Tag: Comunicação

  • WhatsApp e Governo Federal buscam ações contra fake news; saiba quais

    WhatsApp e Governo Federal buscam ações contra fake news; saiba quais

    Liberdade de expressão e a proteção dos cidadãos em um ambiente digital seguro estão entre as pautas do Governo Federal e WhatsApp

    Em uma reunião realizada no Palácio do Planalto em Brasília (DF), na última quinta-feira (9), o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Presidência da República, Paulo Pimenta e o CEO Global do WhatsApp, Will Cathcart, discutiram assuntos de relevância nacional para o ambiente digital.

    Entre os temas, foi discutida a criação de um assistente virtual no WhatsApp para o fornecimento de informações oficiais sobre vacinas e o calendário de vacinação em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, concretizada com a articulação da SECOM no âmbito do Programa Saúde com Ciência, visa aprimorar a comunicação governamental e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações confiáveis relacionadas à saúde pública, de acordo com informações divulgadas em comunicado de imprensa.

    Também foi discutida a utilização de ferramentas do aplicativo de mensagens para a promoção da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que assegurem a proteção dos cidadãos contra a disseminação de informações falsas, discursos de ódio e outros tipos de conteúdo prejudicial, conhecidas popularmente como “fake news”.

    Além disso, o ministro Paulo Pimenta destacou o papel fundamental da Secretaria de Comunicação Social no fortalecimento das políticas públicas no ambiente digital, citando especificamente as ações do Comitê de Enfrentamento da Desinformação sobre o Programa Nacional de Imunizações e as Políticas de Saúde Pública.

    Lançado durante o mês de outubro, o comitê pretende desempenhar um papel vital na comunicação estratégica e na articulação de acordos com as plataformas de mídias sociais e o Ministério da Saúde para a divulgação de informações precisas sobre vacinação.

    As ações do Comitê incluem o lançamento de um assistente virtual do Ministério da Saúde no WhatsApp, em parceria com a Robbu, líder em soluções para comunicação de negócios, e a Meta, com o propósito de informar gratuitamente a população brasileira sobre as principais características, orientações e datas de vacinação, visando combater a disseminação de informações falsas e promover a participação ativa dos cidadãos nas campanhas de vacinação.

    Durante a reunião, também foram discutidos os avanços do Brasil nos debates da regulação de plataformas digitais e medidas implementadas pelo WhatsApp, como a limitação de encaminhamentos de mensagens ou mídias recebidas de outros usuários, com objetivo de reduzir a circulação de conteúdo nocivo e falso, reduzindo possíveis efeitos prejudiciais.

    O WhatsApp, por sua vez, reconhece o avanço nas discussões com a remoção da rastreabilidade, que impactaria diretamente na criptografia de ponta a ponta que protege a privacidade e a segurança das comunicações pessoais.

    Paulo Pimenta e Will Cathcart reafirmaram o compromisso de trabalharem juntos na busca de um equilíbrio entre a promoção da liberdade de expressão e a proteção dos cidadãos em um ambiente digital seguro e responsável no Brasil.

    Em uma reunião realizada no Palácio do Planalto em Brasília (DF), na última quinta-feira (9), o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Presidência da República, Paulo Pimenta e o CEO Global do WhatsApp, Will Cathcart, discutiram assuntos de relevância nacional para o ambiente digital.

    Entre os temas, foi discutida a criação de um assistente virtual no WhatsApp para o fornecimento de informações oficiais sobre vacinas e o calendário de vacinação em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, concretizada com a articulação da SECOM no âmbito do Programa Saúde com Ciência, visa aprimorar a comunicação governamental e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações confiáveis relacionadas à saúde pública, de acordo com informações divulgadas em comunicado de imprensa.

    Também foi discutida a utilização de ferramentas do aplicativo de mensagens para a promoção da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que assegurem a proteção dos cidadãos contra a disseminação de informações falsas, discursos de ódio e outros tipos de conteúdo prejudicial, conhecidas popularmente como “fake news”.

    Além disso, o ministro Paulo Pimenta destacou o papel fundamental da Secretaria de Comunicação Social no fortalecimento das políticas públicas no ambiente digital, citando especificamente as ações do Comitê de Enfrentamento da Desinformação sobre o Programa Nacional de Imunizações e as Políticas de Saúde Pública.

    Lançado durante o mês de outubro, o comitê pretende desempenhar um papel vital na comunicação estratégica e na articulação de acordos com as plataformas de mídias sociais e o Ministério da Saúde para a divulgação de informações precisas sobre vacinação.

    As ações do Comitê incluem o lançamento de um assistente virtual do Ministério da Saúde no WhatsApp, em parceria com a Robbu, líder em soluções para comunicação de negócios, e a Meta, com o propósito de informar gratuitamente a população brasileira sobre as principais características, orientações e datas de vacinação, visando combater a disseminação de informações falsas e promover a participação ativa dos cidadãos nas campanhas de vacinação.

    Durante a reunião, também foram discutidos os avanços do Brasil nos debates da regulação de plataformas digitais e medidas implementadas pelo WhatsApp, como a limitação de encaminhamentos de mensagens ou mídias recebidas de outros usuários, com objetivo de reduzir a circulação de conteúdo nocivo e falso, reduzindo possíveis efeitos prejudiciais.

    O WhatsApp, por sua vez, reconhece o avanço nas discussões com a remoção da rastreabilidade, que impactaria diretamente na criptografia de ponta a ponta que protege a privacidade e a segurança das comunicações pessoais.

    Paulo Pimenta e Will Cathcart reafirmaram o compromisso de trabalharem juntos na busca de um equilíbrio entre a promoção da liberdade de expressão e a proteção dos cidadãos em um ambiente digital seguro e responsável no Brasil.

  • Mercúrio retrógrado: o que é, quando e como ver e como afeta sua vida

    Mercúrio retrógrado: o que é, quando e como ver e como afeta sua vida

    Você já ouviu falar de Mercúrio retrógrado? Esse termo é usado para descrever um fenômeno óptico em que o planeta Mercúrio parece se mover para trás no céu, em relação às estrelas. Mas o que isso significa e como isso afeta sua vida?

    Neste post, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre Mercúrio retrógrado, desde sua origem até sua influência na astrologia.

    O que é Mercúrio retrógrado

    Mercúrio retrógrado é um fenômeno que ocorre quando Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, passa pela Terra em sua órbita. Como Mercúrio tem uma órbita menor e mais rápida do que a Terra, ele parece se mover mais rápido do que nós no céu. Porém, em alguns momentos, ele fica mais lento e parece mudar de direção, indo para trás. Isso acontece porque a Terra está ultrapassando Mercúrio em sua trajetória.

    Na verdade, Mercúrio não está se movendo para trás, mas apenas parece estar. É como quando você está em um carro e ultrapassa outro carro na estrada. O outro carro parece estar indo para trás, mas na verdade está indo para frente, só que mais devagar do que você. Esse é um efeito óptico chamado de movimento retrógrado.

    Quando e como ver Mercúrio retrógrado

    Mercúrio retrógrado acontece a cada três ou quatro meses, por três ou quatro semanas. Em 2023, os períodos de Mercúrio retrógrado serão:

    • De 21 de janeiro a 14 de fevereiro

    • De 9 de maio a 2 de junho

    • De 28 de agosto a 22 de setembro

    • De 13 de dezembro a 1º de janeiro de 2024

    Para ver Mercúrio retrógrado, você precisa olhar para o céu ao amanhecer ou ao anoitecer, quando o sol não está muito alto. Mercúrio é um planeta pequeno e brilhante, mas difícil de ver porque fica muito próximo ao horizonte. Você pode usar um aplicativo de astronomia ou um mapa celeste para localizar Mercúrio no céu.

    A influência de Mercúrio retrógrado na vida humana

    Segundo os astrólogos, Mercúrio é o planeta que rege a comunicação, o pensamento, a informação e a tecnologia. Por isso, quando ele está retrógrado, essas áreas da vida podem sofrer interferências ou contratempos. Alguns exemplos são:

    • Mal-entendidos ou conflitos nas relações interpessoais

    • Atrasos ou cancelamentos em viagens ou compromissos

    • Problemas técnicos ou falhas em aparelhos eletrônicos

    • Erros ou confusões em documentos ou contratos

    Porém, não há evidências científicas de que Mercúrio ou sua posição no céu afetem a vida na Terra. Qualquer “vibração ruim” é inteiramente de nossa própria criação. Na verdade, Mercúrio retrógrado pode ser uma oportunidade para revisar, refletir e reavaliar nossas atitudes e decisões. Em vez de culpar o planeta pelos nossos problemas, podemos aproveitar esse período para aprender com nossos erros e melhorar nossa comunicação e nossa organização.

    Mercúrio retrógrado é um fenômeno óptico fascinante e curioso, mas não precisa ser motivo de medo ou preocupação. Ele é apenas uma ilusão de ótica causada pela diferença de velocidade e órbita entre Mercúrio e a Terra. Ele não tem poder sobre nossa vida, mas pode nos inspirar a sermos mais conscientes e responsáveis por nossas escolhas.

    Neste post, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre Mercúrio retrógrado, desde sua origem até sua influência na astrologia.

    O que é Mercúrio retrógrado

    Mercúrio retrógrado é um fenômeno que ocorre quando Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, passa pela Terra em sua órbita. Como Mercúrio tem uma órbita menor e mais rápida do que a Terra, ele parece se mover mais rápido do que nós no céu. Porém, em alguns momentos, ele fica mais lento e parece mudar de direção, indo para trás. Isso acontece porque a Terra está ultrapassando Mercúrio em sua trajetória.

    Na verdade, Mercúrio não está se movendo para trás, mas apenas parece estar. É como quando você está em um carro e ultrapassa outro carro na estrada. O outro carro parece estar indo para trás, mas na verdade está indo para frente, só que mais devagar do que você. Esse é um efeito óptico chamado de movimento retrógrado.

    Quando e como ver Mercúrio retrógrado

    Mercúrio retrógrado acontece a cada três ou quatro meses, por três ou quatro semanas. Em 2023, os períodos de Mercúrio retrógrado serão:

    • De 21 de janeiro a 14 de fevereiro

    • De 9 de maio a 2 de junho

    • De 28 de agosto a 22 de setembro

    • De 13 de dezembro a 1º de janeiro de 2024

    Para ver Mercúrio retrógrado, você precisa olhar para o céu ao amanhecer ou ao anoitecer, quando o sol não está muito alto. Mercúrio é um planeta pequeno e brilhante, mas difícil de ver porque fica muito próximo ao horizonte. Você pode usar um aplicativo de astronomia ou um mapa celeste para localizar Mercúrio no céu.

    A influência de Mercúrio retrógrado na vida humana

    Segundo os astrólogos, Mercúrio é o planeta que rege a comunicação, o pensamento, a informação e a tecnologia. Por isso, quando ele está retrógrado, essas áreas da vida podem sofrer interferências ou contratempos. Alguns exemplos são:

    • Mal-entendidos ou conflitos nas relações interpessoais

    • Atrasos ou cancelamentos em viagens ou compromissos

    • Problemas técnicos ou falhas em aparelhos eletrônicos

    • Erros ou confusões em documentos ou contratos

    Porém, não há evidências científicas de que Mercúrio ou sua posição no céu afetem a vida na Terra. Qualquer “vibração ruim” é inteiramente de nossa própria criação. Na verdade, Mercúrio retrógrado pode ser uma oportunidade para revisar, refletir e reavaliar nossas atitudes e decisões. Em vez de culpar o planeta pelos nossos problemas, podemos aproveitar esse período para aprender com nossos erros e melhorar nossa comunicação e nossa organização.

    Mercúrio retrógrado é um fenômeno óptico fascinante e curioso, mas não precisa ser motivo de medo ou preocupação. Ele é apenas uma ilusão de ótica causada pela diferença de velocidade e órbita entre Mercúrio e a Terra. Ele não tem poder sobre nossa vida, mas pode nos inspirar a sermos mais conscientes e responsáveis por nossas escolhas.

  • Lei incentiva empresas de tecnologia e informática a investir em pesquisa e inovação

    Foi publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União a Lei 13.674/2018, que autoriza empresas de tecnologia da informação e da comunicação a investirem em atividade de pesquisa, desenvolvimento e inovação como contrapartida para recebimento de isenções tributárias. A lei foi sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, com uma série de vetos, como o que enquadra entre os gastos passíveis de benefício a modernização de infraestrutura física e de laboratórios nas empresas.

    O texto é proveniente do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 6/2018, decorrente da Medida Provisória (MP) 810/2017, aprovada no Senado no último dia 16.

    A proposição amplia de 3 para 48 meses o prazo para as empresas brasileiras de informática, beneficiadas com incentivos fiscais associados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), reinvestirem valores pendentes.

    O projeto é fruto do relatório do deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), aprovado na Câmara dos Deputados em 8 de maio. Uma das novidades incluídas pelo relator é condicionar a concessão dos benefícios fiscais à comprovação, por parte das empresas, de regularidade das contribuições para a seguridade social.

    O texto original foi editado pelo Poder Executivo com o objetivo de dinamizar e fortalecer as atividades de P&D no setor de tecnologia da informação e da comunicação (TIC). Para isso, foram alteradas as Leis 8.248, que trata da capacitação e da competitividade do setor de informática e automação, e 8.387, ambas publicadas em 1991. Essas leis já exigem que empresas apresentem contrapartida para recebimento de incentivos fiscais. A contrapartida pode ser com investimentos em P&D de acordo com as leis. A nova lei, por sua vez, acrescentou como possibilidade os investimentos em inovação.

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    Vetos

    Foi vetado o enquadramento de gastos como pesquisa, inovação e desenvolvimento com aquisição, implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e de laboratórios. Pelo PLV enviado à sanção, esses gastos poderiam atingir até 20% do total. De acordo com as razões para o veto, “não é razoável que gastos relativos às áreas dedicadas à administração, por não guardarem consonância direta com investimentos em PD&I, sejam ensejadores de incentivo tributário.”

    Outro veto foi ao acompanhamento das obrigações de que trata a nova lei ser realizado por amostragem ou com o uso de ferramentas automatizadas, para fins de fiscalização. De acordo com Temer, “a eventual impossibilidade de utilização de ferramenta automatizada, o acúmulo de relatórios anuais de prestação de contas dos investimentos em P&D ou a mudança metodológica para a análise desses documentos não se configuram justificáveis para a redução, via amostragem, das obrigações da Administração Pública em relação à fiscalização das contrapartidas de investimento em PD&I das empresas beneficiárias dos incentivos.”

    De acordo com o texto enviado à sanção, a partir do ano-calendário de 2015, os demonstrativos e os relatórios descritivos das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação seriam considerados aprovados no prazo de cinco anos, salvo os casos de manifestação em contrário pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Temer vetou o trecho por considerar que “a previsão da aprovação por decurso de prazo dos demonstrativos e relatórios comprobatórios dos investimentos em PD&I não se configura adequada.”

    Pela nova lei, as empresas beneficiárias encaminharão anualmente ao Poder Executivo relatórios descritivos das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação previstas no projeto elaborado e dos resultados alcançados, além de relatório consolidado e parecer conclusivo acerca dos demonstrativos elaborados por auditoria independente, credenciada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e cadastrada no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Mas foi vetada a necessidade do parecer conclusivo elaborado por auditoria independente a partir do ano-calendário de 2017. De acordo com Temer, será necessário mais tempo ao governo federal para elaborar as normas e fazer credenciamento das auditorias. Da Agência Senado.

  • Fake news podem influenciar eleição, alerta professor

    A difusão de fake news pode influenciar nas eleições de 2018. A afirmação é do coordenador do Monitor do Debate Público no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado. Ele foi um dos palestrantes do painel Fake News: como enfrentar o tsunami, promovido na tarde desta quinta-feira (24), dentro do seminário O Legislativo e as Mídias Sociais.

    Ortellado definiu a notícia falsa como uma simulação jornalística, com texto jornalístico, com aparência de jornalismo, mas sem os critérios da apuração jornalística. Ele disse que uma fake news é diferente de um boato, que não tem aspecto jornalístico e é espalhado com base em testemunhos.

    Segundo Ortellado, as notícias falsas normalmente não aparecem em grandes sites nem são reproduzidas em jornais tradicionais. Ele apontou que o recorrente é que a notícia falsa seja publicada em “sites hiperpartidarizados” e divulgada por pessoas altamente engajadas na divulgação de informações nas redes sociais, comumente ligadas à polarização política. Ortellado acrescentou que os sites de notícias falsas também usam várias notícias verdadeiras, recortadas conforme seu interesse ideológico, para dar uma espécie de legitimidade ao site.

    — O Brasil corre o risco de votar com base em informações altamente viciadas. A sociedade precisa olhar criticamente para aquilo que acredita. Quando estamos muito apaixonados por um assunto, fica difícil ter critério — alertou.

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    Ortellado ressaltou que a difusão de fake news e a polarização política são fenômenos que não se limitam ao Brasil, mas ocorrem em todo o mundo. Ele apontou, no entanto, que é preciso aprender a conviver com o outro e a tolerar o pensamento diferente. Segundo o pesquisador, um dos caminhos apontados para enfrentar as notícias falsas é criminalizar e censurar essa divulgação. Ortellado disse, porém, que não é um grande entusiasta dessa medida. Ele defendeu uma maior conscientização do cidadão, com mais critérios de confirmação, e atribuiu às agências de checagem de fatos um papel pedagógico na pesquisa de notícias falsas.

    Regulação

    Para Sivaldo Pereira, professor da UnB e especialista em comunicação política e regulação da comunicação digital, a regulação dos meios em comunicação existe em vários países do mundo e é importante para garantir direitos. Ele fez questão de destacar que a regulação não quer dizer censura e defendeu que o debate regulatório alcance todos os tipos de mídia e não apenas a internet. Sivaldo acrescentou que, para combater a desinformação, é preciso que o cidadão tenha educação e informação de qualidade.

    — As pessoas precisam ter vergonha de compartilhar notícia falsa. Quando isso ocorrer, não haverá mais fake news — afirmou o professor.

    A pesquisadora Laura Tresca, da ONG Artigo19, apontou que as notícias falsas podem trazer grandes prejuízos para a população. Ela citou como exemplo as fake news que envolvem questões de saúde. Para Laura, a regulamentação não deve responsabilizar os intermediários, mas sim o autor da notícia falsa.

    O secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Eduardo Frazão, lembrou que o tribunal criou um conselho para lidar com fake news, mas reconheceu que a questão é bastante complexa. Para Frazão, o controle sobre notícias falsas deveria ser feito fora do Estado, pela sociedade civil.

    — O TSE não pode dar um selo para o que é verdade e o que não é. Temos que olhar para a sociedade e a sociedade é o local por excelência onde esse controle deve acontecer. Precisamos ter educação e consciência digital — declarou.

    O seminário

    O seminário O Legislativo e as Mídias Sociais é promovido pelo Senado com o objetivo de contribuir para a consciência ética e para a reflexão sobre a importância das mídias sociais, e para a atualização do Parlamento frente às novas demandas de divulgação do trabalho legislativo. O evento começou na manhã desta quinta-feira e vai até a manhã de sexta-feira (25). Com informações da Agência Senado.

  • Profissionais da imprensa condenam violência contra jornalistas e radialistas

    Nos últimos 12 anos, 38 jornalistas foram assassinados no Brasil por cumprir a sua tarefa de informar ao público de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mas apenas 10 desses crimes foram solucionados. Em audiência sobre violência contra jornalistas, promovida nesta segunda-feira (7) pelo Conselho de Comunicação Social (CCS), profissionais da área lamentaram os números elevados de casos de intimidação, censura e violência física contra comunicadores e condenaram a impunidade.

    Adauto Soares, coordenador de Comunicação e Informação da Representação da Unesco no Brasil, observou que há 25 anos a Assembleia Geral da ONU proclamou 3 de maio como Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em uma tentativa de conscientizar o mundo para a luta a favor do direito de informar. Jornalistas continuam, no entanto, sendo mortos por investigar, denunciar e contar histórias, acrescentou.

    — Os assassinatos de jornalistas acontecem em todos os estados. Tanto nas periferias, quanto nas grandes cidades, no Nordeste, no Norte, nas regiões de fronteira – apontou.

    No Brasil, um profissional foi assassinado no ano passado. Foram registrados 82 casos de violência não letal em 2017, queda de 52% em relação ao ano anterior, conforme dados sintetizados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) com base em informações da Unesco e da ONG Repórteres sem Fronteiras. Embora os dados indiquem uma redução nos casos de violência, o problema está longe de uma solução segundo Paulo Tonet Camargo, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

    — Não é alentador porque enquanto houver violência contra um jornalista que for não podemos tolerar. É um ataque à liberdade de imprensa – disse.

    Para Ana Dubeux, diretora de Redação do Correio Braziliense, a intolerância e a falta de compreensão sobre o papel do jornalista são algumas das razões que explicariam os ataques aos profissionais de comunicação.

    — Nossa principal missão é informar e não agradar. E muitas pessoas querem ser agradadas. Essa não é nossa função. Não é para isso que a gente trabalha. Sem liberdade de imprensa, a democracia não existe – disse.

    A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, afirmou que até 2013 os profissionais de imprensa eram perseguidos principalmente por políticos, incomodados com notícias desfavoráveis a eles, mas desde então, com o boom de manifestações e protestos, cresceram os casos de agressões feitas por policiais e manifestantes. Ela também denunciou o descaso das empresas de comunicação com a segurança dos profissionais e criticou a impunidade:

    — A impunidade é o combustível da violência – criticou.

    Os ataques contra a imprensa têm tornado mais difícil o trabalho dos profissionais de comunicação, conforme apontou Gulíver Leão, presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert).

    — Os profissionais estão sendo proibidos até de se aproximar de manifestações. A imprensa é apenas a mensageira, noticia fatos, mas o que vemos é a imprensa sendo colocada como vilã – disse.

    Durante o seminário, o presidente do Conselho de Comunicação Social, Murillo de Aragão, afirmou que o colegiado vai trabalhar para buscar soluções para o problema. Com informações da Agência Senado.