Tag: vacina

  • Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nas células que produzem pigmento, chamadas melanócitos. É considerado o mais grave e letal entre os cânceres de pele, pois tem alta capacidade de se espalhar pelo corpo e formar metástases. A cirurgia é o principal tratamento, mas muitas vezes não é suficiente…

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

  • Vacina contra COVID-19 gera anticorpos que neutralizam vários sarbecovírus

    Vacina contra COVID-19 gera anticorpos que neutralizam vários sarbecovírus

    Uma das estratégias para combater a pandemia de COVID-19 é o desenvolvimento de vacinas que possam proteger contra o SARS-CoV-2 e seus variantes, bem como contra outros vírus relacionados da família dos sarbecovírus.

    Nesse sentido, uma pesquisa publicada na revista Science Translational Medicine mostrou que uma vacina de subunidade com adjuvante AS03 induziu a produção de anticorpos monoclonais extremamente potentes que neutralizaram múltiplos sarbecovírus em macacos.

    Os pesquisadores vacinaram macacos com duas doses de uma vacina contendo a proteína RBD ou a proteína Hexapro do SARS-CoV-2, ambas ligadas a nanopartículas e combinadas com o adjuvante AS03, que aumenta a resposta imunológica. Em seguida, eles isolaram e caracterizaram os anticorpos monoclonais produzidos pelos animais ao longo de um ano após a vacinação.

    Eles descobriram que os anticorpos se tornaram progressivamente mais potentes e abrangentes com o tempo, acumulando mutações somáticas nos genes das imunoglobulinas das células B de memória. Alguns dos anticorpos isolados foram capazes de neutralizar não apenas o SARS-CoV-2 e seus variantes, incluindo a Omicron, mas também outros sarbecovírus como o SARS-CoV, o WIV-1 e o SHC014. Esses anticorpos reconheceram sítios conservados dentro do domínio de ligação ao receptor (RBD) da proteína spike dos vírus.

    Os pesquisadores também testaram a eficácia dos anticorpos em camundongos infectados com diferentes sarbecovírus. Eles observaram que a administração profilática dos anticorpos conferiu proteção completa contra o SARS-CoV-2, a Omicron, o SARS-CoV e o SHC014, reduzindo a carga viral nos pulmões dos animais.

    Esses dados demonstram que a vacina de subunidade com adjuvante AS03 pode gerar anticorpos altamente potentes e abrangentes contra os sarbecovírus. Esses anticorpos podem ser usados como terapias ou profiláticos para prevenir ou tratar infecções por esses vírus. Além disso, os resultados sugerem que essa vacina pode oferecer uma proteção duradoura e ampla contra o SARS-CoV-2 e seus variantes emergentes.

    Nesse sentido, uma pesquisa publicada na revista Science Translational Medicine mostrou que uma vacina de subunidade com adjuvante AS03 induziu a produção de anticorpos monoclonais extremamente potentes que neutralizaram múltiplos sarbecovírus em macacos.

    Os pesquisadores vacinaram macacos com duas doses de uma vacina contendo a proteína RBD ou a proteína Hexapro do SARS-CoV-2, ambas ligadas a nanopartículas e combinadas com o adjuvante AS03, que aumenta a resposta imunológica. Em seguida, eles isolaram e caracterizaram os anticorpos monoclonais produzidos pelos animais ao longo de um ano após a vacinação.

    Eles descobriram que os anticorpos se tornaram progressivamente mais potentes e abrangentes com o tempo, acumulando mutações somáticas nos genes das imunoglobulinas das células B de memória. Alguns dos anticorpos isolados foram capazes de neutralizar não apenas o SARS-CoV-2 e seus variantes, incluindo a Omicron, mas também outros sarbecovírus como o SARS-CoV, o WIV-1 e o SHC014. Esses anticorpos reconheceram sítios conservados dentro do domínio de ligação ao receptor (RBD) da proteína spike dos vírus.

    Os pesquisadores também testaram a eficácia dos anticorpos em camundongos infectados com diferentes sarbecovírus. Eles observaram que a administração profilática dos anticorpos conferiu proteção completa contra o SARS-CoV-2, a Omicron, o SARS-CoV e o SHC014, reduzindo a carga viral nos pulmões dos animais.

    Esses dados demonstram que a vacina de subunidade com adjuvante AS03 pode gerar anticorpos altamente potentes e abrangentes contra os sarbecovírus. Esses anticorpos podem ser usados como terapias ou profiláticos para prevenir ou tratar infecções por esses vírus. Além disso, os resultados sugerem que essa vacina pode oferecer uma proteção duradoura e ampla contra o SARS-CoV-2 e seus variantes emergentes.

  • SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    A pandemia da Covid-19 ainda não acabou e a busca por vacinas eficazes e seguras continua. Uma das apostas é a SpiN-Tec, uma vacina desenvolvida por pesquisadores da UFMG e da Fiocruz, que é a primeira 100% nacional, pois não depende de tecnologias ou insumos de outros países.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

  • Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Você sabia que a tuberculose é a coinfecção mais comum em pessoas que vivem com HIV? Essa doença pode ter um impacto significativo na resposta imunológica e nas características do vírus que circula no organismo dessas pessoas.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Miocardite e vacina contra Covid-19: o que você precisa saber

    Miocardite e vacina contra Covid-19: o que você precisa saber

    A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco que pode ocorrer como um efeito adverso raro das vacinas de RNA mensageiro contra Covid-19, como as da Pfizer e da Moderna.

    Neste post, você vai entender o que é a miocardite, quais são os sintomas, como é o tratamento e qual é o risco de desenvolver essa complicação após a vacinação.

    Miocardite e vacina contra Covid-19

    A vacinação contra Covid-19 é uma das principais estratégias para conter a pandemia e reduzir as mortes e as internações causadas pela doença. No entanto, como todo medicamento, as vacinas podem causar alguns efeitos colaterais, que geralmente são leves e transitórios, como dor no local da aplicação, febre, dor de cabeça e mal-estar.

    No entanto, alguns casos raros de inflamação cardíaca foram relatados após a vacinação com as fórmulas de RNA mensageiro (RNAm), como as da Pfizer e da Moderna. Essas vacinas usam um fragmento do material genético do coronavírus para estimular a resposta imune do organismo.

    A inflamação cardíaca pode ser de dois tipos: miocardite, que afeta o músculo cardíaco; e pericardite, que afeta o tecido que envolve o coração. Ambas podem causar sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos.

    Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), até 31 de dezembro de 2022 foram administradas 501.573.962 doses de vacinas contra Covid-19 no país. Nesse período, foram notificados 154 casos de miocardite após as vacinas, sendo 108 com a da Pfizer e 46 com a da Coronavac. Até o momento, não houve nenhum óbito por miocardite ou pericardite com associação causal com a vacina contra Covid-19 no Brasil.

    De acordo com uma análise da FDA (agência reguladora norte-americana), o risco de miocardite e pericardite é maior em adolescentes do sexo masculino e ocorre principalmente após a segunda dose das vacinas de RNAm. A incidência dessas doenças associada à vacina varia entre 0,58 e 2,4 a cada 100 mil doses aplicadas.

    A Anvisa esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo e recomenda a continuidade da vacinação com as vacinas contra Covid-19 disponíveis no país, uma vez que os benefícios superam os riscos. A Agência também orienta aos vacinados que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas sugestivos de miocardite ou pericardite e aos profissionais de saúde que notifiquem imediatamente casos suspeitos à Anvisa.

    A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica dos pacientes com quadro de miocardite ou pericardite. O tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos, dependendo da causa e da gravidade da inflamação.

    A maioria dos casos de miocardite ou pericardite pós-vacinação tem uma evolução benigna e se resolve em poucos dias ou semanas. No entanto, em alguns casos mais graves, pode haver comprometimento da função cardíaca e necessidade de internação ou cuidados intensivos.

    Neste post, você vai entender o que é a miocardite, quais são os sintomas, como é o tratamento e qual é o risco de desenvolver essa complicação após a vacinação.

    Miocardite e vacina contra Covid-19

    A vacinação contra Covid-19 é uma das principais estratégias para conter a pandemia e reduzir as mortes e as internações causadas pela doença. No entanto, como todo medicamento, as vacinas podem causar alguns efeitos colaterais, que geralmente são leves e transitórios, como dor no local da aplicação, febre, dor de cabeça e mal-estar.

    No entanto, alguns casos raros de inflamação cardíaca foram relatados após a vacinação com as fórmulas de RNA mensageiro (RNAm), como as da Pfizer e da Moderna. Essas vacinas usam um fragmento do material genético do coronavírus para estimular a resposta imune do organismo.

    A inflamação cardíaca pode ser de dois tipos: miocardite, que afeta o músculo cardíaco; e pericardite, que afeta o tecido que envolve o coração. Ambas podem causar sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos.

    Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), até 31 de dezembro de 2022 foram administradas 501.573.962 doses de vacinas contra Covid-19 no país. Nesse período, foram notificados 154 casos de miocardite após as vacinas, sendo 108 com a da Pfizer e 46 com a da Coronavac. Até o momento, não houve nenhum óbito por miocardite ou pericardite com associação causal com a vacina contra Covid-19 no Brasil.

    De acordo com uma análise da FDA (agência reguladora norte-americana), o risco de miocardite e pericardite é maior em adolescentes do sexo masculino e ocorre principalmente após a segunda dose das vacinas de RNAm. A incidência dessas doenças associada à vacina varia entre 0,58 e 2,4 a cada 100 mil doses aplicadas.

    A Anvisa esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo e recomenda a continuidade da vacinação com as vacinas contra Covid-19 disponíveis no país, uma vez que os benefícios superam os riscos. A Agência também orienta aos vacinados que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas sugestivos de miocardite ou pericardite e aos profissionais de saúde que notifiquem imediatamente casos suspeitos à Anvisa.

    A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica dos pacientes com quadro de miocardite ou pericardite. O tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos, dependendo da causa e da gravidade da inflamação.

    A maioria dos casos de miocardite ou pericardite pós-vacinação tem uma evolução benigna e se resolve em poucos dias ou semanas. No entanto, em alguns casos mais graves, pode haver comprometimento da função cardíaca e necessidade de internação ou cuidados intensivos.

  • Como a vacina contra a gripe é feita e por que ela salva vidas

    Como a vacina contra a gripe é feita e por que ela salva vidas

    A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza, que pode provocar complicações graves e até levar à morte, especialmente em grupos de risco como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

    Por isso, a vacinação contra a gripe é uma medida de prevenção essencial para proteger a saúde individual e coletiva.

    Mas você sabe como a vacina contra a gripe é feita e por que ela precisa ser atualizada todos os anos? Neste post, vamos explicar como funciona o processo de produção das vacinas contra a gripe e quais são os benefícios da imunização para a população.

    Como a vacina contra a gripe é feita?

    A vacina contra a gripe utiliza o vírus desativado, incapaz de causar a doença, para estimular o corpo a produzir os anticorpos específicos para o tipo de gripe. Esses anticorpos são capazes de reconhecer e neutralizar o vírus caso ele entre em contato com o organismo.

    No entanto, o vírus influenza sofre constantes mutações, o que significa que ele pode mudar de forma e escapar da defesa dos anticorpos. Por isso, é necessário atualizar a composição da vacina todos os anos, de acordo com as cepas do vírus que mais circulam no momento.

    Para definir quais são as cepas que devem compor a vacina, os laboratórios seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a circulação do vírus influenza no mundo todo e faz recomendações anuais sobre a composição da vacina.

    No Brasil, as vacinas contra a gripe são produzidas pelo Instituto Butantan, que recebe as cepas indicadas pela OMS e as multiplica em ovos de galinha embrionados. Depois, os vírus são inativados por meio de agentes químicos e separados das impurezas. Em seguida, eles são misturados com um adjuvante, que é uma substância que potencializa a resposta imunológica. Por fim, as vacinas são envasadas em frascos ou seringas e distribuídas para toda a rede pública de saúde.

    As vacinas utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) são trivalentes, ou seja, protegem contra três tipos de vírus influenza: A (H1N1), A (H3N2) e B. Já as vacinas disponíveis na rede privada podem ser tetravalentes, que incluem uma cepa adicional do tipo B.

    Por que a vacina contra a gripe salva vidas?

    A vacinação contra a gripe é uma estratégia eficaz para reduzir as complicações, internações e mortalidade associadas à doença. Segundo a OMS, as epidemias do vírus influenza sazonal resultam em cerca de 3 a 5 milhões de casos graves e até 650 mil mortes no mundo por ano.

    Além disso, a vacinação contra a gripe também contribui para diminuir o impacto sobre os serviços de saúde, especialmente em tempos de pandemia de Covid-19. Ao prevenir os casos de gripe, evita-se que os sintomas sejam confundidos com os da Covid-19 e que haja sobrecarga nos sistemas de diagnóstico e tratamento.

    Estudos científicos mostram que a vacinação contra a gripe pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias e em até 75% a mortalidade por complicações da doença.

    Por isso, a vacinação contra a gripe é uma medida de prevenção essencial para proteger a saúde individual e coletiva.

    Mas você sabe como a vacina contra a gripe é feita e por que ela precisa ser atualizada todos os anos? Neste post, vamos explicar como funciona o processo de produção das vacinas contra a gripe e quais são os benefícios da imunização para a população.

    Como a vacina contra a gripe é feita?

    A vacina contra a gripe utiliza o vírus desativado, incapaz de causar a doença, para estimular o corpo a produzir os anticorpos específicos para o tipo de gripe. Esses anticorpos são capazes de reconhecer e neutralizar o vírus caso ele entre em contato com o organismo.

    No entanto, o vírus influenza sofre constantes mutações, o que significa que ele pode mudar de forma e escapar da defesa dos anticorpos. Por isso, é necessário atualizar a composição da vacina todos os anos, de acordo com as cepas do vírus que mais circulam no momento.

    Para definir quais são as cepas que devem compor a vacina, os laboratórios seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a circulação do vírus influenza no mundo todo e faz recomendações anuais sobre a composição da vacina.

    No Brasil, as vacinas contra a gripe são produzidas pelo Instituto Butantan, que recebe as cepas indicadas pela OMS e as multiplica em ovos de galinha embrionados. Depois, os vírus são inativados por meio de agentes químicos e separados das impurezas. Em seguida, eles são misturados com um adjuvante, que é uma substância que potencializa a resposta imunológica. Por fim, as vacinas são envasadas em frascos ou seringas e distribuídas para toda a rede pública de saúde.

    As vacinas utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) são trivalentes, ou seja, protegem contra três tipos de vírus influenza: A (H1N1), A (H3N2) e B. Já as vacinas disponíveis na rede privada podem ser tetravalentes, que incluem uma cepa adicional do tipo B.

    Por que a vacina contra a gripe salva vidas?

    A vacinação contra a gripe é uma estratégia eficaz para reduzir as complicações, internações e mortalidade associadas à doença. Segundo a OMS, as epidemias do vírus influenza sazonal resultam em cerca de 3 a 5 milhões de casos graves e até 650 mil mortes no mundo por ano.

    Além disso, a vacinação contra a gripe também contribui para diminuir o impacto sobre os serviços de saúde, especialmente em tempos de pandemia de Covid-19. Ao prevenir os casos de gripe, evita-se que os sintomas sejam confundidos com os da Covid-19 e que haja sobrecarga nos sistemas de diagnóstico e tratamento.

    Estudos científicos mostram que a vacinação contra a gripe pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias e em até 75% a mortalidade por complicações da doença.

  • OMS estabelece novos critérios e prazos para vacinação contra covid-19

    OMS estabelece novos critérios e prazos para vacinação contra covid-19

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas recomendações de vacinação contra a covid-19 para uma nova fase da pandemia, levando em conta o alto nível de imunidade da população em todo o mundo devido à infecção e vacinação generalizadas.

    Segundo a agência da ONU, os grupos mais velhos e de alto risco devem receber um reforço entre 6 a 12 meses após a última vacina, mas crianças e adolescentes saudáveis podem não precisar necessariamente de uma dose.

    A OMS também sugeriu que os países considerem fatores como carga de doenças antes de recomendar a vacinação desse grupo.

    No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação para 2023, que prevê o uso do reforço do imunizante bivalente da Pfizer para os grupos prioritários a partir de 27 de fevereiro. Essa vacina protege contra a cepa original do coronavírus e as subvariantes ômicron.

    Além disso, a pasta quer intensificar a campanha com a vacina monovalente para os maiores de 12 anos e antecipar doses da Pfizer baby, Pfizer pediátrica e CoronaVac para o público infantil.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

    Segundo a agência da ONU, os grupos mais velhos e de alto risco devem receber um reforço entre 6 a 12 meses após a última vacina, mas crianças e adolescentes saudáveis podem não precisar necessariamente de uma dose.

    A OMS também sugeriu que os países considerem fatores como carga de doenças antes de recomendar a vacinação desse grupo.

    No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação para 2023, que prevê o uso do reforço do imunizante bivalente da Pfizer para os grupos prioritários a partir de 27 de fevereiro. Essa vacina protege contra a cepa original do coronavírus e as subvariantes ômicron.

    Além disso, a pasta quer intensificar a campanha com a vacina monovalente para os maiores de 12 anos e antecipar doses da Pfizer baby, Pfizer pediátrica e CoronaVac para o público infantil.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

  • Vacina Efluelda: o que é, para quem é indicada, quais são os benefícios e as contraindicações

    Vacina Efluelda: o que é, para quem é indicada, quais são os benefícios e as contraindicações

    A Efluelda é uma vacina de alta dose contra a gripe destinada exclusivamente para pessoas com mais de 60 anos de idade.

    Ela contém quatro vezes mais antígenos do que as vacinas convencionais, o que aumenta a resposta imunológica e a proteção contra a doença.

    Ela é composta por quatro cepas de vírus influenza inativados, duas do tipo A e duas do tipo B. Ela é administrada por injeção intramuscular.

    A Efluelda é contraindicada para pessoas que são alérgicas a qualquer componente da vacina ou a proteínas do ovo, e para menores de 60 anos de idade. Além disso, a vacinação deve ser adiada se a pessoa estiver com febre ou doença aguda.

    A vacina chega à rede privada em abril e o preço pode variar entre R$ 150 e R$ 200.

    Ela contém quatro vezes mais antígenos do que as vacinas convencionais, o que aumenta a resposta imunológica e a proteção contra a doença.

    Ela é composta por quatro cepas de vírus influenza inativados, duas do tipo A e duas do tipo B. Ela é administrada por injeção intramuscular.

    A Efluelda é contraindicada para pessoas que são alérgicas a qualquer componente da vacina ou a proteínas do ovo, e para menores de 60 anos de idade. Além disso, a vacinação deve ser adiada se a pessoa estiver com febre ou doença aguda.

    A vacina chega à rede privada em abril e o preço pode variar entre R$ 150 e R$ 200.

  • Vacina da gripe na rede privada: preço, quem pode tomar e onde encontrar

    Vacina da gripe na rede privada: preço, quem pode tomar e onde encontrar

    A vacina contra a gripe é uma forma de prevenir as complicações causadas pelo vírus influenza, que pode levar a pneumonia, internações e até mortes.

    Com a pandemia de covid-19, a imunização se torna ainda mais importante para evitar sobrecarga nos serviços de saúde e confusão nos diagnósticos.

    A rede privada de saúde já está se preparando para oferecer a vacina tetravalente contra a gripe a partir de abril. Essa vacina protege contra quatro tipos de vírus influenza: dois da linhagem A (H1N1 e H3N2) e dois da linhagem B (Victoria e Yamagata). O preço varia entre R$ 100 e R$ 150 por dose.

    Na rede pública, a vacinação contra a gripe começará em abril para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. A vacina disponível no SUS será a trivalente, que protege contra três tipos de vírus influenza: dois da linhagem A (H1N1 e H3N2) e um da linhagem B (Victoria).

    A recomendação é que as pessoas tomem a vacina contra a gripe todos os anos, pois os vírus sofrem mutações constantes e as cepas são atualizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, é importante respeitar o intervalo mínimo de 14 dias entre as doses das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

    Com a pandemia de covid-19, a imunização se torna ainda mais importante para evitar sobrecarga nos serviços de saúde e confusão nos diagnósticos.

    A rede privada de saúde já está se preparando para oferecer a vacina tetravalente contra a gripe a partir de abril. Essa vacina protege contra quatro tipos de vírus influenza: dois da linhagem A (H1N1 e H3N2) e dois da linhagem B (Victoria e Yamagata). O preço varia entre R$ 100 e R$ 150 por dose.

    Na rede pública, a vacinação contra a gripe começará em abril para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. A vacina disponível no SUS será a trivalente, que protege contra três tipos de vírus influenza: dois da linhagem A (H1N1 e H3N2) e um da linhagem B (Victoria).

    A recomendação é que as pessoas tomem a vacina contra a gripe todos os anos, pois os vírus sofrem mutações constantes e as cepas são atualizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, é importante respeitar o intervalo mínimo de 14 dias entre as doses das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

  • Como saber se fui infectado pelo HPV?

    Como saber se fui infectado pelo HPV?

    É importante fazer o diagnóstico precoce do HPV para evitar complicações como câncer de colo de útero, pênis, ânus ou boca.

    Para saber se foi infectado pelo HPV, é preciso fazer alguns exames que podem detectar a presença do vírus ou das lesões que ele causa. Os exames mais comuns são:

    Os exames podem ser indicados pelo médico conforme a necessidade e a disponibilidade de cada caso. É importante fazer o diagnóstico precoce do HPV para evitar complicações como câncer de colo de útero, pênis, ânus ou boca.

    A vacina

    Quem teve contato com o vírus pode tomar a vacina do HPV. A vacina protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18.

    Quem já foi infectado por um desses tipos não estará protegido contra ele, mas poderá se beneficiar da proteção contra os outros tipos.

    A vacina também pode prevenir o aparecimento de novas verrugas genitais e o risco de câncer causado pelo HPV. A vacina é gratuita pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, mas também pode ser tomada por adultos que se enquadrem nos critérios de indicação.

    Para saber se foi infectado pelo HPV, é preciso fazer alguns exames que podem detectar a presença do vírus ou das lesões que ele causa. Os exames mais comuns são:

    Os exames podem ser indicados pelo médico conforme a necessidade e a disponibilidade de cada caso. É importante fazer o diagnóstico precoce do HPV para evitar complicações como câncer de colo de útero, pênis, ânus ou boca.

    A vacina

    Quem teve contato com o vírus pode tomar a vacina do HPV. A vacina protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18.

    Quem já foi infectado por um desses tipos não estará protegido contra ele, mas poderá se beneficiar da proteção contra os outros tipos.

    A vacina também pode prevenir o aparecimento de novas verrugas genitais e o risco de câncer causado pelo HPV. A vacina é gratuita pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, mas também pode ser tomada por adultos que se enquadrem nos critérios de indicação.