforço. No entanto, elas podem trazer mais riscos do que benefícios para a saúde e para o bem-estar. O segredo para emagrecer com saúde é ter uma alimentação equilibrada e variada, sem excluir nenhum grupo alimentar ou se privar de comer o que gosta. Além disso, é importante praticar atividade física regularmente e ter hábitos de vida saudáveis, como dormir bem, beber água e controlar o estresse. Assim, você pode alcançar o seu peso ideal e manter a sua saúde em dia.

    Muitas delas recorrem a dietas restritivas e radicais, que prometem resultados rápidos e impressionantes. Mas será que essas dietas são realmente eficazes e seguras?

    Neste artigo, vamos conhecer três dietas famosas das celebridades e entender como o corpo humano emagrece independente de qualquer dieta milagrosa. Além disso, vamos saber o que os especialistas dizem sobre dietas que prometem emagrecimento rápido.

    Três dietas famosas das celebridades

    • Dieta low carb: Essa dieta consiste em reduzir o consumo de carboidratos (como pães, massas, arroz e batata) e aumentar o de proteínas (como carnes, ovos e queijos) e gorduras saudáveis (como abacate, castanhas e azeite). A ideia é que, ao diminuir a ingestão de carboidratos, o organismo passe a usar a gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que seguem essa dieta são Sabrina Sato, Juliana Paes e Deborah Secco.

    • Dieta detox: Essa dieta tem como objetivo eliminar as toxinas do organismo por meio de alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, sementes e chás. A ideia é que, ao desintoxicar o corpo, o metabolismo seja acelerado e a retenção de líquidos seja reduzida, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que fazem essa dieta são Bárbara Evans, Fernanda Souza e Giovanna Antonelli.

    • Dieta do jejum intermitente: Essa dieta alterna períodos de alimentação e de jejum, variando de acordo com o protocolo escolhido. A ideia é que, ao ficar sem comer por horas seguidas, o organismo passe a usar a gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso. Algumas celebridades que praticam essa dieta são Hugh Jackman, Jennifer Aniston e Beyoncé.

    Como o corpo humano emagrece independente de qualquer dieta milagrosa

    O corpo humano emagrece quando gasta mais calorias do que consome, ou seja, quando há um déficit calórico. As calorias são unidades de energia que os alimentos fornecem ao organismo para realizar as suas funções vitais. Quando o consumo de calorias é menor do que o gasto, o organismo utiliza as reservas de gordura como fonte de energia, favorecendo a perda de peso . O tipo de dieta pode influenciar na quantidade e na qualidade das calorias ingeridas, mas o que importa mesmo é o balanço energético final.

    O que os especialistas dizem sobre dietas que prometem emagrecimento rápido

    Os especialistas dizem que as dietas que prometem emagrecimento rápido podem ser perigosas para a saúde, pois podem causar deficiências nutricionais, alterações hormonais e metabólicas, perda de massa muscular, desidratação e efeito rebote (recuperação do peso perdido ou até mais) . Além disso, essas dietas podem ser insustentáveis a longo prazo, pois podem gerar fome, ansiedade, compulsão alimentar e frustração . Os especialistas recomendam que a perda de peso seja gradual, saudável e individualizada, levando em conta as necessidades e as preferências de cada pessoa.

    As dietas das celebridades podem parecer tentadoras para quem quer emagrecer rápido e sem esforço. No entanto, elas podem trazer mais riscos do que benefícios para a saúde e para o bem-estar. O segredo para emagrecer com saúde é ter uma alimentação equilibrada e variada, sem excluir nenhum grupo alimentar ou se privar de comer o que gosta. Além disso, é importante praticar atividade física regularmente e ter hábitos de vida saudáveis, como dormir bem, beber água e controlar o estresse. Assim, você pode alcançar o seu peso ideal e manter a sua saúde em dia.

  • Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    A carga viral é um conceito que pode ajudar a entender melhor as infecções causadas por vírus, como o novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

  • Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    O vírus sincicial respiratório (RSV) é um dos maiores assassinos silenciosos de crianças e idosos no mundo.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

  • Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais responsáveis por doenças respiratórias em crianças e idosos.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

  • Leite de vaca faz bem à saúde, dizem entidades médicas

    Leite de vaca faz bem à saúde, dizem entidades médicas

    O leite de vaca é um alimento seguro e nutritivo, que pode trazer benefícios para a saúde humana.

    Essa é a conclusão de um documento elaborado por duas entidades médicas brasileiras, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    O documento, divulgado na última semana, tem o objetivo de esclarecer mitos e verdades sobre o consumo de leite de vaca, que vem sendo alvo de críticas e boatos na internet. Segundo as entidades, o leite é uma fonte importante de cálcio, proteínas, carboidratos, gordura e outros compostos bioativos que podem prevenir doenças como osteoporose e câncer.

    O leite também não é inflamatório, como alguns sites e influenciadores digitais afirmam. Pelo contrário, o leite pode ter efeito anti-inflamatório, graças à presença de lactoferrina, uma proteína que combate bactérias e vírus. Além disso, o leite pode ajudar a regular o sistema imunológico, evitando alergias e doenças autoimunes.

    As entidades médicas ressaltam que existem diferentes tipos de leite de vaca, que podem se adequar às necessidades e preferências dos consumidores. O leite integral é o mais rico em gordura e calorias, mas também em vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. O leite desnatado tem menos gordura e calorias, mas mantém os mesmos níveis de cálcio e proteínas do leite integral. O leite sem lactose é indicado para pessoas que têm intolerância à lactose, um açúcar presente no leite que pode causar desconforto gastrointestinal em alguns indivíduos.

    As entidades médicas afirmam que o consumo de leite de vaca é recomendado para todas as faixas etárias, desde que não haja contraindicação médica. O leite deve fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua também frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes e ovos.

    O documento das entidades médicas visa a orientar profissionais de saúde, educadores e a população em geral sobre os benefícios do leite de vaca para a saúde. Segundo as entidades, o leite é um alimento completo e acessível, que pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

    Essa é a conclusão de um documento elaborado por duas entidades médicas brasileiras, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    O documento, divulgado na última semana, tem o objetivo de esclarecer mitos e verdades sobre o consumo de leite de vaca, que vem sendo alvo de críticas e boatos na internet. Segundo as entidades, o leite é uma fonte importante de cálcio, proteínas, carboidratos, gordura e outros compostos bioativos que podem prevenir doenças como osteoporose e câncer.

    O leite também não é inflamatório, como alguns sites e influenciadores digitais afirmam. Pelo contrário, o leite pode ter efeito anti-inflamatório, graças à presença de lactoferrina, uma proteína que combate bactérias e vírus. Além disso, o leite pode ajudar a regular o sistema imunológico, evitando alergias e doenças autoimunes.

    As entidades médicas ressaltam que existem diferentes tipos de leite de vaca, que podem se adequar às necessidades e preferências dos consumidores. O leite integral é o mais rico em gordura e calorias, mas também em vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. O leite desnatado tem menos gordura e calorias, mas mantém os mesmos níveis de cálcio e proteínas do leite integral. O leite sem lactose é indicado para pessoas que têm intolerância à lactose, um açúcar presente no leite que pode causar desconforto gastrointestinal em alguns indivíduos.

    As entidades médicas afirmam que o consumo de leite de vaca é recomendado para todas as faixas etárias, desde que não haja contraindicação médica. O leite deve fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua também frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes e ovos.

    O documento das entidades médicas visa a orientar profissionais de saúde, educadores e a população em geral sobre os benefícios do leite de vaca para a saúde. Segundo as entidades, o leite é um alimento completo e acessível, que pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

  • Terapia inovadora contra o câncer no sangue será testada no Brasil

    Terapia inovadora contra o câncer no sangue será testada no Brasil

    Uma terapia inovadora contra o câncer no sangue, que usa células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório, será testada pela primeira vez no Brasil.

    A técnica, chamada de CAR-T Cell, já mostrou resultados positivos em outros países, mas ainda é muito cara e inacessível para a maioria dos pacientes.

    A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) e o Instituto Butantan receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar um ensaio clínico com a terapia CAR-T Cell em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B, dois tipos de câncer que afetam as células do sistema imunológico.

    O objetivo do estudo é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento, que consiste em coletar as células de defesa do paciente, chamadas de linfócitos T, e modificá-las geneticamente em laboratório para que elas reconheçam e ataquem as células cancerígenas. Depois, as células modificadas são infundidas de volta no paciente, onde elas se multiplicam e combatem o tumor.

    O estudo será feito em três etapas, começando por Ribeirão Preto e depois em São Paulo e Campinas. A primeira etapa envolve 10 pacientes, que serão acompanhados por um ano. A segunda etapa terá 70 pacientes, que serão monitorados por dois anos. A terceira etapa terá 120 pacientes, que serão seguidos por três anos.

    Atualmente, a terapia CAR-T Cell está disponível apenas na rede privada brasileira, a um custo de pelo menos R$ 2 milhões por pessoa. Com o estudo clínico, o objetivo é registrar o produto rapidamente para que ele se torne acessível no Sistema Único de Saúde (SUS). A Anvisa criou um plano de acompanhamento até dezembro de 2024 para facilitar o processo.

    A terapia CAR-T Cell já trouxe resultados positivos para alguns pacientes, como Paulo Peregrino, que teve remissão total do câncer em 30 dias após 13 anos de luta contra a doença. Ele foi um dos primeiros brasileiros a receber o tratamento nos Estados Unidos, em 2019. No entanto, a cura só pode ser considerada oficial após cinco anos sem indícios da doença.

    O câncer no sangue é uma doença grave que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que ocorram cerca de 10 mil novos casos de leucemia e 8 mil novos casos de linfoma no país em 2020. A terapia CAR-T Cell pode ser uma esperança para esses pacientes, mas ainda precisa ser testada e aprovada pelas autoridades sanitárias.

    A técnica, chamada de CAR-T Cell, já mostrou resultados positivos em outros países, mas ainda é muito cara e inacessível para a maioria dos pacientes.

    A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) e o Instituto Butantan receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar um ensaio clínico com a terapia CAR-T Cell em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B, dois tipos de câncer que afetam as células do sistema imunológico.

    O objetivo do estudo é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento, que consiste em coletar as células de defesa do paciente, chamadas de linfócitos T, e modificá-las geneticamente em laboratório para que elas reconheçam e ataquem as células cancerígenas. Depois, as células modificadas são infundidas de volta no paciente, onde elas se multiplicam e combatem o tumor.

    O estudo será feito em três etapas, começando por Ribeirão Preto e depois em São Paulo e Campinas. A primeira etapa envolve 10 pacientes, que serão acompanhados por um ano. A segunda etapa terá 70 pacientes, que serão monitorados por dois anos. A terceira etapa terá 120 pacientes, que serão seguidos por três anos.

    Atualmente, a terapia CAR-T Cell está disponível apenas na rede privada brasileira, a um custo de pelo menos R$ 2 milhões por pessoa. Com o estudo clínico, o objetivo é registrar o produto rapidamente para que ele se torne acessível no Sistema Único de Saúde (SUS). A Anvisa criou um plano de acompanhamento até dezembro de 2024 para facilitar o processo.

    A terapia CAR-T Cell já trouxe resultados positivos para alguns pacientes, como Paulo Peregrino, que teve remissão total do câncer em 30 dias após 13 anos de luta contra a doença. Ele foi um dos primeiros brasileiros a receber o tratamento nos Estados Unidos, em 2019. No entanto, a cura só pode ser considerada oficial após cinco anos sem indícios da doença.

    O câncer no sangue é uma doença grave que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que ocorram cerca de 10 mil novos casos de leucemia e 8 mil novos casos de linfoma no país em 2020. A terapia CAR-T Cell pode ser uma esperança para esses pacientes, mas ainda precisa ser testada e aprovada pelas autoridades sanitárias.

  • Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Um estudo recente descobriu que algumas mulheres que não menstruam podem ter sangramento vaginal após a vacinação contra COVID-19.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

  • Consumo excessivo de álcool pode levar a uma epidemia de doença hepática, alerta estudo

    Consumo excessivo de álcool pode levar a uma epidemia de doença hepática, alerta estudo

    Um novo estudo alerta para o aumento do consumo álcool nos EUA, especialmente entre mulheres e jovens, e suas consequências devastadoras para a saúde e a economia do país.

    O consumo de alto risco de álcool é definido como o consumo de mais de 14 doses por semana para homens e mais de 7 doses por semana para mulheres, ou o consumo de mais de 4 ou 5 doses em uma única ocasião. Esse padrão de consumo pode levar ao desenvolvimento da doença hepática associada ao álcool (ALD), que inclui a esteatose hepática alcoólica, a hepatite alcoólica e a cirrose hepática.

    O estudo usou dados nacionais de saúde e econômicos para estimar o número de mortes, os anos de vida perdidos, os custos médicos diretos e indiretos e os custos intangíveis relacionados à ALD nos EUA entre 2022 e 2040. Os resultados são alarmantes: se as tendências atuais persistirem, em 20 anos cerca de 956 mil pessoas morrerão anualmente de ALD, com maiores percentuais de mulheres (55%) e jovens (40% com menos de 50 anos). Os custos totais de ALD chegarão a 880 bilhões de dólares no mesmo período, sendo 60% atribuídos aos custos intangíveis, como a dor e o sofrimento dos pacientes e familiares.

    Os autores do estudo afirmam que é urgente implementar programas para conscientizar sobre os efeitos nocivos do consumo de alto risco de álcool e desenvolver terapias eficazes para tratar a doença hepática avançada. Eles também defendem ações políticas e de saúde pública para reduzir o estresse na sociedade, que é parcialmente responsável pelo consumo excessivo de álcool. Segundo eles, essas medidas podem salvar milhões de vidas e bilhões de dólares nos próximos anos.

    O consumo de alto risco de álcool é definido como o consumo de mais de 14 doses por semana para homens e mais de 7 doses por semana para mulheres, ou o consumo de mais de 4 ou 5 doses em uma única ocasião. Esse padrão de consumo pode levar ao desenvolvimento da doença hepática associada ao álcool (ALD), que inclui a esteatose hepática alcoólica, a hepatite alcoólica e a cirrose hepática.

    O estudo usou dados nacionais de saúde e econômicos para estimar o número de mortes, os anos de vida perdidos, os custos médicos diretos e indiretos e os custos intangíveis relacionados à ALD nos EUA entre 2022 e 2040. Os resultados são alarmantes: se as tendências atuais persistirem, em 20 anos cerca de 956 mil pessoas morrerão anualmente de ALD, com maiores percentuais de mulheres (55%) e jovens (40% com menos de 50 anos). Os custos totais de ALD chegarão a 880 bilhões de dólares no mesmo período, sendo 60% atribuídos aos custos intangíveis, como a dor e o sofrimento dos pacientes e familiares.

    Os autores do estudo afirmam que é urgente implementar programas para conscientizar sobre os efeitos nocivos do consumo de alto risco de álcool e desenvolver terapias eficazes para tratar a doença hepática avançada. Eles também defendem ações políticas e de saúde pública para reduzir o estresse na sociedade, que é parcialmente responsável pelo consumo excessivo de álcool. Segundo eles, essas medidas podem salvar milhões de vidas e bilhões de dólares nos próximos anos.