Categoria: Saúde

  • Variante genética protege contra Alzheimer, aponta estudo

    Variante genética protege contra Alzheimer, aponta estudo

    Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Harvard Medical School identificou uma nova variante genética que protege contra a doença de Alzheimer.

    O estudo, publicado na revista Nature Medicine, detalha o caso de um paciente com predisposição genética para desenvolver Alzheimer precoce. Apesar do alto risco, o paciente permaneceu cognitivamente intacto até os 60 anos.

    A nova variante ocorre em um gene diferente da variante genética de outro indivíduo da mesma família, cujo caso foi relatado em 2019. Mas a nova variante aponta para uma via comum da doença. As descobertas da equipe também indicam uma região do cérebro que pode ser um alvo ótimo para tratamentos futuros.

    A variante genética encontrada se chama Reelin-COLBOS e aumenta a função da proteína Reelin, que regula o desenvolvimento e a função das células cerebrais. A Reelin compete com a proteína APOE, que está fortemente implicada no Alzheimer, para se ligar aos mesmos receptores celulares. Quando a Reelin se liga ao receptor, diminui a ativação da tau, uma proteína que forma emaranhados patológicos nos cérebros com Alzheimer. Quando a APOE se liga ao receptor, tem o efeito oposto.

    Os pesquisadores observaram que o paciente tinha uma alta carga de placas de beta-amiloide no cérebro, mas tinha muito pouca patologia de tau em uma região chamada córtex entorrinal, que desempenha um papel crítico na memória e na aprendizagem. Estudos em camundongos também mostraram que a variante Reelin-COLBOS protegia contra a patologia de tau.

    “O caso indica que a região entorrinal pode representar um alvo minúsculo que é crítico para a proteção contra a demência”, disse Yakeel Quiroz, co-autor sênior do estudo.

    Os pesquisadores esperam que o estudo abra novas possibilidades de tratamento para o Alzheimer, já que os casos protegidos mostraram ter níveis extremamente altos de amiloide em seus cérebros, mas foram protegidos.

    “Esses casos extraordinários nos ensinam o que é importante quando se trata de proteção e desafiam muitas das suposições do campo sobre o Alzheimer e sua progressão”, disse Joseph Arboleda-Velasquez, co-autor sênior do estudo.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Nature Medicine, detalha o caso de um paciente com predisposição genética para desenvolver Alzheimer precoce. Apesar do alto risco, o paciente permaneceu cognitivamente intacto até os 60 anos.

    A nova variante ocorre em um gene diferente da variante genética de outro indivíduo da mesma família, cujo caso foi relatado em 2019. Mas a nova variante aponta para uma via comum da doença. As descobertas da equipe também indicam uma região do cérebro que pode ser um alvo ótimo para tratamentos futuros.

    A variante genética encontrada se chama Reelin-COLBOS e aumenta a função da proteína Reelin, que regula o desenvolvimento e a função das células cerebrais. A Reelin compete com a proteína APOE, que está fortemente implicada no Alzheimer, para se ligar aos mesmos receptores celulares. Quando a Reelin se liga ao receptor, diminui a ativação da tau, uma proteína que forma emaranhados patológicos nos cérebros com Alzheimer. Quando a APOE se liga ao receptor, tem o efeito oposto.

    Os pesquisadores observaram que o paciente tinha uma alta carga de placas de beta-amiloide no cérebro, mas tinha muito pouca patologia de tau em uma região chamada córtex entorrinal, que desempenha um papel crítico na memória e na aprendizagem. Estudos em camundongos também mostraram que a variante Reelin-COLBOS protegia contra a patologia de tau.

    “O caso indica que a região entorrinal pode representar um alvo minúsculo que é crítico para a proteção contra a demência”, disse Yakeel Quiroz, co-autor sênior do estudo.

    Os pesquisadores esperam que o estudo abra novas possibilidades de tratamento para o Alzheimer, já que os casos protegidos mostraram ter níveis extremamente altos de amiloide em seus cérebros, mas foram protegidos.

    “Esses casos extraordinários nos ensinam o que é importante quando se trata de proteção e desafiam muitas das suposições do campo sobre o Alzheimer e sua progressão”, disse Joseph Arboleda-Velasquez, co-autor sênior do estudo.

    Fonte: Link.

  • Fiocruz e Funed obtêm registro da Anvisa para produzir vacina contra meningite

    Fiocruz e Funed obtêm registro da Anvisa para produzir vacina contra meningite

    A meningite é uma doença grave que pode causar sequelas e até a morte. Para prevenir essa infecção, o Brasil conta com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que oferece vacinas gratuitas para a população.

    Uma delas é a vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra os quatro principais tipos de meningite bacteriana.

    Essa vacina é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade, que são os mais propensos a transmitir a bactéria causadora da doença. Até então, o Brasil dependia da importação dessa vacina de uma farmacêutica estrangeira. Mas isso está prestes a mudar.

    Duas instituições públicas brasileiras, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), acabam de receber o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada. O registro é fruto de uma parceria entre as duas instituições e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), que detém a tecnologia do imunizante.

    Essa parceria visa garantir o abastecimento do PNI com a vacina e reduzir a dependência de insumos internacionais. Além disso, fortalece o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e o Sistema Único de Saúde (SUS) do país. A transferência de tecnologia será feita em quatro etapas, até que as instituições nacionais possam produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina.

    Esse é mais um passo na estratégia da Fiocruz de atualizar e ampliar seu portfólio de vacinas, em consonância com as prioridades do Ministério da Saúde. A Funed também se beneficia com o acordo, pois aumenta sua capacidade de produção de produtos biológicos, especialmente no campo das meningites. A GSK, por sua vez, reforça seu compromisso com a saúde pública brasileira, fornecendo imunizantes para o PNI há mais de 30 anos.

    A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Com essa iniciativa, o Brasil avança na busca pela autossuficiência nacional na área da saúde e pelo acesso à imunização para todos.

    Fonte: Link.

    Uma delas é a vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra os quatro principais tipos de meningite bacteriana.

    Essa vacina é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade, que são os mais propensos a transmitir a bactéria causadora da doença. Até então, o Brasil dependia da importação dessa vacina de uma farmacêutica estrangeira. Mas isso está prestes a mudar.

    Duas instituições públicas brasileiras, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), acabam de receber o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada. O registro é fruto de uma parceria entre as duas instituições e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), que detém a tecnologia do imunizante.

    Essa parceria visa garantir o abastecimento do PNI com a vacina e reduzir a dependência de insumos internacionais. Além disso, fortalece o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e o Sistema Único de Saúde (SUS) do país. A transferência de tecnologia será feita em quatro etapas, até que as instituições nacionais possam produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina.

    Esse é mais um passo na estratégia da Fiocruz de atualizar e ampliar seu portfólio de vacinas, em consonância com as prioridades do Ministério da Saúde. A Funed também se beneficia com o acordo, pois aumenta sua capacidade de produção de produtos biológicos, especialmente no campo das meningites. A GSK, por sua vez, reforça seu compromisso com a saúde pública brasileira, fornecendo imunizantes para o PNI há mais de 30 anos.

    A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Com essa iniciativa, o Brasil avança na busca pela autossuficiência nacional na área da saúde e pelo acesso à imunização para todos.

    Fonte: Link.

  • Adoçantes artificiais fazem mal à saúde? Veja o que diz a OMS

    Adoçantes artificiais fazem mal à saúde? Veja o que diz a OMS

    Você costuma usar adoçante no lugar do açúcar para tentar emagrecer ou evitar o diabetes? Se sim, você pode estar cometendo um engano. Segundo uma nova diretriz da Organização Mundial de Saúde (OMS), os adoçantes artificiais devem ser usados apenas por quem já tem diabetes e em quantidades mínimas.

    A OMS analisou uma série de estudos sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde e concluiu que eles não ajudam a emagrecer nem a prevenir o diabetes. Pelo contrário, eles podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, além de reduzir a expectativa de vida.

    Os adoçantes artificiais são substâncias químicas que imitam o sabor do açúcar, mas sem fornecer calorias ou nutrientes. Eles são encontrados em diversos produtos industrializados, como refrigerantes, sucos, balas, bolos e biscoitos. Entre os mais comuns estão o acesulfame K, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e seus derivados.

    Segundo Francesco Branca, diretor de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, as pessoas deveriam reduzir o consumo de açúcares livres (aqueles que são adicionados aos alimentos ou bebidas) e optar por alimentos com açúcares naturais, como frutas, ou alimentos e bebidas sem açúcar.

    “Adoçantes artificiais não são fatores dietéticos essenciais e não têm valor nutricional. As pessoas devem reduzir completamente a doçura da dieta, começando cedo na vida, para melhorar sua saúde”, afirma o especialista.

    A recomendação da OMS é que os adultos consumam no máximo 25 gramas de açúcar por dia (o equivalente a seis colheres de chá). Já os adoçantes artificiais devem ser usados com moderação e apenas por quem tem diabetes diagnosticado.

    Para Levimar Araújo, presidente do departamento de Diabetes Mellitus da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a posição da OMS vai ao encontro do que os médicos já observam há algum tempo.

    “O estudo chama a atenção de que a gente deve reduzir ao máximo tanto a quantidade de açúcar quanto de alimentos artificiais no dia a dia, utilizando-os o mínimo possível”, diz o especialista. “O que a gente vê por aí são pessoas que substituem o açúcar pelo adoçante, mas continuam consumindo alimentos extremamente açucarados, com excesso de adoçante que, por ser um produto químico, também faz mal à saúde quando usado em excesso”, completa.

    Segundo o médico, as pessoas devem olhar para seus hábitos alimentares de maneira ampla, buscando comer mais alimentos naturais e em composições equilibradas. Ou seja, além de evitar adoçar o cafezinho com açúcar ou adoçante, deve-se prestar atenção aos rótulos de alimentos industrializados que são ricos em adoçantes químicos artificiais.

    Fonte: Link.

    A OMS analisou uma série de estudos sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde e concluiu que eles não ajudam a emagrecer nem a prevenir o diabetes. Pelo contrário, eles podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, além de reduzir a expectativa de vida.

    Os adoçantes artificiais são substâncias químicas que imitam o sabor do açúcar, mas sem fornecer calorias ou nutrientes. Eles são encontrados em diversos produtos industrializados, como refrigerantes, sucos, balas, bolos e biscoitos. Entre os mais comuns estão o acesulfame K, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e seus derivados.

    Segundo Francesco Branca, diretor de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, as pessoas deveriam reduzir o consumo de açúcares livres (aqueles que são adicionados aos alimentos ou bebidas) e optar por alimentos com açúcares naturais, como frutas, ou alimentos e bebidas sem açúcar.

    “Adoçantes artificiais não são fatores dietéticos essenciais e não têm valor nutricional. As pessoas devem reduzir completamente a doçura da dieta, começando cedo na vida, para melhorar sua saúde”, afirma o especialista.

    A recomendação da OMS é que os adultos consumam no máximo 25 gramas de açúcar por dia (o equivalente a seis colheres de chá). Já os adoçantes artificiais devem ser usados com moderação e apenas por quem tem diabetes diagnosticado.

    Para Levimar Araújo, presidente do departamento de Diabetes Mellitus da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a posição da OMS vai ao encontro do que os médicos já observam há algum tempo.

    “O estudo chama a atenção de que a gente deve reduzir ao máximo tanto a quantidade de açúcar quanto de alimentos artificiais no dia a dia, utilizando-os o mínimo possível”, diz o especialista. “O que a gente vê por aí são pessoas que substituem o açúcar pelo adoçante, mas continuam consumindo alimentos extremamente açucarados, com excesso de adoçante que, por ser um produto químico, também faz mal à saúde quando usado em excesso”, completa.

    Segundo o médico, as pessoas devem olhar para seus hábitos alimentares de maneira ampla, buscando comer mais alimentos naturais e em composições equilibradas. Ou seja, além de evitar adoçar o cafezinho com açúcar ou adoçante, deve-se prestar atenção aos rótulos de alimentos industrializados que são ricos em adoçantes químicos artificiais.

    Fonte: Link.

  • HOPO 14-1: um novo medicamento oral para remover a contaminação radioativa do corpo

    HOPO 14-1: um novo medicamento oral para remover a contaminação radioativa do corpo

    A contaminação radioativa interna ocorre quando elementos radioativos são absorvidos pela pele ferida, inalados ou ingeridos. Isso pode acontecer como resultado de um acidente em uma usina nuclear ou da detonação de uma “bomba suja” ou arma nuclear.

    Como os átomos dos elementos radioativos decaem, eles emitem radiação ionizante, que pode danificar o DNA, os tecidos e os órgãos. Um método para reduzir o risco desse dano é remover os elementos radioativos do corpo o mais rápido possível após a contaminação ocorrer.

    Atualmente, existem dois produtos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para remover a contaminação radioativa interna. Esses medicamentos, ambos baseados em dietilenotriamina pentaacetato (DTPA), são administrados por via intravenosa por um profissional de saúde e podem remover três elementos radioativos: plutônio, amerício e cúrio. No entanto, esses medicamentos têm limitações, como a necessidade de uma via de administração invasiva e demorada e a baixa eficácia contra outros elementos radioativos.

    HOPO 14-1 é um novo medicamento experimental que foi formulado como uma cápsula oral, que seria mais fácil do que um medicamento intravenoso de estocar e implantar e administrar durante uma emergência. Além disso, HOPO 14-1 pode remover efetivamente muitos contaminantes radioativos, incluindo urânio e neptúnio, além de plutônio, amerício e cúrio. Estudos pré-clínicos mostraram que HOPO 14-1 é até 100 vezes mais eficaz do que DTPA na ligação e remoção desses elementos radioativos.

    O National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), parte do National Institutes of Health (NIH), está financiando o ensaio clínico de fase 1 de HOPO 14-1, que é patrocinado e conduzido pela SRI International de Menlo Park, Califórnia. O ensaio clínico está ocorrendo em um local em Plymouth, Michigan, sob a liderança de Sascha N. Goonewardena, MD, um médico-investigador na Unidade de Ensaios Clínicos da SRI e professor assistente de medicina na Universidade de Michigan Medical School em Ann Arbor. O ensaio começou em abril de 2023 e busca definir o perfil de segurança e tolerabilidade de HOPO 14-1 em participantes saudáveis.

    O desenvolvimento deste medicamento foi especialmente inovador, pois o medicamento anteriormente aprovado para descontaminação de radionuclídeos transurânicos, DTPA, só pode ser administrado por via intravenosa ou por nebulizador – ambos os quais são opções menos viáveis ​​para tratar rapidamente grandes populações do que a via oral de HOPO 14-1. Uma rota de administração mais fácil é fundamental para tratar rapidamente as pessoas em situações de emergência de contaminação radioativa.

    O NIAID financiou a descoberta e o desenvolvimento de HOPO 14-1 desde 2006. O ingrediente farmacêutico ativo no medicamento é chamado de 3,4,3-LI (1,2-HOPO). Mais informações sobre este ensaio clínico estão disponíveis em clinicaltrials.gov sob o estudo NCT05628961.

    Fonte: Link.

    Como os átomos dos elementos radioativos decaem, eles emitem radiação ionizante, que pode danificar o DNA, os tecidos e os órgãos. Um método para reduzir o risco desse dano é remover os elementos radioativos do corpo o mais rápido possível após a contaminação ocorrer.

    Atualmente, existem dois produtos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para remover a contaminação radioativa interna. Esses medicamentos, ambos baseados em dietilenotriamina pentaacetato (DTPA), são administrados por via intravenosa por um profissional de saúde e podem remover três elementos radioativos: plutônio, amerício e cúrio. No entanto, esses medicamentos têm limitações, como a necessidade de uma via de administração invasiva e demorada e a baixa eficácia contra outros elementos radioativos.

    HOPO 14-1 é um novo medicamento experimental que foi formulado como uma cápsula oral, que seria mais fácil do que um medicamento intravenoso de estocar e implantar e administrar durante uma emergência. Além disso, HOPO 14-1 pode remover efetivamente muitos contaminantes radioativos, incluindo urânio e neptúnio, além de plutônio, amerício e cúrio. Estudos pré-clínicos mostraram que HOPO 14-1 é até 100 vezes mais eficaz do que DTPA na ligação e remoção desses elementos radioativos.

    O National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), parte do National Institutes of Health (NIH), está financiando o ensaio clínico de fase 1 de HOPO 14-1, que é patrocinado e conduzido pela SRI International de Menlo Park, Califórnia. O ensaio clínico está ocorrendo em um local em Plymouth, Michigan, sob a liderança de Sascha N. Goonewardena, MD, um médico-investigador na Unidade de Ensaios Clínicos da SRI e professor assistente de medicina na Universidade de Michigan Medical School em Ann Arbor. O ensaio começou em abril de 2023 e busca definir o perfil de segurança e tolerabilidade de HOPO 14-1 em participantes saudáveis.

    O desenvolvimento deste medicamento foi especialmente inovador, pois o medicamento anteriormente aprovado para descontaminação de radionuclídeos transurânicos, DTPA, só pode ser administrado por via intravenosa ou por nebulizador – ambos os quais são opções menos viáveis ​​para tratar rapidamente grandes populações do que a via oral de HOPO 14-1. Uma rota de administração mais fácil é fundamental para tratar rapidamente as pessoas em situações de emergência de contaminação radioativa.

    O NIAID financiou a descoberta e o desenvolvimento de HOPO 14-1 desde 2006. O ingrediente farmacêutico ativo no medicamento é chamado de 3,4,3-LI (1,2-HOPO). Mais informações sobre este ensaio clínico estão disponíveis em clinicaltrials.gov sob o estudo NCT05628961.

    Fonte: Link.

  • O Brasil e a América do Sul lideram o uso excessivo de agrotóxicos, alerta jornal francês

    O Brasil e a América do Sul lideram o uso excessivo de agrotóxicos, alerta jornal francês

    O jornal francês Le Monde publicou uma matéria sobre o “Atlas dos Agrotóxicos 2022”, um relatório que mostra a pegada mundial de um negócio tóxico que afeta a saúde humana e o meio ambiente.

    O Atlas, elaborado por organizações não governamentais da Europa e da América Latina, revela que o uso de agrotóxicos aumentou 80% desde 1990 em todo o mundo, sendo que o Brasil e a América do Sul são os maiores consumidores dessas substâncias.

    Segundo o Atlas, o Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos, com uma média de 7,3 litros por habitante por ano. Em seguida, vem a Argentina, com 6,9 litros, e o Paraguai, com 5,9 litros. Esses países são os principais produtores de soja, milho e algodão transgênicos, que dependem de grandes quantidades de herbicidas para combater as ervas daninhas. O Atlas também destaca que muitos dos agrotóxicos usados na América do Sul são proibidos ou restritos na União Europeia (UE), por representarem riscos à saúde e ao ambiente.

    Os agrotóxicos são responsáveis por causar diversos problemas, como intoxicações agudas e crônicas, câncer, malformações congênitas, distúrbios hormonais, neurológicos e reprodutivos, além de contaminar os solos, as águas, os alimentos e a biodiversidade. De acordo com um estudo citado pelo Atlas, 385 milhões de pessoas na agricultura adoecem a cada ano por intoxicação aguda por agrotóxicos, sendo que 11 mil morrem. As mulheres e os trabalhadores rurais do Sul global são os mais afetados.

    O Atlas também denuncia o poder das corporações que dominam o mercado global de agrotóxicos, como Bayer-Monsanto, Syngenta-ChemChina e Corteva Agriscience. Essas empresas faturam bilhões de dólares com a venda de seus produtos químicos e influenciam as políticas públicas e as normas regulatórias dos países onde atuam. O Atlas aponta que essas empresas usam estratégias como lobby, propaganda enganosa, ocultação de dados científicos e pressão sobre os agricultores para manter e expandir seus negócios.

    Diante desse cenário alarmante, o Atlas propõe uma mudança urgente no modelo agrícola vigente, baseado na monocultura intensiva e no uso de agrotóxicos. O Atlas defende a transição para uma agricultura agroecológica, que respeita os ciclos da natureza, a diversidade dos ecossistemas e a soberania alimentar dos povos. O Atlas também recomenda medidas como a redução progressiva do uso de agrotóxicos, o fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle, a proteção dos direitos humanos e ambientais dos trabalhadores rurais e dos consumidores e a responsabilização das empresas poluidoras.

    O “Atlas dos Agrotóxicos 2022” é uma ferramenta importante para conscientizar a sociedade sobre os impactos negativos dos agrotóxicos e para mobilizar ações em defesa de uma agricultura mais sustentável e saudável para todos.

    Fonte: Link.

    O Atlas, elaborado por organizações não governamentais da Europa e da América Latina, revela que o uso de agrotóxicos aumentou 80% desde 1990 em todo o mundo, sendo que o Brasil e a América do Sul são os maiores consumidores dessas substâncias.

    Segundo o Atlas, o Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos, com uma média de 7,3 litros por habitante por ano. Em seguida, vem a Argentina, com 6,9 litros, e o Paraguai, com 5,9 litros. Esses países são os principais produtores de soja, milho e algodão transgênicos, que dependem de grandes quantidades de herbicidas para combater as ervas daninhas. O Atlas também destaca que muitos dos agrotóxicos usados na América do Sul são proibidos ou restritos na União Europeia (UE), por representarem riscos à saúde e ao ambiente.

    Os agrotóxicos são responsáveis por causar diversos problemas, como intoxicações agudas e crônicas, câncer, malformações congênitas, distúrbios hormonais, neurológicos e reprodutivos, além de contaminar os solos, as águas, os alimentos e a biodiversidade. De acordo com um estudo citado pelo Atlas, 385 milhões de pessoas na agricultura adoecem a cada ano por intoxicação aguda por agrotóxicos, sendo que 11 mil morrem. As mulheres e os trabalhadores rurais do Sul global são os mais afetados.

    O Atlas também denuncia o poder das corporações que dominam o mercado global de agrotóxicos, como Bayer-Monsanto, Syngenta-ChemChina e Corteva Agriscience. Essas empresas faturam bilhões de dólares com a venda de seus produtos químicos e influenciam as políticas públicas e as normas regulatórias dos países onde atuam. O Atlas aponta que essas empresas usam estratégias como lobby, propaganda enganosa, ocultação de dados científicos e pressão sobre os agricultores para manter e expandir seus negócios.

    Diante desse cenário alarmante, o Atlas propõe uma mudança urgente no modelo agrícola vigente, baseado na monocultura intensiva e no uso de agrotóxicos. O Atlas defende a transição para uma agricultura agroecológica, que respeita os ciclos da natureza, a diversidade dos ecossistemas e a soberania alimentar dos povos. O Atlas também recomenda medidas como a redução progressiva do uso de agrotóxicos, o fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle, a proteção dos direitos humanos e ambientais dos trabalhadores rurais e dos consumidores e a responsabilização das empresas poluidoras.

    O “Atlas dos Agrotóxicos 2022” é uma ferramenta importante para conscientizar a sociedade sobre os impactos negativos dos agrotóxicos e para mobilizar ações em defesa de uma agricultura mais sustentável e saudável para todos.

    Fonte: Link.

  • Brasil confirma primeiros casos de gripe aviária em aves silvestres no ES

    Brasil confirma primeiros casos de gripe aviária em aves silvestres no ES

    A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, podendo causar graves prejuízos econômicos para a avicultura comercial e riscos à saúde pública.

    O vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) pode ser transmitido por aves migratórias que entram em contato com aves locais, seja de subsistência, produção ou silvestres.

    O Brasil nunca registrou casos de IAAP em seu território, mas recentemente o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a identificação dos dois primeiros casos da doença em duas aves marinhas da espécie Trinta-réis-de-bando, resgatadas no litoral do Espírito Santo. Esses foram os primeiros casos da doença registrados no Brasil.

    Segundo o Mapa, as aves não fazem parte do sistema de produção avícola e não há risco de contaminação nas fábricas de frangos e ovos ou de afetar o abastecimento interno. Os alimentos podem ser consumidos com segurança. Além disso, o ministério ressalta que a situação não muda o reconhecimento do Brasil como país livre da gripe aviária pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA).

    Apesar disso, o Mapa declarou estado de alerta e intensificou as medidas de prevenção e vigilância da doença no país, em atenção ao aumento dos casos de IAAP na América do Sul. Países vizinhos como Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile já notificaram focos da doença em aves silvestres e domésticas. O período de maior migração de aves do Hemisfério Norte para a América do Sul vai de novembro a abril.

    O Mapa orienta os produtores a reforçarem as medidas de biosseguridade nas granjas e a notificarem imediatamente qualquer suspeita da doença aos serviços veterinários oficiais ou pela internet na plataforma e-Sisbravet. A influenza aviária de alta patogenicidade é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves que pode ser acompanhada por sinais clínicos, tais como andar cambaleante; torcicolo; dificuldade respiratória e diarreia.

    A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos, mas pode infectar humanos por meio do contato com aves infectadas, vivas ou mortas. Por isso, não se deve tocar ou recolher aves doentes, pois o vírus fica presente em fezes e secreções respiratórias dos animais.

    A Embrapa Suínos e Aves disponibiliza em seu site informações básicas sobre a influenza aviária para produtores, viajantes e extensionistas, além de um plano de contingência para a doença.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

    O vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) pode ser transmitido por aves migratórias que entram em contato com aves locais, seja de subsistência, produção ou silvestres.

    O Brasil nunca registrou casos de IAAP em seu território, mas recentemente o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a identificação dos dois primeiros casos da doença em duas aves marinhas da espécie Trinta-réis-de-bando, resgatadas no litoral do Espírito Santo. Esses foram os primeiros casos da doença registrados no Brasil.

    Segundo o Mapa, as aves não fazem parte do sistema de produção avícola e não há risco de contaminação nas fábricas de frangos e ovos ou de afetar o abastecimento interno. Os alimentos podem ser consumidos com segurança. Além disso, o ministério ressalta que a situação não muda o reconhecimento do Brasil como país livre da gripe aviária pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA).

    Apesar disso, o Mapa declarou estado de alerta e intensificou as medidas de prevenção e vigilância da doença no país, em atenção ao aumento dos casos de IAAP na América do Sul. Países vizinhos como Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile já notificaram focos da doença em aves silvestres e domésticas. O período de maior migração de aves do Hemisfério Norte para a América do Sul vai de novembro a abril.

    O Mapa orienta os produtores a reforçarem as medidas de biosseguridade nas granjas e a notificarem imediatamente qualquer suspeita da doença aos serviços veterinários oficiais ou pela internet na plataforma e-Sisbravet. A influenza aviária de alta patogenicidade é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves que pode ser acompanhada por sinais clínicos, tais como andar cambaleante; torcicolo; dificuldade respiratória e diarreia.

    A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos, mas pode infectar humanos por meio do contato com aves infectadas, vivas ou mortas. Por isso, não se deve tocar ou recolher aves doentes, pois o vírus fica presente em fezes e secreções respiratórias dos animais.

    A Embrapa Suínos e Aves disponibiliza em seu site informações básicas sobre a influenza aviária para produtores, viajantes e extensionistas, além de um plano de contingência para a doença.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

  • Fezolinetant: o novo medicamento para tratar os fogachos da menopausa

    Fezolinetant: o novo medicamento para tratar os fogachos da menopausa

    A menopausa é uma fase da vida das mulheres que traz muitas mudanças hormonais e físicas. Uma das mais incômodas são os fogachos, aquelas ondas de calor repentinas que causam suor e desconforto.

    Muitas mulheres recorrem à terapia hormonal para aliviar esses sintomas, mas essa opção pode ter efeitos colaterais indesejados, como risco de câncer de mama e trombose.

    Por isso, pesquisadores têm buscado outras formas de tratar os fogachos sem interferir nos hormônios femininos. Uma delas é o fezolinetant, um medicamento que age no cérebro, bloqueando a ação de um neurotransmissor chamado neuroquinina B. Esse neurotransmissor está envolvido na regulação da temperatura corporal e aumenta durante a menopausa.

    O fezolinetant foi testado em ensaios clínicos com mais de 2 mil mulheres na pós-menopausa que sofriam de fogachos moderados a graves. Os resultados mostraram que o medicamento reduziu significativamente a frequência e a intensidade dos fogachos, melhorando a qualidade de vida das participantes. Além disso, o fezolinetant teve poucos efeitos colaterais, sendo bem tolerado pelas mulheres.

    Com base nesses dados, a FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou o fezolinetant como o primeiro tratamento não hormonal para os fogachos da menopausa. O medicamento deve chegar ao mercado americano em 2023, sob o nome comercial de Kyzatrex.

    O fezolinetant representa uma nova esperança para as mulheres que sofrem com os fogachos e não querem ou não podem usar hormônios. No entanto, ainda são necessários mais estudos para avaliar os efeitos do medicamento a longo prazo e em diferentes grupos populacionais.

    Fonte: Link.

    Muitas mulheres recorrem à terapia hormonal para aliviar esses sintomas, mas essa opção pode ter efeitos colaterais indesejados, como risco de câncer de mama e trombose.

    Por isso, pesquisadores têm buscado outras formas de tratar os fogachos sem interferir nos hormônios femininos. Uma delas é o fezolinetant, um medicamento que age no cérebro, bloqueando a ação de um neurotransmissor chamado neuroquinina B. Esse neurotransmissor está envolvido na regulação da temperatura corporal e aumenta durante a menopausa.

    O fezolinetant foi testado em ensaios clínicos com mais de 2 mil mulheres na pós-menopausa que sofriam de fogachos moderados a graves. Os resultados mostraram que o medicamento reduziu significativamente a frequência e a intensidade dos fogachos, melhorando a qualidade de vida das participantes. Além disso, o fezolinetant teve poucos efeitos colaterais, sendo bem tolerado pelas mulheres.

    Com base nesses dados, a FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou o fezolinetant como o primeiro tratamento não hormonal para os fogachos da menopausa. O medicamento deve chegar ao mercado americano em 2023, sob o nome comercial de Kyzatrex.

    O fezolinetant representa uma nova esperança para as mulheres que sofrem com os fogachos e não querem ou não podem usar hormônios. No entanto, ainda são necessários mais estudos para avaliar os efeitos do medicamento a longo prazo e em diferentes grupos populacionais.

    Fonte: Link.

  • Vacina contra COVID-19 gera anticorpos que neutralizam vários sarbecovírus

    Vacina contra COVID-19 gera anticorpos que neutralizam vários sarbecovírus

    Uma das estratégias para combater a pandemia de COVID-19 é o desenvolvimento de vacinas que possam proteger contra o SARS-CoV-2 e seus variantes, bem como contra outros vírus relacionados da família dos sarbecovírus.

    Nesse sentido, uma pesquisa publicada na revista Science Translational Medicine mostrou que uma vacina de subunidade com adjuvante AS03 induziu a produção de anticorpos monoclonais extremamente potentes que neutralizaram múltiplos sarbecovírus em macacos.

    Os pesquisadores vacinaram macacos com duas doses de uma vacina contendo a proteína RBD ou a proteína Hexapro do SARS-CoV-2, ambas ligadas a nanopartículas e combinadas com o adjuvante AS03, que aumenta a resposta imunológica. Em seguida, eles isolaram e caracterizaram os anticorpos monoclonais produzidos pelos animais ao longo de um ano após a vacinação.

    Eles descobriram que os anticorpos se tornaram progressivamente mais potentes e abrangentes com o tempo, acumulando mutações somáticas nos genes das imunoglobulinas das células B de memória. Alguns dos anticorpos isolados foram capazes de neutralizar não apenas o SARS-CoV-2 e seus variantes, incluindo a Omicron, mas também outros sarbecovírus como o SARS-CoV, o WIV-1 e o SHC014. Esses anticorpos reconheceram sítios conservados dentro do domínio de ligação ao receptor (RBD) da proteína spike dos vírus.

    Os pesquisadores também testaram a eficácia dos anticorpos em camundongos infectados com diferentes sarbecovírus. Eles observaram que a administração profilática dos anticorpos conferiu proteção completa contra o SARS-CoV-2, a Omicron, o SARS-CoV e o SHC014, reduzindo a carga viral nos pulmões dos animais.

    Esses dados demonstram que a vacina de subunidade com adjuvante AS03 pode gerar anticorpos altamente potentes e abrangentes contra os sarbecovírus. Esses anticorpos podem ser usados como terapias ou profiláticos para prevenir ou tratar infecções por esses vírus. Além disso, os resultados sugerem que essa vacina pode oferecer uma proteção duradoura e ampla contra o SARS-CoV-2 e seus variantes emergentes.

    Nesse sentido, uma pesquisa publicada na revista Science Translational Medicine mostrou que uma vacina de subunidade com adjuvante AS03 induziu a produção de anticorpos monoclonais extremamente potentes que neutralizaram múltiplos sarbecovírus em macacos.

    Os pesquisadores vacinaram macacos com duas doses de uma vacina contendo a proteína RBD ou a proteína Hexapro do SARS-CoV-2, ambas ligadas a nanopartículas e combinadas com o adjuvante AS03, que aumenta a resposta imunológica. Em seguida, eles isolaram e caracterizaram os anticorpos monoclonais produzidos pelos animais ao longo de um ano após a vacinação.

    Eles descobriram que os anticorpos se tornaram progressivamente mais potentes e abrangentes com o tempo, acumulando mutações somáticas nos genes das imunoglobulinas das células B de memória. Alguns dos anticorpos isolados foram capazes de neutralizar não apenas o SARS-CoV-2 e seus variantes, incluindo a Omicron, mas também outros sarbecovírus como o SARS-CoV, o WIV-1 e o SHC014. Esses anticorpos reconheceram sítios conservados dentro do domínio de ligação ao receptor (RBD) da proteína spike dos vírus.

    Os pesquisadores também testaram a eficácia dos anticorpos em camundongos infectados com diferentes sarbecovírus. Eles observaram que a administração profilática dos anticorpos conferiu proteção completa contra o SARS-CoV-2, a Omicron, o SARS-CoV e o SHC014, reduzindo a carga viral nos pulmões dos animais.

    Esses dados demonstram que a vacina de subunidade com adjuvante AS03 pode gerar anticorpos altamente potentes e abrangentes contra os sarbecovírus. Esses anticorpos podem ser usados como terapias ou profiláticos para prevenir ou tratar infecções por esses vírus. Além disso, os resultados sugerem que essa vacina pode oferecer uma proteção duradoura e ampla contra o SARS-CoV-2 e seus variantes emergentes.

  • SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    A pandemia da Covid-19 ainda não acabou e a busca por vacinas eficazes e seguras continua. Uma das apostas é a SpiN-Tec, uma vacina desenvolvida por pesquisadores da UFMG e da Fiocruz, que é a primeira 100% nacional, pois não depende de tecnologias ou insumos de outros países.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

  • Governo sanciona fonte de recursos para piso salarial da enfermagem: o que isso significa?

    Governo sanciona fonte de recursos para piso salarial da enfermagem: o que isso significa?

    No Dia Internacional da Enfermagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei 14.581/23 que garante o pagamento do piso nacional da enfermagem em todo o país.

    A medida atende a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido o pagamento do piso em setembro de 2022.

    O piso salarial da enfermagem foi aprovado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2022, após uma longa mobilização da categoria, que reivindicava melhores condições de trabalho e remuneração. A lei estabelece que os enfermeiros devem receber pelo menos R$ 4.750 por mês; os técnicos de enfermagem, R$ 3.325; e os auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.

    Para garantir o cumprimento da lei, o governo federal abriu um crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde e regulamentou os repasses para estados e municípios. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, existem atualmente 2,8 milhões de profissionais do setor no Brasil, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem. Além de 60 mil parteiras, que ajudam em 450 mil partos por ano, sendo 20% na área rural.

    A sanção da lei é uma vitória para a enfermagem brasileira, que desempenha um papel fundamental na saúde pública e no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O piso salarial reconhece a importância e a qualificação desses profissionais, que merecem respeito e valorização.

    A medida atende a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido o pagamento do piso em setembro de 2022.

    O piso salarial da enfermagem foi aprovado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2022, após uma longa mobilização da categoria, que reivindicava melhores condições de trabalho e remuneração. A lei estabelece que os enfermeiros devem receber pelo menos R$ 4.750 por mês; os técnicos de enfermagem, R$ 3.325; e os auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.

    Para garantir o cumprimento da lei, o governo federal abriu um crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde e regulamentou os repasses para estados e municípios. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, existem atualmente 2,8 milhões de profissionais do setor no Brasil, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem. Além de 60 mil parteiras, que ajudam em 450 mil partos por ano, sendo 20% na área rural.

    A sanção da lei é uma vitória para a enfermagem brasileira, que desempenha um papel fundamental na saúde pública e no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O piso salarial reconhece a importância e a qualificação desses profissionais, que merecem respeito e valorização.