Tag: Brasil

  • Proteínas desreguladas na meia-idade podem aumentar o risco de demência, diz estudo

    Proteínas desreguladas na meia-idade podem aumentar o risco de demência, diz estudo

    Um novo estudo revelou que certas proteínas que estão em níveis anormais na meia-idade podem aumentar o risco de desenvolver demência na velhice.

    Essas proteínas podem ter implicações para o diagnóstico e o tratamento das doenças que causam demência, como o Alzheimer.

    Proteínas desreguladas e demência

    Os pesquisadores analisaram os níveis de mais de 5 mil proteínas no sangue de 2 mil pessoas com idades entre 40 e 59 anos. Eles acompanharam essas pessoas por 25 anos e registraram quais delas desenvolveram demência. Eles descobriram que 32 proteínas estavam fortemente associadas a um maior risco de demência, independentemente de outros fatores como idade, sexo, pressão arterial e colesterol. Surpreendentemente, a maioria dessas proteínas não tinha funções relacionadas ao cérebro, mas sim a outros órgãos e tecidos do corpo.

    Proteostase e Alzheimer

    Uma das funções que algumas das proteínas desreguladas desempenham é a proteostase, que é o processo de manter o equilíbrio dos níveis de proteínas no proteoma, o conjunto de todas as proteínas presentes em uma célula ou organismo. A proteostase é importante para evitar que as proteínas se acumulem ou se agreguem, formando estruturas anormais que podem prejudicar as células. Esse é o caso das proteínas amilóide e tau, que se agregam no cérebro das pessoas com doença de Alzheimer, a causa mais comum de demência. Essas proteínas formam placas e emaranhados que interferem na comunicação entre os neurônios e levam à morte celular.

    Sistema imunológico e demência

    Outra função que algumas das proteínas desreguladas estão envolvidas é a do sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo contra agentes infecciosos e outras ameaças. O sistema imunológico também tem um papel na demência, pois pode causar inflamação crônica no cérebro, que é prejudicial para as células nervosas. Além disso, estudos anteriores mostraram que pessoas com doenças imunes, como artrite reumatoide ou lúpus, são mais propensas a desenvolver Alzheimer do que pessoas sem essas condições.

    Implicações para diagnóstico e tratamento

    Os pesquisadores esperam que as proteínas desreguladas possam contribuir para o desenvolvimento de novos testes diagnósticos ou até tratamentos para as doenças que causam demência. Por exemplo, medir os níveis dessas proteínas no sangue poderia ajudar a identificar as pessoas em maior risco de demência ou monitorar a progressão da doença. Além disso, entender como essas proteínas afetam a fisiologia da demência poderia revelar novos alvos terapêuticos ou biomarcadores para diferenciar os diferentes tipos ou estágios da doença. Isso poderia permitir uma abordagem mais personalizada e eficaz para o tratamento da demência.

    Em conclusão, o estudo mostrou que há uma ligação entre as proteínas desreguladas na meia-idade e o risco de demência na velhice. Essa descoberta pode abrir novos caminhos para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças que causam demência, como o Alzheimer. No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar os resultados e entender melhor os mecanismos envolvidos.

    Essas proteínas podem ter implicações para o diagnóstico e o tratamento das doenças que causam demência, como o Alzheimer.

    Proteínas desreguladas e demência

    Os pesquisadores analisaram os níveis de mais de 5 mil proteínas no sangue de 2 mil pessoas com idades entre 40 e 59 anos. Eles acompanharam essas pessoas por 25 anos e registraram quais delas desenvolveram demência. Eles descobriram que 32 proteínas estavam fortemente associadas a um maior risco de demência, independentemente de outros fatores como idade, sexo, pressão arterial e colesterol. Surpreendentemente, a maioria dessas proteínas não tinha funções relacionadas ao cérebro, mas sim a outros órgãos e tecidos do corpo.

    Proteostase e Alzheimer

    Uma das funções que algumas das proteínas desreguladas desempenham é a proteostase, que é o processo de manter o equilíbrio dos níveis de proteínas no proteoma, o conjunto de todas as proteínas presentes em uma célula ou organismo. A proteostase é importante para evitar que as proteínas se acumulem ou se agreguem, formando estruturas anormais que podem prejudicar as células. Esse é o caso das proteínas amilóide e tau, que se agregam no cérebro das pessoas com doença de Alzheimer, a causa mais comum de demência. Essas proteínas formam placas e emaranhados que interferem na comunicação entre os neurônios e levam à morte celular.

    Sistema imunológico e demência

    Outra função que algumas das proteínas desreguladas estão envolvidas é a do sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo contra agentes infecciosos e outras ameaças. O sistema imunológico também tem um papel na demência, pois pode causar inflamação crônica no cérebro, que é prejudicial para as células nervosas. Além disso, estudos anteriores mostraram que pessoas com doenças imunes, como artrite reumatoide ou lúpus, são mais propensas a desenvolver Alzheimer do que pessoas sem essas condições.

    Implicações para diagnóstico e tratamento

    Os pesquisadores esperam que as proteínas desreguladas possam contribuir para o desenvolvimento de novos testes diagnósticos ou até tratamentos para as doenças que causam demência. Por exemplo, medir os níveis dessas proteínas no sangue poderia ajudar a identificar as pessoas em maior risco de demência ou monitorar a progressão da doença. Além disso, entender como essas proteínas afetam a fisiologia da demência poderia revelar novos alvos terapêuticos ou biomarcadores para diferenciar os diferentes tipos ou estágios da doença. Isso poderia permitir uma abordagem mais personalizada e eficaz para o tratamento da demência.

    Em conclusão, o estudo mostrou que há uma ligação entre as proteínas desreguladas na meia-idade e o risco de demência na velhice. Essa descoberta pode abrir novos caminhos para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças que causam demência, como o Alzheimer. No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar os resultados e entender melhor os mecanismos envolvidos.

  • Déficit nas contas públicas aumenta e preocupa governo em 2023

    Déficit nas contas públicas aumenta e preocupa governo em 2023

    O Brasil enfrenta um cenário fiscal desafiador em 2023. O governo revisou para cima o déficit nas contas públicas deste ano, que deve ficar em R$ 145,4 bilhões, além de um excesso de despesas de mais R$ 1,5 bilhão.

    Isso significa que o país vai gastar muito mais do que arrecadar, comprometendo a sustentabilidade das finanças públicas e a confiança dos investidores.

    O rombo nas contas públicas corresponde a 1,4% do PIB e é maior do que a projeção anterior de junho, que era de R$ 136,4 bilhões. A piora se deve principalmente à queda de receitas e ao aumento de despesas. A receita primária do ano foi reduzida de R$ 2,367 trilhões para R$ 2,366 trilhões, por conta da menor arrecadação de alguns tributos e dividendos. As despesas primárias tiveram redução de apenas R$ 1,9 bilhão em gastos com pessoal e encargos sociais, e o acréscimo de R$ 4,6 bilhões em apoio financeiro a estados e municípios.

    O governo tem enfrentado dificuldades para cumprir o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. Além disso, há pressões por mais gastos sociais, como o auxílio emergencial e o novo programa Bolsa Família. O desafio é equilibrar as demandas da população com a responsabilidade fiscal, evitando o risco de uma crise ainda maior.

    Isso significa que o país vai gastar muito mais do que arrecadar, comprometendo a sustentabilidade das finanças públicas e a confiança dos investidores.

    O rombo nas contas públicas corresponde a 1,4% do PIB e é maior do que a projeção anterior de junho, que era de R$ 136,4 bilhões. A piora se deve principalmente à queda de receitas e ao aumento de despesas. A receita primária do ano foi reduzida de R$ 2,367 trilhões para R$ 2,366 trilhões, por conta da menor arrecadação de alguns tributos e dividendos. As despesas primárias tiveram redução de apenas R$ 1,9 bilhão em gastos com pessoal e encargos sociais, e o acréscimo de R$ 4,6 bilhões em apoio financeiro a estados e municípios.

    O governo tem enfrentado dificuldades para cumprir o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. Além disso, há pressões por mais gastos sociais, como o auxílio emergencial e o novo programa Bolsa Família. O desafio é equilibrar as demandas da população com a responsabilidade fiscal, evitando o risco de uma crise ainda maior.

  • Créditos de carbono: o que são, como funcionam e por que são importantes para o meio ambiente

    Créditos de carbono: o que são, como funcionam e por que são importantes para o meio ambiente

    Créditos de carbono são uma forma de compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) que contribuem para o aquecimento global.

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    Eles funcionam como um mecanismo de mercado que incentiva a redução das emissões e o investimento em projetos ambientais.

    Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. Os créditos podem ser gerados por atividades que evitam ou reduzem as emissões, como o uso de energias renováveis, a eficiência energética, o reflorestamento e a conservação da biodiversidade. Eles também podem ser gerados por atividades que capturam e armazenam o CO2, como o sequestro geológico ou a bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS).

    Os créditos de carbono podem ser negociados em mercados regulados ou voluntários. Os mercados regulados são aqueles que seguem as regras de acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto ou o Acordo de Paris, que estabelecem metas de redução de emissões para os países participantes. Os mercados voluntários são aqueles que envolvem empresas, organizações ou indivíduos que querem compensar suas emissões por iniciativa própria, sem uma obrigação legal.

    Os benefícios dos créditos de carbono são diversos. Eles podem contribuir para mitigar as mudanças climáticas, promover o desenvolvimento sustentável, gerar renda para comunidades locais, preservar os recursos naturais e incentivar a inovação tecnológica. No entanto, eles também enfrentam alguns desafios, como a garantia da qualidade, a transparência, a verificação e a adicionalidade dos projetos, ou seja, a comprovação de que as emissões evitadas ou removidas não teriam ocorrido na ausência do crédito.

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    Eles funcionam como um mecanismo de mercado que incentiva a redução das emissões e o investimento em projetos ambientais.

    Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. Os créditos podem ser gerados por atividades que evitam ou reduzem as emissões, como o uso de energias renováveis, a eficiência energética, o reflorestamento e a conservação da biodiversidade. Eles também podem ser gerados por atividades que capturam e armazenam o CO2, como o sequestro geológico ou a bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS).

    Os créditos de carbono podem ser negociados em mercados regulados ou voluntários. Os mercados regulados são aqueles que seguem as regras de acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto ou o Acordo de Paris, que estabelecem metas de redução de emissões para os países participantes. Os mercados voluntários são aqueles que envolvem empresas, organizações ou indivíduos que querem compensar suas emissões por iniciativa própria, sem uma obrigação legal.

    Os benefícios dos créditos de carbono são diversos. Eles podem contribuir para mitigar as mudanças climáticas, promover o desenvolvimento sustentável, gerar renda para comunidades locais, preservar os recursos naturais e incentivar a inovação tecnológica. No entanto, eles também enfrentam alguns desafios, como a garantia da qualidade, a transparência, a verificação e a adicionalidade dos projetos, ou seja, a comprovação de que as emissões evitadas ou removidas não teriam ocorrido na ausência do crédito.

  • Governo enviará proposta para regulamentar mercado de créditos de carbono em agosto, diz Marina Silva

    Governo enviará proposta para regulamentar mercado de créditos de carbono em agosto, diz Marina Silva

    O governo federal está preparando uma proposta para regulamentar o mercado de créditos de carbono no Brasil, que será enviada ao Congresso Nacional em agosto.

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    A informação foi dada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (20).

    Segundo a ministra, o objetivo é criar um marco legal que incentive a redução de emissões de gases de efeito estufa e a remoção de carbono da atmosfera por meio de projetos de conservação e restauração florestal, agropecuária sustentável, energia renovável, entre outros.

    Para isso, o governo pretende aproveitar ao máximo os dois projetos que tramitam no parlamento sobre o tema, um na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), e outro no Senado Federal, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).

    A ministra disse que o mercado de créditos de carbono é uma oportunidade para o Brasil gerar recursos financeiros e tecnológicos para a transição para uma economia de baixo carbono, além de contribuir para o cumprimento das metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

    Marina Silva também anunciou que o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas contratou 6 mil brigadistas e comprou 86 caminhonetes, 12 helicópteros e 10 aviões para lidar com eventuais incêndios na Amazônia e em outros biomas brasileiros, diante do fenômeno climático El Niño, que pode provocar secas e altas temperaturas.

    O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, disse que o governo estabeleceu uma diretriz para combater queimadas num cenário de aquecimento global, que envolve a prevenção, o monitoramento, a fiscalização e a repressão aos crimes ambientais.

    Ele afirmou que o Ibama está trabalhando em parceria com as Forças Armadas, os órgãos estaduais e municipais de meio ambiente e as organizações da sociedade civil para evitar que se repitam as cenas de devastação causadas pelo fogo em 2019 e 2020.

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    A informação foi dada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (20).

    Segundo a ministra, o objetivo é criar um marco legal que incentive a redução de emissões de gases de efeito estufa e a remoção de carbono da atmosfera por meio de projetos de conservação e restauração florestal, agropecuária sustentável, energia renovável, entre outros.

    Para isso, o governo pretende aproveitar ao máximo os dois projetos que tramitam no parlamento sobre o tema, um na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), e outro no Senado Federal, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).

    A ministra disse que o mercado de créditos de carbono é uma oportunidade para o Brasil gerar recursos financeiros e tecnológicos para a transição para uma economia de baixo carbono, além de contribuir para o cumprimento das metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

    Marina Silva também anunciou que o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas contratou 6 mil brigadistas e comprou 86 caminhonetes, 12 helicópteros e 10 aviões para lidar com eventuais incêndios na Amazônia e em outros biomas brasileiros, diante do fenômeno climático El Niño, que pode provocar secas e altas temperaturas.

    O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, disse que o governo estabeleceu uma diretriz para combater queimadas num cenário de aquecimento global, que envolve a prevenção, o monitoramento, a fiscalização e a repressão aos crimes ambientais.

    Ele afirmou que o Ibama está trabalhando em parceria com as Forças Armadas, os órgãos estaduais e municipais de meio ambiente e as organizações da sociedade civil para evitar que se repitam as cenas de devastação causadas pelo fogo em 2019 e 2020.

  • Groenlândia já esteve sem gelo e pode ficar de novo, alertam cientistas

    Groenlândia já esteve sem gelo e pode ficar de novo, alertam cientistas

    O que aconteceria se a Groenlândia ficasse sem gelo? Essa é uma pergunta que os cientistas estão tentando responder, usando pistas de um núcleo de gelo extraído da camada de gelo da Groenlândia.

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    O núcleo de gelo revelou que a Groenlândia já esteve livre de gelo há cerca de 400.000 anos, quando as temperaturas eram semelhantes às atuais. Isso significa que a camada de gelo da Groenlândia pode ser mais vulnerável ao aquecimento global causado pelo homem do que se pensava anteriormente.

    A camada de gelo da Groenlândia é a segunda maior massa de gelo do mundo, depois da Antártica. Ela contém cerca de 2,6 milhões de quilômetros cúbicos de gelo, o suficiente para elevar o nível do mar em mais de 7 metros se derretesse completamente. O derretimento da camada de gelo da Groenlândia também afetaria o clima global, alterando os padrões de circulação oceânica e atmosférica e aumentando o efeito estufa.

    Os cientistas estimam que a camada de gelo da Groenlândia está perdendo cerca de 280 bilhões de toneladas de gelo por ano, principalmente devido ao aumento das temperaturas do ar e do oceano. Se essa tendência continuar, a Groenlândia poderá atingir um ponto sem volta, no qual o derretimento se tornaria irreversível. Isso poderia acontecer em um cenário de altas emissões de gases de efeito estufa até o final deste século.

    Para evitar esse cenário catastrófico, os cientistas pedem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris. Eles também enfatizam a necessidade de monitorar a camada de gelo da Groenlândia e entender melhor sua história e dinâmica. O núcleo de gelo é uma ferramenta valiosa para esse fim, pois fornece uma janela para o passado remoto da Groenlândia e seus possíveis futuros.

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    O núcleo de gelo revelou que a Groenlândia já esteve livre de gelo há cerca de 400.000 anos, quando as temperaturas eram semelhantes às atuais. Isso significa que a camada de gelo da Groenlândia pode ser mais vulnerável ao aquecimento global causado pelo homem do que se pensava anteriormente.

    A camada de gelo da Groenlândia é a segunda maior massa de gelo do mundo, depois da Antártica. Ela contém cerca de 2,6 milhões de quilômetros cúbicos de gelo, o suficiente para elevar o nível do mar em mais de 7 metros se derretesse completamente. O derretimento da camada de gelo da Groenlândia também afetaria o clima global, alterando os padrões de circulação oceânica e atmosférica e aumentando o efeito estufa.

    Os cientistas estimam que a camada de gelo da Groenlândia está perdendo cerca de 280 bilhões de toneladas de gelo por ano, principalmente devido ao aumento das temperaturas do ar e do oceano. Se essa tendência continuar, a Groenlândia poderá atingir um ponto sem volta, no qual o derretimento se tornaria irreversível. Isso poderia acontecer em um cenário de altas emissões de gases de efeito estufa até o final deste século.

    Para evitar esse cenário catastrófico, os cientistas pedem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris. Eles também enfatizam a necessidade de monitorar a camada de gelo da Groenlândia e entender melhor sua história e dinâmica. O núcleo de gelo é uma ferramenta valiosa para esse fim, pois fornece uma janela para o passado remoto da Groenlândia e seus possíveis futuros.

  • Pílula da inteligência: mitos e riscos da farmacologia cosmética

    Pílula da inteligência: mitos e riscos da farmacologia cosmética

    Você já pensou em tomar uma pílula para ficar mais inteligente, mais magro e mais feliz? Essa é a promessa da “farmacologia cosmética”, um termo que se refere ao uso de remédios psiquiátricos por pessoas saudáveis com o objetivo de melhorar o desempenho cognitivo, a imagem corporal e a sensação de bem-estar.

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    Mas será que isso funciona mesmo? E quais são os riscos e as implicações éticas dessa prática?

    Um exemplo de farmacologia cosmética é o Venvanse, uma anfetamina indicada para o transtorno de déficit de atenção, que tem sido usada como uma suposta “pílula da inteligência” por estudantes e profissionais que querem se concentrar mais e perder peso. Segundo um artigo do jornalista Marcelo Leite, essa medicação pode ter efeitos colaterais graves, como dependência, insônia, ansiedade, taquicardia e até psicose. Além disso, não há evidências científicas de que ela melhore o desempenho cognitivo de pessoas saudáveis.

    Outro problema da farmacologia cosmética é a questão ética. Quem tem acesso a esses remédios? Quem define os critérios para prescrevê-los? Quem fiscaliza o seu uso? Como evitar o abuso e a fraude? Essas são perguntas que precisam ser respondidas antes de se liberar o uso dessas substâncias para fins estéticos ou recreativos.

    A farmacologia cosmética pode parecer uma solução fácil e rápida para os problemas da vida moderna, mas ela pode trazer mais problemas do que benefícios. Antes de recorrer a uma “pílula mágica”, é preciso buscar outras formas de cuidar da saúde física e mental, como alimentação equilibrada, exercícios físicos, terapia e lazer. Essas são as verdadeiras fontes de bem-estar e felicidade.

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    Mas será que isso funciona mesmo? E quais são os riscos e as implicações éticas dessa prática?

    Um exemplo de farmacologia cosmética é o Venvanse, uma anfetamina indicada para o transtorno de déficit de atenção, que tem sido usada como uma suposta “pílula da inteligência” por estudantes e profissionais que querem se concentrar mais e perder peso. Segundo um artigo do jornalista Marcelo Leite, essa medicação pode ter efeitos colaterais graves, como dependência, insônia, ansiedade, taquicardia e até psicose. Além disso, não há evidências científicas de que ela melhore o desempenho cognitivo de pessoas saudáveis.

    Outro problema da farmacologia cosmética é a questão ética. Quem tem acesso a esses remédios? Quem define os critérios para prescrevê-los? Quem fiscaliza o seu uso? Como evitar o abuso e a fraude? Essas são perguntas que precisam ser respondidas antes de se liberar o uso dessas substâncias para fins estéticos ou recreativos.

    A farmacologia cosmética pode parecer uma solução fácil e rápida para os problemas da vida moderna, mas ela pode trazer mais problemas do que benefícios. Antes de recorrer a uma “pílula mágica”, é preciso buscar outras formas de cuidar da saúde física e mental, como alimentação equilibrada, exercícios físicos, terapia e lazer. Essas são as verdadeiras fontes de bem-estar e felicidade.

  • Drogas sintéticas prejudicam a memória e o aprendizado ao afetar o hipocampo, revela estudo

    Drogas sintéticas prejudicam a memória e o aprendizado ao afetar o hipocampo, revela estudo

    As drogas sintéticas são um grande problema de saúde pública, pois são vendidas ilegalmente como alternativas menos nocivas a outras drogas, mas na verdade podem causar danos graves ao cérebro.

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    Um estudo da Fiocruz Minas revelou como essas substâncias afetam o hipocampo, a região cerebral responsável pela memória, aprendizado e emoções.

    Os pesquisadores analisaram os efeitos de dois compostos sintéticos, 25H-NBOMe ou 25H-NBOH, que são derivados da feniletilamina, uma molécula que ocorre naturalmente no corpo humano e está envolvida na regulação do humor e da atenção. Esses compostos são conhecidos por provocar alucinações visuais intensas e alterações na percepção do tempo e do espaço.

    Os cientistas expuseram ratos a doses baixas dessas drogas por 28 dias e observaram as mudanças que ocorreram no hipocampo. Eles descobriram que as duas drogas interferiram na formação de novos neurônios, um processo chamado neurogênese, que é essencial para a plasticidade cerebral e a adaptação a novas situações. Além disso, as drogas causaram a morte de neurônios já existentes, reduzindo o número total de células cerebrais.

    As drogas também alteraram a expressão de vários genes relacionados à atividade neuronal, à comunicação entre as células nervosas, ao estresse oxidativo e ao vício. Essas alterações podem comprometer o funcionamento normal do hipocampo e aumentar o risco de desenvolver dependência química e outros transtornos mentais.

    Os autores do estudo alertam para os perigos que essas drogas representam para a saúde mental e física dos usuários e para a necessidade de mais pesquisas sobre os mecanismos pelos quais elas afetam o cérebro. Eles também sugerem que as autoridades de saúde devem tomar medidas para prevenir o consumo dessas substâncias e oferecer tratamento adequado aos dependentes.

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    Um estudo da Fiocruz Minas revelou como essas substâncias afetam o hipocampo, a região cerebral responsável pela memória, aprendizado e emoções.

    Os pesquisadores analisaram os efeitos de dois compostos sintéticos, 25H-NBOMe ou 25H-NBOH, que são derivados da feniletilamina, uma molécula que ocorre naturalmente no corpo humano e está envolvida na regulação do humor e da atenção. Esses compostos são conhecidos por provocar alucinações visuais intensas e alterações na percepção do tempo e do espaço.

    Os cientistas expuseram ratos a doses baixas dessas drogas por 28 dias e observaram as mudanças que ocorreram no hipocampo. Eles descobriram que as duas drogas interferiram na formação de novos neurônios, um processo chamado neurogênese, que é essencial para a plasticidade cerebral e a adaptação a novas situações. Além disso, as drogas causaram a morte de neurônios já existentes, reduzindo o número total de células cerebrais.

    As drogas também alteraram a expressão de vários genes relacionados à atividade neuronal, à comunicação entre as células nervosas, ao estresse oxidativo e ao vício. Essas alterações podem comprometer o funcionamento normal do hipocampo e aumentar o risco de desenvolver dependência química e outros transtornos mentais.

    Os autores do estudo alertam para os perigos que essas drogas representam para a saúde mental e física dos usuários e para a necessidade de mais pesquisas sobre os mecanismos pelos quais elas afetam o cérebro. Eles também sugerem que as autoridades de saúde devem tomar medidas para prevenir o consumo dessas substâncias e oferecer tratamento adequado aos dependentes.

  • Exercício concentrado nos fins de semana pode proteger seu coração, diz estudo

    Exercício concentrado nos fins de semana pode proteger seu coração, diz estudo

    Você sabia que fazer exercício físico apenas nos fins de semana pode ser tão bom para o seu coração quanto fazê-lo regularmente durante a semana?

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    É o que sugere um estudo recente publicado no JAMA, que acompanhou quase 90 mil pessoas por uma semana inteira usando acelerômetros de pulso.

    Os pesquisadores descobriram que as pessoas que realizavam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a vigorosa em um ou dois dias da semana tinham riscos semelhantes de doenças cardíacas e derrame do que aquelas que distribuíam a atividade de forma mais uniforme. Isso significa que você não precisa se sentir culpado se não tiver tempo de se exercitar durante a semana, desde que compense nos fins de semana.

    Claro, isso não significa que você deva abandonar completamente a atividade física nos outros dias, pois ela traz outros benefícios para a saúde, como melhorar o humor, o sono e a função cognitiva.

    Mas se você é um guerreiro de fim de semana, pode ficar tranquilo sabendo que está cuidando do seu coração. E se você é inativo, talvez seja hora de começar a se mexer, nem que seja aos sábados e domingos. Seu coração vai agradecer!

    Fonte: Link.

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    É o que sugere um estudo recente publicado no JAMA, que acompanhou quase 90 mil pessoas por uma semana inteira usando acelerômetros de pulso.

    Os pesquisadores descobriram que as pessoas que realizavam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a vigorosa em um ou dois dias da semana tinham riscos semelhantes de doenças cardíacas e derrame do que aquelas que distribuíam a atividade de forma mais uniforme. Isso significa que você não precisa se sentir culpado se não tiver tempo de se exercitar durante a semana, desde que compense nos fins de semana.

    Claro, isso não significa que você deva abandonar completamente a atividade física nos outros dias, pois ela traz outros benefícios para a saúde, como melhorar o humor, o sono e a função cognitiva.

    Mas se você é um guerreiro de fim de semana, pode ficar tranquilo sabendo que está cuidando do seu coração. E se você é inativo, talvez seja hora de começar a se mexer, nem que seja aos sábados e domingos. Seu coração vai agradecer!

    Fonte: Link.

  • Como os mercados de animais vivos nos EUA podem desencadear a próxima pandemia

    Como os mercados de animais vivos nos EUA podem desencadear a próxima pandemia

    A pandemia de COVID-19 nos mostrou como uma doença que se origina em animais pode se espalhar rapidamente pelo mundo e causar enormes danos à saúde humana, à economia e ao meio ambiente.

    Mas será que estamos fazendo o suficiente para evitar que isso aconteça novamente?

    Um novo relatório da Animal Wellness Action, uma organização sem fins lucrativos que defende o bem-estar animal, sugere que não. O relatório, intitulado “Zoonotic Disease Threats in the United States: The Role of Live Animal Markets”, analisa 36 mercados de animais vivos nos EUA e revela que eles são enormes, diversos e pouco regulamentados, o que aumenta o risco de doenças que passam de animais para humanos, conhecidas como zoonoses.

    Os mercados de animais vivos são lugares onde os consumidores podem comprar animais vivos ou recém-abatidos para consumo ou outros fins. Eles podem variar desde pequenas lojas até grandes complexos com centenas de espécies diferentes. Alguns desses mercados vendem apenas animais domésticos, como galinhas, porcos e vacas, enquanto outros vendem também animais exóticos, como cobras, tartarugas e macacos.

    O problema é que esses mercados criam condições ideais para a transmissão de zoonoses. Os animais são mantidos em espaços apertados e insalubres, onde podem se infectar uns aos outros ou aos humanos que os manuseiam ou consomem. Além disso, muitos desses animais são provenientes de cadeias de fornecimento longas e obscuras, que podem envolver contrabando, caça furtiva ou tráfico ilegal. Isso significa que eles podem carregar vírus ou bactérias desconhecidos ou resistentes a medicamentos, que podem saltar para os humanos sem aviso prévio.

    O relatório identifica vários fatores que tornam um mercado mais perigoso do que outro, como superlotação, saneamento, interação entre humanos e animais, e comprimento das cadeias de fornecimento. Ele destaca três indústrias que precisam de maior atenção: a agricultura animal industrial, o comércio de animais exóticos e a criação de peles.

    A agricultura animal industrial é a prática de criar grandes quantidades de animais em confinamento intensivo para produzir carne, leite ou ovos. Essa indústria é responsável por cerca de 99% dos animais criados para consumo nos EUA. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são submetidos a estresse crônico, mutilações, antibióticos e hormônios, que podem afetar seu sistema imunológico e facilitar a propagação de doenças. Alguns exemplos de zoonoses associadas à agricultura animal industrial são a gripe aviária, a gripe suína e a doença da vaca louca.

    O comércio de animais exóticos é a atividade de comprar e vender animais selvagens ou não nativos para fins comerciais ou pessoais. Essa indústria movimenta bilhões de dólares por ano e envolve milhões de animais. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são retirados de seus habitats naturais, onde podem ter sido expostos a patógenos desconhecidos ou endêmicos, e transportados por longas distâncias em condições precárias, onde podem se misturar com outras espécies ou entrar em contato com humanos. Alguns exemplos de zoonoses associadas ao comércio de animais exóticos são a febre hemorrágica Ebola, a síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a COVID-19.

    A criação de peles é a prática de criar animais para obter suas peles para uso na indústria da moda ou outros fins. Essa indústria envolve cerca de 100 milhões de animais por ano em todo o mundo. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são mantidos em gaiolas apinhadas e sujas, onde podem sofrer de doenças, parasitas, feridas e canibalismo. Além disso, muitos desses animais são abatidos por métodos cruéis, como eletrocussão, gaseamento ou quebra de pescoço, que podem liberar fluidos corporais contaminados. Alguns exemplos de zoonoses associadas à criação de peles são a raiva, a leptospirose e o coronavírus do vison.

    O relatório defende que os EUA não têm um esquema regulatório abrangente para lidar com esses riscos e que a resposta é reativa, esperando até depois de um surto em vez de regular proativamente as espécies que sabemos que carregam essas doenças. Ele propõe uma estratégia unificada e preventiva que possa preencher as lacunas e orientar as agências com um mandato de saúde pública. Algumas das medidas sugeridas são:

    • Proibir ou restringir o comércio e o consumo de animais exóticos ou selvagens, especialmente aqueles que são considerados de alto risco para zoonoses.

    • Melhorar o bem-estar animal e as práticas sanitárias na agricultura animal industrial, reduzindo a densidade populacional, eliminando o uso rotineiro de antibióticos e hormônios, e implementando sistemas de rastreabilidade e inspeção.

    • Eliminar gradualmente a criação de peles e incentivar o uso de alternativas sintéticas ou vegetais.

    • Aumentar a conscientização pública sobre os perigos das zoonoses e promover hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis.

    O relatório conclui que os mercados de animais vivos nos EUA representam uma ameaça séria e iminente para a saúde pública e que é preciso agir agora para evitar a próxima pandemia.

    Mas será que estamos fazendo o suficiente para evitar que isso aconteça novamente?

    Um novo relatório da Animal Wellness Action, uma organização sem fins lucrativos que defende o bem-estar animal, sugere que não. O relatório, intitulado “Zoonotic Disease Threats in the United States: The Role of Live Animal Markets”, analisa 36 mercados de animais vivos nos EUA e revela que eles são enormes, diversos e pouco regulamentados, o que aumenta o risco de doenças que passam de animais para humanos, conhecidas como zoonoses.

    Os mercados de animais vivos são lugares onde os consumidores podem comprar animais vivos ou recém-abatidos para consumo ou outros fins. Eles podem variar desde pequenas lojas até grandes complexos com centenas de espécies diferentes. Alguns desses mercados vendem apenas animais domésticos, como galinhas, porcos e vacas, enquanto outros vendem também animais exóticos, como cobras, tartarugas e macacos.

    O problema é que esses mercados criam condições ideais para a transmissão de zoonoses. Os animais são mantidos em espaços apertados e insalubres, onde podem se infectar uns aos outros ou aos humanos que os manuseiam ou consomem. Além disso, muitos desses animais são provenientes de cadeias de fornecimento longas e obscuras, que podem envolver contrabando, caça furtiva ou tráfico ilegal. Isso significa que eles podem carregar vírus ou bactérias desconhecidos ou resistentes a medicamentos, que podem saltar para os humanos sem aviso prévio.

    O relatório identifica vários fatores que tornam um mercado mais perigoso do que outro, como superlotação, saneamento, interação entre humanos e animais, e comprimento das cadeias de fornecimento. Ele destaca três indústrias que precisam de maior atenção: a agricultura animal industrial, o comércio de animais exóticos e a criação de peles.

    A agricultura animal industrial é a prática de criar grandes quantidades de animais em confinamento intensivo para produzir carne, leite ou ovos. Essa indústria é responsável por cerca de 99% dos animais criados para consumo nos EUA. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são submetidos a estresse crônico, mutilações, antibióticos e hormônios, que podem afetar seu sistema imunológico e facilitar a propagação de doenças. Alguns exemplos de zoonoses associadas à agricultura animal industrial são a gripe aviária, a gripe suína e a doença da vaca louca.

    O comércio de animais exóticos é a atividade de comprar e vender animais selvagens ou não nativos para fins comerciais ou pessoais. Essa indústria movimenta bilhões de dólares por ano e envolve milhões de animais. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são retirados de seus habitats naturais, onde podem ter sido expostos a patógenos desconhecidos ou endêmicos, e transportados por longas distâncias em condições precárias, onde podem se misturar com outras espécies ou entrar em contato com humanos. Alguns exemplos de zoonoses associadas ao comércio de animais exóticos são a febre hemorrágica Ebola, a síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a COVID-19.

    A criação de peles é a prática de criar animais para obter suas peles para uso na indústria da moda ou outros fins. Essa indústria envolve cerca de 100 milhões de animais por ano em todo o mundo. No entanto, ela também é uma fonte potencial de zoonoses, pois os animais são mantidos em gaiolas apinhadas e sujas, onde podem sofrer de doenças, parasitas, feridas e canibalismo. Além disso, muitos desses animais são abatidos por métodos cruéis, como eletrocussão, gaseamento ou quebra de pescoço, que podem liberar fluidos corporais contaminados. Alguns exemplos de zoonoses associadas à criação de peles são a raiva, a leptospirose e o coronavírus do vison.

    O relatório defende que os EUA não têm um esquema regulatório abrangente para lidar com esses riscos e que a resposta é reativa, esperando até depois de um surto em vez de regular proativamente as espécies que sabemos que carregam essas doenças. Ele propõe uma estratégia unificada e preventiva que possa preencher as lacunas e orientar as agências com um mandato de saúde pública. Algumas das medidas sugeridas são:

    • Proibir ou restringir o comércio e o consumo de animais exóticos ou selvagens, especialmente aqueles que são considerados de alto risco para zoonoses.

    • Melhorar o bem-estar animal e as práticas sanitárias na agricultura animal industrial, reduzindo a densidade populacional, eliminando o uso rotineiro de antibióticos e hormônios, e implementando sistemas de rastreabilidade e inspeção.

    • Eliminar gradualmente a criação de peles e incentivar o uso de alternativas sintéticas ou vegetais.

    • Aumentar a conscientização pública sobre os perigos das zoonoses e promover hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis.

    O relatório conclui que os mercados de animais vivos nos EUA representam uma ameaça séria e iminente para a saúde pública e que é preciso agir agora para evitar a próxima pandemia.

  • Novos casos de leishmaniose em cães pode indicar risco para humanos, alerta Fiocruz

    Novos casos de leishmaniose em cães pode indicar risco para humanos, alerta Fiocruz

    A leishmaniose é uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto as pessoas. Ela é causada por parasitas do gênero leishmania, que são transmitidos por insetos vetores, como o mosquito-palha.

    via GIPHY

    Existem dois tipos principais de leishmaniose: a visceral, que atinge órgãos internos como o fígado e o baço, e a tegumentar, que causa lesões na pele e nas mucosas.

    Segundo pesquisadores da Fiocruz Mato Grosso do Sul, o número de cães com leishmaniose vem aumentando em vários estados do Brasil, o que pode indicar uma possível disseminação da doença em humanos. Eles realizaram um estudo com 1.001 cães de 40 municípios de 12 estados, entre 2018 e 2020, e encontraram uma prevalência média de 23% de leishmaniose visceral canina. Em alguns locais, a taxa chegou a 68%.

    Os cães são considerados os principais reservatórios da leishmaniose visceral no ambiente urbano, pois podem ser picados pelos mosquitos infectados e transmitir o parasita para outros insetos, que por sua vez podem picar as pessoas. Por isso, é essencial intensificar as ações de vigilância, controle vetorial e educação da população, além de realizar o diagnóstico precoce em cães e adotar medidas de proteção individual.

    A leishmaniose não tem cura, mas tem tratamento. Os principais sintomas da doença em cães são: unhas grandes, magreza excessiva, feridas na orelha e cotovelos. O cachorro come, mas não engorda. Já nos humanos, os sintomas podem variar de acordo com o tipo de leishmaniose. A visceral pode causar febre, perda de peso, aumento do fígado e do baço, anemia e infecções. A tegumentar pode causar úlceras na pele ou nas mucosas, que podem deixar cicatrizes.

    A leishmaniose é uma preocupação crescente em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Entre 2011 e 2020, foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose no país, com uma média de 3,3 mil por ano. A doença está presente em todas as regiões do país.

    Para prevenir a leishmaniose, é recomendado evitar a exposição aos mosquitos vetores, especialmente ao anoitecer e ao amanhecer, quando eles são mais ativos. Também é importante usar repelentes, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas. Além disso, é fundamental cuidar da saúde dos cães, levando-os ao veterinário regularmente e seguindo as orientações de vacinação e tratamento.

    A leishmaniose é uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto as pessoas. Ela é causada por parasitas do gênero leishmania, que são transmitidos por insetos vetores, como o mosquito-palha. Existem dois tipos principais de leishmaniose: a visceral, que atinge órgãos internos como o fígado e o baço, e a tegumentar, que causa lesões na pele e nas mucosas.

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    Existem dois tipos principais de leishmaniose: a visceral, que atinge órgãos internos como o fígado e o baço, e a tegumentar, que causa lesões na pele e nas mucosas.

    Segundo pesquisadores da Fiocruz Mato Grosso do Sul, o número de cães com leishmaniose vem aumentando em vários estados do Brasil, o que pode indicar uma possível disseminação da doença em humanos. Eles realizaram um estudo com 1.001 cães de 40 municípios de 12 estados, entre 2018 e 2020, e encontraram uma prevalência média de 23% de leishmaniose visceral canina. Em alguns locais, a taxa chegou a 68%.

    Os cães são considerados os principais reservatórios da leishmaniose visceral no ambiente urbano, pois podem ser picados pelos mosquitos infectados e transmitir o parasita para outros insetos, que por sua vez podem picar as pessoas. Por isso, é essencial intensificar as ações de vigilância, controle vetorial e educação da população, além de realizar o diagnóstico precoce em cães e adotar medidas de proteção individual.

    A leishmaniose não tem cura, mas tem tratamento. Os principais sintomas da doença em cães são: unhas grandes, magreza excessiva, feridas na orelha e cotovelos. O cachorro come, mas não engorda. Já nos humanos, os sintomas podem variar de acordo com o tipo de leishmaniose. A visceral pode causar febre, perda de peso, aumento do fígado e do baço, anemia e infecções. A tegumentar pode causar úlceras na pele ou nas mucosas, que podem deixar cicatrizes.

    A leishmaniose é uma preocupação crescente em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Entre 2011 e 2020, foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose no país, com uma média de 3,3 mil por ano. A doença está presente em todas as regiões do país.

    Para prevenir a leishmaniose, é recomendado evitar a exposição aos mosquitos vetores, especialmente ao anoitecer e ao amanhecer, quando eles são mais ativos. Também é importante usar repelentes, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas. Além disso, é fundamental cuidar da saúde dos cães, levando-os ao veterinário regularmente e seguindo as orientações de vacinação e tratamento.

    A leishmaniose é uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto as pessoas. Ela é causada por parasitas do gênero leishmania, que são transmitidos por insetos vetores, como o mosquito-palha. Existem dois tipos principais de leishmaniose: a visceral, que atinge órgãos internos como o fígado e o baço, e a tegumentar, que causa lesões na pele e nas mucosas.