Categoria: Política

  • Bolsonaro acusa PT de não querer apurar tiros que mataram Celso Daniel

    O Deputado Federal e candidato à presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), criticou os partidos políticos da esquerda, em especial o PT neste domingo. Pelo Twitter, o Deputado postou que o partido não tem o mesmo interesse em investigar o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002.

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    “A esquerda quer a apuração imediata dos tiros no ônibus do Lula. E quanto aos tiros que mataram Celso Daniel, alguém ouviu o PT querer sua elucidação? Sempre viveram de mentiras, cadáveres e miséria produzidos por eles mesmos”, publicou o presidenciável nas redes sociais.

    O assassinato de Celso Daniel foi classificado pela polícia como extorsão mediante sequestro, seguida de morte. Há quem defenda a tese de que se tratou de um crime político em torno de um suposto esquema de propina em Santo André, mas o caso não foi devidamente investigado.

  • Polícia Federal confirma soltura dos presos investigados pela Operação Skala

    A Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo confirmou apara a Agência Brasil a soltura das dez pessoas presas na última quinta-feira em uma operação que investiga desvio de recursos no setor portuário.

    A maior parte dos presos estava na sede da superintendência em São Paulo e saiu ainda na noite deste sábado. A revogação da prisão foi pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso.

    O ministro, relator do inquérito sobre os portos no STF, reconheceu que as medidas cautelares já cumpriram sua finalidade e não existiria mais fundamento legal para a manutenção das medidas.

    Entre os presos já liberados estão o ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes; o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário; e o coronel João Batista Lima, amigo do presidente Michel Temer.

    A Presidência da República divulgou nota para rebater a acusação de que o presidente Temer teria agido para beneficiar amigos empresários na edição do Decreto dos Portos.

    Após afirmar que o Decreto dos Portos não se aplica ao contrato da Rodrimar, o Palácio do Planalto afirmou, sem citar nomes, que “tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer”, com métodos e cerceamento dos direitos básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação. Por: Agência Brasil

  • Eleições 2018: novos ministros tomam posse na segunda-feira

    O Palácio do Planalto divulgou por meio de nota o nome de dois novos ministros que vão tomar posse na manhã desta segunda-feira (2).

    Valter Casimiro Silveira, que ocupava o cargo de diretor geral do DNIT, Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes, vai assumir o posto de ministro de Transportes, Portos e Aviação Civil. Ele substitui Maurício Quintella, do PR, que deixou a vaga na sexta-feira (30) para disputar as eleições de outubro.

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    O então presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, será o novo ministro da Saúde, no lugar de Ricardo Barros, do PP, que também deixou o cargo na semana passada para concorrer em outubro.

    No lugar dele, quem assume o banco público é Nelson Antônio de Souza, que desde 2015 é vice-presidente para assuntos de Habitação da Caixa.

  • Ministro do STF revoga prisões temporárias de investigados na Operação Skala

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso revogou na noite deste sábado (31) as prisões temporárias dos alvos da Operação Skala, da Polícia Federal, e determinou a imediata soltura dos presos.

    Barroso acolheu o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de revogação das prisões feito esta tarde. Segunda ela, as medidas cumpriram o objetivo legal. A PGR destacou que, quinta-feira (29), foram feitas as medidas de busca e apreensão de prisões autorizadas pelo relator do inquérito, com exceção de três pessoas que não tiveram os mandados de prisão executados por estarem no exterior, “mas dispostos a se apresentarem à autoridade policial tão logo retornem”.

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    As prisões foram determinadas no âmbito do inquérito que apura possíveis irregularidades na edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado, e que apura o suposto favorecimento a empresas do ramo portuário.

    “Desse modo, tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção das medidas, impondo-se o acolhimento da manifestação da Procuradoria-Geral da República”, escreve Barroso em sua decisão.

    Operação Skala

    Foram presas temporariamente 13 pessoas ao todo, lista que inclui o ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes; o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário; e o coronel João Batista Lima, amigo do presidente Michel Temer.

    As medidas foram determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos, no STF.

    Planalto

    A Presidência da República divulgou nota oficial na noite desta sexta-feira (30) para rebater a acusação de que o presidente Michel Temer teria agido para beneficiar amigos empresários na edição do Decreto dos Portos, no ano passado, em investigação conduzida pela PGR.

    “Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017″, diz a nota. Segundo o governo federal, “autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações” e o decreto editado em 2017 não se aplica à empresa Rodrimar S/A, acusada de ter sido beneficiada nas regras de licitação aprovadas para o setor de portos. Por: Agência Brasil

  • Bolsonaro desmente notícias sobre Frota e diz que vai acabar com Ministério da Cultura

    A semana foi marcada por mais um boato envolvendo o Deputado e pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro. Depois que diversos veículos de comunicação anunciaram que o Deputado iria nomear o ator Alexandre Frota para o Ministério da Cultura, o assunto tomou conta dos principais jornais e programas de televisão.

    Tudo começou após a divulgação de um vídeo em que o Deputado aparece ao lado do ator Alexandre Frota, e diz, em tom descontraído, que gostaria de ver o artista como ministro da cultura. Veja; Jair Bolsonaro antecipa convite para Alexandre Frota ser Ministro da Cultura

    Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro resolveu se pronunciar e desmentiu, além de dizer que vai acabar com o Ministério.

    “Não escolhi ministro da cultura, até porque, chegando lá, nem existirá esse Ministério, será uma secretaria dentro do Ministério da Educação”, afirmou pelo Twitter.

    Vale lembrar que em maio de 2016, assim que assumiu a presidência da República, o presidente Michel Temer até tentou extinguir o Ministério da Cultura, mas após vários protestos da classe artística, acabou desistindo.

  • Jair Bolsonaro nega que incentivou ataque contra caravana de Lula

    O Deputado e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, negou que tenha incentivado o ataque contra a caravana do ex-presidente Lula. Ele ainda sugeriu que os tiros dados contra a caravana foram feitos pelo próprio PT.

    Confira a reportagem completa abaixo. Não deixe de conferir, de segunda a sábado, na programação da W Rádio Brasil, o Conexão News com tudo o que acontece no Brasil e no Mundo. Ouça pelo Site, APP ou no TuneIn.

  • Polícia Federal prende José Yunes em São Paulo; defesa alega ilegalidade

    A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta (29), em São Paulo, o advogado José Yunes, ex-assessor da Presidência da República.

    Apesar de a PF dizer que não se manifestará sobre a prisão, a defesa do advogado classificou como ilegal a prisão de Yunes.

    O advogado de defesa de José Yunes afirmou em nota que “É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar. O advogado de Yunes, José Luís de Oliveira Lima, afirma que a prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”.

    Em novembro do ano passado, Yunes prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito que investiga o decreto presidencial que aumentou o prazo dos contratos de concessão de áreas portuárias, beneficiando as atuais empresas concessionárias. A polícia investiga se houve propina por parte da empresa Rodrimar para a edição do decreto.

    Em 2016, Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da presidência da República depois de ser acusado nas delações da Odebrecht de receber propina da empreiteira para o MDB na eleição de 2014.

    O partido afirma que as doações da Odebrecht foram todas legais e registradas na justiça.

    Já o presidente Temer sempre negou as acusações sobre o decreto dos portos. Por: Radioagência Nacional

  • Brasil ocupa 161° lugar em ranking da presença de mulheres no Poder Executivo

    O Brasil ocupa a 161ª posição no Ranking de Presença Feminina no Poder Executivo, dentre os 186 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) – 2018. O ranking é baseado em um índice que sintetiza dados que medem a representatividade feminina nas chefias de governo; a representatividade nas chefias de Estado; o número e a proporção de habitantes governados por mulheres e a proporção de cargos em ministérios ocupados por lideranças femininas.

    Os dados do projeto são baseados em informações das Nações Unidas, do Banco Mundial e do instituto de pesquisas The Heritage Foundation. A análise considerou 186 países reconhecidos pela ONU. Também foram coletados dados específicos em consulados e espaços oficiais dos países participantes. No caso do Brasil, foram considerados dados primários e públicos do Tribunal Superior Eleitoral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Sead).

    Dez primeiros colocados

    Segundo o ranking atual, os dez primeiros países com presença política de lideranças femininas no Executivo são: Nova Zelândia, Chile, Reino Unido, Suíça, Ilhas Marshall, Myanmar, Islândia, Noruega, Peru e Alemanha. Todos eles tinham mulheres como chefes de Governo, sendo que cinco dessas nações também contam com mulheres chefes de Estado. Mas, mesmo nesses dez países mais bem colocados, a média de mulheres em ministérios é de 28,5%, o que está longe de representar o percentual de mulheres na população mundial, que é de pouco menos da metade do total. De acordo com as Nações Unidas, existem no mundo 101,8 homens para cada 100 mulheres.

    Quando comparados continentes, o que está melhor posicionado é a Europa, onde as mulheres ocupam 20,4% das cadeiras de chefias de Governo totais. O mesmo ocorre com a proporção média europeia de mulheres ocupantes de cargos político-administrativos de primeiro escalão: elas estão em 24,7% dessas posições no continente. As Américas juntas estão na segunda posição, seguida pela Ásia e pela África subsaariana, conforme divisão territorial estabelecida na pesquisa. Em último lugar, está o Norte da África, onde não há mulher como chefe de Governo.

    De acordo com o PMI, a média mundial de representatividade feminina em chefias de Governo é de 7,53%. Já a proporção de mulheres que ocupam cargos em ministérios é de 18,4%. “Nós estamos mostrando que 92% dos chefes de Governo no mundo são do sexo masculino. A representatividade das mulheres é muito baixa”, enfatiza Marlene Machado, diretora executiva do projeto. Uma situação que encontra eco na história: desde 1940 até hoje, detalha o estudo, apenas 135 mulheres foram chefes de Governo, em 73 países.

    Outro elemento histórico que ajuda a explicar a situação é o acesso ao voto. A Nova Zelândia, primeira colocada no ranking, é também a que detém o direito ao voto feminino há mais tempo: 125 anos. Lá, o direito foi garantido apenas quatro anos após os homens terem votado pela primeira vez. Austrália, Finlândia e Noruega vêm logo em seguida com 124, 112 e 105 anos de direito ao voto feminino, respectivamente. No Brasil, os homens votam desde 189, mas as mulheres só passaram a votar e poder serem votadas em 1932, há 86 anos. A diferença do tempo de homens e mulheres como votantes aqui é de 41 anos.

    Brasil distante da igualdade

    No ano passado, o Brasil estava em 115° lugar no ranking mundial. Agora, o resultado mostra que a inserção das mulheres brasileiras em cargos de chefia é uma das piores no mundo e a pior da América Latina. A desigualdade fica nítida quando analisadas as eleições presidenciais, para governo dos estados e também para as prefeituras das capitais, bem como a composição ministerial e dos secretariados, segundo a pesquisa.

    As mulheres eram três dos 11 postulantes à Presidência da República nas últimas eleições no Brasil. A vencedora, Dilma Rousseff, foi a única mulher a ocupar o cargo, o que ocorreu em 2010 e em 2014. Nos ministérios, a participação das mulheres era de 4% do total em 2016. Hoje é ainda menor: 96,5% dos cargos de ministro estão ocupados por homens, segundo o PMI.

    No caso dos governos estaduais, analisando as eleições de 1992 até 2014, o estudo mostra que o melhor ano em representatividade feminina foi 2006, quando três mulheres foram eleitas governadoras. Nas últimas eleições, em 2014, apenas uma mulher foi eleita: Suely Campos, atual governadora de Roraima. O número de cadeiras nos governos estaduais ocupadas por mulheres hoje é o mesmo que o de 24 anos atrás.

    Em Roraima, 27% do secretariado são ocupados por mulheres, o que torna o estado o quarto com maior presença feminina nesses postos. Em primeiro lugar está a Paraíba, com 37,21% de secretarias ocupadas por mulheres, depois Mato Grosso do Sul (30,77%) e Acre (29,17%).

    Prefeitas

    Quanto às prefeituras, foram analisados 5.477 dos 5.570 municípios – diferença decorrente da falta de disponibilização de dados por parte de alguns deles. Ao todo, no Brasil, existem 4.838 prefeitos do sexo masculino e apenas 639 prefeitas mulheres. A pesquisa também aponta que muitas das atuais prefeitas já disputaram reeleição. “Isso mostra que, além de serem poucas candidatas, são poucas as candidatas que têm um desempenho suficiente para se eleger. 70% das candidatas a prefeita não se elegem”, destaca Marlene Machado.

    A partir da análise do crescimento da participação nos pleitos e cargos, o projeto estimou que a igualdade de gênero na titularidade das prefeituras só chegará em 20 anos e meio, ao passo que 47 anos e 9 meses serão necessários para que as mulheres consigam ocupar metade das cadeiras para governadores.

    Para mudar a situação, Marlene defende uma mudança estrutural dos próprios partidos políticos, bem como abertura do debate com a sociedade sobre a participação das mulheres na política. “Eu creio que seria muito importante que as mulheres fizessem parte das direções dos partidos, para que elas também pudessem ter poder de decisões, e mais acesso ao fundo partidário para que elas possam ter uma campanha melhor”, alertou. Por: EBC