Categoria: Saúde

  • Vegetais ricos em nitrato podem proteger o coração e evitar o câncer

    Vegetais ricos em nitrato podem proteger o coração e evitar o câncer

    O nitrato é um composto que pode ser encontrado em três fontes principais na nossa alimentação: carne, água e vegetais. Por muito tempo, o nitrato foi visto com desconfiança, pois estudos anteriores mostraram que ele poderia estar relacionado ao risco de câncer.

    No entanto, pesquisas mais recentes revelaram que o nitrato também tem vários benefícios para a saúde cardiovascular, podendo ajudar a prevenir doenças como infarto, demência e diabetes. Então, como um mesmo composto pode ter efeitos tão contrastantes na nossa saúde? Uma revisão de estudos sobre o nitrato tenta responder essa questão e aponta que a origem do nitrato pode ser a chave para entender seus riscos e benefícios.

    A revisão foi liderada pela Dra. Catherine Bondonno, da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Ela explica que a reputação do nitrato como uma ameaça à saúde vem de 1970, quando dois estudos mostraram que ele pode formar N-nitrosaminas, que são substâncias altamente cancerígenas em animais de laboratório. Porém, nenhum estudo em humanos confirmou esse potencial perigo, e os estudos clínicos e observacionais da Dra. Bondonno apoiam a ideia de que o nitrato previne doenças cardiovasculares se for proveniente de vegetais.

    “Portanto, a revisão procurou esclarecer tudo isso, identificar novos caminhos e formas de resolver esse enigma, porque é hora de enfrentá-lo: já se passaram 50 anos”, disse ela.

    Apesar das pesquisas recentes indicarem que a fonte do nitrato pode afetar seus benefícios e riscos para a saúde, as diretrizes dietéticas atuais relacionadas ao nitrato estão em vigor desde os anos 1970 e não diferenciam o nitrato proveniente de carne, vegetais e água. A Dra. Bondonno disse que, embora os estudos dos anos 1970 tenham relatado uma pequena incidência de tumores malignos, há evidências de que nem todos os nitratos merecem ser “pintados com a mesma tinta”.

    “Por exemplo, ao contrário do nitrato derivado de carne e água, os vegetais ricos em nitrato contêm altos níveis de vitamina C e/ou polifenóis que podem inibir a formação das N-nitrosaminas nocivas associadas ao câncer”, disse ela.

    A Dra. Bondonno disse que é vital que mais pesquisas sejam realizadas para que as diretrizes possam ser atualizadas.

    “O público dificilmente vai ouvir as mensagens para aumentar o consumo de vegetais ricos em nitrato, se estiverem preocupados com uma ligação entre a ingestão de nitrato e o câncer.”

    No entanto, ela ressaltou que, embora as diretrizes oficiais não tenham mudado, os aparentes benefícios do nitrato fizeram com que muitas pessoas se colocassem potencialmente em risco.

    “Precisamos ter certeza de que os vegetais ricos em nitrato não têm um risco aumentado de câncer se consumirmos uma quantidade maior”, disse ela.

    “Suplementos de alta dosagem de nitrato já são usados para melhorar o desempenho físico no esporte, enquanto extratos de nitrato vegetal estão sendo adicionados a produtos de carne curada com uma reivindicação de “rótulo limpo”, pretendendo ser melhores para você.”

    Fonte: Link.

    No entanto, pesquisas mais recentes revelaram que o nitrato também tem vários benefícios para a saúde cardiovascular, podendo ajudar a prevenir doenças como infarto, demência e diabetes. Então, como um mesmo composto pode ter efeitos tão contrastantes na nossa saúde? Uma revisão de estudos sobre o nitrato tenta responder essa questão e aponta que a origem do nitrato pode ser a chave para entender seus riscos e benefícios.

    A revisão foi liderada pela Dra. Catherine Bondonno, da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Ela explica que a reputação do nitrato como uma ameaça à saúde vem de 1970, quando dois estudos mostraram que ele pode formar N-nitrosaminas, que são substâncias altamente cancerígenas em animais de laboratório. Porém, nenhum estudo em humanos confirmou esse potencial perigo, e os estudos clínicos e observacionais da Dra. Bondonno apoiam a ideia de que o nitrato previne doenças cardiovasculares se for proveniente de vegetais.

    “Portanto, a revisão procurou esclarecer tudo isso, identificar novos caminhos e formas de resolver esse enigma, porque é hora de enfrentá-lo: já se passaram 50 anos”, disse ela.

    Apesar das pesquisas recentes indicarem que a fonte do nitrato pode afetar seus benefícios e riscos para a saúde, as diretrizes dietéticas atuais relacionadas ao nitrato estão em vigor desde os anos 1970 e não diferenciam o nitrato proveniente de carne, vegetais e água. A Dra. Bondonno disse que, embora os estudos dos anos 1970 tenham relatado uma pequena incidência de tumores malignos, há evidências de que nem todos os nitratos merecem ser “pintados com a mesma tinta”.

    “Por exemplo, ao contrário do nitrato derivado de carne e água, os vegetais ricos em nitrato contêm altos níveis de vitamina C e/ou polifenóis que podem inibir a formação das N-nitrosaminas nocivas associadas ao câncer”, disse ela.

    A Dra. Bondonno disse que é vital que mais pesquisas sejam realizadas para que as diretrizes possam ser atualizadas.

    “O público dificilmente vai ouvir as mensagens para aumentar o consumo de vegetais ricos em nitrato, se estiverem preocupados com uma ligação entre a ingestão de nitrato e o câncer.”

    No entanto, ela ressaltou que, embora as diretrizes oficiais não tenham mudado, os aparentes benefícios do nitrato fizeram com que muitas pessoas se colocassem potencialmente em risco.

    “Precisamos ter certeza de que os vegetais ricos em nitrato não têm um risco aumentado de câncer se consumirmos uma quantidade maior”, disse ela.

    “Suplementos de alta dosagem de nitrato já são usados para melhorar o desempenho físico no esporte, enquanto extratos de nitrato vegetal estão sendo adicionados a produtos de carne curada com uma reivindicação de “rótulo limpo”, pretendendo ser melhores para você.”

    Fonte: Link.

  • Internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave permanecem em alta

    Internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave permanecem em alta

    As crianças estão entre os grupos mais afetados pelas doenças respiratórias graves, segundo um estudo da Fiocruz, divulgado.

    A SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é uma complicação de uma infecção respiratória que pode levar à insuficiência respiratória e à necessidade de internação hospitalar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e falta de ar. Algumas pessoas podem apresentar também dor no peito, cianose (cor azulada da pele e das mucosas), desidratação e alteração do estado mental.

    Existem vários vírus que podem causar SRAG, mas os mais frequentes são o Sars-CoV-2 (o vírus da Covid-19), o vírus influenza A e B (os vírus da gripe) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Cada um desses vírus tem características próprias e pode afetar mais ou menos determinados grupos de pessoas.

    O Sars-CoV-2 é o vírus que causa a Covid-19, uma doença que se espalhou pelo mundo desde o final de 2019 e que já matou mais de 3 milhões de pessoas. Esse vírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos e pessoas com doenças crônicas. As crianças geralmente têm sintomas leves ou assintomáticos, mas podem transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, é importante que elas usem máscara, mantenham o distanciamento social e higienizem as mãos com frequência. Além disso, as crianças com mais de 12 anos já podem se vacinar contra a Covid-19 em alguns países.

    O vírus influenza A e B são os vírus que causam a gripe, uma doença muito comum que ocorre todos os anos, principalmente no inverno. Esses vírus podem infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Os sintomas da gripe são parecidos com os da Covid-19, mas costumam ser mais intensos e durar menos tempo. A melhor forma de prevenir a gripe é se vacinar todos os anos contra os tipos de vírus influenza que circulam na época.

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus que causa infecções respiratórias principalmente em bebês e crianças pequenas. Esse vírus pode causar desde um resfriado comum até uma bronquiolite ou uma pneumonia grave. Os sintomas do VSR são febre, tosse seca, chiado no peito e dificuldade para respirar. O VSR é muito contagioso e pode se espalhar pelo contato direto com secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Não existe vacina contra o VSR, mas existem algumas medidas para prevenir a infecção, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.

    Segundo o estudo da Fiocruz, baseado nos dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de maio de 2023, houve um aumento dos casos de SRAG associados ao VSR entre as crianças em 13 das 27 unidades federativas do Brasil. Já entre os adultos, houve uma queda dos casos associados ao Sars-CoV-2 e um aumento dos casos associados ao vírus influenza A e B em diversos estados.

    Esses dados mostram que as doenças respiratórias graves continuam sendo um problema de saúde pública no país e que é preciso estar atento aos sintomas e às formas de prevenção. Se você ou seu filho apresentarem sinais de SRAG, procure atendimento médico imediatamente. E não se esqueça de seguir as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão dos vírus respiratórios.

    A SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é uma complicação de uma infecção respiratória que pode levar à insuficiência respiratória e à necessidade de internação hospitalar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e falta de ar. Algumas pessoas podem apresentar também dor no peito, cianose (cor azulada da pele e das mucosas), desidratação e alteração do estado mental.

    Existem vários vírus que podem causar SRAG, mas os mais frequentes são o Sars-CoV-2 (o vírus da Covid-19), o vírus influenza A e B (os vírus da gripe) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Cada um desses vírus tem características próprias e pode afetar mais ou menos determinados grupos de pessoas.

    O Sars-CoV-2 é o vírus que causa a Covid-19, uma doença que se espalhou pelo mundo desde o final de 2019 e que já matou mais de 3 milhões de pessoas. Esse vírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos e pessoas com doenças crônicas. As crianças geralmente têm sintomas leves ou assintomáticos, mas podem transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, é importante que elas usem máscara, mantenham o distanciamento social e higienizem as mãos com frequência. Além disso, as crianças com mais de 12 anos já podem se vacinar contra a Covid-19 em alguns países.

    O vírus influenza A e B são os vírus que causam a gripe, uma doença muito comum que ocorre todos os anos, principalmente no inverno. Esses vírus podem infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Os sintomas da gripe são parecidos com os da Covid-19, mas costumam ser mais intensos e durar menos tempo. A melhor forma de prevenir a gripe é se vacinar todos os anos contra os tipos de vírus influenza que circulam na época.

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus que causa infecções respiratórias principalmente em bebês e crianças pequenas. Esse vírus pode causar desde um resfriado comum até uma bronquiolite ou uma pneumonia grave. Os sintomas do VSR são febre, tosse seca, chiado no peito e dificuldade para respirar. O VSR é muito contagioso e pode se espalhar pelo contato direto com secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Não existe vacina contra o VSR, mas existem algumas medidas para prevenir a infecção, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.

    Segundo o estudo da Fiocruz, baseado nos dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de maio de 2023, houve um aumento dos casos de SRAG associados ao VSR entre as crianças em 13 das 27 unidades federativas do Brasil. Já entre os adultos, houve uma queda dos casos associados ao Sars-CoV-2 e um aumento dos casos associados ao vírus influenza A e B em diversos estados.

    Esses dados mostram que as doenças respiratórias graves continuam sendo um problema de saúde pública no país e que é preciso estar atento aos sintomas e às formas de prevenção. Se você ou seu filho apresentarem sinais de SRAG, procure atendimento médico imediatamente. E não se esqueça de seguir as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão dos vírus respiratórios.

  • Como as redes sociais podem afetar a sua saúde financeira e mental

    Como as redes sociais podem afetar a sua saúde financeira e mental

    Você já se sentiu pressionado a comprar algo que não podia pagar depois de ver um post nas redes sociais? Se a resposta for sim, você não está sozinho.

    Uma pesquisa da Deloitte revelou que mais da metade dos jovens da geração Z e dos millennials sentem esse tipo de ansiedade financeira por causa das redes sociais.

    As redes sociais podem ser uma fonte de inspiração, entretenimento e informação, mas também podem gerar o desejo de ter mais coisas e gastar mais dinheiro. Isso acontece porque muitas vezes somos expostos a posts de amigos ou influenciadores que mostram roupas caras, viagens luxuosas e estilos de vida invejáveis. Além disso, os anúncios e o conteúdo patrocinado podem nos levar a fazer compras por impulso que depois nos arrependemos.

    O problema é que essas compras podem prejudicar não só o nosso bolso, mas também a nossa autoestima. Muitos jovens se sentem mal com a sua própria situação financeira depois de verem o que os outros têm ou fazem nas redes sociais. Isso pode gerar frustração, inveja e até depressão.

    Além disso, passar muito tempo online também pode ter um impacto negativo na nossa saúde mental. Segundo a pesquisa da Deloitte, 20% dos jovens da geração Z passam cinco horas ou mais por dia em plataformas de vídeo social, como o TikTok, e 17% dos millennials passam cinco horas ou mais por dia em redes sociais tradicionais, como o Facebook. Eles acreditam que isso tem um efeito misto nas suas vidas.

    De acordo com Brittany Harker Martin, professora associada de liderança, política e governança na Universidade de Calgary, “sessões longas de rolar, deslizar e tocar na tela fazem o nosso cérebro desligar e enviar sinais neuroquímicos de desmotivação e fracasso”.

    Portanto, é importante ter cuidado com o uso das redes sociais e buscar um equilíbrio entre o mundo virtual e o real. Algumas dicas para isso são:

    • Estabelecer limites de tempo para ficar online e respeitá-los;
    • Desativar as notificações das redes sociais para evitar distrações;
    • Seguir apenas pessoas e páginas que te fazem bem e te inspiram positivamente;
    • Não se comparar com os outros e lembrar que as redes sociais mostram apenas uma parte da realidade;
    • Fazer um planejamento financeiro e evitar gastos desnecessários;
    • Buscar outras fontes de satisfação e felicidade além do consumo.

    As redes sociais podem ser uma ferramenta incrível se usadas com moderação e consciência. Mas se elas estão te causando mais mal do que bem, talvez seja hora de repensar o seu relacionamento com elas.

    Fonte: Link.

    Uma pesquisa da Deloitte revelou que mais da metade dos jovens da geração Z e dos millennials sentem esse tipo de ansiedade financeira por causa das redes sociais.

    As redes sociais podem ser uma fonte de inspiração, entretenimento e informação, mas também podem gerar o desejo de ter mais coisas e gastar mais dinheiro. Isso acontece porque muitas vezes somos expostos a posts de amigos ou influenciadores que mostram roupas caras, viagens luxuosas e estilos de vida invejáveis. Além disso, os anúncios e o conteúdo patrocinado podem nos levar a fazer compras por impulso que depois nos arrependemos.

    O problema é que essas compras podem prejudicar não só o nosso bolso, mas também a nossa autoestima. Muitos jovens se sentem mal com a sua própria situação financeira depois de verem o que os outros têm ou fazem nas redes sociais. Isso pode gerar frustração, inveja e até depressão.

    Além disso, passar muito tempo online também pode ter um impacto negativo na nossa saúde mental. Segundo a pesquisa da Deloitte, 20% dos jovens da geração Z passam cinco horas ou mais por dia em plataformas de vídeo social, como o TikTok, e 17% dos millennials passam cinco horas ou mais por dia em redes sociais tradicionais, como o Facebook. Eles acreditam que isso tem um efeito misto nas suas vidas.

    De acordo com Brittany Harker Martin, professora associada de liderança, política e governança na Universidade de Calgary, “sessões longas de rolar, deslizar e tocar na tela fazem o nosso cérebro desligar e enviar sinais neuroquímicos de desmotivação e fracasso”.

    Portanto, é importante ter cuidado com o uso das redes sociais e buscar um equilíbrio entre o mundo virtual e o real. Algumas dicas para isso são:

    • Estabelecer limites de tempo para ficar online e respeitá-los;
    • Desativar as notificações das redes sociais para evitar distrações;
    • Seguir apenas pessoas e páginas que te fazem bem e te inspiram positivamente;
    • Não se comparar com os outros e lembrar que as redes sociais mostram apenas uma parte da realidade;
    • Fazer um planejamento financeiro e evitar gastos desnecessários;
    • Buscar outras fontes de satisfação e felicidade além do consumo.

    As redes sociais podem ser uma ferramenta incrível se usadas com moderação e consciência. Mas se elas estão te causando mais mal do que bem, talvez seja hora de repensar o seu relacionamento com elas.

    Fonte: Link.

  • Terapia Gênica pode realmente curar doenças incuráveis?

    Terapia Gênica pode realmente curar doenças incuráveis?

    Você já imaginou se fosse possível corrigir os defeitos genéticos que causam algumas doenças graves e incuráveis? Pois essa é a proposta da terapia gênica, uma técnica que usa genes como medicamentos para tratar ou prevenir condições que não têm cura pela medicina tradicional.

    A terapia gênica consiste em inserir um gene saudável no organismo do paciente, para substituir ou complementar um gene defeituoso que está causando a doença. Esse gene saudável pode ser entregue por meio de um vetor, que é um veículo que transporta o gene até as células-alvo. Um dos vetores mais usados são os vírus, que são modificados em laboratório para não causar infecções, mas apenas carregar o gene terapêutico.

    Um dos exemplos mais impressionantes de terapia gênica é o tratamento de uma forma de cegueira hereditária chamada amaurose congênita de Leber (LCA). Essa doença afeta cerca de 3 mil pessoas no Brasil e é causada por mutações em um dos 14 genes responsáveis pela visão. As pessoas com LCA nascem com pouca ou nenhuma visão e podem perder completamente a capacidade de enxergar ao longo da vida.

    Em 2017, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o primeiro tratamento de terapia gênica para LCA causada por mutações no gene RPE65. O tratamento consiste em injetar um vírus modificado contendo uma cópia normal do gene RPE65 na retina dos pacientes, para restaurar a função das células fotorreceptoras. Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi seguro e eficaz, melhorando significativamente a visão dos pacientes.

    Outras doenças que podem ser tratadas com terapia gênica são a hemofilia, uma condição que impede a coagulação do sangue; a imunodeficiência combinada grave, uma doença que compromete o sistema imunológico; e alguns tipos de câncer, como o linfoma e a leucemia.

    A terapia gênica ainda é uma área em desenvolvimento e enfrenta alguns desafios, como o custo elevado, os efeitos adversos potenciais e as questões éticas envolvidas na manipulação genética. No entanto, ela representa uma esperança para milhares de pessoas que sofrem com doenças incuráveis e abre novas possibilidades para a medicina do futuro.

    Fonte: Link.

    A terapia gênica consiste em inserir um gene saudável no organismo do paciente, para substituir ou complementar um gene defeituoso que está causando a doença. Esse gene saudável pode ser entregue por meio de um vetor, que é um veículo que transporta o gene até as células-alvo. Um dos vetores mais usados são os vírus, que são modificados em laboratório para não causar infecções, mas apenas carregar o gene terapêutico.

    Um dos exemplos mais impressionantes de terapia gênica é o tratamento de uma forma de cegueira hereditária chamada amaurose congênita de Leber (LCA). Essa doença afeta cerca de 3 mil pessoas no Brasil e é causada por mutações em um dos 14 genes responsáveis pela visão. As pessoas com LCA nascem com pouca ou nenhuma visão e podem perder completamente a capacidade de enxergar ao longo da vida.

    Em 2017, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o primeiro tratamento de terapia gênica para LCA causada por mutações no gene RPE65. O tratamento consiste em injetar um vírus modificado contendo uma cópia normal do gene RPE65 na retina dos pacientes, para restaurar a função das células fotorreceptoras. Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi seguro e eficaz, melhorando significativamente a visão dos pacientes.

    Outras doenças que podem ser tratadas com terapia gênica são a hemofilia, uma condição que impede a coagulação do sangue; a imunodeficiência combinada grave, uma doença que compromete o sistema imunológico; e alguns tipos de câncer, como o linfoma e a leucemia.

    A terapia gênica ainda é uma área em desenvolvimento e enfrenta alguns desafios, como o custo elevado, os efeitos adversos potenciais e as questões éticas envolvidas na manipulação genética. No entanto, ela representa uma esperança para milhares de pessoas que sofrem com doenças incuráveis e abre novas possibilidades para a medicina do futuro.

    Fonte: Link.

  • Como a ditadura militar escondeu a epidemia de meningite nos anos 1970

    Como a ditadura militar escondeu a epidemia de meningite nos anos 1970

    A meningite é uma doença grave que causa inflamação nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e pode levar à morte ou a sequelas neurológicas.

    Entre 1971 e 1974, o Brasil enfrentou uma epidemia de meningite bacteriana do tipo C, que atingiu principalmente a cidade de São Paulo, mas se espalhou por outras regiões do país.

    Segundo dados do livro “O livro da Meningite: uma doença sob a luz da cidade”, de José Cássio Moraes e Rita Barradas Barata, a epidemia teve uma média de 1,15 mortos por dia, com um pico de 14% em 1972. A doença afetou principalmente crianças e jovens de baixa renda, que viviam em condições precárias de moradia e saneamento.

    No entanto, o governo militar da época, liderado pelo general Emílio Garrastazu Médici, tentou ocultar a gravidade da situação e impedir que a imprensa divulgasse os números e os fatos sobre a doença. O regime temia que a crise sanitária abalasse a imagem do “milagre econômico” e da “ordem e progresso” que propagava.

    Para isso, o governo usou de censura, desinformação e repressão. Os jornais foram proibidos de publicar reportagens sobre a epidemia, os médicos foram orientados a não diagnosticar casos de meningite e os hospitais foram impedidos de divulgar os óbitos pela doença. Além disso, o governo demorou a tomar medidas efetivas de prevenção e controle da doença, como vacinação em massa, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

    A epidemia só começou a ser enfrentada com mais seriedade em 1974, quando o general Ernesto Geisel assumiu a presidência e iniciou um processo de abertura política gradual. A partir daí, o governo passou a reconhecer a existência da doença e a importar vacinas dos Estados Unidos para imunizar a população. Ainda assim, muitas vidas foram perdidas ou comprometidas pela doença e pela negligência do governo militar.

    Fontes:

    Entre 1971 e 1974, o Brasil enfrentou uma epidemia de meningite bacteriana do tipo C, que atingiu principalmente a cidade de São Paulo, mas se espalhou por outras regiões do país.

    Segundo dados do livro “O livro da Meningite: uma doença sob a luz da cidade”, de José Cássio Moraes e Rita Barradas Barata, a epidemia teve uma média de 1,15 mortos por dia, com um pico de 14% em 1972. A doença afetou principalmente crianças e jovens de baixa renda, que viviam em condições precárias de moradia e saneamento.

    No entanto, o governo militar da época, liderado pelo general Emílio Garrastazu Médici, tentou ocultar a gravidade da situação e impedir que a imprensa divulgasse os números e os fatos sobre a doença. O regime temia que a crise sanitária abalasse a imagem do “milagre econômico” e da “ordem e progresso” que propagava.

    Para isso, o governo usou de censura, desinformação e repressão. Os jornais foram proibidos de publicar reportagens sobre a epidemia, os médicos foram orientados a não diagnosticar casos de meningite e os hospitais foram impedidos de divulgar os óbitos pela doença. Além disso, o governo demorou a tomar medidas efetivas de prevenção e controle da doença, como vacinação em massa, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

    A epidemia só começou a ser enfrentada com mais seriedade em 1974, quando o general Ernesto Geisel assumiu a presidência e iniciou um processo de abertura política gradual. A partir daí, o governo passou a reconhecer a existência da doença e a importar vacinas dos Estados Unidos para imunizar a população. Ainda assim, muitas vidas foram perdidas ou comprometidas pela doença e pela negligência do governo militar.

    Fontes:

  • Surto de catapora em SP: como prevenir e o que se sabe até agora

    Surto de catapora em SP: como prevenir e o que se sabe até agora

    A Prefeitura de São Paulo registrou 56 surtos de varicela, doença conhecida como catapora, em dezembro de 2022. Foram 213 casos de infecção durante o período analisado, um aumento de 65% em comparação com o ano anterior.

    A catapora é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca coceira e bolhas na pele. Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem contrair a doença e ter complicações graves, como pneumonia e encefalite.

    Um caso recente que chamou a atenção foi o do brasileiro Raphael Casanova, que morreu aos 38 anos no Chile por causa da catapora. Ele era personal trainer e levava uma vida saudável, mas não tinha sido vacinado na infância.

    A vacinação é a principal forma de prevenir a catapora e suas consequências. No Brasil, a vacina faz parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser aplicada em duas doses a partir dos 12 meses de idade.

    No entanto, nos últimos anos, houve uma queda na cobertura vacinal infantil no país, devido ao movimento antivacina e à pandemia da Covid-19. Segundo dados da Unicef, três em cada dez crianças não receberam a proteção necessária contra doenças que podem ser evitadas.

    Isso aumenta o risco de surtos de catapora, como o que ocorreu em São Paulo em dezembro de 2022. Na ocasião, foram registrados 56 surtos e 213 casos da doença na capital paulista, um aumento de 65% em relação ao ano anterior.

    A catapora pode ser facilmente transmitida pelo contato direto ou indireto com as secreções respiratórias ou as lesões de pele de uma pessoa infectada. Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar, dor de cabeça e manchas vermelhas que se transformam em bolhas cheias de líquido.

    O tratamento da catapora consiste em aliviar os sintomas e evitar infecções secundárias. É recomendado fazer repouso, beber bastante líquido, evitar coçar as bolhas e usar medicamentos prescritos pelo médico.

    A catapora é uma doença que pode ser prevenida com a vacinação. Por isso, é importante manter a carteirinha de vacinação das crianças em dia e seguir as orientações das autoridades de saúde. Assim, você protege a sua família e contribui para a imunidade coletiva.

    A catapora é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster, que provoca coceira e bolhas na pele. Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem contrair a doença e ter complicações graves, como pneumonia e encefalite.

    Um caso recente que chamou a atenção foi o do brasileiro Raphael Casanova, que morreu aos 38 anos no Chile por causa da catapora. Ele era personal trainer e levava uma vida saudável, mas não tinha sido vacinado na infância.

    A vacinação é a principal forma de prevenir a catapora e suas consequências. No Brasil, a vacina faz parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser aplicada em duas doses a partir dos 12 meses de idade.

    No entanto, nos últimos anos, houve uma queda na cobertura vacinal infantil no país, devido ao movimento antivacina e à pandemia da Covid-19. Segundo dados da Unicef, três em cada dez crianças não receberam a proteção necessária contra doenças que podem ser evitadas.

    Isso aumenta o risco de surtos de catapora, como o que ocorreu em São Paulo em dezembro de 2022. Na ocasião, foram registrados 56 surtos e 213 casos da doença na capital paulista, um aumento de 65% em relação ao ano anterior.

    A catapora pode ser facilmente transmitida pelo contato direto ou indireto com as secreções respiratórias ou as lesões de pele de uma pessoa infectada. Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar, dor de cabeça e manchas vermelhas que se transformam em bolhas cheias de líquido.

    O tratamento da catapora consiste em aliviar os sintomas e evitar infecções secundárias. É recomendado fazer repouso, beber bastante líquido, evitar coçar as bolhas e usar medicamentos prescritos pelo médico.

    A catapora é uma doença que pode ser prevenida com a vacinação. Por isso, é importante manter a carteirinha de vacinação das crianças em dia e seguir as orientações das autoridades de saúde. Assim, você protege a sua família e contribui para a imunidade coletiva.

  • 10 Pesticidas que Podem Causar Parkinson, segundo estudo

    10 Pesticidas que Podem Causar Parkinson, segundo estudo

    Você sabia que alguns pesticidas usados na agricultura podem afetar o seu cérebro e aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson? Essa é a conclusão de um estudo recente publicado na revista científica Environmental Health Perspectives.

    Os pesquisadores analisaram 104 pesticidas e testaram seus efeitos em células nervosas humanas. Eles descobriram que 10 desses pesticidas foram capazes de danificar os neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos e das emoções.

    Esses neurônios são justamente os que morrem progressivamente em pessoas com Parkinson, uma doença degenerativa que causa tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas cognitivos.

    Os 10 pesticidas mais tóxicos para os neurônios dopaminérgicos foram:

    • Paraquat
    • Rotenona
    • Diclorvós
    • Clorpirifós
    • Diazinona
    • Glifosato
    • Imazalil
    • Acefato
    • Pirimifós-metílico
    • 2,4-D

    Esses pesticidas são usados para combater pragas em diversas culturas, como soja, milho, algodão, frutas e verduras. Alguns deles, como o glifosato, são muito populares e amplamente aplicados no Brasil e no mundo.

    Mas como esses pesticidas podem chegar ao seu cérebro e causar danos? Existem várias formas de exposição, como:

    • Inalar ou ingerir resíduos de pesticidas presentes nos alimentos ou na água;

    • Entrar em contato direto com os pesticidas durante a aplicação ou o manuseio;

    • Viver próximo a áreas agrícolas onde os pesticidas são pulverizados.

    A exposição crônica a esses pesticidas pode causar inflamação, estresse oxidativo e alterações genéticas nos neurônios, levando à sua morte precoce.

    O estudo alerta para a necessidade de revisar os critérios de segurança e regulamentação desses pesticidas, considerando seus efeitos neurotóxicos. Além disso, recomenda-se evitar ou reduzir ao máximo a exposição a esses produtos, optando por alimentos orgânicos sempre que possível.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores analisaram 104 pesticidas e testaram seus efeitos em células nervosas humanas. Eles descobriram que 10 desses pesticidas foram capazes de danificar os neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos e das emoções.

    Esses neurônios são justamente os que morrem progressivamente em pessoas com Parkinson, uma doença degenerativa que causa tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas cognitivos.

    Os 10 pesticidas mais tóxicos para os neurônios dopaminérgicos foram:

    • Paraquat
    • Rotenona
    • Diclorvós
    • Clorpirifós
    • Diazinona
    • Glifosato
    • Imazalil
    • Acefato
    • Pirimifós-metílico
    • 2,4-D

    Esses pesticidas são usados para combater pragas em diversas culturas, como soja, milho, algodão, frutas e verduras. Alguns deles, como o glifosato, são muito populares e amplamente aplicados no Brasil e no mundo.

    Mas como esses pesticidas podem chegar ao seu cérebro e causar danos? Existem várias formas de exposição, como:

    • Inalar ou ingerir resíduos de pesticidas presentes nos alimentos ou na água;

    • Entrar em contato direto com os pesticidas durante a aplicação ou o manuseio;

    • Viver próximo a áreas agrícolas onde os pesticidas são pulverizados.

    A exposição crônica a esses pesticidas pode causar inflamação, estresse oxidativo e alterações genéticas nos neurônios, levando à sua morte precoce.

    O estudo alerta para a necessidade de revisar os critérios de segurança e regulamentação desses pesticidas, considerando seus efeitos neurotóxicos. Além disso, recomenda-se evitar ou reduzir ao máximo a exposição a esses produtos, optando por alimentos orgânicos sempre que possível.

    Fonte: Link.

  • Como as células cancerosas se adaptam à falta de açúcar

    Como as células cancerosas se adaptam à falta de açúcar

    As células cancerosas precisam de muito açúcar para se multiplicar. O açúcar é a principal fonte de energia para as células normais e também para as malignas. Mas o que acontece quando o açúcar fica escasso no organismo? As células cancerosas conseguem sobreviver sem ele?

    Um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que as células cancerosas têm uma estratégia alternativa para obter energia na ausência de açúcar. Elas usam um tipo de gordura chamada ceramida como combustível.

    A ceramida é uma molécula que faz parte da membrana das células e também tem funções importantes na sinalização celular, na inflamação e na morte celular programada. Ela é produzida a partir de outros tipos de gordura, como o ácido palmítico.

    Os pesquisadores descobriram que as células cancerosas aumentam a produção de ceramida quando o açúcar está baixo. Eles também observaram que a ceramida é transportada para dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Lá, a ceramida é quebrada em partes menores e usada como fonte de energia.

    Essa descoberta pode ter implicações importantes para o tratamento do câncer. Se as células cancerosas dependem da ceramida para sobreviver sem açúcar, bloquear a sua produção ou transporte pode ser uma forma de matá-las. Além disso, a ceramida pode ser usada como um biomarcador para identificar tumores que são mais resistentes à falta de açúcar.

    O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, e contou com a colaboração de cientistas da França, da Alemanha e dos Estados Unidos. Eles usaram técnicas avançadas de biologia molecular, bioquímica e microscopia para analisar o metabolismo das células cancerosas em diferentes condições.

    O câncer é uma doença complexa e heterogênea, que envolve diversas alterações genéticas e metabólicas nas células. Entender como as células cancerosas se adaptam ao ambiente e aos tratamentos é fundamental para desenvolver novas estratégias terapêuticas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    Fonte: Link.

    Um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que as células cancerosas têm uma estratégia alternativa para obter energia na ausência de açúcar. Elas usam um tipo de gordura chamada ceramida como combustível.

    A ceramida é uma molécula que faz parte da membrana das células e também tem funções importantes na sinalização celular, na inflamação e na morte celular programada. Ela é produzida a partir de outros tipos de gordura, como o ácido palmítico.

    Os pesquisadores descobriram que as células cancerosas aumentam a produção de ceramida quando o açúcar está baixo. Eles também observaram que a ceramida é transportada para dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Lá, a ceramida é quebrada em partes menores e usada como fonte de energia.

    Essa descoberta pode ter implicações importantes para o tratamento do câncer. Se as células cancerosas dependem da ceramida para sobreviver sem açúcar, bloquear a sua produção ou transporte pode ser uma forma de matá-las. Além disso, a ceramida pode ser usada como um biomarcador para identificar tumores que são mais resistentes à falta de açúcar.

    O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, e contou com a colaboração de cientistas da França, da Alemanha e dos Estados Unidos. Eles usaram técnicas avançadas de biologia molecular, bioquímica e microscopia para analisar o metabolismo das células cancerosas em diferentes condições.

    O câncer é uma doença complexa e heterogênea, que envolve diversas alterações genéticas e metabólicas nas células. Entender como as células cancerosas se adaptam ao ambiente e aos tratamentos é fundamental para desenvolver novas estratégias terapêuticas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    Fonte: Link.

  • Gabapentina: o remédio barato que pode bloquear o crescimento do glioblastoma, um dos cânceres cerebrais mais letais

    Gabapentina: o remédio barato que pode bloquear o crescimento do glioblastoma, um dos cânceres cerebrais mais letais

    O glioblastoma é um tipo de câncer cerebral que rouba as capacidades mentais das pessoas à medida que se espalha pelo cérebro. É uma doença de difícil tratamento, que tem resistido aos mais modernos e sofisticados tipos de drogas anticâncer.

    Mas uma nova descoberta pode abrir uma esperança para os pacientes com essa condição.

    Cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) descobriram que a atividade neural nos tumores de glioblastoma pode reestruturar as conexões no tecido cerebral ao redor, causando o declínio cognitivo associado à doença. Eles também descobriram que a gabapentina, um medicamento comumente usado para prevenir convulsões, poderia bloquear essa atividade que causa o crescimento do tumor em camundongos com glioblastoma.

    A gabapentina é um remédio barato e amplamente disponível, que já tem sua segurança comprovada em humanos. Os pesquisadores esperam que ele possa ser usado como uma terapia adjuvante para os pacientes com glioblastoma, reduzindo a progressão da doença e melhorando sua qualidade de vida.

    Mas como a gabapentina pode agir contra o glioblastoma? Para entender isso, é preciso saber que os tumores cerebrais são alimentados por um ciclo de retroalimentação positiva. Ele começa quando as células cancerosas produzem substâncias que podem agir como neurotransmissores. Esse excesso de neurotransmissores estimula os neurônios a se tornarem hiperativos, o que por sua vez estimula o crescimento das células cancerosas.

    A gabapentina é capaz de bloquear os receptores dos neurotransmissores nas células nervosas, impedindo que elas sejam ativadas pelo excesso de substâncias produzidas pelo tumor. Dessa forma, ela interrompe o ciclo de retroalimentação positiva e diminui a expansão do glioblastoma.

    Os cientistas testaram essa hipótese em camundongos com glioblastoma e observaram que a gabapentina reduziu significativamente o tamanho do tumor e a formação de novas conexões entre as células cancerosas. Eles também recrutaram voluntários que aguardavam cirurgia para glioblastoma cujos tumores haviam infiltrado a região cerebral que controla a fala. Eles colocaram uma grade de pequenos eletrodos na superfície da região da fala, mostraram aos voluntários imagens e pediram-lhes que nomeassem o que viam. Eles descobriram que as regiões do cérebro infiltradas pelo tumor usavam uma rede neural mais ampla para identificar o que estavam vendo, indicando uma perda de poder de processamento de informações nessa área do cérebro.

    Os pesquisadores esperam que a gabapentina possa ajudar a preservar as funções cognitivas dos pacientes com glioblastoma, além de retardar o crescimento do tumor. Eles pretendem realizar ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança do medicamento nessa população.

    O estudo foi publicado na revista Nature e abre uma nova direção para a pesquisa sobre uma doença que precisa de uma vitória.

    Fonte: Link.

    Mas uma nova descoberta pode abrir uma esperança para os pacientes com essa condição.

    Cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) descobriram que a atividade neural nos tumores de glioblastoma pode reestruturar as conexões no tecido cerebral ao redor, causando o declínio cognitivo associado à doença. Eles também descobriram que a gabapentina, um medicamento comumente usado para prevenir convulsões, poderia bloquear essa atividade que causa o crescimento do tumor em camundongos com glioblastoma.

    A gabapentina é um remédio barato e amplamente disponível, que já tem sua segurança comprovada em humanos. Os pesquisadores esperam que ele possa ser usado como uma terapia adjuvante para os pacientes com glioblastoma, reduzindo a progressão da doença e melhorando sua qualidade de vida.

    Mas como a gabapentina pode agir contra o glioblastoma? Para entender isso, é preciso saber que os tumores cerebrais são alimentados por um ciclo de retroalimentação positiva. Ele começa quando as células cancerosas produzem substâncias que podem agir como neurotransmissores. Esse excesso de neurotransmissores estimula os neurônios a se tornarem hiperativos, o que por sua vez estimula o crescimento das células cancerosas.

    A gabapentina é capaz de bloquear os receptores dos neurotransmissores nas células nervosas, impedindo que elas sejam ativadas pelo excesso de substâncias produzidas pelo tumor. Dessa forma, ela interrompe o ciclo de retroalimentação positiva e diminui a expansão do glioblastoma.

    Os cientistas testaram essa hipótese em camundongos com glioblastoma e observaram que a gabapentina reduziu significativamente o tamanho do tumor e a formação de novas conexões entre as células cancerosas. Eles também recrutaram voluntários que aguardavam cirurgia para glioblastoma cujos tumores haviam infiltrado a região cerebral que controla a fala. Eles colocaram uma grade de pequenos eletrodos na superfície da região da fala, mostraram aos voluntários imagens e pediram-lhes que nomeassem o que viam. Eles descobriram que as regiões do cérebro infiltradas pelo tumor usavam uma rede neural mais ampla para identificar o que estavam vendo, indicando uma perda de poder de processamento de informações nessa área do cérebro.

    Os pesquisadores esperam que a gabapentina possa ajudar a preservar as funções cognitivas dos pacientes com glioblastoma, além de retardar o crescimento do tumor. Eles pretendem realizar ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança do medicamento nessa população.

    O estudo foi publicado na revista Nature e abre uma nova direção para a pesquisa sobre uma doença que precisa de uma vitória.

    Fonte: Link.

  • Lipedema: uma doença que afeta milhões de mulheres e pode ser confundida com obesidade

    Lipedema: uma doença que afeta milhões de mulheres e pode ser confundida com obesidade

    Você já ouviu falar em lipedema? Essa é uma doença crônica e progressiva que se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura em regiões específicas do corpo, como pernas, braços, joelhos e coxas.

    Ela afeta quase que exclusivamente mulheres e está relacionada a fatores hormonais, genéticos, metabólicos e inflamatórios.

    O lipedema pode causar sintomas como dor, inchaço, sensação de peso, fragilidade capilar, hematomas e desproporção corporal. Além disso, pode comprometer a mobilidade, a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes. Em casos mais avançados, pode haver associação com o linfedema, que é o acúmulo de líquido nos tecidos.

    Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cerca de 5 milhões convivem com o lipedema sem saber. Isso porque muitas vezes a condição é confundida com obesidade ou celulite, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequados.

    Uma das formas de diferenciar o lipedema da obesidade é observar se há uma distribuição desigual da gordura pelo corpo, ou seja, se há uma região mais volumosa do que as outras, mesmo com dieta e exercícios. Outra característica do lipedema é que a gordura acumulada é dolorosa ao toque e provoca hematomas com facilidade.

    O diagnóstico do lipedema é feito por um médico especialista, como um angiologista ou um cirurgião vascular, através da avaliação clínica e de exames complementares, como ultrassom, tomografia, cintilografia linfática, bioimpedância e ressonância magnética.

    O tratamento do lipedema tem como objetivos aliviar os sintomas, melhorar a circulação sanguínea e linfática, reduzir o volume da gordura e prevenir complicações. Para isso, podem ser indicadas medidas como:

    • Uso de meias ou roupas de compressão;

    • Drenagem linfática manual ou mecânica;

    • Fisioterapia;

    • Exercícios físicos aeróbicos e de fortalecimento muscular;

    • Alimentação equilibrada e anti-inflamatória;

    • Lipoaspiração ou lipoescultura nos casos mais graves.

    O lipedema é uma doença que requer acompanhamento médico regular e multidisciplinar, envolvendo cirurgiões vasculares, dermatologistas, fisioterapeutas e nutricionistas. Com o tratamento adequado, é possível controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

    Ela afeta quase que exclusivamente mulheres e está relacionada a fatores hormonais, genéticos, metabólicos e inflamatórios.

    O lipedema pode causar sintomas como dor, inchaço, sensação de peso, fragilidade capilar, hematomas e desproporção corporal. Além disso, pode comprometer a mobilidade, a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes. Em casos mais avançados, pode haver associação com o linfedema, que é o acúmulo de líquido nos tecidos.

    Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cerca de 5 milhões convivem com o lipedema sem saber. Isso porque muitas vezes a condição é confundida com obesidade ou celulite, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequados.

    Uma das formas de diferenciar o lipedema da obesidade é observar se há uma distribuição desigual da gordura pelo corpo, ou seja, se há uma região mais volumosa do que as outras, mesmo com dieta e exercícios. Outra característica do lipedema é que a gordura acumulada é dolorosa ao toque e provoca hematomas com facilidade.

    O diagnóstico do lipedema é feito por um médico especialista, como um angiologista ou um cirurgião vascular, através da avaliação clínica e de exames complementares, como ultrassom, tomografia, cintilografia linfática, bioimpedância e ressonância magnética.

    O tratamento do lipedema tem como objetivos aliviar os sintomas, melhorar a circulação sanguínea e linfática, reduzir o volume da gordura e prevenir complicações. Para isso, podem ser indicadas medidas como:

    • Uso de meias ou roupas de compressão;

    • Drenagem linfática manual ou mecânica;

    • Fisioterapia;

    • Exercícios físicos aeróbicos e de fortalecimento muscular;

    • Alimentação equilibrada e anti-inflamatória;

    • Lipoaspiração ou lipoescultura nos casos mais graves.

    O lipedema é uma doença que requer acompanhamento médico regular e multidisciplinar, envolvendo cirurgiões vasculares, dermatologistas, fisioterapeutas e nutricionistas. Com o tratamento adequado, é possível controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida das pacientes.