Tag: vacina

  • Como a vacinação de animais de estimação pode influenciar a vacinação humana, segundo estudo

    Como a vacinação de animais de estimação pode influenciar a vacinação humana, segundo estudo

    Um novo estudo da Universidade Texas A&M revelou que as atitudes dos donos de cães e gatos em relação às vacinas humanas e às vacinas para seus animais de estimação estão fortemente relacionadas.

    Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa com mais de 2.000 donos de cães e mais de 1.400 donos de gatos nos Estados Unidos e descobriram que aqueles que eram mais hesitantes em vacinar a si mesmos ou seus filhos também eram menos propensos a vacinar seus animais de estimação ou apoiar requisitos de vacinação para eles.

    O estudo, publicado na revista Vaccine, alertou que a diminuição da vacinação de animais de estimação pode representar desafios para a sociedade, como o aumento de doenças e mortes de animais, o aumento da exposição de humanos a patógenos zoonóticos, o potencial de adaptações genéticas de agentes infecciosos e os efeitos prejudiciais sobre os veterinários. O estudo também destacou que muitas pessoas consideram seus animais de estimação como parte da família e que o aumento de doenças evitáveis por vacinação pode afetar sua saúde financeira e emocional.

    Os pesquisadores identificaram vários fatores que influenciam as percepções sobre as vacinas, como o nível de confiança nos cientistas, a ideologia política, a religiosidade, as despesas não veterinárias e a frequência de exposição de cães a outros cães fora do ambiente doméstico. Eles sugeriram que as intervenções para melhorar as atitudes em relação às vacinas devem levar em conta esses fatores e enfatizar os benefícios das vacinas para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    O estudo também tem implicações para o Brasil, que tem 168 milhões de animais de estimação, quase dois por domicílio, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A vacinação de animais de estimação é obrigatória para a raiva, mas não para outras doenças. A taxa de vacinação de animais de estimação no Brasil não é conhecida com precisão, mas estima-se que seja baixa, especialmente para doenças não-rábicas. Isso pode representar um risco para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    Os autores do estudo esperam que seus resultados possam contribuir para os esforços de saúde pública para aumentar as taxas de vacinação tanto de humanos quanto de animais de estimação e reduzir a hesitação vacinal. Eles também recomendam que os donos de animais de estimação consultem seus veterinários sobre as vacinas mais adequadas para seus pets e sigam as orientações de vacinação.

    Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa com mais de 2.000 donos de cães e mais de 1.400 donos de gatos nos Estados Unidos e descobriram que aqueles que eram mais hesitantes em vacinar a si mesmos ou seus filhos também eram menos propensos a vacinar seus animais de estimação ou apoiar requisitos de vacinação para eles.

    O estudo, publicado na revista Vaccine, alertou que a diminuição da vacinação de animais de estimação pode representar desafios para a sociedade, como o aumento de doenças e mortes de animais, o aumento da exposição de humanos a patógenos zoonóticos, o potencial de adaptações genéticas de agentes infecciosos e os efeitos prejudiciais sobre os veterinários. O estudo também destacou que muitas pessoas consideram seus animais de estimação como parte da família e que o aumento de doenças evitáveis por vacinação pode afetar sua saúde financeira e emocional.

    Os pesquisadores identificaram vários fatores que influenciam as percepções sobre as vacinas, como o nível de confiança nos cientistas, a ideologia política, a religiosidade, as despesas não veterinárias e a frequência de exposição de cães a outros cães fora do ambiente doméstico. Eles sugeriram que as intervenções para melhorar as atitudes em relação às vacinas devem levar em conta esses fatores e enfatizar os benefícios das vacinas para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    O estudo também tem implicações para o Brasil, que tem 168 milhões de animais de estimação, quase dois por domicílio, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A vacinação de animais de estimação é obrigatória para a raiva, mas não para outras doenças. A taxa de vacinação de animais de estimação no Brasil não é conhecida com precisão, mas estima-se que seja baixa, especialmente para doenças não-rábicas. Isso pode representar um risco para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    Os autores do estudo esperam que seus resultados possam contribuir para os esforços de saúde pública para aumentar as taxas de vacinação tanto de humanos quanto de animais de estimação e reduzir a hesitação vacinal. Eles também recomendam que os donos de animais de estimação consultem seus veterinários sobre as vacinas mais adequadas para seus pets e sigam as orientações de vacinação.

  • Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    O Brasil enfrenta um novo desafio na pandemia de Covid-19: o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma condição que pode levar à internação e à morte.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

  • Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Como um médico enganou o mundo com um estudo falso sobre vacina e autismo

    Um dos maiores escândalos da história da medicina foi revelado pelo jornalista investigativo Brian Deer, que desmascarou o médico Andrew Wakefield, autor de um estudo falso que sugeria uma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo em crianças.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

    O estudo, publicado na revista The Lancet em 1998, causou pânico entre os pais e provocou uma queda nos índices de vacinação no Reino Unido e em outros países. Muitos pais passaram a temer que as vacinas pudessem causar autismo em seus filhos, apesar da falta de evidências científicas para essa alegação. O estudo também alimentou o movimento antivacina, que defende que as vacinas são ineficazes, perigosas ou desnecessárias.

    No entanto, a investigação de Deer mostrou que o estudo de Wakefield era uma fraude científica, baseada em dados manipulados, conflitos de interesse e enganação dos pais das crianças envolvidas na pesquisa. Deer revelou que Wakefield tinha recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos contra indústrias farmacêuticas, que tentava patentear uma nova vacina contra o sarampo para lucrar com a substituição da tríplice viral e que as crianças estudadas não tinham sido selecionadas aleatoriamente. Deer também entrevistou os pais das crianças e descobriu que muitas delas já apresentavam sinais de autismo antes de receberem a vacina.

    Em 2010, o Conselho Médico Geral do Reino Unido julgou Wakefield culpado de falta de ética profissional e cassou seu registro médico. O mesmo ano, a revista The Lancet retratou o estudo de Wakefield, reconhecendo que ele era inválido e enganoso. Vários estudos posteriores não encontraram nenhuma relação entre a vacina tríplice viral e o autismo, confirmando que a hipótese de Wakefield era falsa.

    O caso do médico Andrew Wakefield é um exemplo de como a ciência pode ser distorcida por interesses escusos e como a mídia pode influenciar a opinião pública sem verificar as fontes. A investigação de Brian Deer é um exemplo de como o jornalismo investigativo pode contribuir para a defesa da verdade e da saúde pública.

  • OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    OMS recomenda nova vacina contra a malária que é mais eficaz, barata e fácil de produzir

    Uma nova vacina contra a malária, que pode proteger as crianças da doença que mata mais de meio milhão de pessoas por ano, foi recomendada pela OMS para uso em larga escala.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

    A vacina, chamada R21, é mais fácil de produzir e mais barata do que a primeira vacina aprovada contra a malária, e deve estar disponível em meados de 2024.

    A malária é uma doença causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios e vômitos, e podem levar à anemia, convulsões, coma e morte se não forem tratados. A doença afeta principalmente as crianças menores de 5 anos, que representam mais de dois terços das mortes por malária no mundo.

    A vacina R21 foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo. A vacina é uma forma modificada da primeira vacina contra a malária, chamada RTS,S, que foi produzida pela empresa farmacêutica GSK e vendida sob o nome de Mosquirix.

    A vacina RTS,S foi aprovada em 2015 e foi administrada a mais de 1,7 milhão de crianças em Gana, Quênia e Malawi desde 2019. No entanto, a vacina tem uma eficácia limitada de cerca de 40% na prevenção da doença e requer quatro doses para ser completa. Além disso, a vacina tem um suprimento limitado e um custo alto de US$ 9,30 por dose.

    A vacina R21, por outro lado, atingiu o objetivo da OMS de 75% de eficácia na prevenção da doença em um ensaio com 4.800 crianças que receberam três doses antes do pico sazonal de malária. Uma dose de reforço após 12 meses manteve a proteção. Os dados do ensaio de fase III, realizado em Burkina Faso, Quênia, Mali e Tanzânia, foram apresentados em um preprint publicado em 26 de setembro. A recomendação da OMS seguiu as discussões do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária na semana passada. A vacina já foi aprovada em Burkina Faso, Gana e Nigéria e estará disponível em meados de 2024 por US$ 2-4 por dose.

    Os pesquisadores dizem que a vacina R21 é mais fácil de produzir e mais barata do que a RTS,S porque usa uma proteína recombinante do parasita da malária que pode ser cultivada em células de insetos. O SII diz que tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses por ano da vacina R21.

    Os especialistas em saúde pública esperam que a nova vacina possa salvar milhões de vidas e reduzir o fardo da malária na África, onde ocorrem mais de 90% dos casos e das mortes pela doença. Eles também esperam que a vacina possa ajudar a prevenir o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos antimaláricos.

    A OMS estima que cerca de 229 milhões de pessoas foram infectadas pela malária em 2020 e que 619 mil pessoas morreram pela doença. A pandemia da COVID-19 também afetou os esforços para combater a malária, reduzindo o acesso aos serviços de saúde e aos recursos financeiros.

    A OMS diz que a nova vacina é um marco histórico na luta contra a malária e que deve ser usada junto com outras medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual intra-domiciliar e diagnóstico rápido e tratamento adequado dos casos.

    Fonte: Link.

  • Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    Vacinas e anticorpos contra o vírus sincicial respiratório podem salvar milhões de vidas

    O vírus sincicial respiratório (RSV) é um dos maiores assassinos silenciosos de crianças e idosos no mundo.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

    A cada ano, cerca de 33 milhões de pessoas são infectadas pelo RSV, das quais 3 milhões são hospitalizadas e 60 mil morrem, principalmente em países de baixa e média renda. O RSV causa infecções respiratórias que podem evoluir para pneumonia, bronquiolite e asma.

    No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe uma mudança inesperada na dinâmica do RSV. As medidas de saúde pública para prevenir a COVID-19, como o uso de máscaras, o distanciamento social e o fechamento de escolas, também reduziram drasticamente as infecções por RSV em 2020 e 2021. Isso significa que muitas crianças não foram expostas ao RSV nesse período e não desenvolveram imunidade natural ao vírus.

    Quando essas medidas foram relaxadas em alguns países, o RSV voltou com força total, causando surtos fora de época entre as crianças que não tinham sido infectadas antes. Esses surtos sobrecarregaram os sistemas de saúde já fragilizados pela COVID-19 e aumentaram o risco de complicações graves e mortes por RSV.

    Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente para desenvolver estratégias preventivas contra o RSV. Uma das mais promissoras é a vacinação, que pode induzir uma resposta imune duradoura e proteger contra a infecção. Várias vacinas candidatas contra o RSV estão em fase avançada de testes clínicos, incluindo vacinas convencionais que usam partes inativadas ou enfraquecidas do vírus, e vacinas modernas que usam material genético ou vetores virais para estimular a produção de anticorpos.

    Outra estratégia preventiva é a administração de anticorpos antivirais, que são moléculas que se ligam ao vírus e impedem sua entrada nas células. Esses anticorpos podem ser produzidos em laboratório ou extraídos do plasma de pessoas que se recuperaram da infecção. Eles podem ser usados como uma forma de imunização passiva, ou seja, uma proteção temporária que dura algumas semanas ou meses. Essa abordagem pode ser útil para os grupos mais vulneráveis ao RSV grave, como bebês prematuros, crianças com doenças crônicas e adultos mais velhos.

    Ambas as estratégias preventivas mostraram resultados animadores em ensaios clínicos de fase III, que são os últimos estágios antes da aprovação regulatória. Algumas delas já receberam autorização de uso emergencial em alguns países e devem estar disponíveis nos hospitais ainda este ano. Essas estratégias podem salvar milhões de vidas e reduzir o impacto do RSV na saúde pública mundial.

  • Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Um estudo recente descobriu que algumas mulheres que não menstruam podem ter sangramento vaginal após a vacinação contra COVID-19.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

  • Vacina personalizada e células imunes treinadas: uma nova esperança para o câncer de ovário

    Vacina personalizada e células imunes treinadas: uma nova esperança para o câncer de ovário

    Uma nova terapia combinada pode oferecer esperança para pacientes com câncer de ovário avançado e resistente a medicamentos.

    A terapia consiste em combinar uma vacina personalizada contra o câncer com uma infusão de células imunes do próprio paciente que são treinadas para reconhecer e atacar as células cancerosas.

    O câncer de ovário é um dos tipos mais letais de câncer ginecológico, que afeta cerca de 300 mil mulheres em todo o mundo a cada ano. Muitas vezes, o câncer se espalha para outros órgãos antes de ser diagnosticado e se torna resistente aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e cirurgia. Por isso, há uma necessidade urgente de desenvolver novas estratégias terapêuticas que possam melhorar a sobrevida e a qualidade de vida das pacientes.

    Uma dessas estratégias é a terapia celular adotiva (ACT), que envolve coletar células imunes chamadas linfócitos T do sangue do paciente, selecionar e expandir as que têm potencial para atacar o câncer, e depois devolvê-las ao paciente por meio de uma infusão. No entanto, essa abordagem tem limitações, como a dificuldade de encontrar células T suficientemente específicas e ativas contra o câncer, e a possibilidade de que elas sejam suprimidas pelo ambiente tumoral.

    Para superar esses desafios, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) e da Universidade da Pensilvânia (UPenn) desenvolveram uma vacina personalizada contra o câncer que pode estimular as células T a reconhecer e atacar as proteínas mutadas (neoantígenos) expressas pelas células cancerosas. Esses neoantígenos são únicos para cada paciente e podem servir como alvos ideais para a imunoterapia.

    A vacina é feita a partir de células dendríticas do próprio paciente, que são células imunes especializadas em apresentar antígenos às células T. As células dendríticas são carregadas com os neoantígenos identificados por meio de sequenciamento genético do tumor do paciente, e depois injetadas sob a pele do paciente. A vacina visa educar as células T a reconhecer os neoantígenos como estranhos e perigosos, e induzi-las a se multiplicar e migrar para o tumor.

    O estudo envolveu 18 pacientes com câncer de ovário avançado e resistente a medicamentos, que receberam uma infusão de suas células T vacinadas, seguida de doses periódicas da vacina. Os resultados mostraram que 12 dos 17 pacientes avaliáveis tiveram controle da doença em três meses, sendo que cinco tiveram redução do tamanho do tumor. O tempo médio de sobrevida foi de 14,2 meses, o que é superior à mediana histórica de 10 meses para pacientes com câncer de ovário recorrente.

    Além disso, o estudo revelou os mecanismos imunológicos por trás da terapia combinada. Os pesquisadores observaram que as células T vacinadas persistiram no sangue dos pacientes por até dois anos após a infusão, e que elas eram capazes de reconhecer vários neoantígenos diferentes. Eles também descobriram que os níveis de neoantígenos alvo das células T aumentaram no DNA tumoral circulante, o que sugere que a terapia estava causando estresse nas células cancerosas.

    Os autores do estudo afirmam que essa é a primeira vez que uma terapia combinada de ACT e vacina personalizada contra o câncer é testada em humanos, e que os resultados são encorajadores. Eles esperam que essa abordagem possa ser aplicada a outros tipos de câncer que têm alta carga mutacional, como melanoma, câncer de pulmão e câncer colorretal.

    Fonte: Link.

    A terapia consiste em combinar uma vacina personalizada contra o câncer com uma infusão de células imunes do próprio paciente que são treinadas para reconhecer e atacar as células cancerosas.

    O câncer de ovário é um dos tipos mais letais de câncer ginecológico, que afeta cerca de 300 mil mulheres em todo o mundo a cada ano. Muitas vezes, o câncer se espalha para outros órgãos antes de ser diagnosticado e se torna resistente aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e cirurgia. Por isso, há uma necessidade urgente de desenvolver novas estratégias terapêuticas que possam melhorar a sobrevida e a qualidade de vida das pacientes.

    Uma dessas estratégias é a terapia celular adotiva (ACT), que envolve coletar células imunes chamadas linfócitos T do sangue do paciente, selecionar e expandir as que têm potencial para atacar o câncer, e depois devolvê-las ao paciente por meio de uma infusão. No entanto, essa abordagem tem limitações, como a dificuldade de encontrar células T suficientemente específicas e ativas contra o câncer, e a possibilidade de que elas sejam suprimidas pelo ambiente tumoral.

    Para superar esses desafios, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) e da Universidade da Pensilvânia (UPenn) desenvolveram uma vacina personalizada contra o câncer que pode estimular as células T a reconhecer e atacar as proteínas mutadas (neoantígenos) expressas pelas células cancerosas. Esses neoantígenos são únicos para cada paciente e podem servir como alvos ideais para a imunoterapia.

    A vacina é feita a partir de células dendríticas do próprio paciente, que são células imunes especializadas em apresentar antígenos às células T. As células dendríticas são carregadas com os neoantígenos identificados por meio de sequenciamento genético do tumor do paciente, e depois injetadas sob a pele do paciente. A vacina visa educar as células T a reconhecer os neoantígenos como estranhos e perigosos, e induzi-las a se multiplicar e migrar para o tumor.

    O estudo envolveu 18 pacientes com câncer de ovário avançado e resistente a medicamentos, que receberam uma infusão de suas células T vacinadas, seguida de doses periódicas da vacina. Os resultados mostraram que 12 dos 17 pacientes avaliáveis tiveram controle da doença em três meses, sendo que cinco tiveram redução do tamanho do tumor. O tempo médio de sobrevida foi de 14,2 meses, o que é superior à mediana histórica de 10 meses para pacientes com câncer de ovário recorrente.

    Além disso, o estudo revelou os mecanismos imunológicos por trás da terapia combinada. Os pesquisadores observaram que as células T vacinadas persistiram no sangue dos pacientes por até dois anos após a infusão, e que elas eram capazes de reconhecer vários neoantígenos diferentes. Eles também descobriram que os níveis de neoantígenos alvo das células T aumentaram no DNA tumoral circulante, o que sugere que a terapia estava causando estresse nas células cancerosas.

    Os autores do estudo afirmam que essa é a primeira vez que uma terapia combinada de ACT e vacina personalizada contra o câncer é testada em humanos, e que os resultados são encorajadores. Eles esperam que essa abordagem possa ser aplicada a outros tipos de câncer que têm alta carga mutacional, como melanoma, câncer de pulmão e câncer colorretal.

    Fonte: Link.

  • Doenças que foram vencidas pelas vacinas: conheça a história e a importância da imunização

    Doenças que foram vencidas pelas vacinas: conheça a história e a importância da imunização

    As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina e da saúde pública. Elas são capazes de prevenir doenças graves, que podem causar morte, invalidez ou sequelas.

    Graças às vacinas, milhões de vidas foram salvas e algumas doenças foram erradicadas ou eliminadas do mundo.

    Mas como funcionam as vacinas?

    Elas são preparações que contêm um agente causador de uma doença, mas que foi enfraquecido ou morto, de modo que não cause a doença, mas sim estimule o sistema imunológico a produzir defesas contra ele. Assim, quando a pessoa entra em contato com o agente causador da doença de verdade, o seu organismo já está preparado para combatê-lo e evitar que ele se desenvolva.

    A primeira vacina da história foi descoberta pelo médico inglês Edward Jenner, em 1796. Ele observou que as pessoas que trabalhavam com vacas e tinham contato com um vírus chamado vaccinia, que causava uma doença leve nos animais, ficavam imunes à varíola humana, uma doença terrível que provocava febre, dores e feridas na pele. Jenner resolveu testar a sua hipótese e inoculou o vírus vaccinia em um menino de oito anos, chamado James Phipps. Depois de alguns dias, ele expôs o menino ao vírus da varíola e viu que ele não ficou doente. Estava criada a vacina contra a varíola.

    A vacina contra a varíola foi um sucesso e se espalhou pelo mundo. Em 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a varíola havia sido erradicada do planeta, ou seja, não existia mais nenhum caso natural da doença. Foi a primeira e única vez que uma doença infecciosa foi eliminada completamente graças à vacinação.

    No Brasil, outras doenças também foram erradicadas ou eliminadas pela vacinação. Uma delas é a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, que é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e pode deixar as pessoas paralisadas para sempre ou por um tempo. A vacina contra a poliomielite foi desenvolvida pelo médico americano Jonas Salk, em 1955, e é dada por meio de gotinhas na boca. O Brasil não tem mais casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de erradicação da doença em 1994.

    Outras doenças que foram eliminadas no Brasil são o sarampo, a rubéola e a rubéola congênita. Essas três doenças são causadas por vírus diferentes, mas têm sintomas parecidos: febre, manchas vermelhas na pele e complicações graves, como pneumonia, inflamação no cérebro e malformações nos bebês. A vacina que protege contra essas três doenças é chamada de tríplice viral e é aplicada por meio de injeção no braço. Ela faz parte do calendário nacional de imunização desde 1992. O Brasil conseguiu eliminar a transmissão dessas doenças em 2016, segundo a OMS.

    Além dessas doenças, existem outras que foram controladas ou reduzidas significativamente pela vacinação no Brasil e no mundo. Algumas delas são: difteria, tétano, coqueluche, tuberculose, hepatite B, meningite, febre amarela, rotavírus, HPV e influenza. Todas essas doenças podem ser prevenidas com vacinas que estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.

    As vacinas são seguras e eficazes e representam um dos maiores avanços da ciência para a saúde da humanidade. Por isso, é importante se vacinar e manter a caderneta de vacinação em dia. Assim, você se protege e protege também as outras pessoas ao seu redor.

    Graças às vacinas, milhões de vidas foram salvas e algumas doenças foram erradicadas ou eliminadas do mundo.

    Mas como funcionam as vacinas?

    Elas são preparações que contêm um agente causador de uma doença, mas que foi enfraquecido ou morto, de modo que não cause a doença, mas sim estimule o sistema imunológico a produzir defesas contra ele. Assim, quando a pessoa entra em contato com o agente causador da doença de verdade, o seu organismo já está preparado para combatê-lo e evitar que ele se desenvolva.

    A primeira vacina da história foi descoberta pelo médico inglês Edward Jenner, em 1796. Ele observou que as pessoas que trabalhavam com vacas e tinham contato com um vírus chamado vaccinia, que causava uma doença leve nos animais, ficavam imunes à varíola humana, uma doença terrível que provocava febre, dores e feridas na pele. Jenner resolveu testar a sua hipótese e inoculou o vírus vaccinia em um menino de oito anos, chamado James Phipps. Depois de alguns dias, ele expôs o menino ao vírus da varíola e viu que ele não ficou doente. Estava criada a vacina contra a varíola.

    A vacina contra a varíola foi um sucesso e se espalhou pelo mundo. Em 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a varíola havia sido erradicada do planeta, ou seja, não existia mais nenhum caso natural da doença. Foi a primeira e única vez que uma doença infecciosa foi eliminada completamente graças à vacinação.

    No Brasil, outras doenças também foram erradicadas ou eliminadas pela vacinação. Uma delas é a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, que é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e pode deixar as pessoas paralisadas para sempre ou por um tempo. A vacina contra a poliomielite foi desenvolvida pelo médico americano Jonas Salk, em 1955, e é dada por meio de gotinhas na boca. O Brasil não tem mais casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de erradicação da doença em 1994.

    Outras doenças que foram eliminadas no Brasil são o sarampo, a rubéola e a rubéola congênita. Essas três doenças são causadas por vírus diferentes, mas têm sintomas parecidos: febre, manchas vermelhas na pele e complicações graves, como pneumonia, inflamação no cérebro e malformações nos bebês. A vacina que protege contra essas três doenças é chamada de tríplice viral e é aplicada por meio de injeção no braço. Ela faz parte do calendário nacional de imunização desde 1992. O Brasil conseguiu eliminar a transmissão dessas doenças em 2016, segundo a OMS.

    Além dessas doenças, existem outras que foram controladas ou reduzidas significativamente pela vacinação no Brasil e no mundo. Algumas delas são: difteria, tétano, coqueluche, tuberculose, hepatite B, meningite, febre amarela, rotavírus, HPV e influenza. Todas essas doenças podem ser prevenidas com vacinas que estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.

    As vacinas são seguras e eficazes e representam um dos maiores avanços da ciência para a saúde da humanidade. Por isso, é importante se vacinar e manter a caderneta de vacinação em dia. Assim, você se protege e protege também as outras pessoas ao seu redor.

  • Estudo testa vacina contra HIV em combinação com PrEP na África

    Estudo testa vacina contra HIV em combinação com PrEP na África

    Um novo estudo clínico está testando duas vacinas experimentais contra o HIV em combinação com a profilaxia pré-exposição (PrEP), um método de prevenção que consiste em tomar um comprimido diário para evitar a infecção pelo vírus.

    O estudo, chamado PrEPVacc, envolve cerca de 1.700 participantes na África do Sul, Uganda e Tanzânia, que têm alto risco de contrair o HIV.

    O objetivo do estudo é avaliar se as vacinas podem induzir uma resposta imune duradoura e protetora contra o HIV, e se a combinação com a PrEP pode aumentar a eficácia da prevenção. Os participantes serão acompanhados por quatro anos e meio, e receberão testes regulares de HIV e aconselhamento sobre saúde sexual.

    Histórico de vacinas contra o HIV

    O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é um dos maiores desafios da ciência médica, pois o vírus tem uma alta capacidade de mutação e de escapar do sistema imunológico. Até hoje, nenhuma vacina conseguiu prevenir a infecção pelo HIV ou reduzir a transmissão do vírus.

    As tentativas anteriores de desenvolver uma vacina contra o HIV tiveram resultados decepcionantes ou inconclusivos. O primeiro ensaio clínico de larga escala, chamado AIDSVAX, foi realizado entre 1998 e 2003, e não mostrou nenhuma proteção contra o HIV em mais de 5 mil participantes na Tailândia e nos Estados Unidos.

    Em 2009, um outro ensaio clínico, chamado RV144, mostrou uma modesta eficácia de 31% em prevenir a infecção pelo HIV em mais de 16 mil participantes na Tailândia. No entanto, essa proteção diminuiu com o tempo e não foi replicada em outros estudos.

    Em 2017, um ensaio clínico chamado HVTN 702 foi iniciado na África do Sul, usando uma versão modificada da vacina do RV144 adaptada ao subtipo de HIV predominante na região. No entanto, o estudo foi interrompido em 2020, após constatar que a vacina não era eficaz em prevenir a infecção pelo HIV.

    Desenho do estudo PrEPVacc

    O estudo PrEPVacc usa duas vacinas experimentais contra o HIV, que foram desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade da Cidade do Cabo. As vacinas são baseadas em vetores virais (vírus modificados que não causam doença) que carregam partes do HIV para estimular o sistema imunológico.

    Os participantes do estudo são sorteados para receber quatro doses de uma das seguintes combinações:

    • Vacina A + Vacina B + PrEP
    • Vacina A + Vacina B + placebo (comprimido sem efeito)
    • Vacina C + Vacina D + PrEP
    • Vacina C + Vacina D + placebo
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + PrEP
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + placebo

    Os pesquisadores vão comparar as taxas de infecção pelo HIV entre os diferentes grupos, e analisar as respostas imunes induzidas pelas vacinas. Eles esperam que as vacinas possam gerar anticorpos neutralizantes (que bloqueiam a entrada do vírus nas células) e células T (que reconhecem e eliminam as células infectadas pelo vírus).

    Prevenção combinada contra o HIV

    O estudo PrEPVacc é um dos vários esforços em andamento para encontrar uma vacina protetora contra o HIV. Outros estudos estão testando diferentes tipos de vacinas, como as que usam proteínas recombinantes ou ácido nucleico.

    Enquanto uma vacina eficaz contra o HIV não é encontrada, existem outros métodos de prevenção disponíveis para as pessoas que têm risco de contrair o vírus. Além da PrEP, que tem uma eficácia de mais de 90% se tomada corretamente, há também o uso de preservativos, a circuncisão masculina, o tratamento como prevenção (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais para reduzir a carga viral e a transmissibilidade do HIV) e a profilaxia pós-exposição (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais após uma situação de risco).

    A prevenção combinada contra o HIV é uma estratégia que envolve o uso de múltiplos métodos de prevenção, de acordo com as necessidades e preferências de cada pessoa. Essa abordagem pode aumentar a adesão, a cobertura e o impacto da prevenção, e contribuir para o fim da epidemia de AIDS.

    O estudo, chamado PrEPVacc, envolve cerca de 1.700 participantes na África do Sul, Uganda e Tanzânia, que têm alto risco de contrair o HIV.

    O objetivo do estudo é avaliar se as vacinas podem induzir uma resposta imune duradoura e protetora contra o HIV, e se a combinação com a PrEP pode aumentar a eficácia da prevenção. Os participantes serão acompanhados por quatro anos e meio, e receberão testes regulares de HIV e aconselhamento sobre saúde sexual.

    Histórico de vacinas contra o HIV

    O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é um dos maiores desafios da ciência médica, pois o vírus tem uma alta capacidade de mutação e de escapar do sistema imunológico. Até hoje, nenhuma vacina conseguiu prevenir a infecção pelo HIV ou reduzir a transmissão do vírus.

    As tentativas anteriores de desenvolver uma vacina contra o HIV tiveram resultados decepcionantes ou inconclusivos. O primeiro ensaio clínico de larga escala, chamado AIDSVAX, foi realizado entre 1998 e 2003, e não mostrou nenhuma proteção contra o HIV em mais de 5 mil participantes na Tailândia e nos Estados Unidos.

    Em 2009, um outro ensaio clínico, chamado RV144, mostrou uma modesta eficácia de 31% em prevenir a infecção pelo HIV em mais de 16 mil participantes na Tailândia. No entanto, essa proteção diminuiu com o tempo e não foi replicada em outros estudos.

    Em 2017, um ensaio clínico chamado HVTN 702 foi iniciado na África do Sul, usando uma versão modificada da vacina do RV144 adaptada ao subtipo de HIV predominante na região. No entanto, o estudo foi interrompido em 2020, após constatar que a vacina não era eficaz em prevenir a infecção pelo HIV.

    Desenho do estudo PrEPVacc

    O estudo PrEPVacc usa duas vacinas experimentais contra o HIV, que foram desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade da Cidade do Cabo. As vacinas são baseadas em vetores virais (vírus modificados que não causam doença) que carregam partes do HIV para estimular o sistema imunológico.

    Os participantes do estudo são sorteados para receber quatro doses de uma das seguintes combinações:

    • Vacina A + Vacina B + PrEP
    • Vacina A + Vacina B + placebo (comprimido sem efeito)
    • Vacina C + Vacina D + PrEP
    • Vacina C + Vacina D + placebo
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + PrEP
    • Placebo (injeção sem efeito) + placebo + placebo

    Os pesquisadores vão comparar as taxas de infecção pelo HIV entre os diferentes grupos, e analisar as respostas imunes induzidas pelas vacinas. Eles esperam que as vacinas possam gerar anticorpos neutralizantes (que bloqueiam a entrada do vírus nas células) e células T (que reconhecem e eliminam as células infectadas pelo vírus).

    Prevenção combinada contra o HIV

    O estudo PrEPVacc é um dos vários esforços em andamento para encontrar uma vacina protetora contra o HIV. Outros estudos estão testando diferentes tipos de vacinas, como as que usam proteínas recombinantes ou ácido nucleico.

    Enquanto uma vacina eficaz contra o HIV não é encontrada, existem outros métodos de prevenção disponíveis para as pessoas que têm risco de contrair o vírus. Além da PrEP, que tem uma eficácia de mais de 90% se tomada corretamente, há também o uso de preservativos, a circuncisão masculina, o tratamento como prevenção (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais para reduzir a carga viral e a transmissibilidade do HIV) e a profilaxia pós-exposição (que consiste em tomar medicamentos antirretrovirais após uma situação de risco).

    A prevenção combinada contra o HIV é uma estratégia que envolve o uso de múltiplos métodos de prevenção, de acordo com as necessidades e preferências de cada pessoa. Essa abordagem pode aumentar a adesão, a cobertura e o impacto da prevenção, e contribuir para o fim da epidemia de AIDS.

  • Nova versão da vacina da Moderna aumenta proteção contra variante do coronavírus

    Nova versão da vacina da Moderna aumenta proteção contra variante do coronavírus

    Uma nova versão da vacina da Moderna contra a Covid-19, que visa proteger as pessoas de uma variante do vírus que surgiu na África do Sul, mostrou resultados promissores em um estudo clínico com humanos.

    A vacina atualizada, chamada de mRNA-1273.351, aumentou os níveis de anticorpos, uma parte importante do sistema imunológico, para a variante BA.2.86 em quase nove vezes, segundo a empresa.

    A variante BA.2.86 tem muitas mutações que podem torná-la mais contagiosa e resistente às vacinas existentes. Ela já foi detectada em mais de 20 países, incluindo o Brasil.

    A Moderna disse que sua vacina original, que já está sendo usada em vários países, também é eficaz contra a variante BA.2.86, mas em um grau menor.

    Por isso, a empresa desenvolveu uma nova versão da vacina, que pode ser usada como um reforço para aumentar a proteção contra as novas cepas do vírus.

    O estudo clínico envolveu 40 pessoas que já tinham recebido duas doses da vacina original da Moderna. Elas receberam uma terceira dose da vacina atualizada ou de uma combinação das duas versões.

    Os resultados mostraram que a vacina atualizada provocou uma resposta imune mais forte contra a variante BA.2.86 do que a vacina original.

    A Moderna disse que os efeitos colaterais da vacina atualizada foram semelhantes aos da vacina original, como dor no braço, fadiga e dor de cabeça.

    A empresa disse que vai enviar os dados para a Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, para obter autorização para usar a vacina atualizada.

    Outra empresa que produz vacinas contra a Covid-19, a Pfizer, também disse que sua vacina atualizada, feita em parceria com a BioNTech, provocou uma “forte resposta de anticorpos neutralizantes” contra a variante BA.2.86, em um estudo pré-clínico não publicado.

    As vacinas da Moderna e da Pfizer usam uma tecnologia chamada de RNA mensageiro (mRNA), que ensina as células do corpo a produzir proteínas que imitam o vírus e estimulam o sistema imunológico.

    Os especialistas dizem que as vacinas de mRNA são mais fáceis de adaptar às novas variantes do vírus do que as vacinas tradicionais, que usam vírus inativados ou enfraquecidos.

    A Covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus, que surgiu na China no final de 2019 e se espalhou pelo mundo.

    Até agora, mais de 220 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus e mais de 4,5 milhões morreram, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

    As vacinas são consideradas uma das principais formas de prevenir e controlar a pandemia, mas ainda há desafios para produzi-las e distribuí-las para todos os países e populações.

    A vacina atualizada, chamada de mRNA-1273.351, aumentou os níveis de anticorpos, uma parte importante do sistema imunológico, para a variante BA.2.86 em quase nove vezes, segundo a empresa.

    A variante BA.2.86 tem muitas mutações que podem torná-la mais contagiosa e resistente às vacinas existentes. Ela já foi detectada em mais de 20 países, incluindo o Brasil.

    A Moderna disse que sua vacina original, que já está sendo usada em vários países, também é eficaz contra a variante BA.2.86, mas em um grau menor.

    Por isso, a empresa desenvolveu uma nova versão da vacina, que pode ser usada como um reforço para aumentar a proteção contra as novas cepas do vírus.

    O estudo clínico envolveu 40 pessoas que já tinham recebido duas doses da vacina original da Moderna. Elas receberam uma terceira dose da vacina atualizada ou de uma combinação das duas versões.

    Os resultados mostraram que a vacina atualizada provocou uma resposta imune mais forte contra a variante BA.2.86 do que a vacina original.

    A Moderna disse que os efeitos colaterais da vacina atualizada foram semelhantes aos da vacina original, como dor no braço, fadiga e dor de cabeça.

    A empresa disse que vai enviar os dados para a Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, para obter autorização para usar a vacina atualizada.

    Outra empresa que produz vacinas contra a Covid-19, a Pfizer, também disse que sua vacina atualizada, feita em parceria com a BioNTech, provocou uma “forte resposta de anticorpos neutralizantes” contra a variante BA.2.86, em um estudo pré-clínico não publicado.

    As vacinas da Moderna e da Pfizer usam uma tecnologia chamada de RNA mensageiro (mRNA), que ensina as células do corpo a produzir proteínas que imitam o vírus e estimulam o sistema imunológico.

    Os especialistas dizem que as vacinas de mRNA são mais fáceis de adaptar às novas variantes do vírus do que as vacinas tradicionais, que usam vírus inativados ou enfraquecidos.

    A Covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus, que surgiu na China no final de 2019 e se espalhou pelo mundo.

    Até agora, mais de 220 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus e mais de 4,5 milhões morreram, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

    As vacinas são consideradas uma das principais formas de prevenir e controlar a pandemia, mas ainda há desafios para produzi-las e distribuí-las para todos os países e populações.