Tag: Dengue

  • 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar

    5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que provoca febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque.

    A dengue não tem um tratamento específico, apenas medidas de suporte, como hidratação, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos.

    No entanto, muitas pessoas recorrem a remédios caseiros para tentar aliviar os sintomas ou curar a dengue, sem saber que esses métodos podem ser ineficazes ou até prejudiciais à saúde. Neste artigo, vamos listar 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar, de acordo com a ciência e as autoridades de saúde.

    1. Chá de folha de mamão

    O chá de folha de mamão é um dos remédios caseiros mais populares para tratar dengue, pois acredita-se que ele aumente as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa ação, e o uso indiscriminado do chá pode causar efeitos colaterais, como alergia, náusea, vômito e diarreia .

    2. Suco de laranja

    O suco de laranja é rico em vitamina C, que é um antioxidante que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Por isso, muitas pessoas acreditam que ele possa ajudar a combater a dengue, mas isso não é verdade. O suco de laranja não tem nenhum efeito específico sobre o vírus da dengue, e o excesso de vitamina C pode causar problemas gastrointestinais, como azia, gastrite e diarreia .

    3. Água de coco

    A água de coco é uma bebida natural e hidratante, que contém sais minerais, como potássio, sódio e magnésio. Ela pode ser consumida como parte de uma dieta equilibrada, mas não tem nenhum poder de curar a dengue. A água de coco não substitui o soro fisiológico, que é a solução indicada para a hidratação dos pacientes com dengue, pois contém a concentração adequada de eletrólitos para o organismo .

    4. Alho

    O alho é um alimento que tem propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, mas isso não significa que ele possa tratar a dengue, que é uma doença causada por um vírus. O alho não tem nenhum efeito antiviral comprovado, e o seu consumo excessivo pode irritar o estômago, causar mau hálito e interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos .

    5. Mel

    O mel é um produto natural que tem ação cicatrizante, antioxidante e antimicrobiana, mas isso não quer dizer que ele possa curar a dengue. O mel não tem nenhuma ação específica sobre o vírus da dengue, e o seu uso excessivo pode aumentar o risco de cárie, diabetes e obesidade. Além disso, o mel não deve ser dado a crianças menores de 1 ano, pois pode conter esporos de uma bactéria que causa botulismo infantil .

    Os remédios caseiros para tratar dengue que listamos neste artigo não têm comprovação científica e podem ser perigosos para a saúde. Por isso, o melhor a fazer é seguir as orientações médicas e evitar a automedicação. Lembre-se também de prevenir a dengue, eliminando os possíveis criadouros do mosquito, usando repelente e telas nas janelas e portas.

    A dengue não tem um tratamento específico, apenas medidas de suporte, como hidratação, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos.

    No entanto, muitas pessoas recorrem a remédios caseiros para tentar aliviar os sintomas ou curar a dengue, sem saber que esses métodos podem ser ineficazes ou até prejudiciais à saúde. Neste artigo, vamos listar 5 remédios caseiros para tratar dengue que você não deve usar, de acordo com a ciência e as autoridades de saúde.

    1. Chá de folha de mamão

    O chá de folha de mamão é um dos remédios caseiros mais populares para tratar dengue, pois acredita-se que ele aumente as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa ação, e o uso indiscriminado do chá pode causar efeitos colaterais, como alergia, náusea, vômito e diarreia .

    2. Suco de laranja

    O suco de laranja é rico em vitamina C, que é um antioxidante que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Por isso, muitas pessoas acreditam que ele possa ajudar a combater a dengue, mas isso não é verdade. O suco de laranja não tem nenhum efeito específico sobre o vírus da dengue, e o excesso de vitamina C pode causar problemas gastrointestinais, como azia, gastrite e diarreia .

    3. Água de coco

    A água de coco é uma bebida natural e hidratante, que contém sais minerais, como potássio, sódio e magnésio. Ela pode ser consumida como parte de uma dieta equilibrada, mas não tem nenhum poder de curar a dengue. A água de coco não substitui o soro fisiológico, que é a solução indicada para a hidratação dos pacientes com dengue, pois contém a concentração adequada de eletrólitos para o organismo .

    4. Alho

    O alho é um alimento que tem propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, mas isso não significa que ele possa tratar a dengue, que é uma doença causada por um vírus. O alho não tem nenhum efeito antiviral comprovado, e o seu consumo excessivo pode irritar o estômago, causar mau hálito e interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos .

    5. Mel

    O mel é um produto natural que tem ação cicatrizante, antioxidante e antimicrobiana, mas isso não quer dizer que ele possa curar a dengue. O mel não tem nenhuma ação específica sobre o vírus da dengue, e o seu uso excessivo pode aumentar o risco de cárie, diabetes e obesidade. Além disso, o mel não deve ser dado a crianças menores de 1 ano, pois pode conter esporos de uma bactéria que causa botulismo infantil .

    Os remédios caseiros para tratar dengue que listamos neste artigo não têm comprovação científica e podem ser perigosos para a saúde. Por isso, o melhor a fazer é seguir as orientações médicas e evitar a automedicação. Lembre-se também de prevenir a dengue, eliminando os possíveis criadouros do mosquito, usando repelente e telas nas janelas e portas.

  • Dengue em São Paulo: o que você precisa saber sobre teste, vacina e prevenção

    Dengue em São Paulo: o que você precisa saber sobre teste, vacina e prevenção

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti, que também pode transmitir a zika e a chikungunya.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    A cidade de São Paulo registrou mais de 14 mil casos de dengue em 2024, um aumento de 219% em relação a 2020, quando houve 2.009 casos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A cidade também teve uma morte e cinco óbitos em investigação pela doença.

    Para evitar a dengue, é preciso eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como vasos, pneus, garrafas, caixas d’água, calhas, etc. É importante verificar e limpar esses locais pelo menos uma vez por semana, ou tampá-los, se não puderem ser eliminados. Se houver algum foco do mosquito em locais públicos, é possível denunciar pelo telefone 156 ou pelo Portal 156.

    Quem apresentar sintomas de dengue deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para fazer o teste e receber o tratamento adequado. A Med São Paulo Consultas e Exames é uma das opções que oferece consultas e exames sem plano de saúde. O teste é feito por meio de uma amostra de sangue e o resultado sai em até 24 horas. O tratamento consiste em hidratação, repouso e uso de medicamentos para aliviar a dor e a febre, sempre com orientação médica.

    Além de se prevenir e se tratar, é possível se vacinar contra a dengue, se você tiver entre 10 e 14 anos e morar em uma das 11 cidades de São Paulo que receberam doses da vacina do Ministério da Saúde. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. As cidades que fazem parte da campanha de vacinação são: Guarulhos, Suzano, Guararema, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

    A vacinação começou em fevereiro de 2024 e vai até junho de 2024. Para se vacinar, é preciso levar um documento de identidade com foto e o cartão do SUS ou da vacinação. A vacina é gratuita e segura, mas não é recomendada para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico e pessoas que usam medicamentos imunossupressores.

    A dengue é uma doença grave, mas que pode ser evitada com medidas simples de prevenção, teste e vacinação. Fique atento aos sintomas, elimine os criadouros do mosquito e procure uma unidade de saúde se precisar. A sua saúde e a de todos dependem disso.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    A cidade de São Paulo registrou mais de 14 mil casos de dengue em 2024, um aumento de 219% em relação a 2020, quando houve 2.009 casos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A cidade também teve uma morte e cinco óbitos em investigação pela doença.

    Para evitar a dengue, é preciso eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como vasos, pneus, garrafas, caixas d’água, calhas, etc. É importante verificar e limpar esses locais pelo menos uma vez por semana, ou tampá-los, se não puderem ser eliminados. Se houver algum foco do mosquito em locais públicos, é possível denunciar pelo telefone 156 ou pelo Portal 156.

    Quem apresentar sintomas de dengue deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para fazer o teste e receber o tratamento adequado. A Med São Paulo Consultas e Exames é uma das opções que oferece consultas e exames sem plano de saúde. O teste é feito por meio de uma amostra de sangue e o resultado sai em até 24 horas. O tratamento consiste em hidratação, repouso e uso de medicamentos para aliviar a dor e a febre, sempre com orientação médica.

    Além de se prevenir e se tratar, é possível se vacinar contra a dengue, se você tiver entre 10 e 14 anos e morar em uma das 11 cidades de São Paulo que receberam doses da vacina do Ministério da Saúde. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. As cidades que fazem parte da campanha de vacinação são: Guarulhos, Suzano, Guararema, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

    A vacinação começou em fevereiro de 2024 e vai até junho de 2024. Para se vacinar, é preciso levar um documento de identidade com foto e o cartão do SUS ou da vacinação. A vacina é gratuita e segura, mas não é recomendada para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico e pessoas que usam medicamentos imunossupressores.

    A dengue é uma doença grave, mas que pode ser evitada com medidas simples de prevenção, teste e vacinação. Fique atento aos sintomas, elimine os criadouros do mosquito e procure uma unidade de saúde se precisar. A sua saúde e a de todos dependem disso.

  • Caldo de cana não cura dengue, alertam especialistas

    Caldo de cana não cura dengue, alertam especialistas

    Uma mensagem que circula nas redes sociais afirma que o caldo de cana é capaz de curar a dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

    Porém, essa informação é falsa e pode colocar em risco a saúde de quem acredita nela.

    Segundo os especialistas, não há nenhuma evidência científica ou médica que comprove que o caldo de cana tenha propriedades antivirais ou imunológicas. A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. O tratamento da dengue depende da gravidade dos sintomas, e deve ser orientado por um profissional de saúde. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos antivirais, hidratação, repouso e acompanhamento médico.

    O caldo de cana é uma bebida popular no Brasil, mas não tem nenhum efeito benéfico contra a dengue. Além disso, o consumo excessivo de caldo de cana pode ser prejudicial para pessoas com diabetes, obesidade, hipertensão ou problemas renais, pois contém muito açúcar e sódio.

    A melhor forma de prevenir a dengue é combater o mosquito transmissor, eliminando os possíveis criadouros de água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, entre outros. Também é importante usar repelentes, telas nas janelas e roupas que cubram a pele. Outra medida de prevenção é a vacinação contra a dengue, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 10 a 11 anos, e que deve ser ampliada para outras faixas etárias conforme a disponibilidade de doses.

    Não se deixe enganar por fake news que prometem curas milagrosas para a dengue. Procure sempre fontes confiáveis de informação, como sites oficiais de saúde, jornais sérios ou profissionais qualificados. E se tiver dúvidas, pergunte ao Copilot, o seu assistente virtual que pode te ajudar com informações, perguntas e conversas.

    Porém, essa informação é falsa e pode colocar em risco a saúde de quem acredita nela.

    Segundo os especialistas, não há nenhuma evidência científica ou médica que comprove que o caldo de cana tenha propriedades antivirais ou imunológicas. A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. O tratamento da dengue depende da gravidade dos sintomas, e deve ser orientado por um profissional de saúde. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos antivirais, hidratação, repouso e acompanhamento médico.

    O caldo de cana é uma bebida popular no Brasil, mas não tem nenhum efeito benéfico contra a dengue. Além disso, o consumo excessivo de caldo de cana pode ser prejudicial para pessoas com diabetes, obesidade, hipertensão ou problemas renais, pois contém muito açúcar e sódio.

    A melhor forma de prevenir a dengue é combater o mosquito transmissor, eliminando os possíveis criadouros de água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, entre outros. Também é importante usar repelentes, telas nas janelas e roupas que cubram a pele. Outra medida de prevenção é a vacinação contra a dengue, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 10 a 11 anos, e que deve ser ampliada para outras faixas etárias conforme a disponibilidade de doses.

    Não se deixe enganar por fake news que prometem curas milagrosas para a dengue. Procure sempre fontes confiáveis de informação, como sites oficiais de saúde, jornais sérios ou profissionais qualificados. E se tiver dúvidas, pergunte ao Copilot, o seu assistente virtual que pode te ajudar com informações, perguntas e conversas.

  • Brasil é o primeiro país a oferecer vacina da dengue pelo SUS

    Brasil é o primeiro país a oferecer vacina da dengue pelo SUS

    O Brasil começou a vacinar contra a dengue neste ano, sendo o primeiro país do mundo a disponibilizar a vacina pelo sistema público de saúde.

    A vacina, chamada Qdenga, foi desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma e pode prevenir a doença em pessoas de 4 a 60 anos de idade.

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir a zika, a chikungunya e a febre amarela. A dengue pode causar sintomas como febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 1,5 milhão de casos de dengue e 1.641 mortes em 2023, sendo o segundo ano com mais casos da doença na história do país. A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir o impacto da dengue na saúde pública e na economia.

    A vacina Qdenga contém quatro tipos diferentes do vírus da dengue, que foram modificados para não causar a doença, mas estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos. A vacinação é feita em duas doses, com um intervalo mínimo de 90 dias entre elas. A vacina tem uma eficácia de 80,2% contra a dengue e protege por 12 meses após a segunda dose.

    No entanto, a vacinação será focada em público e regiões prioritárias, devido à limitação de doses disponíveis pelo fabricante. A previsão é que sejam entregues 5,2 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. A vacinação será priorizada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que apresentam o maior número de internações por dengue, depois dos idosos. A vacina ainda não foi aprovada para uso em idosos, por causa da menor imunidade dessa faixa etária.

    A vacina Qdenga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023, após passar por testes clínicos em mais de 20 mil pessoas em dez países, incluindo o Brasil. O Ministério da Saúde incorporou a vacina em dezembro de 2023, após uma análise de custo-efetividade e de impacto epidemiológico.

    A vacina da dengue é uma conquista para o Brasil e para o mundo, que esperam há décadas por uma solução para essa doença. A vacinação é segura e eficaz, mas não dispensa os cuidados para evitar a proliferação do mosquito, como eliminar os criadouros, usar repelente e telas nas janelas. A vacina da dengue é mais uma ferramenta para proteger a saúde da população e garantir uma vida melhor para todos.

    A vacina, chamada Qdenga, foi desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma e pode prevenir a doença em pessoas de 4 a 60 anos de idade.

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir a zika, a chikungunya e a febre amarela. A dengue pode causar sintomas como febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 1,5 milhão de casos de dengue e 1.641 mortes em 2023, sendo o segundo ano com mais casos da doença na história do país. A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir o impacto da dengue na saúde pública e na economia.

    A vacina Qdenga contém quatro tipos diferentes do vírus da dengue, que foram modificados para não causar a doença, mas estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos. A vacinação é feita em duas doses, com um intervalo mínimo de 90 dias entre elas. A vacina tem uma eficácia de 80,2% contra a dengue e protege por 12 meses após a segunda dose.

    No entanto, a vacinação será focada em público e regiões prioritárias, devido à limitação de doses disponíveis pelo fabricante. A previsão é que sejam entregues 5,2 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. A vacinação será priorizada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que apresentam o maior número de internações por dengue, depois dos idosos. A vacina ainda não foi aprovada para uso em idosos, por causa da menor imunidade dessa faixa etária.

    A vacina Qdenga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023, após passar por testes clínicos em mais de 20 mil pessoas em dez países, incluindo o Brasil. O Ministério da Saúde incorporou a vacina em dezembro de 2023, após uma análise de custo-efetividade e de impacto epidemiológico.

    A vacina da dengue é uma conquista para o Brasil e para o mundo, que esperam há décadas por uma solução para essa doença. A vacinação é segura e eficaz, mas não dispensa os cuidados para evitar a proliferação do mosquito, como eliminar os criadouros, usar repelente e telas nas janelas. A vacina da dengue é mais uma ferramenta para proteger a saúde da população e garantir uma vida melhor para todos.

  • Dengue: como a doença chegou ao Brasil e se tornou um problema de saúde pública

    Dengue: como a doença chegou ao Brasil e se tornou um problema de saúde pública

    A Dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças como Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

    A Dengue é uma das principais causas de febre e mal-estar no Brasil, especialmente no verão, quando o mosquito se reproduz mais.

    Os primeiros casos de Dengue no Brasil foram registrados em 1986, no estado do Rio de Janeiro. Desde então, a doença se espalhou por todo o país, causando surtos e epidemias em diferentes regiões. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, foram notificados mais de 1,5 milhão de casos de Dengue no Brasil, sendo que 971 pessoas morreram em decorrência da doença.

    Os sintomas da Dengue são:

    • Febre alta (acima de 38°C)
    • Dor de cabeça
    • Dor no corpo e nas articulações
    • Dor atrás dos olhos
    • Náusea e vômito
    • Manchas vermelhas na pele
    • Sangramento pelo nariz, boca ou gengiva (em casos mais graves)

    O diagnóstico da Dengue é feito por meio de exames de sangue, que detectam a presença do vírus ou dos anticorpos produzidos pelo organismo. O tratamento da Dengue é sintomático, ou seja, visa aliviar os sintomas e evitar complicações. Não há vacina nem medicamento específico para a Dengue.

    As principais recomendações para o tratamento da Dengue são:

    • Beber bastante líquido para evitar a desidratação
    • Tomar paracetamol para baixar a febre e aliviar a dor (não usar aspirina nem anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de sangramento)
    • Repousar e evitar esforços físicos
    • Procurar um serviço de saúde se os sintomas persistirem ou piorarem, ou se surgirem sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, dificuldade para respirar ou alteração da consciência

    A prevenção da Dengue depende principalmente do controle do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Algumas medidas para evitar a proliferação do mosquito são:

    • Eliminar ou tampar recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas, vasos, caixas d’água, calhas, etc.
    • Trocar a água dos bebedouros de animais e das plantas aquáticas pelo menos uma vez por semana
    • Limpar e escovar as bordas dos recipientes que armazenam água
    • Usar telas, mosquiteiros ou repelentes para proteger as janelas, portas e camas
    • Usar roupas claras, compridas e que cubram a maior parte do corpo
    • Aplicar repelente na pele exposta, seguindo as orientações do fabricante
    • Evitar o contato com pessoas doentes ou com suspeita de Dengue, pois o mosquito pode se infectar ao picá-las e transmitir o vírus para outras pessoas

    A Dengue é uma doença séria, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, procurar ajuda médica e seguir as orientações de prevenção. Juntos, podemos combater o mosquito e evitar a Dengue.

    A Dengue é uma das principais causas de febre e mal-estar no Brasil, especialmente no verão, quando o mosquito se reproduz mais.

    Os primeiros casos de Dengue no Brasil foram registrados em 1986, no estado do Rio de Janeiro. Desde então, a doença se espalhou por todo o país, causando surtos e epidemias em diferentes regiões. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, foram notificados mais de 1,5 milhão de casos de Dengue no Brasil, sendo que 971 pessoas morreram em decorrência da doença.

    Os sintomas da Dengue são:

    • Febre alta (acima de 38°C)
    • Dor de cabeça
    • Dor no corpo e nas articulações
    • Dor atrás dos olhos
    • Náusea e vômito
    • Manchas vermelhas na pele
    • Sangramento pelo nariz, boca ou gengiva (em casos mais graves)

    O diagnóstico da Dengue é feito por meio de exames de sangue, que detectam a presença do vírus ou dos anticorpos produzidos pelo organismo. O tratamento da Dengue é sintomático, ou seja, visa aliviar os sintomas e evitar complicações. Não há vacina nem medicamento específico para a Dengue.

    As principais recomendações para o tratamento da Dengue são:

    • Beber bastante líquido para evitar a desidratação
    • Tomar paracetamol para baixar a febre e aliviar a dor (não usar aspirina nem anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de sangramento)
    • Repousar e evitar esforços físicos
    • Procurar um serviço de saúde se os sintomas persistirem ou piorarem, ou se surgirem sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, dificuldade para respirar ou alteração da consciência

    A prevenção da Dengue depende principalmente do controle do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Algumas medidas para evitar a proliferação do mosquito são:

    • Eliminar ou tampar recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas, vasos, caixas d’água, calhas, etc.
    • Trocar a água dos bebedouros de animais e das plantas aquáticas pelo menos uma vez por semana
    • Limpar e escovar as bordas dos recipientes que armazenam água
    • Usar telas, mosquiteiros ou repelentes para proteger as janelas, portas e camas
    • Usar roupas claras, compridas e que cubram a maior parte do corpo
    • Aplicar repelente na pele exposta, seguindo as orientações do fabricante
    • Evitar o contato com pessoas doentes ou com suspeita de Dengue, pois o mosquito pode se infectar ao picá-las e transmitir o vírus para outras pessoas

    A Dengue é uma doença séria, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, procurar ajuda médica e seguir as orientações de prevenção. Juntos, podemos combater o mosquito e evitar a Dengue.

  • Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Pesquisa revela alta taxa de coinfecção de dengue e chikungunya no Brasil

    Uma pesquisa realizada pela Fiocruz revelou que a coinfecção de dengue e chikungunya, ou seja, a infecção simultânea por dois ou mais vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti, é muito mais comum do que se imaginava no Brasil.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, usou testes moleculares desenvolvidos pela Fiocruz para detectar vários vírus ao mesmo tempo, o que facilita o diagnóstico e a vigilância das arboviroses, doenças causadas por artrópodes como mosquitos, carrapatos e pulgas.

    A pesquisa analisou mais de 60 mil amostras de sangue de pacientes com suspeita de arboviroses em 14 estados brasileiros entre 2022 e 2023. Os resultados mostraram uma taxa de coinfecção de 11%, muito acima do esperado pelos pesquisadores. Isso significa que muitas pessoas estão infectadas por dois ou mais vírus ao mesmo tempo, o que pode agravar os sintomas e as complicações das doenças. Entre as coinfecções mais frequentes, estão a dengue com chikungunya (7%), a dengue com zika (2%) e a dengue com mayaro (1%).

    A pesquisa também mostrou um aumento expressivo dos casos de chikungunya em 2023, quase sete vezes maior do que em 2022. Em Minas Gerais, os casos de dengue foram três vezes mais numerosos que no ano anterior. Esses dados indicam que o Brasil enfrenta uma situação preocupante de circulação de diferentes vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti.

    A especialista da Fiocruz, Patrícia Alvarez, coordenadora do estudo, alerta para a necessidade de se acompanhar o cenário das arboviroses e tomar medidas eficazes de saúde pública, como o combate aos focos do mosquito transmissor. Ela também ressalta a importância dos testes moleculares para o diagnóstico precoce e preciso das infecções, o que pode contribuir para o tratamento adequado dos pacientes e a prevenção de surtos e epidemias.

    Fonte: Link.

  • A descoberta que pode mudar a forma de combater a dengue, a zika e outras doenças

    A descoberta que pode mudar a forma de combater a dengue, a zika e outras doenças

    Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins revelou como os mosquitos Aedes aegypti, transmissores de doenças como dengue, febre amarela, zika e outras, conseguem sobreviver e se reproduzir mesmo estando infectados por esses vírus.

    Os cientistas descobriram que uma proteína chamada Argonaute 2 é essencial para manter os mosquitos saudáveis e ativos, ao mesmo tempo em que permite que os vírus se multipliquem dentro deles.

    A proteína Argonaute 2 faz parte de um sistema de defesa dos mosquitos que envolve três mecanismos: o primeiro é a via do RNA interferente pequeno (siRNA), que reconhece e destrói os RNAs virais, impedindo que eles se expressem e causem danos; o segundo é o reparo do DNA, que corrige as lesões provocadas pelos vírus no material genético dos mosquitos; e o terceiro é a autofagia, que elimina os resíduos moleculares das células, mantendo-as limpas e funcionais.

    Esses mecanismos permitem que os mosquitos tolerem a infecção viral sem apresentar sintomas ou reduzir sua expectativa de vida. Isso é vantajoso para os vírus, que podem se aproveitar dos mosquitos como vetores para infectar outros hospedeiros, como os humanos. No entanto, essa tolerância também pode ser uma fraqueza dos mosquitos, segundo os pesquisadores.

    Eles sugerem que uma possível forma de combater a transmissão dos vírus pelos mosquitos seria desativar os mecanismos de tolerância dos mosquitos quando eles se infectam, fazendo com que eles adoeçam, se alimentem menos e morram rapidamente. Isso diminuiria a chance de eles passarem os vírus para os humanos. Para isso, seria necessário desenvolver substâncias que inibissem a proteína Argonaute 2 ou interferissem em sua função.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de doenças transmitidas por mosquitos.

    Fonte: Link.

    Os cientistas descobriram que uma proteína chamada Argonaute 2 é essencial para manter os mosquitos saudáveis e ativos, ao mesmo tempo em que permite que os vírus se multipliquem dentro deles.

    A proteína Argonaute 2 faz parte de um sistema de defesa dos mosquitos que envolve três mecanismos: o primeiro é a via do RNA interferente pequeno (siRNA), que reconhece e destrói os RNAs virais, impedindo que eles se expressem e causem danos; o segundo é o reparo do DNA, que corrige as lesões provocadas pelos vírus no material genético dos mosquitos; e o terceiro é a autofagia, que elimina os resíduos moleculares das células, mantendo-as limpas e funcionais.

    Esses mecanismos permitem que os mosquitos tolerem a infecção viral sem apresentar sintomas ou reduzir sua expectativa de vida. Isso é vantajoso para os vírus, que podem se aproveitar dos mosquitos como vetores para infectar outros hospedeiros, como os humanos. No entanto, essa tolerância também pode ser uma fraqueza dos mosquitos, segundo os pesquisadores.

    Eles sugerem que uma possível forma de combater a transmissão dos vírus pelos mosquitos seria desativar os mecanismos de tolerância dos mosquitos quando eles se infectam, fazendo com que eles adoeçam, se alimentem menos e morram rapidamente. Isso diminuiria a chance de eles passarem os vírus para os humanos. Para isso, seria necessário desenvolver substâncias que inibissem a proteína Argonaute 2 ou interferissem em sua função.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de doenças transmitidas por mosquitos.

    Fonte: Link.

  • Saiba como funciona a vacina contra a dengue que já pode ser encontrada em clínicas privadas

    Saiba como funciona a vacina contra a dengue que já pode ser encontrada em clínicas privadas

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode causar febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, complicações graves que podem levar à morte.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 1 milhão de casos de dengue em 2020, com 528 mortes.

    Para prevenir a doença, além de eliminar os criadouros do mosquito, uma opção é a vacinação. No Brasil, já existe uma vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda, que recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2019. Essa vacina protege contra quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença e tem eficácia geral de 80,2%, ou seja, reduz em 80% o risco de contrair a dengue após a vacinação.

    A vacina japonesa é aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas, e pode ser usada por pessoas de 4 a 60 anos de idade. Ela já está disponível em clínicas particulares de algumas cidades brasileiras, mas ainda não faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ser oferecida pelo SUS, a vacina ainda depende da avaliação e aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), um órgão que analisa a eficácia, a segurança e o custo-benefício das novas tecnologias para a saúde pública. Esse processo pode demorar pelo menos um ano para acontecer.

    Enquanto isso, o Instituto Butantan, um centro de pesquisa ligado ao governo de São Paulo, tem desenvolvido desde 2009 uma vacina brasileira contra a dengue, que chegou à fase final de testes neste ano. Essa vacina também protege contra os quatro sorotipos do vírus e apresentou eficácia de 76,89%, ou seja, reduz em quase 77% o risco de contrair a dengue após a vacinação. A vacina brasileira é aplicada em dose única e pode ser usada por pessoas de 2 a 59 anos de idade.

    De acordo com nota divulgada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que colabora com a realização dos testes, a expectativa é de que em dois anos a vacina nacional esteja disponível para a população. O Instituto Butantan já solicitou à Anvisa o registro da vacina e espera obter a autorização até o final deste ano. Se isso acontecer, a vacina poderá ser produzida em larga escala e distribuída pelo SUS.

    As duas vacinas contra a dengue são consideradas seguras e bem toleradas pelos voluntários que participaram dos estudos clínicos. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e febre baixa. Esses sintomas costumam desaparecer em poucos dias.

    A vacinação contra a dengue é uma forma importante de prevenir a doença e suas complicações, mas não dispensa os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor. Por isso, é recomendado manter os ambientes limpos e livres de água parada, usar repelentes e telas nas janelas e portas.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 1 milhão de casos de dengue em 2020, com 528 mortes.

    Para prevenir a doença, além de eliminar os criadouros do mosquito, uma opção é a vacinação. No Brasil, já existe uma vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda, que recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2019. Essa vacina protege contra quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença e tem eficácia geral de 80,2%, ou seja, reduz em 80% o risco de contrair a dengue após a vacinação.

    A vacina japonesa é aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas, e pode ser usada por pessoas de 4 a 60 anos de idade. Ela já está disponível em clínicas particulares de algumas cidades brasileiras, mas ainda não faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ser oferecida pelo SUS, a vacina ainda depende da avaliação e aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), um órgão que analisa a eficácia, a segurança e o custo-benefício das novas tecnologias para a saúde pública. Esse processo pode demorar pelo menos um ano para acontecer.

    Enquanto isso, o Instituto Butantan, um centro de pesquisa ligado ao governo de São Paulo, tem desenvolvido desde 2009 uma vacina brasileira contra a dengue, que chegou à fase final de testes neste ano. Essa vacina também protege contra os quatro sorotipos do vírus e apresentou eficácia de 76,89%, ou seja, reduz em quase 77% o risco de contrair a dengue após a vacinação. A vacina brasileira é aplicada em dose única e pode ser usada por pessoas de 2 a 59 anos de idade.

    De acordo com nota divulgada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que colabora com a realização dos testes, a expectativa é de que em dois anos a vacina nacional esteja disponível para a população. O Instituto Butantan já solicitou à Anvisa o registro da vacina e espera obter a autorização até o final deste ano. Se isso acontecer, a vacina poderá ser produzida em larga escala e distribuída pelo SUS.

    As duas vacinas contra a dengue são consideradas seguras e bem toleradas pelos voluntários que participaram dos estudos clínicos. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e febre baixa. Esses sintomas costumam desaparecer em poucos dias.

    A vacinação contra a dengue é uma forma importante de prevenir a doença e suas complicações, mas não dispensa os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor. Por isso, é recomendado manter os ambientes limpos e livres de água parada, usar repelentes e telas nas janelas e portas.

  • Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que pode causar febre, dor de cabeça, dores no corpo e manchas na pele. Existem quatro tipos de vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que podem provocar diferentes formas da doença, desde a mais leve até a mais grave.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

  • Novo sorotipo da dengue pode causar epidemia no Brasil

    Novo sorotipo da dengue pode causar epidemia no Brasil

    Um estudo da Fiocruz alerta para o risco de uma nova epidemia de dengue no Brasil, causada pelo sorotipo 3 do vírus, que não circula no país há mais de 15 anos.

    Os pesquisadores identificaram quatro casos desse sorotipo em Roraima e no Paraná, e descobriram que se trata de uma linhagem diferente da que já causou surtos nas Américas no início dos anos 2000.

    A linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. Ela já está circulando na América Central e nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. O ressurgimento desse sorotipo preocupa os especialistas porque a população tem baixa imunidade contra ele, e porque há um maior risco de dengue grave em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

    O estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além de outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais. Os resultados foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado por um dos quatro sorotipos do vírus. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e sangramentos. A dengue grave pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

    A prevenção da dengue depende do controle do mosquito vetor e da eliminação dos possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água parada. Também é importante procurar atendimento médico ao apresentar os primeiros sinais da doença.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Os pesquisadores identificaram quatro casos desse sorotipo em Roraima e no Paraná, e descobriram que se trata de uma linhagem diferente da que já causou surtos nas Américas no início dos anos 2000.

    A linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. Ela já está circulando na América Central e nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. O ressurgimento desse sorotipo preocupa os especialistas porque a população tem baixa imunidade contra ele, e porque há um maior risco de dengue grave em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

    O estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além de outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais. Os resultados foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado por um dos quatro sorotipos do vírus. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e sangramentos. A dengue grave pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

    A prevenção da dengue depende do controle do mosquito vetor e da eliminação dos possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água parada. Também é importante procurar atendimento médico ao apresentar os primeiros sinais da doença.

    Fontes: Link 1, Link 2.