Categoria: Política

  • Ex-esposa de Bolsonaro desmente Folha e diz: ‘nada vai fazer com que ele caia’

    Ana Cristina Valle, ex-esposa do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, gravou vídeo na noite dessa terça-feira (25) negando que o capitão reformado do Exército tenha lhe ameaçado de morte.

    O caso ganhou repercussão depois que o Jornal Folha de São Paulo publicou que Bolsonaro havia ameaçado a ex-mulher enquanto o casal travava uma briga judicial pela guarda do filho deles, Renan, com então 11 anos.

    No vídeo, Ana afirma que o jornal mentiu ao publicar o conteúdo.

    “Ele é muito querido por mim e por todos. É pai do meu filho, não tem essa índole para fazer tal coisa. Espero que vocês acreditem, porque essa mídia só quer denegrir a imagem dele. Eu acredito que ele ganhe em primeiro turno. Nada vai fazer com que ele caia”, disse.

    Entenda o caso

    O jornal Folha De São Paulo publicou uma reportagem revelando um telegrama arquivado pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Na época Bolsonaro e Ana Cristina travavam uma disputa judicial no Rio de Janeiro sobre a guarda do filho do casal de 12 anos.

    Na época, ao ser informado sobre a ida da ex-mulher com o filho para a Europa, Jair Bolsonaro procurou o setor do Itamaraty que é destinado ao atendimento das demandas dos parlamentares. Para receber atenção da pasta, os assuntos devem estar ligados diretamente ao exercício do mandato legislativo.

    “A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”, diz o telegrama.

    Veja o vídeo abaixo:

  • Ex-mulher de Bolsonaro disse ter sofrido ameaça de morte pelo candidato

    A ex-mulher do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle afirmou ao Itamaraty em 2011 que foi ameaçada de morte por ele, motivo que a levou a deixar o Brasil.

    O relato consta de um telegrama arquivado pelo órgão, obtido pela Folha de S.Paulo. Na época Bolsonaro e Ana Cristina travavam uma disputa judicial no Rio de Janeiro sobre a guarda do filho do casal de 12 anos.

    “A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”, diz o telegrama. O documento inicialmente obtido pelo jornal via Lei de Acesso à Informação tinha este e outro trecho tarjados.

    Procurado por meio de sua assessoria, Bolsonaro não havia se pronunciado até o fechamento desta reportagem. Ele está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando de um atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG) no último dia 6 de setembro.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo na semana passada, Ana Cristina disse que o deputado estava equivocado porque ela não tinha a intenção de fugir com a criança, e sim passar um período de férias na Noruega porque o menino reivindicava a presença da mãe ao seu lado. Ela disse que a ligação telefônica dada pelo pessoal da embaixada foi para seu marido norueguês, e não para ela.

  • Administradora de página contra Bolsonaro é agredida no Rio de Janeiro

    Maria Tuca Santiago, uma das administradoras do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” no Facebook, foi agredida por três homens armados, na noite desta segunda (24).

    Ela também é coordenadora de campanha do candidato a deputado estadual Sérgio Ricardo Verde (PSOL) do Rio de Janeiro.

    O candidato disse ao UOL que os agressores desceram de um táxi amarelo e, armados, deram coronhadas em Tuca e levaram o celular dela.

    Segundo o candidato, Maria é conhecida e já sofreu ameaças.

    “Ela é uma figura conhecida aqui por suas posições, trabalha em projetos sociais em comunidades, como capacitação profissional de jovens. Neste momento trabalhava pela reabertura da maternidade da Ilha do Governador. No domingo um homem pegou o panfleto da mão dela, amassou e apontou para ela com a mão em formato de arma”, disse ele.

    Segundo nota do partido, Maria foi encaminhada ao hospital e de lá seguiu para a delegacia a para prestar queixa.

  • Dilma parte para o ataque e chama Bolsonaro ‘o coiso’

    A ex-presidente Dilma Rousseff, candidata ao Senado em Minas pelo PT, voltou a atacar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em um discurso nesta segunda-feira (24), Dilma chamou Bolsonaro de “coiso”.

    “No dia 7, estamos disputando o momento mais delicado da vida política do Brasil. Tem um confronto entre civilização e barbárie, e nós sabemos que o coiso é a barbárie. O coiso é negar todos os direitos que nós conquistamos nas últimas décadas”, disse ela.

    “A descrença na política alimenta um salvador da pátria, que salva chutando e destruindo, destilando ódio em vez de construir uma sociedade de respeito, em que o preconceito não opera”, completou.

    A ex-presidente ainda ligou os tucanos a Bolsonaro.

    “O fato mais grave que a gente deve atribuir aos tucanos é ter permitido o surgimento de uma extrema-direita e seus filhotes: todos os MBL, os Vem Pra Rua”, disse ela.

    Apesar de pregar que é defensora da democracia, Dilma não quis tirar uma foto ao lado de um cartaz que estampava a cara de Bolsonaro. Mesmo depois que vários membros do PT explicaram que na verdade a imagem era contra o presidenciável, a ex-presidente jogou o cartaz fora.

  • Ministério Público de São Paulo abre inquérito contra Alckmin

    O Ministério Público de São Paulo decidiu abrir um inquérito contra o candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, após uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrar que algumas desapropriações feitas em seu governo beneficiaram seus familiares.

    Quando era Governador de São Paulo, entre 2013 e 2014, Alckmin assinou dois decretos que levaram a desapropriações dos terrenos de Othon Cesar Ribeiro, sobrinho do tucano, e Juliana Fachada Cesar Ribeiro, hoje sua ex-mulher e mãe de seus quatro filhos.

    O promotor Marcelo Milani pediu a abertura da investigação e deu um prazo de 20 dias para que Alckmin e seus familiares se manifestem sobre as acusações.

    Segundo Milani, o fato narrado pode configurar enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação de princípios da administração pública e, portanto, ato de improbidade administrativa.

    Alckmin afirmou, por meio de sua assessoria, que não interferiu no traçado do contorno de São Roque e que é “descabida e ofende o bom senso” a ideia de que o processo de desapropriação foi conduzido “apenas para beneficiar parentes do ex-governador”.

    A 13 dias do primeiro turno, Alckmin tem aparecido nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto em quarto lugar, bem atrás dos principais adversários, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

  • Ciro Gomes chama Bolsonaro de ‘nazista filho da p*’

    O candidato a presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a criar polêmica durante um comício em Goiânia.

    O candidato se exaltou após um homem subir em seu carro de som com uma camiseta em apoio a Jair Bolsonaro.

    Depois de uma confusão, Ciro chamou o candidato do PSL de “nazista filho da p*”.

    “Olha o que é cultura de ódio, um bobinho, que não deve ter culpa de nada, acabou de criar uma confusão aqui trazendo uma camisa do adversário”, narrou Ciro.

    “Por que? Porque ele, fanático como é, que nem o doido que enfiou uma faca nele, acha que a política pode ser resolvida assim”, completou.

    Depois que apoiadores do candidato se exaltaram, Ciro pediu que não seus militantes não fizessem nada o homem.

    “Tenham paciência com ele, ele não é culpado de nada, ele é só vítima desse nazista filho da p*”, finalizou Gomes.

    Assista abaixo:

  • Em momento bizarro, Dilma se atrapalha em discurso: ‘Dois Pimentel’

    A candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff, se atrapalhou durante sua participação em um comício lado de Fernando Haddad e Fernando Pimentel.

    Ao apresentar os dois, a petista se confundiu:

    “Estou aqui com o Fernando Pimentel e com o Fernando Haddad, dois Haddads. Não, dois Pimenteis. Não, um Fernando”, disse Dilma.

    Durante o seu discurso, a ex-presidente mais uma vez reclamou ter sido vítima de um golpe que levou e pediu aos mineiros que votem nos candidatos do PT.

    A ex-presidente, que sofreu impeachment e não finalizou seu governo, lidera as intenções de voto para o Senado. Já Fernando Pimentel, que é candidato ao governo de MG, aparece em segundo lugar nas pesquisas. Fernando Haddad, que substituiu o ex-presidente Lula, segue em segundo lugar.

  • “Famílias com mãe e avó formam desajustados”, diz vice de Bolsonaro

    O general da reserva, Hamilton Mourão, que é vice na chapa de Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (17) que famílias pobres sem pai e sem avô são fábricas de desajustados que fornecem mão-de-obra ao narcotráfico.

    “A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas”, disse ele, durante palestra a empresários.

    Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas.

    “E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí”, completou.

    A fala de Mourão logo repercutiu nas redes sociais. Pelo Twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) respondeu ao General e aproveitou para atacar Bolsonaro.

    “Desajustada é essa dupla”

    “Casa só com mãe e avó é fábrica de desajustados”, diz Mourão vice do ódio. Ele se refere a 40% dos lares brasileiros! Milhões de famílias são de desajustados? Não! Gratidão pelo bem q fazem Mães e Avós! Respeito com elas! Desajustada é essa dupla: #EleNão e o vice #EleJamais”

    A jornalista Rachel Sheherazade também opinou sobre a fala do General.

    “Sou mulher. Crio dois filhos sozinha. Fui criada por minha mãe e minha avó. Não. Não somos criminosas. Somos heroínas”, escreveu a apresentadora do SBT em sua conta no Twitter.

  • PT deve indicar substituto de Lula nas próximas horas

    O Partido dos Trabalhadores têm até hoje para indicar o substituto de Lula na chapa ao Planalto. A determinação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a defesa de Lula já entrou com novo recurso para tentar adiar essa troca.

    Os petistas dizem que as esperanças voltaram depois que a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a Ministra Rosa Weber, enviou ao supremo o recurso do ex-presidente Lula contra decisão do TSE, que barrou a candidatura dele à presidência com base na lei da ficha limpa.

    Mas Rosa Weber não concordou em prorrogar o prazo para o PT trocar o nome de Lula na cabeça de chapa, que vence nesta terça-feira (11)

    As atenções agora se voltam para o relator do recurso, o Ministro Celso de Mello, que vai decidir nas próximas horas sobre dois pedidos da defesa do petista.

    O primeiro é para que suspenda a decisão do TSE, que tornou Lula inelegível e assegure a ele o direito de concorrer a eleição com base no parecer do comitê de Direitos Humanos da ONU. O outro é para que a substituição de nomes na chapa, só ocorra depois da palavra final do plenário do supremo.

    O partido tenta empurrar a para o dia 17, que é o prazo final da imposto pela Justiça Eleitoral para substituição de candidatos.

    PT ainda divulga propaganda eleitoral com Lula

    O Ministro Luis Roberto Barroso, que é vice-presidente do TSE e relator do caso Lula no tribunal, voltou a alertar os partidos PT, PC do b e PROS, que retirem do rádio e da televisão e de qualquer meio de comunicação, as propagandas da coligação apoiando a candidatura de Lula à presidência.

    A determinação de Barroso atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral e foi ignorada por esses partidos.

    Nos bastidores, alguns ministros do TSE dizem que o próprio tribunal tem uma parcela de responsabilidade pela confusão que virou a propaganda da coligação petista.

    Em seu voto original, Barroso havia proibido a publicidade do PT no rádio e na TV, até que Lula fosse substituído, mas voltou atrás e permitiu a propaganda da chapa mesmo desfalcada.

    A coligação aproveitou essa brecha para utilizar a imagem de Lula de diversas formas, o que pode confundir o eleitor.

  • Comissão Senado do Futuro debate democratização dos meios de comunicação

    As estratégias usadas pela grande mídia para se legitimar como único modelo possível de comunicação foram um dos problemas apontadas pelos especialistas que participaram de debate nesta segunda-feira (10). A audiência pública da Comissão Senado do Futuro (CSF) tinha como tema a democratização dos meios de comunicação.

    O professor José Salomão David Amorim, da Universidade de Brasília (UnB), citou como um dos requisitos para essa democratização o acesso da população às estruturas de produção e transmissão. Esse acesso, na visão do professor, esbarra no “gigantismo” do formato comercial da comunicação.

    — Esse formato acaba determinando não só o assunto, mas também quem fala e como se fala — criticou.

    Ele apontou o oligopólio na comunicação como uma “muralha impenetrável” formada por empresários, políticos e democracia estatal. Apesar de algumas novas experiências de jornalismo cidadão terem surgido na internet, a mídia corporativa continua restringindo a participação do público a situações em que há como controlar a palavra. Para ele, até a intensificação da campanha contra as fake news por parte dos grandes meios, como se tudo o que se produz fora não tivesse credibilidade, faz parte dessa estratégia.

    Poder

    Para Venício Lima, professor emérito da UnB, há a existência de uma estratégia para manter o poder nas mãos das grandes empresas. Ele ressaltou que essas artimanhas, por enquanto, têm sido bem sucedidas.

    — Em geral, os grandes grupos de mídia no Brasil se apropriam de uma causa que tem amplo apoio na sociedade, se identificam com ela, viram seus defensores e atribuem a seus adversários o papel de opositores dessa causa. Isso tem acontecido com frequência — lamentou o professor, que citou como exemplo a democracia, o combate à corrupção e a liberdade de expressão.

    Para ele, o fato de a grande mídia de se colocar em um local de fala de defensora da liberdade de expressão tem, na verdade, impedido a democratização. Isso ocorre, de acordo com o professor, porque as grandes empresas taxam de censores todos aqueles que defendem a regulamentação da mídia, o cumprimento do que já está na Constituição e a discussão de questões como a propriedade cruzada dos meios de comunicação, quando um mesmo grupo controla diferentes tipos de veículos.

    Congresso

    Willon Wander Lopes, vice-presidente da União Planetária, lembrou que é a partir da democratização dos meios de comunicação que a sociedade pode dizer o que pensa. Ele disse acreditar que o Congresso pode abrir portas para para que o povo possa não só falar, mas ser ouvido.

    Isaac Róitman, também professor emérito da Universidade de Brasília, destacou as intervenções feitas na audiência por cidadãos que usaram o Portal e-Cidadania. Para ele, o canal é um meio para que os cidadãos se expressem e participem do debate.

    Diretor da TV Comunitária de Brasília, Paulo Miranda defendeu a municipalização da comunicação por meio dos canais da cidadania. Ele lembrou que esses canais, disponíveis no sistema de TV digital, podem levar informações importantes para os cidadãos de cada município do Brasil, especialmente em termos de serviços públicos.

    — É importante que os novos parlamentares que serão eleitos atentem para isso, para que nós possamos realmente democratizar a comunicação pela municipalização sem bater de frente com os canais comerciais que já existem —disse o jornalista.

    A Comissão Senado do Futuro é presidida pelo senador Hélio José (Pros-DF). Por Agência Senado.