Tag: Lula

  • Taxação de 92% deixa compras no AliExpress mais caras e derruba discurso do governo e aliados

    Taxação de 92% deixa compras no AliExpress mais caras e derruba discurso do governo e aliados

    Os brasileiros que gostam de comprar produtos baratos no AliExpress, um dos maiores sites de compras do mundo, terão que pagar mais caro a partir de agora.

    O governo federal anunciou que as compras acima de 50 dólares no site terão uma alíquota de 92% de impostos, sendo 60% de imposto de importação e 17% de ICMS.

    A medida faz parte de um programa chamado Remessa Conforme, criado pelo governo petista, liderado por Lula, que visa regular o comércio eletrônico e equilibrar a competição entre empresas estrangeiras e nacionais. Segundo o Ministério da Economia, o objetivo é evitar a evasão fiscal e a sonegação de impostos, além de proteger a indústria nacional e gerar empregos.

    No entanto, a medida gerou críticas e preocupações por parte dos consumidores e dos varejistas brasileiros, que temem o impacto na economia e na concorrência. Muitos afirmam que os produtos vendidos no AliExpress são mais baratos, variados e de qualidade do que os encontrados no mercado nacional, e que o aumento dos impostos vai prejudicar o poder de compra e a liberdade de escolha dos brasileiros.

    Além disso, alguns especialistas alertam que a medida pode ser considerada uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que proíbe a discriminação entre países membros e a imposição de barreiras comerciais injustificadas. Eles também apontam que o programa Remessa Conforme pode ser ineficaz para combater a sonegação fiscal, pois muitos vendedores do AliExpress podem declarar valores menores ou enviar os produtos como presentes para evitar os impostos.

    O AliExpress é um site de origem chinesa que vende produtos de diversos segmentos, como eletrônicos, roupas, acessórios, brinquedos, cosméticos, entre outros. O site possui mais de 100 milhões de usuários no mundo todo, sendo o Brasil um dos seus principais mercados. Em 2022, o site faturou cerca de 74 bilhões de dólares em vendas globais.

    O governo federal anunciou que as compras acima de 50 dólares no site terão uma alíquota de 92% de impostos, sendo 60% de imposto de importação e 17% de ICMS.

    A medida faz parte de um programa chamado Remessa Conforme, criado pelo governo petista, liderado por Lula, que visa regular o comércio eletrônico e equilibrar a competição entre empresas estrangeiras e nacionais. Segundo o Ministério da Economia, o objetivo é evitar a evasão fiscal e a sonegação de impostos, além de proteger a indústria nacional e gerar empregos.

    No entanto, a medida gerou críticas e preocupações por parte dos consumidores e dos varejistas brasileiros, que temem o impacto na economia e na concorrência. Muitos afirmam que os produtos vendidos no AliExpress são mais baratos, variados e de qualidade do que os encontrados no mercado nacional, e que o aumento dos impostos vai prejudicar o poder de compra e a liberdade de escolha dos brasileiros.

    Além disso, alguns especialistas alertam que a medida pode ser considerada uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que proíbe a discriminação entre países membros e a imposição de barreiras comerciais injustificadas. Eles também apontam que o programa Remessa Conforme pode ser ineficaz para combater a sonegação fiscal, pois muitos vendedores do AliExpress podem declarar valores menores ou enviar os produtos como presentes para evitar os impostos.

    O AliExpress é um site de origem chinesa que vende produtos de diversos segmentos, como eletrônicos, roupas, acessórios, brinquedos, cosméticos, entre outros. O site possui mais de 100 milhões de usuários no mundo todo, sendo o Brasil um dos seus principais mercados. Em 2022, o site faturou cerca de 74 bilhões de dólares em vendas globais.

  • Câmara aprova prorrogação da desoneração da folha até 2027

    Câmara aprova prorrogação da desoneração da folha até 2027

    Em uma decisão que representou uma derrota significativa para o governo, a Câmara dos Deputados aprovou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia até dezembro de 2027.

    Essa medida tem o objetivo de aliviar os encargos trabalhistas para empresas de diversos segmentos, estimulando a geração de empregos e a recuperação econômica.

    A medida aprovada permite que os setores beneficiados continuem a pagar alíquotas menores sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários, para a Previdência Social e outras contribuições. Isso representa um alívio considerável nas obrigações financeiras dessas empresas, permitindo que elas possam investir mais em suas operações e funcionários.

    A decisão da Câmara dos Deputados foi vista como uma derrota para o governo, que defendia que o debate sobre a desoneração fosse realizado como parte da reforma do Imposto de Renda. O governo argumentava que a proposta não previa a compensação do benefício fiscal, o que poderia afetar negativamente as finanças públicas. No entanto, os parlamentares decidiram avançar com a prorrogação, argumentando que essa era uma medida crucial para a manutenção e a criação de empregos em setores que enfrentaram desafios econômicos nos últimos anos.

    Além da prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, o projeto também inclui a redução das alíquotas previdenciárias pagas pelos municípios à União, de acordo com o tamanho do PIB per capita de cada um. Isso visa dar mais flexibilidade financeira às prefeituras e incentivar o desenvolvimento econômico em nível local.

    A decisão da Câmara dos Deputados foi elogiada por representantes dos setores beneficiados, que acreditam que essa medida contribuirá para a retomada econômica e a criação de empregos. No entanto, críticos argumentam que a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos poderá representar uma perda significativa de receita para a Previdência Social, o que poderia ter impactos no longo prazo.

    A medida agora segue para o Senado Federal, onde será debatida e votada pelos senadores. A prorrogação da desoneração da folha de pagamentos é mais um exemplo dos desafios enfrentados pelo governo na condução de sua política econômica, em um cenário em que a recuperação econômica é uma prioridade nacional.

    Essa medida tem o objetivo de aliviar os encargos trabalhistas para empresas de diversos segmentos, estimulando a geração de empregos e a recuperação econômica.

    A medida aprovada permite que os setores beneficiados continuem a pagar alíquotas menores sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários, para a Previdência Social e outras contribuições. Isso representa um alívio considerável nas obrigações financeiras dessas empresas, permitindo que elas possam investir mais em suas operações e funcionários.

    A decisão da Câmara dos Deputados foi vista como uma derrota para o governo, que defendia que o debate sobre a desoneração fosse realizado como parte da reforma do Imposto de Renda. O governo argumentava que a proposta não previa a compensação do benefício fiscal, o que poderia afetar negativamente as finanças públicas. No entanto, os parlamentares decidiram avançar com a prorrogação, argumentando que essa era uma medida crucial para a manutenção e a criação de empregos em setores que enfrentaram desafios econômicos nos últimos anos.

    Além da prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, o projeto também inclui a redução das alíquotas previdenciárias pagas pelos municípios à União, de acordo com o tamanho do PIB per capita de cada um. Isso visa dar mais flexibilidade financeira às prefeituras e incentivar o desenvolvimento econômico em nível local.

    A decisão da Câmara dos Deputados foi elogiada por representantes dos setores beneficiados, que acreditam que essa medida contribuirá para a retomada econômica e a criação de empregos. No entanto, críticos argumentam que a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos poderá representar uma perda significativa de receita para a Previdência Social, o que poderia ter impactos no longo prazo.

    A medida agora segue para o Senado Federal, onde será debatida e votada pelos senadores. A prorrogação da desoneração da folha de pagamentos é mais um exemplo dos desafios enfrentados pelo governo na condução de sua política econômica, em um cenário em que a recuperação econômica é uma prioridade nacional.

  • Lula cobra imposto dos “super-ricos” para aumentar isenção do IR

    Lula cobra imposto dos “super-ricos” para aumentar isenção do IR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na segunda-feira (28) uma medida provisória (MP) que cria uma nova tributação para os chamados “fundos exclusivos”, que são investimentos voltados para pessoas com alto poder aquisitivo e que têm benefícios fiscais.

    Segundo o governo, a medida visa tornar mais justa e igualitária a distribuição da carga tributária no país, já que esses fundos são utilizados por cerca de 0,1% dos contribuintes, mas representam 10% do patrimônio total aplicado em fundos de investimento no Brasil.

    Os fundos exclusivos são aqueles que exigem um investimento mínimo de R$ 10 milhões por cotista e que têm isenção do chamado “come-cotas”, que é um imposto semestral cobrado sobre os rendimentos dos fundos de investimento.

    Com a MP, esses fundos passarão a ser tributados da mesma forma que os demais fundos abertos, ou seja, terão incidência do come-cotas e do Imposto de Renda (IR) na fonte, conforme a tabela regressiva, que varia de 15% a 22,5%, dependendo do prazo de aplicação.

    A expectativa do governo é arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026 com a nova tributação, que servirá como compensação para o aumento da faixa de isenção do IR para as pessoas físicas que recebem até R$ 2.640 mensais, anunciado na semana passada pelo presidente Lula.

    A medida já havia sido tentada pelos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Economia Paulo Guedes, mas enfrentou resistência no Congresso Nacional, principalmente por parte dos parlamentares ligados ao setor financeiro.

    Agora, a MP terá que ser analisada pelos deputados e senadores em até 120 dias, caso contrário perderá a validade. O governo espera contar com o apoio da maioria dos partidos, especialmente os de esquerda e centro-esquerda, que defendem uma reforma tributária mais progressiva.

    Especialistas em economia e tributação veem com bons olhos a medida, que consideram um avanço na direção de reduzir as desigualdades sociais e econômicas no país. Eles argumentam que os fundos exclusivos são uma forma de elisão fiscal, ou seja, de evitar o pagamento de impostos por meio de brechas legais.

    Segundo eles, essa prática favorece os mais ricos em detrimento dos mais pobres, que pagam proporcionalmente mais impostos sobre o consumo e a renda. Além disso, eles afirmam que a tributação dos fundos exclusivos pode estimular o investimento produtivo e a geração de empregos, em vez da especulação financeira.

    Segundo o governo, a medida visa tornar mais justa e igualitária a distribuição da carga tributária no país, já que esses fundos são utilizados por cerca de 0,1% dos contribuintes, mas representam 10% do patrimônio total aplicado em fundos de investimento no Brasil.

    Os fundos exclusivos são aqueles que exigem um investimento mínimo de R$ 10 milhões por cotista e que têm isenção do chamado “come-cotas”, que é um imposto semestral cobrado sobre os rendimentos dos fundos de investimento.

    Com a MP, esses fundos passarão a ser tributados da mesma forma que os demais fundos abertos, ou seja, terão incidência do come-cotas e do Imposto de Renda (IR) na fonte, conforme a tabela regressiva, que varia de 15% a 22,5%, dependendo do prazo de aplicação.

    A expectativa do governo é arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026 com a nova tributação, que servirá como compensação para o aumento da faixa de isenção do IR para as pessoas físicas que recebem até R$ 2.640 mensais, anunciado na semana passada pelo presidente Lula.

    A medida já havia sido tentada pelos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Economia Paulo Guedes, mas enfrentou resistência no Congresso Nacional, principalmente por parte dos parlamentares ligados ao setor financeiro.

    Agora, a MP terá que ser analisada pelos deputados e senadores em até 120 dias, caso contrário perderá a validade. O governo espera contar com o apoio da maioria dos partidos, especialmente os de esquerda e centro-esquerda, que defendem uma reforma tributária mais progressiva.

    Especialistas em economia e tributação veem com bons olhos a medida, que consideram um avanço na direção de reduzir as desigualdades sociais e econômicas no país. Eles argumentam que os fundos exclusivos são uma forma de elisão fiscal, ou seja, de evitar o pagamento de impostos por meio de brechas legais.

    Segundo eles, essa prática favorece os mais ricos em detrimento dos mais pobres, que pagam proporcionalmente mais impostos sobre o consumo e a renda. Além disso, eles afirmam que a tributação dos fundos exclusivos pode estimular o investimento produtivo e a geração de empregos, em vez da especulação financeira.

  • Brics quer criar moeda comum para substituir o dólar

    Brics quer criar moeda comum para substituir o dólar

    A ideia é que a moeda seja baseada em uma cesta de moedas nacionais e tenha um valor fixo em relação ao dólar.

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (25) que o Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, iniciará estudos para criar uma moeda de referência para substituir o dólar nas trocas comerciais entre os países-membros e outros seis que se integrarão em 2024.

    Segundo ele, a moeda comum facilitaria a vida das pessoas e reduziria os custos de transação. 

    Ele afirmou que ninguém quer mudar a unidade monetária do país, mas sim ter uma alternativa ao dólar, que não foi escolhido por nenhum fórum mundial, mas se impôs após o fim do padrão ouro.

    A moeda ainda não tem um nome oficial, mas é chamada informalmente de R5, uma referência às iniciais dos países do Brics. 

    A área econômica dos países do bloco irá apresentar uma solução na próxima reunião da Cúpula, em 2024, na Rússia.

    A iniciativa do Brics foi criticada pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. Em entrevista à imprensa, ele disse que a moeda americana é global pelo poder da economia dos EUA e que qualquer tentativa de descartá-la seria um erro. Ele questionou qual moeda seria usada pelo Brics e desejou boa sorte.

    O Brics é um grupo de países emergentes que representa cerca de 40% da população mundial e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) global. O bloco busca aumentar a cooperação econômica, política e social entre seus membros e fortalecer sua voz no cenário internacional. Em 2024, o Brics irá incorporar mais seis países: Argentina, Indonésia, México, Nigéria, Turquia e Vietnã.

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (25) que o Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, iniciará estudos para criar uma moeda de referência para substituir o dólar nas trocas comerciais entre os países-membros e outros seis que se integrarão em 2024.

    Segundo ele, a moeda comum facilitaria a vida das pessoas e reduziria os custos de transação. 

    Ele afirmou que ninguém quer mudar a unidade monetária do país, mas sim ter uma alternativa ao dólar, que não foi escolhido por nenhum fórum mundial, mas se impôs após o fim do padrão ouro.

    A moeda ainda não tem um nome oficial, mas é chamada informalmente de R5, uma referência às iniciais dos países do Brics. 

    A área econômica dos países do bloco irá apresentar uma solução na próxima reunião da Cúpula, em 2024, na Rússia.

    A iniciativa do Brics foi criticada pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. Em entrevista à imprensa, ele disse que a moeda americana é global pelo poder da economia dos EUA e que qualquer tentativa de descartá-la seria um erro. Ele questionou qual moeda seria usada pelo Brics e desejou boa sorte.

    O Brics é um grupo de países emergentes que representa cerca de 40% da população mundial e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) global. O bloco busca aumentar a cooperação econômica, política e social entre seus membros e fortalecer sua voz no cenário internacional. Em 2024, o Brics irá incorporar mais seis países: Argentina, Indonésia, México, Nigéria, Turquia e Vietnã.

  • Servidores federais recebem aumento de 9% e auxílio-alimentação maior

    Servidores federais recebem aumento de 9% e auxílio-alimentação maior

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (23) uma medida provisória que concedeu um reajuste salarial de 9% para todos os servidores federais, retroativo a 1º de maio de 2023. 

    O auxílio-alimentação também foi aumentado de R$ 458 para R$ 658 por mês.

    A medida beneficia mais de 1,1 milhão de pessoas, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, segundo o Executivo. O impacto orçamentário do reajuste é de R$ 9,62 bilhões em 2023 e R$ 13,82 bilhões anualmente a partir de 2024. O governo afirmou que a correção salarial foi possível após a inclusão de recursos no Orçamento deste ano.

    O texto original da medida provisória foi alterado pela Câmara e pelo Senado, que incluíram emendas que não tinham relação com o tema principal. Entre as mudanças, estão a criação de mais uma diretoria na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a permissão para os anistiados políticos usarem sua reparação econômica para pedir crédito consignado.

    A medida provisória segue agora para sanção presidencial. O presidente tem até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto, total ou parcialmente.

    O auxílio-alimentação também foi aumentado de R$ 458 para R$ 658 por mês.

    A medida beneficia mais de 1,1 milhão de pessoas, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, segundo o Executivo. O impacto orçamentário do reajuste é de R$ 9,62 bilhões em 2023 e R$ 13,82 bilhões anualmente a partir de 2024. O governo afirmou que a correção salarial foi possível após a inclusão de recursos no Orçamento deste ano.

    O texto original da medida provisória foi alterado pela Câmara e pelo Senado, que incluíram emendas que não tinham relação com o tema principal. Entre as mudanças, estão a criação de mais uma diretoria na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a permissão para os anistiados políticos usarem sua reparação econômica para pedir crédito consignado.

    A medida provisória segue agora para sanção presidencial. O presidente tem até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto, total ou parcialmente.

  • Governo quer voltar a cobrar imposto sindical dos trabalhadores

    Governo quer voltar a cobrar imposto sindical dos trabalhadores

    O presidente Lula pretende enviar ao Congresso um projeto de lei que recria a cobrança obrigatória do imposto sindical, que foi extinto em 2017 pela reforma trabalhista. 

    A proposta, que ainda está em estudo pelo Ministério do Trabalho, prevê que a taxa seja vinculada aos acordos de reajuste salarial negociados pelos sindicatos e limitada a até 1% do rendimento anual do trabalhador.

    O imposto sindical era descontado anualmente de um dia de trabalho de cada empregado e repartido entre as entidades sindicais. Com a reforma trabalhista, a contribuição passou a ser opcional, o que provocou uma queda de 98% na arrecadação dos sindicatos, segundo o Dieese.

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defende que o novo modelo é diferente do anterior, pois será decidido em assembleia pelos próprios trabalhadores. Ele argumenta que quem não quiser pagar, terá que votar contra na assembleia. Ele também conta com o apoio de Lula, que sempre foi favorável aos sindicatos.

    As centrais sindicais apoiam a proposta como uma forma de financiar os sindicatos e garantir os direitos dos trabalhadores. Elas afirmam que a contribuição será um dos pontos discutidos nas negociações trabalhistas, junto com questões como aumentos salariais e benefícios.

    As confederações patronais, por outro lado, criticam a proposta como uma forma de onerar os trabalhadores e as empresas. Elas consideram a taxa muito alta e questionam a vinculação entre a contribuição sindical e os reajustes salariais. Elas temem que isso dificulte as negociações trabalhistas e prejudique a competitividade das empresas.

    O projeto deve ser apresentado ao presidente até o final de agosto e enviado ao Congresso até setembro. Um grupo de trabalho formado por representantes do ministério, sindicatos trabalhistas e entidades patronais está discutindo os detalhes da proposta. Uma nova reunião deve ser realizada nesta semana.

    A proposta, que ainda está em estudo pelo Ministério do Trabalho, prevê que a taxa seja vinculada aos acordos de reajuste salarial negociados pelos sindicatos e limitada a até 1% do rendimento anual do trabalhador.

    O imposto sindical era descontado anualmente de um dia de trabalho de cada empregado e repartido entre as entidades sindicais. Com a reforma trabalhista, a contribuição passou a ser opcional, o que provocou uma queda de 98% na arrecadação dos sindicatos, segundo o Dieese.

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defende que o novo modelo é diferente do anterior, pois será decidido em assembleia pelos próprios trabalhadores. Ele argumenta que quem não quiser pagar, terá que votar contra na assembleia. Ele também conta com o apoio de Lula, que sempre foi favorável aos sindicatos.

    As centrais sindicais apoiam a proposta como uma forma de financiar os sindicatos e garantir os direitos dos trabalhadores. Elas afirmam que a contribuição será um dos pontos discutidos nas negociações trabalhistas, junto com questões como aumentos salariais e benefícios.

    As confederações patronais, por outro lado, criticam a proposta como uma forma de onerar os trabalhadores e as empresas. Elas consideram a taxa muito alta e questionam a vinculação entre a contribuição sindical e os reajustes salariais. Elas temem que isso dificulte as negociações trabalhistas e prejudique a competitividade das empresas.

    O projeto deve ser apresentado ao presidente até o final de agosto e enviado ao Congresso até setembro. Um grupo de trabalho formado por representantes do ministério, sindicatos trabalhistas e entidades patronais está discutindo os detalhes da proposta. Uma nova reunião deve ser realizada nesta semana.

  • Governo pode voltar a cobrar imposto sobre compras online de até US$ 50

    Governo pode voltar a cobrar imposto sobre compras online de até US$ 50

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode acabar com a isenção de imposto de importação sobre as compras de até US$ 50 feitas em sites do exterior, que entrou em vigor no último dia 1º de agosto.

    A medida visa aumentar a arrecadação federal e reduzir o déficit das contas públicas, que deve chegar a R$ 100 bilhões neste ano.

    A isenção do imposto de importação foi concedida por uma portaria do ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União no dia 31 de julho. A portaria também alterou a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a incidir já no ato da compra, e não mais apenas quando a mercadoria chegava no Brasil. A alíquota do ICMS é de 17% para todos os estados.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a parlamentares nesta quarta-feira (9) que há negociações em andamento para “futuros ajustes da alíquota federal” em paralelo à cobrança do ICMS. Segundo ele, o objetivo é evitar a concorrência desleal dos produtos importados com os nacionais, que pagam mais impostos.

    A cobrança do imposto de importação e a futura taxação de grandes fortunas fazem parte de um esforço do governo para levantar R$ 100 bilhões para zerar o déficit das contas públicas no ano que vem. Para isso, é preciso aprovar mudanças na legislação ainda neste ano. A taxação de grandes fortunas, no entanto, pode demorar um pouco mais a sair do papel, pois depende de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que tramita no Congresso Nacional desde 2008.

    As compras online de até US$ 50 feitas em sites do exterior são muito populares entre os brasileiros, que buscam produtos mais baratos e variados do que os encontrados no mercado interno. Segundo dados da Receita Federal, em 2022 foram registradas cerca de 35 milhões de encomendas internacionais, sendo que 90% delas estavam abaixo desse valor.

    Os consumidores que fazem essas compras devem ficar atentos às possíveis mudanças nas regras tributárias e aos riscos de atrasos na entrega ou extravios dos produtos. Além disso, devem verificar a confiabilidade dos sites e a qualidade dos produtos antes de efetuar a compra, pois nem sempre há garantia ou assistência técnica no Brasil.

    A medida visa aumentar a arrecadação federal e reduzir o déficit das contas públicas, que deve chegar a R$ 100 bilhões neste ano.

    A isenção do imposto de importação foi concedida por uma portaria do ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União no dia 31 de julho. A portaria também alterou a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a incidir já no ato da compra, e não mais apenas quando a mercadoria chegava no Brasil. A alíquota do ICMS é de 17% para todos os estados.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a parlamentares nesta quarta-feira (9) que há negociações em andamento para “futuros ajustes da alíquota federal” em paralelo à cobrança do ICMS. Segundo ele, o objetivo é evitar a concorrência desleal dos produtos importados com os nacionais, que pagam mais impostos.

    A cobrança do imposto de importação e a futura taxação de grandes fortunas fazem parte de um esforço do governo para levantar R$ 100 bilhões para zerar o déficit das contas públicas no ano que vem. Para isso, é preciso aprovar mudanças na legislação ainda neste ano. A taxação de grandes fortunas, no entanto, pode demorar um pouco mais a sair do papel, pois depende de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que tramita no Congresso Nacional desde 2008.

    As compras online de até US$ 50 feitas em sites do exterior são muito populares entre os brasileiros, que buscam produtos mais baratos e variados do que os encontrados no mercado interno. Segundo dados da Receita Federal, em 2022 foram registradas cerca de 35 milhões de encomendas internacionais, sendo que 90% delas estavam abaixo desse valor.

    Os consumidores que fazem essas compras devem ficar atentos às possíveis mudanças nas regras tributárias e aos riscos de atrasos na entrega ou extravios dos produtos. Além disso, devem verificar a confiabilidade dos sites e a qualidade dos produtos antes de efetuar a compra, pois nem sempre há garantia ou assistência técnica no Brasil.

  • Ozonioterapia: entidades médicas criticam lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    Ozonioterapia: entidades médicas criticam lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que autoriza o uso da ozonioterapia como tratamento complementar no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde privados.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

  • Ozonioterapia: entidades médicas pedem veto de Lula a lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    Ozonioterapia: entidades médicas pedem veto de Lula a lei que autoriza técnica sem comprovação científica

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem até esta sexta-feira (4) para decidir se sanciona ou veta uma lei que autoriza o uso da ozonioterapia como tratamento complementar no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde privados.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

    A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho, com pouca resistência dos parlamentares, mas enfrenta forte oposição de entidades médicas e do Ministério da Saúde, que consideram a técnica sem comprovação científica de sua eficácia e segurança.

    A ozonioterapia consiste em aplicar uma mistura de gás oxigênio e ozônio no corpo humano, por meio de injeções, insuflações, auto-hemoterapia ou outras vias. Segundo a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que defende a técnica, o ozônio tem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, analgésicas e imunomoduladoras, e pode ser usado para tratar diversas doenças, como infecções, feridas, dores crônicas, câncer e diabetes.

    No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Ministério da Saúde e outras entidades médicas afirmam que não há evidências científicas suficientes que sustentem a eficácia e a segurança da ozonioterapia para essas finalidades. Eles alertam que a técnica pode causar efeitos adversos graves, como embolia gasosa, infecções, alergias e necrose tecidual.

    Além disso, eles argumentam que a lei que autoriza a ozonioterapia é inconstitucional, pois fere o princípio da separação dos poderes, ao invadir a competência do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regular as práticas médicas no país. Eles também apontam que a lei viola o direito à saúde, ao permitir que tratamentos sem eficácia comprovada sejam oferecidos à população.

    A Anvisa só autoriza o uso de equipamentos de ozonioterapia para alguns tratamentos odontológicos e estéticos, como clareamento dental e remoção de manchas na pele. Para outras finalidades, a agência exige que sejam realizados estudos clínicos controlados e registrados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    A Aboz afirma que existem mais de 26 mil publicações científicas sobre a ozonioterapia no mundo, e que a técnica é reconhecida em mais de 50 países. A associação diz que a ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar à medicina convencional, e que não pretende substituir os tratamentos já existentes. Ela também defende que a lei respeita a autonomia dos profissionais de saúde e dos pacientes, e que não gera custos adicionais ao SUS ou aos planos de saúde.

    A decisão do presidente Lula sobre a sanção ou veto da lei pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), caso alguma entidade médica ou outro órgão entre com uma ação direta de inconstitucionalidade. O STF já julgou casos semelhantes envolvendo outras práticas médicas controversas, como a fosfoetanolamina sintética (conhecida como “pílula do câncer”) e as terapias celulares (como o uso de células-tronco). Em ambos os casos, o STF decidiu pela inconstitucionalidade das leis que autorizavam esses tratamentos sem comprovação científica.

  • Estados aumentam gastos com a folha de pagamento dos servidores públicos

    Estados aumentam gastos com a folha de pagamento dos servidores públicos

    Os gastos com a folha de pagamento de pessoal são o principal item de despesa de todo o setor público brasileiro. Segundo o Instituto Millenium, em 2019, o governo gastou R$ 930 bilhões com salários de servidores, o que corresponde a 13,7% do PIB.

    via GIPHY

    Esse valor é considerado alto para os padrões internacionais e coloca o Brasil entre os países que mais gastam com funcionalismo.

    Mas como essa despesa se distribui entre os diferentes níveis de governo? Quais são os estados que mais gastam com servidores? E quais são as consequências e as sanções para os estados que ultrapassam os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)?

    Aumento dos gastos públicos com folha de pagamento

    De acordo com o Ipea, entre 2006 e 2017, o custo do funcionalismo público no Brasil aumentou 59%, passando de R$ 472 bilhões para R$ 751 bilhões. Esse aumento se deve, em parte, ao crescimento do número de servidores, mas também aos reajustes salariais concedidos ao longo dos anos.

    No nível federal, por exemplo, a despesa com salários subiu 125% entre 2008 e 2019, enquanto o número de servidores ativos aumentou apenas 11%. No nível estadual, a situação também é preocupante. Segundo dados do Tesouro Nacional, 21 dos 27 estados tiveram aumento na despesa com pessoal do Executivo em relação à receita no primeiro quadrimestre de 2023, em parte por causa de mudanças no ICMS sobre combustíveis.

    Estados que mais gastam com servidores

    Em valores absolutos, os estados que mais gastam com servidores são São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos representam quase metade da despesa total dos estados. Em relação à receita corrente líquida (RCL), que é a soma das receitas tributárias, de contribuições e outras receitas após as transferências constitucionais, os estados que mais comprometem seus recursos com folha de pagamento são Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Esses três estados ultrapassaram o limite máximo da LRF de 49% da RCL para gastos com pessoal do Executivo. Esse limite é calculado somando-se as despesas brutas com salários, encargos sociais e benefícios dos servidores ativos e inativos. Além disso, outros dez estados estão acima do limite prudencial da LRF de 46,55% da RCL, que aciona medidas preventivas para evitar o desequilíbrio fiscal.

    Consequências e sanções para os estados

    Os estados que desrespeitam o limite máximo da LRF precisam restabelecê-lo nos dois quadrimestres seguintes, sob pena de ficarem impedidos de contratar novos servidores, conceder aumentos reais ou criar novos cargos, entre outras medidas. Além disso, o Legislativo e o Tribunal de Contas devem alertar os Poderes e órgãos quando o limite de alerta de 44,1% da RCL é atingido.

    Se as medidas não forem suficientes para reverter a situação, os estados podem sofrer sanções mais severas, como a suspensão das transferências voluntárias da União, a proibição de contrair novas operações de crédito ou a intervenção federal. No entanto, essas sanções raramente são aplicadas na prática, pois dependem da vontade política dos governantes e da fiscalização dos órgãos competentes.

    Os gastos públicos com folha de pagamento dos estados brasileiros representam um desafio para a gestão fiscal e para a sustentabilidade das contas públicas. É preciso buscar um equilíbrio entre a valorização dos servidores e a responsabilidade com os recursos públicos. Para isso, é necessário melhorar a qualidade das informações sobre a despesa com pessoal, revisar as regras salariais e previdenciárias e fortalecer os mecanismos de controle e transparência.

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    Esse valor é considerado alto para os padrões internacionais e coloca o Brasil entre os países que mais gastam com funcionalismo.

    Mas como essa despesa se distribui entre os diferentes níveis de governo? Quais são os estados que mais gastam com servidores? E quais são as consequências e as sanções para os estados que ultrapassam os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)?

    Aumento dos gastos públicos com folha de pagamento

    De acordo com o Ipea, entre 2006 e 2017, o custo do funcionalismo público no Brasil aumentou 59%, passando de R$ 472 bilhões para R$ 751 bilhões. Esse aumento se deve, em parte, ao crescimento do número de servidores, mas também aos reajustes salariais concedidos ao longo dos anos.

    No nível federal, por exemplo, a despesa com salários subiu 125% entre 2008 e 2019, enquanto o número de servidores ativos aumentou apenas 11%. No nível estadual, a situação também é preocupante. Segundo dados do Tesouro Nacional, 21 dos 27 estados tiveram aumento na despesa com pessoal do Executivo em relação à receita no primeiro quadrimestre de 2023, em parte por causa de mudanças no ICMS sobre combustíveis.

    Estados que mais gastam com servidores

    Em valores absolutos, os estados que mais gastam com servidores são São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos representam quase metade da despesa total dos estados. Em relação à receita corrente líquida (RCL), que é a soma das receitas tributárias, de contribuições e outras receitas após as transferências constitucionais, os estados que mais comprometem seus recursos com folha de pagamento são Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Esses três estados ultrapassaram o limite máximo da LRF de 49% da RCL para gastos com pessoal do Executivo. Esse limite é calculado somando-se as despesas brutas com salários, encargos sociais e benefícios dos servidores ativos e inativos. Além disso, outros dez estados estão acima do limite prudencial da LRF de 46,55% da RCL, que aciona medidas preventivas para evitar o desequilíbrio fiscal.

    Consequências e sanções para os estados

    Os estados que desrespeitam o limite máximo da LRF precisam restabelecê-lo nos dois quadrimestres seguintes, sob pena de ficarem impedidos de contratar novos servidores, conceder aumentos reais ou criar novos cargos, entre outras medidas. Além disso, o Legislativo e o Tribunal de Contas devem alertar os Poderes e órgãos quando o limite de alerta de 44,1% da RCL é atingido.

    Se as medidas não forem suficientes para reverter a situação, os estados podem sofrer sanções mais severas, como a suspensão das transferências voluntárias da União, a proibição de contrair novas operações de crédito ou a intervenção federal. No entanto, essas sanções raramente são aplicadas na prática, pois dependem da vontade política dos governantes e da fiscalização dos órgãos competentes.

    Os gastos públicos com folha de pagamento dos estados brasileiros representam um desafio para a gestão fiscal e para a sustentabilidade das contas públicas. É preciso buscar um equilíbrio entre a valorização dos servidores e a responsabilidade com os recursos públicos. Para isso, é necessário melhorar a qualidade das informações sobre a despesa com pessoal, revisar as regras salariais e previdenciárias e fortalecer os mecanismos de controle e transparência.