Categoria: Saúde

  • Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Os Sacklers, uma das famílias mais ricas e controversas do mundo, donos da Purdue Pharma, empresa farmacêutica que produz o analgésico opioide OxyContin, concordaram em pagar US$ 6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para resolver milhares de processos judiciais relacionados à crise de opioides nos Estados Unidos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

  • Pesquisa aponta falhas no combate mundial à resistência antimicrobiana

    Pesquisa aponta falhas no combate mundial à resistência antimicrobiana

    Um estudo publicado na revista The Lancet Infectious Diseases analisou os planos de ação de 114 países para enfrentar a resistência antimicrobiana (AMR), que ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas deixam de responder aos medicamentos que os tratam. Os pesquisadores concluíram que os planos se concentram em elaborar políticas para conter a AMR e…

    A AMR é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública no século 21, podendo tornar muitos antibióticos ineficazes e causar milhões de mortes anualmente. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivou os países a desenvolverem planos nacionais para combater a AMR. Mais de 100 países produziram planos, mas não havia uma análise global do conteúdo desses documentos.

    O estudo, realizado por especialistas das universidades de Leeds, Edimburgo e Hamburgo, é o primeiro a avaliar de forma abrangente os esforços internacionais e os planos nacionais para lidar com a AMR. Eles usaram 54 critérios, como educação, gestão e responsabilização, e atribuíram uma pontuação de zero a 100 para cada plano.

    Os resultados mostraram que os países se preocuparam mais em desenhar políticas e pensar em como aplicá-las, mas não em como medir e avaliar o impacto dessas ações. As áreas com menor pontuação foram responsabilização e mecanismos de feedback, seguidas por educação. O treinamento e a educação profissional nas áreas de saúde humana, veterinária e agrícola foram insuficientes em muitos países, assim como uma estratégia sustentável para garantir o uso racional dos antimicrobianos.

    Os países se saíram bem na participação, demonstrando uma consciência compartilhada de que a AMR só pode ser enfrentada com o envolvimento de vários setores que abrangem a saúde humana, animal e ambiental. A prevenção e o controle de infecções também foram reconhecidos como objetivos críticos.

    A Noruega teve o plano mais bem avaliado com 85 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 84 e pelo Reino Unido com 83. Os países com menor pontuação foram Ucrânia e Serra Leoa com 29 pontos cada, e Barbados e Micronésia com 28 pontos.

    Os pesquisadores afirmam que os governos de todo o mundo devem fortalecer suas respostas à AMR e melhorar sua preparação para os desafios previstos pela OMS.

    Fonte: Link.

    A AMR é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública no século 21, podendo tornar muitos antibióticos ineficazes e causar milhões de mortes anualmente. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivou os países a desenvolverem planos nacionais para combater a AMR. Mais de 100 países produziram planos, mas não havia uma análise global do conteúdo desses documentos.

    O estudo, realizado por especialistas das universidades de Leeds, Edimburgo e Hamburgo, é o primeiro a avaliar de forma abrangente os esforços internacionais e os planos nacionais para lidar com a AMR. Eles usaram 54 critérios, como educação, gestão e responsabilização, e atribuíram uma pontuação de zero a 100 para cada plano.

    Os resultados mostraram que os países se preocuparam mais em desenhar políticas e pensar em como aplicá-las, mas não em como medir e avaliar o impacto dessas ações. As áreas com menor pontuação foram responsabilização e mecanismos de feedback, seguidas por educação. O treinamento e a educação profissional nas áreas de saúde humana, veterinária e agrícola foram insuficientes em muitos países, assim como uma estratégia sustentável para garantir o uso racional dos antimicrobianos.

    Os países se saíram bem na participação, demonstrando uma consciência compartilhada de que a AMR só pode ser enfrentada com o envolvimento de vários setores que abrangem a saúde humana, animal e ambiental. A prevenção e o controle de infecções também foram reconhecidos como objetivos críticos.

    A Noruega teve o plano mais bem avaliado com 85 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 84 e pelo Reino Unido com 83. Os países com menor pontuação foram Ucrânia e Serra Leoa com 29 pontos cada, e Barbados e Micronésia com 28 pontos.

    Os pesquisadores afirmam que os governos de todo o mundo devem fortalecer suas respostas à AMR e melhorar sua preparação para os desafios previstos pela OMS.

    Fonte: Link.

  • Exercício físico pode reduzir risco de diabetes tipo 2, mesmo em pessoas com predisposição genética

    Exercício físico pode reduzir risco de diabetes tipo 2, mesmo em pessoas com predisposição genética

    Um estudo da Universidade de Sydney revelou que ser fisicamente ativo pode diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, mesmo em pessoas com alto risco genético de contrair a doença. Os pesquisadores afirmam que o estudo demonstra que o exercício físico deve ser promovido como uma estratégia importante para a prevenção do diabetes tipo…

    O estudo envolveu 59.325 adultos do UK Biobank, que usaram acelerômetros (dispositivos que medem a atividade física) no início do estudo e foram acompanhados por até sete anos para monitorar os desfechos de saúde. O UK Biobank é um banco de dados biomédico e um recurso de pesquisa que contém informações genéticas, de estilo de vida e de saúde de meio milhão de participantes do Reino Unido.

    Os pesquisadores analisaram os marcadores genéticos associados a um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. Pessoas com uma pontuação de risco genético alta tinham 2,4 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 quando comparadas com aquelas com uma pontuação de risco genético baixa.

    No entanto, o estudo mostrou que níveis mais altos de atividade física total, especialmente de intensidade moderada a vigorosa, tinham uma forte associação com um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Além disso, os participantes com alto risco genético, mas que estavam na categoria mais ativa fisicamente, na verdade tinham um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 quando comparados com aqueles com baixo risco genético, mas na categoria menos ativa.

    A autora sênior do estudo, a professora associada Melody Ding, do Centro Charles Perkins e da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney, diz que embora o papel da genética e da atividade física no surgimento do diabetes tipo 2 seja bem estabelecido, até agora a maioria dos dados era baseada em relatos pessoais e havia pouca evidência se o risco genético poderia ser contrabalançado pela atividade física.

    “Nós não podemos controlar nosso risco genético e nossa história familiar, mas esse estudo traz notícias promissoras e positivas de que por meio de um estilo de vida ativo, podemos ‘combater’ grande parte do risco excessivo para o diabetes tipo 2”, diz a professora associada Ding.

    Ela explica que atividade física de intensidade moderada descreve movimentos que fazem você suar e ficar um pouco sem fôlego, como caminhar rápido e fazer jardinagem geral. Exemplos de atividade física de intensidade vigorosa incluem correr, dançar aeróbica, pedalar morro acima ou em um ritmo rápido e fazer jardinagem pesada como cavar – todas atividades que fazem você ficar sem fôlego ou respirar pesadamente.

    O diabetes é uma preocupação global de saúde pública. Em 2021, havia 537 milhões de adultos vivendo com diabetes no mundo. Quase 1,2 milhão de australianos foram registrados como vivendo com diabetes tipo 2 em 2020.

    Os resultados também têm um forte significado pessoal para a professora associada Ding, cujo pai foi recentemente diagnosticado com diabetes tipo 2 aos 60 anos.

    “O lado do meu pai da família tem um histórico de diabetes tipo 2, então o resultado do estudo é extremamente encorajador para minha família e para mim. Como uma pessoa já ativa, agora tenho uma motivação extra para manter esse estilo de vida ativo”, diz a professora associada Ding.

    “Nossa esperança é que este estudo informe as diretrizes de saúde pública e clínica, para que possa ajudar na prevenção de doenças crônicas para profissionais de saúde, organizações e o público.”

    “Estou muito feliz em compartilhar nossos resultados de pesquisa com um público amplo para que as pessoas saibam que a atividade física é benéfica para a saúde, especialmente para pessoas com alto risco genético. Se você tem um histórico familiar de diabetes tipo 2, ou mesmo que não tenha, hoje é o dia para começar a ser fisicamente ativo”, diz a candidata a doutorado Mengyun (Susan) Luo, que liderou o estudo.

    Fonte: Link.

    O estudo envolveu 59.325 adultos do UK Biobank, que usaram acelerômetros (dispositivos que medem a atividade física) no início do estudo e foram acompanhados por até sete anos para monitorar os desfechos de saúde. O UK Biobank é um banco de dados biomédico e um recurso de pesquisa que contém informações genéticas, de estilo de vida e de saúde de meio milhão de participantes do Reino Unido.

    Os pesquisadores analisaram os marcadores genéticos associados a um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. Pessoas com uma pontuação de risco genético alta tinham 2,4 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 quando comparadas com aquelas com uma pontuação de risco genético baixa.

    No entanto, o estudo mostrou que níveis mais altos de atividade física total, especialmente de intensidade moderada a vigorosa, tinham uma forte associação com um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Além disso, os participantes com alto risco genético, mas que estavam na categoria mais ativa fisicamente, na verdade tinham um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 quando comparados com aqueles com baixo risco genético, mas na categoria menos ativa.

    A autora sênior do estudo, a professora associada Melody Ding, do Centro Charles Perkins e da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney, diz que embora o papel da genética e da atividade física no surgimento do diabetes tipo 2 seja bem estabelecido, até agora a maioria dos dados era baseada em relatos pessoais e havia pouca evidência se o risco genético poderia ser contrabalançado pela atividade física.

    “Nós não podemos controlar nosso risco genético e nossa história familiar, mas esse estudo traz notícias promissoras e positivas de que por meio de um estilo de vida ativo, podemos ‘combater’ grande parte do risco excessivo para o diabetes tipo 2”, diz a professora associada Ding.

    Ela explica que atividade física de intensidade moderada descreve movimentos que fazem você suar e ficar um pouco sem fôlego, como caminhar rápido e fazer jardinagem geral. Exemplos de atividade física de intensidade vigorosa incluem correr, dançar aeróbica, pedalar morro acima ou em um ritmo rápido e fazer jardinagem pesada como cavar – todas atividades que fazem você ficar sem fôlego ou respirar pesadamente.

    O diabetes é uma preocupação global de saúde pública. Em 2021, havia 537 milhões de adultos vivendo com diabetes no mundo. Quase 1,2 milhão de australianos foram registrados como vivendo com diabetes tipo 2 em 2020.

    Os resultados também têm um forte significado pessoal para a professora associada Ding, cujo pai foi recentemente diagnosticado com diabetes tipo 2 aos 60 anos.

    “O lado do meu pai da família tem um histórico de diabetes tipo 2, então o resultado do estudo é extremamente encorajador para minha família e para mim. Como uma pessoa já ativa, agora tenho uma motivação extra para manter esse estilo de vida ativo”, diz a professora associada Ding.

    “Nossa esperança é que este estudo informe as diretrizes de saúde pública e clínica, para que possa ajudar na prevenção de doenças crônicas para profissionais de saúde, organizações e o público.”

    “Estou muito feliz em compartilhar nossos resultados de pesquisa com um público amplo para que as pessoas saibam que a atividade física é benéfica para a saúde, especialmente para pessoas com alto risco genético. Se você tem um histórico familiar de diabetes tipo 2, ou mesmo que não tenha, hoje é o dia para começar a ser fisicamente ativo”, diz a candidata a doutorado Mengyun (Susan) Luo, que liderou o estudo.

    Fonte: Link.

  • Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nas células que produzem pigmento, chamadas melanócitos. É considerado o mais grave e letal entre os cânceres de pele, pois tem alta capacidade de se espalhar pelo corpo e formar metástases. A cirurgia é o principal tratamento, mas muitas vezes não é suficiente…

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

  • Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a prorrogação da validade das Autorizações de Uso Emergencial (AUEs) de vacinas e medicamentos para Covid-19 por mais um ano. A medida foi publicada nesta segunda-feira (5/6) e permite que os produtos aprovados durante a pandemia continuem sendo utilizados, desde que tenham sido fabricados até o dia…

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

  • O hospital dinamarquês que mudou a história da terapia intensiva

    O hospital dinamarquês que mudou a história da terapia intensiva

    A pandemia de COVID-19 mostrou a importância das unidades de terapia intensiva (UTIs) para salvar a vida dos pacientes em estado crítico nos hospitais. Mas você sabe como surgiu o conceito de UTI? Ele tem origem em uma epidemia de pólio na Dinamarca, na década de 1950.

    Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.

    O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.

    O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.

    O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.

    O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.

    Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.

    O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.

    O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.

    O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.

    O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.

  • Gripe aviária atinge aves silvestres em São Paulo e outros três estados

    Gripe aviária atinge aves silvestres em São Paulo e outros três estados

    O Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em São Paulo, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. A doença foi detectada em uma ave silvestre da espécie trinta-réis-real, encontrada no município de Ubatuba, no litoral norte do estado. Outra ave da mesma espécie também foi diagnosticada com o vírus H5N1 em Niterói, no…

    Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.

    A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.

    Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.

    Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.

    O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.

    Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.

    A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.

    Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.

    Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.

    O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.

  • Por que ainda não existe um medicamento eficaz contra a Covid-19?

    Por que ainda não existe um medicamento eficaz contra a Covid-19?

    A pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo e continua a desafiar a ciência na busca por tratamentos eficazes. Embora as vacinas tenham se mostrado a melhor forma de prevenir a doença e reduzir as complicações, ainda há uma grande demanda por medicamentos que possam…

    No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:

    • A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
    • A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
    • A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
    • A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
    • A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.

    A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.

    Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.

    Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.

    A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.

    No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:

    • A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
    • A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
    • A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
    • A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
    • A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.

    A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.

    Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.

    Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.

    A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.

  • O que é o “love bombing” e como ele pode ser perigoso para os relacionamentos?

    O que é o “love bombing” e como ele pode ser perigoso para os relacionamentos?

    Você já se sentiu sufocado por um excesso de atenção e carinho de um parceiro? Já recebeu presentes, elogios e declarações de amor que pareciam exagerados ou desproporcionais ao tempo de relacionamento? Se sim, você pode ter sido vítima de uma técnica de manipulação chamada “love bombing” (bombardeio de amor, em tradução livre).

    O “love bombing” é uma forma de abuso psicológico em que uma pessoa usa gestos românticos e intensos para conquistar e controlar o outro, normalmente no início de um relacionamento. Esses gestos podem incluir mensagens carinhosas, convites para sair, presentes, elogios, promessas de compromisso e até apresentação aos familiares.

    No entanto, esse comportamento não é genuíno nem duradouro. Quem faz o “love bombing” geralmente tem traços narcisistas e de baixa autoestima, e busca a admiração e a validação do outro para se sentir superior. Quando percebe que o parceiro está envolvido, ele muda de atitude e passa a tratá-lo com desprezo, indiferença ou ciúme.

    Isso cria um ciclo vicioso em que a vítima se sente confusa, ansiosa e culpada, e tenta recuperar a fase inicial do relacionamento, aceitando as exigências e os abusos do parceiro. Quando o agressor sente que está perdendo o poder sobre a vítima, ele volta a demonstrar amor exagerado para reconquistá-la, e assim por diante.

    O “love bombing” pode ser muito prejudicial para a autoestima e o bem-estar emocional da vítima, que pode se isolar dos amigos e familiares, perder sua identidade e seus limites, e desenvolver problemas como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

    Para se proteger do “love bombing”, é importante estar atento aos sinais de alerta, como:

    • Comportamento desproporcional à conexão entre as pessoas: dizer “eu te amo” na primeira semana ou sugerir casamento logo no início do namoro;

    • Isolamento dos amigos e familiares: querer passar todo o tempo com você ou fazer com que você abandone seus planos com outras pessoas;

    • Elogios que oprimem: dizer que você é a coisa mais linda do mundo ou que você é tudo o que alguém sempre sonhou, sem levar em conta suas características individuais;

    • Presentes excessivos: dar muitos presentes sem motivo especial ou fazer com que você se sinta em dívida com eles;

    • Comunicação obsessiva: conversar o dia todo com você por meio de mensagens e ligações ou exigir que você faça o mesmo;
    • Ciúme e desconfiança: questionar sua fidelidade ou fazer você se sentir culpado por ter outras relações;

    • Mudança repentina de atitude: deixar de ser a pessoa mais amorosa do mundo e começar a tratá-lo de maneira seca ou indiferente.

    Além disso, é importante manter sua individualidade e seus interesses pessoais, não se deixar levar por promessas irreais ou pressões do parceiro, buscar apoio de pessoas confiáveis e procurar ajuda profissional se necessário.

    O “love bombing” é uma forma de violência psicológica que deve ser reconhecida e combatida. Não confunda amor com manipulação. Você merece respeito e cuidado em seus relacionamentos.

    O “love bombing” é uma forma de abuso psicológico em que uma pessoa usa gestos românticos e intensos para conquistar e controlar o outro, normalmente no início de um relacionamento. Esses gestos podem incluir mensagens carinhosas, convites para sair, presentes, elogios, promessas de compromisso e até apresentação aos familiares.

    No entanto, esse comportamento não é genuíno nem duradouro. Quem faz o “love bombing” geralmente tem traços narcisistas e de baixa autoestima, e busca a admiração e a validação do outro para se sentir superior. Quando percebe que o parceiro está envolvido, ele muda de atitude e passa a tratá-lo com desprezo, indiferença ou ciúme.

    Isso cria um ciclo vicioso em que a vítima se sente confusa, ansiosa e culpada, e tenta recuperar a fase inicial do relacionamento, aceitando as exigências e os abusos do parceiro. Quando o agressor sente que está perdendo o poder sobre a vítima, ele volta a demonstrar amor exagerado para reconquistá-la, e assim por diante.

    O “love bombing” pode ser muito prejudicial para a autoestima e o bem-estar emocional da vítima, que pode se isolar dos amigos e familiares, perder sua identidade e seus limites, e desenvolver problemas como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

    Para se proteger do “love bombing”, é importante estar atento aos sinais de alerta, como:

    • Comportamento desproporcional à conexão entre as pessoas: dizer “eu te amo” na primeira semana ou sugerir casamento logo no início do namoro;

    • Isolamento dos amigos e familiares: querer passar todo o tempo com você ou fazer com que você abandone seus planos com outras pessoas;

    • Elogios que oprimem: dizer que você é a coisa mais linda do mundo ou que você é tudo o que alguém sempre sonhou, sem levar em conta suas características individuais;

    • Presentes excessivos: dar muitos presentes sem motivo especial ou fazer com que você se sinta em dívida com eles;

    • Comunicação obsessiva: conversar o dia todo com você por meio de mensagens e ligações ou exigir que você faça o mesmo;
    • Ciúme e desconfiança: questionar sua fidelidade ou fazer você se sentir culpado por ter outras relações;

    • Mudança repentina de atitude: deixar de ser a pessoa mais amorosa do mundo e começar a tratá-lo de maneira seca ou indiferente.

    Além disso, é importante manter sua individualidade e seus interesses pessoais, não se deixar levar por promessas irreais ou pressões do parceiro, buscar apoio de pessoas confiáveis e procurar ajuda profissional se necessário.

    O “love bombing” é uma forma de violência psicológica que deve ser reconhecida e combatida. Não confunda amor com manipulação. Você merece respeito e cuidado em seus relacionamentos.

  • Fiocruz investe na retomada da produção nacional da vacina BCG

    Fiocruz investe na retomada da produção nacional da vacina BCG

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que vai apoiar a recuperação da capacidade produtiva da vacina BCG no Brasil, que está paralisada há mais de um ano. A vacina protege contra a tuberculose e é uma das primeiras que os bebês devem tomar ao nascer. A Fiocruz vai atuar em duas frentes: finalizar a construção…

    A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.

    Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.

    Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.

    Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.

    A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.

    Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.

    Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.

    Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.