Categoria: Saúde

  • Cientistas identificam genes em células imunes que influenciam o resultado do câncer e podem indicar a sobrevida dos pacientes

    Cientistas identificam genes em células imunes que influenciam o resultado do câncer e podem indicar a sobrevida dos pacientes

    Um novo estudo revelou uma maneira de prever o resultado de pacientes com câncer com base na expressão de dois genes em um tipo de célula imune que vive dentro dos tumores.

    Esses genes também estão relacionados a uma rede complexa de outros genes que são ativados ou desativados por diferentes tipos de células no ambiente do tumor, e que podem influenciar o crescimento ou a regressão do câncer. Os pesquisadores esperam que essa descoberta possa ajudar a desenvolver novas estratégias de tratamento e diagnóstico para os pacientes.

    O estudo foi conduzido por cientistas da Ludwig Cancer Research, uma organização internacional dedicada à pesquisa do câncer, e publicado na revista Science. Eles analisaram 52 tumores de 51 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, usando uma técnica chamada análise de célula única, que permite medir a expressão de milhares de genes em cada célula individualmente.

    Os pesquisadores se concentraram em um tipo de célula imune chamada macrófago, que pode ter efeitos pró ou anti-tumorais, dependendo do seu estado de ativação. Eles descobriram que dois genes, chamados CXCL9 e SPP1, eram os mais importantes para determinar o estado dos macrófagos. O gene CXCL9 estava associado a um estado anti-tumoral, em que os macrófagos atacam as células cancerosas e recrutam outras células imunes para ajudar. O gene SPP1 estava associado a um estado pró-tumoral, em que os macrófagos apoiam o crescimento do tumor e inibem as respostas imunes.

    Os pesquisadores também descobriram que a razão entre a expressão desses dois genes nos macrófagos (chamada de razão CS) era um bom indicador do resultado dos pacientes. Pacientes com uma razão CS alta, ou seja, com mais expressão de CXCL9 do que SPP1, tinham uma sobrevida melhor do que aqueles com uma razão CS baixa. Além disso, a razão CS estava correlacionada com a expressão de outros genes em outros tipos de células no ambiente do tumor, como fibroblastos, células endoteliais e células epiteliais. Esses genes também estavam envolvidos em processos que podem favorecer ou dificultar o câncer, como inflamação, angiogênese e metástase.

    “Isso significa que, apesar da sua enorme complexidade, os ambientes dos tumores são governados por um conjunto claro de regras. Nós descrevemos uma delas neste estudo”, disse Mikaël Pittet, o líder do estudo e membro da Ludwig Lausanne.

    Os pesquisadores acreditam que a razão CS pode ser usada como um marcador molecular para prever o prognóstico dos pacientes e orientar as decisões terapêuticas. Por exemplo, pacientes com uma razão CS baixa podem se beneficiar de tratamentos que alteram o estado dos macrófagos ou das outras células no ambiente do tumor para torná-los mais hostis ao câncer. Esses tratamentos podem incluir imunoterapia, que visa estimular o sistema imune a reconhecer e eliminar as células cancerosas.

    Os pesquisadores pretendem continuar investigando as redes de expressão gênica no ambiente do tumor e como elas interagem com a razão CS. Eles também querem testar se a razão CS pode prever o resultado dos pacientes prospectivamente ou avaliar as prováveis respostas a várias terapias.

    “A grande questão é: quais são as melhores maneiras de interferir terapeuticamente com essa rede, com o objetivo de beneficiar o paciente?”, disse Pittet.

    Fonte: Link.

    Esses genes também estão relacionados a uma rede complexa de outros genes que são ativados ou desativados por diferentes tipos de células no ambiente do tumor, e que podem influenciar o crescimento ou a regressão do câncer. Os pesquisadores esperam que essa descoberta possa ajudar a desenvolver novas estratégias de tratamento e diagnóstico para os pacientes.

    O estudo foi conduzido por cientistas da Ludwig Cancer Research, uma organização internacional dedicada à pesquisa do câncer, e publicado na revista Science. Eles analisaram 52 tumores de 51 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, usando uma técnica chamada análise de célula única, que permite medir a expressão de milhares de genes em cada célula individualmente.

    Os pesquisadores se concentraram em um tipo de célula imune chamada macrófago, que pode ter efeitos pró ou anti-tumorais, dependendo do seu estado de ativação. Eles descobriram que dois genes, chamados CXCL9 e SPP1, eram os mais importantes para determinar o estado dos macrófagos. O gene CXCL9 estava associado a um estado anti-tumoral, em que os macrófagos atacam as células cancerosas e recrutam outras células imunes para ajudar. O gene SPP1 estava associado a um estado pró-tumoral, em que os macrófagos apoiam o crescimento do tumor e inibem as respostas imunes.

    Os pesquisadores também descobriram que a razão entre a expressão desses dois genes nos macrófagos (chamada de razão CS) era um bom indicador do resultado dos pacientes. Pacientes com uma razão CS alta, ou seja, com mais expressão de CXCL9 do que SPP1, tinham uma sobrevida melhor do que aqueles com uma razão CS baixa. Além disso, a razão CS estava correlacionada com a expressão de outros genes em outros tipos de células no ambiente do tumor, como fibroblastos, células endoteliais e células epiteliais. Esses genes também estavam envolvidos em processos que podem favorecer ou dificultar o câncer, como inflamação, angiogênese e metástase.

    “Isso significa que, apesar da sua enorme complexidade, os ambientes dos tumores são governados por um conjunto claro de regras. Nós descrevemos uma delas neste estudo”, disse Mikaël Pittet, o líder do estudo e membro da Ludwig Lausanne.

    Os pesquisadores acreditam que a razão CS pode ser usada como um marcador molecular para prever o prognóstico dos pacientes e orientar as decisões terapêuticas. Por exemplo, pacientes com uma razão CS baixa podem se beneficiar de tratamentos que alteram o estado dos macrófagos ou das outras células no ambiente do tumor para torná-los mais hostis ao câncer. Esses tratamentos podem incluir imunoterapia, que visa estimular o sistema imune a reconhecer e eliminar as células cancerosas.

    Os pesquisadores pretendem continuar investigando as redes de expressão gênica no ambiente do tumor e como elas interagem com a razão CS. Eles também querem testar se a razão CS pode prever o resultado dos pacientes prospectivamente ou avaliar as prováveis respostas a várias terapias.

    “A grande questão é: quais são as melhores maneiras de interferir terapeuticamente com essa rede, com o objetivo de beneficiar o paciente?”, disse Pittet.

    Fonte: Link.

  • Diagnóstico pré-natal de problemas cardíacos pode salvar vidas de bebês, diz estudo

    Diagnóstico pré-natal de problemas cardíacos pode salvar vidas de bebês, diz estudo

    Um novo estudo revelou que o diagnóstico pré-natal de problemas cardíacos congênitos, os problemas de nascimento mais comuns que afetam quase 1% de todos os nascidos vivos, está associado a uma cirurgia mais precoce para os bebês com essas condições.

    A cirurgia precoce pode melhorar o desenvolvimento do cérebro e de outros órgãos, bem como prevenir complicações como insuficiência cardíaca.

    O estudo, publicado na revista Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, analisou uma coorte de 1.131 pacientes com defeitos cardíacos congênitos, com idades entre 0 e 9 anos, que receberam sua primeira cirurgia cardíaca no Lurie Children’s entre 2015 e 2021. Quase metade desses pacientes teve diagnóstico pré-natal. Após ajustar para fatores como demografia, comorbidades e complexidade cirúrgica, a idade média na cirurgia foi significativamente menor em bebês com diagnóstico pré-natal versus pós-natal de doença cardíaca congênita crítica e não crítica. Bebês com um dos tipos mais comuns de doença não crítica, chamada de defeitos do septo atrial, tiveram cirurgia cerca de um ano mais cedo.

    “Nosso estudo quantifica a tremenda importância do diagnóstico pré-natal para os bebês com doença cardíaca congênita”, disse a autora principal Joyce Woo, MD, MS, cardiologista no Lurie Children’s e Professora Assistente de Pediatria e Ciências Sociais Médicas na Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Para os bebês com doença crítica especialmente, fazer a cirurgia uma semana mais cedo pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento do cérebro e de outros órgãos. A cirurgia precoce para certos tipos de doença cardíaca congênita não crítica também pode prevenir resultados ruins, como insuficiência cardíaca. Nossas descobertas enfatizam que o diagnóstico pré-natal é crucial para otimizar o momento da cirurgia e a saúde a longo prazo do bebê. O diagnóstico pré-natal precisa ser equitativamente acessível a todas as pessoas grávidas.”

    Os pesquisadores destacaram que existem barreiras sociais que podem impedir o acesso ao diagnóstico pré-natal, como distância ao atendimento, falta de cuidados infantis ou incapacidade de tirar folga do trabalho. Eles defenderam mais pesquisas para identificar e superar esses obstáculos, a fim de proporcionar o melhor cuidado possível aos bebês nascidos com defeitos cardíacos e suas famílias.

    Fonte: Link.

    A cirurgia precoce pode melhorar o desenvolvimento do cérebro e de outros órgãos, bem como prevenir complicações como insuficiência cardíaca.

    O estudo, publicado na revista Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, analisou uma coorte de 1.131 pacientes com defeitos cardíacos congênitos, com idades entre 0 e 9 anos, que receberam sua primeira cirurgia cardíaca no Lurie Children’s entre 2015 e 2021. Quase metade desses pacientes teve diagnóstico pré-natal. Após ajustar para fatores como demografia, comorbidades e complexidade cirúrgica, a idade média na cirurgia foi significativamente menor em bebês com diagnóstico pré-natal versus pós-natal de doença cardíaca congênita crítica e não crítica. Bebês com um dos tipos mais comuns de doença não crítica, chamada de defeitos do septo atrial, tiveram cirurgia cerca de um ano mais cedo.

    “Nosso estudo quantifica a tremenda importância do diagnóstico pré-natal para os bebês com doença cardíaca congênita”, disse a autora principal Joyce Woo, MD, MS, cardiologista no Lurie Children’s e Professora Assistente de Pediatria e Ciências Sociais Médicas na Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Para os bebês com doença crítica especialmente, fazer a cirurgia uma semana mais cedo pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento do cérebro e de outros órgãos. A cirurgia precoce para certos tipos de doença cardíaca congênita não crítica também pode prevenir resultados ruins, como insuficiência cardíaca. Nossas descobertas enfatizam que o diagnóstico pré-natal é crucial para otimizar o momento da cirurgia e a saúde a longo prazo do bebê. O diagnóstico pré-natal precisa ser equitativamente acessível a todas as pessoas grávidas.”

    Os pesquisadores destacaram que existem barreiras sociais que podem impedir o acesso ao diagnóstico pré-natal, como distância ao atendimento, falta de cuidados infantis ou incapacidade de tirar folga do trabalho. Eles defenderam mais pesquisas para identificar e superar esses obstáculos, a fim de proporcionar o melhor cuidado possível aos bebês nascidos com defeitos cardíacos e suas famílias.

    Fonte: Link.

  • Como o aprendizado de máquina pode ajudar a prevenir a autoagressão entre as crianças

    Como o aprendizado de máquina pode ajudar a prevenir a autoagressão entre as crianças

    A saúde mental das crianças é uma questão urgente que requer mais atenção e intervenção.

    Um novo estudo realizado por pesquisadores da UCLA Health mostra que os modelos de aprendizado de máquina podem ajudar a identificar crianças que estão em risco de autoagressão, o que pode salvar vidas e prevenir danos.

    O estudo, publicado na revista JAMA Network Open, analisou os dados de mais de 500 mil crianças que visitaram o departamento de emergência de um grande sistema de saúde nos Estados Unidos entre 2009 e 2018. Os pesquisadores descobriram que cerca de 2% dessas crianças tinham pensamentos ou comportamentos autolesivos, mas apenas metade delas foram identificadas pelos sistemas de saúde existentes.

    Para melhorar a detecção dessas crianças, os pesquisadores desenvolveram vários modelos de aprendizado de máquina que usaram diferentes tipos de dados, como diagnósticos, medicamentos, procedimentos, sinais vitais e resultados laboratoriais. Eles compararam o desempenho desses modelos com o de um modelo de previsão de risco padrão baseado em fatores demográficos e clínicos.

    Os resultados mostraram que os modelos de aprendizado de máquina eram significativamente melhores em prever quais crianças tinham um risco futuro de autoagressão. O melhor modelo foi capaz de identificar 93% das crianças em risco, em comparação com apenas 73% do modelo padrão. Além disso, os modelos de aprendizado de máquina reduziram o número de falsos positivos, ou seja, crianças que foram classificadas como em risco, mas na verdade não estavam.

    Os pesquisadores esperam que seus modelos possam ser usados para alertar os profissionais de saúde sobre as crianças que precisam de mais apoio e acompanhamento. Eles também enfatizam a necessidade de coletar e integrar mais dados sobre a saúde mental das crianças nos sistemas de saúde, para melhorar a qualidade e a precisão das previsões.

    A crise da saúde mental juvenil é um problema sério que afeta milhões de crianças em todo o mundo. Os modelos de aprendizado de máquina podem ser uma ferramenta valiosa para ajudar a prevenir o suicídio e a autoagressão entre as crianças, mas também requerem uma abordagem ética e responsável para garantir o seu uso adequado e seguro.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo realizado por pesquisadores da UCLA Health mostra que os modelos de aprendizado de máquina podem ajudar a identificar crianças que estão em risco de autoagressão, o que pode salvar vidas e prevenir danos.

    O estudo, publicado na revista JAMA Network Open, analisou os dados de mais de 500 mil crianças que visitaram o departamento de emergência de um grande sistema de saúde nos Estados Unidos entre 2009 e 2018. Os pesquisadores descobriram que cerca de 2% dessas crianças tinham pensamentos ou comportamentos autolesivos, mas apenas metade delas foram identificadas pelos sistemas de saúde existentes.

    Para melhorar a detecção dessas crianças, os pesquisadores desenvolveram vários modelos de aprendizado de máquina que usaram diferentes tipos de dados, como diagnósticos, medicamentos, procedimentos, sinais vitais e resultados laboratoriais. Eles compararam o desempenho desses modelos com o de um modelo de previsão de risco padrão baseado em fatores demográficos e clínicos.

    Os resultados mostraram que os modelos de aprendizado de máquina eram significativamente melhores em prever quais crianças tinham um risco futuro de autoagressão. O melhor modelo foi capaz de identificar 93% das crianças em risco, em comparação com apenas 73% do modelo padrão. Além disso, os modelos de aprendizado de máquina reduziram o número de falsos positivos, ou seja, crianças que foram classificadas como em risco, mas na verdade não estavam.

    Os pesquisadores esperam que seus modelos possam ser usados para alertar os profissionais de saúde sobre as crianças que precisam de mais apoio e acompanhamento. Eles também enfatizam a necessidade de coletar e integrar mais dados sobre a saúde mental das crianças nos sistemas de saúde, para melhorar a qualidade e a precisão das previsões.

    A crise da saúde mental juvenil é um problema sério que afeta milhões de crianças em todo o mundo. Os modelos de aprendizado de máquina podem ser uma ferramenta valiosa para ajudar a prevenir o suicídio e a autoagressão entre as crianças, mas também requerem uma abordagem ética e responsável para garantir o seu uso adequado e seguro.

    Fonte: Link.

  • Ozonioterapia retal: como é feito e quais são seus riscos?

    Ozonioterapia retal: como é feito e quais são seus riscos?

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias.

    A ozonioterapia retal é um procedimento simples, seguro e indolor. Ela é feita com o uso de um dispositivo que sopra uma quantidade controlada de ozônio e oxigênio por uma sonda fina que é introduzida no reto.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele.

    O que a ciência diz

    Embora alguns estudos sugiram benefícios na saúde, como aumento da imunidade e redução da inflamação, outros apontam riscos, como danos aos tecidos e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

    A ozonioterapia ainda precisa de mais pesquisas clínicas rigorosas para determinar sua eficácia e segurança. Até que essas questões sejam resolvidas, é importante que os pacientes consultem seu médico antes de decidir por esse tipo de tratamento.

    A ozonioterapia retal é um procedimento simples, seguro e indolor. Ela é feita com o uso de um dispositivo que sopra uma quantidade controlada de ozônio e oxigênio por uma sonda fina que é introduzida no reto.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele.

    O que a ciência diz

    Embora alguns estudos sugiram benefícios na saúde, como aumento da imunidade e redução da inflamação, outros apontam riscos, como danos aos tecidos e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

    A ozonioterapia ainda precisa de mais pesquisas clínicas rigorosas para determinar sua eficácia e segurança. Até que essas questões sejam resolvidas, é importante que os pacientes consultem seu médico antes de decidir por esse tipo de tratamento.

  • Ozonioterapia: entidades médicas criticam lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    Ozonioterapia: entidades médicas criticam lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que autoriza o uso da ozonioterapia como tratamento complementar no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde privados.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

  • Ozonioterapia: Lula sanciona lei que autoriza o tratamento no Brasil

    Ozonioterapia: Lula sanciona lei que autoriza o tratamento no Brasil

    O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio em todo o território nacional. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7).

    A ozonioterapia consiste na aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. A técnica é usada para tratar diversas doenças, como infecções, inflamações, feridas, dores crônicas e câncer.

    A lei determina que a ozonioterapia seja realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização, e que seja aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O paciente também deve ser informado do caráter complementar do tratamento.

    A ozonioterapia foi alvo de polêmicas durante a pandemia de Covid-19. Isso porque a técnica chegou a ser recomendada pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter eficácia comprovada contra o coronavírus. O político chegou a sugerir a aplicação de ozônio pelo ânus como forma de prevenir a doença.

    A Academia Nacional de Medicina (ANM) pediu veto ao projeto, afirmando que não tinha conhecimento de trabalhos científicos que comprovassem a eficácia da terapia com ozônio em nenhuma circunstância. O órgão alertou ainda que a prática poderia trazer riscos à saúde, como embolia gasosa, hemólise e lesões teciduais.

    A lei entra em vigor na data da sua publicação.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio em todo o território nacional. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7).

    A ozonioterapia consiste na aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. A técnica é usada para tratar diversas doenças, como infecções, inflamações, feridas, dores crônicas e câncer.

    A lei determina que a ozonioterapia seja realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização, e que seja aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O paciente também deve ser informado do caráter complementar do tratamento.

    A ozonioterapia foi alvo de polêmicas durante a pandemia de Covid-19. Isso porque a técnica chegou a ser recomendada pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter eficácia comprovada contra o coronavírus. O político chegou a sugerir a aplicação de ozônio pelo ânus como forma de prevenir a doença.

    A Academia Nacional de Medicina (ANM) pediu veto ao projeto, afirmando que não tinha conhecimento de trabalhos científicos que comprovassem a eficácia da terapia com ozônio em nenhuma circunstância. O órgão alertou ainda que a prática poderia trazer riscos à saúde, como embolia gasosa, hemólise e lesões teciduais.

    A lei entra em vigor na data da sua publicação.

  • Panelas antiaderentes podem causar câncer? Saiba como escolher a melhor opção para a sua saúde

    Panelas antiaderentes podem causar câncer? Saiba como escolher a melhor opção para a sua saúde

    As panelas antiaderentes são muito práticas e populares na cozinha, pois permitem cozinhar os alimentos sem grudar e sem usar muito óleo.

    No entanto, muitas pessoas têm dúvidas sobre a segurança desses utensílios e se eles podem causar algum dano à saúde. Será que as panelas antiaderentes podem provocar câncer? A resposta é: depende.

    O que são as panelas antiaderentes?

    As panelas antiaderentes são aquelas que possuem um revestimento especial que impede que os alimentos grudem na superfície. Esse revestimento pode ser feito de diferentes materiais, como cerâmica, silicone, esmalte ou politetrafluoretileno (PTFE), mais conhecido pelo nome comercial Teflon.

    O Teflon é uma marca registrada da empresa DuPont, que criou esse material em 1938. Ele é composto por uma cadeia de átomos de carbono e flúor, que formam uma molécula muito estável e resistente ao calor. Por isso, ele é usado não só em panelas, mas também em roupas, carpetes, fios elétricos e até em implantes médicos.

    Quais são os riscos das panelas antiaderentes?

    Apesar de ser um material muito versátil, o Teflon também tem seus problemas. Um deles é que, para fabricá-lo, era usado um produto químico chamado ácido perfluoro-octanóico (PFOA), que pertence a um grupo de substâncias artificiais conhecidas como per-e polifluoroalquil (PFAS).

    As PFAS são usadas para conceder antiaderência, impermeabilidade e resistência a manchas a diversos produtos. No entanto, elas também são persistentes no ambiente e no organismo humano, podendo causar diversos efeitos adversos à saúde, como alterações hormonais, problemas reprodutivos, imunológicos e hepáticos.

    Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que uma das PFAS, o sulfonato de perfluorooctano (PFOS), está diretamente ligado ao tipo mais comum de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular não viral. O resultado indica que o uso do produto aumenta em 4,5 vezes o risco de desenvolver a doença.

    O PFOS era usado na fabricação do Teflon até 2013, quando a DuPont e outras empresas se comprometeram a eliminar o uso do PFOA e de outras PFAS na produção de seus produtos. Portanto, as panelas antiaderentes atuais não contêm essas substâncias e não apresentam risco de câncer.

    No entanto, isso não significa que elas sejam totalmente seguras. Se o revestimento de Teflon for danificado por arranhões ou altas temperaturas, ele pode liberar partículas e gases tóxicos que podem causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de febre e mal-estar. Essa condição é chamada de “gripe do polímero” ou “gripe do Teflon”.

    Além disso, existem outros tipos de panelas que podem oferecer riscos à saúde se forem usadas de forma inadequada ou se estiverem em mau estado. Por exemplo, as panelas de alumínio podem liberar esse metal na comida e causar problemas neurológicos, como Alzheimer. As panelas de cobre também podem soltar esse metal na comida e provocar intoxicação se não tiverem um revestimento adequado.

    Como escolher a melhor panela para a sua saúde?

    Diante desses fatos, você pode estar se perguntando qual é a melhor opção de panela para a sua saúde. A verdade é que não há uma resposta definitiva para essa questão, pois cada tipo de panela tem suas vantagens e desvantagens. O mais importante é saber como usar e conservar cada uma delas.

    Algumas dicas para escolher e cuidar das suas panelas são:

    • Prefira as panelas antiaderentes livres de PFOA e PFOS. Verifique na embalagem ou no site do fabricante se o produto tem essa informação.

    • Não use utensílios metálicos ou abrasivos nas panelas antiaderentes, pois eles podem arranhar o revestimento. Use apenas colheres de madeira, silicone ou nylon.

    • Não aqueça as panelas antiaderentes vazias ou em fogo alto, pois elas podem atingir temperaturas acima de 260°C e liberar gases tóxicos. Use sempre fogo baixo ou médio e coloque um pouco de óleo ou água antes de colocar os alimentos.

    • Descarte as panelas antiaderentes que estiverem com o revestimento danificado, rachado ou descascado. Elas podem soltar partículas na comida e causar intoxicação.

    • Evite as panelas de alumínio, pois elas podem liberar esse metal na comida, especialmente se forem usadas para cozinhar alimentos ácidos, como tomate, limão ou vinagre. Se for usar, prefira as que têm um revestimento interno de outro material, como cerâmica ou esmalte.

    • Cuidado com as panelas de cobre, pois elas também podem soltar esse metal na comida e causar intoxicação. Se for usar, prefira as que têm um revestimento interno de outro material, como aço inoxidável ou estanho.

    • As panelas de ferro são boas opções para cozinhar carnes e vegetais, pois elas mantêm o calor por mais tempo e podem até contribuir para a ingestão desse mineral. No entanto, elas também podem liberar ferro na comida e causar problemas para quem tem excesso desse metal no organismo. Além disso, elas exigem uma manutenção cuidadosa para evitar a ferrugem.

    • As panelas de aço inoxidável são resistentes, duráveis e não liberam metais na comida. No entanto, elas não são muito boas para distribuir o calor e podem queimar os alimentos com facilidade. Por isso, é melhor usar as que têm um fundo triplo ou térmico, que contém uma camada de alumínio ou cobre entre duas camadas de aço.

    • As panelas de cerâmica são bonitas, versáteis e não liberam substâncias tóxicas na comida. No entanto, elas podem ser frágeis e quebrar com facilidade. Além disso, é preciso verificar se elas não contêm chumbo ou cádmio na sua composição, pois esses metais podem ser prejudiciais à saúde.

    Como você pode ver, não existe uma panela perfeita para a sua saúde. O que existe é uma panela adequada para cada tipo de alimento e de preparo. O mais importante é saber como usar e conservar cada uma delas e ficar atento aos sinais de desgaste ou dano. Assim, você pode cozinhar com segurança e sabor.

    No entanto, muitas pessoas têm dúvidas sobre a segurança desses utensílios e se eles podem causar algum dano à saúde. Será que as panelas antiaderentes podem provocar câncer? A resposta é: depende.

    O que são as panelas antiaderentes?

    As panelas antiaderentes são aquelas que possuem um revestimento especial que impede que os alimentos grudem na superfície. Esse revestimento pode ser feito de diferentes materiais, como cerâmica, silicone, esmalte ou politetrafluoretileno (PTFE), mais conhecido pelo nome comercial Teflon.

    O Teflon é uma marca registrada da empresa DuPont, que criou esse material em 1938. Ele é composto por uma cadeia de átomos de carbono e flúor, que formam uma molécula muito estável e resistente ao calor. Por isso, ele é usado não só em panelas, mas também em roupas, carpetes, fios elétricos e até em implantes médicos.

    Quais são os riscos das panelas antiaderentes?

    Apesar de ser um material muito versátil, o Teflon também tem seus problemas. Um deles é que, para fabricá-lo, era usado um produto químico chamado ácido perfluoro-octanóico (PFOA), que pertence a um grupo de substâncias artificiais conhecidas como per-e polifluoroalquil (PFAS).

    As PFAS são usadas para conceder antiaderência, impermeabilidade e resistência a manchas a diversos produtos. No entanto, elas também são persistentes no ambiente e no organismo humano, podendo causar diversos efeitos adversos à saúde, como alterações hormonais, problemas reprodutivos, imunológicos e hepáticos.

    Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que uma das PFAS, o sulfonato de perfluorooctano (PFOS), está diretamente ligado ao tipo mais comum de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular não viral. O resultado indica que o uso do produto aumenta em 4,5 vezes o risco de desenvolver a doença.

    O PFOS era usado na fabricação do Teflon até 2013, quando a DuPont e outras empresas se comprometeram a eliminar o uso do PFOA e de outras PFAS na produção de seus produtos. Portanto, as panelas antiaderentes atuais não contêm essas substâncias e não apresentam risco de câncer.

    No entanto, isso não significa que elas sejam totalmente seguras. Se o revestimento de Teflon for danificado por arranhões ou altas temperaturas, ele pode liberar partículas e gases tóxicos que podem causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de febre e mal-estar. Essa condição é chamada de “gripe do polímero” ou “gripe do Teflon”.

    Além disso, existem outros tipos de panelas que podem oferecer riscos à saúde se forem usadas de forma inadequada ou se estiverem em mau estado. Por exemplo, as panelas de alumínio podem liberar esse metal na comida e causar problemas neurológicos, como Alzheimer. As panelas de cobre também podem soltar esse metal na comida e provocar intoxicação se não tiverem um revestimento adequado.

    Como escolher a melhor panela para a sua saúde?

    Diante desses fatos, você pode estar se perguntando qual é a melhor opção de panela para a sua saúde. A verdade é que não há uma resposta definitiva para essa questão, pois cada tipo de panela tem suas vantagens e desvantagens. O mais importante é saber como usar e conservar cada uma delas.

    Algumas dicas para escolher e cuidar das suas panelas são:

    • Prefira as panelas antiaderentes livres de PFOA e PFOS. Verifique na embalagem ou no site do fabricante se o produto tem essa informação.

    • Não use utensílios metálicos ou abrasivos nas panelas antiaderentes, pois eles podem arranhar o revestimento. Use apenas colheres de madeira, silicone ou nylon.

    • Não aqueça as panelas antiaderentes vazias ou em fogo alto, pois elas podem atingir temperaturas acima de 260°C e liberar gases tóxicos. Use sempre fogo baixo ou médio e coloque um pouco de óleo ou água antes de colocar os alimentos.

    • Descarte as panelas antiaderentes que estiverem com o revestimento danificado, rachado ou descascado. Elas podem soltar partículas na comida e causar intoxicação.

    • Evite as panelas de alumínio, pois elas podem liberar esse metal na comida, especialmente se forem usadas para cozinhar alimentos ácidos, como tomate, limão ou vinagre. Se for usar, prefira as que têm um revestimento interno de outro material, como cerâmica ou esmalte.

    • Cuidado com as panelas de cobre, pois elas também podem soltar esse metal na comida e causar intoxicação. Se for usar, prefira as que têm um revestimento interno de outro material, como aço inoxidável ou estanho.

    • As panelas de ferro são boas opções para cozinhar carnes e vegetais, pois elas mantêm o calor por mais tempo e podem até contribuir para a ingestão desse mineral. No entanto, elas também podem liberar ferro na comida e causar problemas para quem tem excesso desse metal no organismo. Além disso, elas exigem uma manutenção cuidadosa para evitar a ferrugem.

    • As panelas de aço inoxidável são resistentes, duráveis e não liberam metais na comida. No entanto, elas não são muito boas para distribuir o calor e podem queimar os alimentos com facilidade. Por isso, é melhor usar as que têm um fundo triplo ou térmico, que contém uma camada de alumínio ou cobre entre duas camadas de aço.

    • As panelas de cerâmica são bonitas, versáteis e não liberam substâncias tóxicas na comida. No entanto, elas podem ser frágeis e quebrar com facilidade. Além disso, é preciso verificar se elas não contêm chumbo ou cádmio na sua composição, pois esses metais podem ser prejudiciais à saúde.

    Como você pode ver, não existe uma panela perfeita para a sua saúde. O que existe é uma panela adequada para cada tipo de alimento e de preparo. O mais importante é saber como usar e conservar cada uma delas e ficar atento aos sinais de desgaste ou dano. Assim, você pode cozinhar com segurança e sabor.

  • Pé de galinha: fonte de colágeno e outros benefícios para a saúde

    Pé de galinha: fonte de colágeno e outros benefícios para a saúde

    O pé de galinha é um alimento que faz parte da culinária brasileira, mas também gera muitas dúvidas sobre seus benefícios e malefícios para a saúde.

    O que é o colágeno?

    O colágeno é uma proteína produzida pelo nosso organismo que tem a função de dar sustentação às células, mantendo-as unidas e firmes. O colágeno é encontrado principalmente na pele, nas cartilagens, nos tendões, nos ligamentos, nos ossos e nos vasos sanguíneos. Ele é responsável por manter a elasticidade e a hidratação da pele, prevenir rugas e flacidez, fortalecer as unhas e os cabelos, proteger as articulações e os ossos de lesões e inflamações, e facilitar a cicatrização de feridas.

    Com o passar dos anos, a produção de colágeno pelo nosso corpo diminui, o que leva ao aparecimento de sinais de envelhecimento, como rugas, linhas de expressão, perda de elasticidade e firmeza da pele, enfraquecimento das unhas e dos cabelos, dores nas articulações e osteoporose. Por isso, muitas pessoas buscam suplementar o colágeno através da alimentação ou de produtos específicos.

    O pé de galinha tem colágeno?

    Sim, o pé de galinha tem colágeno. Na verdade, o pé de galinha é uma das partes do frango que mais concentra colágeno, pois é formado basicamente de cartilagem e pele. A cartilagem é um tecido conjuntivo que reveste as extremidades dos ossos e permite o movimento das articulações. A pele é o maior órgão do corpo humano e também contém uma grande quantidade de colágeno em sua estrutura.

    Segundo alguns estudos científicos, o pé de galinha tem uma alta concentração de colágeno, chegando a cerca de 20% do seu peso seco. Além disso, o colágeno do pé de galinha tem uma composição semelhante ao do colágeno humano, sendo rico em aminoácidos como glicina, prolina e hidroxiprolina. Esses aminoácidos são essenciais para a síntese do colágeno no nosso organismo.

    Um estudo realizado na Malásia mostrou que o pé de galinha poderia ser usado como substituto do colágeno bovino na indústria farmacêutica e cosmética, pois apresenta propriedades físicas, químicas e biológicas similares. O pé de galinha também poderia ser uma fonte alternativa de colágeno para pessoas que não consomem carne bovina por motivos religiosos ou culturais.

    Quais são os benefícios do pé de galinha para a saúde?

    Além de ser uma fonte natural de colágeno, o pé de galinha também oferece outros benefícios para a saúde. Veja alguns exemplos:

    • Melhora a digestão: O pé de galinha contém gelatina, que é uma substância derivada do colágeno que ajuda a lubrificar o trato digestivo e facilitar o trânsito intestinal. A gelatina também ajuda a proteger a mucosa do estômago e do intestino contra irritações e úlceras.

    • Fortalece as articulações: O pé de galinha contém glucosamina e condroitina, que são compostos que atuam na formação e na regeneração da cartilagem das articulações. Esses compostos ajudam a prevenir e a tratar doenças como artrite, artrose e osteoartrite.

    • Favorece as unhas: O pé de galinha contém queratina, que é uma proteína que forma as unhas e os cabelos. A queratina ajuda a fortalecer as unhas, prevenindo sua quebra e descamação.

    • Estimula o sistema imunológico: O pé de galinha contém minerais como zinco, selênio e ferro, que são importantes para o funcionamento do sistema imunológico. Esses minerais ajudam a combater infecções, inflamações e doenças.

    • Equilibra os hormônios: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina e arginina, que são importantes para a produção de hormônios como o hormônio do crescimento, a insulina e o glucagon. Esses hormônios regulam o metabolismo, o crescimento, a glicose e a gordura no sangue.

    • Reduz o estresse: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina e glutamina, que são importantes para a produção de neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e o GABA. Esses neurotransmissores são responsáveis pelo humor, pelo sono, pela memória e pelo relaxamento.

    • Acelera a cicatrização: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina, prolina e lisina, que são importantes para a produção de colágeno e elastina. Essas proteínas são responsáveis pela reparação dos tecidos danificados, pela formação de novos vasos sanguíneos e pela cicatrização de feridas.

    Quais são os cuidados com o consumo do pé de galinha?

    Apesar de ter muitos benefícios, o pé de galinha também requer alguns cuidados com o seu consumo. Veja alguns exemplos:

    • Evite o excesso de sal e gordura: O pé de galinha pode ser preparado de diversas formas, como cozido, frito, assado ou em caldo. No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de sal e gordura que podem acompanhar esses preparos, pois podem prejudicar a saúde cardiovascular e aumentar o risco de hipertensão e obesidade. Prefira preparações mais leves, como cozido em água ou caldo sem sal ou com pouco sal, ou assado sem óleo ou com pouco óleo.

    • Não confie apenas no colágeno do pé de galinha: O colágeno do pé de galinha não é absorvido diretamente pelo nosso organismo, mas precisa ser quebrado em peptídeos de colágeno para ter um papel biológico. Essa quebra depende da presença de enzimas digestivas e de outros fatores, como a idade, o estado nutricional e a saúde intestinal. Portanto, o colágeno do pé de galinha não pode substituir uma dieta equilibrada e rica em proteínas de alto valor biológico, como as carnes magras, os ovos, os peixes, os laticínios e as leguminosas. Essas proteínas fornecem todos os aminoácidos essenciais para a síntese do colágeno no nosso corpo.

    • Varie as fontes de colágeno: O pé de galinha não é a única fonte de colágeno na alimentação. Outros alimentos também contêm colágeno ou seus precursores, como as gelatinas, as geléias, os caldos de carne ou de peixe, as frutas cítricas, as frutas vermelhas, os vegetais verde-escuros, as oleaginosas e as sementes. Esses alimentos também fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam na produção e na proteção do colágeno no nosso organismo.

    O pé de galinha é um alimento que tem colágeno e outros nutrientes que podem trazer benefícios para a saúde da pele, das articulações, das unhas, do sistema imunológico, do equilíbrio hormonal, da redução do estresse e da cicatrização de feridas. No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de sal e gordura que podem acompanhar o preparo do pé de galinha, pois podem prejudicar a saúde cardiovascular e aumentar o risco de hipertensão e obesidade. Além disso, é importante lembrar que o colágeno do pé de galinha não é absorvido diretamente pelo organismo, mas precisa ser quebrado em peptídeos de colágeno para ter um papel biológico. Portanto, o pé de galinha não pode substituir uma dieta equilibrada e rica em proteínas de alto valor biológico. Também é recomendável variar as fontes de colágeno na alimentação, incluindo outros alimentos que contêm colágeno ou seus precursores.

    O que é o colágeno?

    O colágeno é uma proteína produzida pelo nosso organismo que tem a função de dar sustentação às células, mantendo-as unidas e firmes. O colágeno é encontrado principalmente na pele, nas cartilagens, nos tendões, nos ligamentos, nos ossos e nos vasos sanguíneos. Ele é responsável por manter a elasticidade e a hidratação da pele, prevenir rugas e flacidez, fortalecer as unhas e os cabelos, proteger as articulações e os ossos de lesões e inflamações, e facilitar a cicatrização de feridas.

    Com o passar dos anos, a produção de colágeno pelo nosso corpo diminui, o que leva ao aparecimento de sinais de envelhecimento, como rugas, linhas de expressão, perda de elasticidade e firmeza da pele, enfraquecimento das unhas e dos cabelos, dores nas articulações e osteoporose. Por isso, muitas pessoas buscam suplementar o colágeno através da alimentação ou de produtos específicos.

    O pé de galinha tem colágeno?

    Sim, o pé de galinha tem colágeno. Na verdade, o pé de galinha é uma das partes do frango que mais concentra colágeno, pois é formado basicamente de cartilagem e pele. A cartilagem é um tecido conjuntivo que reveste as extremidades dos ossos e permite o movimento das articulações. A pele é o maior órgão do corpo humano e também contém uma grande quantidade de colágeno em sua estrutura.

    Segundo alguns estudos científicos, o pé de galinha tem uma alta concentração de colágeno, chegando a cerca de 20% do seu peso seco. Além disso, o colágeno do pé de galinha tem uma composição semelhante ao do colágeno humano, sendo rico em aminoácidos como glicina, prolina e hidroxiprolina. Esses aminoácidos são essenciais para a síntese do colágeno no nosso organismo.

    Um estudo realizado na Malásia mostrou que o pé de galinha poderia ser usado como substituto do colágeno bovino na indústria farmacêutica e cosmética, pois apresenta propriedades físicas, químicas e biológicas similares. O pé de galinha também poderia ser uma fonte alternativa de colágeno para pessoas que não consomem carne bovina por motivos religiosos ou culturais.

    Quais são os benefícios do pé de galinha para a saúde?

    Além de ser uma fonte natural de colágeno, o pé de galinha também oferece outros benefícios para a saúde. Veja alguns exemplos:

    • Melhora a digestão: O pé de galinha contém gelatina, que é uma substância derivada do colágeno que ajuda a lubrificar o trato digestivo e facilitar o trânsito intestinal. A gelatina também ajuda a proteger a mucosa do estômago e do intestino contra irritações e úlceras.

    • Fortalece as articulações: O pé de galinha contém glucosamina e condroitina, que são compostos que atuam na formação e na regeneração da cartilagem das articulações. Esses compostos ajudam a prevenir e a tratar doenças como artrite, artrose e osteoartrite.

    • Favorece as unhas: O pé de galinha contém queratina, que é uma proteína que forma as unhas e os cabelos. A queratina ajuda a fortalecer as unhas, prevenindo sua quebra e descamação.

    • Estimula o sistema imunológico: O pé de galinha contém minerais como zinco, selênio e ferro, que são importantes para o funcionamento do sistema imunológico. Esses minerais ajudam a combater infecções, inflamações e doenças.

    • Equilibra os hormônios: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina e arginina, que são importantes para a produção de hormônios como o hormônio do crescimento, a insulina e o glucagon. Esses hormônios regulam o metabolismo, o crescimento, a glicose e a gordura no sangue.

    • Reduz o estresse: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina e glutamina, que são importantes para a produção de neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e o GABA. Esses neurotransmissores são responsáveis pelo humor, pelo sono, pela memória e pelo relaxamento.

    • Acelera a cicatrização: O pé de galinha contém aminoácidos como glicina, prolina e lisina, que são importantes para a produção de colágeno e elastina. Essas proteínas são responsáveis pela reparação dos tecidos danificados, pela formação de novos vasos sanguíneos e pela cicatrização de feridas.

    Quais são os cuidados com o consumo do pé de galinha?

    Apesar de ter muitos benefícios, o pé de galinha também requer alguns cuidados com o seu consumo. Veja alguns exemplos:

    • Evite o excesso de sal e gordura: O pé de galinha pode ser preparado de diversas formas, como cozido, frito, assado ou em caldo. No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de sal e gordura que podem acompanhar esses preparos, pois podem prejudicar a saúde cardiovascular e aumentar o risco de hipertensão e obesidade. Prefira preparações mais leves, como cozido em água ou caldo sem sal ou com pouco sal, ou assado sem óleo ou com pouco óleo.

    • Não confie apenas no colágeno do pé de galinha: O colágeno do pé de galinha não é absorvido diretamente pelo nosso organismo, mas precisa ser quebrado em peptídeos de colágeno para ter um papel biológico. Essa quebra depende da presença de enzimas digestivas e de outros fatores, como a idade, o estado nutricional e a saúde intestinal. Portanto, o colágeno do pé de galinha não pode substituir uma dieta equilibrada e rica em proteínas de alto valor biológico, como as carnes magras, os ovos, os peixes, os laticínios e as leguminosas. Essas proteínas fornecem todos os aminoácidos essenciais para a síntese do colágeno no nosso corpo.

    • Varie as fontes de colágeno: O pé de galinha não é a única fonte de colágeno na alimentação. Outros alimentos também contêm colágeno ou seus precursores, como as gelatinas, as geléias, os caldos de carne ou de peixe, as frutas cítricas, as frutas vermelhas, os vegetais verde-escuros, as oleaginosas e as sementes. Esses alimentos também fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam na produção e na proteção do colágeno no nosso organismo.

    O pé de galinha é um alimento que tem colágeno e outros nutrientes que podem trazer benefícios para a saúde da pele, das articulações, das unhas, do sistema imunológico, do equilíbrio hormonal, da redução do estresse e da cicatrização de feridas. No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de sal e gordura que podem acompanhar o preparo do pé de galinha, pois podem prejudicar a saúde cardiovascular e aumentar o risco de hipertensão e obesidade. Além disso, é importante lembrar que o colágeno do pé de galinha não é absorvido diretamente pelo organismo, mas precisa ser quebrado em peptídeos de colágeno para ter um papel biológico. Portanto, o pé de galinha não pode substituir uma dieta equilibrada e rica em proteínas de alto valor biológico. Também é recomendável variar as fontes de colágeno na alimentação, incluindo outros alimentos que contêm colágeno ou seus precursores.

  • Sidney Sampaio: remédios para insônia podem causar efeitos colaterais graves

    Sidney Sampaio: remédios para insônia podem causar efeitos colaterais graves

    A insônia é um distúrbio do sono caracterizado pela dificuldade de iniciar ou manter o sono, ou pela sensação de não ter um sono reparador.

    Ela pode afetar a saúde física e mental das pessoas, causando cansaço, irritabilidade, falta de concentração, problemas de memória, depressão, ansiedade, entre outros.

    Para tratar a insônia, muitas pessoas recorrem aos medicamentos prescritos ou vendidos sem receita médica. Esses medicamentos podem ser eficazes em alguns casos, mas também podem trazer riscos e efeitos colaterais que devem ser considerados antes de usá-los.

    Os medicamentos para insônia podem ser classificados em diferentes grupos, de acordo com o seu mecanismo de ação e o seu efeito sobre o sistema nervoso central. Alguns dos principais grupos são:

    • Benzodiazepínicos: são medicamentos que atuam nos receptores GABA do cérebro, aumentando a atividade desse neurotransmissor que tem efeito calmante e sedativo. Exemplos: diazepam, lorazepam, alprazolam.
    • Antidepressivos: são medicamentos que atuam nos receptores de serotonina e noradrenalina do cérebro, aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores que têm efeito antidepressivo e ansiolítico. Exemplos: amitriptilina, trazodona, mirtazapina.
    • Antagonistas dos receptores de melatonina: são medicamentos que atuam nos receptores de melatonina do cérebro, bloqueando a ação desse hormônio que regula o ciclo circadiano e induz o sono. Exemplo: ramelteon.
    • Antagonistas dos receptores de orexina: são medicamentos que atuam nos receptores de orexina do cérebro, bloqueando a ação desse neuropeptídeo que estimula a vigília e o apetite. Exemplo: suvorexant.
    • Antagonistas dos receptores H1: são medicamentos que atuam nos receptores H1 do cérebro, bloqueando a ação da histamina que tem efeito estimulante e alérgico. Exemplos: difenidramina, hidroxizina, doxilamina.

    Cada um desses grupos de medicamentos tem vantagens e desvantagens, dependendo do perfil e das necessidades de cada paciente. Por isso, é importante consultar um médico especialista em sono antes de iniciar qualquer tratamento farmacológico para insônia.

    Os medicamentos para insônia podem causar diversos efeitos colaterais, que variam de acordo com o tipo, a dose e a duração do tratamento. Alguns dos efeitos mais comuns são:

    • Sonolência, tontura, desequilíbrio e lentidão dos reflexos, que podem prejudicar a capacidade de dirigir ou realizar outras atividades que exigem atenção e coordenação.
    • Dependência química, que pode levar à síndrome de abstinência se o medicamento for interrompido abruptamente ou reduzido sem orientação médica.
    • Tolerância, que pode fazer com que o medicamento perca a eficácia ao longo do tempo e exija doses maiores para produzir o mesmo efeito.
    • Alterações na qualidade e na arquitetura do sono, que podem interferir no ciclo circadiano e no sono profundo, essenciais para a restauração física e mental.
    • Efeitos paradoxais, que são reações opostas ao esperado, como agitação, ansiedade, pesadelos, alucinações, sonambulismo e comportamentos anormais durante o sono.
    • Efeitos sobre a memória, a concentração, o humor e o desempenho cognitivo, que podem afetar negativamente a vida pessoal, social e profissional do indivíduo.

    É importante ressaltar que nem todos os medicamentos para insônia têm os mesmos efeitos colaterais e que nem todas as pessoas reagem da mesma forma a eles. Por isso, é fundamental seguir as orientações prescritas pelo médico e comunicar qualquer alteração ou desconforto causado pelo uso dos medicamentos.

    Além dos medicamentos para insônia, existem outras formas de tratar o distúrbio do sono, como a terapia cognitivo-comportamental, a higiene do sono, a fototerapia, a acupuntura, a meditação, entre outras. Essas alternativas podem ser mais seguras e efetivas do que os medicamentos, dependendo do caso.

    A insônia é um problema sério que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Ela pode ter diversas causas, como estresse, ansiedade, depressão, dor crônica, doenças neurológicas, hormonais ou respiratórias, entre outras. Por isso, é importante buscar ajuda médica para identificar e tratar a origem da insônia e não apenas os seus sintomas.

    Os medicamentos para insônia podem ser úteis em alguns casos, mas também podem trazer riscos e efeitos colaterais que devem ser considerados antes de usá-los. Eles devem ser usados com cautela e responsabilidade, sempre sob orientação médica. Além disso, é recomendável adotar medidas de higiene do sono, como manter uma rotina regular de horários para dormir e acordar, evitar estímulos luminosos e sonoros no quarto, evitar cafeína, álcool e nicotina à noite, praticar exercícios físicos moderados durante o dia e relaxar antes de ir para a cama.

    Se você sofre de insônia ou conhece alguém que sofre, procure ajuda especializada e informe-se sobre as melhores opções de tratamento para o seu caso. Lembre-se que dormir bem é essencial para a sua saúde e bem-estar.

    Ela pode afetar a saúde física e mental das pessoas, causando cansaço, irritabilidade, falta de concentração, problemas de memória, depressão, ansiedade, entre outros.

    Para tratar a insônia, muitas pessoas recorrem aos medicamentos prescritos ou vendidos sem receita médica. Esses medicamentos podem ser eficazes em alguns casos, mas também podem trazer riscos e efeitos colaterais que devem ser considerados antes de usá-los.

    Os medicamentos para insônia podem ser classificados em diferentes grupos, de acordo com o seu mecanismo de ação e o seu efeito sobre o sistema nervoso central. Alguns dos principais grupos são:

    • Benzodiazepínicos: são medicamentos que atuam nos receptores GABA do cérebro, aumentando a atividade desse neurotransmissor que tem efeito calmante e sedativo. Exemplos: diazepam, lorazepam, alprazolam.
    • Antidepressivos: são medicamentos que atuam nos receptores de serotonina e noradrenalina do cérebro, aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores que têm efeito antidepressivo e ansiolítico. Exemplos: amitriptilina, trazodona, mirtazapina.
    • Antagonistas dos receptores de melatonina: são medicamentos que atuam nos receptores de melatonina do cérebro, bloqueando a ação desse hormônio que regula o ciclo circadiano e induz o sono. Exemplo: ramelteon.
    • Antagonistas dos receptores de orexina: são medicamentos que atuam nos receptores de orexina do cérebro, bloqueando a ação desse neuropeptídeo que estimula a vigília e o apetite. Exemplo: suvorexant.
    • Antagonistas dos receptores H1: são medicamentos que atuam nos receptores H1 do cérebro, bloqueando a ação da histamina que tem efeito estimulante e alérgico. Exemplos: difenidramina, hidroxizina, doxilamina.

    Cada um desses grupos de medicamentos tem vantagens e desvantagens, dependendo do perfil e das necessidades de cada paciente. Por isso, é importante consultar um médico especialista em sono antes de iniciar qualquer tratamento farmacológico para insônia.

    Os medicamentos para insônia podem causar diversos efeitos colaterais, que variam de acordo com o tipo, a dose e a duração do tratamento. Alguns dos efeitos mais comuns são:

    • Sonolência, tontura, desequilíbrio e lentidão dos reflexos, que podem prejudicar a capacidade de dirigir ou realizar outras atividades que exigem atenção e coordenação.
    • Dependência química, que pode levar à síndrome de abstinência se o medicamento for interrompido abruptamente ou reduzido sem orientação médica.
    • Tolerância, que pode fazer com que o medicamento perca a eficácia ao longo do tempo e exija doses maiores para produzir o mesmo efeito.
    • Alterações na qualidade e na arquitetura do sono, que podem interferir no ciclo circadiano e no sono profundo, essenciais para a restauração física e mental.
    • Efeitos paradoxais, que são reações opostas ao esperado, como agitação, ansiedade, pesadelos, alucinações, sonambulismo e comportamentos anormais durante o sono.
    • Efeitos sobre a memória, a concentração, o humor e o desempenho cognitivo, que podem afetar negativamente a vida pessoal, social e profissional do indivíduo.

    É importante ressaltar que nem todos os medicamentos para insônia têm os mesmos efeitos colaterais e que nem todas as pessoas reagem da mesma forma a eles. Por isso, é fundamental seguir as orientações prescritas pelo médico e comunicar qualquer alteração ou desconforto causado pelo uso dos medicamentos.

    Além dos medicamentos para insônia, existem outras formas de tratar o distúrbio do sono, como a terapia cognitivo-comportamental, a higiene do sono, a fototerapia, a acupuntura, a meditação, entre outras. Essas alternativas podem ser mais seguras e efetivas do que os medicamentos, dependendo do caso.

    A insônia é um problema sério que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Ela pode ter diversas causas, como estresse, ansiedade, depressão, dor crônica, doenças neurológicas, hormonais ou respiratórias, entre outras. Por isso, é importante buscar ajuda médica para identificar e tratar a origem da insônia e não apenas os seus sintomas.

    Os medicamentos para insônia podem ser úteis em alguns casos, mas também podem trazer riscos e efeitos colaterais que devem ser considerados antes de usá-los. Eles devem ser usados com cautela e responsabilidade, sempre sob orientação médica. Além disso, é recomendável adotar medidas de higiene do sono, como manter uma rotina regular de horários para dormir e acordar, evitar estímulos luminosos e sonoros no quarto, evitar cafeína, álcool e nicotina à noite, praticar exercícios físicos moderados durante o dia e relaxar antes de ir para a cama.

    Se você sofre de insônia ou conhece alguém que sofre, procure ajuda especializada e informe-se sobre as melhores opções de tratamento para o seu caso. Lembre-se que dormir bem é essencial para a sua saúde e bem-estar.

  • O que é a deficiência de folato e como preveni-la?

    O que é a deficiência de folato e como preveni-la?

    O folato é uma vitamina do complexo B que desempenha um papel importante na formação de glóbulos vermelhos e no funcionamento do sistema nervoso.

    Ele é encontrado em alimentos como vegetais verdes, legumes, frutas e vísceras, mas também pode ser consumido em forma de suplemento ou em alimentos enriquecidos. No entanto, algumas pessoas podem ter deficiência de folato por diferentes motivos, o que pode causar anemia e outros problemas de saúde. Neste artigo, vamos explicar o que é a deficiência de folato, quais são as suas causas, sintomas, tratamento e prevenção.

    O que é a deficiência de folato?

    A deficiência de folato é uma condição que ocorre quando o organismo não tem quantidade suficiente de folato, uma vitamina do complexo B que ajuda na formação de glóbulos vermelhos e no funcionamento do sistema nervoso. O folato é essencial para a síntese de DNA, RNA e proteínas, bem como para a divisão celular e o desenvolvimento fetal. A deficiência de folato pode afetar qualquer tecido do corpo, mas especialmente aqueles que se renovam rapidamente, como o sangue e a mucosa intestinal.

    Quais são as causas da deficiência de folato?

    A deficiência de folato pode ter várias causas, que podem ser agrupadas em quatro categorias:

    • Ingestão inadequada: ocorre quando a pessoa não consome alimentos suficientes ou variados que contenham folato, seja por desnutrição, alcoolismo, dietas restritivas ou cozimento prolongado dos alimentos. O álcool também interfere na absorção e no metabolismo do folato, aumentando a sua eliminação pela urina.

    • Má absorção: ocorre quando há algum problema no intestino que impede a absorção adequada do folato, seja por doenças inflamatórias, cirurgias, uso de medicamentos ou alterações genéticas. Alguns exemplos são a doença celíaca, a doença de Crohn, a gastrectomia, o uso de antiácidos ou antibióticos ou a mutação no gene MTHFR.

    • Aumento da demanda: ocorre quando há uma situação que exige mais folato do que o normal, seja por crescimento, gravidez, lactação, hemólise ou câncer. A gravidez e a lactação são as principais causas de aumento da demanda de folato, pois o feto e o leite materno requerem grandes quantidades da vitamina para o seu desenvolvimento. A hemólise é a destruição dos glóbulos vermelhos, que pode ocorrer por doenças como malária ou anemia falciforme. O câncer é um processo de proliferação celular descontrolada que também consome mais folato.

    • Uso de medicamentos ou toxinas: ocorre quando há alguma substância que interfere no metabolismo ou na utilização do folato pelo organismo, seja por inibir a sua absorção, reduzir a sua ativação ou aumentar a sua excreção. Alguns exemplos são os anticonvulsivantes (como fenitoína ou carbamazepina), o metotrexato (usado para tratar artrite reumatoide ou câncer), a sulfassalazina (usada para tratar doenças inflamatórias intestinais), o trimetoprima (usado para tratar infecções urinárias) ou o álcool.

    Quais são os sintomas da deficiência de folato?

    A deficiência de folato pode causar diversos sintomas, dependendo da gravidade e da duração do problema. O principal sintoma é a anemia megaloblástica, uma doença do sangue que se caracteriza por glóbulos vermelhos grandes e imaturos. Esses glóbulos vermelhos não conseguem transportar oxigênio adequadamente e podem causar sintomas como fadiga, fraqueza, falta de ar, palpitações, tontura e palidez. A anemia megaloblástica causada pela deficiência de folato é indiferenciável daquela causada pela deficiência de vitamina B12, por isso é importante fazer exames para confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.

    Além da anemia, a deficiência de folato pode causar outros problemas de saúde, como:

    • Glossite: é a inflamação da língua que causa dor, vermelhidão e dificuldade para engolir. A língua pode ficar lisa, brilhante e com fissuras ou úlceras.

    • Estomatite angular: são feridas nos cantos da boca que podem sangrar ou infeccionar. Elas podem ser causadas por fungos ou bactérias que se aproveitam da baixa imunidade causada pela deficiência de folato.

    • Dermatite esfoliativa: é uma descamação da pele que pode causar coceira e infecções secundárias. Ela pode afetar todo o corpo ou apenas algumas áreas, como as mãos, os pés ou o couro cabeludo.

    • Defeitos do tubo neural no feto: são malformações congênitas do cérebro e da medula espinhal que podem causar problemas neurológicos graves ou até mesmo a morte. A deficiência de folato na mãe aumenta o risco desses defeitos e por isso é recomendado o uso de suplementos de ácido fólico antes e durante a gravidez. Os defeitos do tubo neural mais comuns são a anencefalia (ausência de cérebro), a espinha bífida (abertura na coluna vertebral) e a encefalocele (protrusão do cérebro pelo crânio).

    Como é feito o diagnóstico da deficiência de folato?

    O diagnóstico da deficiência de folato é feito por meio de exames de sangue que medem os níveis de folato no soro ou nos glóbulos vermelhos. O nível normal de folato no soro é de 3 a 17 nanogramas por mililitro (ng/mL) e o nível normal de folato nos glóbulos vermelhos é de 140 a 628 nanogramas por mililitro (ng/mL). Valores abaixo desses limites indicam deficiência de folato. No entanto, esses exames podem ser influenciados por fatores como ingestão recente de alimentos ou suplementos, uso de medicamentos, doenças hepáticas ou renais, gravidez ou lactação. Por isso, é importante avaliar também os sinais clínicos e outros exames laboratoriais, como hemograma, vitamina B12, homocisteína e metilmalonato.

    Como é feito o tratamento da deficiência de folato?

    O tratamento da deficiência de folato consiste na reposição da vitamina por via oral ou injetável, dependendo da gravidade e da causa do problema. A dose e a duração do tratamento variam conforme o caso, mas geralmente são suficientes para corrigir a anemia e os sintomas associados. Também é importante identificar e tratar a causa subjacente da deficiência e evitar o consumo excessivo de álcool ou medicamentos que afetam o folato.

    O tratamento oral consiste na ingestão diária de comprimidos ou cápsulas de ácido fólico, que é a forma sintética do folato. A dose usual é de 400 a 800 microgramas (mcg) por dia para adultos e crianças maiores de 4 anos, 300 mcg por dia para crianças de 1 a 3 anos e 150 mcg por dia para bebês menores de 1 ano. Em casos mais graves ou quando há má absorção intestinal, a dose pode ser aumentada para até 5 miligramas (mg) por dia. O tratamento oral costuma durar pelo menos quatro meses ou até que os níveis de folato se normalizem.

    O tratamento injetável consiste na aplicação intramuscular ou intravenosa de soluções contendo ácido fólico ou folinato de cálcio, que é uma forma ativa do folato. A dose usual é de 1 mg por dia para adultos e crianças maiores de 4 anos, 0,5 mg por dia para crianças de 1 a 3 anos e 0,25 mg por dia para bebês menores de 1 ano. O tratamento injetável costuma durar pelo menos uma semana ou até que os sintomas melhorem. O tratamento injetável é indicado para casos de emergência, quando há risco de complicações neurológicas ou quando o tratamento oral não é eficaz ou tolerado.

    Como prevenir a deficiência de folato?

    A prevenção da deficiência de folato pode ser feita através de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua fontes naturais e enriquecidas de folato. Alguns alimentos ricos em folato são:

    • Vegetais verdes, como espinafre, couve, brócolis e alface.

    • Legumes, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha.

    • Frutas, como laranja, banana, abacate e morango.

    • Vísceras, como fígado, rim e coração.

    • Ovos, leite e derivados.

    • Cereais integrais e pães enriquecidos com folato.

    Alguns países também adotam programas de fortificação alimentar com folato para reduzir a incidência de anemia e defeitos do tubo neural na população. Esses programas consistem em adicionar ácido fólico aos alimentos industrializados, como farinha de trigo, arroz, macarrão e flocos de milho.

    Além disso, algumas pessoas podem se beneficiar do uso de suplementos de ácido fólico, como mulheres em idade fértil, gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas ou que usam medicamentos que interferem no folato. No entanto, o uso de suplementos deve ser orientado por um médico ou nutricionista, pois doses excessivas podem causar efeitos adversos ou mascarar outras deficiências. Algumas recomendações para o uso de suplementos são:

    • Mulheres em idade fértil: devem tomar 400 mcg de ácido fólico por dia antes da concepção e durante os primeiros três meses de gravidez para prevenir defeitos do tubo neural no feto.

    • Gestantes: devem tomar 600 mcg de ácido fólico por dia durante toda a gravidez para suprir as necessidades da mãe e do bebê.

    • Lactantes: devem tomar 500 mcg de ácido fólico por dia durante a amamentação para manter os níveis adequados da vitamina no leite materno.

    • Pessoas com doenças crônicas: devem tomar doses variáveis de ácido fólico por dia conforme a orientação médica para compensar a perda ou o aumento da demanda da vitamina.

    • Pessoas que usam medicamentos que interferem no folato: devem tomar doses variáveis de ácido fólico por dia conforme a orientação médica para evitar a deficiência da vitamina.

    A deficiência de folato é uma condição que pode causar anemia megaloblástica e outros problemas de saúde. Ela pode ser causada por ingestão inadequada, má absorção, aumento da demanda ou uso de medicamentos ou toxinas que afetam o folato. O diagnóstico é feito por exames de sangue e o tratamento consiste na reposição da vitamina por via oral ou injetável. A prevenção pode ser feita através de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua fontes naturais e enriquecidas de folato. Algumas pessoas também podem se beneficiar do uso de suplementos de ácido fólico, mas sempre com orientação médica ou nutricionista.

    Ele é encontrado em alimentos como vegetais verdes, legumes, frutas e vísceras, mas também pode ser consumido em forma de suplemento ou em alimentos enriquecidos. No entanto, algumas pessoas podem ter deficiência de folato por diferentes motivos, o que pode causar anemia e outros problemas de saúde. Neste artigo, vamos explicar o que é a deficiência de folato, quais são as suas causas, sintomas, tratamento e prevenção.

    O que é a deficiência de folato?

    A deficiência de folato é uma condição que ocorre quando o organismo não tem quantidade suficiente de folato, uma vitamina do complexo B que ajuda na formação de glóbulos vermelhos e no funcionamento do sistema nervoso. O folato é essencial para a síntese de DNA, RNA e proteínas, bem como para a divisão celular e o desenvolvimento fetal. A deficiência de folato pode afetar qualquer tecido do corpo, mas especialmente aqueles que se renovam rapidamente, como o sangue e a mucosa intestinal.

    Quais são as causas da deficiência de folato?

    A deficiência de folato pode ter várias causas, que podem ser agrupadas em quatro categorias:

    • Ingestão inadequada: ocorre quando a pessoa não consome alimentos suficientes ou variados que contenham folato, seja por desnutrição, alcoolismo, dietas restritivas ou cozimento prolongado dos alimentos. O álcool também interfere na absorção e no metabolismo do folato, aumentando a sua eliminação pela urina.

    • Má absorção: ocorre quando há algum problema no intestino que impede a absorção adequada do folato, seja por doenças inflamatórias, cirurgias, uso de medicamentos ou alterações genéticas. Alguns exemplos são a doença celíaca, a doença de Crohn, a gastrectomia, o uso de antiácidos ou antibióticos ou a mutação no gene MTHFR.

    • Aumento da demanda: ocorre quando há uma situação que exige mais folato do que o normal, seja por crescimento, gravidez, lactação, hemólise ou câncer. A gravidez e a lactação são as principais causas de aumento da demanda de folato, pois o feto e o leite materno requerem grandes quantidades da vitamina para o seu desenvolvimento. A hemólise é a destruição dos glóbulos vermelhos, que pode ocorrer por doenças como malária ou anemia falciforme. O câncer é um processo de proliferação celular descontrolada que também consome mais folato.

    • Uso de medicamentos ou toxinas: ocorre quando há alguma substância que interfere no metabolismo ou na utilização do folato pelo organismo, seja por inibir a sua absorção, reduzir a sua ativação ou aumentar a sua excreção. Alguns exemplos são os anticonvulsivantes (como fenitoína ou carbamazepina), o metotrexato (usado para tratar artrite reumatoide ou câncer), a sulfassalazina (usada para tratar doenças inflamatórias intestinais), o trimetoprima (usado para tratar infecções urinárias) ou o álcool.

    Quais são os sintomas da deficiência de folato?

    A deficiência de folato pode causar diversos sintomas, dependendo da gravidade e da duração do problema. O principal sintoma é a anemia megaloblástica, uma doença do sangue que se caracteriza por glóbulos vermelhos grandes e imaturos. Esses glóbulos vermelhos não conseguem transportar oxigênio adequadamente e podem causar sintomas como fadiga, fraqueza, falta de ar, palpitações, tontura e palidez. A anemia megaloblástica causada pela deficiência de folato é indiferenciável daquela causada pela deficiência de vitamina B12, por isso é importante fazer exames para confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.

    Além da anemia, a deficiência de folato pode causar outros problemas de saúde, como:

    • Glossite: é a inflamação da língua que causa dor, vermelhidão e dificuldade para engolir. A língua pode ficar lisa, brilhante e com fissuras ou úlceras.

    • Estomatite angular: são feridas nos cantos da boca que podem sangrar ou infeccionar. Elas podem ser causadas por fungos ou bactérias que se aproveitam da baixa imunidade causada pela deficiência de folato.

    • Dermatite esfoliativa: é uma descamação da pele que pode causar coceira e infecções secundárias. Ela pode afetar todo o corpo ou apenas algumas áreas, como as mãos, os pés ou o couro cabeludo.

    • Defeitos do tubo neural no feto: são malformações congênitas do cérebro e da medula espinhal que podem causar problemas neurológicos graves ou até mesmo a morte. A deficiência de folato na mãe aumenta o risco desses defeitos e por isso é recomendado o uso de suplementos de ácido fólico antes e durante a gravidez. Os defeitos do tubo neural mais comuns são a anencefalia (ausência de cérebro), a espinha bífida (abertura na coluna vertebral) e a encefalocele (protrusão do cérebro pelo crânio).

    Como é feito o diagnóstico da deficiência de folato?

    O diagnóstico da deficiência de folato é feito por meio de exames de sangue que medem os níveis de folato no soro ou nos glóbulos vermelhos. O nível normal de folato no soro é de 3 a 17 nanogramas por mililitro (ng/mL) e o nível normal de folato nos glóbulos vermelhos é de 140 a 628 nanogramas por mililitro (ng/mL). Valores abaixo desses limites indicam deficiência de folato. No entanto, esses exames podem ser influenciados por fatores como ingestão recente de alimentos ou suplementos, uso de medicamentos, doenças hepáticas ou renais, gravidez ou lactação. Por isso, é importante avaliar também os sinais clínicos e outros exames laboratoriais, como hemograma, vitamina B12, homocisteína e metilmalonato.

    Como é feito o tratamento da deficiência de folato?

    O tratamento da deficiência de folato consiste na reposição da vitamina por via oral ou injetável, dependendo da gravidade e da causa do problema. A dose e a duração do tratamento variam conforme o caso, mas geralmente são suficientes para corrigir a anemia e os sintomas associados. Também é importante identificar e tratar a causa subjacente da deficiência e evitar o consumo excessivo de álcool ou medicamentos que afetam o folato.

    O tratamento oral consiste na ingestão diária de comprimidos ou cápsulas de ácido fólico, que é a forma sintética do folato. A dose usual é de 400 a 800 microgramas (mcg) por dia para adultos e crianças maiores de 4 anos, 300 mcg por dia para crianças de 1 a 3 anos e 150 mcg por dia para bebês menores de 1 ano. Em casos mais graves ou quando há má absorção intestinal, a dose pode ser aumentada para até 5 miligramas (mg) por dia. O tratamento oral costuma durar pelo menos quatro meses ou até que os níveis de folato se normalizem.

    O tratamento injetável consiste na aplicação intramuscular ou intravenosa de soluções contendo ácido fólico ou folinato de cálcio, que é uma forma ativa do folato. A dose usual é de 1 mg por dia para adultos e crianças maiores de 4 anos, 0,5 mg por dia para crianças de 1 a 3 anos e 0,25 mg por dia para bebês menores de 1 ano. O tratamento injetável costuma durar pelo menos uma semana ou até que os sintomas melhorem. O tratamento injetável é indicado para casos de emergência, quando há risco de complicações neurológicas ou quando o tratamento oral não é eficaz ou tolerado.

    Como prevenir a deficiência de folato?

    A prevenção da deficiência de folato pode ser feita através de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua fontes naturais e enriquecidas de folato. Alguns alimentos ricos em folato são:

    • Vegetais verdes, como espinafre, couve, brócolis e alface.

    • Legumes, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha.

    • Frutas, como laranja, banana, abacate e morango.

    • Vísceras, como fígado, rim e coração.

    • Ovos, leite e derivados.

    • Cereais integrais e pães enriquecidos com folato.

    Alguns países também adotam programas de fortificação alimentar com folato para reduzir a incidência de anemia e defeitos do tubo neural na população. Esses programas consistem em adicionar ácido fólico aos alimentos industrializados, como farinha de trigo, arroz, macarrão e flocos de milho.

    Além disso, algumas pessoas podem se beneficiar do uso de suplementos de ácido fólico, como mulheres em idade fértil, gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas ou que usam medicamentos que interferem no folato. No entanto, o uso de suplementos deve ser orientado por um médico ou nutricionista, pois doses excessivas podem causar efeitos adversos ou mascarar outras deficiências. Algumas recomendações para o uso de suplementos são:

    • Mulheres em idade fértil: devem tomar 400 mcg de ácido fólico por dia antes da concepção e durante os primeiros três meses de gravidez para prevenir defeitos do tubo neural no feto.

    • Gestantes: devem tomar 600 mcg de ácido fólico por dia durante toda a gravidez para suprir as necessidades da mãe e do bebê.

    • Lactantes: devem tomar 500 mcg de ácido fólico por dia durante a amamentação para manter os níveis adequados da vitamina no leite materno.

    • Pessoas com doenças crônicas: devem tomar doses variáveis de ácido fólico por dia conforme a orientação médica para compensar a perda ou o aumento da demanda da vitamina.

    • Pessoas que usam medicamentos que interferem no folato: devem tomar doses variáveis de ácido fólico por dia conforme a orientação médica para evitar a deficiência da vitamina.

    A deficiência de folato é uma condição que pode causar anemia megaloblástica e outros problemas de saúde. Ela pode ser causada por ingestão inadequada, má absorção, aumento da demanda ou uso de medicamentos ou toxinas que afetam o folato. O diagnóstico é feito por exames de sangue e o tratamento consiste na reposição da vitamina por via oral ou injetável. A prevenção pode ser feita através de uma alimentação equilibrada e variada, que inclua fontes naturais e enriquecidas de folato. Algumas pessoas também podem se beneficiar do uso de suplementos de ácido fólico, mas sempre com orientação médica ou nutricionista.