Tag: Crianças

  • Como os smartphones afetam o cérebro das crianças

    Como os smartphones afetam o cérebro das crianças

    Especialistas explicam os riscos do uso de telas por bebês e crianças pequenas e dão orientações para os pais navegarem no mundo digital sem culpa.

    Deixar ou não que crianças pequenas usem telas como smartphones e tablets? Segundo especialistas, o uso precoce pode trazer problemas para o sono, desenvolvimento motor e até para o cérebro das crianças.

    O que acontece no cérebro de uma criança que usa telas?

    Pesquisadores descobriram que o tempo em frente às telas pode atrasar o desenvolvimento cerebral e motor de bebês e crianças pequenas. Isso ocorre porque, até os 3 anos, o cérebro depende de experiências no mundo real para aprender a entender formas, objetos e interações sociais. Quando uma criança passa muito tempo assistindo a vídeos ou jogando, ela deixa de explorar o ambiente ao seu redor, o que impacta seu aprendizado.

    Por exemplo, estudos mostram que crianças de 2 anos têm dificuldade em transferir o que veem na tela para a vida real. Em um experimento, crianças assistiram a um vídeo mostrando onde um brinquedo foi escondido, mas não conseguiram encontrá-lo depois. Já aquelas que viram o esconderijo ao vivo não tiveram problemas. Isso é conhecido como deficiência de vídeo.

    Imagem: Freepik

    Outras consequências preocupantes

    O uso de telas também está associado a outros problemas:

    • Sono ruim: O tempo em telas pode atrapalhar o sono, fundamental para o desenvolvimento do cérebro.
    • Atraso motor: Menos tempo engatinhando, pulando e escalando pode prejudicar o equilíbrio e até habilidades cognitivas, como memória e linguagem.
    • Saúde física: Pesquisadores notaram que crianças pequenas com mais tempo de tela tendem a ter índice de massa corporal (IMC) mais alto, o que pode aumentar o risco de obesidade e diabetes tipo 2 no futuro.

    “Não use telas como recompensa ou conforto”, alertam especialistas

    Um erro comum é usar telas para acalmar ou recompensar crianças. Isso pode dificultar o aprendizado de regulação emocional, fazendo com que a criança recorra aos dispositivos sempre que estiver frustrada ou entediada. “É como dar doces como prêmio: cria uma dependência emocional”, explica Sabina Pauen, psicóloga e pesquisadora do desenvolvimento infantil.

    Como os pais podem lidar com as telas?

    Especialistas recomendam evitar telas para crianças menores de 2 anos e limitar o uso a, no máximo, uma hora por dia após os 3 anos — sempre com supervisão dos pais. Mais importante, os adultos devem usar as telas de forma consciente.

    “Se você precisa usar o celular na frente do seu filho, explique o que está fazendo e reserve momentos de interação sem distrações”, aconselha Pauen. Além disso, videochamadas com familiares, como avós, são uma exceção, pois ajudam a manter vínculos emocionais importantes.

    Um equilíbrio possível

    Apesar das preocupações, os especialistas não acreditam que os pais devam entrar em pânico. “O mais importante é o equilíbrio”, explica Pauen. Em vez de proibir completamente, ela sugere que os pais usem as telas como uma ferramenta ocasional e educativa, sem substituir as experiências reais, como brincar ao ar livre ou ler um livro juntos.

    Vivemos em um mundo digital, e adaptar-se a ele é inevitável. Mas, quando se trata de crianças pequenas, o velho ditado ainda vale: tudo tem seu tempo.

    Fontes: Link, Link 2.


    Deixar ou não que crianças pequenas usem telas como smartphones e tablets? Segundo especialistas, o uso precoce pode trazer problemas para o sono, desenvolvimento motor e até para o cérebro das crianças.

    O que acontece no cérebro de uma criança que usa telas?

    Pesquisadores descobriram que o tempo em frente às telas pode atrasar o desenvolvimento cerebral e motor de bebês e crianças pequenas. Isso ocorre porque, até os 3 anos, o cérebro depende de experiências no mundo real para aprender a entender formas, objetos e interações sociais. Quando uma criança passa muito tempo assistindo a vídeos ou jogando, ela deixa de explorar o ambiente ao seu redor, o que impacta seu aprendizado.

    Por exemplo, estudos mostram que crianças de 2 anos têm dificuldade em transferir o que veem na tela para a vida real. Em um experimento, crianças assistiram a um vídeo mostrando onde um brinquedo foi escondido, mas não conseguiram encontrá-lo depois. Já aquelas que viram o esconderijo ao vivo não tiveram problemas. Isso é conhecido como deficiência de vídeo.

    Imagem: Freepik

    Outras consequências preocupantes

    O uso de telas também está associado a outros problemas:

    • Sono ruim: O tempo em telas pode atrapalhar o sono, fundamental para o desenvolvimento do cérebro.
    • Atraso motor: Menos tempo engatinhando, pulando e escalando pode prejudicar o equilíbrio e até habilidades cognitivas, como memória e linguagem.
    • Saúde física: Pesquisadores notaram que crianças pequenas com mais tempo de tela tendem a ter índice de massa corporal (IMC) mais alto, o que pode aumentar o risco de obesidade e diabetes tipo 2 no futuro.

    “Não use telas como recompensa ou conforto”, alertam especialistas

    Um erro comum é usar telas para acalmar ou recompensar crianças. Isso pode dificultar o aprendizado de regulação emocional, fazendo com que a criança recorra aos dispositivos sempre que estiver frustrada ou entediada. “É como dar doces como prêmio: cria uma dependência emocional”, explica Sabina Pauen, psicóloga e pesquisadora do desenvolvimento infantil.

    Como os pais podem lidar com as telas?

    Especialistas recomendam evitar telas para crianças menores de 2 anos e limitar o uso a, no máximo, uma hora por dia após os 3 anos — sempre com supervisão dos pais. Mais importante, os adultos devem usar as telas de forma consciente.

    “Se você precisa usar o celular na frente do seu filho, explique o que está fazendo e reserve momentos de interação sem distrações”, aconselha Pauen. Além disso, videochamadas com familiares, como avós, são uma exceção, pois ajudam a manter vínculos emocionais importantes.

    Um equilíbrio possível

    Apesar das preocupações, os especialistas não acreditam que os pais devam entrar em pânico. “O mais importante é o equilíbrio”, explica Pauen. Em vez de proibir completamente, ela sugere que os pais usem as telas como uma ferramenta ocasional e educativa, sem substituir as experiências reais, como brincar ao ar livre ou ler um livro juntos.

    Vivemos em um mundo digital, e adaptar-se a ele é inevitável. Mas, quando se trata de crianças pequenas, o velho ditado ainda vale: tudo tem seu tempo.

    Fontes: Link, Link 2.


  • Estudo Revela Dados Alarmantes sobre Obesidade Infantil no Brasil e Aponta Estratégias Preventivas para os Pais

    Estudo Revela Dados Alarmantes sobre Obesidade Infantil no Brasil e Aponta Estratégias Preventivas para os Pais

    O problema do sobrepeso em crianças vem crescendo e se tornando foco de estudos por parte de pesquisadores do Brasil e mundo.

    Um recente estudo revelou que um terço dos meninos e um quatro das meninas no país têm sobrepeso. Além disso, a pesquisa apontou um aumento significativo no número de crianças acima do peso, indicando a urgência de lidar com o problema da obesidade infantil.

    A obesidade é um problema complexo, com influências genéticas, endocrinológicas e neuronais, além de ser afetada por fatores sociais, familiares, econômicos e políticos.

    Os alimentos ultraprocessados, acessíveis e palatáveis, com baixo controle de qualidade e informações nos rótulos, contribuem significativamente para o aumento do sobrepeso e da obesidade, especialmente entre as crianças.

    Além disse, o avanço do sedentarismo, a substituição de brincadeiras ativas por atividades passivas e a insegurança dos pais em relação ao ambiente externo, juntamente com o impacto da pandemia de covid-19, têm influenciado negativamente os hábitos alimentares e a atividade física das crianças.

    Médicos e pesquisadores concordam sobre a necessidade de implementar estratégias preventivas e educativas para conter a obesidade entre os jovens, envolvendo principalmente a participação da família e campanhas de conscientização.

    O estudo enfatiza o impacto da dieta e da atividade física na prevenção da obesidade, ressaltando as diretrizes brasileiras, como o Guia Alimentar e de Atividade Física, que servem para incentivar hábitos saudáveis de maneira prática e educativa.

    Os especialistas ressaltam a importância da prevenção da obesidade desde o nascimento, enfatizando a orientação das mulheres durante a gestação para manter um peso adequado, e o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida como fatores protetores contra a obesidade na infância.

    Portanto, é crucial que medidas sejam tomadas para combater o aumento do sobrepeso e da obesidade infantil. A implementação de estratégias preventivas e educativas, juntamente com a promoção de hábitos saudáveis desde a gestação, é fundamental para reverter essa situação preocupante.

    Além disso, é necessário um esforço coletivo da sociedade, das famílias e das autoridades para criar um ambiente propício para que as crianças possam se alimentar de forma saudável e se manter ativas.

    A conscientização e o acesso a informações precisas sobre os impactos da dieta e do sedentarismo são passos essenciais na busca por soluções eficazes.

    Fontes: Link, Link 2.


    Um recente estudo revelou que um terço dos meninos e um quatro das meninas no país têm sobrepeso. Além disso, a pesquisa apontou um aumento significativo no número de crianças acima do peso, indicando a urgência de lidar com o problema da obesidade infantil.

    A obesidade é um problema complexo, com influências genéticas, endocrinológicas e neuronais, além de ser afetada por fatores sociais, familiares, econômicos e políticos.

    Os alimentos ultraprocessados, acessíveis e palatáveis, com baixo controle de qualidade e informações nos rótulos, contribuem significativamente para o aumento do sobrepeso e da obesidade, especialmente entre as crianças.

    Além disse, o avanço do sedentarismo, a substituição de brincadeiras ativas por atividades passivas e a insegurança dos pais em relação ao ambiente externo, juntamente com o impacto da pandemia de covid-19, têm influenciado negativamente os hábitos alimentares e a atividade física das crianças.

    Médicos e pesquisadores concordam sobre a necessidade de implementar estratégias preventivas e educativas para conter a obesidade entre os jovens, envolvendo principalmente a participação da família e campanhas de conscientização.

    O estudo enfatiza o impacto da dieta e da atividade física na prevenção da obesidade, ressaltando as diretrizes brasileiras, como o Guia Alimentar e de Atividade Física, que servem para incentivar hábitos saudáveis de maneira prática e educativa.

    Os especialistas ressaltam a importância da prevenção da obesidade desde o nascimento, enfatizando a orientação das mulheres durante a gestação para manter um peso adequado, e o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida como fatores protetores contra a obesidade na infância.

    Portanto, é crucial que medidas sejam tomadas para combater o aumento do sobrepeso e da obesidade infantil. A implementação de estratégias preventivas e educativas, juntamente com a promoção de hábitos saudáveis desde a gestação, é fundamental para reverter essa situação preocupante.

    Além disso, é necessário um esforço coletivo da sociedade, das famílias e das autoridades para criar um ambiente propício para que as crianças possam se alimentar de forma saudável e se manter ativas.

    A conscientização e o acesso a informações precisas sobre os impactos da dieta e do sedentarismo são passos essenciais na busca por soluções eficazes.

    Fontes: Link, Link 2.


  • Hiperatividade em crianças: saiba como detectar e sugestões para lidar com a situação

    Hiperatividade em crianças: saiba como detectar e sugestões para lidar com a situação

    Falta de atenção e hiperatividade na infância são considerados comportamentos prejudiciais para as atividades cotidianas de crianças, principalmente nas interações em casa e na escola; saiba mais

    O desafio da educação de uma criança hiperativa passa primeiro pelo diagnóstico do problema, pois geralmente há uma dificuldade de pais e responsáveis em identificar os sinais que levam os pequenos a apresentarem agitação excessiva e ausência de foco na vida diária.

    Por isso, para conhecer melhor a causa desse comportamento, é necessário analisar o contexto e ambiente em que a criança está inserida, assim como as circunstâncias em que a desatenção ou agitação é observada com maior frequência.

    Alguns dos sinais indicadores de hiperatividade infantil mais comuns:

    • Dificuldade da criança em seguir instruções simples;
    • Dificuldade de permanecer concentrada em uma atividade por um período razoável de tempo;
    • Impulsividade e compulsividade em suas ações;
    • Dificuldades no sono;
    • Distração e aversão a exercícios e atividades que exijam maior atenção em sua execução.

    Detectada a hiperatividade infantil, o que é preciso fazer para auxiliar?

    Segundo o pedagogo e especialista em Psicopedagogia e Análise de Comportamento Aplicado, William Samuel dos Santos, professor de pós-graduação de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Senac EAD, “vale ressaltar que esses aspectos prevalecem de forma combinada. Ou seja: tais sintomas podem ser indicativos de outras características do desenvolvimento cognitivo e biopsicossocial da criança. Portanto, a abordagem única pode não ser assertiva e suficientemente adequada. A avaliação por uma equipe multidisciplinar é essencial para uma análise completa, com estratégias personalizadas que atendam às características específicas dessa criança, levando-se em consideração seus interesses e a forma como ela aprende”, explica.

    Outro ponto importante é que, crianças com déficit de atenção e hiperatividade necessitam de uma abordagem de ensino personalizada, pautada pela sensibilidade, acolhimento, afetividade, escuta ativa e ludicidade, o que pode ser feito através de um psicopedagogo, ou profissional qualificado.

    Algumas marcas como a Pritt, apresentam em seu portfólio produtos que ajudam no desenvolvimento artístico de uma criança: atividades como colagem, recorte e pintura, são maneiras de estimular a criatividade, concentração e competências socioemocionais no universo infantil.

    Para Beatriz Negrão, gerente de Marketing da Pritt, marca especializada em colas escolares, o ato de desenhar, rabiscar e colar figuras ajuda a criança a construir um universo só seu e cheio de imaginação:

    “As atividades manuais estimulam a concentração, a socialização, o autocontrole, além do desenvolvimento cognitivo e motor“, comenta.

    Algumas dicas que podem ajudar na educação de crianças hiperativas

    • Manter ambientes organizados, sem barulho, com o mínimo de distrações e estímulos, visando reduzir a instabilidade ou a ansiedade da criança;
    • Estabelecer rotinas, criando combinados sobre as atividades fixas da criança por meio da previsibilidade, fazendo com que ela tenha maiores respostas e sentimento de segurança em suas demandas.

    Quer mais dicas sobre saúde? Leia também:

    Intoxicação alimentar: por que é mais perigoso comer em casa do que na rua

    O desafio da educação de uma criança hiperativa passa primeiro pelo diagnóstico do problema, pois geralmente há uma dificuldade de pais e responsáveis em identificar os sinais que levam os pequenos a apresentarem agitação excessiva e ausência de foco na vida diária.

    Por isso, para conhecer melhor a causa desse comportamento, é necessário analisar o contexto e ambiente em que a criança está inserida, assim como as circunstâncias em que a desatenção ou agitação é observada com maior frequência.

    Alguns dos sinais indicadores de hiperatividade infantil mais comuns:

    • Dificuldade da criança em seguir instruções simples;
    • Dificuldade de permanecer concentrada em uma atividade por um período razoável de tempo;
    • Impulsividade e compulsividade em suas ações;
    • Dificuldades no sono;
    • Distração e aversão a exercícios e atividades que exijam maior atenção em sua execução.

    Detectada a hiperatividade infantil, o que é preciso fazer para auxiliar?

    Segundo o pedagogo e especialista em Psicopedagogia e Análise de Comportamento Aplicado, William Samuel dos Santos, professor de pós-graduação de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Senac EAD, “vale ressaltar que esses aspectos prevalecem de forma combinada. Ou seja: tais sintomas podem ser indicativos de outras características do desenvolvimento cognitivo e biopsicossocial da criança. Portanto, a abordagem única pode não ser assertiva e suficientemente adequada. A avaliação por uma equipe multidisciplinar é essencial para uma análise completa, com estratégias personalizadas que atendam às características específicas dessa criança, levando-se em consideração seus interesses e a forma como ela aprende”, explica.

    Outro ponto importante é que, crianças com déficit de atenção e hiperatividade necessitam de uma abordagem de ensino personalizada, pautada pela sensibilidade, acolhimento, afetividade, escuta ativa e ludicidade, o que pode ser feito através de um psicopedagogo, ou profissional qualificado.

    Algumas marcas como a Pritt, apresentam em seu portfólio produtos que ajudam no desenvolvimento artístico de uma criança: atividades como colagem, recorte e pintura, são maneiras de estimular a criatividade, concentração e competências socioemocionais no universo infantil.

    Para Beatriz Negrão, gerente de Marketing da Pritt, marca especializada em colas escolares, o ato de desenhar, rabiscar e colar figuras ajuda a criança a construir um universo só seu e cheio de imaginação:

    “As atividades manuais estimulam a concentração, a socialização, o autocontrole, além do desenvolvimento cognitivo e motor“, comenta.

    Algumas dicas que podem ajudar na educação de crianças hiperativas

    • Manter ambientes organizados, sem barulho, com o mínimo de distrações e estímulos, visando reduzir a instabilidade ou a ansiedade da criança;
    • Estabelecer rotinas, criando combinados sobre as atividades fixas da criança por meio da previsibilidade, fazendo com que ela tenha maiores respostas e sentimento de segurança em suas demandas.

    Quer mais dicas sobre saúde? Leia também:

    Intoxicação alimentar: por que é mais perigoso comer em casa do que na rua

  • Teste de swab nasal pode ajudar a evitar o uso desnecessário de antibióticos em crianças com sinusite

    Teste de swab nasal pode ajudar a evitar o uso desnecessário de antibióticos em crianças com sinusite

    Um novo estudo publicado na revista JAMA sugere que um simples teste de swab nasal pode ajudar os médicos a decidir se as crianças com suspeita de sinusite precisam ou não de antibióticos.

    A sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que são cavidades cheias de ar no crânio. Ela pode causar dor, congestão, febre e secreção nasal. A sinusite pode ser causada por vírus, bactérias ou alergias, mas nem sempre é fácil determinar a causa. Os antibióticos são eficazes apenas contra as infecções bacterianas, mas muitas vezes são prescritos desnecessariamente para as infecções virais. Isso pode levar a efeitos colaterais, alterações no microbioma e resistência aos antibióticos.

    O estudo envolveu cerca de 500 crianças com idades entre 1 e 10 anos que apresentaram sintomas de sinusite por mais de 10 dias em seis centros nos EUA. As crianças foram aleatoriamente designadas para receber um curso de 10 dias de amoxicilina-clavulanato, um antibiótico comumente usado para tratar a sinusite, ou um placebo. Antes do início do tratamento, as crianças foram submetidas a um teste de swab nasal para detectar três tipos de bactérias que são frequentemente responsáveis pela sinusite: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. O teste usou uma técnica chamada reação em cadeia da polimerase (PCR), que amplifica o DNA das bactérias e permite sua identificação rápida e precisa.

    Os resultados mostraram que as crianças que testaram positivo para uma ou mais das bactérias tiveram uma melhora significativa dos sintomas com o tratamento antibiótico em comparação com aquelas que receberam o placebo. Por outro lado, as crianças que não tinham bactérias no swab nasal não tiveram diferença significativa entre o antibiótico e o placebo. Além disso, a cor da secreção nasal não foi relevante para a presença ou ausência de bactérias e não deve ser usada como um indicador para prescrever antibióticos.

    Os autores do estudo concluíram que o teste de swab nasal pode ser uma ferramenta útil para orientar o uso racional de antibióticos em crianças com suspeita de sinusite. Eles também sugeriram que mais estudos são necessários para avaliar a eficácia e a segurança do teste em diferentes cenários clínicos e populacionais. O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos EUA.

    Fonte: Link.

    A sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que são cavidades cheias de ar no crânio. Ela pode causar dor, congestão, febre e secreção nasal. A sinusite pode ser causada por vírus, bactérias ou alergias, mas nem sempre é fácil determinar a causa. Os antibióticos são eficazes apenas contra as infecções bacterianas, mas muitas vezes são prescritos desnecessariamente para as infecções virais. Isso pode levar a efeitos colaterais, alterações no microbioma e resistência aos antibióticos.

    O estudo envolveu cerca de 500 crianças com idades entre 1 e 10 anos que apresentaram sintomas de sinusite por mais de 10 dias em seis centros nos EUA. As crianças foram aleatoriamente designadas para receber um curso de 10 dias de amoxicilina-clavulanato, um antibiótico comumente usado para tratar a sinusite, ou um placebo. Antes do início do tratamento, as crianças foram submetidas a um teste de swab nasal para detectar três tipos de bactérias que são frequentemente responsáveis pela sinusite: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. O teste usou uma técnica chamada reação em cadeia da polimerase (PCR), que amplifica o DNA das bactérias e permite sua identificação rápida e precisa.

    Os resultados mostraram que as crianças que testaram positivo para uma ou mais das bactérias tiveram uma melhora significativa dos sintomas com o tratamento antibiótico em comparação com aquelas que receberam o placebo. Por outro lado, as crianças que não tinham bactérias no swab nasal não tiveram diferença significativa entre o antibiótico e o placebo. Além disso, a cor da secreção nasal não foi relevante para a presença ou ausência de bactérias e não deve ser usada como um indicador para prescrever antibióticos.

    Os autores do estudo concluíram que o teste de swab nasal pode ser uma ferramenta útil para orientar o uso racional de antibióticos em crianças com suspeita de sinusite. Eles também sugeriram que mais estudos são necessários para avaliar a eficácia e a segurança do teste em diferentes cenários clínicos e populacionais. O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos EUA.

    Fonte: Link.

  • Colírio de atropina em baixa dose não reduz a miopia em crianças, diz estudo

    Colírio de atropina em baixa dose não reduz a miopia em crianças, diz estudo

    Um estudo clínico randomizado publicado na revista Ophthalmology não encontrou evidências de que colírios de atropina em baixa dose sejam eficazes para retardar a progressão da miopia em crianças.

    A miopia é um problema de visão que afeta cerca de 30% da população mundial e pode aumentar o risco de doenças oculares graves.

    O estudo envolveu 256 crianças com idades entre 6 e 12 anos que tinham miopia moderada a alta. Elas foram divididas em dois grupos: um recebeu colírios de atropina a 0,01% e o outro recebeu placebo. Os colírios foram aplicados uma vez por dia em cada olho durante dois anos. Os pesquisadores mediram a mudança na refração ocular, que é a medida da miopia, e no comprimento axial, que é a distância entre a córnea e a retina.

    Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança da refração ocular ou do comprimento axial após dois anos de tratamento. A refração ocular média diminuiu 1,25 dioptrias no grupo da atropina e 1,38 dioptrias no grupo do placebo. O comprimento axial médio aumentou 0,69 mm no grupo da atropina e 0,73 mm no grupo do placebo.

    Os autores do estudo concluíram que a atropina em baixa dose pode não ser uma opção terapêutica eficaz para retardar a miopia em crianças ou que o efeito pode depender de fatores como a etnia, o grau inicial da miopia e a idade das crianças. Eles sugerem que mais pesquisas sejam feitas para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes doses e concentrações de atropina em diferentes populações.

    Fonte: Link.

    A miopia é um problema de visão que afeta cerca de 30% da população mundial e pode aumentar o risco de doenças oculares graves.

    O estudo envolveu 256 crianças com idades entre 6 e 12 anos que tinham miopia moderada a alta. Elas foram divididas em dois grupos: um recebeu colírios de atropina a 0,01% e o outro recebeu placebo. Os colírios foram aplicados uma vez por dia em cada olho durante dois anos. Os pesquisadores mediram a mudança na refração ocular, que é a medida da miopia, e no comprimento axial, que é a distância entre a córnea e a retina.

    Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança da refração ocular ou do comprimento axial após dois anos de tratamento. A refração ocular média diminuiu 1,25 dioptrias no grupo da atropina e 1,38 dioptrias no grupo do placebo. O comprimento axial médio aumentou 0,69 mm no grupo da atropina e 0,73 mm no grupo do placebo.

    Os autores do estudo concluíram que a atropina em baixa dose pode não ser uma opção terapêutica eficaz para retardar a miopia em crianças ou que o efeito pode depender de fatores como a etnia, o grau inicial da miopia e a idade das crianças. Eles sugerem que mais pesquisas sejam feitas para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes doses e concentrações de atropina em diferentes populações.

    Fonte: Link.

  • Doenças respiratórias em crianças: como prevenir e tratar

    Doenças respiratórias em crianças: como prevenir e tratar

    Com a chegada do outono e a queda de temperatura, aumentam os casos de doenças respiratórias entre as crianças, principalmente causadas por vírus como o sincicial respiratório, o bocavírus, o rinovírus e o parainfluenza.

    Esses vírus provocam sintomas como tosse, coriza, espirros e febre, que podem se agravar em alguns casos e levar à internação.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 30% nas internações de crianças de até 5 anos por síndrome respiratória aguda grave nos primeiros quatro meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Especialistas apontam que esse crescimento está relacionado às recentes flexibilizações nas medidas de contenção da pandemia e ao retorno às aulas em todo o país.

    Para prevenir e tratar as doenças respiratórias em crianças, é importante adotar algumas medidas simples, como:

    • Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe;

    • Evitar aglomerações e ambientes fechados ou mal ventilados;

    • Lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;

    • Usar máscara quando sair de casa (para crianças acima de 2 anos);

    • Não compartilhar objetos pessoais, como copos e talheres;

    • Hidratar bem a criança e oferecer alimentos saudáveis;

    • Não fumar ou expor a criança à fumaça do cigarro;

    • Não levar a criança à escola se ela apresentar sintomas de doença respiratória;

    • Procurar atendimento médico se a criança tiver febre persistente por mais de cinco dias, esforço respiratório, prostração ou sonolência excessiva, recusa de líquidos ou de via oral.

    Com esses cuidados, é possível reduzir o risco de complicações e garantir a saúde das crianças.

    Esses vírus provocam sintomas como tosse, coriza, espirros e febre, que podem se agravar em alguns casos e levar à internação.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 30% nas internações de crianças de até 5 anos por síndrome respiratória aguda grave nos primeiros quatro meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Especialistas apontam que esse crescimento está relacionado às recentes flexibilizações nas medidas de contenção da pandemia e ao retorno às aulas em todo o país.

    Para prevenir e tratar as doenças respiratórias em crianças, é importante adotar algumas medidas simples, como:

    • Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe;

    • Evitar aglomerações e ambientes fechados ou mal ventilados;

    • Lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;

    • Usar máscara quando sair de casa (para crianças acima de 2 anos);

    • Não compartilhar objetos pessoais, como copos e talheres;

    • Hidratar bem a criança e oferecer alimentos saudáveis;

    • Não fumar ou expor a criança à fumaça do cigarro;

    • Não levar a criança à escola se ela apresentar sintomas de doença respiratória;

    • Procurar atendimento médico se a criança tiver febre persistente por mais de cinco dias, esforço respiratório, prostração ou sonolência excessiva, recusa de líquidos ou de via oral.

    Com esses cuidados, é possível reduzir o risco de complicações e garantir a saúde das crianças.

  • O que é o Discord e por que ele está gerando preocupação de pais de crianças e adolescentes

    O que é o Discord e por que ele está gerando preocupação de pais de crianças e adolescentes

    Discord é uma plataforma de comunicação online que permite a troca de mensagens de texto, voz e vídeo entre usuários. Criado em 2015 com foco nos jogadores de videogames, o Discord se tornou um espaço para diversas comunidades se reunirem e compartilharem interesses em comum.

    No entanto, o Discord também tem gerado preocupação de pais de crianças e adolescentes que usam o aplicativo. Isso se deve a alguns motivos, como:

    • A falta de moderação e controle sobre o conteúdo dos servidores, que podem conter linguagem imprópria, violência, pornografia ou discurso de ódio.
    • A possibilidade de contato com estranhos que podem ter más intenções, como pedófilos, golpistas ou radicais.
    • A exposição a informações falsas ou manipuladas que podem influenciar negativamente a opinião ou o comportamento dos jovens.
    • O vício em jogos ou redes sociais que pode prejudicar o desempenho escolar, a saúde mental e o convívio familiar.

    Diante desses riscos, os pais devem estar atentos ao uso do Discord pelos seus filhos e tomar algumas medidas para protegê-los, como:

    • Conversar com eles sobre os perigos da internet e orientá-los a não compartilhar dados pessoais, fotos ou vídeos com desconhecidos.
    • Monitorar o tempo e o tipo de atividade que eles realizam no Discord e limitar o acesso se necessário.
    • Verificar as configurações de privacidade e segurança do aplicativo e bloquear ou denunciar usuários ou servidores suspeitos ou ofensivos.
    • Participar ou criar servidores familiares ou educativos para interagir com eles de forma positiva e divertida.

    O Discord pode ser uma ferramenta útil e divertida para se comunicar e se informar sobre diversos assuntos, mas também requer cuidado e responsabilidade. Por isso, é importante que os pais estejam envolvidos na vida digital dos seus filhos e os orientem a usar o aplicativo de forma segura e saudável.

    No entanto, o Discord também tem gerado preocupação de pais de crianças e adolescentes que usam o aplicativo. Isso se deve a alguns motivos, como:

    • A falta de moderação e controle sobre o conteúdo dos servidores, que podem conter linguagem imprópria, violência, pornografia ou discurso de ódio.
    • A possibilidade de contato com estranhos que podem ter más intenções, como pedófilos, golpistas ou radicais.
    • A exposição a informações falsas ou manipuladas que podem influenciar negativamente a opinião ou o comportamento dos jovens.
    • O vício em jogos ou redes sociais que pode prejudicar o desempenho escolar, a saúde mental e o convívio familiar.

    Diante desses riscos, os pais devem estar atentos ao uso do Discord pelos seus filhos e tomar algumas medidas para protegê-los, como:

    • Conversar com eles sobre os perigos da internet e orientá-los a não compartilhar dados pessoais, fotos ou vídeos com desconhecidos.
    • Monitorar o tempo e o tipo de atividade que eles realizam no Discord e limitar o acesso se necessário.
    • Verificar as configurações de privacidade e segurança do aplicativo e bloquear ou denunciar usuários ou servidores suspeitos ou ofensivos.
    • Participar ou criar servidores familiares ou educativos para interagir com eles de forma positiva e divertida.

    O Discord pode ser uma ferramenta útil e divertida para se comunicar e se informar sobre diversos assuntos, mas também requer cuidado e responsabilidade. Por isso, é importante que os pais estejam envolvidos na vida digital dos seus filhos e os orientem a usar o aplicativo de forma segura e saudável.

  • Infectologista afirma que a Covid é a principal causa de morte infantil no Brasil nos últimos dois anos

    Infectologista afirma que a Covid é a principal causa de morte infantil no Brasil nos últimos dois anos

    A situação é preocupante porque crianças pequenas são suscetíveis a desenvolver casos graves da Covid-19.

    Em muitas cidades, a cobertura vacinal é baixa e ainda há problemas de estoque. A Sociedade Brasileira de Imunizações destaca a importância da vacinação para crianças pequenas com risco de internação e morte pela doença.

    De acordo com uma matéria do GLOBO, após o desabastecimento de vacinas pediátricas contra a Covid em vários postos de saúde, o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde nas últimas semanas pode permitir o avanço da imunização de crianças de 6 meses a 4 anos.

    No entanto, a hesitação na vacinação de maiores de 5 anos também afeta os mais novos, e o ritmo da vacinação ainda é lento. A falta de estoque tem impactado o avanço da vacinação.

    Crianças menores de 4 anos têm mais risco de internação e morte por Covid e a vacinação é essencial.

    A maioria das capitais brasileiras relata ter recebido novas remessas, mas o ritmo da vacinação ainda é lento.

    Em muitas cidades, a cobertura vacinal é baixa e ainda há problemas de estoque. A Sociedade Brasileira de Imunizações destaca a importância da vacinação para crianças pequenas com risco de internação e morte pela doença.

    De acordo com uma matéria do GLOBO, após o desabastecimento de vacinas pediátricas contra a Covid em vários postos de saúde, o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde nas últimas semanas pode permitir o avanço da imunização de crianças de 6 meses a 4 anos.

    No entanto, a hesitação na vacinação de maiores de 5 anos também afeta os mais novos, e o ritmo da vacinação ainda é lento. A falta de estoque tem impactado o avanço da vacinação.

    Crianças menores de 4 anos têm mais risco de internação e morte por Covid e a vacinação é essencial.

    A maioria das capitais brasileiras relata ter recebido novas remessas, mas o ritmo da vacinação ainda é lento.

  • Uso exagerado de exames por imagens em crianças preocupa pediatras

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alertou para os riscos da exposição excessiva de crianças e adolescentes a exames de diagnóstico por imagem como tomografias computadorizadas e raios x.

    Os pediatras pedem o uso racional dessas ferramentas, contando com o apoio de pais, profissionais de saúde e com que técnicos que realizam os exames. Além disso, eles pedem para que os responsáveis pelos exames façam as adaptações necessárias nos equipamentos, adequando-os às características físicas desses pacientes.

    “Para os médicos, os exames de imagem (raios x, tomografias, ultrassonografias e ressonância) são muito úteis à medicina e, por vezes, essenciais ao diagnóstico em adultos e crianças. Entretanto, alguns desses exames emitem radiação nociva à saúde e, por isso, a SBP, em parceria com outras entidades nacionais e internacionais, lança uma campanha que alerta sobre o uso racional dessas ferramentas. Além dos pediatras, os radiologistas e outros técnicos envolvidos no processo também devem ser bem orientados”, explicou a entidade, por meio de comunicado.

    Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, é preciso cautela para não expor crianças e adolescentes a riscos desnecessários. Essa população, segundo ela, possui tecidos e órgãos ainda em desenvolvimento e apresenta, portanto, maior sensibilidade aos efeitos da radiação ionizante sobre o corpo humano.

    Quanto mais jovem for o paciente, maiores são as chances de desdobramentos adversos.

    A orientação é que, durante a consulta, os especialistas façam uma investigação atenta e solicitem o exame apenas quando sinais e sintomas exigirem. Pediatras e demais médicos devem ainda alertar os pais sobre os riscos.

    “Não são raros os casos em que os procedimentos decorrem de um pedido da própria família”, lembrou Luciana, ao destacar ser fundamental individualizar a situação de cada paciente, com bom senso crítico e uma boa hipótese diagnóstica, antes de solicitar exames complementares e, em muitas oportunidades, até discutir a possibilidade com o radiologista.

    A médica radiologista Dolores Bustelo, uma das organizadoras da campanha, alerta que falhas na calibragem de equipamentos também constituem um problema frequente. Segundo ela, estudos confirmam ser possível reduzir as doses de radiação aplicadas durante os exames de tomografias computadorizadas, sem perder a qualidade do resultado e nem interferência no diagnóstico.

    Ainda de acordo com a especialista, quando uma tomografia ou um exame de raio x são estritamente necessários para uma criança, devem ser usados aparelhos que permitam a sua adequação em função do peso do paciente e da extensão da área a ser analisada. Se bem manuseados, é possível reduzir significativamente a exposição à radiação. Com informações da Agência Brasil.