Tag: Vírus

  • Mutação do Vírus da Varíola dos Macacos Pode Causar Novo Surto Global, Alerta Especialista

    Mutação do Vírus da Varíola dos Macacos Pode Causar Novo Surto Global, Alerta Especialista

    Cepa Mais Letal da Varíola dos Macacos se Adapta para Contato Sexual, Aumentando Risco de Surto Global.

    Uma nova cepa do vírus da varíola dos macacos, conhecida como clado Ib, está causando preocupação entre especialistas em saúde pública. Essa cepa, que se originou na República Democrática do Congo (RDC), demonstra maior capacidade de se espalhar por contato sexual, aumentando o risco de um novo surto global da doença.

    O clado Ib é derivado do clado I, que já causava pequenos surtos na África Central há décadas. No entanto, até o ano passado, a transmissão sexual não era observada. Desde então, o número de casos na RDC aumentou consideravelmente, com cerca de 30% das infecções ocorrendo em trabalhadoras sexuais.

    O cenário na RDC é agravado pela alta incidência de casos na província de South Kivu, onde a doença se espalha principalmente entre trabalhadoras sexuais. Análises genéticas do vírus revelaram mutações que indicam adaptação para transmissão sexual, justificando a nova denominação de clado Ib.

    A situação na RDC é ainda mais complexa devido à disseminação da cólera, conflitos, deslocamentos populacionais, insegurança alimentar e desafios na provisão de assistência humanitária adequada em South Kivu.

    Embora a vacina contra a varíola também proteja contra a varíola dos macacos, sua aplicação no surto de 2022 foi limitada a indivíduos com alto risco de contrair a doença. A RDC está buscando aprovação regulatória para essas vacinas, e países como Estados Unidos e Japão já se comprometeram a fornecer milhares de doses. No entanto, especialistas estimam que uma campanha de vacinação eficaz exigiria centenas de milhares, se não milhões de unidades.

    O aumento da capacidade de transmissão sexual do vírus da varíola dos macacos, especialmente a cepa clado Ib, representa um novo desafio para a saúde pública global. A vigilância constante, o rastreamento de contatos e o acesso à vacinação são medidas cruciais para conter o avanço da doença e evitar um novo surto em escala global.


    Uma nova cepa do vírus da varíola dos macacos, conhecida como clado Ib, está causando preocupação entre especialistas em saúde pública. Essa cepa, que se originou na República Democrática do Congo (RDC), demonstra maior capacidade de se espalhar por contato sexual, aumentando o risco de um novo surto global da doença.

    O clado Ib é derivado do clado I, que já causava pequenos surtos na África Central há décadas. No entanto, até o ano passado, a transmissão sexual não era observada. Desde então, o número de casos na RDC aumentou consideravelmente, com cerca de 30% das infecções ocorrendo em trabalhadoras sexuais.

    O cenário na RDC é agravado pela alta incidência de casos na província de South Kivu, onde a doença se espalha principalmente entre trabalhadoras sexuais. Análises genéticas do vírus revelaram mutações que indicam adaptação para transmissão sexual, justificando a nova denominação de clado Ib.

    A situação na RDC é ainda mais complexa devido à disseminação da cólera, conflitos, deslocamentos populacionais, insegurança alimentar e desafios na provisão de assistência humanitária adequada em South Kivu.

    Embora a vacina contra a varíola também proteja contra a varíola dos macacos, sua aplicação no surto de 2022 foi limitada a indivíduos com alto risco de contrair a doença. A RDC está buscando aprovação regulatória para essas vacinas, e países como Estados Unidos e Japão já se comprometeram a fornecer milhares de doses. No entanto, especialistas estimam que uma campanha de vacinação eficaz exigiria centenas de milhares, se não milhões de unidades.

    O aumento da capacidade de transmissão sexual do vírus da varíola dos macacos, especialmente a cepa clado Ib, representa um novo desafio para a saúde pública global. A vigilância constante, o rastreamento de contatos e o acesso à vacinação são medidas cruciais para conter o avanço da doença e evitar um novo surto em escala global.


  • Sociovirologia: Descobrindo a Vida Social dos Vírus e suas Implicações na Saúde Humana

    Sociovirologia: Descobrindo a Vida Social dos Vírus e suas Implicações na Saúde Humana

    A sociovirologia é um campo de pesquisa recente, com apenas algumas conferências realizadas até o momento.

    Apesar disso, o potencial dessa área é imenso, prometendo revolucionar nossa compreensão dos vírus e seu papel na saúde humana.

    Novas pesquisas descobriram um mundo social complexo e intrigante desses minúsculos agentes infecciosos. Os vírus não são partículas isoladas, mas sim se comportam de forma social nas células e hospedeiros em que vivem.

    Antes, os vírus eram vistos como partículas isoladas, incapazes de se reproduzir ou interagir com o meio. Essa visão reducionista, embora tenha impulsionado avanços na biologia molecular, limitou a compreensão da verdadeira natureza viral.

    Estudos recentes revelam um comportamento social surpreendente entre os vírus. Eles trapaceiam, cooperam e se comunicam de maneiras sofisticadas, desafiando a ideia de que são entidades autônomas. Essa “vida social” viral ocorre tanto dentro das células quanto entre diferentes hospedeiros.

    Compreender a sociovirologia abre um leque de novas possibilidades na luta contra doenças como a gripe. Ao entender como os vírus interagem entre si e com seus hospedeiros, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para combatê-los e prevenir epidemias.

    A descoberta da vida social dos vírus abre um novo capítulo na biologia, com implicações profundas para a saúde humana. Ao desvendar as complexas interações entre esses minúsculos agentes infecciosos, podemos desenvolver ferramentas mais eficazes para prevenir e combater doenças, promovendo o bem-estar da humanidade.


    Apesar disso, o potencial dessa área é imenso, prometendo revolucionar nossa compreensão dos vírus e seu papel na saúde humana.

    Novas pesquisas descobriram um mundo social complexo e intrigante desses minúsculos agentes infecciosos. Os vírus não são partículas isoladas, mas sim se comportam de forma social nas células e hospedeiros em que vivem.

    Antes, os vírus eram vistos como partículas isoladas, incapazes de se reproduzir ou interagir com o meio. Essa visão reducionista, embora tenha impulsionado avanços na biologia molecular, limitou a compreensão da verdadeira natureza viral.

    Estudos recentes revelam um comportamento social surpreendente entre os vírus. Eles trapaceiam, cooperam e se comunicam de maneiras sofisticadas, desafiando a ideia de que são entidades autônomas. Essa “vida social” viral ocorre tanto dentro das células quanto entre diferentes hospedeiros.

    Compreender a sociovirologia abre um leque de novas possibilidades na luta contra doenças como a gripe. Ao entender como os vírus interagem entre si e com seus hospedeiros, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para combatê-los e prevenir epidemias.

    A descoberta da vida social dos vírus abre um novo capítulo na biologia, com implicações profundas para a saúde humana. Ao desvendar as complexas interações entre esses minúsculos agentes infecciosos, podemos desenvolver ferramentas mais eficazes para prevenir e combater doenças, promovendo o bem-estar da humanidade.


  • Como os vírus podem afetar o nosso sistema nervoso?

    Como os vírus podem afetar o nosso sistema nervoso?

    O sistema nervoso é o responsável por captar, interpretar e responder aos estímulos que recebemos do ambiente e do nosso próprio corpo.

    Ele é formado por dois componentes principais: o sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal, e o sistema nervoso periférico, que inclui os nervos que se ramificam pelo corpo.

    O sistema nervoso também pode ser dividido em sistema nervoso somático, que controla os movimentos voluntários e as sensações, e sistema nervoso autônomo, que controla os movimentos involuntários e as funções vitais, como respiração, circulação, digestão, etc.

    O sistema nervoso é essencial para a nossa sobrevivência, mas também é vulnerável a diversas doenças e infecções, causadas por bactérias, fungos, parasitas e vírus. Os vírus são agentes infecciosos que invadem as células do nosso organismo e usam o seu material genético para se reproduzir. Eles podem atingir diferentes partes do sistema nervoso, causando desde sintomas leves, como dor de cabeça, perda de olfato e paladar, até complicações graves, como inflamação do cérebro, da medula ou das meninges, paralisia dos músculos, derrame cerebral, entre outras.

    Mas como os vírus conseguem afetar o nosso sistema nervoso?

    Existem diversos mecanismos possíveis, que dependem do tipo de vírus, da sua forma de entrada no organismo, da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro dos agentes externos), da resposta imune do hospedeiro e de outros fatores. Alguns exemplos são:

    • Invasão direta: alguns vírus podem infectar diretamente as células nervosas, como os neurônios e as células da glia, e causar danos ao seu funcionamento ou morte celular. Isso pode levar a alterações na transmissão dos impulsos nervosos, na produção de neurotransmissores, na formação de sinapses, etc. Exemplos de vírus que podem invadir diretamente o sistema nervoso são o herpes simples, o vírus da raiva, o vírus da poliomielite, o vírus do Nilo Ocidental, entre outros.
    • Inflamação excessiva: alguns vírus podem desencadear uma reação inflamatória intensa no organismo, que visa combater a infecção, mas que também pode causar danos aos tecidos saudáveis. A inflamação pode afetar o cérebro, a medula, as meninges ou os nervos periféricos, causando sintomas como dor, febre, rigidez, confusão, convulsões, etc. Exemplos de vírus que podem provocar inflamação no sistema nervoso são o vírus da dengue, o vírus da zika, o vírus da chikungunya, o vírus da influenza, entre outros.
    • Alteração da coagulação: alguns vírus podem interferir no processo de coagulação do sangue, que é responsável por evitar hemorragias e formar coágulos quando há lesões nos vasos sanguíneos. A alteração da coagulação pode causar sangramentos ou obstruções nos vasos que irrigam o sistema nervoso, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes para as células nervosas. Isso pode levar a isquemias, hemorragias ou derrames cerebrais, que podem causar sequelas neurológicas permanentes. Exemplos de vírus que podem alterar a coagulação no sistema nervoso são o vírus da hepatite C, o vírus do HIV, o vírus da febre amarela, o vírus do ebola, entre outros.
    • Resposta imune desregulada: alguns vírus podem induzir uma resposta imune anormal, que ataca as próprias células do organismo, em vez de combater os agentes infecciosos. Isso pode causar doenças autoimunes, que afetam o sistema nervoso de forma crônica e progressiva, causando inflamação, degeneração e perda de função das células nervosas. Exemplos de vírus que podem desencadear doenças autoimunes no sistema nervoso são o vírus da rubéola, o vírus do sarampo, o vírus da caxumba, o vírus da hepatite B, entre outros.

    Um dos vírus que tem chamado a atenção por seus possíveis efeitos no sistema nervoso é o coronavírus, que causa a COVID-19, uma doença respiratória que se tornou uma pandemia mundial. O coronavírus pode afetar o sistema nervoso por vários dos mecanismos citados acima, como invasão direta, inflamação excessiva, alteração da coagulação e resposta imune desregulada. Além disso, o coronavírus pode causar hipóxia, que é a diminuição do oxigênio no sangue, que também pode prejudicar o funcionamento do sistema nervoso.

    Os sintomas neurológicos mais comuns da COVID-19 são dor de cabeça, perda de olfato e paladar, fadiga, confusão, ansiedade e depressão. No entanto, casos mais graves podem apresentar complicações como meningite, encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré, AVC, entre outras. Ainda não se sabe ao certo qual é a frequência, a gravidade e a duração desses efeitos no sistema nervoso, nem quais são os fatores de risco e de proteção para o seu desenvolvimento. Por isso, é importante que as pessoas que tiveram COVID-19 façam um acompanhamento médico e neurológico, para detectar e tratar possíveis sequelas.

    O sistema nervoso é um dos sistemas mais complexos e fascinantes do nosso corpo, mas também um dos mais sensíveis e vulneráveis. Por isso, é fundamental que cuidemos da nossa saúde física e mental, e que nos protejamos das infecções virais, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias, como usar máscara, higienizar as mãos, evitar aglomerações e se vacinar. Assim, podemos preservar o nosso sistema nervoso e garantir a nossa qualidade de vida.

    Ele é formado por dois componentes principais: o sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal, e o sistema nervoso periférico, que inclui os nervos que se ramificam pelo corpo.

    O sistema nervoso também pode ser dividido em sistema nervoso somático, que controla os movimentos voluntários e as sensações, e sistema nervoso autônomo, que controla os movimentos involuntários e as funções vitais, como respiração, circulação, digestão, etc.

    O sistema nervoso é essencial para a nossa sobrevivência, mas também é vulnerável a diversas doenças e infecções, causadas por bactérias, fungos, parasitas e vírus. Os vírus são agentes infecciosos que invadem as células do nosso organismo e usam o seu material genético para se reproduzir. Eles podem atingir diferentes partes do sistema nervoso, causando desde sintomas leves, como dor de cabeça, perda de olfato e paladar, até complicações graves, como inflamação do cérebro, da medula ou das meninges, paralisia dos músculos, derrame cerebral, entre outras.

    Mas como os vírus conseguem afetar o nosso sistema nervoso?

    Existem diversos mecanismos possíveis, que dependem do tipo de vírus, da sua forma de entrada no organismo, da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro dos agentes externos), da resposta imune do hospedeiro e de outros fatores. Alguns exemplos são:

    • Invasão direta: alguns vírus podem infectar diretamente as células nervosas, como os neurônios e as células da glia, e causar danos ao seu funcionamento ou morte celular. Isso pode levar a alterações na transmissão dos impulsos nervosos, na produção de neurotransmissores, na formação de sinapses, etc. Exemplos de vírus que podem invadir diretamente o sistema nervoso são o herpes simples, o vírus da raiva, o vírus da poliomielite, o vírus do Nilo Ocidental, entre outros.
    • Inflamação excessiva: alguns vírus podem desencadear uma reação inflamatória intensa no organismo, que visa combater a infecção, mas que também pode causar danos aos tecidos saudáveis. A inflamação pode afetar o cérebro, a medula, as meninges ou os nervos periféricos, causando sintomas como dor, febre, rigidez, confusão, convulsões, etc. Exemplos de vírus que podem provocar inflamação no sistema nervoso são o vírus da dengue, o vírus da zika, o vírus da chikungunya, o vírus da influenza, entre outros.
    • Alteração da coagulação: alguns vírus podem interferir no processo de coagulação do sangue, que é responsável por evitar hemorragias e formar coágulos quando há lesões nos vasos sanguíneos. A alteração da coagulação pode causar sangramentos ou obstruções nos vasos que irrigam o sistema nervoso, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes para as células nervosas. Isso pode levar a isquemias, hemorragias ou derrames cerebrais, que podem causar sequelas neurológicas permanentes. Exemplos de vírus que podem alterar a coagulação no sistema nervoso são o vírus da hepatite C, o vírus do HIV, o vírus da febre amarela, o vírus do ebola, entre outros.
    • Resposta imune desregulada: alguns vírus podem induzir uma resposta imune anormal, que ataca as próprias células do organismo, em vez de combater os agentes infecciosos. Isso pode causar doenças autoimunes, que afetam o sistema nervoso de forma crônica e progressiva, causando inflamação, degeneração e perda de função das células nervosas. Exemplos de vírus que podem desencadear doenças autoimunes no sistema nervoso são o vírus da rubéola, o vírus do sarampo, o vírus da caxumba, o vírus da hepatite B, entre outros.

    Um dos vírus que tem chamado a atenção por seus possíveis efeitos no sistema nervoso é o coronavírus, que causa a COVID-19, uma doença respiratória que se tornou uma pandemia mundial. O coronavírus pode afetar o sistema nervoso por vários dos mecanismos citados acima, como invasão direta, inflamação excessiva, alteração da coagulação e resposta imune desregulada. Além disso, o coronavírus pode causar hipóxia, que é a diminuição do oxigênio no sangue, que também pode prejudicar o funcionamento do sistema nervoso.

    Os sintomas neurológicos mais comuns da COVID-19 são dor de cabeça, perda de olfato e paladar, fadiga, confusão, ansiedade e depressão. No entanto, casos mais graves podem apresentar complicações como meningite, encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré, AVC, entre outras. Ainda não se sabe ao certo qual é a frequência, a gravidade e a duração desses efeitos no sistema nervoso, nem quais são os fatores de risco e de proteção para o seu desenvolvimento. Por isso, é importante que as pessoas que tiveram COVID-19 façam um acompanhamento médico e neurológico, para detectar e tratar possíveis sequelas.

    O sistema nervoso é um dos sistemas mais complexos e fascinantes do nosso corpo, mas também um dos mais sensíveis e vulneráveis. Por isso, é fundamental que cuidemos da nossa saúde física e mental, e que nos protejamos das infecções virais, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias, como usar máscara, higienizar as mãos, evitar aglomerações e se vacinar. Assim, podemos preservar o nosso sistema nervoso e garantir a nossa qualidade de vida.

  • A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    Você sabe como os vírus foram descobertos?

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

  • Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    Novos tratamentos prometem combater o vírus que causa infecções respiratórias graves

    O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais responsáveis por doenças respiratórias em crianças e idosos.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

    A cada ano, estima-se que ele infecte cerca de 64 milhões de pessoas no mundo, causando 160 mil mortes. No Brasil, o VSR é responsável por 75% das internações por bronquiolite e 50% das internações por pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Até agora, não havia vacinas ou tratamentos específicos para o VSR, apenas medidas de prevenção e suporte. Mas isso pode mudar em breve, graças aos avanços médicos recentes que podem oferecer novas opções de prevenção e tratamento para essa doença.

    Um anticorpo que pode prevenir as complicações do VSR

    Uma das novidades é um anticorpo monoclonal chamado nirsevimabe, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Sanofi Pasteur. Esse anticorpo é capaz de se ligar ao VSR e impedir que ele entre nas células e se multiplique.

    O nirsevimabe foi testado em um estudo clínico com mais de 1.500 bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares, que são os grupos mais vulneráveis ao VSR. Os resultados mostraram que o anticorpo reduziu em 70% as hospitalizações e em 78% as visitas médicas por infecções respiratórias causadas pelo VSR.

    O diferencial do nirsevimabe é que ele pode ser administrado uma única vez por via intramuscular, antes da temporada do VSR, e proteger os bebês por até seis meses. Isso é uma vantagem em relação ao único medicamento disponível atualmente para prevenir o VSR, o palivizumabe, que precisa ser aplicado mensalmente por via intravenosa e tem um custo elevado.

    O nirsevimabe ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias, mas já recebeu a designação de terapia inovadora pela FDA (Food and Drug Administration), a agência americana que regula medicamentos e alimentos. Isso significa que ele terá uma avaliação mais rápida e prioritária.

    Vacinas para proteger os idosos e as gestantes

    Outra frente de pesquisa é o desenvolvimento de vacinas contra o VSR, que poderiam imunizar as pessoas antes da exposição ao vírus. Uma das candidatas mais avançadas é a vacina da Pfizer, que está sendo testada em pessoas com mais de 60 anos, que têm maior risco de complicações pelo VSR.

    A vacina da Pfizer usa uma tecnologia chamada RNA mensageiro, a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Ela consiste em introduzir no organismo um fragmento de material genético do vírus, que faz com que as células produzam uma proteína viral. Essa proteína estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o VSR.

    A vacina da Pfizer mostrou-se segura e capaz de induzir uma resposta imune em um estudo de fase 1 com 50 voluntários. Agora, ela está sendo testada em um estudo de fase 2/3 com cerca de 8.600 participantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no final deste ano.

    Outra vacina em desenvolvimento é a da Novavax, que está sendo testada em gestantes. A ideia é que as mulheres grávidas possam transmitir os anticorpos contra o VSR para os seus bebês, protegendo-os nos primeiros meses de vida. A vacina da Novavax usa uma tecnologia chamada subunitária, que consiste em usar apenas uma parte do vírus para induzir a resposta imune.

    A vacina da Novavax está sendo testada em um estudo de fase 3 com cerca de 3.000 gestantes em vários países, incluindo o Brasil. Os resultados devem ser divulgados no início do próximo ano.

    Desafios para a implementação dos tratamentos

    Apesar dos avanços científicos, ainda há muitos desafios para que os novos tratamentos para o VSR cheguem a todos que precisam. Um deles é o custo, que pode ser proibitivo para os países de baixa e média renda, onde ocorrem a maioria das mortes pelo VSR.

    Outro desafio é a logística, que envolve a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos tratamentos. Por exemplo, o nirsevimabe precisa ser mantido em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que pode dificultar o seu transporte e conservação em locais sem infraestrutura adequada. Além disso, ele precisa ser aplicado por profissionais de saúde treinados, o que pode limitar o seu acesso em áreas remotas ou carentes.

    Um terceiro desafio é a vigilância do VSR, que é essencial para monitorar a sua circulação, os grupos afetados e a sua evolução genética. Isso pode ajudar a planejar as estratégias de prevenção e tratamento, bem como a avaliar a sua eficácia e segurança. No entanto, muitos países não têm sistemas de vigilância do VSR adequados ou padronizados, o que dificulta a obtenção de dados confiáveis e comparáveis.

    Efeitos a longo prazo do VSR

    Além dos efeitos imediatos, o VSR pode ter consequências a longo prazo para a saúde respiratória. Estudos sugerem que as crianças que tiveram infecções graves pelo VSR na infância têm maior probabilidade de desenvolver chiado e asma na vida adulta. Essas condições podem afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de outras doenças.

    Outro aspecto que ainda precisa ser melhor estudado é a interação entre o VSR e outros patógenos respiratórios, como o vírus da gripe e o coronavírus. Esses patógenos podem coexistir ou se suceder no organismo, influenciando a gravidade da doença. Por exemplo, alguns estudos sugerem que a infecção pelo VSR pode aumentar a suscetibilidade à Covid-19 ou piorar o seu prognóstico.

    Por isso, é importante continuar investindo em pesquisas sobre o VSR e os seus impactos na saúde pública. Os novos tratamentos podem representar um avanço significativo na prevenção e no controle dessa doença, mas ainda precisam ser testados em larga escala e tornados acessíveis para todos que precisam.

  • Hackers usam vírus para roubar dinheiro pelo Pix

    Hackers usam vírus para roubar dinheiro pelo Pix

    O Pix, um meio de pagamento instantâneo que permite transferir dinheiro entre contas bancárias em segundos, se tornou um alvo para hackers que querem roubar o dinheiro dos usuários.

    Segundo a empresa de cibersegurança Apura, foram identificados seis tipos de vírus que podem desviar as transações feitas pelo Pix, alterando os dados do destinatário ou do valor.

    Esses vírus são chamados de trojans bancários, pois se infiltram nos celulares das vítimas e monitoram as atividades relacionadas aos bancos. Quando o usuário tenta fazer uma transferência pelo Pix, o vírus intercepta a operação e modifica os parâmetros, enviando o dinheiro para outra conta ou aumentando o valor.

    Para instalar os vírus nos celulares, os hackers usam técnicas de engenharia social, que consistem em enganar ou persuadir as vítimas a clicar em links ou baixar aplicativos maliciosos. Por exemplo, eles podem enviar mensagens falsas por e-mail, SMS ou WhatsApp, fingindo ser canais oficiais dos bancos ou do governo, ou oferecendo prêmios ou benefícios.

    Outra forma de golpe é enviar QR Codes suspeitos para as vítimas, que podem levar a sites maliciosos ou a transferências Pix indesejadas. Os QR Codes são códigos de barras que podem ser escaneados pela câmera do celular e contêm informações sobre uma transação. Os hackers podem criar QR Codes falsos e enviá-los por e-mail, SMS ou WhatsApp, tentando obter dados pessoais ou financeiros das vítimas.

    Para se proteger desses golpes, os usuários devem seguir algumas recomendações, como:

    • Manter o sistema operacional e o antivírus do celular atualizados;

    • Evitar clicar em links ou baixar aplicativos desconhecidos ou suspeitos;

    • Verificar os dados da transação antes de confirmar o Pix, como o nome e o CPF do destinatário e o valor;

    • Monitorar as transações realizadas pelo Pix e comunicar ao banco em caso de irregularidades;

    • Usar a autenticação biométrica ou por senha para acessar o aplicativo do banco ou o Pix .

    O Pix é um meio de pagamento seguro e rápido, mas requer cuidados por parte dos usuários. Com essas dicas, você pode evitar cair em golpes e aproveitar os benefícios do Pix sem medo.

    Segundo a empresa de cibersegurança Apura, foram identificados seis tipos de vírus que podem desviar as transações feitas pelo Pix, alterando os dados do destinatário ou do valor.

    Esses vírus são chamados de trojans bancários, pois se infiltram nos celulares das vítimas e monitoram as atividades relacionadas aos bancos. Quando o usuário tenta fazer uma transferência pelo Pix, o vírus intercepta a operação e modifica os parâmetros, enviando o dinheiro para outra conta ou aumentando o valor.

    Para instalar os vírus nos celulares, os hackers usam técnicas de engenharia social, que consistem em enganar ou persuadir as vítimas a clicar em links ou baixar aplicativos maliciosos. Por exemplo, eles podem enviar mensagens falsas por e-mail, SMS ou WhatsApp, fingindo ser canais oficiais dos bancos ou do governo, ou oferecendo prêmios ou benefícios.

    Outra forma de golpe é enviar QR Codes suspeitos para as vítimas, que podem levar a sites maliciosos ou a transferências Pix indesejadas. Os QR Codes são códigos de barras que podem ser escaneados pela câmera do celular e contêm informações sobre uma transação. Os hackers podem criar QR Codes falsos e enviá-los por e-mail, SMS ou WhatsApp, tentando obter dados pessoais ou financeiros das vítimas.

    Para se proteger desses golpes, os usuários devem seguir algumas recomendações, como:

    • Manter o sistema operacional e o antivírus do celular atualizados;

    • Evitar clicar em links ou baixar aplicativos desconhecidos ou suspeitos;

    • Verificar os dados da transação antes de confirmar o Pix, como o nome e o CPF do destinatário e o valor;

    • Monitorar as transações realizadas pelo Pix e comunicar ao banco em caso de irregularidades;

    • Usar a autenticação biométrica ou por senha para acessar o aplicativo do banco ou o Pix .

    O Pix é um meio de pagamento seguro e rápido, mas requer cuidados por parte dos usuários. Com essas dicas, você pode evitar cair em golpes e aproveitar os benefícios do Pix sem medo.

  • Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que pode causar febre, dor de cabeça, dores no corpo e manchas na pele. Existem quatro tipos de vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que podem provocar diferentes formas da doença, desde a mais leve até a mais grave.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

  • Como os vírus escondidos no DNA podem proteger os microrganismos

    Como os vírus escondidos no DNA podem proteger os microrganismos

    Você sabia que existem milhares de vírus que vivem dentro do DNA de outros seres vivos?

    Esses vírus, chamados de elementos virais endógenos (EVEs), podem ter funções importantes para a sobrevivência e a evolução dos seus hospedeiros.

    Um estudo recente, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revelou que mais de 30 mil vírus desconhecidos foram encontrados incorporados no genoma de microrganismos unicelulares complexos. Esses vírus podem permitir que uma célula hospedeira replique vírus completos e funcionais, mas também podem protegê-la de infecções perigosas.

    Os pesquisadores descobriram que muitos dos vírus encontrados se assemelham a virófagos, um tipo de agente que infecta outros vírus patogênicos que tentam invadir a célula hospedeira. Assim, os virófagos podem impedir que os vírus gigantes, que são capazes de matar o hospedeiro, se reproduzam e causem danos.

    Essa descoberta é surpreendente e mostra como os vírus podem ter um papel benéfico para os seus hospedeiros, além de serem fontes de diversidade genética. Os cientistas acreditam que os vírus escondidos no DNA podem ajudar os microrganismos a se adaptarem a diferentes ambientes e condições.

    Esses vírus, chamados de elementos virais endógenos (EVEs), podem ter funções importantes para a sobrevivência e a evolução dos seus hospedeiros.

    Um estudo recente, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revelou que mais de 30 mil vírus desconhecidos foram encontrados incorporados no genoma de microrganismos unicelulares complexos. Esses vírus podem permitir que uma célula hospedeira replique vírus completos e funcionais, mas também podem protegê-la de infecções perigosas.

    Os pesquisadores descobriram que muitos dos vírus encontrados se assemelham a virófagos, um tipo de agente que infecta outros vírus patogênicos que tentam invadir a célula hospedeira. Assim, os virófagos podem impedir que os vírus gigantes, que são capazes de matar o hospedeiro, se reproduzam e causem danos.

    Essa descoberta é surpreendente e mostra como os vírus podem ter um papel benéfico para os seus hospedeiros, além de serem fontes de diversidade genética. Os cientistas acreditam que os vírus escondidos no DNA podem ajudar os microrganismos a se adaptarem a diferentes ambientes e condições.

  • Mais de 10 aplicativos que roubam usuários são encontrados no Google Play

    Especialistas da empresa norte-americana de software de segurança McAfee encontraram mais de dez aplicativos infectados na loja oficial Google Play.

    Especialistas afirmaram que a criação de software malicioso envolveu hackers do grupo AsiaHitGroup. O vírus chamado Sonvpay.C utiliza notificações silenciosas. Portanto, o aplicativo, depois de instalado, envia aos usuários uma notificação sobre a atualização. No entanto, a inscrição para serviços pagos é disfarçada.

    Para que os donos de smartphones com sistema operacional Android não percebam o truque, os hackers usam o WAP billing, que não requer o envio de mensagens SMS. Isso permite retirar dinheiro diretamente da conta bancária dos usuários do celular e, ao mesmo tempo, eles não encontrarão nada no histórico de mensagens enviadas.

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    Segundo a McAfee, o principal alvo dos invasores foram cidadãos do Cazaquistão e da Malásia, mas os especialistas acreditam que os fraudadores planejam expandir a escala dos crimes cibernéticos. Desde janeiro de 2018 os criminosos podem ter se apropriado de US$ 60 mil (R$ 231 mil) a US$ 145 mil (R$ 560 mil). Por Sputnik Brasil.

  • Entenda os diferentes tipos de vírus da gripe que circulam pelo Brasil

    Este ano, até 7 de abril, o Brasil contabilizou 286 casos de influenza, comumente conhecida como gripe. Desse total, 117 casos e 16 óbitos foram provocados pelo vírus H1N1, responsável pela pandemia de 2009. Já o H3N2, menos conhecido, registrou, até o momento, 71 casos e 12 mortes no país. Há poucos meses, uma mutação desse mesmo vírus provocou a morte de centenas de pessoas no Hemisfério Norte, sobretudo nos Estados Unidos.

    Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que a principal característica do vírus influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos. Para o especialista, entretanto, não há motivo para pânico.

    Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, ele alertou para a importância da vacinação, sobretudo para os que integram os chamados grupos de risco. “Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus”, explicou.

    O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe deve começar na segunda quinzena deste mês. Idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas compõem o público-alvo.

    Confira os principais trechos da entrevista com o especialista:

    Agência Brasil: Quais vírus do tipo influenza circulam no país neste momento?
    Renato Kfouri: Existem dois grandes tipos de vírus influenza que acometem humanos: A e B que, por sua vez, possuem diversos subtipos. Eles sofrem pequenas variações todos os anos e é essa capacidade de fazer mutações leves que os faz chegar, no ano seguinte, causando uma epidemia, como se a população não reconhecesse aquilo como uma doença que já teve e acabe adoecendo novamente.

    O Brasil é um país continental e, por essa razão, temos variações em relação aos subtipos de influenza que circulam neste momento. Goiânia, por exemplo, abriu a temporada com predomínio de circulação de H1N1. Já em São Paulo, temos casos confirmados e, inclusive, óbitos relacionados ao H3N2. Há, portanto, dentro de um país tão grande quanto o nosso, variações de regiões onde a epidemia anual pode se dar com mais intensidade por um tipo de vírus ou por outro.

    Agência Brasil: A exemplo do Hemisfério Norte, teremos, no Brasil, uma situação fora do comum?
    Kfouri: A cada ano, a gente experimenta estações de vírus influenza por vezes mais graves, por vezes mais simples. Este ano, ainda estamos começando nossa temporada. Ainda há poucos casos para se chegar à conclusão de que será uma temporada de predomínio de uma ou de outra variante e com que gravidade.

    No Hemisfério Norte, o que circulou na última temporada foi um H3N2 que tinha sofrido uma mutação maior em relação à circulação de anos anteriores e foi, talvez, desde a pandemia de 2009, a pior temporada de influenza que o hemisfério e, especialmente, os Estados Unidos vivenciaram. O que não quer dizer que isso vai se dar também aqui na América Latina. As temporadas dependem muito da migração do vírus, das condições climáticas. Só o acompanhamento da evolução desses casos nos permitirá dizer se essa será uma temporada de predomínio de circulação de H1N1 ou de H3N2.

    Agência Brasil: Quais as diferenças entre os dois tipos de vírus e qual pode ser considerado mais grave?
    Kfouri: Não há diferença clínica ou uma série histórica de infecções mais graves por um tipo de vírus ou por outro. Isso depende dessa variação que comentamos. Um vírus que muda muito tende a ser muito diferente e a trazer infecções mais sérias porque não encontra uma memória de proteção na população por exposições anteriores.

    Depende muito do tipo de vírus que vai circular. Se houver predomínio de um H3N2 ou um H1N1 muito diferente do que vem circulando até então, as chances de encontrar uma população ainda não exposta e fazer doenças mais graves é maior. Isso teremos que acompanhar durante a estação.

    Agência Brasil: Como fica a vacinação contra a gripe em meio a todo esse cenário?
    Kfouri: Temos casos de influenza registrados durante todo o ano no Brasil, mas a grande concentração se dá agora, final do outono e começo do inverno. Por isso, a vacinação é feita exatamente nessa época que precede a estação do vírus. Vamos vacinar no final de abril esperando que, em maio, a população esteja imunizada. Geralmente, de maio a julho é o período de maior circulação do vírus, mas isso é muito variável de ano para ano. Às vezes, começa um pouco mais cedo, às vezes, um pouco mais tarde. Não é uma coisa matemática.

    Não há que se ter pânico. Há sim que se vacinar – especialmente aqueles pertencentes a grupos de risco, onde a vulnerabilidade os torna casos com maiores chances de evoluir com gravidade. Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus. Para os que não pertencem aos grupos de risco e não têm a vacina gratuita, a orientação é procurar os serviços particulares e já se imunizar.

    Agência Brasil: Há outros cuidados a serem tomados na prevenção de casos de gripe?
    Kfouri: Além da vacinação, as maneiras importantes de prevenção do vírus da gripe incluem a lavagem frequente de mãos; se estiver doente, evitar ambientes aglomerados e o contágio para outras pessoas; usar sempre lenços descartáveis e desprezar esses lenços; cobrir a boca quando tossir com o antebraço, evitando, com isso, a disseminação do vírus; na impossibilidade da utilização de água e sabão, usar o álcool em gel, que tem uma boa ação para limpeza das mãos; crianças devem ser amamentadas e, se possível, frequentar creches mais tardiamente; não se expor ao cigarro, seja de forma ativa ou como fumante passivo, já que a fumaça é um irritante das vias aéreas e facilita a entrada dos vírus. Esses cuidados são muito importantes também para a prevenção da gripe. Com informações da Agência Brasil