Categoria: Saúde

  • Bactérias patogênicas: o que são, quais as mais comuns e como se proteger

    Bactérias patogênicas: o que são, quais as mais comuns e como se proteger

    As bactérias são seres vivos microscópicos que podem ser encontrados em diversos ambientes e em todos os seres vivos.

    Algumas bactérias são benéficas para o nosso organismo, como as que compõem a flora intestinal e ajudam na digestão. Outras, porém, são capazes de causar doenças graves e até fatais. Essas são chamadas de bactérias patogênicas.

    As bactérias patogênicas podem infectar diferentes sistemas e órgãos do corpo humano ou de outros animais, provocando sintomas variados, como febre, dor, inflamação, secreção, sangramento, entre outros. Algumas doenças causadas por bactérias patogênicas são:

    • Listeriose: uma infecção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que pode contaminar alimentos como leite, queijo, carne e vegetais. A doença pode afetar especialmente pessoas com baixa imunidade, grávidas, idosos e recém-nascidos, causando aborto, meningite, septicemia e morte.

    • Gonorreia: uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que pode afetar a uretra, o colo do útero, o reto, a faringe e a conjuntiva. A doença pode causar dor, ardor, corrimento e sangramento nas áreas infectadas, além de complicações como infertilidade, gravidez ectópica e infecção generalizada.

    • Tuberculose: uma doença pulmonar crônica causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que pode se espalhar para outros órgãos e tecidos. A doença pode causar tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e apetite, falta de ar e escarro com sangue.

    • Infecções por Pseudomonas: um grupo de infecções oportunistas causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode afetar pessoas com feridas, queimaduras, cateteres ou doenças respiratórias. A bactéria pode provocar pneumonia, infecções urinárias, septicemia e outras complicações graves.

    • Leptospirose: uma doença transmitida pela urina de animais infectados pela bactéria Leptospira spp. A doença pode provocar febre, dor de cabeça, icterícia, hemorragias e insuficiência renal.

    As bactérias patogênicas podem ser tratadas com antibióticos, mas é importante seguir as orientações médicas e não usar esses medicamentos de forma indiscriminada, pois isso pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Para prevenir as infecções por bactérias patogênicas, algumas medidas simples podem ser adotadas:

    • Lavar bem as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e depois de usar o banheiro ou manusear animais.

    • Cozinhar bem os alimentos de origem animal e evitar o consumo de produtos vencidos ou mal conservados.
    • Usar preservativo nas relações sexuais e fazer exames periódicos para detectar possíveis infecções.

    • Evitar o contato com água contaminada por esgoto ou urina de animais e usar botas e luvas ao trabalhar em áreas alagadas ou rurais.

    • Manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos.

    As bactérias patogênicas são um risco à saúde pública e devem ser combatidas com informação, prevenção e tratamento adequado. Assim, podemos evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida da população.

    Algumas bactérias são benéficas para o nosso organismo, como as que compõem a flora intestinal e ajudam na digestão. Outras, porém, são capazes de causar doenças graves e até fatais. Essas são chamadas de bactérias patogênicas.

    As bactérias patogênicas podem infectar diferentes sistemas e órgãos do corpo humano ou de outros animais, provocando sintomas variados, como febre, dor, inflamação, secreção, sangramento, entre outros. Algumas doenças causadas por bactérias patogênicas são:

    • Listeriose: uma infecção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que pode contaminar alimentos como leite, queijo, carne e vegetais. A doença pode afetar especialmente pessoas com baixa imunidade, grávidas, idosos e recém-nascidos, causando aborto, meningite, septicemia e morte.

    • Gonorreia: uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que pode afetar a uretra, o colo do útero, o reto, a faringe e a conjuntiva. A doença pode causar dor, ardor, corrimento e sangramento nas áreas infectadas, além de complicações como infertilidade, gravidez ectópica e infecção generalizada.

    • Tuberculose: uma doença pulmonar crônica causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que pode se espalhar para outros órgãos e tecidos. A doença pode causar tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e apetite, falta de ar e escarro com sangue.

    • Infecções por Pseudomonas: um grupo de infecções oportunistas causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode afetar pessoas com feridas, queimaduras, cateteres ou doenças respiratórias. A bactéria pode provocar pneumonia, infecções urinárias, septicemia e outras complicações graves.

    • Leptospirose: uma doença transmitida pela urina de animais infectados pela bactéria Leptospira spp. A doença pode provocar febre, dor de cabeça, icterícia, hemorragias e insuficiência renal.

    As bactérias patogênicas podem ser tratadas com antibióticos, mas é importante seguir as orientações médicas e não usar esses medicamentos de forma indiscriminada, pois isso pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Para prevenir as infecções por bactérias patogênicas, algumas medidas simples podem ser adotadas:

    • Lavar bem as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e depois de usar o banheiro ou manusear animais.

    • Cozinhar bem os alimentos de origem animal e evitar o consumo de produtos vencidos ou mal conservados.
    • Usar preservativo nas relações sexuais e fazer exames periódicos para detectar possíveis infecções.

    • Evitar o contato com água contaminada por esgoto ou urina de animais e usar botas e luvas ao trabalhar em áreas alagadas ou rurais.

    • Manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos.

    As bactérias patogênicas são um risco à saúde pública e devem ser combatidas com informação, prevenção e tratamento adequado. Assim, podemos evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida da população.

  • Cápsulas de Ora-pro-nóbis para emagrecer: mito ou verdade?

    Cápsulas de Ora-pro-nóbis para emagrecer: mito ou verdade?

    A Ora-pro-nóbis é uma planta comestível que traz vários benefícios para a saúde. Mas será que as cápsulas de Ora-pro-nóbis têm o mesmo valor nutricional e medicinal?

    Neste post, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre esse suplemento alimentar e mostrar por que ele não é uma solução mágica para o emagrecimento.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis são produtos que prometem fornecer os mesmos nutrientes e propriedades da planta in natura, como proteínas, fibras, vitaminas e minerais. No entanto, não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança para a saúde. Além disso, as cápsulas de Ora-pro-nóbis podem ter efeitos colaterais indesejados, como alergias, interações medicamentosas e sobrecarga renal.

    Um dos principais argumentos usados para vender as cápsulas de Ora-pro-nóbis é que elas ajudam no emagrecimento. Isso seria possível porque a planta é rica em fibras, que formam um tipo de gel no estômago e promovem a saciedade, reduzindo a ingestão de alimentos. No entanto, isso não significa que as cápsulas de Ora-pro-nóbis tenham o mesmo efeito, pois elas podem ter uma concentração diferente de fibras ou outros ingredientes que alterem sua absorção e digestão.

    Além disso, não há estudos científicos que avaliem os efeitos das cápsulas de Ora-pro-nóbis sobre o peso corporal, o metabolismo ou a composição corporal. Portanto, não há como afirmar que elas sejam eficazes ou seguras para esse fim. O emagrecimento é um processo complexo que envolve vários fatores, como alimentação equilibrada, atividade física regular, hidratação adequada, sono de qualidade e saúde mental. Não existe um produto milagroso que possa substituir esses hábitos saudáveis ou garantir resultados rápidos e duradouros.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis também podem ter contraindicações e efeitos adversos para algumas pessoas, como gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas com doenças renais ou hepáticas. Por isso, é importante consultar um médico ou nutricionista antes de usar qualquer suplemento alimentar.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis não são uma opção confiável para quem busca saúde e emagrecimento. Elas não têm respaldo científico e podem causar efeitos indesejados. A melhor forma de usufruir dos benefícios da Ora-pro-nóbis é consumir a planta fresca ou desidratada, sempre integrada a uma alimentação balanceada e saudável.

    Neste post, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre esse suplemento alimentar e mostrar por que ele não é uma solução mágica para o emagrecimento.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis são produtos que prometem fornecer os mesmos nutrientes e propriedades da planta in natura, como proteínas, fibras, vitaminas e minerais. No entanto, não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança para a saúde. Além disso, as cápsulas de Ora-pro-nóbis podem ter efeitos colaterais indesejados, como alergias, interações medicamentosas e sobrecarga renal.

    Um dos principais argumentos usados para vender as cápsulas de Ora-pro-nóbis é que elas ajudam no emagrecimento. Isso seria possível porque a planta é rica em fibras, que formam um tipo de gel no estômago e promovem a saciedade, reduzindo a ingestão de alimentos. No entanto, isso não significa que as cápsulas de Ora-pro-nóbis tenham o mesmo efeito, pois elas podem ter uma concentração diferente de fibras ou outros ingredientes que alterem sua absorção e digestão.

    Além disso, não há estudos científicos que avaliem os efeitos das cápsulas de Ora-pro-nóbis sobre o peso corporal, o metabolismo ou a composição corporal. Portanto, não há como afirmar que elas sejam eficazes ou seguras para esse fim. O emagrecimento é um processo complexo que envolve vários fatores, como alimentação equilibrada, atividade física regular, hidratação adequada, sono de qualidade e saúde mental. Não existe um produto milagroso que possa substituir esses hábitos saudáveis ou garantir resultados rápidos e duradouros.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis também podem ter contraindicações e efeitos adversos para algumas pessoas, como gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas com doenças renais ou hepáticas. Por isso, é importante consultar um médico ou nutricionista antes de usar qualquer suplemento alimentar.

    As cápsulas de Ora-pro-nóbis não são uma opção confiável para quem busca saúde e emagrecimento. Elas não têm respaldo científico e podem causar efeitos indesejados. A melhor forma de usufruir dos benefícios da Ora-pro-nóbis é consumir a planta fresca ou desidratada, sempre integrada a uma alimentação balanceada e saudável.

  • Estudo revela que quase 10% dos hipertensos sofrem de hipertensão resistente aparente

    Estudo revela que quase 10% dos hipertensos sofrem de hipertensão resistente aparente

    Você sabia que existe uma forma de pressão alta que não responde bem aos medicamentos comuns? Ela se chama hipertensão resistente aparente (aRH, na sigla em inglês) e afeta quase 10% dos pacientes hipertensos, segundo um novo estudo do Smidt Heart Institute no Cedars-Sinai, nos Estados Unidos.

    Esse tipo de hipertensão requer mais medicação e controle médico, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares adversos, como infarto e derrame.

    O estudo, publicado na revista Hypertension, usou dados dos registros eletrônicos de saúde de três grandes organizações de saúde geograficamente diversas para analisar a prevalência, causas e tratamento da aRH. Os pesquisadores descobriram que os pacientes com aRH controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com um medicamento comum chamado antagonista do receptor mineralocorticoide (MRA), enquanto os pacientes com aRH não controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

    Mas o que é a hipertensão resistente aparente e como ela se diferencia da hipertensão comum? A aRH é definida como a persistência da pressão arterial elevada, mesmo após o uso de três ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos em doses adequadas, incluindo um diurético. Porém, antes de diagnosticar a aRH, é preciso descartar outras possíveis causas para a pressão alta, como:

    • Falta de adesão ao tratamento

    • Escolha inadequada dos medicamentos

    • Pressão alta artificial no consultório médico (síndrome do jaleco branco)

    • Doenças secundárias que afetam os rins, as glândulas adrenais ou as artérias renais

    • Uso de substâncias que elevam a pressão arterial, como álcool, cafeína, anti-inflamatórios ou drogas ilícitas

    Por isso, o termo “aparente” é usado para indicar que nem sempre se trata de uma verdadeira resistência aos medicamentos, mas sim de uma dificuldade em controlar a pressão arterial por outros fatores. Nesses casos, é importante investigar e tratar as causas subjacentes, além de ajustar o esquema terapêutico.

    O estudo do Smidt Heart Institute mostrou que o uso de um MRA pode ser uma estratégia eficaz para controlar a aRH. Os MRA são medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios aldosterona e cortisol nos rins, reduzindo a retenção de sódio e água e diminuindo a pressão arterial. Eles são indicados para pacientes com hiperaldosteronismo primário, uma doença que causa excesso de produção de aldosterona pelas glândulas adrenais e é uma das causas secundárias de hipertensão.

    Os pesquisadores observaram que os pacientes com aRH controlada eram mais propensos a receber um MRA do que os pacientes com aRH não controlada (34% versus 11%, respectivamente). Além disso, eles notaram que havia grandes diferenças na forma como os profissionais da área médica tratavam a hipertensão resistente aparente, evidenciando uma necessidade de padronizar os cuidados.

    A padronização dos cuidados envolve seguir as diretrizes baseadas em evidências para o diagnóstico e tratamento da hipertensão resistente aparente. Essas diretrizes incluem:

    • Confirmar a medida correta da pressão arterial no consultório e fora dele (por meio da monitorização ambulatorial ou residencial)

    • Avaliar a adesão do paciente ao tratamento e orientá-lo sobre as possíveis barreiras e soluções

    • Revisar os medicamentos prescritos e verificar se estão nas doses adequadas e se há interações medicamentosas

    • Prescrever um diurético como parte do esquema terapêutico

    • Investigar e tratar as causas secundárias de hipertensão, se houver

    • Considerar o uso de um MRA como quarto medicamento, se não houver contraindicações

    • Encaminhar o paciente para um especialista em hipertensão, se necessário

    A conscientização dos profissionais e dos pacientes sobre a hipertensão resistente aparente é fundamental para melhorar o controle da pressão arterial e prevenir complicações cardiovasculares. Os pacientes devem conversar com seus médicos sobre as estratégias para lembrar de tomar os medicamentos e relatar os possíveis efeitos colaterais. Os médicos devem estar atentos ao fato de que se forem necessários quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial do paciente, eles devem considerar a avaliação de causas alternativas de hipertensão ou encaminhar o paciente para um especialista.

    Tratar pacientes com problemas cardíacos complexos como a aRH é uma das especialidades do Smidt Heart Institute, que recentemente recebeu a Certificação de Centro de Hipertensão Abrangente da American Heart Association. Essa certificação reconhece o compromisso do instituto em seguir as diretrizes baseadas em evidências para cuidar de pessoas com hipertensão complexa ou de difícil tratamento.

    “Essa certificação, aliada à nossa experiência clínica e de pesquisa em doenças hipertensivas, serve como um selo de excelência”, disse Christine M. Albert, MD, MPH, presidente do Departamento de Cardiologia e titular da Cátedra Distinta Lee e Harold Kapelovitz em Cardiologia. “Esses esforços sinalizam aos pacientes, profissionais da área médica e à comunidade que o Smidt Heart Institute está comprometido em oferecer cuidados abrangentes e baseados em evidências para a hipertensão.”

    Fonte: Link 1.

    Esse tipo de hipertensão requer mais medicação e controle médico, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares adversos, como infarto e derrame.

    O estudo, publicado na revista Hypertension, usou dados dos registros eletrônicos de saúde de três grandes organizações de saúde geograficamente diversas para analisar a prevalência, causas e tratamento da aRH. Os pesquisadores descobriram que os pacientes com aRH controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com um medicamento comum chamado antagonista do receptor mineralocorticoide (MRA), enquanto os pacientes com aRH não controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

    Mas o que é a hipertensão resistente aparente e como ela se diferencia da hipertensão comum? A aRH é definida como a persistência da pressão arterial elevada, mesmo após o uso de três ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos em doses adequadas, incluindo um diurético. Porém, antes de diagnosticar a aRH, é preciso descartar outras possíveis causas para a pressão alta, como:

    • Falta de adesão ao tratamento

    • Escolha inadequada dos medicamentos

    • Pressão alta artificial no consultório médico (síndrome do jaleco branco)

    • Doenças secundárias que afetam os rins, as glândulas adrenais ou as artérias renais

    • Uso de substâncias que elevam a pressão arterial, como álcool, cafeína, anti-inflamatórios ou drogas ilícitas

    Por isso, o termo “aparente” é usado para indicar que nem sempre se trata de uma verdadeira resistência aos medicamentos, mas sim de uma dificuldade em controlar a pressão arterial por outros fatores. Nesses casos, é importante investigar e tratar as causas subjacentes, além de ajustar o esquema terapêutico.

    O estudo do Smidt Heart Institute mostrou que o uso de um MRA pode ser uma estratégia eficaz para controlar a aRH. Os MRA são medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios aldosterona e cortisol nos rins, reduzindo a retenção de sódio e água e diminuindo a pressão arterial. Eles são indicados para pacientes com hiperaldosteronismo primário, uma doença que causa excesso de produção de aldosterona pelas glândulas adrenais e é uma das causas secundárias de hipertensão.

    Os pesquisadores observaram que os pacientes com aRH controlada eram mais propensos a receber um MRA do que os pacientes com aRH não controlada (34% versus 11%, respectivamente). Além disso, eles notaram que havia grandes diferenças na forma como os profissionais da área médica tratavam a hipertensão resistente aparente, evidenciando uma necessidade de padronizar os cuidados.

    A padronização dos cuidados envolve seguir as diretrizes baseadas em evidências para o diagnóstico e tratamento da hipertensão resistente aparente. Essas diretrizes incluem:

    • Confirmar a medida correta da pressão arterial no consultório e fora dele (por meio da monitorização ambulatorial ou residencial)

    • Avaliar a adesão do paciente ao tratamento e orientá-lo sobre as possíveis barreiras e soluções

    • Revisar os medicamentos prescritos e verificar se estão nas doses adequadas e se há interações medicamentosas

    • Prescrever um diurético como parte do esquema terapêutico

    • Investigar e tratar as causas secundárias de hipertensão, se houver

    • Considerar o uso de um MRA como quarto medicamento, se não houver contraindicações

    • Encaminhar o paciente para um especialista em hipertensão, se necessário

    A conscientização dos profissionais e dos pacientes sobre a hipertensão resistente aparente é fundamental para melhorar o controle da pressão arterial e prevenir complicações cardiovasculares. Os pacientes devem conversar com seus médicos sobre as estratégias para lembrar de tomar os medicamentos e relatar os possíveis efeitos colaterais. Os médicos devem estar atentos ao fato de que se forem necessários quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial do paciente, eles devem considerar a avaliação de causas alternativas de hipertensão ou encaminhar o paciente para um especialista.

    Tratar pacientes com problemas cardíacos complexos como a aRH é uma das especialidades do Smidt Heart Institute, que recentemente recebeu a Certificação de Centro de Hipertensão Abrangente da American Heart Association. Essa certificação reconhece o compromisso do instituto em seguir as diretrizes baseadas em evidências para cuidar de pessoas com hipertensão complexa ou de difícil tratamento.

    “Essa certificação, aliada à nossa experiência clínica e de pesquisa em doenças hipertensivas, serve como um selo de excelência”, disse Christine M. Albert, MD, MPH, presidente do Departamento de Cardiologia e titular da Cátedra Distinta Lee e Harold Kapelovitz em Cardiologia. “Esses esforços sinalizam aos pacientes, profissionais da área médica e à comunidade que o Smidt Heart Institute está comprometido em oferecer cuidados abrangentes e baseados em evidências para a hipertensão.”

    Fonte: Link 1.

  • Pesquisadores descobrem como aumentar a imunidade contra o câncer

    Pesquisadores descobrem como aumentar a imunidade contra o câncer

    Você sabia que o seu sistema imunológico pode ser um aliado na luta contra o câncer? Uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriu um novo marcador de células imunológicas que regula a imunidade antitumoral.

    Esse marcador, chamado CD83, é encontrado nas células T reguladoras (Tregs), que são responsáveis por suprimir a resposta imunológica do corpo a tumores.

    Os pesquisadores descobriram que, ao bloquear o CD83 nas células Tregs, era possível aumentar a resposta imunológica do corpo aos tumores. Isso significa que o CD83 pode ser um alvo terapêutico para o tratamento do câncer. Essa descoberta é importante porque pode levar a novas terapias para o câncer que sejam mais eficazes e menos tóxicas do que as terapias convencionais.

    A pesquisa também ajuda a entender melhor como o sistema imunológico funciona e como ele pode ser manipulado para combater doenças. Isso pode ser um passo importante para o desenvolvimento de novas terapias imunológicas que possam ser utilizadas em diversas doenças, não apenas no câncer.

    Além disso, a pesquisa pode ter um impacto significativo na saúde pública, pois o câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Novas terapias que sejam mais eficazes e menos tóxicas podem melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

    Esse marcador, chamado CD83, é encontrado nas células T reguladoras (Tregs), que são responsáveis por suprimir a resposta imunológica do corpo a tumores.

    Os pesquisadores descobriram que, ao bloquear o CD83 nas células Tregs, era possível aumentar a resposta imunológica do corpo aos tumores. Isso significa que o CD83 pode ser um alvo terapêutico para o tratamento do câncer. Essa descoberta é importante porque pode levar a novas terapias para o câncer que sejam mais eficazes e menos tóxicas do que as terapias convencionais.

    A pesquisa também ajuda a entender melhor como o sistema imunológico funciona e como ele pode ser manipulado para combater doenças. Isso pode ser um passo importante para o desenvolvimento de novas terapias imunológicas que possam ser utilizadas em diversas doenças, não apenas no câncer.

    Além disso, a pesquisa pode ter um impacto significativo na saúde pública, pois o câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Novas terapias que sejam mais eficazes e menos tóxicas podem melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

  • O que os cães podem e não podem comer? Saiba quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados

    O que os cães podem e não podem comer? Saiba quais alimentos são saudáveis e quais devem ser evitados

    Os cães são animais que adoram comer e muitas vezes ficam de olho na comida dos seus donos. Mas será que tudo o que os humanos comem faz bem para os cães?

    A resposta é não. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os nossos amigos de quatro patas.

    Por outro lado, existem alimentos que são seguros e até benéficos para os cães, desde que oferecidos com moderação e equilíbrio. Neste post, vamos mostrar quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e por quê.

    Alimentos que os cães podem comer

    Apesar de serem descendentes dos lobos, os cães se adaptaram a comer uma variedade maior de alimentos do que seus ancestrais carnívoros. Isso aconteceu porque eles começaram a viver junto aos humanos há milhares de anos e a aproveitar os restos de comida deixados por eles.

    Hoje em dia, a base da alimentação dos cães ainda é a carne, que fornece proteínas e gorduras essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento. As proteínas são formadas por aminoácidos, que são usados para construir músculos, hormônios e substâncias que transmitem mensagens pelo corpo dos cães. As gorduras são importantes para a saúde do cérebro e podem afetar o desempenho cognitivo e o comportamento dos cães.

    Além da carne, os cães podem comer alguns tipos de frutas e vegetais, que fornecem fibras e nutrientes extras sem adicionar muitas calorias. Por exemplo, cenoura, vagem, batata-doce e mirtilo são alimentos saudáveis para os cães. No entanto, não há evidências suficientes para afirmar que uma dieta vegetariana ou vegana possa atender todas as necessidades nutricionais dos cães.

    Outro alimento que os cães podem comer é o amido, como arroz e batata. Os cães têm uma capacidade maior de digerir o amido do que os lobos, graças a uma adaptação genética que aumentou a produção de uma enzima chamada amilase. O amido pode ser uma fonte de energia para os cães, mas deve ser oferecido com moderação, pois pode contribuir para o ganho de peso.

    Alguns alimentos humanos que também podem ser consumidos pelos cães são:

    • Ovo cozido: é uma fonte de proteína completa e de fácil digestão para os cães. No entanto, deve-se evitar dar ovos crus aos cães, pois eles podem conter bactérias como a Salmonella, que podem causar infecções tanto nos cães quanto nos humanos.

    • Manteiga de amendoim: é um alimento saboroso e rico em gorduras saudáveis para os cães. Mas deve-se dar apenas manteiga de amendoim pura e sem sal aos cães, pois alguns produtos podem conter ingredientes adicionais que podem ser prejudiciais aos cães, como sal ou xilitol.

    • Salmão cozido e sem espinhas: é um alimento rico em ácidos graxos ômega-3, que são conhecidos por reduzir a inflamação e ajudar a manter a pele e o pelo dos cães saudáveis. No entanto, deve-se evitar dar salmão cru aos cães, pois ele pode conter parasitas que podem causar doenças graves nos cães.

    Alimentos que os cães não podem comer

    Apesar da flexibilidade alimentar dos cães, existem alguns alimentos que são extremamente perigosos para eles e devem ser evitados a todo custo. Alguns desses alimentos são:

    • Uva e passa: são alimentos tóxicos para os cães, pois contêm compostos que podem prejudicar os rins dos cães. Eles podem causar insuficiência renal aguda e morte nos cães, mesmo em pequenas quantidades.

    • Chocolate: é um alimento que contém teobromina e cafeína, substâncias que podem estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, elas podem causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães. Quanto mais escuro o chocolate, maior o risco de intoxicação.

    • Cebola e alho: são alimentos que contêm compostos que podem danificar os glóbulos vermelhos dos cães, levando à anemia hemolítica. Os sintomas podem incluir fraqueza, falta de ar, urina escura e colapso. O alho é mais tóxico do que a cebola para os cães, mas ambos devem ser evitados.

    Outros alimentos que os cães não podem comer são:

    • Abacate: é um alimento que contém uma substância chamada persina, que pode causar vômito e diarreia nos cães. Além disso, o caroço do abacate pode causar obstrução intestinal se for engolido pelos cães.

    • Macadâmia: é um alimento que contém uma substância desconhecida que pode causar fraqueza, tremores, vômito e aumento da temperatura corporal nos cães. Apenas algumas nozes podem causar esses sintomas nos cães.

    • Café e chá: são bebidas que contêm cafeína, uma substância que pode estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, ela pode causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães.

    Os cães são animais que podem comer uma variedade de alimentos diferentes dos seus ancestrais lobos. No entanto, isso não significa que eles possam comer tudo o que os humanos comem. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os cães, enquanto outros podem ser saudáveis e nutritivos para eles.

    Por isso, é importante saber quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e oferecer uma dieta balanceada e adequada para as suas necessidades. Assim, você garante a saúde e o bem-estar do seu melhor amigo.

    Fonte: Link.

    A resposta é não. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os nossos amigos de quatro patas.

    Por outro lado, existem alimentos que são seguros e até benéficos para os cães, desde que oferecidos com moderação e equilíbrio. Neste post, vamos mostrar quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e por quê.

    Alimentos que os cães podem comer

    Apesar de serem descendentes dos lobos, os cães se adaptaram a comer uma variedade maior de alimentos do que seus ancestrais carnívoros. Isso aconteceu porque eles começaram a viver junto aos humanos há milhares de anos e a aproveitar os restos de comida deixados por eles.

    Hoje em dia, a base da alimentação dos cães ainda é a carne, que fornece proteínas e gorduras essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento. As proteínas são formadas por aminoácidos, que são usados para construir músculos, hormônios e substâncias que transmitem mensagens pelo corpo dos cães. As gorduras são importantes para a saúde do cérebro e podem afetar o desempenho cognitivo e o comportamento dos cães.

    Além da carne, os cães podem comer alguns tipos de frutas e vegetais, que fornecem fibras e nutrientes extras sem adicionar muitas calorias. Por exemplo, cenoura, vagem, batata-doce e mirtilo são alimentos saudáveis para os cães. No entanto, não há evidências suficientes para afirmar que uma dieta vegetariana ou vegana possa atender todas as necessidades nutricionais dos cães.

    Outro alimento que os cães podem comer é o amido, como arroz e batata. Os cães têm uma capacidade maior de digerir o amido do que os lobos, graças a uma adaptação genética que aumentou a produção de uma enzima chamada amilase. O amido pode ser uma fonte de energia para os cães, mas deve ser oferecido com moderação, pois pode contribuir para o ganho de peso.

    Alguns alimentos humanos que também podem ser consumidos pelos cães são:

    • Ovo cozido: é uma fonte de proteína completa e de fácil digestão para os cães. No entanto, deve-se evitar dar ovos crus aos cães, pois eles podem conter bactérias como a Salmonella, que podem causar infecções tanto nos cães quanto nos humanos.

    • Manteiga de amendoim: é um alimento saboroso e rico em gorduras saudáveis para os cães. Mas deve-se dar apenas manteiga de amendoim pura e sem sal aos cães, pois alguns produtos podem conter ingredientes adicionais que podem ser prejudiciais aos cães, como sal ou xilitol.

    • Salmão cozido e sem espinhas: é um alimento rico em ácidos graxos ômega-3, que são conhecidos por reduzir a inflamação e ajudar a manter a pele e o pelo dos cães saudáveis. No entanto, deve-se evitar dar salmão cru aos cães, pois ele pode conter parasitas que podem causar doenças graves nos cães.

    Alimentos que os cães não podem comer

    Apesar da flexibilidade alimentar dos cães, existem alguns alimentos que são extremamente perigosos para eles e devem ser evitados a todo custo. Alguns desses alimentos são:

    • Uva e passa: são alimentos tóxicos para os cães, pois contêm compostos que podem prejudicar os rins dos cães. Eles podem causar insuficiência renal aguda e morte nos cães, mesmo em pequenas quantidades.

    • Chocolate: é um alimento que contém teobromina e cafeína, substâncias que podem estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, elas podem causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães. Quanto mais escuro o chocolate, maior o risco de intoxicação.

    • Cebola e alho: são alimentos que contêm compostos que podem danificar os glóbulos vermelhos dos cães, levando à anemia hemolítica. Os sintomas podem incluir fraqueza, falta de ar, urina escura e colapso. O alho é mais tóxico do que a cebola para os cães, mas ambos devem ser evitados.

    Outros alimentos que os cães não podem comer são:

    • Abacate: é um alimento que contém uma substância chamada persina, que pode causar vômito e diarreia nos cães. Além disso, o caroço do abacate pode causar obstrução intestinal se for engolido pelos cães.

    • Macadâmia: é um alimento que contém uma substância desconhecida que pode causar fraqueza, tremores, vômito e aumento da temperatura corporal nos cães. Apenas algumas nozes podem causar esses sintomas nos cães.

    • Café e chá: são bebidas que contêm cafeína, uma substância que pode estimular o sistema nervoso e o coração dos cães. Em doses altas, ela pode causar vômito, diarreia, tremores, convulsões e até parada cardíaca nos cães.

    Os cães são animais que podem comer uma variedade de alimentos diferentes dos seus ancestrais lobos. No entanto, isso não significa que eles possam comer tudo o que os humanos comem. Alguns alimentos podem ser tóxicos e até fatais para os cães, enquanto outros podem ser saudáveis e nutritivos para eles.

    Por isso, é importante saber quais são os alimentos que os cães podem e não podem comer, e oferecer uma dieta balanceada e adequada para as suas necessidades. Assim, você garante a saúde e o bem-estar do seu melhor amigo.

    Fonte: Link.

  • Cromossomo Y pode aumentar risco de câncer em homens, dizem estudos

    Cromossomo Y pode aumentar risco de câncer em homens, dizem estudos

    Dois trabalhos publicados na revista Nature mostram como a perda ou a presença do cromossomo Y pode influenciar a agressividade de tumores de bexiga e de cólon.

    Os homens são mais propensos do que as mulheres a desenvolver e morrer de alguns tipos de câncer que não afetam os órgãos reprodutivos, como o câncer de bexiga e o câncer colorretal. Por muito tempo, acreditou-se que isso se devia a fatores de estilo de vida, como o tabagismo e o consumo de álcool. Mas estudos recentes sugerem que há também um componente genético envolvido.

    O cromossomo Y, que é encontrado em pessoas que se identificam como homens, pode ter um papel importante nessa diferença. O cromossomo Y pode se perder espontaneamente durante a divisão celular, e isso ocorre com mais frequência à medida que os homens envelhecem. A perda do cromossomo Y em algumas células tem sido associada a doenças como problemas cardíacos, neurodegenerativas e alguns cânceres.

    Um dos estudos publicados na Nature analisou como a perda do cromossomo Y afeta o câncer de bexiga, um tipo de tumor que é mais frequente e mais agressivo em homens do que em mulheres. Os pesquisadores estudaram células humanas de câncer de bexiga que haviam perdido seu cromossomo Y naturalmente ou por meio da edição genética com a técnica CRISPR-Cas9. Eles descobriram que essas células eram mais agressivas quando transplantadas em camundongos do que as células que ainda tinham seu cromossomo Y. Eles também descobriram que as células imunológicas ao redor dos tumores sem o cromossomo Y tendiam a ser disfuncionais.

    Em camundongos, um anticorpo terapêutico que pode restaurar a atividade dessas células imunológicas foi mais eficaz contra esses tumores sem o cromossomo Y do que contra os tumores que ainda tinham seu cromossomo Y. Isso sugere que a perda do cromossomo Y pode permitir que os tumores de bexiga escapem da detecção pelo sistema imunológico.

    O outro estudo publicado na Nature investigou como a presença do cromossomo Y afeta o câncer colorretal, outro tipo de tumor que tem um viés masculino. Os pesquisadores identificaram um gene específico no cromossomo Y de camundongos que aumenta o risco de alguns cânceres colorretais se espalharem para outras partes do corpo. Esse gene, chamado Sry, está envolvido na determinação do sexo masculino nos mamíferos e também regula a expressão de outros genes relacionados à inflamação e ao metabolismo.

    Os pesquisadores descobriram que camundongos machos com esse gene tinham mais metástases (células tumorais que se espalham pelo corpo) do que camundongos fêmeas ou camundongos machos sem esse gene. Eles também descobriram que esse gene estava ativo em algumas células humanas de câncer colorretal e estava associado a um pior prognóstico.

    Juntos, os dois estudos são um passo em direção à compreensão de por que tantos cânceres têm uma tendência maior em homens, diz Sue Haupt, uma pesquisadora de câncer do George Institute of Global Health em Sydney, Austrália, que não participou dos trabalhos. “Está ficando claro que é além do estilo de vida”, diz ela. “Há um componente genético”.

    Fonte: Link.

    Os homens são mais propensos do que as mulheres a desenvolver e morrer de alguns tipos de câncer que não afetam os órgãos reprodutivos, como o câncer de bexiga e o câncer colorretal. Por muito tempo, acreditou-se que isso se devia a fatores de estilo de vida, como o tabagismo e o consumo de álcool. Mas estudos recentes sugerem que há também um componente genético envolvido.

    O cromossomo Y, que é encontrado em pessoas que se identificam como homens, pode ter um papel importante nessa diferença. O cromossomo Y pode se perder espontaneamente durante a divisão celular, e isso ocorre com mais frequência à medida que os homens envelhecem. A perda do cromossomo Y em algumas células tem sido associada a doenças como problemas cardíacos, neurodegenerativas e alguns cânceres.

    Um dos estudos publicados na Nature analisou como a perda do cromossomo Y afeta o câncer de bexiga, um tipo de tumor que é mais frequente e mais agressivo em homens do que em mulheres. Os pesquisadores estudaram células humanas de câncer de bexiga que haviam perdido seu cromossomo Y naturalmente ou por meio da edição genética com a técnica CRISPR-Cas9. Eles descobriram que essas células eram mais agressivas quando transplantadas em camundongos do que as células que ainda tinham seu cromossomo Y. Eles também descobriram que as células imunológicas ao redor dos tumores sem o cromossomo Y tendiam a ser disfuncionais.

    Em camundongos, um anticorpo terapêutico que pode restaurar a atividade dessas células imunológicas foi mais eficaz contra esses tumores sem o cromossomo Y do que contra os tumores que ainda tinham seu cromossomo Y. Isso sugere que a perda do cromossomo Y pode permitir que os tumores de bexiga escapem da detecção pelo sistema imunológico.

    O outro estudo publicado na Nature investigou como a presença do cromossomo Y afeta o câncer colorretal, outro tipo de tumor que tem um viés masculino. Os pesquisadores identificaram um gene específico no cromossomo Y de camundongos que aumenta o risco de alguns cânceres colorretais se espalharem para outras partes do corpo. Esse gene, chamado Sry, está envolvido na determinação do sexo masculino nos mamíferos e também regula a expressão de outros genes relacionados à inflamação e ao metabolismo.

    Os pesquisadores descobriram que camundongos machos com esse gene tinham mais metástases (células tumorais que se espalham pelo corpo) do que camundongos fêmeas ou camundongos machos sem esse gene. Eles também descobriram que esse gene estava ativo em algumas células humanas de câncer colorretal e estava associado a um pior prognóstico.

    Juntos, os dois estudos são um passo em direção à compreensão de por que tantos cânceres têm uma tendência maior em homens, diz Sue Haupt, uma pesquisadora de câncer do George Institute of Global Health em Sydney, Austrália, que não participou dos trabalhos. “Está ficando claro que é além do estilo de vida”, diz ela. “Há um componente genético”.

    Fonte: Link.

  • Dieta rica em ferro pode prevenir diarreia causada por bactérias, diz estudo

    Dieta rica em ferro pode prevenir diarreia causada por bactérias, diz estudo

    Um novo estudo do Instituto Salk, nos EUA, sugere que uma dieta rica em ferro pode ajudar a evitar a diarreia causada por bactérias como a E. coli.

    Eles descobriram que combinar dietas específicas com bactérias causadoras de doenças diarreicas pode criar imunidade duradoura em camundongos sem a necessidade de experimentar sintomas. Os achados abrem caminho para o desenvolvimento de vacinas que poderiam reduzir os sintomas e a mortalidade de doenças diarreicas e outras doenças em humanos.

    Como funciona a dieta rica em ferro?

    Segundo os pesquisadores, uma dieta rica em ferro aumenta o açúcar não absorvido (glicose) nos intestinos dos camundongos, que a bactéria pode se alimentar. O excesso de açúcar serve como um “suborno” para as bactérias, mantendo-as cheias e incentivadas a não atacar o hospedeiro. Assim, os camundongos sobrevivem a uma infecção bacteriana normalmente letal sem nunca desenvolver sinais de doença ou doença.

    Por que isso é importante?

    Em todo o mundo, mais de um milhão de mortes ocorrem a cada ano devido a doenças diarreicas que levam à desidratação e à desnutrição. No entanto, não existe vacina para combater ou prevenir essas doenças, que são causadas por bactérias como certas cepas de E. coli. Em vez disso, as pessoas com infecções bacterianas devem confiar no corpo para adotar uma das duas estratégias de defesa: matar os invasores ou prejudicar os invasores, mas mantê-los por perto. Se o corpo optar por prejudicar as bactérias, então a doença pode ocorrer sem a diarreia, mas a infecção ainda pode ser transmitida – um processo chamado de portador assintomático.

    Os cientistas do Salk descobriram que permitir que as bactérias retenham parte de seu comportamento causador de doenças pode criar imunidade duradoura em camundongos sem os custos de desenvolver doenças, revelando uma nova potencial estratégia de vacinação.

    O que vem a seguir?

    Os pesquisadores pretendem testar se outras dietas podem ter efeitos semelhantes na modulação da resposta imunológica aos patógenos intestinais. Eles também querem investigar se essa abordagem pode ser aplicada a outras doenças além da diarreia, como infecções respiratórias ou urinárias.

    Fonte: Link.

    Eles descobriram que combinar dietas específicas com bactérias causadoras de doenças diarreicas pode criar imunidade duradoura em camundongos sem a necessidade de experimentar sintomas. Os achados abrem caminho para o desenvolvimento de vacinas que poderiam reduzir os sintomas e a mortalidade de doenças diarreicas e outras doenças em humanos.

    Como funciona a dieta rica em ferro?

    Segundo os pesquisadores, uma dieta rica em ferro aumenta o açúcar não absorvido (glicose) nos intestinos dos camundongos, que a bactéria pode se alimentar. O excesso de açúcar serve como um “suborno” para as bactérias, mantendo-as cheias e incentivadas a não atacar o hospedeiro. Assim, os camundongos sobrevivem a uma infecção bacteriana normalmente letal sem nunca desenvolver sinais de doença ou doença.

    Por que isso é importante?

    Em todo o mundo, mais de um milhão de mortes ocorrem a cada ano devido a doenças diarreicas que levam à desidratação e à desnutrição. No entanto, não existe vacina para combater ou prevenir essas doenças, que são causadas por bactérias como certas cepas de E. coli. Em vez disso, as pessoas com infecções bacterianas devem confiar no corpo para adotar uma das duas estratégias de defesa: matar os invasores ou prejudicar os invasores, mas mantê-los por perto. Se o corpo optar por prejudicar as bactérias, então a doença pode ocorrer sem a diarreia, mas a infecção ainda pode ser transmitida – um processo chamado de portador assintomático.

    Os cientistas do Salk descobriram que permitir que as bactérias retenham parte de seu comportamento causador de doenças pode criar imunidade duradoura em camundongos sem os custos de desenvolver doenças, revelando uma nova potencial estratégia de vacinação.

    O que vem a seguir?

    Os pesquisadores pretendem testar se outras dietas podem ter efeitos semelhantes na modulação da resposta imunológica aos patógenos intestinais. Eles também querem investigar se essa abordagem pode ser aplicada a outras doenças além da diarreia, como infecções respiratórias ou urinárias.

    Fonte: Link.

  • Ministério da Saúde orienta uso de máscara para pessoas com sintomas gripais

    Ministério da Saúde orienta uso de máscara para pessoas com sintomas gripais

    O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica em que recomenda o uso de máscaras de proteção facial para pessoas com sintomas gripais, pessoas que apresentem fatores de risco para covid-19 e casos suspeitos ou confirmados da doença.

    A medida visa reduzir a transmissão do vírus, que continua a circular no Brasil e no mundo, e prevenir complicações graves da infecção.

    Segundo a pasta, os grupos com fatores de risco para covid-19 incluem imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades em situações como locais fechados e não ventilados, locais com aglomeração e serviços de saúde. Essas pessoas devem usar máscaras sempre que estiverem fora de casa ou em contato com outras pessoas.

    Além do uso de máscaras faciais, o ministério classifica como importantes medidas não farmacológicas que incluem o distanciamento físico, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão, a limpeza e desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos ou confirmados.

    A pasta também reitera a importância da vacinação contra a covid-19, disponível para toda a população acima de 6 meses de idade. O reforço da bivalente está disponível para toda a população acima de 18 anos que tenha recebido pelo menos duas doses da vacina monovalente.

    A nota técnica do Ministério da Saúde foi divulgada no dia 23 de junho de 2023 e leva em conta as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou o fim da emergência em saúde pública de importância internacional, mas alertou para o risco do surgimento de novas variantes do vírus que podem ser ainda mais graves do que as variantes atualmente em circulação e devem ser monitoradas.

    A medida visa reduzir a transmissão do vírus, que continua a circular no Brasil e no mundo, e prevenir complicações graves da infecção.

    Segundo a pasta, os grupos com fatores de risco para covid-19 incluem imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades em situações como locais fechados e não ventilados, locais com aglomeração e serviços de saúde. Essas pessoas devem usar máscaras sempre que estiverem fora de casa ou em contato com outras pessoas.

    Além do uso de máscaras faciais, o ministério classifica como importantes medidas não farmacológicas que incluem o distanciamento físico, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão, a limpeza e desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos ou confirmados.

    A pasta também reitera a importância da vacinação contra a covid-19, disponível para toda a população acima de 6 meses de idade. O reforço da bivalente está disponível para toda a população acima de 18 anos que tenha recebido pelo menos duas doses da vacina monovalente.

    A nota técnica do Ministério da Saúde foi divulgada no dia 23 de junho de 2023 e leva em conta as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou o fim da emergência em saúde pública de importância internacional, mas alertou para o risco do surgimento de novas variantes do vírus que podem ser ainda mais graves do que as variantes atualmente em circulação e devem ser monitoradas.

  • RSV: o vírus respiratório grave que muitos desconhecem

    RSV: o vírus respiratório grave que muitos desconhecem

    Você já ouviu falar do RSV? Essa sigla significa Respiratory Syncytial Virus, ou Vírus Respiratório Sincicial, em português. Trata-se de um vírus comum que causa infecções do trato respiratório, desde sintomas leves de resfriado até casos graves de bronquiolite e pneumonia.

    O RSV é o principal causador de hospitalizações por problemas respiratórios em crianças menores de um ano nos Estados Unidos. Além disso, ele pode ser perigoso para idosos e pessoas com baixa imunidade. A infecção pelo RSV pode ocorrer em qualquer época do ano, mas é mais frequente nos meses frios do inverno.

    Apesar de sua relevância para a saúde pública, o RSV é pouco conhecido pela população em geral. Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan revelou que apenas 22% dos adultos norte-americanos sabiam o que era o RSV. Entre os pais de crianças pequenas, esse percentual subia para 44%, mas ainda era baixo considerando o risco potencial do vírus.

    Os autores do estudo alertam que a falta de conhecimento sobre o RSV pode levar a diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e medidas de prevenção insuficientes. Eles defendem que os profissionais de saúde e as autoridades sanitárias devem aumentar a conscientização sobre o RSV e suas complicações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

    Como se proteger do RSV?

    O RSV é transmitido pelo contato direto com secreções respiratórias infectadas ou superfícies contaminadas. Por isso, algumas medidas simples podem ajudar a prevenir a infecção:

    • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;

    • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem higienizar as mãos;

    • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com um lenço descartável ou com o cotovelo;

    • Evitar o contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas respiratórios;

    • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que possam estar contaminados;

    • Manter a vacinação em dia contra outras doenças respiratórias, como gripe e pneumococo.

    Para os bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares congênitas, existe uma medicação chamada palivizumabe que pode prevenir a infecção pelo RSV. Ela deve ser administrada mensalmente durante a temporada de maior circulação do vírus, sob orientação médica.

    Ainda não há uma vacina específica contra o RSV, mas vários estudos estão em andamento para desenvolvê-la. Em 2023, duas vacinas candidatas da Pfizer e da GSK foram recomendadas para aprovação pela FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos, após mostrarem resultados promissores em ensaios clínicos.

    Como tratar o RSV?

    A maioria das pessoas se recupera do RSV em uma ou duas semanas, sem necessidade de tratamento específico. Os sintomas podem ser aliviados com repouso, hidratação e medicamentos para dor e febre. No entanto, algumas pessoas podem desenvolver complicações graves que exigem atendimento médico urgente.

    Os sinais de alerta para procurar ajuda médica incluem:

    • Dificuldade para respirar ou respiração rápida;

    • Chiado no peito ou tosse persistente;

    • Cianose (coloração azulada da pele ou das mucosas);

    • Desidratação (boca seca, sede excessiva, diminuição da urina);

    • Irritabilidade ou sonolência excessiva;

    • Febre alta ou persistente.

    Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de oxigênio, ventilação mecânica ou medicamentos antivirais, como o ribavirina.

    O RSV é um vírus que merece atenção e cuidado, pois pode causar sérios danos à saúde respiratória. Informe-se, previna-se e procure ajuda médica se necessário.

    O RSV é o principal causador de hospitalizações por problemas respiratórios em crianças menores de um ano nos Estados Unidos. Além disso, ele pode ser perigoso para idosos e pessoas com baixa imunidade. A infecção pelo RSV pode ocorrer em qualquer época do ano, mas é mais frequente nos meses frios do inverno.

    Apesar de sua relevância para a saúde pública, o RSV é pouco conhecido pela população em geral. Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan revelou que apenas 22% dos adultos norte-americanos sabiam o que era o RSV. Entre os pais de crianças pequenas, esse percentual subia para 44%, mas ainda era baixo considerando o risco potencial do vírus.

    Os autores do estudo alertam que a falta de conhecimento sobre o RSV pode levar a diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e medidas de prevenção insuficientes. Eles defendem que os profissionais de saúde e as autoridades sanitárias devem aumentar a conscientização sobre o RSV e suas complicações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

    Como se proteger do RSV?

    O RSV é transmitido pelo contato direto com secreções respiratórias infectadas ou superfícies contaminadas. Por isso, algumas medidas simples podem ajudar a prevenir a infecção:

    • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;

    • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem higienizar as mãos;

    • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com um lenço descartável ou com o cotovelo;

    • Evitar o contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas respiratórios;

    • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que possam estar contaminados;

    • Manter a vacinação em dia contra outras doenças respiratórias, como gripe e pneumococo.

    Para os bebês prematuros ou com doenças cardíacas ou pulmonares congênitas, existe uma medicação chamada palivizumabe que pode prevenir a infecção pelo RSV. Ela deve ser administrada mensalmente durante a temporada de maior circulação do vírus, sob orientação médica.

    Ainda não há uma vacina específica contra o RSV, mas vários estudos estão em andamento para desenvolvê-la. Em 2023, duas vacinas candidatas da Pfizer e da GSK foram recomendadas para aprovação pela FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos, após mostrarem resultados promissores em ensaios clínicos.

    Como tratar o RSV?

    A maioria das pessoas se recupera do RSV em uma ou duas semanas, sem necessidade de tratamento específico. Os sintomas podem ser aliviados com repouso, hidratação e medicamentos para dor e febre. No entanto, algumas pessoas podem desenvolver complicações graves que exigem atendimento médico urgente.

    Os sinais de alerta para procurar ajuda médica incluem:

    • Dificuldade para respirar ou respiração rápida;

    • Chiado no peito ou tosse persistente;

    • Cianose (coloração azulada da pele ou das mucosas);

    • Desidratação (boca seca, sede excessiva, diminuição da urina);

    • Irritabilidade ou sonolência excessiva;

    • Febre alta ou persistente.

    Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de oxigênio, ventilação mecânica ou medicamentos antivirais, como o ribavirina.

    O RSV é um vírus que merece atenção e cuidado, pois pode causar sérios danos à saúde respiratória. Informe-se, previna-se e procure ajuda médica se necessário.

  • Por que a taxa de natalidade no Brasil está em queda?

    Por que a taxa de natalidade no Brasil está em queda?

    A taxa de natalidade no Brasil é o número de nascimentos por mil habitantes em um ano. Essa taxa vem diminuindo ao longo dos anos, de 20,86 em 2000 para 14,16 em 2015. A Região Norte tem a maior taxa de fecundidade, com 2,51 filhos por mulher.

    A pandemia causou uma queda mais acentuada na taxa de natalidade, de 2,81 milhões de nascimentos em 2019 para 2,62 milhões em 2021. Em março de 2021, houve 13 nascimentos para cada 10 óbitos no país. 

    Mas quais são os motivos que levam as pessoas a terem menos filhos? Segundo os especialistas, há vários fatores que influenciam essa tendência, como: 

    – O aumento da escolaridade e da participação das mulheres no mercado de trabalho, que adiam os planos de maternidade e priorizam a carreira profissional; 

    – A maior disponibilidade e acesso a métodos contraceptivos, que permitem um planejamento familiar mais eficaz e consciente; 

    – A mudança nos valores e nos estilos de vida das novas gerações, que preferem investir em experiências pessoais, viagens e lazer do que em ter uma família numerosa; 

    – A crise econômica e social que afeta o país, que gera insegurança e incerteza sobre o futuro, desestimulando a procriação; 

    – A pandemia da Covid-19, que aumentou o medo e a ansiedade das pessoas em relação à saúde e à mortalidade, além de dificultar o acesso aos serviços de saúde reprodutiva. 

    Essa queda da taxa de natalidade tem consequências importantes para a sociedade brasileira, como o envelhecimento da população, a redução da força de trabalho, a diminuição do consumo e do crescimento econômico, a pressão sobre o sistema previdenciário e a necessidade de políticas públicas que estimulem a natalidade e apoiem as famílias. 

    A pandemia causou uma queda mais acentuada na taxa de natalidade, de 2,81 milhões de nascimentos em 2019 para 2,62 milhões em 2021. Em março de 2021, houve 13 nascimentos para cada 10 óbitos no país. 

    Mas quais são os motivos que levam as pessoas a terem menos filhos? Segundo os especialistas, há vários fatores que influenciam essa tendência, como: 

    – O aumento da escolaridade e da participação das mulheres no mercado de trabalho, que adiam os planos de maternidade e priorizam a carreira profissional; 

    – A maior disponibilidade e acesso a métodos contraceptivos, que permitem um planejamento familiar mais eficaz e consciente; 

    – A mudança nos valores e nos estilos de vida das novas gerações, que preferem investir em experiências pessoais, viagens e lazer do que em ter uma família numerosa; 

    – A crise econômica e social que afeta o país, que gera insegurança e incerteza sobre o futuro, desestimulando a procriação; 

    – A pandemia da Covid-19, que aumentou o medo e a ansiedade das pessoas em relação à saúde e à mortalidade, além de dificultar o acesso aos serviços de saúde reprodutiva. 

    Essa queda da taxa de natalidade tem consequências importantes para a sociedade brasileira, como o envelhecimento da população, a redução da força de trabalho, a diminuição do consumo e do crescimento econômico, a pressão sobre o sistema previdenciário e a necessidade de políticas públicas que estimulem a natalidade e apoiem as famílias.