Categoria: Saúde

  • Como a Fiocruz se tornou referência na produção de um medicamento essencial para o combate à malária

    Como a Fiocruz se tornou referência na produção de um medicamento essencial para o combate à malária

    A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é responsável por cerca de 400 mil mortes por ano, sendo a maioria delas na África.

    No Brasil, a doença é endêmica na região amazônica, onde ocorrem mais de 90% dos casos.

    O tratamento da malária depende do tipo de parasita, da gravidade da infecção e da resistência aos medicamentos disponíveis. Um dos fármacos mais utilizados é a primaquina, que tem ação contra as formas latentes do Plasmodium vivax e do Plasmodium ovale, que podem permanecer no fígado e causar recaídas da doença.

    A primaquina é um medicamento antigo, descoberto na década de 1940, mas ainda não há substitutos eficazes para ele. No entanto, a sua produção e distribuição enfrentam diversos desafios, como a escassez de matéria-prima, a falta de interesse da indústria farmacêutica e as exigências regulatórias.

    Nesse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) se destaca como um dos principais produtores de primaquina no mundo. A instituição é referência na fabricação das doses de 5 mg e 15 mg do medicamento, reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como produtos de referência.

    Isso significa que as primaquinas de Farmanguinhos têm eficácia, segurança e qualidade comprovadas cientificamente e que servem como padrão para os demais laboratórios que pretendam registrar ou regularizar seus produtos perante a Anvisa. Para isso, eles devem realizar estudos de bioequivalência que demonstrem que seus medicamentos são equivalentes aos de Farmanguinhos.

    O desenvolvimento tecnológico das primaquinas de Farmanguinhos foi totalmente interno e iniciado em 2014. O projeto envolveu diversas etapas, desde a pesquisa básica até a produção industrial, passando pela formulação, pelos testes pré-clínicos e clínicos e pelo registro sanitário.

    Um dos desafios foi adequar a concentração do insumo farmacêutico ativo (IFA) nas diferentes doses do medicamento. A dose de 5 mg é voltada para o público adulto e pediátrico a partir de 6 meses de idade e foi registrada pela Anvisa em março de 2022. Já a dose de 15 mg é indicada para adultos e foi registrada em 2017.

    Outro desafio foi garantir a estabilidade do produto, que é sensível à luz e à umidade. Para isso, foram utilizados excipientes adequados e embalagens especiais que protegem o medicamento da degradação.

    As primaquinas de Farmanguinhos são fornecidas ao Ministério da Saúde (MS) para auxiliar no tratamento completo da malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM). Em 2021, foram distribuídas mais de 2 milhões de unidades farmacêuticas ao MS.

    A produção das primaquinas faz parte da missão de Farmanguinhos/Fiocruz de disponibilizar medicamentos efetivos para o tratamento de doenças negligenciadas, que afetam principalmente as populações mais vulneráveis. Além disso, a instituição contribui para a soberania nacional na área farmacêutica e para a regulação do mercado no setor.

    Farmanguinhos também é referência na produção de outros medicamentos essenciais para o SUS, como os antirretrovirais para o tratamento do HIV/Aids e os tuberculostáticos para o tratamento da tuberculose. Esses medicamentos estão nas listas A e B da Anvisa, que contêm os produtos de referência do órgão.

    Com esse trabalho, Farmanguinhos reafirma o seu compromisso com a saúde pública e com a inovação tecnológica no campo dos fármacos e medicamentos.

    Fonte: Link.

    No Brasil, a doença é endêmica na região amazônica, onde ocorrem mais de 90% dos casos.

    O tratamento da malária depende do tipo de parasita, da gravidade da infecção e da resistência aos medicamentos disponíveis. Um dos fármacos mais utilizados é a primaquina, que tem ação contra as formas latentes do Plasmodium vivax e do Plasmodium ovale, que podem permanecer no fígado e causar recaídas da doença.

    A primaquina é um medicamento antigo, descoberto na década de 1940, mas ainda não há substitutos eficazes para ele. No entanto, a sua produção e distribuição enfrentam diversos desafios, como a escassez de matéria-prima, a falta de interesse da indústria farmacêutica e as exigências regulatórias.

    Nesse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) se destaca como um dos principais produtores de primaquina no mundo. A instituição é referência na fabricação das doses de 5 mg e 15 mg do medicamento, reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como produtos de referência.

    Isso significa que as primaquinas de Farmanguinhos têm eficácia, segurança e qualidade comprovadas cientificamente e que servem como padrão para os demais laboratórios que pretendam registrar ou regularizar seus produtos perante a Anvisa. Para isso, eles devem realizar estudos de bioequivalência que demonstrem que seus medicamentos são equivalentes aos de Farmanguinhos.

    O desenvolvimento tecnológico das primaquinas de Farmanguinhos foi totalmente interno e iniciado em 2014. O projeto envolveu diversas etapas, desde a pesquisa básica até a produção industrial, passando pela formulação, pelos testes pré-clínicos e clínicos e pelo registro sanitário.

    Um dos desafios foi adequar a concentração do insumo farmacêutico ativo (IFA) nas diferentes doses do medicamento. A dose de 5 mg é voltada para o público adulto e pediátrico a partir de 6 meses de idade e foi registrada pela Anvisa em março de 2022. Já a dose de 15 mg é indicada para adultos e foi registrada em 2017.

    Outro desafio foi garantir a estabilidade do produto, que é sensível à luz e à umidade. Para isso, foram utilizados excipientes adequados e embalagens especiais que protegem o medicamento da degradação.

    As primaquinas de Farmanguinhos são fornecidas ao Ministério da Saúde (MS) para auxiliar no tratamento completo da malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM). Em 2021, foram distribuídas mais de 2 milhões de unidades farmacêuticas ao MS.

    A produção das primaquinas faz parte da missão de Farmanguinhos/Fiocruz de disponibilizar medicamentos efetivos para o tratamento de doenças negligenciadas, que afetam principalmente as populações mais vulneráveis. Além disso, a instituição contribui para a soberania nacional na área farmacêutica e para a regulação do mercado no setor.

    Farmanguinhos também é referência na produção de outros medicamentos essenciais para o SUS, como os antirretrovirais para o tratamento do HIV/Aids e os tuberculostáticos para o tratamento da tuberculose. Esses medicamentos estão nas listas A e B da Anvisa, que contêm os produtos de referência do órgão.

    Com esse trabalho, Farmanguinhos reafirma o seu compromisso com a saúde pública e com a inovação tecnológica no campo dos fármacos e medicamentos.

    Fonte: Link.

  • Por que a vacinação contra a poliomielite é importante para o Brasil?

    Por que a vacinação contra a poliomielite é importante para o Brasil?

    A poliomielite é uma doença grave que pode causar paralisia e até morte em crianças e adultos.

    A única forma de prevenção é a vacinação, que deve ser feita em todas as crianças menores de cinco anos.

    No entanto, o Brasil está em uma situação de alto risco de volta da poliomielite, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Isso se deve à baixa cobertura vacinal e à fragilidade dos sistemas de vigilância epidemiológica.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2020 cerca de 1 milhão de crianças brasileiras não receberam as doses de vacina contra a poliomielite. A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças nessa faixa etária.

    O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994. Mas isso não significa que podemos relaxar na prevenção. O vírus da poliomielite ainda circula em dois países: Afeganistão e Paquistão. Se ele entrar no Brasil, pode encontrar uma população suscetível e provocar um surto.

    Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis levem as crianças para vacinar conforme o calendário nacional de vacinação. A vacina é segura, eficaz e gratuita. Além de proteger as crianças, a vacinação contribui para a erradicação mundial da poliomielite, um objetivo que está cada vez mais próximo.

    Não deixe que essa doença volte a ameaçar a saúde das nossas crianças. Vacine contra a poliomielite e mantenha o Brasil livre dessa doença.

    A única forma de prevenção é a vacinação, que deve ser feita em todas as crianças menores de cinco anos.

    No entanto, o Brasil está em uma situação de alto risco de volta da poliomielite, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Isso se deve à baixa cobertura vacinal e à fragilidade dos sistemas de vigilância epidemiológica.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2020 cerca de 1 milhão de crianças brasileiras não receberam as doses de vacina contra a poliomielite. A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças nessa faixa etária.

    O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994. Mas isso não significa que podemos relaxar na prevenção. O vírus da poliomielite ainda circula em dois países: Afeganistão e Paquistão. Se ele entrar no Brasil, pode encontrar uma população suscetível e provocar um surto.

    Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis levem as crianças para vacinar conforme o calendário nacional de vacinação. A vacina é segura, eficaz e gratuita. Além de proteger as crianças, a vacinação contribui para a erradicação mundial da poliomielite, um objetivo que está cada vez mais próximo.

    Não deixe que essa doença volte a ameaçar a saúde das nossas crianças. Vacine contra a poliomielite e mantenha o Brasil livre dessa doença.

  • Hipertensão no Brasil: Recorde de Mortalidade em uma Década

    Hipertensão no Brasil: Recorde de Mortalidade em uma Década

    A hipertensão arterial é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    No Brasil, essa doença tem se mostrado cada vez mais preocupante, atingindo um recorde de mortalidade nos últimos dez anos, de acordo com a matéria “Mortalidade por hipertensão atinge recorde dos últimos dez anos no Brasil; saiba como prevenir” publicada pela CNN Brasil. Neste artigo, iremos analisar os dados apresentados na matéria e discutir medidas preventivas que podem ser adotadas para combater a hipertensão arterial.

    De acordo com a matéria, a mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu níveis alarmantes nos últimos anos. A hipertensão é conhecida como a “assassina silenciosa” por ser uma doença assintomática na maioria dos casos, mas que pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Essa condição está diretamente relacionada a hábitos de vida inadequados, como sedentarismo, alimentação não saudável e consumo excessivo de sal.

    A prevenção é a chave para combater a hipertensão arterial. É fundamental adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Reduzir o consumo de sal é uma das medidas mais eficazes para controlar a pressão arterial. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, pois ambos estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da hipertensão arterial.

    Uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e alimentos com baixo teor de gordura saturada, pode ajudar a reduzir a pressão arterial. A restrição de alimentos processados e ricos em sódio também é essencial. A prática regular de exercícios físicos, como caminhadas, corridas, natação ou qualquer outra atividade aeróbica, fortalece o sistema cardiovascular e auxilia no controle da pressão arterial.

    Além das mudanças no estilo de vida, é importante realizar consultas médicas regulares para monitorar a pressão arterial. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é essencial para evitar complicações futuras. Os profissionais de saúde podem indicar o tratamento adequado, que pode envolver a prescrição de medicamentos para controlar a pressão arterial.

    Outro ponto abordado na matéria é a importância da conscientização e da educação da população sobre a hipertensão arterial. É fundamental que as pessoas entendam os riscos associados à doença e saibam como preveni-la. Campanhas de saúde pública, palestras educativas e divulgação de informações claras e acessíveis são essenciais para disseminar o conhecimento sobre a hipertensão arterial e promover a adoção de medidas preventivas.

    Em suma, a hipertensão arterial é uma condição preocupante no Brasil, com um aumento significativo na mortalidade nos últimos dez anos. A prevenção desempenha um papel fundamental no combate a essa doença. Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do consumo de sal e visitas regulares ao médico são medidas essenciais. A conscientização da população sobre os riscos e a prevenção da hipertensão arterial também desempenha um papel crucial na redução dos índices de mortalidade relacionados a essa doença.

    Fonte: Link.

    Conheça as Medidas Preventivas para Combater a Hipertensão Arterial

    No Brasil, essa doença tem se mostrado cada vez mais preocupante, atingindo um recorde de mortalidade nos últimos dez anos, de acordo com a matéria “Mortalidade por hipertensão atinge recorde dos últimos dez anos no Brasil; saiba como prevenir” publicada pela CNN Brasil. Neste artigo, iremos analisar os dados apresentados na matéria e discutir medidas preventivas que podem ser adotadas para combater a hipertensão arterial.

    De acordo com a matéria, a mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu níveis alarmantes nos últimos anos. A hipertensão é conhecida como a “assassina silenciosa” por ser uma doença assintomática na maioria dos casos, mas que pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Essa condição está diretamente relacionada a hábitos de vida inadequados, como sedentarismo, alimentação não saudável e consumo excessivo de sal.

    A prevenção é a chave para combater a hipertensão arterial. É fundamental adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Reduzir o consumo de sal é uma das medidas mais eficazes para controlar a pressão arterial. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, pois ambos estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da hipertensão arterial.

    Uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e alimentos com baixo teor de gordura saturada, pode ajudar a reduzir a pressão arterial. A restrição de alimentos processados e ricos em sódio também é essencial. A prática regular de exercícios físicos, como caminhadas, corridas, natação ou qualquer outra atividade aeróbica, fortalece o sistema cardiovascular e auxilia no controle da pressão arterial.

    Além das mudanças no estilo de vida, é importante realizar consultas médicas regulares para monitorar a pressão arterial. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial é essencial para evitar complicações futuras. Os profissionais de saúde podem indicar o tratamento adequado, que pode envolver a prescrição de medicamentos para controlar a pressão arterial.

    Outro ponto abordado na matéria é a importância da conscientização e da educação da população sobre a hipertensão arterial. É fundamental que as pessoas entendam os riscos associados à doença e saibam como preveni-la. Campanhas de saúde pública, palestras educativas e divulgação de informações claras e acessíveis são essenciais para disseminar o conhecimento sobre a hipertensão arterial e promover a adoção de medidas preventivas.

    Em suma, a hipertensão arterial é uma condição preocupante no Brasil, com um aumento significativo na mortalidade nos últimos dez anos. A prevenção desempenha um papel fundamental no combate a essa doença. Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do consumo de sal e visitas regulares ao médico são medidas essenciais. A conscientização da população sobre os riscos e a prevenção da hipertensão arterial também desempenha um papel crucial na redução dos índices de mortalidade relacionados a essa doença.

    Fonte: Link.

  • Transição de gênero: o que você precisa saber

    Transição de gênero: o que você precisa saber

    A transição de gênero é um processo pelo qual uma pessoa busca adequar sua aparência física e sua expressão de gênero à sua identidade de gênero, ou seja, ao seu sentimento interno de ser homem, mulher ou não binário.

    Esse processo pode envolver diferentes tipos de tratamentos, como a terapia hormonal e a cirurgia de redesignação sexual.

    A terapia hormonal consiste no uso de medicamentos que alteram os níveis dos hormônios sexuais no organismo, promovendo mudanças corporais que feminizam ou masculinizam a pessoa. Esses medicamentos devem ser prescritos e acompanhados por um médico especialista, após uma avaliação clínica e psicológica. A terapia hormonal pode ser iniciada a partir dos 16 anos, conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

    A cirurgia de redesignação sexual é um procedimento que modifica os órgãos genitais da pessoa, de acordo com seu gênero desejado. Essa cirurgia é indicada apenas para uma parte das pessoas trans, que sentem desconforto ou sofrimento com seus genitais. A cirurgia só pode ser realizada após dois anos de terapia hormonal e com o consentimento do paciente. A idade mínima para a cirurgia é de 18 anos, segundo a portaria do Ministério da Saúde.

    Além da terapia hormonal e da cirurgia de redesignação sexual, existem outros tratamentos que podem auxiliar na transição de gênero, como a depilação a laser, a fonoaudiologia, a psicoterapia e as cirurgias acessórias (como mamoplastia, tireoplastia, lipoaspiração etc.). Esses tratamentos devem ser avaliados caso a caso, de acordo com as necessidades e os desejos de cada pessoa.

    A transição de gênero é um direito das pessoas trans e deve ser respeitada pela sociedade. Os tratamentos para transição de gênero são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em serviços especializados espalhados pelo país. Para iniciar o processo de transição, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um centro de referência em saúde da população LGBT.

    Esse processo pode envolver diferentes tipos de tratamentos, como a terapia hormonal e a cirurgia de redesignação sexual.

    A terapia hormonal consiste no uso de medicamentos que alteram os níveis dos hormônios sexuais no organismo, promovendo mudanças corporais que feminizam ou masculinizam a pessoa. Esses medicamentos devem ser prescritos e acompanhados por um médico especialista, após uma avaliação clínica e psicológica. A terapia hormonal pode ser iniciada a partir dos 16 anos, conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

    A cirurgia de redesignação sexual é um procedimento que modifica os órgãos genitais da pessoa, de acordo com seu gênero desejado. Essa cirurgia é indicada apenas para uma parte das pessoas trans, que sentem desconforto ou sofrimento com seus genitais. A cirurgia só pode ser realizada após dois anos de terapia hormonal e com o consentimento do paciente. A idade mínima para a cirurgia é de 18 anos, segundo a portaria do Ministério da Saúde.

    Além da terapia hormonal e da cirurgia de redesignação sexual, existem outros tratamentos que podem auxiliar na transição de gênero, como a depilação a laser, a fonoaudiologia, a psicoterapia e as cirurgias acessórias (como mamoplastia, tireoplastia, lipoaspiração etc.). Esses tratamentos devem ser avaliados caso a caso, de acordo com as necessidades e os desejos de cada pessoa.

    A transição de gênero é um direito das pessoas trans e deve ser respeitada pela sociedade. Os tratamentos para transição de gênero são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em serviços especializados espalhados pelo país. Para iniciar o processo de transição, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um centro de referência em saúde da população LGBT.

  • Gripe aviária: o que é, como se transmite e como se prevenir

    Gripe aviária: o que é, como se transmite e como se prevenir

    A gripe aviária é uma doença causada por uma variedade do vírus influenza A que afeta principalmente as aves, mas que pode infectar alguns mamíferos, incluindo humanos.

    Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, mas podem evoluir para complicações graves, como pneumonia ou sangramento.

    A transmissão da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo de carne mal cozida. A doença é considerada de alto risco para a avicultura comercial, pois pode causar grandes perdas econômicas e sanitárias.

    Para prevenir a gripe aviária, é importante evitar o contato com aves doentes ou mortas, usar equipamentos de proteção ao manusear carne crua ou abatida e cozinhar bem os alimentos de origem animal. Além disso, é fundamental notificar os órgãos oficiais de saúde animal em caso de suspeita da doença.

    A gripe aviária e a influenza são termos que se referem à mesma doença causada por uma variedade do vírus Influenza A.

    A gripe aviária é também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária. Existem diferentes subtipos do vírus Influenza A que podem causar a gripe aviária, sendo os mais comuns o H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

    Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, mas podem evoluir para complicações graves, como pneumonia ou sangramento.

    A transmissão da gripe aviária para humanos é rara, mas pode acontecer pelo contato direto com aves infectadas ou pelo consumo de carne mal cozida. A doença é considerada de alto risco para a avicultura comercial, pois pode causar grandes perdas econômicas e sanitárias.

    Para prevenir a gripe aviária, é importante evitar o contato com aves doentes ou mortas, usar equipamentos de proteção ao manusear carne crua ou abatida e cozinhar bem os alimentos de origem animal. Além disso, é fundamental notificar os órgãos oficiais de saúde animal em caso de suspeita da doença.

    A gripe aviária e a influenza são termos que se referem à mesma doença causada por uma variedade do vírus Influenza A.

    A gripe aviária é também conhecida como gripe do frango ou influenza aviária. Existem diferentes subtipos do vírus Influenza A que podem causar a gripe aviária, sendo os mais comuns o H5N1, H5N8, H7N9, H9N2, H10N3 e H3N8.

  • Poliomielite: por que vacinar é essencial para evitar o retorno da doença

    Poliomielite: por que vacinar é essencial para evitar o retorno da doença

    A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave que pode causar sequelas permanentes ou até mesmo a morte.

    Embora o Brasil tenha sido certificado como livre da poliomielite em 1994, a queda na cobertura vacinal nos últimos anos aumenta o risco de reintrodução do vírus no país.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2022, apenas 72% das crianças menores de 5 anos receberam a vacina contra a pólio, bem abaixo da meta de 90% a 95%. A vacina é a única forma de prevenir a doença e deve ser aplicada em duas formas: inativada (injeção) aos 2, 4 e 6 meses de idade e oral (gotinha) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

    A importância da vacinação pode ser ilustrada pelo depoimento da médica Rivia Ferraz, de 51 anos, que contraiu a poliomielite aos 9 meses de idade por não ter sido vacinada. Ela teve que passar por 14 cirurgias para conseguir caminhar com uma prótese na perna direita. “Passei por muitas dores e ainda as sinto, tive que vencer barreiras e a acessibilidade, tudo isso por conta de uma não vacinação”, disse.

    A poliomielite é causada por um vírus que se transmite por via fecal-oral ou por água ou alimentos contaminados. Ele se multiplica no intestino e pode atacar o sistema nervoso, causando paralisia flácida nos membros ou nas partes do cérebro que controlam a respiração. A maioria das infecções não produz sintomas, mas em alguns casos pode haver febre, dor de cabeça, vômito e rigidez no pescoço.

    A doença ainda não foi erradicada em alguns países da África e da Ásia, o que representa uma ameaça para o Brasil, que recebe imigrantes e refugiados de diversas regiões. Em 2022, um caso foi confirmado em Loreto, no Peru, país vizinho ao Brasil. Por isso, é fundamental manter as altas coberturas vacinais e evitar que o vírus volte a circular por aqui.

    A vacina contra a poliomielite está disponível em todos os centros públicos de saúde e pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário do Ministério da Saúde. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde tem realizado diversas ações para aumentar a vacinação na maior cidade do país, como horários estendidos nas salas de vacinação, declaração de vacinação atualizada nas escolas e vacinação nas escolas.

    Vacinar seus filhos é um ato de amor e de responsabilidade social. Não deixe de protegê-los contra a poliomielite e outras doenças que podem ser prevenidas com vacinas. Procure o serviço de saúde mais próximo e leve a caderneta de vacinação.

    Fonte: Link 1, Link 2.

    Embora o Brasil tenha sido certificado como livre da poliomielite em 1994, a queda na cobertura vacinal nos últimos anos aumenta o risco de reintrodução do vírus no país.

    Segundo o Ministério da Saúde, em 2022, apenas 72% das crianças menores de 5 anos receberam a vacina contra a pólio, bem abaixo da meta de 90% a 95%. A vacina é a única forma de prevenir a doença e deve ser aplicada em duas formas: inativada (injeção) aos 2, 4 e 6 meses de idade e oral (gotinha) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

    A importância da vacinação pode ser ilustrada pelo depoimento da médica Rivia Ferraz, de 51 anos, que contraiu a poliomielite aos 9 meses de idade por não ter sido vacinada. Ela teve que passar por 14 cirurgias para conseguir caminhar com uma prótese na perna direita. “Passei por muitas dores e ainda as sinto, tive que vencer barreiras e a acessibilidade, tudo isso por conta de uma não vacinação”, disse.

    A poliomielite é causada por um vírus que se transmite por via fecal-oral ou por água ou alimentos contaminados. Ele se multiplica no intestino e pode atacar o sistema nervoso, causando paralisia flácida nos membros ou nas partes do cérebro que controlam a respiração. A maioria das infecções não produz sintomas, mas em alguns casos pode haver febre, dor de cabeça, vômito e rigidez no pescoço.

    A doença ainda não foi erradicada em alguns países da África e da Ásia, o que representa uma ameaça para o Brasil, que recebe imigrantes e refugiados de diversas regiões. Em 2022, um caso foi confirmado em Loreto, no Peru, país vizinho ao Brasil. Por isso, é fundamental manter as altas coberturas vacinais e evitar que o vírus volte a circular por aqui.

    A vacina contra a poliomielite está disponível em todos os centros públicos de saúde e pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas do calendário do Ministério da Saúde. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde tem realizado diversas ações para aumentar a vacinação na maior cidade do país, como horários estendidos nas salas de vacinação, declaração de vacinação atualizada nas escolas e vacinação nas escolas.

    Vacinar seus filhos é um ato de amor e de responsabilidade social. Não deixe de protegê-los contra a poliomielite e outras doenças que podem ser prevenidas com vacinas. Procure o serviço de saúde mais próximo e leve a caderneta de vacinação.

    Fonte: Link 1, Link 2.

  • Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    A COVID-19 é uma doença que pode causar sintomas leves ou graves, dependendo de vários fatores, incluindo a genética.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

  • Estrogênio: um vilão mais poderoso do que se pensava no câncer de mama

    Estrogênio: um vilão mais poderoso do que se pensava no câncer de mama

    O estrogênio é um hormônio sexual feminino que tem diversas funções no organismo, como regular o ciclo menstrual, o desenvolvimento das mamas e a fertilidade.

    No entanto, o estrogênio também pode ser um fator de risco para o câncer de mama, uma das doenças mais comuns entre as mulheres.

    Segundo um estudo publicado na revista Nature em maio de 2023, o estrogênio pode ser o responsável por desencadear casos de câncer de mama que não são explicados pelo modelo clássico de desenvolvimento da doença. Esse modelo envolve uma alteração cromossômica que ativa genes relacionados ao câncer.

    Os pesquisadores da Harvard Medical School analisaram o genoma de 780 tumores de mama e descobriram que um terço deles apresentava um padrão diferente de mutação. Em vez de uma única cópia do cromossomo alterada, eles encontraram duas cópias diferentes fundidas, próximas a regiões onde o estrogênio se liga ao DNA.

    Essa fusão cromossômica resulta em uma estrutura deformada que se rompe durante a divisão celular, deixando fragmentos que contêm genes do câncer para se multiplicar e se ativar.

    Os pesquisadores também realizaram experimentos com células de câncer de mama em laboratório e confirmaram que o estrogênio pode induzir essa rearranjo genômico que leva ao câncer.

    Isso mostra que o papel do estrogênio no câncer de mama é mais direto do que se pensava. Além de estimular a proliferação das células mamárias, ele também pode alterar diretamente o reparo do DNA.

    Essa descoberta pode ter implicações para o tratamento e a prevenção do câncer de mama. Por exemplo, drogas que suprimem o estrogênio, como o tamoxifeno, podem não só reduzir o crescimento do tumor, mas também evitar que ele se forme por meio desse mecanismo.

    Além disso, a detecção da impressão digital genômica da fusão cromossômica pode alertar os oncologistas sobre a recorrência da doença em pacientes com histórico de certos tipos de câncer de mama.

    O estudo também ressalta o valor da sequenciamento do DNA e da análise cuidadosa dos dados para aprofundar a biologia do desenvolvimento do câncer.

    O estrogênio é um hormônio sexual feminino que tem diversas funções no organismo, como regular o ciclo menstrual, o desenvolvimento das mamas e a fertilidade.

    Segundo um estudo publicado na revista Nature em maio de 2023, o estrogênio pode ser o responsável por desencadear casos de câncer de mama que não são explicados pelo modelo clássico de desenvolvimento da doença. Esse modelo envolve uma alteração cromossômica que ativa genes relacionados ao câncer.

    Os pesquisadores da Harvard Medical School analisaram o genoma de 780 tumores de mama e descobriram que um terço deles apresentava um padrão diferente de mutação. Em vez de uma única cópia do cromossomo alterada, eles encontraram duas cópias diferentes fundidas, próximas a regiões onde o estrogênio se liga ao DNA.

    Essa fusão cromossômica resulta em uma estrutura deformada que se rompe durante a divisão celular, deixando fragmentos que contêm genes do câncer para se multiplicar e se ativar.

    Os pesquisadores também realizaram experimentos com células de câncer de mama em laboratório e confirmaram que o estrogênio pode induzir essa rearranjo genômico que leva ao câncer.

    Isso mostra que o papel do estrogênio no câncer de mama é mais direto do que se pensava. Além de estimular a proliferação das células mamárias, ele também pode alterar diretamente o reparo do DNA.

    Essa descoberta pode ter implicações para o tratamento e a prevenção do câncer de mama. Por exemplo, drogas que suprimem o estrogênio, como o tamoxifeno, podem não só reduzir o crescimento do tumor, mas também evitar que ele se forme por meio desse mecanismo.

    Além disso, a detecção da impressão digital genômica da fusão cromossômica pode alertar os oncologistas sobre a recorrência da doença em pacientes com histórico de certos tipos de câncer de mama.

    O estudo também ressalta o valor da sequenciamento do DNA e da análise cuidadosa dos dados para aprofundar a biologia do desenvolvimento do câncer.

  • Sífilis no Brasil: uma epidemia silenciosa que precisa de atenção

    Sífilis no Brasil: uma epidemia silenciosa que precisa de atenção

    A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode trazer complicações graves se não for tratada adequadamente.

    A doença se manifesta em diferentes estágios e pode ser transmitida de uma pessoa infectada para outra por meio de relações sexuais desprotegidas ou da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

    No Brasil, os casos de sífilis vêm aumentando de forma preocupante nos últimos anos, revelando uma epidemia silenciosa que precisa de atenção. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2021, do Ministério da Saúde, foram registrados mais de 167 mil novos casos de sífilis adquirida, 74 mil casos em gestantes e 27 mil casos de sífilis congênita em 2021. Além disso, foram notificados 192 óbitos por sífilis congênita no mesmo ano.

    Os dados mostram que a sífilis é um problema de saúde pública que afeta todas as regiões do país e todos os grupos populacionais, independentemente de idade, sexo ou classe social. A doença pode causar lesões na pele, nos ossos, no sistema cardiovascular e no sistema nervoso central, podendo levar à morte. No caso das gestantes, a sífilis pode provocar aborto, parto prematuro, malformações fetais e morte neonatal.

    A boa notícia é que a sífilis tem cura e o tratamento é simples e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico é feito por meio de testes rápidos que estão disponíveis nos serviços de saúde e que fornecem o resultado em até 30 minutos. O tratamento é feito com a penicilina benzatina (benzetacil), que é aplicada em doses adequadas de acordo com o estágio da doença.

    Para prevenir a sífilis, é fundamental o uso da camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais. Essa é a única forma de evitar a infecção pela bactéria. Além disso, as gestantes devem fazer o pré-natal adequado e realizar os testes para sífilis no início da gravidez e em outros momentos indicados pelo profissional de saúde.

    A sífilis é uma doença grave que pode ser evitada com medidas simples e eficazes. Por isso, é importante se informar sobre os sintomas, as formas de transmissão e o tratamento da doença. Também é essencial buscar os serviços de saúde sempre que houver alguma dúvida ou suspeita de infecção. Assim, é possível proteger a sua saúde e a de quem você ama.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

    A doença se manifesta em diferentes estágios e pode ser transmitida de uma pessoa infectada para outra por meio de relações sexuais desprotegidas ou da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

    No Brasil, os casos de sífilis vêm aumentando de forma preocupante nos últimos anos, revelando uma epidemia silenciosa que precisa de atenção. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2021, do Ministério da Saúde, foram registrados mais de 167 mil novos casos de sífilis adquirida, 74 mil casos em gestantes e 27 mil casos de sífilis congênita em 2021. Além disso, foram notificados 192 óbitos por sífilis congênita no mesmo ano.

    Os dados mostram que a sífilis é um problema de saúde pública que afeta todas as regiões do país e todos os grupos populacionais, independentemente de idade, sexo ou classe social. A doença pode causar lesões na pele, nos ossos, no sistema cardiovascular e no sistema nervoso central, podendo levar à morte. No caso das gestantes, a sífilis pode provocar aborto, parto prematuro, malformações fetais e morte neonatal.

    A boa notícia é que a sífilis tem cura e o tratamento é simples e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico é feito por meio de testes rápidos que estão disponíveis nos serviços de saúde e que fornecem o resultado em até 30 minutos. O tratamento é feito com a penicilina benzatina (benzetacil), que é aplicada em doses adequadas de acordo com o estágio da doença.

    Para prevenir a sífilis, é fundamental o uso da camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais. Essa é a única forma de evitar a infecção pela bactéria. Além disso, as gestantes devem fazer o pré-natal adequado e realizar os testes para sífilis no início da gravidez e em outros momentos indicados pelo profissional de saúde.

    A sífilis é uma doença grave que pode ser evitada com medidas simples e eficazes. Por isso, é importante se informar sobre os sintomas, as formas de transmissão e o tratamento da doença. Também é essencial buscar os serviços de saúde sempre que houver alguma dúvida ou suspeita de infecção. Assim, é possível proteger a sua saúde e a de quem você ama.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

  • Eutanásia: o que é, como é praticada e quais são os argumentos a favor e contra

    Eutanásia: o que é, como é praticada e quais são os argumentos a favor e contra

    A eutanásia é o ato de provocar a morte de uma pessoa que sofre de uma doença incurável ou terminal, com o objetivo de aliviar o seu sofrimento.

    A palavra vem do grego eu (boa) e thanatos (morte), significando “boa morte” ou “morte sem dor”. A eutanásia pode ser classificada em voluntária, quando há o consentimento do paciente, ou involuntária, quando há a decisão de outra pessoa. Também pode ser dividida em ativa, quando se usa um meio para causar a morte, ou passiva, quando se retira ou se omite um tratamento necessário à sobrevivência.

    A eutanásia é um tema polêmico que envolve questões religiosas, éticas, jurídicas e sociais. Alguns países permitem a prática da eutanásia sob certas condições, como a Bélgica, a Holanda e a Suíça. Outros proíbem ou não têm uma legislação específica sobre o assunto, como o Brasil. Os argumentos a favor da eutanásia defendem o direito de escolha do indivíduo sobre a sua vida e morte, o respeito à sua autonomia e dignidade, e a compaixão diante do seu sofrimento.

    Os argumentos contra a eutanásia afirmam que a vida é sagrada e inviolável, que a eutanásia pode ser abusada ou mal aplicada, que há alternativas como os cuidados paliativos e que a eutanásia pode desvalorizar a vida humana.

    A palavra vem do grego eu (boa) e thanatos (morte), significando “boa morte” ou “morte sem dor”. A eutanásia pode ser classificada em voluntária, quando há o consentimento do paciente, ou involuntária, quando há a decisão de outra pessoa. Também pode ser dividida em ativa, quando se usa um meio para causar a morte, ou passiva, quando se retira ou se omite um tratamento necessário à sobrevivência.

    A eutanásia é um tema polêmico que envolve questões religiosas, éticas, jurídicas e sociais. Alguns países permitem a prática da eutanásia sob certas condições, como a Bélgica, a Holanda e a Suíça. Outros proíbem ou não têm uma legislação específica sobre o assunto, como o Brasil. Os argumentos a favor da eutanásia defendem o direito de escolha do indivíduo sobre a sua vida e morte, o respeito à sua autonomia e dignidade, e a compaixão diante do seu sofrimento.

    Os argumentos contra a eutanásia afirmam que a vida é sagrada e inviolável, que a eutanásia pode ser abusada ou mal aplicada, que há alternativas como os cuidados paliativos e que a eutanásia pode desvalorizar a vida humana.