Tag: câncer

  • Como o diagnóstico precoce do câncer pode salvar vidas e dinheiro

    Como o diagnóstico precoce do câncer pode salvar vidas e dinheiro

    O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, e o seu tratamento é caro e complexo.

    Mas você sabia que muitos casos de câncer poderiam ser evitados ou tratados com mais eficácia se fossem descobertos em fases iniciais?

    Segundo dados do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou mais de R$ 3,8 bilhões no tratamento do câncer em 2022, e parte desse dinheiro poderia ser economizada se os tumores fossem diagnosticados antes de se espalharem pelo corpo.

    O custo de uma sessão de quimioterapia, por exemplo, varia de acordo com o tipo e o estágio do câncer, podendo ser até seis vezes mais alto nos casos mais avançados. Além disso, a detecção precoce aumenta as chances de sobrevida dos pacientes, que podem se beneficiar de tratamentos menos agressivos e invasivos.

    No entanto, uma parcela considerável dos tumores é detectada tardiamente, especialmente os de pulmão e colorretal, que são os mais comuns e letais no país. Isso se deve, em parte, à falta de sintomas específicos, ao baixo acesso aos serviços de saúde e à baixa adesão aos exames preventivos.

    A falta de registros nacionais detalhados sobre a gravidade do câncer também dificulta a análise dos custos e dos benefícios da detecção precoce. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), apenas 30% dos casos registrados no país têm informações sobre o estágio da doença.

    A pandemia de covid-19 pode ter impactado negativamente o diagnóstico e o tratamento do câncer no país, gerando uma sobrecarga orçamentária ao SUS. Segundo uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), 70% dos médicos relataram atrasos ou cancelamentos de cirurgias oncológicas por causa da crise sanitária.

    Diante desse cenário, especialistas defendem que é preciso investir em campanhas de prevenção e conscientização sobre os diferentes tipos de câncer e como minimizar os fatores de risco, como tabagismo, obesidade, sedentarismo e exposição ao sol sem proteção. Além disso, é fundamental ampliar o acesso aos exames de rastreamento, como mamografia, colonoscopia e Papanicolau, que podem detectar alterações celulares antes que elas se tornem malignas.

    O diagnóstico precoce do câncer é uma questão de saúde pública e de justiça social, pois pode salvar vidas e reduzir as desigualdades no acesso ao tratamento. Por isso, não deixe de cuidar da sua saúde e procure um médico se notar qualquer sinal ou sintoma suspeito. Lembre-se: o câncer tem cura, mas quanto antes for descoberto, melhor.

    Mas você sabia que muitos casos de câncer poderiam ser evitados ou tratados com mais eficácia se fossem descobertos em fases iniciais?

    Segundo dados do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou mais de R$ 3,8 bilhões no tratamento do câncer em 2022, e parte desse dinheiro poderia ser economizada se os tumores fossem diagnosticados antes de se espalharem pelo corpo.

    O custo de uma sessão de quimioterapia, por exemplo, varia de acordo com o tipo e o estágio do câncer, podendo ser até seis vezes mais alto nos casos mais avançados. Além disso, a detecção precoce aumenta as chances de sobrevida dos pacientes, que podem se beneficiar de tratamentos menos agressivos e invasivos.

    No entanto, uma parcela considerável dos tumores é detectada tardiamente, especialmente os de pulmão e colorretal, que são os mais comuns e letais no país. Isso se deve, em parte, à falta de sintomas específicos, ao baixo acesso aos serviços de saúde e à baixa adesão aos exames preventivos.

    A falta de registros nacionais detalhados sobre a gravidade do câncer também dificulta a análise dos custos e dos benefícios da detecção precoce. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), apenas 30% dos casos registrados no país têm informações sobre o estágio da doença.

    A pandemia de covid-19 pode ter impactado negativamente o diagnóstico e o tratamento do câncer no país, gerando uma sobrecarga orçamentária ao SUS. Segundo uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), 70% dos médicos relataram atrasos ou cancelamentos de cirurgias oncológicas por causa da crise sanitária.

    Diante desse cenário, especialistas defendem que é preciso investir em campanhas de prevenção e conscientização sobre os diferentes tipos de câncer e como minimizar os fatores de risco, como tabagismo, obesidade, sedentarismo e exposição ao sol sem proteção. Além disso, é fundamental ampliar o acesso aos exames de rastreamento, como mamografia, colonoscopia e Papanicolau, que podem detectar alterações celulares antes que elas se tornem malignas.

    O diagnóstico precoce do câncer é uma questão de saúde pública e de justiça social, pois pode salvar vidas e reduzir as desigualdades no acesso ao tratamento. Por isso, não deixe de cuidar da sua saúde e procure um médico se notar qualquer sinal ou sintoma suspeito. Lembre-se: o câncer tem cura, mas quanto antes for descoberto, melhor.

  • Novo método de imunoterapia contra o câncer usa gel com células imunes e anticorpo

    Novo método de imunoterapia contra o câncer usa gel com células imunes e anticorpo

    Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo método para aumentar a imunoterapia contra o câncer usando biomateriais que liberam dois tipos de moléculas imunológicas.

    O método consiste em injetar um gel que contém células imunes modificadas geneticamente e um anticorpo que bloqueia um freio imunológico chamado PD-1. O gel protege as células imunes da degradação e permite que elas se multipliquem e migrem para os tumores, onde ativam outras células imunes para atacar o câncer.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, mostrou resultados promissores em camundongos com melanoma e câncer de mama, reduzindo o tamanho dos tumores e aumentando a sobrevivência. Os pesquisadores esperam que o método possa ser testado em humanos no futuro e que possa ser combinado com outras formas de imunoterapia.

    A imunoterapia é uma estratégia que visa estimular o sistema imunológico a reconhecer e eliminar as células cancerosas. No entanto, existem vários desafios para tornar essa abordagem mais eficaz e segura, como a baixa persistência das células imunes injetadas, a supressão do ambiente tumoral e os efeitos colaterais sistêmicos.

    O novo método busca superar esses desafios usando um gel biodegradável que libera lentamente as células imunes e o anticorpo. As células imunes são chamadas de CAR-T, pois expressam um receptor quimérico de antígeno (CAR) que as torna capazes de reconhecer um antígeno específico nas células cancerosas. O anticorpo é chamado de anti-PD-1, pois se liga ao receptor PD-1 nas células imunes e impede que ele seja inibido por uma molécula chamada PD-L1 nas células cancerosas.

    Os pesquisadores injetaram o gel sob a pele dos camundongos com tumores em locais distantes. Eles observaram que o gel formou um depósito localizado que durou cerca de duas semanas. Durante esse período, as células CAR-T se proliferaram e migraram para os tumores, onde recrutaram outras células imunes, como as células T auxiliares e as células matadoras naturais (NK). O anticorpo anti-PD-1 também se espalhou pelo corpo e bloqueou o sinal inibitório nas células imunes.

    Os resultados mostraram que o método foi capaz de reduzir significativamente o crescimento dos tumores e aumentar a sobrevida dos camundongos em comparação com os grupos controle que receberam apenas as células CAR-T ou o anticorpo anti-PD-1. Além disso, o método não causou toxicidade sistêmica ou inflamação excessiva.

    Os pesquisadores acreditam que o método pode ser adaptado para diferentes tipos de câncer e diferentes moléculas imunológicas. Eles também esperam que o método possa ser usado em combinação com outras formas de imunoterapia, como as vacinas contra o câncer ou os inibidores de checkpoint imunológico.

    O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Fundação Bill e Melinda Gates.

    Fonte: Link.

    O método consiste em injetar um gel que contém células imunes modificadas geneticamente e um anticorpo que bloqueia um freio imunológico chamado PD-1. O gel protege as células imunes da degradação e permite que elas se multipliquem e migrem para os tumores, onde ativam outras células imunes para atacar o câncer.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, mostrou resultados promissores em camundongos com melanoma e câncer de mama, reduzindo o tamanho dos tumores e aumentando a sobrevivência. Os pesquisadores esperam que o método possa ser testado em humanos no futuro e que possa ser combinado com outras formas de imunoterapia.

    A imunoterapia é uma estratégia que visa estimular o sistema imunológico a reconhecer e eliminar as células cancerosas. No entanto, existem vários desafios para tornar essa abordagem mais eficaz e segura, como a baixa persistência das células imunes injetadas, a supressão do ambiente tumoral e os efeitos colaterais sistêmicos.

    O novo método busca superar esses desafios usando um gel biodegradável que libera lentamente as células imunes e o anticorpo. As células imunes são chamadas de CAR-T, pois expressam um receptor quimérico de antígeno (CAR) que as torna capazes de reconhecer um antígeno específico nas células cancerosas. O anticorpo é chamado de anti-PD-1, pois se liga ao receptor PD-1 nas células imunes e impede que ele seja inibido por uma molécula chamada PD-L1 nas células cancerosas.

    Os pesquisadores injetaram o gel sob a pele dos camundongos com tumores em locais distantes. Eles observaram que o gel formou um depósito localizado que durou cerca de duas semanas. Durante esse período, as células CAR-T se proliferaram e migraram para os tumores, onde recrutaram outras células imunes, como as células T auxiliares e as células matadoras naturais (NK). O anticorpo anti-PD-1 também se espalhou pelo corpo e bloqueou o sinal inibitório nas células imunes.

    Os resultados mostraram que o método foi capaz de reduzir significativamente o crescimento dos tumores e aumentar a sobrevida dos camundongos em comparação com os grupos controle que receberam apenas as células CAR-T ou o anticorpo anti-PD-1. Além disso, o método não causou toxicidade sistêmica ou inflamação excessiva.

    Os pesquisadores acreditam que o método pode ser adaptado para diferentes tipos de câncer e diferentes moléculas imunológicas. Eles também esperam que o método possa ser usado em combinação com outras formas de imunoterapia, como as vacinas contra o câncer ou os inibidores de checkpoint imunológico.

    O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Fundação Bill e Melinda Gates.

    Fonte: Link.

  • OMS vai classificar adoçante da Coca-cola Zero como possível cancerígeno

    OMS vai classificar adoçante da Coca-cola Zero como possível cancerígeno

    Aspartame, substância usada em refrigerantes dietéticos e chicletes, pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer, segundo estudos.

    O aspartame é um dos adoçantes artificiais mais comuns do mundo, usado em produtos como a Coca-cola Zero e em chicletes da marca Mars. Mas essa substância pode trazer riscos para a saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), que faz parte da OMS, vai declarar o aspartame como “possivelmente cancerígeno para humanos” no próximo mês, de acordo com duas fontes com conhecimento do processo. Essa será a primeira vez que o adoçante receberá essa classificação pela Iarc.

    A decisão da Iarc foi finalizada no início deste mês, após uma reunião de especialistas externos do grupo. O objetivo é avaliar se algo é um potencial perigo ou não, com base em todas as evidências publicadas. Não leva em consideração a quantidade segura de um produto que uma pessoa pode consumir.

    Essa recomendação para indivíduos vem de um comitê de especialistas separado da OMS sobre aditivos alimentares, conhecido como JECFA (Comitê Conjunto da OMS e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação sobre Aditivos Alimentares), juntamente com determinações de reguladores nacionais.

    A JECFA também está revisando o uso do aspartame este ano. Sua reunião começou no final de junho e está previsto que anuncie suas descobertas no mesmo dia em que a Iarc torna pública sua decisão – em 14 de julho.

    Desde 1981, o JECFA afirmou que o aspartame é seguro para consumo dentro dos limites diários aceitos. Por exemplo, um adulto pesando 60 kg teria que beber entre 12 e 36 latas de refrigerante diet – dependendo da quantidade de aspartame na bebida – todos os dias para correr riscos. Essa visão tem sido amplamente compartilhada por reguladores nacionais, incluindo nos Estados Unidos e na Europa.

    No entanto, decisões semelhantes da Iarc no passado para diferentes substâncias levantaram preocupações entre os consumidores sobre seu uso, resultaram em processos judiciais e pressionaram os fabricantes a reformular receitas e trocar por alternativas. Isso levou a críticas de que as avaliações da Iarc podem ser confusas para o público.

    Alguns estudos sugerem que o aspartame pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de bexiga e leucemia. O aspartame também pode induzir a produção de radicais livres, que aceleram o envelhecimento e reduzem as defesas do corpo.

    O aspartame é usado em produtos como refrigerantes dietéticos e chicletes. Segundo a Coca-cola, o aspartame é seguro e aprovado por órgãos reguladores de saúde. A empresa afirma que o adoçante ajuda a reduzir o consumo de açúcar e calorias.

    O aspartame é um dos adoçantes artificiais mais comuns do mundo, usado em produtos como a Coca-cola Zero e em chicletes da marca Mars. Mas essa substância pode trazer riscos para a saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), que faz parte da OMS, vai declarar o aspartame como “possivelmente cancerígeno para humanos” no próximo mês, de acordo com duas fontes com conhecimento do processo. Essa será a primeira vez que o adoçante receberá essa classificação pela Iarc.

    A decisão da Iarc foi finalizada no início deste mês, após uma reunião de especialistas externos do grupo. O objetivo é avaliar se algo é um potencial perigo ou não, com base em todas as evidências publicadas. Não leva em consideração a quantidade segura de um produto que uma pessoa pode consumir.

    Essa recomendação para indivíduos vem de um comitê de especialistas separado da OMS sobre aditivos alimentares, conhecido como JECFA (Comitê Conjunto da OMS e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação sobre Aditivos Alimentares), juntamente com determinações de reguladores nacionais.

    A JECFA também está revisando o uso do aspartame este ano. Sua reunião começou no final de junho e está previsto que anuncie suas descobertas no mesmo dia em que a Iarc torna pública sua decisão – em 14 de julho.

    Desde 1981, o JECFA afirmou que o aspartame é seguro para consumo dentro dos limites diários aceitos. Por exemplo, um adulto pesando 60 kg teria que beber entre 12 e 36 latas de refrigerante diet – dependendo da quantidade de aspartame na bebida – todos os dias para correr riscos. Essa visão tem sido amplamente compartilhada por reguladores nacionais, incluindo nos Estados Unidos e na Europa.

    No entanto, decisões semelhantes da Iarc no passado para diferentes substâncias levantaram preocupações entre os consumidores sobre seu uso, resultaram em processos judiciais e pressionaram os fabricantes a reformular receitas e trocar por alternativas. Isso levou a críticas de que as avaliações da Iarc podem ser confusas para o público.

    Alguns estudos sugerem que o aspartame pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer, como linfoma, câncer de bexiga e leucemia. O aspartame também pode induzir a produção de radicais livres, que aceleram o envelhecimento e reduzem as defesas do corpo.

    O aspartame é usado em produtos como refrigerantes dietéticos e chicletes. Segundo a Coca-cola, o aspartame é seguro e aprovado por órgãos reguladores de saúde. A empresa afirma que o adoçante ajuda a reduzir o consumo de açúcar e calorias.

  • Novo tratamento genérico para vários tipos de câncer é testado com sucesso em camundongos

    Novo tratamento genérico para vários tipos de câncer é testado com sucesso em camundongos

    Uma equipe de pesquisadores japoneses desenvolveu um novo tipo de terapia alfa-particle que tem o potencial de tratar vários tipos de câncer, com menos efeitos colaterais negativos do que os métodos atualmente disponíveis.

    O estudo de prova de conceito mostrou que tumores em camundongos cresceram quase três vezes menos e a sobrevivência foi de 100% após apenas uma injeção de um composto que é projetado para emitir pequenas quantidades de radiação alfa de dentro das células cancerosas, matando-as mas poupando o tecido saudável.

    A terapia alfa-particle é uma forma de radioterapia que usa partículas alfa, que são núcleos de hélio com alta energia, para atacar as células cancerosas. As partículas alfa têm um alcance muito curto e podem ser bloqueadas por uma folha de papel, o que significa que elas causam menos danos aos tecidos normais ao redor do tumor. No entanto, para que essa terapia seja eficaz, é preciso encontrar uma maneira de direcionar as partículas alfa para as células cancerosas específicas.

    Os pesquisadores liderados por Katsunori Tanaka no RIKEN Cluster for Pioneering Research (CPR) e Hiromitsu Haba no RIKEN Nishina Center for Accelerator-Based Science (RNC) encontraram uma solução baseada na química básica e no fato de que um composto chamado acroleína se acumula nas células cancerosas. Eles usaram um tipo de azida – uma molécula orgânica com um grupo de três átomos de nitrogênio (N 3) na extremidade – para transportar um radionuclídeo chamado astato-211, que emite radiação alfa à medida que se decompõe. Quando a azida e a acroleína se encontram dentro de uma célula cancerosa, elas reagem e o astato-211 fica ancorado nas estruturas internas da célula. Como a acroleína está quase ausente das células saudáveis, essa técnica age como um míssil teleguiado para iluminar as células cancerosas no corpo.

    Em um experimento com camundongos, os pesquisadores implantaram células tumorais humanas de pulmão e testaram o tratamento sob três condições: injetando apenas astato-211 no tumor, injetando a sonda azida-astato-211 no tumor e injetando a sonda azida-astato-211 na corrente sanguínea. Eles descobriram que sem direcionamento, os tumores continuaram a crescer e os camundongos não sobreviveram. Como esperado, quando a sonda azida foi usada, os tumores cresceram quase três vezes menos e muitos mais camundongos sobreviveram – 100% quando foi injetada no tumor e 80% quando injetada no sangue.

    “Descobrimos que apenas uma injeção tumoral com apenas 70 kBq de radioatividade foi extremamente eficaz para direcionar e eliminar as células tumorais”, diz Tanaka. “Mesmo quando injetamos o composto de tratamento na corrente sanguínea, conseguimos obter resultados semelhantes. Isso significa que podemos usar esse método para tratar o câncer em estágio inicial mesmo se não soubermos onde está o tumor.” A versão fluorescente dessa técnica já está sendo testada em ensaios clínicos como uma forma de visualizar / diagnosticar o câncer em nível celular. O próximo passo é encontrar um parceiro e iniciar ensaios clínicos usando esse novo método para tratar o câncer em humanos.

    Fonte: Link.

    O estudo de prova de conceito mostrou que tumores em camundongos cresceram quase três vezes menos e a sobrevivência foi de 100% após apenas uma injeção de um composto que é projetado para emitir pequenas quantidades de radiação alfa de dentro das células cancerosas, matando-as mas poupando o tecido saudável.

    A terapia alfa-particle é uma forma de radioterapia que usa partículas alfa, que são núcleos de hélio com alta energia, para atacar as células cancerosas. As partículas alfa têm um alcance muito curto e podem ser bloqueadas por uma folha de papel, o que significa que elas causam menos danos aos tecidos normais ao redor do tumor. No entanto, para que essa terapia seja eficaz, é preciso encontrar uma maneira de direcionar as partículas alfa para as células cancerosas específicas.

    Os pesquisadores liderados por Katsunori Tanaka no RIKEN Cluster for Pioneering Research (CPR) e Hiromitsu Haba no RIKEN Nishina Center for Accelerator-Based Science (RNC) encontraram uma solução baseada na química básica e no fato de que um composto chamado acroleína se acumula nas células cancerosas. Eles usaram um tipo de azida – uma molécula orgânica com um grupo de três átomos de nitrogênio (N 3) na extremidade – para transportar um radionuclídeo chamado astato-211, que emite radiação alfa à medida que se decompõe. Quando a azida e a acroleína se encontram dentro de uma célula cancerosa, elas reagem e o astato-211 fica ancorado nas estruturas internas da célula. Como a acroleína está quase ausente das células saudáveis, essa técnica age como um míssil teleguiado para iluminar as células cancerosas no corpo.

    Em um experimento com camundongos, os pesquisadores implantaram células tumorais humanas de pulmão e testaram o tratamento sob três condições: injetando apenas astato-211 no tumor, injetando a sonda azida-astato-211 no tumor e injetando a sonda azida-astato-211 na corrente sanguínea. Eles descobriram que sem direcionamento, os tumores continuaram a crescer e os camundongos não sobreviveram. Como esperado, quando a sonda azida foi usada, os tumores cresceram quase três vezes menos e muitos mais camundongos sobreviveram – 100% quando foi injetada no tumor e 80% quando injetada no sangue.

    “Descobrimos que apenas uma injeção tumoral com apenas 70 kBq de radioatividade foi extremamente eficaz para direcionar e eliminar as células tumorais”, diz Tanaka. “Mesmo quando injetamos o composto de tratamento na corrente sanguínea, conseguimos obter resultados semelhantes. Isso significa que podemos usar esse método para tratar o câncer em estágio inicial mesmo se não soubermos onde está o tumor.” A versão fluorescente dessa técnica já está sendo testada em ensaios clínicos como uma forma de visualizar / diagnosticar o câncer em nível celular. O próximo passo é encontrar um parceiro e iniciar ensaios clínicos usando esse novo método para tratar o câncer em humanos.

    Fonte: Link.

  • Pesquisadores descobrem como aumentar a imunidade contra o câncer

    Pesquisadores descobrem como aumentar a imunidade contra o câncer

    Você sabia que o seu sistema imunológico pode ser um aliado na luta contra o câncer? Uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriu um novo marcador de células imunológicas que regula a imunidade antitumoral.

    Esse marcador, chamado CD83, é encontrado nas células T reguladoras (Tregs), que são responsáveis por suprimir a resposta imunológica do corpo a tumores.

    Os pesquisadores descobriram que, ao bloquear o CD83 nas células Tregs, era possível aumentar a resposta imunológica do corpo aos tumores. Isso significa que o CD83 pode ser um alvo terapêutico para o tratamento do câncer. Essa descoberta é importante porque pode levar a novas terapias para o câncer que sejam mais eficazes e menos tóxicas do que as terapias convencionais.

    A pesquisa também ajuda a entender melhor como o sistema imunológico funciona e como ele pode ser manipulado para combater doenças. Isso pode ser um passo importante para o desenvolvimento de novas terapias imunológicas que possam ser utilizadas em diversas doenças, não apenas no câncer.

    Além disso, a pesquisa pode ter um impacto significativo na saúde pública, pois o câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Novas terapias que sejam mais eficazes e menos tóxicas podem melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

    Esse marcador, chamado CD83, é encontrado nas células T reguladoras (Tregs), que são responsáveis por suprimir a resposta imunológica do corpo a tumores.

    Os pesquisadores descobriram que, ao bloquear o CD83 nas células Tregs, era possível aumentar a resposta imunológica do corpo aos tumores. Isso significa que o CD83 pode ser um alvo terapêutico para o tratamento do câncer. Essa descoberta é importante porque pode levar a novas terapias para o câncer que sejam mais eficazes e menos tóxicas do que as terapias convencionais.

    A pesquisa também ajuda a entender melhor como o sistema imunológico funciona e como ele pode ser manipulado para combater doenças. Isso pode ser um passo importante para o desenvolvimento de novas terapias imunológicas que possam ser utilizadas em diversas doenças, não apenas no câncer.

    Além disso, a pesquisa pode ter um impacto significativo na saúde pública, pois o câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Novas terapias que sejam mais eficazes e menos tóxicas podem melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

  • Cromossomo Y pode aumentar risco de câncer em homens, dizem estudos

    Cromossomo Y pode aumentar risco de câncer em homens, dizem estudos

    Dois trabalhos publicados na revista Nature mostram como a perda ou a presença do cromossomo Y pode influenciar a agressividade de tumores de bexiga e de cólon.

    Os homens são mais propensos do que as mulheres a desenvolver e morrer de alguns tipos de câncer que não afetam os órgãos reprodutivos, como o câncer de bexiga e o câncer colorretal. Por muito tempo, acreditou-se que isso se devia a fatores de estilo de vida, como o tabagismo e o consumo de álcool. Mas estudos recentes sugerem que há também um componente genético envolvido.

    O cromossomo Y, que é encontrado em pessoas que se identificam como homens, pode ter um papel importante nessa diferença. O cromossomo Y pode se perder espontaneamente durante a divisão celular, e isso ocorre com mais frequência à medida que os homens envelhecem. A perda do cromossomo Y em algumas células tem sido associada a doenças como problemas cardíacos, neurodegenerativas e alguns cânceres.

    Um dos estudos publicados na Nature analisou como a perda do cromossomo Y afeta o câncer de bexiga, um tipo de tumor que é mais frequente e mais agressivo em homens do que em mulheres. Os pesquisadores estudaram células humanas de câncer de bexiga que haviam perdido seu cromossomo Y naturalmente ou por meio da edição genética com a técnica CRISPR-Cas9. Eles descobriram que essas células eram mais agressivas quando transplantadas em camundongos do que as células que ainda tinham seu cromossomo Y. Eles também descobriram que as células imunológicas ao redor dos tumores sem o cromossomo Y tendiam a ser disfuncionais.

    Em camundongos, um anticorpo terapêutico que pode restaurar a atividade dessas células imunológicas foi mais eficaz contra esses tumores sem o cromossomo Y do que contra os tumores que ainda tinham seu cromossomo Y. Isso sugere que a perda do cromossomo Y pode permitir que os tumores de bexiga escapem da detecção pelo sistema imunológico.

    O outro estudo publicado na Nature investigou como a presença do cromossomo Y afeta o câncer colorretal, outro tipo de tumor que tem um viés masculino. Os pesquisadores identificaram um gene específico no cromossomo Y de camundongos que aumenta o risco de alguns cânceres colorretais se espalharem para outras partes do corpo. Esse gene, chamado Sry, está envolvido na determinação do sexo masculino nos mamíferos e também regula a expressão de outros genes relacionados à inflamação e ao metabolismo.

    Os pesquisadores descobriram que camundongos machos com esse gene tinham mais metástases (células tumorais que se espalham pelo corpo) do que camundongos fêmeas ou camundongos machos sem esse gene. Eles também descobriram que esse gene estava ativo em algumas células humanas de câncer colorretal e estava associado a um pior prognóstico.

    Juntos, os dois estudos são um passo em direção à compreensão de por que tantos cânceres têm uma tendência maior em homens, diz Sue Haupt, uma pesquisadora de câncer do George Institute of Global Health em Sydney, Austrália, que não participou dos trabalhos. “Está ficando claro que é além do estilo de vida”, diz ela. “Há um componente genético”.

    Fonte: Link.

    Os homens são mais propensos do que as mulheres a desenvolver e morrer de alguns tipos de câncer que não afetam os órgãos reprodutivos, como o câncer de bexiga e o câncer colorretal. Por muito tempo, acreditou-se que isso se devia a fatores de estilo de vida, como o tabagismo e o consumo de álcool. Mas estudos recentes sugerem que há também um componente genético envolvido.

    O cromossomo Y, que é encontrado em pessoas que se identificam como homens, pode ter um papel importante nessa diferença. O cromossomo Y pode se perder espontaneamente durante a divisão celular, e isso ocorre com mais frequência à medida que os homens envelhecem. A perda do cromossomo Y em algumas células tem sido associada a doenças como problemas cardíacos, neurodegenerativas e alguns cânceres.

    Um dos estudos publicados na Nature analisou como a perda do cromossomo Y afeta o câncer de bexiga, um tipo de tumor que é mais frequente e mais agressivo em homens do que em mulheres. Os pesquisadores estudaram células humanas de câncer de bexiga que haviam perdido seu cromossomo Y naturalmente ou por meio da edição genética com a técnica CRISPR-Cas9. Eles descobriram que essas células eram mais agressivas quando transplantadas em camundongos do que as células que ainda tinham seu cromossomo Y. Eles também descobriram que as células imunológicas ao redor dos tumores sem o cromossomo Y tendiam a ser disfuncionais.

    Em camundongos, um anticorpo terapêutico que pode restaurar a atividade dessas células imunológicas foi mais eficaz contra esses tumores sem o cromossomo Y do que contra os tumores que ainda tinham seu cromossomo Y. Isso sugere que a perda do cromossomo Y pode permitir que os tumores de bexiga escapem da detecção pelo sistema imunológico.

    O outro estudo publicado na Nature investigou como a presença do cromossomo Y afeta o câncer colorretal, outro tipo de tumor que tem um viés masculino. Os pesquisadores identificaram um gene específico no cromossomo Y de camundongos que aumenta o risco de alguns cânceres colorretais se espalharem para outras partes do corpo. Esse gene, chamado Sry, está envolvido na determinação do sexo masculino nos mamíferos e também regula a expressão de outros genes relacionados à inflamação e ao metabolismo.

    Os pesquisadores descobriram que camundongos machos com esse gene tinham mais metástases (células tumorais que se espalham pelo corpo) do que camundongos fêmeas ou camundongos machos sem esse gene. Eles também descobriram que esse gene estava ativo em algumas células humanas de câncer colorretal e estava associado a um pior prognóstico.

    Juntos, os dois estudos são um passo em direção à compreensão de por que tantos cânceres têm uma tendência maior em homens, diz Sue Haupt, uma pesquisadora de câncer do George Institute of Global Health em Sydney, Austrália, que não participou dos trabalhos. “Está ficando claro que é além do estilo de vida”, diz ela. “Há um componente genético”.

    Fonte: Link.

  • Como as plantas podem eliminar toxinas cancerígenas do ar

    Como as plantas podem eliminar toxinas cancerígenas do ar

    Você sabia que algumas plantas podem purificar o ar que respiramos e até mesmo eliminar substâncias que causam câncer? É o que mostra uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

    Os pesquisadores modificaram geneticamente uma planta comum chamada pothos ivy para que ela produzisse uma enzima capaz de quebrar moléculas de clorofórmio e benzeno, dois compostos químicos que podem ser encontrados em ambientes domésticos e industriais.

    O clorofórmio é usado como solvente e pode ser liberado pela água do chuveiro ou da piscina. Já o benzeno é um componente da gasolina e pode entrar em casa pela fumaça do cigarro ou pelo escapamento dos carros.

    Essas substâncias são consideradas cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e podem causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso.

    Para testar a eficácia das plantas modificadas, os cientistas colocaram amostras delas em câmaras de vidro com ar contaminado por clorofórmio ou benzeno. Eles mediram a concentração desses compostos no ar a cada poucos dias durante 11 semanas.

    Os resultados mostraram que as plantas modificadas reduziram a concentração de clorofórmio em 82% após três dias e a mantiveram baixa durante o experimento. Já a concentração de benzeno diminuiu em 75% após oito dias e também permaneceu baixa.

    Segundo os autores do estudo, publicado na revista Environmental Science & Technology, as plantas modificadas poderiam ser usadas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados e reduzir os riscos à saúde das pessoas.

    Eles afirmam que essa é uma solução simples, barata e sustentável, já que as plantas são fáceis de cuidar e não consomem muita energia.

    No entanto, eles alertam que as plantas não são capazes de eliminar completamente as toxinas do ar e que outras medidas de prevenção devem ser adotadas, como ventilar os ambientes e evitar fontes de poluição.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores modificaram geneticamente uma planta comum chamada pothos ivy para que ela produzisse uma enzima capaz de quebrar moléculas de clorofórmio e benzeno, dois compostos químicos que podem ser encontrados em ambientes domésticos e industriais.

    O clorofórmio é usado como solvente e pode ser liberado pela água do chuveiro ou da piscina. Já o benzeno é um componente da gasolina e pode entrar em casa pela fumaça do cigarro ou pelo escapamento dos carros.

    Essas substâncias são consideradas cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e podem causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso.

    Para testar a eficácia das plantas modificadas, os cientistas colocaram amostras delas em câmaras de vidro com ar contaminado por clorofórmio ou benzeno. Eles mediram a concentração desses compostos no ar a cada poucos dias durante 11 semanas.

    Os resultados mostraram que as plantas modificadas reduziram a concentração de clorofórmio em 82% após três dias e a mantiveram baixa durante o experimento. Já a concentração de benzeno diminuiu em 75% após oito dias e também permaneceu baixa.

    Segundo os autores do estudo, publicado na revista Environmental Science & Technology, as plantas modificadas poderiam ser usadas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados e reduzir os riscos à saúde das pessoas.

    Eles afirmam que essa é uma solução simples, barata e sustentável, já que as plantas são fáceis de cuidar e não consomem muita energia.

    No entanto, eles alertam que as plantas não são capazes de eliminar completamente as toxinas do ar e que outras medidas de prevenção devem ser adotadas, como ventilar os ambientes e evitar fontes de poluição.

    Fonte: Link.

  • Vegetais ricos em nitrato podem proteger o coração e evitar o câncer

    Vegetais ricos em nitrato podem proteger o coração e evitar o câncer

    O nitrato é um composto que pode ser encontrado em três fontes principais na nossa alimentação: carne, água e vegetais. Por muito tempo, o nitrato foi visto com desconfiança, pois estudos anteriores mostraram que ele poderia estar relacionado ao risco de câncer.

    No entanto, pesquisas mais recentes revelaram que o nitrato também tem vários benefícios para a saúde cardiovascular, podendo ajudar a prevenir doenças como infarto, demência e diabetes. Então, como um mesmo composto pode ter efeitos tão contrastantes na nossa saúde? Uma revisão de estudos sobre o nitrato tenta responder essa questão e aponta que a origem do nitrato pode ser a chave para entender seus riscos e benefícios.

    A revisão foi liderada pela Dra. Catherine Bondonno, da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Ela explica que a reputação do nitrato como uma ameaça à saúde vem de 1970, quando dois estudos mostraram que ele pode formar N-nitrosaminas, que são substâncias altamente cancerígenas em animais de laboratório. Porém, nenhum estudo em humanos confirmou esse potencial perigo, e os estudos clínicos e observacionais da Dra. Bondonno apoiam a ideia de que o nitrato previne doenças cardiovasculares se for proveniente de vegetais.

    “Portanto, a revisão procurou esclarecer tudo isso, identificar novos caminhos e formas de resolver esse enigma, porque é hora de enfrentá-lo: já se passaram 50 anos”, disse ela.

    Apesar das pesquisas recentes indicarem que a fonte do nitrato pode afetar seus benefícios e riscos para a saúde, as diretrizes dietéticas atuais relacionadas ao nitrato estão em vigor desde os anos 1970 e não diferenciam o nitrato proveniente de carne, vegetais e água. A Dra. Bondonno disse que, embora os estudos dos anos 1970 tenham relatado uma pequena incidência de tumores malignos, há evidências de que nem todos os nitratos merecem ser “pintados com a mesma tinta”.

    “Por exemplo, ao contrário do nitrato derivado de carne e água, os vegetais ricos em nitrato contêm altos níveis de vitamina C e/ou polifenóis que podem inibir a formação das N-nitrosaminas nocivas associadas ao câncer”, disse ela.

    A Dra. Bondonno disse que é vital que mais pesquisas sejam realizadas para que as diretrizes possam ser atualizadas.

    “O público dificilmente vai ouvir as mensagens para aumentar o consumo de vegetais ricos em nitrato, se estiverem preocupados com uma ligação entre a ingestão de nitrato e o câncer.”

    No entanto, ela ressaltou que, embora as diretrizes oficiais não tenham mudado, os aparentes benefícios do nitrato fizeram com que muitas pessoas se colocassem potencialmente em risco.

    “Precisamos ter certeza de que os vegetais ricos em nitrato não têm um risco aumentado de câncer se consumirmos uma quantidade maior”, disse ela.

    “Suplementos de alta dosagem de nitrato já são usados para melhorar o desempenho físico no esporte, enquanto extratos de nitrato vegetal estão sendo adicionados a produtos de carne curada com uma reivindicação de “rótulo limpo”, pretendendo ser melhores para você.”

    Fonte: Link.

    No entanto, pesquisas mais recentes revelaram que o nitrato também tem vários benefícios para a saúde cardiovascular, podendo ajudar a prevenir doenças como infarto, demência e diabetes. Então, como um mesmo composto pode ter efeitos tão contrastantes na nossa saúde? Uma revisão de estudos sobre o nitrato tenta responder essa questão e aponta que a origem do nitrato pode ser a chave para entender seus riscos e benefícios.

    A revisão foi liderada pela Dra. Catherine Bondonno, da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Ela explica que a reputação do nitrato como uma ameaça à saúde vem de 1970, quando dois estudos mostraram que ele pode formar N-nitrosaminas, que são substâncias altamente cancerígenas em animais de laboratório. Porém, nenhum estudo em humanos confirmou esse potencial perigo, e os estudos clínicos e observacionais da Dra. Bondonno apoiam a ideia de que o nitrato previne doenças cardiovasculares se for proveniente de vegetais.

    “Portanto, a revisão procurou esclarecer tudo isso, identificar novos caminhos e formas de resolver esse enigma, porque é hora de enfrentá-lo: já se passaram 50 anos”, disse ela.

    Apesar das pesquisas recentes indicarem que a fonte do nitrato pode afetar seus benefícios e riscos para a saúde, as diretrizes dietéticas atuais relacionadas ao nitrato estão em vigor desde os anos 1970 e não diferenciam o nitrato proveniente de carne, vegetais e água. A Dra. Bondonno disse que, embora os estudos dos anos 1970 tenham relatado uma pequena incidência de tumores malignos, há evidências de que nem todos os nitratos merecem ser “pintados com a mesma tinta”.

    “Por exemplo, ao contrário do nitrato derivado de carne e água, os vegetais ricos em nitrato contêm altos níveis de vitamina C e/ou polifenóis que podem inibir a formação das N-nitrosaminas nocivas associadas ao câncer”, disse ela.

    A Dra. Bondonno disse que é vital que mais pesquisas sejam realizadas para que as diretrizes possam ser atualizadas.

    “O público dificilmente vai ouvir as mensagens para aumentar o consumo de vegetais ricos em nitrato, se estiverem preocupados com uma ligação entre a ingestão de nitrato e o câncer.”

    No entanto, ela ressaltou que, embora as diretrizes oficiais não tenham mudado, os aparentes benefícios do nitrato fizeram com que muitas pessoas se colocassem potencialmente em risco.

    “Precisamos ter certeza de que os vegetais ricos em nitrato não têm um risco aumentado de câncer se consumirmos uma quantidade maior”, disse ela.

    “Suplementos de alta dosagem de nitrato já são usados para melhorar o desempenho físico no esporte, enquanto extratos de nitrato vegetal estão sendo adicionados a produtos de carne curada com uma reivindicação de “rótulo limpo”, pretendendo ser melhores para você.”

    Fonte: Link.

  • Terapia Gênica pode realmente curar doenças incuráveis?

    Terapia Gênica pode realmente curar doenças incuráveis?

    Você já imaginou se fosse possível corrigir os defeitos genéticos que causam algumas doenças graves e incuráveis? Pois essa é a proposta da terapia gênica, uma técnica que usa genes como medicamentos para tratar ou prevenir condições que não têm cura pela medicina tradicional.

    A terapia gênica consiste em inserir um gene saudável no organismo do paciente, para substituir ou complementar um gene defeituoso que está causando a doença. Esse gene saudável pode ser entregue por meio de um vetor, que é um veículo que transporta o gene até as células-alvo. Um dos vetores mais usados são os vírus, que são modificados em laboratório para não causar infecções, mas apenas carregar o gene terapêutico.

    Um dos exemplos mais impressionantes de terapia gênica é o tratamento de uma forma de cegueira hereditária chamada amaurose congênita de Leber (LCA). Essa doença afeta cerca de 3 mil pessoas no Brasil e é causada por mutações em um dos 14 genes responsáveis pela visão. As pessoas com LCA nascem com pouca ou nenhuma visão e podem perder completamente a capacidade de enxergar ao longo da vida.

    Em 2017, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o primeiro tratamento de terapia gênica para LCA causada por mutações no gene RPE65. O tratamento consiste em injetar um vírus modificado contendo uma cópia normal do gene RPE65 na retina dos pacientes, para restaurar a função das células fotorreceptoras. Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi seguro e eficaz, melhorando significativamente a visão dos pacientes.

    Outras doenças que podem ser tratadas com terapia gênica são a hemofilia, uma condição que impede a coagulação do sangue; a imunodeficiência combinada grave, uma doença que compromete o sistema imunológico; e alguns tipos de câncer, como o linfoma e a leucemia.

    A terapia gênica ainda é uma área em desenvolvimento e enfrenta alguns desafios, como o custo elevado, os efeitos adversos potenciais e as questões éticas envolvidas na manipulação genética. No entanto, ela representa uma esperança para milhares de pessoas que sofrem com doenças incuráveis e abre novas possibilidades para a medicina do futuro.

    Fonte: Link.

    A terapia gênica consiste em inserir um gene saudável no organismo do paciente, para substituir ou complementar um gene defeituoso que está causando a doença. Esse gene saudável pode ser entregue por meio de um vetor, que é um veículo que transporta o gene até as células-alvo. Um dos vetores mais usados são os vírus, que são modificados em laboratório para não causar infecções, mas apenas carregar o gene terapêutico.

    Um dos exemplos mais impressionantes de terapia gênica é o tratamento de uma forma de cegueira hereditária chamada amaurose congênita de Leber (LCA). Essa doença afeta cerca de 3 mil pessoas no Brasil e é causada por mutações em um dos 14 genes responsáveis pela visão. As pessoas com LCA nascem com pouca ou nenhuma visão e podem perder completamente a capacidade de enxergar ao longo da vida.

    Em 2017, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o primeiro tratamento de terapia gênica para LCA causada por mutações no gene RPE65. O tratamento consiste em injetar um vírus modificado contendo uma cópia normal do gene RPE65 na retina dos pacientes, para restaurar a função das células fotorreceptoras. Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi seguro e eficaz, melhorando significativamente a visão dos pacientes.

    Outras doenças que podem ser tratadas com terapia gênica são a hemofilia, uma condição que impede a coagulação do sangue; a imunodeficiência combinada grave, uma doença que compromete o sistema imunológico; e alguns tipos de câncer, como o linfoma e a leucemia.

    A terapia gênica ainda é uma área em desenvolvimento e enfrenta alguns desafios, como o custo elevado, os efeitos adversos potenciais e as questões éticas envolvidas na manipulação genética. No entanto, ela representa uma esperança para milhares de pessoas que sofrem com doenças incuráveis e abre novas possibilidades para a medicina do futuro.

    Fonte: Link.

  • Como as células cancerosas se adaptam à falta de açúcar

    Como as células cancerosas se adaptam à falta de açúcar

    As células cancerosas precisam de muito açúcar para se multiplicar. O açúcar é a principal fonte de energia para as células normais e também para as malignas. Mas o que acontece quando o açúcar fica escasso no organismo? As células cancerosas conseguem sobreviver sem ele?

    Um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que as células cancerosas têm uma estratégia alternativa para obter energia na ausência de açúcar. Elas usam um tipo de gordura chamada ceramida como combustível.

    A ceramida é uma molécula que faz parte da membrana das células e também tem funções importantes na sinalização celular, na inflamação e na morte celular programada. Ela é produzida a partir de outros tipos de gordura, como o ácido palmítico.

    Os pesquisadores descobriram que as células cancerosas aumentam a produção de ceramida quando o açúcar está baixo. Eles também observaram que a ceramida é transportada para dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Lá, a ceramida é quebrada em partes menores e usada como fonte de energia.

    Essa descoberta pode ter implicações importantes para o tratamento do câncer. Se as células cancerosas dependem da ceramida para sobreviver sem açúcar, bloquear a sua produção ou transporte pode ser uma forma de matá-las. Além disso, a ceramida pode ser usada como um biomarcador para identificar tumores que são mais resistentes à falta de açúcar.

    O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, e contou com a colaboração de cientistas da França, da Alemanha e dos Estados Unidos. Eles usaram técnicas avançadas de biologia molecular, bioquímica e microscopia para analisar o metabolismo das células cancerosas em diferentes condições.

    O câncer é uma doença complexa e heterogênea, que envolve diversas alterações genéticas e metabólicas nas células. Entender como as células cancerosas se adaptam ao ambiente e aos tratamentos é fundamental para desenvolver novas estratégias terapêuticas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    Fonte: Link.

    Um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que as células cancerosas têm uma estratégia alternativa para obter energia na ausência de açúcar. Elas usam um tipo de gordura chamada ceramida como combustível.

    A ceramida é uma molécula que faz parte da membrana das células e também tem funções importantes na sinalização celular, na inflamação e na morte celular programada. Ela é produzida a partir de outros tipos de gordura, como o ácido palmítico.

    Os pesquisadores descobriram que as células cancerosas aumentam a produção de ceramida quando o açúcar está baixo. Eles também observaram que a ceramida é transportada para dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células. Lá, a ceramida é quebrada em partes menores e usada como fonte de energia.

    Essa descoberta pode ter implicações importantes para o tratamento do câncer. Se as células cancerosas dependem da ceramida para sobreviver sem açúcar, bloquear a sua produção ou transporte pode ser uma forma de matá-las. Além disso, a ceramida pode ser usada como um biomarcador para identificar tumores que são mais resistentes à falta de açúcar.

    O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, e contou com a colaboração de cientistas da França, da Alemanha e dos Estados Unidos. Eles usaram técnicas avançadas de biologia molecular, bioquímica e microscopia para analisar o metabolismo das células cancerosas em diferentes condições.

    O câncer é uma doença complexa e heterogênea, que envolve diversas alterações genéticas e metabólicas nas células. Entender como as células cancerosas se adaptam ao ambiente e aos tratamentos é fundamental para desenvolver novas estratégias terapêuticas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    Fonte: Link.